quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

P'tit Quinquin

Nome do Filme : “P'tit Quinquin”
Titulo Inglês : “Li'l Quinquin”
Ano : 2014
Duração : 199 minutos
Género : Crime/Mystery/Drama
Realização : Bruno Dumont
Elenco : Alane Delhaye (Quinquin), Lucy Caron (Eve Terrier), Bernard Pruvost (Van Der Weyden), Philippe Jore (Carpentier), Lisa Hartmann (Aurelie Terrier), Julien Bodard (Kevin), Corentin Carpentier (Jordan), Pascal Fresch (Mr. Campin), Jason Cirot (Dany Lebleu), Baptiste Anquez (Mohamed Bhiri), Camille Cazier (Elodie), Celine Cazier (Patricia).

História : O Capitão Van Der Weyden e o seu parceiro Carpentier investigam um caso particularmente macabro. Numa pequena aldeia francesa, foi encontrada uma vaca morta com restos humanos no interior da sua barriga. Enquanto tentam deslindar o mistério e tiram as suas conclusões, os investigadores são constantemente importunados pelo pequeno Quinquin e pela sua namorada, Eve, duas crianças que se aborrecem por não ter nada que fazer e que insistem em investigar os casos por conta própria.

Comentário : O realizador havia equacionado esta história para ser uma mini-série de TV e foi para isso que a fita fora criada. No entanto, acabou por ir parar às salas de cinema francesas e foi nesses espaços que teve o sucesso merecido naquele país, ainda que o filme tivesse passado no pequeno ecrã dividido em quatro partes. O filme “O Pequeno Quinquin” estreou unicamente na única sala do Cinema Nimas em Lisboa, um verdadeiro insulto, não entendo porque motivo certos filmes pertencentes ao chamado cinema do mundo ou independente têm este tipo de distribuição restrita. Sucedeu o mesmo com o maravilhoso “Winter Sleep” e suspeito que se venha a passar a mesma coisa com “Leviathan”, um filme russo que está a fazer imenso sucesso por onde tem passado.

Gostei bastante deste “P'tit Quinquin”, filme francês povoado de personagens tresloucadas e cujos protagonistas são um casalinho de namorados, duas crianças muito curiosas e fartas do tédio que existe na sua localidade; são elas o Quinquin do título e a pequena Eve. O investigador da policia também tem as suas maleitas, o homem sofre de imensos tiques nervosos, o que o torna cómico por vezes. O genérico inicial é muito bonito, aliás, todo o filme está extremamente bem concebido, nota-se que o cinema de Bruno Dumont melhorou bastante, a comparar com as suas primeiras obras. Neste filme, ele muda totalmente a sua forma de filmar e de contar histórias e só temos que lhe agradecer por isso. Os dois agentes policiais têm boas prestações, mas as alminhas do filme são o pequeno Quinquin e a sua princesinha Eve, tiveram poderosas interpretações, além disso, notou-se na perfeição a empatia entre os dois pequenos, seja como atores, seja enquanto personagens e namorados. O filme podia ter sido bem mais violento, mas o autor francês preferiu atribuir à sua fita, um tom satírico e de comédia negra. O drama também tem espaço aqui. Os crimes em questão são horrendos, mas a forma com que as personagens levam as coisas, torna tudo mais apetitoso. Uma agradável surpresa. 

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