terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Inherent Vice

Nome do Filme : “Inherent Vice”
Titulo Inglês : “Inherent Vice”
Ano : 2014
Duração : 149 minutos
Género : Drama/Crime
Realização : Paul Thomas Anderson
Produção : Paul Thomas Anderson
Elenco : Joaquin Phoenix (Larry Sportello), Reese Witherspoon (Penny Kimball), Josh Brolin (Christian Bjornsen), Katherine Waterston (Shasta Fay Hepworth), Maya Rudolph (Petunia Leeway), Michael Kenneth Williams (Tariq Khalil), Martin Dew (Buddy Tubeside), Jeannie Berlin (Reet), Serena Scott Thomas (Sloane Wolfmann), Eric Roberts (Michael Wolfmann), Hong Chau (Jade), Benicio Del Toro (Sauncho Smilax), Jena Malone (Hope Harlingen), Owen Wilson (Coy Harlingen), Yvette Yates (Luz), Jillian Bell (Chlorinda), Elaine Tan (Xandra), Sasha Pieterse (Japonica Fenway), Katie Schwartz (Kimberly), Martin Short (Rudy Blatnoyd), Shannon Collis (Bambi).

História : Em finais dos anos 60, há já algum tempo que o detective Larry Sportello não vê a ex-mulher. Certo dia, ela aparece para solicitar os seus serviços de forma a encontrar o paradeiro do seu novo namorado, um milionário supostamente raptado pela mulher dele e o amante dela. Larry Sportello vê-se assim envolvido numa complicada teia de intrigas, onde terá que fechar os olhos aos seus escrúpulos e a muitas e complexas questões legais.

Comentário : Uma coisa curiosa que constatei ao ver este filme, esta fita possui uma sequência de cinco austeros minutos que consegue retratar um acto sexual de perturbante e intensa crueza que as duas horas de “Fifty Shades Of Grey” não souberam sequer imitar. Claramente que seria uma enorme injustiça comparar um objecto com o outro, a diferença é abismal e colossal. Confesso que não sou muito adepto do cinema que Paul Thomas Anderson pratica, ainda assim, gostei de três filmes seus. Em relação a este “Inherent Vice”, tenho que confessar que gostei dele, embora seja daqueles filmes que, não sendo nada de especial, acaba por gerar interesse, quer pelo fantástico elenco, quer pelas bestiais interpretações do mesmo, digamos que é um filme que vive das prestações dos atores (elas incluidas). Nota igualmente positiva para o argumento, muito bem escrito e elaborado, ainda que bastante confuso.

O filme está também muito bem filmado e tem uma boa fotografia. Joaquin Phoenix, que afinal não está louco, tem mais uma brilhante prestação, ele é a alma deste filme, de louco só mesmo o seu personagem. Depois temos duas lindas meninas que superaram todas as expetativas nelas depositadas – Reese Witherspoon e Katherine Waterston, adorei vê-las neste filme e as suas personagens são muito ricas quase a todos os niveis. Seria um exagero nomear este novo filme de Paul Thomas Anderson como sendo um dos melhores filmes deste ano, mas é seguramente um futuro objecto de culto, mais uma boa obra do autor em questão. É um filme que vai dividir muita gente, vai gerar opiniões divergentes e, a cima de tudo, fazer a critica estremecer. É bom cinema, isso é verdade, mas senti que faltou qualquer coisa. Pessoalmente, gostei de todos os bons filmes que Paul Thomas Anderson fabricou desde “Magnolia”. 

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