quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Nymphomaniac (Director's Cut)

Nome do Filme : “Nymphomaniac (Director's Cut)”
Titulo Inglês : “Nymphomaniac (Director's Cut)”
Ano : 2013
Duração : 320 minutos
Género : Drama/Pornográfico
Realização : Lars Von Trier
Elenco : Charlotte Gainsbourg (Joe), Stellan Skarsgard (Seligman), Stacy Martin (teen Joe), Shia LaBeouf (Jerome), Christian Slater (Joe's father), Connie Nielsen (Joe's mother), Sophie Kennedy Clark (B), Uma Thurman (Mrs. H), Hugo Speer (Mr. H), Cyron Melville (A), Nicolas Bro (F), Christian Gade Bjerrum (G), Felicity Gilbert (Liz), Jens Albinus (S), Anders Hove (Odin), Ronja Rissmann/Maja Arsovic/Ananya Berg (young Joe), Jamie Bell (K), Willem Dafoe (L), Mia Goth (P), Michael Pas (old Jerome), Jean Marc Barr (D. G.), Udo Kier (the waiter), Tania Carlin (Renee), Sofie Kasten/Morgan Hartley (young B).

História : Um estranho homem recolhe em sua casa uma mulher espancada e ferida. Durante essa noite fria e pela madrugada fora, essa mulher relata para esse homem os principais acontecimentos que marcaram a sua vida.

Comentário : Vi a versão para cinema deste filme precisamente em duas salas de cinema muito velhas e estragadas (risos), adorei o filme ou os filmes, para mim “Nymphomaniac” é apenas um único filme, tal como “Kill Bill” o é. Na altura disse que estas quatro horas eram suficientes para mostrar a história de Joe. Ainda não tinha visto o director's cut. Esta madrugada vi, pela Net, a versão de cinco horas e vinte minutos que o realizador filmou, e confesso que não havia necessidade para que ele se tivesse dado ao trabalho de conceber esta versão adulterada do elenco.

Não me vou alongar muito neste meu comentário, até mesmo porque a minha opinião sobre o filme enquanto versão de cinema já foi escrita em Fevereiro de 2014 e encontra-se postada neste site. Lars Von Trier sempre foi bastante polémico, quer pelas suas obras para cinema, quer por tudo o resto, nomeadamente a nivel pessoal. Neste director's cut, aquilo que temos é que, alguns dos oito capitulos foram bastante prolongados, principalmente os capitulos 4, 6, 7 e 8. Temos mais cenas de sexo explícito (algumas delas fora do contexto ou metidas à pressão), temos genitais expostos e temos a tão falada cena dos negros com a protagonista, que confesso estar bastante bem concebida. No entanto, aquilo que não sou capaz de perdoar ao realizador é aquela sequência morosa no capítulo 7, em que a protagonista faz um aborto a si própria, é uma longa cena muito perturbante e que fere a sensibilidade dos mais sensíveis. Sinceramente, não havia necessidade, o realizador foi longe demais. 

Depois, outra área em que o senhor Von Trier errou foi nas cenas de sexo, ditas explícitas. Trata-se realmente de um grande embuste, o principal erro foi o dele ter mencionado que usou atores porno nessas cenas e que depois fez as ditas montagens com o elenco profissional. Esse método tira todo o valor ao filme, tira todo o mérito à obra. Porque não são os atores do filme a fazerem as ditas cenas, ou grande parte delas, fazendo deste director's cut um verdadeiro engodo, para tarados. O filme, enquanto versão de cinema é muito bom, mas a sua versão extensa ou director's cut é uma fraude.

Abraços Cinéfilos.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Unbroken

Nome do Filme : “Unbroken”
Titulo Inglês : “Unbroken”
Ano : 2014
Duração : 137 minutos
Género : Biográfico/Drama
Realização : Angelina Jolie
Produção : Angelina Jolie
Elenco : Jack O'Connell (Louis Zamperini), Domhnall Gleeson (Phil), Takamasa Ishihara (Watanabe), Garrett Hedlund (Fitzgerald), Finn Wittrock (Mac), Jai Courtney (Cup), Vincenzo Amato (Anthony), John Magaro (Tinker), Luke Treadaway (Miller), Louis McIntosh (Harris), Ross Anderson (Blackie).

História : Louis é um rapaz que, graças ao irmão, se torna atleta olímpico. Mas o eclodir da Segunda Guerra Mundial quase lhe tira a vida. Louis alista-se como piloto. Durante uma missão, o bombardeiro em que segue despenha-se no Oceano Pacífico. Fica à deriva cerca de 47 dias, até ser resgatado. Porém, os seus salvadores são da Marinha Japonesa, o que faz dele um prisioneiro de guerra. É então enviado para um campo onde permanecerá largos meses, enfrentando dificeis e cruéis condições que serão o maior dos testes à sua resistência física e, sobretudo, à sua força mental.

Comentário : Com a época dos Oscars 2015 terminada, não me podia esquecer deste brilhante filme biográfico sobre um grande homem. Realizado e produzido pela grande Angelina Jolie, este é daqueles filmes que merece ser descoberto numa sala de cinema. Pessoalmente, confesso tê-lo visto em casa, no conforto do meu lar. Já não tenho paciência para estar numa sala de cinema, para mim, essa época terminou. Na minha opinião, Angelina Jolie não é lá grande coisa enquanto atriz, mas como ser humano, ela é realmente uma pessoa muito grande e única, um grande exemplo a ser seguido. Sendo o seu primeiro filme como realizadora um fiasco, à segunda tentativa, ela acertou, ainda que não seja um grande filme. “Unbroken” é um filme bastante aceitável que nos mostra a história de Louis Zamperini, bem como as maiores dificuldades que ele passou em vida. Adorei o japonês mauzinho (foto em baixo). Tecnicamente brilhante e possuidor de uma brutal prestação de Jack O'Connell, este é um dos grandes prejudicados das escolhas injustas dos membros da Academia. 

Abrir Puertas Y Ventanas

Nome do Filme : “Abrir Puertas Y Ventanas”
Titulo Inglês : “Back To Stay”
Ano : 2011
Duração : 97 minutos
Género : Drama
Realização : Milagros Mumenthaler
Elenco : Maria Canale (Marina), Martina Juncadella (Sofia), Ailin Salas (Violeta).

História : Três lindas meninas vivem tranquilamente numa bela cottage. Um dia, a princesa mais nova decide abandonar o ninho...

Comentário : Já andava à bastante tempo para ver este filme argentino. Após vê-lo, tenho que confessar que gostei dele, embora esperasse algo mais consistente. O filme conta a história de três lindas adolescentes que, depois da morte da avó que as estava a criar, ficam sozinhas a morar na habitação que era da velha e seguem com as suas vidas para a frente. No entanto, algo parece não estar a funcionar muito bem. Tecnicamente, o filme tem falhas, por exemplo, o som. Nota-se que é cinema independente. Temos bons planos das três protagonistas (um deles na foto em baixo), em que elas se apresentam bastante sensuais. Por exemplo, a mais nova das meninas, passa o filme de cuequinhas a desfilar pela casa. As outras duas andam igualmente provocadoras, embora mais tapadinhas. Sinceramente, gostei do filme, mas tenho que dizer que o argumento não é nada de especial, quem fez o filme podia ter escrito algo mais complexo e mais denso, as personagens envolvidas eram propícias a isso. 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Leviathan

Nome do Filme : “Leviafan”
Titulo Inglês : “Leviathan”
Ano : 2014
Duração : 141 minutos
Género : Drama
Realização : Andrey Zvyagintsev
Elenco : Elena Lyadova (Lilya), Aleksey Serebryakov (Kolya), Vladimir Vdovichenkov (Dmitriy), Roman Madyanov (Vadim), Anna Ukolova (Angela), Sergey Pokhodaev (Roman), Lesya Kudryashova (Yulya).

História : Numa cidade costeira na Rússia, Kolya é forçado a lutar contra um homem corrupto quando é informado de que a sua casa será demolida. Assim, ele contrata um advogado para o ajudar, mas a chegada desse homem à sua vida somente dificulta ainda mais a sua já complicada existência.

Comentário : Mais um excelente filme que vejo neste novo ano e já cá cantam três. É um filme russo e está também nomeado para o óscar de melhor filme estrangeiro, para mim, este seria um justo vencedor nessa categoria, no entanto, o prémio também seria justo para o polaco “Ida”. Mas vamos falar deste maravilhoso “Leviathan”. É um filme muito denso e muito parado, tal como “Winter Sleep” o é. Precisa-se muita paciência para ver qualquer um destes dois filmes, ainda assim, estamos perante cinema de grande qualidade. Neste filme, temos um bom argumento que foi muito bem escrito e passado para filme de forma correcta. Temos uma excelente fotografia e um bom som. Sem esquecermos as brilhantes interpretações de Elena Lyadova e de Aleksey Serebryakov, o casal protagonista.

Elena Lyadova, além de ter tido uma grande prestação neste filme russo, aufere ainda a qualidade de ser uma rapariga linda (primeira foto em baixo), lamentável foi o seu destino na obra. No fundo, este filme mostra a profunda degradação humana do personagem Kolya que, com o avançar dos largos minutos, vai sempre caminhando para pior. O filme possui igualmente cenas e paisagens muito bonitas, veja-se as imagens no inicio e depois as do final. A banda sonora ajudou também nesse campo. A minha cena preferida é aquela que está representada pela última fotografia em baixo deste comentário, o filho do protagonista sentado numa rocha a pensar na vida e a olhar para as ossadas daquele bicho que ali morreu. Andrey Zvyagintsev não é um realizador desconhecido para mim, no passado, já vi mais dois filmes dele, igualmente boas obras. Mas na minha opinião, este é o seu melhor filme. Vivemos num mundo corrupto onde quem possui mais dinheiro, tem igualmente mais poder e pode fazer das vidas dos outros tudo o que quiser. Basicamente, o filme fala disso também, veja-se a atitude do perfeito quando é informado por telefone da sentença do nosso protagonista. As cenas da destruição de metade da casa também estão muito boas. Eu tenho uma versão pessoal daquilo que realmente aconteceu com Lilya, mas vou guardá-la para mim, vejam este excelente filme e tirem as vossas próprias conclusões. Isto é cinema. 

Winter Sleep

Nome do Filme : “Kis Uykusu”
Titulo Inglês : “Winter Sleep”
Ano : 2014
Duração : 197 minutos
Género : Drama
Realização : Nuri Bilge Ceylan
Elenco : Haluk Bilginer (Aydin), Melissa Sozen (Nihal), Demet Akbag (Necla), Ayberk Pekcan (Hidayet), Serhat Mustafa Kiliç (Hamdi), Nejat Isler (Ismail), Tamer Levent (Suavi), Nadir Saribacak (Levent), Emirhan Doruktutan (Ilyas), Rabia Ozel (Fatma).

História : Aydin é um actor reformado que gere um pequeno hotel nas montanhas geladas da Anatólia (Turquia), juntamente com a irmã, que ainda traz as feridas do divórcio recente. Aydin vê-se como um amado benfeitor da região mas, em casa, lida com as emoções e discussões da relação tempestuosa e em falência iminente com a jovem esposa. Com a chegada do inverno rigoroso, o hotel torna-se um refúgio para os três. Enquanto a neve vai caindo de forma densa, eles vão tropeçando e mergulhando cada vez mais nos seus dilemas e conflitos, revelando a sua natureza e verdade mais profundas.

Comentário : Depois de ter visto este excelente filme, tenho que fazer três apontamentos : 1 - “Winter Sleep” é o segundo grande filme que vejo este ano; 2 - “Winter Sleep” é um dos três melhores filmes em exibição actualmente nas nossas salas de cinema; 3 - “Winter Sleep” é cinema em estado puro. Estamos perante um excelente objecto cinematográfico, certamente não é filme indicado para cerca de 95% do pessoal que frequenta as salas de cinema e a prova disso é que esteve em exibição somente no Cinema Nimas. É um filme apenas direcionado para aqueles que procuram ver cinema de qualidade, é um filme muito denso.

O filme “Winter Sleep” possui excelentes interpretações; uma fotografia eximia; excelentes planos de camara e lindas imagens; um argumento delicado, muito rico e complexo; tem diálogos muito longos mas também preciosos e detentores de muita complexidade; a realização é muito boa e eu confesso que já vi todos os filmes deste realizador e que estou habituado à sua forma de filmar; o filme tem no inverno uma espécie de personagem secundária, enfim, tudo bons atributos que não são suficientes para definir a grandiosidade desta obra. É cinema do mundo, é um filme turco, decorre algures nesse país. Pessoalmente, adorei o filme, mas reconheço que é necessária uma grande paciência para o ver. É um filme curto em termos de acontecimentos, mas é um prato cheio a nivel das relações humanas. As suas mais de três horas de duração espelham o quanto complicadas são as relações entre pessoas, nomeadamente entre os membros familiares, neste caso, entre marido e mulher e entre irmão e irmã. E depois temos as relações entre amigos. Tudo muito bem filmado e apresentado, da forma mais cordata e profissional possível, enfim, um filme que mostra a vida como ela é.

Por tudo isto e muito mais, “Winter Sleep” é um dos grandes filmes de 2015 e não entendo como não figura na lista dos óscars para melhor filme estrangeiro. Uma enorme falha deste ano. Fiquei mais rico espiritualmente depois de ter visto este magnífico filme. Excelente momento cinematográfico. 

P'tit Quinquin

Nome do Filme : “P'tit Quinquin”
Titulo Inglês : “Li'l Quinquin”
Ano : 2014
Duração : 199 minutos
Género : Crime/Mystery/Drama
Realização : Bruno Dumont
Elenco : Alane Delhaye (Quinquin), Lucy Caron (Eve Terrier), Bernard Pruvost (Van Der Weyden), Philippe Jore (Carpentier), Lisa Hartmann (Aurelie Terrier), Julien Bodard (Kevin), Corentin Carpentier (Jordan), Pascal Fresch (Mr. Campin), Jason Cirot (Dany Lebleu), Baptiste Anquez (Mohamed Bhiri), Camille Cazier (Elodie), Celine Cazier (Patricia).

História : O Capitão Van Der Weyden e o seu parceiro Carpentier investigam um caso particularmente macabro. Numa pequena aldeia francesa, foi encontrada uma vaca morta com restos humanos no interior da sua barriga. Enquanto tentam deslindar o mistério e tiram as suas conclusões, os investigadores são constantemente importunados pelo pequeno Quinquin e pela sua namorada, Eve, duas crianças que se aborrecem por não ter nada que fazer e que insistem em investigar os casos por conta própria.

Comentário : O realizador havia equacionado esta história para ser uma mini-série de TV e foi para isso que a fita fora criada. No entanto, acabou por ir parar às salas de cinema francesas e foi nesses espaços que teve o sucesso merecido naquele país, ainda que o filme tivesse passado no pequeno ecrã dividido em quatro partes. O filme “O Pequeno Quinquin” estreou unicamente na única sala do Cinema Nimas em Lisboa, um verdadeiro insulto, não entendo porque motivo certos filmes pertencentes ao chamado cinema do mundo ou independente têm este tipo de distribuição restrita. Sucedeu o mesmo com o maravilhoso “Winter Sleep” e suspeito que se venha a passar a mesma coisa com “Leviathan”, um filme russo que está a fazer imenso sucesso por onde tem passado.

Gostei bastante deste “P'tit Quinquin”, filme francês povoado de personagens tresloucadas e cujos protagonistas são um casalinho de namorados, duas crianças muito curiosas e fartas do tédio que existe na sua localidade; são elas o Quinquin do título e a pequena Eve. O investigador da policia também tem as suas maleitas, o homem sofre de imensos tiques nervosos, o que o torna cómico por vezes. O genérico inicial é muito bonito, aliás, todo o filme está extremamente bem concebido, nota-se que o cinema de Bruno Dumont melhorou bastante, a comparar com as suas primeiras obras. Neste filme, ele muda totalmente a sua forma de filmar e de contar histórias e só temos que lhe agradecer por isso. Os dois agentes policiais têm boas prestações, mas as alminhas do filme são o pequeno Quinquin e a sua princesinha Eve, tiveram poderosas interpretações, além disso, notou-se na perfeição a empatia entre os dois pequenos, seja como atores, seja enquanto personagens e namorados. O filme podia ter sido bem mais violento, mas o autor francês preferiu atribuir à sua fita, um tom satírico e de comédia negra. O drama também tem espaço aqui. Os crimes em questão são horrendos, mas a forma com que as personagens levam as coisas, torna tudo mais apetitoso. Uma agradável surpresa. 

Cyberbully

Nome do Filme : “Cyberbully”
Titulo Inglês : “Cyberbully”
Ano : 2015
Duração : 62 minutos
Género : Drama/Crime
Realização : Ben Chanan
Elenco : Maisie Williams (Casey), Ella Purnell (Megan), Haruka Abe (Jennifer), Daisy Waterstone (Tamara), Wilson Haagens (hacker).

História : Casey é uma adolescente como qualquer outra desta era. Ela frequenta a escola, tem os seus amigos e Megan é a sua melhor amiga. Vive sozinha com o pai e está a tomar medicação. No entanto, ela esconde alguns segredos. Um dia, enquanto está online no seu computador, Casey é abordada por um hacker, alguém que fará tudo para a desesperar, expondo coisas sobre si que lhe dificultarão bastante a sua vida e a dos seus amigos mais chegados. O que Casey desconhece é que as coisas estão apenas no começo, algo muito pior ainda está para vir.

Comentário : Tal como “Trust” e “Megan Is Missing”, este “Cyberbully” também devia ser um filme de visionamento obrigatório, devido ao tema abordado. A internet possui coisas boas, mas também alberga muitos malefícios. Qualquer pessoa com conhecimentos especiais pode fazer-se passar por outra e estragar a vida a terceiros, usando a chantagem e o uso de fotografias ou qualquer outro tipo de dados, muitas vezes, a situação origina o suícidio das vitimas. Já houve casos assim. Este filme em causa é bastante forte, serve de alerta, não só para os pais, mas também para os próprios jovens, porque estes se expõem bastante, online, principalmente através de fotos. Geralmente as principais vitimas são meninas, devido àquilo que já se sabe. Hoje em dia, é muito fácil entrarmos no PC de alguém e fazer o que quisermos, basta para isso termos os conhecimentos necessários. Maisie Williams está perfeita neste filme, fiquei arrepiado com a sua prestação. Só não gostei do final do filme, muito inconclusivo. Nunca sabemos quem é o hacker, fica somente uma ligeira desconfiança...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Inherent Vice

Nome do Filme : “Inherent Vice”
Titulo Inglês : “Inherent Vice”
Ano : 2014
Duração : 149 minutos
Género : Drama/Crime
Realização : Paul Thomas Anderson
Produção : Paul Thomas Anderson
Elenco : Joaquin Phoenix (Larry Sportello), Reese Witherspoon (Penny Kimball), Josh Brolin (Christian Bjornsen), Katherine Waterston (Shasta Fay Hepworth), Maya Rudolph (Petunia Leeway), Michael Kenneth Williams (Tariq Khalil), Martin Dew (Buddy Tubeside), Jeannie Berlin (Reet), Serena Scott Thomas (Sloane Wolfmann), Eric Roberts (Michael Wolfmann), Hong Chau (Jade), Benicio Del Toro (Sauncho Smilax), Jena Malone (Hope Harlingen), Owen Wilson (Coy Harlingen), Yvette Yates (Luz), Jillian Bell (Chlorinda), Elaine Tan (Xandra), Sasha Pieterse (Japonica Fenway), Katie Schwartz (Kimberly), Martin Short (Rudy Blatnoyd), Shannon Collis (Bambi).

História : Em finais dos anos 60, há já algum tempo que o detective Larry Sportello não vê a ex-mulher. Certo dia, ela aparece para solicitar os seus serviços de forma a encontrar o paradeiro do seu novo namorado, um milionário supostamente raptado pela mulher dele e o amante dela. Larry Sportello vê-se assim envolvido numa complicada teia de intrigas, onde terá que fechar os olhos aos seus escrúpulos e a muitas e complexas questões legais.

Comentário : Uma coisa curiosa que constatei ao ver este filme, esta fita possui uma sequência de cinco austeros minutos que consegue retratar um acto sexual de perturbante e intensa crueza que as duas horas de “Fifty Shades Of Grey” não souberam sequer imitar. Claramente que seria uma enorme injustiça comparar um objecto com o outro, a diferença é abismal e colossal. Confesso que não sou muito adepto do cinema que Paul Thomas Anderson pratica, ainda assim, gostei de três filmes seus. Em relação a este “Inherent Vice”, tenho que confessar que gostei dele, embora seja daqueles filmes que, não sendo nada de especial, acaba por gerar interesse, quer pelo fantástico elenco, quer pelas bestiais interpretações do mesmo, digamos que é um filme que vive das prestações dos atores (elas incluidas). Nota igualmente positiva para o argumento, muito bem escrito e elaborado, ainda que bastante confuso.

O filme está também muito bem filmado e tem uma boa fotografia. Joaquin Phoenix, que afinal não está louco, tem mais uma brilhante prestação, ele é a alma deste filme, de louco só mesmo o seu personagem. Depois temos duas lindas meninas que superaram todas as expetativas nelas depositadas – Reese Witherspoon e Katherine Waterston, adorei vê-las neste filme e as suas personagens são muito ricas quase a todos os niveis. Seria um exagero nomear este novo filme de Paul Thomas Anderson como sendo um dos melhores filmes deste ano, mas é seguramente um futuro objecto de culto, mais uma boa obra do autor em questão. É um filme que vai dividir muita gente, vai gerar opiniões divergentes e, a cima de tudo, fazer a critica estremecer. É bom cinema, isso é verdade, mas senti que faltou qualquer coisa. Pessoalmente, gostei de todos os bons filmes que Paul Thomas Anderson fabricou desde “Magnolia”. 

Force Majeure

Nome do Filme : “Turist”
Titulo Inglês : “Force Majeure”
Ano : 2014
Duração : 121 minutos
Género : Drama
Realização : Ruben Ostlund
Elenco : Johannes Kuhnke (Tomas), Lisa Loven Kongsli (Ebba), Clara Wettergren (Vera), Vincent Wettergren (Harry), Kristofer Hivju (Mats), Fanni Metelius (Fanny).

História : Tomas e Ebba são um casal normal que está com os filhos a passar uns dias numa estância de ski. Logo no primeiro dia, o local sofre uma pequena avalanche quando todos estão a almoçar na esplanada. Enquanto que a mãe fica perto dos dois filhos para os proteger, o pai pega no tlm e foge do local o mais rapidamente possivel, não prestando qualquer tipo de ajuda e não mostrando instinto de proteção em relação à familia. Esse procedimento do marido, faz com que Ebba começe a avaliar a relação de ambos e as discussões entre o casal têm inicio, fazendo daqueles escassos dias de férias, um verdadeiro inferno.

Comentário : Mais um bom filme que vi ultimamente. Proveniente da Suíça, é uma fita bastante agradável que mostra a evolução degradante de uma familia, cujas coisas já não iam muito bem, mas devido a um acontecimento durante as férias, piorou imenso. Confesso que já tinha gostado de um anterior filme deste realizador (Involuntary) e voltei a gostar de outro filme dele, este. Estamos perante um drama detentor de excelentes interpretações, sendo as do casal protagonista aquelas que mais destaque merecem. Até as crianças tiveram boas prestações, bem como o casal amigo dos nossos protagonistas. Como uma espécie de personagem secundária, temos a neve. As paisagens são outro foco de grande destaque do filme. A fotografia é potente. O argumento está muito bem esgalhado. Como pontos negativos, temos aquela musica irritante que surge em ocasiões menos próprias, não sei qual a ideia do realizador. Aquelas cenas passadas no bar que mostravam euforia eram desnecessárias, mas enfim. Mais uma boa obra cinematográfica que tive a grande chance de descobrir.

Calvary

Nome do Filme : “Calvary”
Titulo Inglês : “Calvary”
Ano : 2014
Duração : 105 minutos
Género : Drama
Realização : John Michael McDonagh
Elenco : Brendan Gleeson (Father James), Kelly Reilly (Fiona Lavelle), Chris O'Dowd (Jack Brennan), Aidan Gillen (Frank Harte), Dylan Moran (Michael Fitzgerald), Domhnall Gleeson (Freddie Joyce), Marie Josee Croze (Tereza), Isaach Bankole (Simon), Emmet Walsh (Writer), Orla O'Rourke (Veronica Brennan), Owen Sharpe (Leo), Anabel Sweeney (Jeanine).

História : O Padre James é um homem bondoso e humilde que está sempre disposto a ajudar o próximo, mas vive sempre desiludido com as pessoas da sua cidade, com as suas mentalidades e feitos. Após uma confissão, o Padre James vê as coisas piorarem para o seu lado durante a semana seguinte.

Comentário : Depois de ter visto este filme, tenho que confessar que tomei Brendan Gleeson como um dos meus atores de eleição, teve neste filme cinzento, possivelmente a melhor prestação da sua carreira. Claro que gostei bastante deste filme, o argumento é um dos pontos mais altos e é igualmente uma obra que vive imenso das interpretações de todos, desde o elenco principal até ao rol de secundários, que são muitos. A fita está muito bem filmada. O filme tem cenas muito bonitas, por exemplo, o momento em que James perde Bruno, ou ainda no final, aquelas confissões na falésia, já para não falar em alguns momentos vividos entre o padre e a filha.

Mas também possui cenas más, por exemplo, a sequência em que Michael Fitzgerald urina sobre um quadro ou ainda a cena em que James humilha o colega depois daquela cena de luta no bar. Não podemos esquecer os momentos de grande tensão, como a cena em que a igreja é queimada ou aquela longa sequência em que James vai visitar Freddie Joyce à prisão, a conversa que ambos possuem é assustadora e revela bem até que ponto a maldade humana pode ir. Um último reparo, trata-se de cinema europeu, uma co-produção entre a Irlanda e a Inglaterra. Resumindo, este é daqueles filmes que, embora seja muito bom, não deixa ninguém indiferente.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Mr. Turner

Nome do Filme : “Mr. Turner”
Titulo Inglês : “Mr. Turner”
Ano : 2014
Duração : 150 minutos
Género : Biográfico/Histórico/Drama
Realização : Mike Leigh
Elenco : Timothy Spall (Joseph Mallord William Turner), Paul Jesson (William Turner), Dorothy Atkinson (Hannah Danby), Marion Bailey (Sophia Booth), Ruth Sheen (Sarah Danby), Sandy Foster (Evelina), Amy Dawson (Georgiana), Lesley Manville (Mary Somerville), Martin Savage (Benjamin Haydon), Richard Bremmer (George Jones), Robert Portal (Charles Eastlake), Mark Stanley (Clarkson Stanfield), James Fleet (John Constable), Karina Fernandez (Miss Coggins), Joshua McGuire (John Ruskin).

História : Joseph Mallord William Turner nasceu em Londres, em 1775, numa família modesta. Com um invulgar e surpreendente talento para o desenho e a pintura, viria a tornar-se um dos maiores vultos mundiais das artes plásticas. Mestre da pintura paisagística, tanto em óleo como em aguarela, foi responsável pela elevação do estatuto desta forma particular de arte. A sua produção era indissociável do fascínio pela cor e pela luz, traduzido em técnicas que seriam, anos mais tarde, retomadas pelos impressionistas. O mar e as tempestades eram os temas de eleição de Turner, ao ponto de se ter amarrado ao mastro de um barco para pintar um temporal. Mas este artista distinguiu-se também pela personalidade forte, excêntrica e obstinada. As elites do seu tempo votavam-lhe um misto de desprezo e de inevitável reconhecimento do seu génio indisciplinado.

Comentário : Magnífico filme biográfico este, pessoalmente, confesso que não conhecia este pintor. E adorei ter ficado a conhecê-lo através deste grande filme. Timothy Spall tem aqui finalmente um papel à altura do seu talento, tendo a melhor interpretação da sua carreira. A recriação de época é magnífica, a fotografia é o ponto mais alto, nos dando excelentes planos de camara, excelentes imagens e excelentes paisagens. À poucos dias, vi um filme biográfico do mesmo género (Big Eyes), gostei muito mais deste “Mr. Turner”, nem tem comparação, apesar dos dois serem bons filmes. Joseph Mallord William Turner, tendo em conta aquilo que o filme mostrou, era um homem rude e sem grandes modos, mas que quando queria era generoso, tinha uma espécie de duas caras. Volto a dizer, a nível da fotografia e das imagens, o filme é perfeito, por vezes, parece estarmos a ver quadros em vez de imagens filmadas. Não percebi porque motivo ele nunca reconheceu as filhas que tinha. Outra estrela que despertou a minha atenção, foi a atriz Marion Bailey, quando era nova devia ter sido muito bonita, a sua personagem é a mais generosa e bondosa do filme inteiro. “Mr. Turner” entrou igualmente para a minha lista de filmes preferidos.

Casablanca

Nome do Filme : “Casablanca”
Titulo Inglês : “Casablanca”
Ano : 1942
Duração : 100 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Michael Curtiz
Elenco : Humphrey Bogart (Rick Blaine), Ingrid Bergman (Ilsa Lund), Paul Henreid (Victor Laszlo), Claude Rains (Louis Renault), Conrad Veidt (Heinrich Strasser), Sydney Greenstreet (Signor Ferrari), Peter Lorre (Ugarte), S. Z. Sakall (Carl), Dooley Wilson (Sam), John Qualen (Berger), Joy Page (Annina Brandel).

História : Durante a Segunda Guerra Mundial, muitos fugitivos tentavam escapar dos nazis por uma rota que passava por Casablanca. O exilado americano Rick Blaine encontrou refúgio, dirigindo uma das principais casas noturnas da região, onde reencontrará um grande amor do passado.

Comentário : Trata-se do maior dos clássicos e nada melhor do que vir agora comentá-lo, que estamos quase no inicio da semana em que se realiza a cerimónia dos oscars. Pessoalmente, foi a primeira vez que vi este filme e confesso que gostei bastante. Confesso igualmente que gostei de quase tudo neste filme, as imagens de época, as brutais interpretações de Humphrey Bogart e de Ingrid Bergman, a eximia fotografia a preto e branco, o clima de romance entre os dois protagonistas, o guarda roupa, a banda sonora, algumas personagens secundárias (o pianista é magnifico), enfim, estamos perante um filme maravilhoso. Fiquei a saber que Lisboa era local por onde passavam e se refugiavam alguns fugitivos do regime nazi. Vi o filme em cópia restaurada de som e imagem e confesso que tive uma excelente experiência cinematográfica. É também uma obra detentora de muito romantismo, que grande prova de amor, aquela que Rick Blaine deu no final do filme. “Casablanca” entrou assim diretamente para a minha lista de filmes preferidos.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

American Sniper

Nome do Filme : “American Sniper”
Titulo Inglês : “American Sniper”
Ano : 2014
Duração : 133 minutos
Género : Biográfico/Drama/Guerra
Realização : Clint Eastwood
Elenco : Bradley Cooper (Chris Kyle), Sienna Miller (Taya), Elise Robertson (Debbie Kyle), Kyle Gallner (Winston), Ben Reed (Wayne Kyle), Keir O'Donnell (Jeff Kyle), Marnette Patterson (Sarah), Luke Grimes (Marc), Sammy Sheik (Mustafa).

História : Nascido e criado no Texas, Chris Kyle aprendeu a usar as armas com o pai, um caçador experiente. Antes de se alistar na marinha era já um atirador experiente. Após os atentados do 11 de Setembro, foi lançado nas linhas da frente contra o terrorismo, onde, como Comando, demonstrou capacidades fora de série como atirador furtivo, com registos extraordinários debaixo de fogo. Entre 1999 e 2009, Kyle obteve o maior número de baixas como atirador da história militar americana, o que lhe valeu o cognome de “A Lenda”. Porém, na sua vida privada, enfrentava uma luta dificil : ao mesmo tempo que se esforçava por ser um bom marido e pai, via-se incapaz de deixar as batalhas.

Comentário : Cá está, encontrei o meu primeiro melhor filme de 2015, que filmaço. Clint Eastwood não fazia um grande filme desde “Gran Torino”, voltou a fazer a proeza em 2014, com este excelente “American Sniper”. Tirando “The Place Beyond The Pines”, Bradley Cooper dedicou a sua carreira a fazer filmes da caca e, neste novo filme de Clint Eastwood, obteve a melhor interpretação da sua malfadada carreira. O ator e a sua personagem são a alma do filme. Destaque também para a bonita Sienna Miller que desempenhou bem o papel de esposa sofrida e conhecida pelo facto de criar os filhos sozinha, porque o marido raramente vinha a casa, em dez anos de serviço. O filme está muitíssimo bem realizado, bem filmado, bem montado e tem uns efeitos sonoros e visuais de grande qualidade, alguns realizadores deviam aprender com Eastwood a fazer estas coisas de forma bem executada.

Trata-se de um filme biográfico, adorei ter ficado a conhecer este homem, quem ele foi, quem era e o que fez em vida. Para ter morto cerca de 120 pessoas, devia ter aquela mente bastante fragmentada, o tipo até matou crianças. Não é um filme fácil de assistir, é uma fita densa, onde abunda um enorme clima de tensão e nervos. Clint Eastwood é um verdadeiro senhor, um mestre na arte cinematográfica, quer como ator, quer como realizador. É verdade, também faz filmes fracos (Blood Word ou Jersey Boys, por exemplo), mas tem mais filmes bons do que maus nas suas duas carreiras. Numa das cenas iniciais, Kyle está prestes a matar um menino pequeno que carrega uma granada e a imagem sofre um corte, passando para cenas da infância do atirador, não gostei disso. Mas depois, mais à frente, a cena regressa e vê-se tudo, brutal. A guerra é a pior das coisas e só trama os mais fracos, o filme é prova disso também. As pessoas deviam olhar para este filme e avaliar aquilo que a humanidade anda a fazer uns aos outros. Quanto a mim, “American Sniper” é o primeiro da futura lista dos melhores filmes que vi em 2015. Obrigado Clint Eastwood por mais uma obra prima.

A Most Violent Year

Nome do Filme : “A Most Violent Year”
Titulo Inglês : “A Most Violent Year”
Ano : 2014
Duração : 125 minutos
Género : Drama/Crime/Biográfico
Realização : J. C. Chandor
Elenco : Oscar Isaac (Abel Morales), Jessica Chastain (Anna Morales), Giselle Eisenberg (Catherine Morales), Daisy Tahan (Annie Morales), Catalina Sandino Moreno (Luisa), David Oyelowo (Lawrence), Albert Brooks (Andrew Walsh), Alessandro Nivola (Peter Forente), Elyes Gabel (Julian), Peter Gerety (Bill), Christopher Abbott (Louis Servidio), Ashley Williams (Lange), John Procaccino (Arthur Lewis), Glenn Fleshler (Arnold Kevin), Jerry Adler (Joseph), Annie Funke (Lorraine Lefkowitz), Matthew Maher (John Dominczyk), Myrna Cabello (Maria), Suzanne Cerreta (Kathy), William Hill (Eddie), Linda Marie Larson (Debbie).

História : Nos anos 80, Abel Morales, um emigrante da América do Sul, e a sua esposa, Anna, lutam contra as adversidades nos dificeis bairros de Brooklyn, onde tentam fazer prosperar os seus negócios. Apesar do esforço para manterem a sua empresa de pé, eles vão ter de combater a corrupção, a violência e a decadência que dominam a sociedade e que ameaçam destruir o que eles contruíram. Decidido a não se deixar corromper ou a seguir o caminho mais fácil, o casal vai enfrentar rivais capazes de tudo para conseguirem o lucro fácil.

Comentário : É impressionante, após ver este filme, chegar à conclusão que desde sempre que existe corrupção, gente nojenta que dá cabo da vida de gente honesta para obter lucro fácil, para seu próprio benefício. O filme em si não é muito violento, diria mesmo que a violência do titulo refere-se unicamente a isso mesmo, à corrupção, à violência económica, à falta de escrúpulos existentes em certos tipos de gente. Oscar Isaac esteve soberbo neste filme, que grande prestação. Jessica Chastain nem por isso, já nos deu muito melhor em outros registos. Penso que o realizador podia ter focado mais o aspecto íntimo, ou seja, podia ter mostrado mais da vida familiar do casal protagonista, nesse campo ficamos a saber pouco a esse nivel. A realização de J. C. Chandor é muito boa, a fotografia é possivelmente aquilo que merece maior destaque ao longo das duas horas de projeção. Gostei mesmo deste filme, no inicio, as coisas vão a um ritmo lento, mas depois o comboio segue direito em seus carris e a coisa funciona em pleno. Se o ano de 1981 foi mesmo um ano muito violento, isso não sei, mas tenho a certeza que este é um grande filme.

The Judge

Nome do Filme : “The Judge”
Titulo Inglês : “The Judge”
Ano : 2014
Duração : 142 minutos
Género : Drama
Realização : David Dobkin
Elenco : Robert Downey Jr (Hank Palmer), Robert Duvall (Joseph Palmer), Vera Farmiga (Samantha Palmer), Vincent D'Onofrio (Glen Palmer), Jeremy Strong (Dale Palmer), Emma Tremblay (Lauren Palmer), Sarah Lancaster (Lisa Palmer), Catherine Cummings (Mary Palmer), Tamara Hickey (Amy Palmer), Paul Emile Cendron (Joe Palmer), Ian Nelson (Eric Palmer), Billy Bob Thornton (Dwight Dickham), Leighton Meester (Carla Powell), Ken Howard (Warren), Balthazar Getty (Hanson), David Krumholtz (Mike), Grace Zabriskie (Mrs. Blackwell), Jeremy Holm (Redneck).

História : Hank Palmer é um advogado brilhante, mas pouco escrupuloso, que fez carreira a defender criminosos. Sem qualquer sentimento de culpa, ele considera que a lei pode ser contornada de forma a incriminar ou defender seja quem for. Quando é informado da morte da mãe, segue viagem até à pequena cidade onde cresceu e aonde jurou nunca mais regressar. Ali reencontra o pai, um juiz da velha guarda que sempre se guiou por uma moral incorruptível e que nunca aceitou a forma leviana com que o filho encarava a culpa ou a inocência. Mas um acontecimento, vai dar a Hank a grande chance de se reconciliar com o pai e com a familia que lhe resta.

Comentário : Depois de ter visto este filme, posso dizer : que grande filme. Gostei de quase tudo neste filme, só não gostei de não ter ficado a saber se Lauren escolheu ficar com o pai ou com a mãe. Tenho um enorme respeito por certos atores de Hollywood e Robert Duvall é um deles, que interpretação brilhante, ele é um senhor. Simpatizo imenso com Robert Downey Jr e, neste filme, ele superou todas as espectativas. Do elenco de secundários, conhecia alguns, outros não. O argumento é muito bom e está bem esgalhado. O filme está muito bem realizado e é uma fita bastante dramática, nomeadamente quando nos mostra as imagens da infância dos três irmãos com a mãe. O filme possui a componente de filminho de tribunal, mas não foi esse aspeto que dominou a fita, porque o foco principal do filme foi a familia e os valores existentes nas suas diversas relações. Seja a relação de Hank com a filha pequena, seja a relação dele com o pai, com os irmãos ou mesmo com a namorada que não via à vinte anos, estes aspectos foram a alma do filme. Confesso que esperava um final mais dramático, mas não foi isso que David Dobkin nos quis facultar. A mim, este filme me surpreendeu pela positiva, muito bom, muito intenso.

Selma

Nome do Filme : “Selma”
Titulo Inglês : “Selma”
Ano : 2014
Duração : 129 minutos
Género : Biográfico/Histórico
Realização : Ava DuVernay
Produção : Oprah Winfrey
Elenco : David Oyelowo (Martin Luther King), Carmen Ejogo (Coretta Scott King), Jim France (Gunnar Jahn), Oprah Winfrey (Annie Lee Cooper), Tom Wilkinson (Lyndon B. Johnson), Giovanni Ribisi (Lee White), Andre Holland (Andrew Young), Ruben Santiago Hudson (Bayard Rustin), Colman Domingo (Ralph Abernathy), Omar J. Dorsey (James Orange), Tessa Thompson (Diane Nash), Lorraine Toussaint (Amelia Boynton), Roger Mitchell (Frederick Reese), Dylan Baker (J. Edgar Hoover), Ledisi Anibade Young (Mahalia Jackson), Kent Faulcon (Sullivan Jackson), Wendell Pierce (Hosea Williams), Stephan James (John Lewis), Tim Roth (George Wallace), Nigel Thatch (Malcolm X), Tara Ochs (Viola Liuzzo), David Silverman (Anthony Liuzzo).

História : A história incide sobre a marcha liderada por Martin Luther King contra a segregação racial e pela defesa dos direitos da comunidade negra nos E.U.A. Milhares de pessoas fizeram o percurso desde a cidade de Selma até Montgomery, no Alabama, em 1965, durante a campanha para a igualdade de direitos ao voto. Este movimento pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos foi fundamental para sensibilizar a opinião pública mundial para a causa afro-americana e conduzir à aprovação da lei dos Direitos ao Voto pelo presidente Lyndon B. Johnson, do Partido Democrata, numa conquista histórica dos direitos civis dos indivíduos de raça negra.

Comentário : De todos os oito filmes nomeados para melhor filme, este é o mais fraco, mas a sua história é bastante real e é uma das mais importantes. Acontecimentos esses que não sucederam assim à tanto tempo, foi nos anos 60. Após uma explosão que matou quatro meninas numa igreja do Alabama em 1964, Martin Luther King, recém galardoado com o Nobel da Paz, usa a indignação pública por esse crime horrendo como passo seguinte na batalha pelo reconhecimento dos negros americanos como cidadãos de corpo inteiro. O filme gerou polémica na América devido ao facto de criar um retrato “falseado” do presidente em questão. No fundo, naquela época, Martin Luther King apostou na impulsividade xenófoba dos racistas e na sua incapacidade de se controlarem para intencificar o seu combate para as primeiras páginas dos jornais. A realizadora apostou antes no lado emocional e racional para conceber o seu filme biográfico. E a provar que a verdade nunca é somente aquilo que vem nos livros, “Selma” é um filme sobre as dúvidas do que realmente aconteceu. O filme peca porque já sabemos como vai terminar, ou seja, foi graças a estes acontecimentos que os negros têm os direitos que hoje possuem e ainda bem que é assim.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Big Eyes

Nome do Filme : “Big Eyes”
Titulo Inglês : “Big Eyes”
Ano : 2014
Duração : 107 minutos
Género : Biográfico/Drama
Realização : Tim Burton
Elenco : Christoph Waltz (Walter Keane), Amy Adams (Margaret Keane), Krysten Ritter (Dee Ann), Jason Schwartzman (Ruben), Danny Huston (Dick), Terence Stamp (John Canaday), Jon Polito (Enrico Banducci), Elisabetta Fantone (Marta), Guido Furlani (Dino Olivetti), Delaney Raye/Madeleine Arthur (Jane).

História : Margaret sempre teve a pintura como seu passatempo, tendo na sua filha pequena a inspiração para fazer os quadros. Um dia, sai de casa, abandonando o marido e levando consigo a sua filha. Acaba por ser seduzida e enganada por um falso pintor chamado Walter Keane que a usa para se tornar rico, ela pinta e ele assina as obras, chegando a enganar o mundo inteiro. Apesar disso, Margaret parece estar disposta a manter essa farsa, até um dia.

Comentário : Mais um filme biográfico, mais um bom filme que vejo. Este filme foge um bocado à regra do tipo de cinema que Tim Burton pratica e foi bom essa lufada de ar fresco por parte do realizador. Christoph Waltz é um senhor na arte da representação e deu mais um show neste filme, mesmo que aqui seja na pele de um vilão. Amy Adams sempre foi uma boa atriz e conseguiu aqui mais uma brilhante prestação para anexar ao seu historial. Não sabia da existência desta pintora e muito menos da sua triste história, adorei os seus quadros, aquilo que ela pintava era lindo. É impressionante saber que houve um Walter Keane, um homem que viveu às custas do talento de uma mulher que ele teve a coragem de fazer infeliz, foram dez anos de inferno, uma verdadeira tortura psicológica. Veja-se aquilo que sucedeu depois do divórcio dos dois. A sequência do tribunal foi ridicula e irreal, alguma vez aquilo que ele fez, um juiz permitia ser feito, mas enfim. Gostei do filme, mas tenho que confessar que esperava algo mais grandioso vindo de alguém como Tim Burton.

Wild

Nome do Filme : “Wild”
Titulo Inglês : “Wild”
Ano : 2014
Duração : 116 minutos
Género : Biográfico/Drama/Aventura
Realização : Jean Marc Vallee
Elenco : Reese Witherspoon (Cheryl), Laura Dern (Bobbi), Thomas Sadoski (Paul), Keene McRae (Leif), Michiel Huisman (Jonathan), Gaby Hoffmann (Aimee), Kevin Rankin (Greg), Mo McRae (Jimmy Carter), Will Cuddy (Josh).

História : Como forma de tentar superar uma tragédia familiar, uma jovem mulher decide fazer uma grande caminhada e passa a viver de forma livre.

Comentário : Simpatizo com Reese Witherspoon e confesso que já havia gostado dela no filme “Walk The Line”, onde teve uma brilhante prestação. No entanto, é neste “Wild” que a rapariga tem a melhor interpretação da sua carreira. O filme tem a habitual narrativa, neste caso temos a longa caminhada de Cheryl, mas ao longo das quase duas horas de projeção, o filme dá-nos flashbacks de acontecimentos da vida dela, grande parte deles, que a levaram até ali, até à decisão de fazer a caminhada. Estamos perante mais um filme biográfico, uma história que realmente aconteceu. Destaque para as bonitas paisagens e para o cenário dominante mais real possivel, a rua. Gostei do filme, é um objeto cinematográfico diferente daquilo que estamos habituados a ver, trata-se de uma viagem alternativa. Confesso que já conhecia este tipo de prática, as caminhadas, pessoas percorrem imensos kilómetros apenas para sentirem o espírito da aventura, para se sentirem livres. Bom filme.

Whiplash

Nome do Filme : “Whiplash”
Titulo Inglês : “Whiplash”
Ano : 2014
Duração : 105 minutos
Género : Drama/Musical
Realização : Damien Chazelle
Elenco : Miles Teller (Andrew), J. K. Simmons (Fletcher), Melissa Benoist (Nicole), Paul Reiser (Jim Neimann), Austin Stowell (Ryan), Nate Lang (Carl Tanner), Chris Mulkey (Frank), Suanne Spoke (Emma), Charlie Ian (Dustin).

História : O maior sonho de Andrew, baterista de 19 anos de idade, é fazer carreira no mundo do jazz. Metódico e perfeccionista, desde muito pequeno que está determinado a entrar numa das mais conceituadas escolas de música do país. É lá que conhece Fletcher, um professor cuja fama de genialidade apenas se compara ao “terror” que incute aos alunos. Decidido a mostrar a todos as suas capacidades artísticas, Andrew dá tudo o que pode nas aulas, absorvendo todos os conhecimentos de Fletcher. Mas as coisas entre aluno e professor não correm lá muito bem...

Comentário : Mais um grande filme que tive a oportunidade de ver. E o mais curioso foi que apenas à pouco tempo ouvi falar dele. O filme está muito bem realizado, muito bem montado, o argumento é muito bom e rigoroso, as interpretações de Miles Teller e de J. K. Simmons são excelentes, a banda sonora é muito rica, os efeitos sonoros dignos de um óscar, a empatia entre personagens está perfeita, tudo isto resultou e o filme é excelente. Andrew teve que dar mais que dedicação ao que fazia, ele teve que dar o seu suor, teve que dar o seu sangue, teve que abdicar da namorada e da sua própria rotina, tudo para ser o melhor, tudo para surpreender aquele professor que mais parecia um carrasco. Pessoalmente, duvido que alguém possa ensinar nas escolas usando aqueles métodos, mas enfim, no filme a coisa resultou e a mensagem passou cá para fora na perfeição. Apesar de ter adorado a sequência final, não gostei da forma como o filme termina, tudo muito à pressa, parece que quiseram que o filme tivesse forçosamente os 100 minutos de duração, uma pena. De qualquer das formas, “Whiplash” é um grande filme.

The Theory Of Everything

Nome do Filme : “The Theory Of Everything”
Titulo Inglês : “The Theory Of Everything”
Ano : 2014
Duração : 124 minutos
Género : Biográfico/Drama/Romance
Realização : James Marsh
Elenco : Eddie Redmayne (Stephen Hawking), Felicity Jones (Jane Hawking), Harry Lloyd (Brian), Alice Orr Ewing (Diana King), David Thewlis (Dennis Sciama), Thomas Morrison (Carter), Emily Watson (Beryl Wilde), Simon McBurney (Frank Hawking), Lucy Chappell (Mary Hawking), Charlotte Hope (Philippa Hawking), Abigail Cruttenden (Isobel Hawking), Christian McKay (Roger Penrose), Enzo Cilenti (Kip Thorne), Charlie Cox (Jonathan Hellyer Jones).

História : Stephen Hawking é considerado um dos mais importantes astrofísicos de todos os tempos. Enquanto simples estudante, ele está disposto em encontrar uma eloquente explicação para o Universo. Depois de se apaixonar, é-lhe diagnosticada esclerose lateral amiotrófica, uma doença incurável e degenerativa que leva à perda permanente de movimento muscular. Os médicos não lhe dão mais de dois anos de vida. Com capacidades físicas cada dia mais limitadas, casa com a namorada, com quem vem a ter três filhos. Com a ajuda dela, ele supera os maiores obstáculos, sem nunca perder a vontade de viver nem a sua extraordinária capacidade de se maravilhar com a vida.

Comentário : Fiquei completamente maravilhado com este grande filme. Merece totalmente estar nomeado para melhor filme, porque será mesmo um dos melhores filmes de 2014. Adorei ficar a saber do trajeto de vida de Stephen Hawking e de tudo o que ele fez, principalmente a partir do momento em que conhece Jane. O final do filme é maravilhoso, em que ele mostra para ela as três melhores coisas que fizeram juntos, lindo. A interpretação de Eddie Redmayne é uma das melhores prestações que eu já vi num filme, facilmente ocuparia um Top 20. Também gostei muito de ver Felicity Jones e Charlie Cox neste filme, dois personagens adoráveis e muito humanos, principalmente ela que, sendo tudo verdade, foi uma grande mulher por ter ajudado Stephen durante metade da sua vida e em momentos cruciais. Fiquei mesmo comovido com este filme e, no final, quase me vieram as lágrimas aos olhos. No fundo, o filme conta a história real de alguém a quem deram dois anos de vida, mas que acabou por ter uma grande vida, por ser um grande homem. Que grande momento cinematográfico. A banda sonora também merece destaque, bem como o argumento extremamente bem trabalhado. Honestamente, nunca pensei que iria gostar tanto deste filme, muito bom.

The Imitation Game

Nome do Filme : “The Imitation Game”
Titulo Inglês : “The Imitation Game”
Ano : 2014
Duração : 115 minutos
Género : Biográfico/Drama/Thriller
Realização : Morten Tyldum
Elenco : Benedict Cumberbatch (Alan Turing), Keira Knightley (Joan Clarke), Matthew Goode (Hugh Alexander), Rory Kinnear (Robert Nock), Matthew Beard (Peter Hilton), Mark Strong (Stewart Menzies), Allen Leech (John Cairncross), Charles Dance (Denniston), James Northcote (Jack Good), Steven Waddington (Smith).

História : A vida de Alan Turing, o lendário génio da matemática que decifrou códigos nazis e que acabou perseguido pela sua orientação sexual.

Comentário : Adorei este filme e confesso que amei ter ficado a saber da história deste homem e de tudo aquilo que ele fez para evitar que a desgraça da grande guerra tivesse sido pior. O filme deixa em aberto a seguinte questão : Alan Turing era um ser humano ou uma máquina, claramente que isto é no sentido figurativo da coisa. O filme segue a habitual narrativa, embora oscilando com flashbacks que alternam entre a infância do protagonista e a altura em que ele está detido, ambos tempos ajudam a perceber e a explicar a narrativa principal que ocupa grande parte das quase duas horas. Todas as interpretações principais são poderosas, mas claro que o maior destaque vai todinho para o excelente ator Benedict Cumberbatch, este homem nunca dá um passo em falso na sua carreira. O filme possui momentos de grande tensão, como por exemplo, quando a equipa de decifradores estão a discutir para saberem se contam ou não aquilo que sabem. Sem esquecermos as imagens de época, sinceramente, não sei se faziam falta no filme, mas ficaram bem enquadradas. Após o fim da projeção, descobri o motivo pelo qual o filme está nomeado para melhor filme. Muito bom.

Thirteen

Nome do Filme : “Thirteen”
Titulo Inglês : “Thirteen”
Ano : 2003
Duração : 100 minutos
Género : Biográfico/Drama
Realização : Catherine Hardwicke
Elenco : Evan Rachel Wood (Tracy Freeland), Nikki Reed (Evie Zamora), Holly Hunter (Melanie Freeland), Brady Corbet (Mason Freeland), Deborah Kara Unger (Brooke LaLaine), Jeremy Sisto (Brady), Jasmine Angelo (Kayla), Vanessa Anne Hudgens (Noel).

História : Uma adolescente de treze anos chamada Tracy descobre um mundo completamente novo e sedutor repleto de drogas, sexo e divertimento sem preocupações quando inicia uma amizade com a problemática Evie Zamora. Em paralelo, Tracy terá que gerir também a relação com a sua mãe e respetivo namorado.

Comentário : Confesso que nunca tinha visto este filme, pelo que, após vê-lo pela primeira vez, gostei mesmo desta fita. Gosto muito deste tipo de filmes, penso que este género se chama “Coming Age Movies”. Trata-se do primeiro filme de Catherine Hardwicke enquanto realizadora, para primeira obra, não está nada mau. Li mais tarde que a Tracy Freeland do filme existiu de verdade, pelo que se trata de um filme biográfico. Fiquei boquiaberto com algumas coisas, por exemplo, a amiga de Tracy a furar-lhe o umbigo para meter-lhe um piercing, tudo a sangue frio e sem qualquer medida de proteção contra infecções. Volto a dizer uma coisa que nunca me canso de repetir nos meus comentários, a adolescência é a fase mais dificil do ser humano, neste filme isso fica mais que provado. Evan Rachel Wood e Nikki Reed possuem poderosas interpretações. Achei um exagero Holly Hunter ter sido nomeada para melhor atriz pelo seu papel neste filme independente, sinceramente, limitou-se a fazer o seu papel, tudo de forma normal. Qualquer uma das duas miúdas protagonistas fizeram um trabalho bem melhor. Estamos perante um grande filme, muito bom.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Blue Caprice

Nome do Filme : “Blue Caprice”
Titulo Inglês : “Blue Caprice”
Ano : 2013
Duração : 93 minutos
Género : Biográfico/Drama/Crime
Realização : Alexandre Moors
Elenco : Isaiah Washington (John), Tequan Richmond (Lee), Tim Blake Nelson (Ray).

História : Um jovem rapaz arranja conforto e amor num estranho homem e começa a vê-lo como se de um pai se tratasse. Entre os dois nasce uma relação muito perigosa.

Comentário : Na noite passada vi este filme biográfico que confesso ter gostado bastante. Esta é a história de dois seres, um jovem rapaz que não tem a atenção dos pais e um homem que perdeu a guarda dos três filhos para uma mulher que foi morar para outro local. Os dois acabam por fundar uma estranha amizade entre eles. Os dois atores principais desempenharam muito bem os seus papéis. Confesso que não conhecia esta história e funcionou como uma novidade para mim. Apesar dos acontecimentos terem sido trágicos, gostei da ideia e da forma que eles arranjaram para matar aquelas pessoas. A morte da filha da juíza que tirou os menores a John era desnecessária, o jovem podia muito bem ter assassinado a mãe dela. O filme tem um ritmo muito lento, mas no meu caso, os noventa minutos passaram a correr, tal não era a forma como eu estava atento. Não é seguramente um dos melhores filmes do ano, mas é daqueles filmes que se vê mais vezes.