segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

In Fear

Nome do Filme : “In Fear”
Titulo Português : “Medo Primário”
Ano : 2013
Duração : 86 minutos
Género : Terror/Thriller/Suspense
Realização : Jeremy Lovering
Elenco : Alice Englert (Lucy), Iain Caestecker (Tom), Allen Leech (Max).

História : Lucy e Tom são um jovem casal de namorados que viajam de carro por locais desconhecidos. Numa dessas viagens, eles optam por seguir um atalho com a finalidade de chegarem a um suposto hotel onde pretendem pernoitar para se prepararem para um festival de música que se vai realizar ali perto. No entanto, ao cair do manto da noite, têm a estranha sensação que se perderam nesse atalho e, mais estranho ainda, descobrem que têm andando em circulos. Decidem tentar mais uma vez o atalho, acabam por se perder ainda mais e têm a pior noite das suas curtas vidas.

Comentário : Possivelmente, a melhor novidade que vi neste ainda muito curto novo ano. Gostei mesmo bastante deste filme. Com uma premissa aparentemente simples, o realizador consegue por o espetador em “ponto rebuçado” e envolto num enorme clima de suspense e aflição ao longo dos oitenta minutos de imagens. É um filme muito escuro, quase sempre filmado à noite, o que me agradou imenso. Alice Englert (Ginger And Rosa) é linda e tem aqui a melhor interpretação deste pequeno filme de terror independente. Os dois rapazes também estão bem, mas é a miúda que merece o mérito todo. Gostei de quase tudo neste filme, só não gostei do facto deles terem dado boleia àquele rapaz ferido, afinal, era um estranho e estavam a acontecer coisas muito estranhas.

O filme funciona bem como obra de terror, funciona bem como thriller e funciona igualmente bem como objecto de suspense. Ou seja, possui todos os ingredientes para nos enervar e desesperar ao longo do filme. Temos cenas fortes, mesmo não mostrando sangue nem violência, conseguem nos causar imenso pânico e também zelar pelo casal protagonista. Pessoalmente, sempre desconfiei do rapaz a quem eles dão boleia. Mas também desconfiei que houvesse mais gente envolvida, o que mais tarde, foi desmentido. Alice Englert é mesmo uma coisinha bem boa, às vezes, fez-me lembrar Jennifer Lawrence e Mary Elizabeth Winstead, em alguns planos. O desespero do casal protagonista foi muito bem mostrado no filme, está tão realista que, por vezes, até parece que foi real. Não me importava que o filme tivesse mais violência, afinal o realismo é isso que pede. Por exemplo, neste campo, “Wolf Creek” consegue ser melhor. Por último temos o final. O filme possui um final bastante forte, mesmo que não mostre aquilo que vai acontecer, mas basta sabermos que aquilo vai mesmo suceder e a sensação é maravilhosa. Lucy é a maior. Decididamente, um dos melhores filmes de terror que vi na vida. 

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