domingo, 18 de janeiro de 2015

Birdman

Nome do Filme : “Birdman Or (The Unexpected Virtue Of Ignorance)”
Titulo Português : “Birdman Ou (A Inesperada Virtude Da Ignorância)”
Ano : 2014
Duração : 120 minutos
Género : Drama
Realização : Alejandro González Iñarritu
Elenco : Michael Keaton (Riggan/Birdman), Emma Stone (Sam), Naomi Watts (Lesley), Edward Norton (Mike), Andrea Riseborough (Laura), Zach Galifianakis (Jake), Merritt Wever (Annie), Amy Ryan (Sylvia).

História : Riggan já fora uma grande estrela de cinema. O papel mais marcante da sua carreira foi o de um super-herói chamado Birdman, numa trilogia que arrebatou as bilheteiras. Hoje, debate-se com problemas financeiros, assiste à desintegração da familia e vive atormentado por dúvidas existenciais, enquanto desespera pelo regresso à ribalta. Para isso, resolve montar, na Broadway, uma peça de teatro que, por um lado, prove a todos que o seu talento vai muito além do papel típico de blockbusters e que, por outro, lhe devolva o estatuto mediático que julga merecer. Mas no caminho para a estreia da peça, surgem vários obstáculos. E o maior de todos eles será o seu próprio ego.

Comentário : Encerro os meus comentários aos filmes que vi na semana passada com este novíssimo filme que o profissional Alejandro González Iñarritu nos facultou. O filme ainda está em exibição nas salas de cinema, mas eu tive a sorte de o ver no conforto do meu lar. Gostei bastante deste “Birdman”, mas acho um enorme exagero dizerem que se trata de um dos melhores oito filmes de 2014. Assim como acho uma vergonha o novo filme de Christopher Nolan não estar nessa lista. “Birdman” possui um bom argumento, uma extraordinária banda sonora, excelentes interpretações de todos (Michael Keaton – The Best), boa fotografia, está brilhantemente filmado, quase sem erros, boa química entre atores e personagens mas, o mais importante, é detentor de uma história verdadeiramente original e magnífica. É complicado dizermos qual o melhor filme da carreira de Alejandro González Iñarritu, gostei de todos. Algumas sequências estão filmadas de forma bastante cativante, vemos dois personagens a conversar e a camara passa essas sequências a circular à volta deles os dois. Confesso que gostei de quase tudo no filme, mas penso que faltou alguma coisa. Mas, fiquem descansados, porque o filme é mesmo muito bom, “Birdman” é mesmo verdadeiro cinema ou (uma verdadeira homenagem ao cinema).

Wild Reeds

Nome do Filme : “Les Roseaux Sauvages”
Titulo Português : “Os Juncos Silvestres”
Titulo Inglês : “Wild Reeds”
Ano : 1994
Duração : 112 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Andre Techine
Elenco : Elodie Bouchez (Maite), Gael Morel (François), Stephane Rideau (Serge), Frederic Gorny (Henri).

História : A relação de uma bonita adolescente com três rapazes.

Comentário : À imenso tempo, mesmo à anos, que estava para ver este filme de André Techine e finalmente consegui vê-lo. Gostei bastante deste “Les Roseaux Sauvages” e o recomendo àqueles que gostam de coming age movies. A realização é boa, a fotografia é igualmente aceitável, o argumento é forte, aborda o mundo dos adolescentes. Elodie Bouchez foi um achado naquela altura (melhor interpretação do filme), a sua Maite é adorável e linda. Os três rapazes protagonistas estiveram muito bem. O filme fala do amor entre jovens, das relações gay e daquilo que se vivia naquela altura. É um filme que se vê com bastante agrado e cujo tempo passa a correr, tal a forma como a fita nos prende ao que se vai passando ao longo das quase duas horas. A banda sonora é outro factor positivo deste filme, com temas maravilhosos. O que mais gostei neste filme foi daquilo que aconteceu entre Maite e Henri no final da fita, maravilhoso.

Persona

Nome do Filme : “Persona”
Titulo Português : “A Máscara”
Ano : 1966
Duração : 82 minutos
Género : Drama
Realização : Ingmar Bergman
Elenco : Bibi Andersson (Alma), Liv Ullmann (Elisabet Vogler), Gunnar Bjornstrand (Mr. Vogler).

História : Uma enfermeira e uma atriz tornam-se amigas íntimas.

Comentário : Possivelmente, um dos filmes mais confusos e estranhos de Ingmar Bergman. Pessoalmente, gostei do filme, embora não tenha percebido algumas coisas. As duas atrizes protagonistas tiveram prestações brutais. As imagens fora do contexto e os cortes eram desnecessários, penso eu. Quando vi este filme pela primeira vez, à cerca de seis dias, estava fora em viagem e o seu visionamento contribuiu para que eu tivesse gostado ainda mais daquela estadia. Este filme é um dos mais conhecidos do realizador e facilmente se percebe a razão. Volto a dizer, fiquei boquiaberto com as interpretações de Bibi Andersson e Liv Ullmann.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

In Fear

Nome do Filme : “In Fear”
Titulo Português : “Medo Primário”
Ano : 2013
Duração : 86 minutos
Género : Terror/Thriller/Suspense
Realização : Jeremy Lovering
Elenco : Alice Englert (Lucy), Iain Caestecker (Tom), Allen Leech (Max).

História : Lucy e Tom são um jovem casal de namorados que viajam de carro por locais desconhecidos. Numa dessas viagens, eles optam por seguir um atalho com a finalidade de chegarem a um suposto hotel onde pretendem pernoitar para se prepararem para um festival de música que se vai realizar ali perto. No entanto, ao cair do manto da noite, têm a estranha sensação que se perderam nesse atalho e, mais estranho ainda, descobrem que têm andando em circulos. Decidem tentar mais uma vez o atalho, acabam por se perder ainda mais e têm a pior noite das suas curtas vidas.

Comentário : Possivelmente, a melhor novidade que vi neste ainda muito curto novo ano. Gostei mesmo bastante deste filme. Com uma premissa aparentemente simples, o realizador consegue por o espetador em “ponto rebuçado” e envolto num enorme clima de suspense e aflição ao longo dos oitenta minutos de imagens. É um filme muito escuro, quase sempre filmado à noite, o que me agradou imenso. Alice Englert (Ginger And Rosa) é linda e tem aqui a melhor interpretação deste pequeno filme de terror independente. Os dois rapazes também estão bem, mas é a miúda que merece o mérito todo. Gostei de quase tudo neste filme, só não gostei do facto deles terem dado boleia àquele rapaz ferido, afinal, era um estranho e estavam a acontecer coisas muito estranhas.

O filme funciona bem como obra de terror, funciona bem como thriller e funciona igualmente bem como objecto de suspense. Ou seja, possui todos os ingredientes para nos enervar e desesperar ao longo do filme. Temos cenas fortes, mesmo não mostrando sangue nem violência, conseguem nos causar imenso pânico e também zelar pelo casal protagonista. Pessoalmente, sempre desconfiei do rapaz a quem eles dão boleia. Mas também desconfiei que houvesse mais gente envolvida, o que mais tarde, foi desmentido. Alice Englert é mesmo uma coisinha bem boa, às vezes, fez-me lembrar Jennifer Lawrence e Mary Elizabeth Winstead, em alguns planos. O desespero do casal protagonista foi muito bem mostrado no filme, está tão realista que, por vezes, até parece que foi real. Não me importava que o filme tivesse mais violência, afinal o realismo é isso que pede. Por exemplo, neste campo, “Wolf Creek” consegue ser melhor. Por último temos o final. O filme possui um final bastante forte, mesmo que não mostre aquilo que vai acontecer, mas basta sabermos que aquilo vai mesmo suceder e a sensação é maravilhosa. Lucy é a maior. Decididamente, um dos melhores filmes de terror que vi na vida. 

Still Alice

Nome do Filme : “Still Alice”
Titulo Português : “O Meu Nome É Alice”
Ano : 2014
Duração : 102 minutos
Género : Drama
Realização : Richard Glatzer/Wash Westmoreland
Elenco : Julianne Moore (Alice Howland), Alec Baldwin (John Howland), Kate Bosworth (Anna Howland Jones), Shane McRae (Charlie Howland Jones), Kristen Stewart (Lydia Howland), Hunter Parrish (Tom Howland), Erin Darke (Jenny).

História : Alice Howland é uma mulher de meia idade aparentemente feliz, bem casada e com três filhos adultos. Um dia, fica surpreendida quando o médico lhe faz um diagnóstico muito mau : ela sofre de uma variante muito rara da doença de Alzheimer. Nesse momento, ela sente como se o chão lhe desaparecesse. Como será dali para a frente, como irá o marido reagir, o que farão os seus filhos e, mais importante, como será o evoluir da doença e como ela acabará. São tudo questões que lhe assolam a mente, mas uma coisa é certa, será sempre a piorar.

Comentário : Esqueçam “Mapa Para As Estrelas”, é neste “Still Alice” que a excelente Julianne Moore possui uma das melhores interpretações do ano passado. Num papel nada fácil de desempenhar, ela deu tudo e o resultado está à vista, impecável. Julianne Moore é a alma deste filme independente. A seu lado, Alec Baldwin tem um papel muito gentil, um marido muito amável que prometera ajudar a esposa em tudo aquilo que ela precisar, mesmo no final da sua doença. Já dos filhos, o mesmo não se pode dizer. Anna, filha mais velha, ficará sempre ao lado da mãe, mas a mais nova irá criar sempre problemas à mãe doente. Somente no final, as duas estarão em sintonia, nos dando um final muito forte e bem dramático. Não é filme fácil de agradar à maioria, há que ter bastante paciência para o ver do inicio ao fim. Como já disse, Julianne Moore é uma senhora e consegue aqui levar o seu barco a bom porto, desempenhou na perfeição o duro papel de alguém com uma doença muito grave, que grande atriz, provas disso já foram mais que dadas em outros registos, veja-se o excelente “The Hours” ou o poderoso “Far From Heaven”. A minha cena preferida é aquela que encerra o filme. Para mim, este “Still Alice” agradou-se imenso. Que grande filme.

Clouds Of Sils Maria

Nome do Filme : “Sils Maria”
Titulo Inglês : “Clouds Of Sils Maria”
Ano : 2014
Duração : 124 minutos
Género : Drama
Realização : Olivier Assayas
Elenco : Juliette Binoche (Maria Enders), Kristen Stewart (Valentine), Chloe Grace Moretz (Jo Ann Ellis), Johnny Flynn (Christopher Giles), Angela Winkler (Rosa).

História : Uma atriz famosa e a sua ajudante viajam em trabalho ao mesmo tempo que a primeira é chamada para regressar ao local e ao papel de um dos seus principais filmes que fizera no passado. Pelo caminho, as duas conhecem uma jovem atriz que também vai fazer parte do elenco principal da peça.

Comentário : Já vi este filme e confesso que gostei bastante dele. Juliette Binoche está muito feia neste filme, mas possui a melhor interpretação do mesmo. Kristen Stewart está igual a si mesma, confesso que não gosto muito desta atriz. A bonita Chloe Grace Moretz continua a surpreender, está sempre bem nos papéis que desempenha. A história pode não ser nada de especial, mas tem a particularidade de nos prender sempre ao ecrã. Adorei a mensagem do filme, que nos é indicada através daquela cena em que Maria e Jo Ann falam sobre a peça que acabaram de filmar, em que a mais nova está-se a marimbar para a importância que a personagem da mais velha tem. Trata-se de um filme muito feminino, visto que as únicas personagens principais são três mulheres, os homens pouco são chamados para aqui e ainda bem que é assim. Gostei daquela parte da cobra de nuvens, era uma coisa que eu desconhecia de todo que existia naquele local, o filme sempre me ensinou algo. Não será filme para figurar numa lista minha de melhores do ano, mas é, seguramente, um filme muito bom, gostei bastante.

The Lovely Bones

Nome do Filme : “The Lovely Bones”
Titulo Português : “Visto Do Céu”
Ano : 2009
Duração : 135 minutos
Género : Drama/Crime
Realização : Peter Jackson
Produção : Peter Jackson
Elenco : Mark Wahlberg (Jack Salmon), Rachel Weisz (Abigail Salmon), Susan Sarandon (Lynn), Saoirse Ronan (Susie Salmon), Rose McIver (Lindsey Salmon), Christian Ashdale (Buckley Salmon), Stanley Tucci (George Harvey), Michael Imperioli (Len Fenerman), Nikki SooHoo (Holly), A. J. Michalka (Clarissa),

História : Susie Salmon é uma adolescente de 14 anos de idade que leva uma vida normal e é feliz com os pais e com os irmãos. Um dia, cai numa armadilha de um vizinho e a sua vida muda radicalmente, para sua desgraça e da familia que tanto a amava. Quanto ao criminoso, nunca foi apanhado.

Comentário : Lembro-me perfeitamente que fui naquela altura ver este filme ao cinema e recordo-me também que havia gostado bastante dele. Hoje, continuo a gostar do filme e confesso que o mesmo devia servir de alerta para todos os pais. Mas o filme é mais que isso, é a história de uma rapariga que viu a sua vida ser-lhe roubada por um “monstro”, cujo acto não fora o único. Mark Wahlberg, Rachel Weisz e Susan Sarandon possuem neste filme excelentes prestações, embora já tenham dado provas suficientes ao longo das suas carreiras que são excelentes profissionais na arte de representar. Por isso, os grandes destaques vão para o veterano Stanley Tucci que está irreconhecível neste papel e também para as jovens Saoirse Ronan e Rose McIver. A primeira porque teve neste filme a melhor interpretação da sua ainda curta carreira e a segunda porque, além de ser linda, deu-nos os momentos mais tensos do filme, quando invade a casa do criminoso e é confrontada por ele em cenas de cortar a respiração.

O filme possui também uma componente de fantasia, traço sempre patente nos filmes de Peter Jackson. No entanto, essas poucas cenas nem sempre estão bem feitas ou, ainda, não estão bem articuladas com a história. Ainda assim, o filme possui uma forte componente visual. A banda sonora é outro factor a ter em conta quando se analisa este filme, é boa Notei que o realizador tratou algumas sequências do filme com uma sensibilidade raramente encontrada em peliculas de fantasia. Volto a dizer, o filme tem mesmo momentos de grande tensão, como a já referida sequência em que a linda Lindsey Salmon invade a casa do criminoso; ou aquela sequência em que a policia faz o interrogatório ao assassino dentro da sua casa, aquela troca de olhares entre ele e o policia chefe através das janelas da casa das bonecas que culmina com o momento em que Mr. Harvey indica ao agente a entrada para a cave e, por último, a sequência em que o malfeitor quer ver-se livre do corpo da miúda, jogando o cofre para o poço. Na altura, aquilo que me tinha chamado mais a atenção foi o trailer, mas depois fui ver o filme e fiquei boquiaberto com o argumento e com a história do filme em si. Muito bom. 

Romanzo Popolare

Nome do Filme : “Romanzo Popolare”
Titulo Inglês : “Come Home And Meet My Wife”
Ano : 1974
Duração : 92 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Mario Monicelli
Elenco : Ornella Muti (Vincenzina Rotunno), Ugo Tognazzi (Giulio Basletti), Michele Placido (Giovanni Pizzullo).

História : Um homem de meia idade casa-se com uma jovem de 17 anos, que ajudara a criar desde que ela nasceu. Um dia, essa jovem conhece um homem bem mais novo que o marido e envolve-se com ele, mas ainda assim, o marido a perdoa e aceita recomeçar tudo com ela. É o amor.

Comentário : Ontem vi este clássico do cinema italiano pela primeira vez e adorei. Adoro filmes italianos. Os dois atores masculinos principais tiveram excelentes prestações. Mas o maior destaque vai para a linda Ornella Muti que era uma das atrizes mais lindas daquela época. Hoje, apesar da idade, continua linda. Giulio desempenha um grande homem, homens como ele são muito raros, ele amava mesmo a esposa. Mesmo sabendo que ela o traiu com um homem mais novo, perdoou a jovem e continuou com ela, apesar daquilo que aconteceu depois. Pessoalmente, se também amasse muito uma rapariga, também eu era capaz de a perdoar, mesmo que se tratasse de uma traição, desde que ela mostrasse arrependimento, é uma questão de amor, coisa cada vez mais rara nos dias que correm. Além disso, a maior parte dos homens não valem nada. É muito raro vermos um homem que respeita realmente as mulheres, afinal, elas merecem que um homem façam tudo por elas. E a Vincenzina deste filme italiano é uma coisinha bem linda, se fosse minha, fazia tudo o que ela quisesse. É assim o amor, é assim o filme, está tudo dito. 

The Tin Drum

Nome do Filme : “Die Blechtrommel”
Titulo Português : “O Tambor”
Titulo Inglês : “The Tin Drum”
Ano : 1979
Duração : 160 minutos
Género : Drama/Histórico
Realização : Volker Schlondorff
Elenco : David Bennent (Oskar Matzerath), Mario Adorf (Alfred Matzerath), Angela Winkler (Agnes Matzerath), Katharina Thalbach (Maria Matzerath), Daniel Olbrychski (Jan Bronski), Tina Engel (Anna Koljaiczek), Berta Drews (Anna), Roland Teubner (Joseph Koljaiczek), Tadeusz Kunikowski (Onkel Vinzenz), Andrea Ferreol (Lina Greff), Heinz Bennent (Greff), Ilse Page (Gretchen Scheffler), Werner Rehm (Scheffler), Kate Jaenicke (Mutter Truczinski), Otto Sander (Meyn), Wigand Witting (Herbert Truczinski), Mariella Oliveri (Roswitha), Fritz Hakl (Bebra), Mieczyslaw Czechowicz (Kobyella).

História : Oskar Matzerath, filho de um comerciante, não é um menino muito comum. Detentor de uma grande inteligência desde o seu nascimento, ele decide não crescer, desiludido com o estado do mundo. Então, ele recusa aceitar a sociedade da sua época e o seu pequeno tambor simboliza o seu protesto contra a classe média. No entanto, ninguém da familia e nem os amigos lhe dão a devida importância. Quanto ao tambor, irá acompanhá-lo quase até ao final dos seus dias.

Comentário : Finalmente, consegui ver este filme alemão e confesso que gostei bastante. Penso que este filme ganhou o óscar para melhor filme estrangeiro numa das cerimónias. O filme também esteve envolto em polémica devido às cenas íntimas entre o menino protagonista e uma adolescente (ver duas dessas cenas em baixo). Gostei de tudo neste filme, a história, as interpretações brutais, a forma como foi filmado, as personagens principais (Maria é linda) e o miúdo protagonista carregou todo o filme às costas, uma das melhores prestações infantis da história do cinema. O filme possui também uma forte componente histórica, decorre na época no Nazismo e da II Guerra Mundial. Até os poucos efeitos especiais que surgem estão bem feitos. Geralmente, não gosto de ver imagens de arquivo misturadas com as do filme, mas neste caso, a coisa funcionou bem. As minhas cenas preferidas foram todas aquelas que envolviam os anões e Oskar. Para mim, este filme já é um dos melhores que vi. 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

The Blue Room

Nome do Filme : “La Chambre Bleue”
Titulo Português : “O Quarto Azul”
Titulo Inglês : “The Blue Room”
Ano : 2014
Duração : 73 minutos
Género : Drama/Thriller
Realização : Mathieu Amalric
Produção : Paulo Branco
Elenco : Mathieu Amalric (Julien Gahyde), Lea Drucker (Delphine Gahyde), Mona Jaffart (Suzanne Gahyde), Stephanie Cleau (Esther Despierre).

História : Numa esquadra da polícia, um homem é interrogado. Ao mesmo tempo, relata aos agentes da autoridade como era a sua relação com a esposa, com a filha pequena e com a amante, que também é arguida de um outro crime.

Comentário : Finalmente consegui ver este filme, a nova obra do versátil Mathieu Amalric. Já tinha gostado de “Tournée” e gostei também deste “The Blue Room”. Gostei bastante dos dois filmes em igual modo. Mathieu Amalric é um bom artista, tanto como ator, como enquanto realizador. E desta vez, teve uma ajuda portuguesa, Paulo Branco produziu o filme. Todos os elementos do elenco principal (cujos nomes estão a cima indicados) tiveram boas interpretações. O filme mistura drama com thriller de forma eficaz. Seguimos o interrogatório a Julien Gahyde, ao mesmo tempo vemos cenas do quotidiano dele com a esposa e com a filha pequena. Temos também cenas entre ele e a amante, que por sua vez, está tal como ele, indiciada por um crime grave. Às vezes, o filme torna-se ligeiramente confuso, apesar de quase tudo ter sido explicado ao longo dos setenta minutos de filme. A fotografia é boa e o argumento foi escrito com grande preocupação em relação aos detalhes. Não é filme para o grande público, é um filme mais indicado para cinéfilos. Bom filme. 

These Final Hours

Nome do Filme : “These Final Hours”
Titulo Português : “As Horas Finais”
Ano : 2014
Duração : 87 minutos
Género : Drama
Realização : Zak Hilditch
Elenco : Nathan Phillips (James), Angourie Rice (Rose), Jessica Gouw (Zoe).

História : A algumas horas do fim do mundo, um homem e uma menina criam entre eles uma bonita empatia.

Comentário : Pensava que este seria o primeiro grande filme deste novo ano, mas o seu final estragou tudo. Não devido ao final do nosso planeta, porque isso já sabia que ia acontecer, mas por causa da pessoa com quem o nosso protagonista decide morrer. É que o realizador dá-nos a entender ao longo do filme que James ia passar os minutos finais com Rose, mas em vez disso, decide morrer abraçado à namorada. Este final poderá agradar à maioria, mas a mim, desiludiu-me imenso. No entanto, o filme possui mais aspetos positivos do que negativos. Nathan Phillips e a pequena Angourie Rice têm no filme as melhores prestações. A química entre o homem e a miúda funcionou muito bem, seja como atores, seja enquanto personagens. 

É impossivel não ficarmos tristes com a despedida carinhosa entre James e Rose. Essa é a melhor sequência do filme, sendo a segunda melhor aquela em que a amiga de James mata com um tiro certeiro na cabeça aquela mulher nojenta que pretendia ficar com a menina. O filme possui ainda um clima de tensão permanente, que esteve sempre presente ao longo dos oitenta minutos de imagens. O filme deu-me mesmo a sensação de que o mundo ia acabar e todos os secundários desempenharam bem e deram a entender isso mesmo. Os cenários são bons. A banda sonora também ajudou a que tudo tivesse funcionado bem. O filme é detentor de cenas violentas, mas também de sequências muito bonitas e dramáticas. Sinceramente só encontrei dois aspetos negativos neste filme, foram o final e a curta duração. Confesso que gostei bastante desta fita, mas os dois aspetos negativos já referidos foram determinantes para que não o tenha como sendo o primeiro grande filme deste novo ano, temos pena...

The Lord Of The Rings : The Fellowship Of The Ring

Nome do Filme : “The Lord Of The Rings : The Fellowship Of The Ring”
Titulo Português : “O Senhor Dos Anéis : A Irmandade Do Anel”
Ano : 2001
Duração : 180 minutos
Duração (Extended Edition) : 210 minutos
Duração (Definitive Edition) : 228 minutos
Género : Aventura/Fantasia/Drama
Realização : Peter Jackson
Produção : Peter Jackson
Argumento : J. R. R. Tolkien (book)/Peter Jackson (movie)
Elenco : Elijah Wood (Frodo Baggins), Sean Astin (Sam Gamgee), Ian McKellen (Gandalf), Christopher Lee (Saruman), Cate Blanchett (Galadriel), Marton Csokas (Celeborn), Sean Bean (Boromir), Billy Boyd (Pippin), Dominic Monaghan (Merry), Viggo Mortensen (Aragorn), Liv Tyler (Arwen), Hugo Weaving (Elrond), Harry Sinclair (Isildur), John Rhys Davies (Gimli), Craig Parker (Haldir), Sarah McLeod (Rosie), Peter McKenzie (Elendil), Orlando Bloom (Legolas), Ian Holm (Bilbo Baggins), Brent McIntyre (Witch King Of Angmar),

História : Na Terra Média, um feitiçeiro decide pedir a um simples hobbit que se junte a ele e a mais sete membros de outras raças para formarem uma espécie de irmandade que terá como único objetivo fazer uma longa viagem cheia de perigos a fim de penetrarem em Mordor e destruírem o anel do poder, fazendo assim com que o mal desapareça do mundo deles. Mas essa missão vai revelar-se muito perigosa e talvez custe a vida a muitos seres da Terra Média.

Comentário : Baseado numa história escrita à imensos anos por alguém muito talentoso, este é o primeiro filme adaptado de uma trilogia de 3 livros escritos por esse escritor, sem duvidas, este primeiro filme da trilogia é o melhor filme de aventura que vi na minha vida. É o meu preferido dos três. Com poderosos efeitos especiais e com uma história repleta de imaginação, este filme foi feito com bastante carinho pelo realizador Peter Jackson, que foi muito fiél ao livro de Tolkien. O ponto mais alto do filme são as belíssimas paisagens e os cenários (Lothlorien é o melhor). O elenco é de luxo. A banda sonora é uma das melhores de sempre vistas num filme, o tema “May It Be” de Enya é de arrepiar. 

Praticamente todos os atores envolvidos tiveram poderosas interpretações, pessoalmente gostei mais do Frodo e do Gandalf. Confesso que, depois de ter visto este filme, apeteceu-me chamar alguns conhecidos para irmos percorrer o interior do país a pé. O filme fala de amor, de amizade, de coragem, de companheirismo, de lealdade, de sacrificio, mas sobretudo da vida em si, numa época muito dificil. Lembro-me que fui ao cinema ver o filme e que saí da sala completamente preenchido e maravilhado. Foi, é e será sempre o melhor filme comercial que vi no cinema e na vida. Já vi o filme nas suas três versões e confesso que é o único das duas sagas que merece ter uma versão extendida. Peter Jackson tem neste filme a sua obra prima. Gostei também do segundo e do terceiro, mas sem o enorme entusiasmo deste primeiro, que confesso ser um dos grandes filmes da minha vida. LINDO.