segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Mad Max : Fury Road

Nome do Filme : “Mad Max : Fury Road”
Titulo Inglês : “Mad Max : Fury Road”
Titulo Português : “Mad Max : Estrada da Fúria”
Ano : 2015
Duração : 120 minutos
Género : Ação/Aventura/Drama
Realização : George Miller
Produção : George Miller
Argumento : George Miller/Brendan McCarthy/Nick Lathoris.
Elenco : Tom Hardy, Charlize Theron, Rosie Huntington Whiteley, Abbey Lee, Courtney Eaton, Riley Keough, Zoe Kravitz, Nicholas Hoult, Hugh Keays Byrne, Nathan Jones, Josh Helman, Megan Gale, Melissa Jaffer, Jennifer Hagan, Angus Sampson, Melita Jurisic, Gillian Jones, Joy Smithers, Antoinette Kellermann, Christina Koch, Elizabeth Cunico, Coco Jack Gillies.

História : Max Rockatansky é um policia renegado num mundo que se rege pela lei do mais forte. Num futuro pós-apocalíptico, perseguido por um passado tumultuoso e trágico, Max acredita que o único modo de sobreviver é não depender de ninguém para além de si próprio. Ainda assim, acaba por se juntar a um grupo de rebeldes liderados por Furiosa, uma mulher corajosa que anseia poder mudar o estado das coisas. Juntos, estão em fuga de uma cidadela tiranizada pelo implacável Immortan Joe, libertaram um grupo de cinco lindas mulheres escravizadas sexualmente. Sedento de vingança e determinado a recuperar cada uma das suas cinco princesas prisioneiras, o vilão dá início à mais implacável perseguição de sempre...

Comentário : Hoje volto a publicar o comentário ao melhor blockbuster de 2015, sim, trata-se do regresso do visionário realizador George Miller ao fantástico universo por ele criado, o mundo futurista de Mad Max, o solitário. Personagem anteriormente vivida na perfeição por Mel Gibson, agora esse papel coube ao profissional Tom Hardy (excelente em “Locke”), que fez um excelente trabalho enquanto herói, embora o protagonista não seja só ele. A partilhar o protagonismo com Tom Hardy, temos uma bastante competente Charlize Theron, aqui no papel de uma mulher forte e muito corajosa chamada Furiosa. Uma personagem bastante forte, com um peso suficiente para roubar o protagonismo a Tom Hardy. 

Confesso que fui ver o filme ao cinema, adorei tudo o que vi, George Miller não desiludiu. Os puristas e fãs da saga mostraram um certo descontentamento porque o filme não foi seco, cru e duro, em vez disso o cineasta deu uma fita cheia de fogo de artífício. Na minha opinião, Miller quis ajustar o personagem e o seu universo aos tempos actuais, possivelmente, acabando por nos facultar o filme que ele pretendia dar naquela altura. E que somente agora teve oportunidade e o fazer, devido à tecnologia. Este novo filme tem uma excelente fotografia, um argumento razoável, espectaculares cenas de ação, um ritmo frenético onde raramente temos momentos calmos, as cenas de noite estão filmadas de forma brilhante. A realização é igualmente excelente.

A nivel das prestações, Tom Hardy e Charlize Theron foram quem mais brilharam, embora as cinco atrizes que desempenharam os papéis das noivas do vilão também estivessem à altura do desejado. Gostei também da prestação do jovem Nicholas Hoult, ele incutiu bastante realismo à sua personagem. Temos uma boa variedade de veículos, com destaque para o super camião conduzido por Furiosa. O carro do nosso herói aparece pouco. Durante o filme temos vários flashbacks do passado de Max, fiquei na dúvida se a miúda que surge nos seus sonhos era sua filha que morreu ou era outra criança qualquer. O realizador fez bem em dar escassas informações sobre o protagonista masculino. A banda sonora também é bastante boa, acompanha na perfeição as cenas de ação e sobe o tom sempre que necessário. 

Gostei imenso das personagens dos protagonistas Max e Furiosa, mas gostei igualmente das cinco noivas (Cheedo é a minha preferida) e cada uma delas teve direito ao seu curto tempo de antena. Achei mal o destino inesperado de uma delas (da grávida), mas acabou por me surpreender, pela negativa, claramente. Volto a dizer, as cenas passadas de noite estão muito bem filmadas. Pessoalmente, apenas tirava a sequência da tempestade de areia, está particularmente exagerada, muita fogachada e com alguns erros. Mas isso não estraga a pintura, porque é tudo devidamente compensado com os aspectos positivos e com a adrenalina que o realizador injectou no filme. 

Muitos criticos não viram com bons olhos o facto de, a dada altura, o protagonismo ser cedido à personagem de Charlize Theron. Eu não interpreto as coisas desse modo, para mim, tanto Tom Hardy quanto Charlize Theron viram os seus tempos de antena partilhados de igual modo, cada um teve direito à sua parte no filme e ao respectivo destaque. Max e Furiosa são duas personagem distintas, mas com o mesmo passado, um passado de muita dor e sofrimento, sendo os dois obrigados a coexistir no mesmo mundo violento. Penso mesmo que George Miller soube dividir o protagonismo de maneira igual pelos dois personagens principais. As noivas são lindas e muito sensuais, nos facultando as melhores cenas do filme, a beleza delas contrasta com a sujidade e a imundice do mundo em que vivem. Gostei das cinco de igual modo, embora prefira Cheedo.

As personagens secundárias também estiveram muito bem, com destaque para as mulheres que aparecem nas partes finais do filme, aquelas guerreiras que sobraram e que vão ajudar o nosso grupo de heróis. Não esquecer que o vilão do filme é interpretado pelo mesmo actor que desempenhou o vilão no primeiro filme da saga. Tirando a dita sequência exagerada da tempestade e alguns erros, estamos perante cinema comercial de grande qualidade, do melhor visto nos últimos anos, com cenas filmadas de forma perfeita e com recurso mínimo às falsidades que a tecnologia dos efeitos especiais pode facultar. Para mim, “Mad Max : Fury Road” é um dos dois melhores blockbusters de 2015 até agora, em segundo lugar está “The Avengers : Age Of Ultron”.

Um último reparo, o filme está a receber imensos prémios, umas tantas nomeações e já está nomeado ao globo de ouro de melhor filme do ano e estará de certeza nos óscares. Está também em listas de vários criticos consagrados como sendo um dos melhores do ano.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Creed

Nome do Filme : “Creed”
Titulo Inglês : “Creed”
Ano : 2015
Duração : 133 minutos
Género : Drama
Realização : Ryan Coogler
Produção : Sylvester Stallone
Elenco : Sylvester Stallone, Michael B. Jordan, Tessa Thompson, Phylicia Rashad, Andre Ward, Tony Bellew, Ritchie Coster, Graham McTavish.

História : Adonis Johnson nunca conheceu o seu famoso pai, o campeão mundial de pesos pesados Apollo Creed, que morreu antes dele nascer. Ainda assim, é inegável que o boxe lhe corre no sangue e Adonis dirige-se para Filadélfia, o local do lendário combate entre Apollo Creed e um novato resistente chamado Rocky Balboa. Chegado à cidade, Adonis localiza Rocky e pede-lhe que seja seu treinador. Apesar de insistir que largou o boxe para sempre, Rocky vê em Adonis a força e a determinação que conhecera em Apollo, o rival feroz que se tornou o seu amigo mais próximo. Rocky acede ao pedido e treina o jovem pugilista.

Comentário : Sylvester Stallone interpreta Rocky Balboa, um ex-pugilista que travou importantes combates no passado e teve várias vitórias e que agora é abordado pelo filho de um dos seus adversários do passado que lhe pede que seja seu treinador. Ele tem ainda de travar um último combate, desta vez o seu adversário é um cancro. Michael B. Jordan representa o protagonista, Adonis Johnson, filho do tal antigo adversário de Rocky Balboa, Apollo Creed, que chega a uma cidade por ele desconhecida a fim de conhecer o adversário do pai que nunca viu e pedir-lhe que o treine, onde pelo caminho ainda arranja tempo para se apaixonar pela linda cantora Bianca. Tessa Thompson interpreta a cantora Bianca, uma linda jovem cheia de sonhos que se apaixona igualmente por Adonis Johnson e o incentiva na sua decisão de dedicar a vida ao boxe. 

Estes três atores são excelentes, tiveram neste filme, excelentes prestações, e têm em comum o facto das suas personagens possuirem uma forte e coesa empatia entre eles. Na verdade, à muito tempo que não via um filme onde a química e a harmonia entre três personagens principais fossem tão fortes e poderosas, seja nas cenas onde estão bem dispostos, seja nas sequências onde discutem. Gostei bastante deste filme sobre boxe, a história é cativante e senti-me totalmente preso ao ecrã durante as mais de duas horas de imagens. Estamos perante um filme que respeita mesmo o boxe enquanto desporto e o realizador Ryan Coogler soube na perfeição dar-nos essa imagem, nos facultando o ambiente real de um verdadeiro combate de boxe. Como pontos negativos, a única coisa a assinalar são as partes cómicas, totalmente desnecessárias. O filme é muito bom e foi com ele que eu terminei este meu ano cinematográfico da melhor maneira. 

Tangerine

Nome do Filme : “Tangerine”
Titulo Inglês : “Tangerine”
Ano : 2015
Duração : 88 minutos
Género : Drama
Realização : Sean Baker
Elenco : Kitana Kiki Rodriguez, Mya Taylor, Karren Karagulian, Mickey O'Hagan, James Ransone, Ana Foxx, Alla Tumanian, Luiza Nersisyan, Arsen Grigoryan, Ian Edwards, Clu Gulager, Chelcie Lynn, Richie Lilard.

História : Na véspera de Natal, duas raparigas percorrem uma cidade com a intenção de encontrar o namorado de uma delas para o confrontar com uma suposta traição. Enquanto isso, um taxista percorre a mesma cidade e vai recebendo clientes bem estranhos. Sem saberem, brevemente todos se irão confrontar num café cuja especialidade são uns saborosos donuts.

Comentário : Filme bastante curioso que vi na última noite. Não se pode dizer que seja um grande filme, embora as classificações assim o indiquem. É antes, um filme razoável que está muito bem filmado. Também gostei das prestações, nomeadamente em relação às duas protagonistas, Kitana Kiki Rodriguez e Mya Taylor estão brutais nesta fita. Ao contrário da maioria das opiniões, eu não gostei muito da banda sonora. A história do taxista podia ter sido muito bem retirada, penso que a sua mistura com a história principal foi algo forçado, o filme ficava melhor sem essa história. Achei inverossímil a parte da sogra e da esposa do taxista irem parar também ao tal café dos donuts, situações igualmente forçadas. Gostei bastante do cão do taxista, é muito giro. Não entendi aquela parte em que o taxista expulsa Selena do taxi, nem a razão para que tal acontecesse. Como melhor cena, destaco a sequência de sexo na lavagem do taxi. Não considero este filme como sendo um dos melhores do ano, como algumas pessoas o consideram. Um último reparo, não me importava nada de ir ao café dos donuts, alguns dos bolos tinham muito bom aspecto. Nota positiva também para o final do filme, muito ternurento. 

Affluenza

Nome do Filme : “Affluenza”
Titulo Inglês : “Affluenza”
Ano : 2014
Duração : 85 minutos
Género : Drama
Realização : Kevin Asch
Produção : Kevin Asch
Elenco : Nicola Peltz, Ben Rosenfield, Gregg Sulkin, Grant Gustin, Steve Guttenberg, Samantha Mathis, Valentina Angelis, Carla Quevedo, Danny Burstein, Adriane Lenox, Ryan Vigilant, Darius Homayoun, Patrick Page, John Rothman, Roger Rees, Taylor Gildersleeve, Wai Ching Ho, Kathy Tong, Alexandra Metz, Maggie LaMonica.

História : Um jovem aspirante a fotógrafo vive num mundo cheio de facilidades.

Comentário : Lembram-se da linda jovem que desempenhou o principal papel feminino no quarto e longo filme da saga “Transformers” de Michael Bay ? Pois bem, ela entra nesta fita e consegue a melhor prestação da sua curta carreira. Gostei deste filme independente, embora tenha que confessar que esperava bem mais dele. Li algures uma critica onde vinha mencionado que se tratava de um dos melhores filmes de 2014, puro exagero, ainda que seja um bom filme. Gostei igualmente das prestações dos jovens Ben Rosenfield e Gregg Sulkin, deram bastante consistência às suas personagens. O filme foca bem como são as vidas daquelas pessoas, onde não falta dinheiro e todo o tipo de facilidades. Diria mesmo que o filme é uma dura critica à alta sociedade, veja-se as cenas das discussões. Adorei a cena da discussão entre marido e mulher, mas detestei a cena do acidente de carro. O realizador dirigiu o elenco muito bem, notou-se uma boa química entre algumas personagens, nomeadamente entre os jovens principais. Bom filme. 

                                                             Nicola Peltz 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Bridge Of Spies

Nome do Filme : “Bridge Of Spies”
Titulo Inglês : “Bridge Of Spies”
Titulo Português : “A Ponte dos Espiões”
Ano : 2015
Duração : 140 minutos
Género : Biográfico/Drama/Histórico
Realização : Steven Spielberg
Elenco : Tom Hanks, Amy Ryan, Eve Hewson, Jillian Lebling, Noah Schnapp, Mark Rylance, Domenick Lombardozzi, Brian Hutchison, Joshua Harto, Alan Alda, John Rue, Billy Magnussen, Austin Stowell, Michael Pemberton, Jesse Plemons, Michael Gaston, Stephen Kunken, Jon Curry, Peter McRobbie, Victoria Leigh.

História : Em plena Guerra Fria, um advogado é recrutado pela CIA para auxiliar na operação de resgate de um piloto norte-americano detido na União Soviética.

Comentário : Steven Spielberg sempre foi um bom contador de histórias. Se há mérito que lhe temos que lhe atribuir é o facto de em cada novo filme, ele trazer sempre algo de novo. E isso volta a verificar-se neste “Bridge Of Spies”. Confesso que no início achei que o filme ia ser uma valente seca, não podia estar mais enganado. Achei o filme bastante cativante, o seu ritmo segue-se muito bem, pessoalmente, fiquei sempre na expetativa daquilo que iria acontecer a seguir. Trata-se de uma história verídica, totalmente desconhecida para mim, tenho que dizer. Do elenco, destaca-se Tom Hanks, eterno ator fetiche de Spielberg, soube mais uma vez levar o barco a bom porto. Mark Rylance tem igualmente uma poderosa interpretação. A história até chega a ser interessante. Detestei o personagem do piloto jovem, bem como do ator em si. Volto a dizer, como desconhecia a história, não posso assinalar eventuais erros a esse nivel, pouco mais há a dizer. Não sendo um dos melhores filmes do ano, é uma fita muito relevante porque conta factos importantes que tiveram grande destaque naquela altura.

Sex, Lies, And Videotape

Nome do Filme : “Sex Lies And Videotape”
Titulo Inglês : “Sex, Lies, And Videotape”
Titulo Português : “Sexo, Mentiras e Vídeo”
Ano : 1989
Duração : 99 minutos
Género : Drama
Realização : Steven Soderbergh
Elenco : James Spader, Andie MacDowell, Laura San Giacomo, Peter Gallagher.

História : Graham Dalton é um tipo solitário que tem uma relação muito complicada com o sexo oposto. Na realidade, ele não faz sexo com as mulheres, nem sente tesão para isso. Simplesmente, ele filma as mulheres a confessarem as suas fantasias, a falarem das suas vidas sexuais e pessoais e depois grave tudo numa cassete e arquiva, tendo já uma colecção delas. Um dia, conhece o casal Mullany, cuja mulher mostra um interesse especial em o conhecer.

Comentário : Hoje venho recordar-vos um clássico do cinema independente. Confesso que nunca o tinha vista até à uns dias. Vi-o pela primeira vez e gostei do filme. Nunca fui muito à bola com o actor James Spader, no entanto, gostei de o ter visto neste filme, penso que ele tem a melhor prestação da fita e a sua personagem é bastante curiosa. Andie MacDowell também esteve muito bem, gostei igualmente da sua personagem. No entanto, Laura San Giacomo e Peter Gallagher podiam-se ter esforçado mais, tiveram prestações um pouco limitadas. Ao contrário daquilo que o titulo indica, a fita tem pouco sexo, aqui o sexo é mais imaginativo. No geral, achei este filme bastante satisfatório.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

The Double Life Of Veronique

Nome do Filme : “La Double Vie De Véronique”
Titulo Inglês : “The Double Life Of Veronique”
Titulo Português : “A Dupla Vida De Veronique”
Ano : 1991
Duração : 98 minutos
Género : Drama
Realização : Krzysztof Kieslowski
Elenco : Irene Jacob, Wladyslaw Kowalski, Philippe Volter, Sandrine Dumas, Claude Duneton, Lorraine Evanoff, Guillaume de Tonquedec.

História : Veronika vive em Cracóvia. Veronique vive em Paris. Não se conhecem, mas têm a mesma vocação para a música, os mesmos gostos, a mesma relação de proximidade com o pai viúvo, e o mesmo problema cardíaco, para além do mesmo aspeto fisico. Veronika aprende música, trabalha arduamente, mas morre subitamente. A partir deste momento, a milhares de quilómetros de distância, a vida de Veronique altera-se profundamente e ela decide deixar de cantar. Mas alguém entra na sua vida.

Comentário : O Cinema Nimas está a passar um pequeno ciclo dedicado ao realizador Krzysztof Kieslowski onde estão incluidos quatro filmes em cópias restauradas de som e imagem, os filmes são a trilogia das cores (Vermelho, Azul, Branco) e este “A Dupla Vida De Veronique” que venho hoje aqui comentar. Eu achei os primeiros trinta minutos de filme muito confusos, mas depois de ter lido a sinopse, acabei por perceber tudo. A dificuldade deve-se ao facto das diferenças entre as duas protagonistas serem mínimas. Irene Jacob está, mais uma vez, deslumbrante num filme de Krzysztof Kieslowski, a sua prestação é contagiante. O filme tem uma boa banda sonora e bonitas cenas. A minha sequência preferida foi aquela da exibição que aquele homem fez com marionetas para uma plateia quase toda composta por crianças. Mas também gostei da cena em que as duas se cruzam, uma está na rua e a outra num autocarro. Como aspectos negativos, destaco alguns planos e um ao outro erro na narrativa. Trata-se de um filme muito poético e muito bonito, fiquei satisfeito, principalmente porque o vi pela primeira vez. Muito bom. 

Ps: Os três filmes da trilogia das cores já se encontram comentados neste espaço.

Biutiful

Nome do Filme : “Biutiful”
Ano : 2010
Duração : 146 minutos
Género : Drama
Realização : Alejandro González Iñárritu
Elenco : Javier Bardem, Maricel Alvarez, Hanaa Bouchaib, Guillermo Estrella, Eduard Fernandez, Diaryatou Daff.

História : Esta é a história de Uxbal, um homem em conflito, que luta para reconciliar a paternidade, o amor, a espiritualidade, o crime, a culpa e a mortalidade entre o perigoso submundo da Barcelona moderna. O seu meio de subsistência é ganho com biscates, os seus sacrifícios pelos dois filhos não têm limites. Uxbal tem ainda que lidar com o cancro que o atormenta e com os poucos meses de vida que lhe restam.

Comentário : As fitas “Amores Perros”, “21 Grams” e “Babel” são grandes filmes e este “Biutiful” não foge à regra, embora não esteja no mesmo patamar. Gostei do filme e nele, Javier Bardem possui a sua segunda melhor prestação. Ao contrário dos três anteriores filmes já frisados, “Biutiful” não possui a narrativa fragmentada, é sempre a seguir, uma história corrente. Não foi só o ator principal que teve uma boa prestação, a actriz que desempenhou a sua ex-mulher também não deixou os seus créditos por mãos alheias, fez portanto um bom trabalho. Os miúdos também não estiveram nada mal. A situação que acontecera aos migrantes foi mesmo muito má, realmente, foi desumano o destino que deram aos corpos. Ainda para mais, sabíamos que haviam crianças envolvidas. Pode não estar à altura dos outros três filmes, mas é ainda assim, um bom filme. Um último reparo, é de frisar a fantástica relação que Uxbal tem com os filhos.

sábado, 5 de dezembro de 2015

The Stanford Prison Experiment

Nome do Filme : “The Stanford Prison Experiment”
Titulo Inglês : “The Stanford Prison Experiment”
Ano : 2015
Duração : 122 minutos
Género : Drama/Thriller
Realização : Kyle Patrick Alvarez
Elenco : Billy Crudup, Ezra Miller, Tye Sheridan, Michael Angarano, Logan Miller, Johnny Simmons, Thomas Mann, Nicholas Braun, Gaius Charles, Keir Gilchrist, Ki Hong Lee, James Wolk, Matt Bennett, Olivia Thirlby.

História : Vinte e quatro estudantes são recrutados para serem usados numa experiência que consiste em imitar a vida numa prisão durante duas semanas.

Comentário : Vi esta noite este filme que andaram a dizer que era baseado em acontecimentos reais. Pessoalmente, acredito que as coisas tenham resultado daquela forma, porque o ser humano é capaz de tudo e, com poder, ficam ainda piores. Quero dar os parabéns a todos os jovens atores, tiveram todos poderosas interpretações. Billy Crudup tem aqui uma personagem bastante enervante, confesso que esperava que ele tivesse um fim menos bom, algo tipo, o feitiço virar-se contra o feitiçeiro. Realmente, se aquilo que vi foi o que aconteceu na realidade, então os jovens que fizeram de presos sofreram mesmo bastante. Algumas situações me revoltaram, principalmente os momentos finais. Se a experiência serviu para alguma coisa, foi para mostrar que o ser humano pode ser muito mau, caso tenha poder, caso o deixem. Não queria chegar ao ponto de dizer que o filme é mau, mas custa-me muito a crer que as coisas tenham sucedido daquela forma. Foi pouco real, tudo demasiado forçado, pouco credível. Com um elenco jovem destes (todos impecáveis), nas mãos de outro realizador, as coisas podiam ter resultado melhor. 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Mammuth

Nome do Filme : “Mammuth”
Titulo Inglês : “Mammuth”
Ano : 2010
Duração : 90 minutos
Género : Comédia Dramática
Realização : Gustave De Kervern/Benoit Delepine
Elenco : Gerard Depardieu, Yolande Moreau, Isabelle Adjani, Miss Ming, Benoit Poelvoorde, Bouli Lanners, Catherine Hosmalin, Philippe Nahon, Anna Mouglalis, Albert Delpy, Bruno Lochet, Joseph Dahan, Remy Roubakha, Stephanie Pillonca, Jawad Enejjaz, Celine Richeboeuf, Aurelie Brin, Zoe Weber.

História : Chegado à merecida reforma, o sexagenário Serge Pillardosse descobre que não a pode gozar porque alguns ex-empregadores esqueceram-se de o declarar. Incentivado pela esposa, monta a sua velha mota dos anos 70 e parte à procura dos seus antigos patrões, reencontrando pelo caminho velhos amigos e familiares.

Comentário : Confesso gostar bastante do trabalho desta dupla de realizadores, tendo já comentado dois dos seus filmes neste espaço. Hoje, venho comentar este outro filme deles. Gostei, embora não tanto quanto os dois anteriores. Enquanto os outros dois filmes são bons, este é apenas razoável. Gerard Depardieu possui a melhor prestação do filme. A seu lado, encontramos uma Yolande Moreau bastante competente. Achei bastante piada à personagem de Miss Ming. A mota do protagonista é um mimo e é impossivel não acharmos graça a algumas situações. Trata-se de um filme muito independente, a forma como foi filmado e a imagem, por vezes granulada, são prova disso, mas esses factores não retiram o mérito aos realizadores. Para mim, como melhor cena, fica a discussão entre o protagonista e o homem do talho. Notei também que Gerard Depardieu e Yolande Moreau possuem uma excelente química entre eles. Um filme bastante original e simples.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Victoria

Nome do Filme : “Victoria”
Titulo Inglês : “Victoria”
Ano : 2015
Duração : 139 minutos
Género : Crime/Drama/Thriller
Realização : Sebastian Schipper
Elenco : Laia Costa, Frederick Lau, Franz Rogowski, Burak Yigit, Max Mauff.

História : Numa noite, a jovem Victoria conhece um homem chamado Sonne, por quem se apaixona. Ela junta-se a ele e ao seu grupo de amigos e metem-se em grandes confusões.

Comentário : Filme alemão que eu confesso ter gostado, está muito bem classficado nos sites da especialidade e merece essa cotação. O filme está muito bem filmado e possui uma história cativante. O começo não é muito realista, uma rapariga conhece um grupo de estranhos homens e decide logo sair com eles pela noite fora. Mas se ignorarmos esse aspecto, estamos perante uma obra bastante convincente. Bastante prestável é a interpretação da protagonista Laia Costa, esteve à altura do seu papel. Também gostei bastante da prestação de Frederick Lau, a química entre ele e a atriz protagonista funcionou muito bem. O filme segue a um bom ritmo com a camara sempre a acompanhar os atores, por vezes, bem perto deles, possivelmente para parecer mais realista. Assinalei um erro ou outro, mas nada que prejudique o resultado final. No fundo, estamos perante um filme bastante bom, o final é duro, mas agradável.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Out Of Nature

Nome do Filme : “Mot Naturen”
Titulo Inglês : “Out Of Nature”
Titulo Português : “Da Natureza”
Ano : 2014
Duração : 80 minutos
Género : Drama
Realização : Ole Giaever
Elenco : Ole Giaever, Rebekka Nystabakk, Marte Magnusdotter Solem.

História : Martin tem um emprego, uma esposa e um filho pequeno. Apesar de tudo isso, sente-se totalmente desligado dos colegas de trabalho e da familia. A sua sensação de inadquação à vida e aos papéis que desempenha diariamente parece ganhar novas proporções a cada dia que passa. Até que decide passar um fim-de-semana inteiro a sós, na montanha, longe de tudo e de todos.

Comentário : O filme é um bocado estranho, mas vê-se muito bem. O realizador é também o ator principal do filme e carrega-o todinho às costas. Por vezes, até exagera na sua prestação. O que mais abunda no filme são os pensamentos do personagem principal, isto é uma espécie de viagem pela mente dele, sobre aquilo que pensa, sobre o que sente, sobre aquilo que gostaria de fazer e de sentir. O filme tem bonitas paisagens e uma fotografia de qualidade. É curto demais, neste caso, podia ter mais trinta minutos para que ficasse mais completo. Há quem considere este um filme de aventura, eu não partilho dessa opinião. É antes um drama sobre alguém que parte à aventura, que é uma coisa muito diferente. As duas sequências em que o protagonista se masturba eram dispensáveis. Não percebi uma coisa ou outra, mas nada que prejudicasse o resultado final. A natureza funciona também como um personagem, visto que aparece em mais de metade do filme. Em resumo, gostei deste filme, foi uma experiência diferente. 

The 33

Nome do Filme : “Los 33”
Titulo Inglês : “The 33”
Ano : 2015
Duração : 125 minutos
Género : Biográfico/Drama
Realização : Patricia Riggen
Elenco : Juliette Binoche, Antonio Banderas, Rodrigo Santoro, Gabriel Byrne, James Brolin, Lou Diamond Phillips, Mario Casas, Jacob Vargas, Juan Pablo Raba, Oscar Nunez, Tenoch Huerta, Marco Trevino, Adriana Barraza, Kate Del Castillo, Cote De Pablo, Elizabeth De Razzo, Naomi Scott, Gustavo Angarita, Alejandro Goic, Bob Gunton, Mario Zaragoza, Paulina Garcia, Jorge Diaz.

História : A história verídica do acidente da Mina de San José no Chile e como os 33 mineiros que lá ficaram presos sobreviveram durante os 69 dias, bem como a forma como foram resgatados, todos com vida.

Comentário : Na tarde da passada segunda-feira vi este filme biográfico sobre um acontecimento que se deu em 2010 e que quase todo o mundo tomou conhecimento. Gostei, embora tenha que dizer que se este filme tivesse sido concebido por um realizador mais “calejado”, as coisas podiam ter resultado bem melhor. É uma fita comovente e claustrofóbica, com verdadeiros momentos de tensão. Veja-se a cena em que se dá a explosão que faz com que os mineiros fiquem debaixo do chão ou ainda a morosa sequência em que, um a um, os mineiros são retirados com recurso a uma espécie de cápsula com elevador, que até chega a encravar e tudo, para nos dar cabo dos nervos. Acredito que as coisas se tenham passado desta forma, foi recolhida muita informação e testemunhos sobre o acontecido. O filme funciona como espécie de relato dos acontecimentos, quase detalhado, até é feita a contagem dos dias. Os atores que fizeram de mineiros, sejam conhecidos ou não, fizeram todos um excelente trabalho. Rodrigo Santoro e Juliette Binoche estiveram igualmente bem. Detestei a banda sonora, por vezes, nada tinha a ver com as situações que víamos. Um último reparo para o final do filme, com a imagem e o nome dos verdadeiros mineiros que passaram por aquela terrível situação.

3 Hearts

Nome do Filme : “3 Coeurs”
Titulo Inglês : “Three Hearts”
Titulo Português : “3 Corações”
Ano : 2014
Duração : 108 minutos
Género : Drama
Realização : Benoit Jacquot
Elenco : Benoit Poelvoorde, Charlotte Gainsbourg, Chiara Mastroianni, Catherine Deneuve.

História : Após perder o comboio de volta para Paris, Marc conhece Sylvie numa cidade da província francesa. Eles andam pelas ruas até de manhã, conversando sobre tudo, menos sobre as suas vidas pessoais. A química entre os dois é bastante forte, mas Marc tem um imprevisto e falta ao encontro por eles marcado. Mais tarde, Marc acaba por conhecer e por se apaixonar por Sophie, sem saber que ela é irmã de Sylvie.

Comentário : Filme francês visto à dias que eu gostei e confesso que no inicio, não estava com muita vontade de o ver. Benoit Jacquot não é um grande realizador e os seus filmes não deixam saudades. “3 Corações” não foi filme que prometeu muito, diga-se se passagem, a sua estreia em sala no nosso país até passou despercebida, penso eu. O elenco é bom, possui quatro grandes estrelas do cinema europeu e confesso que fiquei satisfeito nesse campo, porque cada um deles fez um bom trabalho no que à representação diz respeito, estiveram muito bem e a química entre eles foi perfeita. Ainda assim, o grande destaque vai para Benoit Poelvoorde, que foi o actor que deu mais cartas ao longo das quase duas horas de filme. Para mim, a melhor cena foi aquela em que, à noite, Marc e Sylvie se olham pelo portátil de Sophie, sem que a primeira o veja. A pior cena é aquele final desnecessário que mostra o que deveria ter acontecido, caso as coisas tivessem corrido como o planeado. Basicamente, estamos perante um filme simples, mas que vive sobretudo das prestações dos atores principais.

Love

Nome do Filme : “Love”
Titulo Inglês : “Love”
Ano : 2015
Duração : 136 minutos
Género : Drama/Romance/Erótico
Realização : Gaspar Noe
Produção : Gaspar Noe
Elenco : Aomi Muyock, Klara Kristin, Karl Glusman, Isabelle Nicou, Deborah Revy, Ugo Fox, Juan Saavedra, Aaron Pages, Benoit Debie, Vicent Maraval, Xamira Zuloaga, Stella Rocha.

História : Murphy está frustrado com a vida que leva, ao lado da esposa e do filho. Um dia, ele recebe um telefonema da mãe de uma namorada sua do passado, Electra, perguntando se ele sabe onde ela está, já que está desaparecida à imenso tempo. Ele relembra assim alguns momentos do seu relacionamento com essa rapariga.

Comentário : Nunca foi e continua a não ser tarefa fácil aceitar um filme do polémico realizador Gaspar Noe. Pessoalmente, confesso ter gostado dos anteriores filmes do realizador (I Stand Alone, Irreversível, Enter The Void). O filme é longo, embora o anterior tenha sido ainda mais longo, mas não é por aí que quero entrar. Os seus filmes são polémicos porque têm o sexo como principal foco, embora o realizador tivesse dito numa conferência que isso é apenas um meio para atingir um fim. “Love” é um filme polémico, porque todos os filmes de Noe o são. Veja-se a cena “chocante” de abertura que mostra um homem a “massajar” a vagina de uma jovem mulher, enquanto esta o masturba com a maior descontracção (sem ejaculação e esperma como um dos posters indicava). Foi uma boa forma do filme começar.

Mas o filme tem mais cenas de sexo, algumas explicitas, confesso, muito bem filmadas e montadas, mas a questão que se deve colocar é se essas cenas eram mesmo necessárias para uma história cujo tema principal devia ser o Amor. Sexo oral, sexo anal, sexo a três, sexo normal, orgias, drogas, alienação, loucura, desrespeito, relações, irresponsabilidade, nesses campos, podemos encontrar de tudo no filme. A cor é outro factor predominante no novo filme de Gaspar Noe, chega a alterar muitas vezes, também em virtude do estado de espírito do protagonista, mas isso já acontecia em “Enter The Void”. Podemos contar com os habituais cortes de imagem, para depois aparecer outra. A imagem também é bastante competente. Volto a dizer, o filme possui cenas de sexo a mais, algumas são metidas à pressão, sem que a história assim o justifique. Temos uma cena forte no inicio e podemos igualmente contar com uma cena poderosa no final, o final do filme é repleto de simbolismo e emoção. Não é um dos melhores filmes do ano, mas é seguramente um dos filmes mais provocadores de 2015. 

The Keeping Room

Nome do Filme : “The Keeping Room”
Titulo Inglês : “The Keeping Room”
Ano : 2015
Duração : 97 minutos
Género : Drama/Western
Realização : Daniel Barber
Elenco : Hailee Steinfeld, Brit Marling, Muna Otaru, Sam Worthington, Amy Nuttall, Ned Dennehy.

História : Depois do homem da casa ter morrido, duas irmãs e uma escrava têm não só que sobreviver, como também de defender a casa com todas as suas forças. A situação agrava-se com a chegada ao local de dois homens perigosos.

Comentário : Curioso filme que funde um pouquinho de thriller com western e que ainda possui drama à mistura. Este filme possui várias novidades. É a primeira vez que vejo um western que tem duas jovens raparigas como protagonistas, segundo é a primeira vez que vejo a atriz Brit Marling num papel sério e forte, terceiro é a primeira vez que vejo a linda e talentosa Hailee Steinfeld no papel de uma pessoa fraca, uma coitadinha (durante todo o filme), isto porque geralmente ela faz sempre de uma pessoa forte. Brit Marling tem também neste filme a melhor prestação da sua ainda curta carreira. Apesar de representar alguém que não deve muito à coragem, Hailee Steinfeld tem aqui uma boa interpretação, não é porque faz de coitadinha que a personagem e a atriz não têm que dar tudo o que têm. A jovem atriz, que já nos deu outras boas prestações, teve aqui um excelente desempenho e provou mais uma vez ser uma das melhores estrelas da sua geração.

Mas destas duas atrizes só se podia esperar isto. Quem me surpreendeu foi Muna Otaru, fiquei mesmo impressionado com a prestação desta atriz, possivelmente a melhor interpretação das três ninas. Isto é um filme que vive sobretudo das atrizes e dos seus brilhantes desempenhos, claro que o bom argumento também ajudou, mas é a elas que temos que dar os parabéns. O realizador dá-nos também bons planos das três protagonistas e a fotografia também é outro factor positivo a ter em conta. Por outro lado, Sam Worthington está igual a si próprio, limitou-se a fazer aquilo que a sua personagem exigia. O filme está dividido em duas partes, na primeira assistimos ao quotidiano das três raparigas, enquanto que a segunda parte é a luta pela casa e pela sobrevivência Como melhor cena, destaco aquela em que Augusta e Mad se esbofeteiam uma à outra, naquela parte em que Louise grita por estar ferida. Como aspectos negativos, temos os habituais erros, típicos deste tipo de filmes, principalmente no que a atitudes das personagens diz respeito e ainda, um grupo de secundários que não se mostrou muito competente nos respetivos papéis. Pensava que seria para mim, mais um dos melhores filmes do ano, afinal, uma fita que vive das prestações do elenco protagonista e respetivos planos de camara não chega. Mas, no geral, gostei bastante. E que bem que Hailee fica de arma na mão.

The Grandmaster

Nome do Filme : “Yi Dai Zong Shi”
Titulo Inglês : “The Grandmaster”
Titulo Português : “O Grande Mestre”
Ano : 2013
Duração : 119 minutos
Género : Biográfico/Drama/Ação
Realização : Kar Wai Wong
Elenco : Tony Chiu Wai Leung, Ziyi Zhang, Jin Zhang, Cung Le, Qingxiang Wang, Elvis Tsui, Hye Kyo Song, Chia Yung Liu, Chau Yee Tsang, Hoi Pang Lo, Shun Lau, Xiaofei Zhou, Ting Yip Ng, Tielong Shang, Meng Lo, Benshan Zhao, Chen Chang.

História : A história de Yip Man, o lendário mestre chinês de Wing Chun, desde os anos 1930 até ao inicio da década de 1950. Perturbado pela invasão japonesa, o país vive um período conturbado que vai corresponder a uma espécie de “idade de ouro” das artes marciais chinesas e transformar Yip Man num grande mestre venerado.

Comentário : Mais uma grande desilusão que vi à poucos dias. Tendo já visto os melhores filmes deste realizador, e que grandes filmes, não posso entender porque motivo ele fez um filme deste nível. Para além de durar duas horas, o filme não me agarrou minimamente ao ecrã, não me importei com o destino das personagens, não mostrei interesse em saber dos feitos do homem aqui retratado e achei algumas cenas de luta um exagero. Os únicos pontos positivos foram as interpretações do protagonista e da atriz Ziyi Zhang. Não é que eu não goste de filmes de artes marciais, não é isso, mas giram quase todos à volta do mesmo, muitos exageros nos feitos dos personagens, o que tira toda a veracidade dos factos. Digo mesmo que, como filme biográfico, este filme é um verdadeiro falhanço. Espero urgentemente um novo filme deste realizador, a fim de limpar o estrago. Não entendo todo o alarido que o filme gerou na altura, até fez parte de festivais de cinema. Não tenho mais nada a acrescentar.

domingo, 22 de novembro de 2015

Youth

Nome do Filme : “La Giovinezza”
Titulo Inglês : “Youth”
Titulo Português : “A Juventude”
Ano : 2015
Duração : 121 minutos
Género : Drama
Realização : Paolo Sorrentino
Produção : Carlotta Calori/Francesca Cima/Nicola Giuliano.
Elenco : Michael Caine, Harvey Keitel, Jane Fonda, Rachel Weisz, Paul Dano, Luna Zimic Mijovic, Chloe Pirrie, Paloma Faith, Ed Stoppard, Sonia Gessner, Madalina Diana Ghenea, Nate Dern, Mark Gessner, Emilia Jones.

História : Um maestro reformado passa umas férias com a sua filha e o seu melhor amigo nos Alpes.

Comentário : Na tarde deste domingo vi este novo filme de Paolo Sorrentino que confesso ter gostado. Penso só ter um filme deste realizador comentade no meu espaço. É um filme italiano, estamos perante cinema europeu de grande qualidade. O filme possui lindas paisagens e admiráveis cenas. Michael Caine e Harvey Keitel estão soberbos neste filme, têm as melhores prestações da fita. Também gostei de ter visto Jane Fonda e Rachel Weisz, as duas possuem bons papéis. Já Paul Dano, tem aqui um papel totalmente diferente daquilo a que nos tem habituado, mas ainda assim, esteve bastante bem. A banda sonora é muito boa. O argumento está bem elaborado. A minha cena preferida é aquela em que a miss universo aparece nua e entra na piscina de água quente onde estão Fred e Mick. Depois temos outras cenas admiráveis, por exemplo, a cena em que Mick tem aquela longa conversa com Brenda, ou ainda a sequência em que Fred dirige aquele concerto, cena essa que encerra o filme. Volto a frisar, o filme possui sequências muito bonitas. Paul Dano fica muito bem como Hitler. O filme será um forte candidato a melhor filme do ano no que à categoria de melhor filme estrangeiro diz respeito. Pessoalmente gostei do filme, pode não ser um dos melhores filmes do ano para mim, mas é seguramente um dos filmes mais importantes do ano para a temporada de prémios. 

sábado, 21 de novembro de 2015

Mustang

Nome do Filme : “Mustang”
Titulo Inglês : “Mustang”
Ano : 2015
Duração : 95 minutos
Género : Drama
Realização : Deniz Gamze Erguven
Produção : Charles Gillibert
Elenco : Gunes Sensoy, Doga Zeynep Doguslu, Elit Iscan, Tugba Sunguroglu, Ilayda Akdogan.

História : Cinco irmãs adolescentes são vitimas de uma familia profundamente conservadora.

Comentário : E depois de ter encontrado o pior filme que vi neste ano (Steve Jobs), encontrei o melhor filme que 2015 me deu. Sendo o meu género preferido de filme, “Mustang” aborda a fase mais complicada de uma rapariga – a adolescência. Neste caso, não temos uma, mas sim cinco lindas adolescentes cujos pais faleceram à alguns anos e que ficaram aos cuidados de uns tios totalmente autoritários e profundamente conservadores. Após uma inocente brincadeira numa praia com alguns colegas de escola, as cinco jovens ficam mal vistas pela familia que as encerra na habitação, as privando quase totalmente do mundo exterior. E o mais grave, apressam-se a arranjar casamentos para as miúdas, como que com a intenção de se verem rapidamente livres delas e das suas responsabilidades enquanto única familia. Essas situações só vão prejudicar as raparigas que, cada uma à sua maneira, são empurradas para um destino trágico. 

A realizadora filma com mestria e com a segurança de uma grande profissional, a sua lente capta a vida daquelas lindas raparigas e dos seus problemas. A realização é consistente, o argumento quase sem falhas resulta bem e dá-nos uma história poderosa, as cinco jovens atrizes (todas lindas) possuem excelentes prestações, podemos contar ainda com uma boa fotografia e bons planos. A melhor cena foi aquela em que aquele homem ensina a miúda mais nova a conduzir, bem como a bonita amizade que nasce entre ambos. A pior cena é a do suícidio de uma das cinco irmãs.

O filme mostra na perfeição até que ponto a religião pode destruir uma familia, fala de que forma a mentalidade atrasada de uma familia aniquila por completo a felicidade de outros, neste caso, acaba com a vida de cinco jovens vidas que apenas se querem divertir, sonhar e viver, coisas próprias das idades em que se encontram. E a realizadora soube na perfeição passar essa mensagem para fora do ecrã. Em certos países, é muito mau ser-se rapariga, ao longo da história da humanidade, elas sempre foram mais prejudicadas que eles, tidas como inferiores face aos homens, quando na realidade, cientificamente está provado precisamente o contrário. 

Depois de vermos este pequeno filme, é impossivel não ficarmos irritados e tristes com o destino das três irmãs mais velhas e felizes pela liberdade que as duas mais novas conquistam. É cinema do mundo, é um filme turco, confesso ter adorado, o filme tem apenas hora e meia, mas parece ter duas horas, por mim, continuava a ver. Vi o filme na madrugada de sábado para domingo, depois de ter visto dois filmes fracos no cinema na tarde do dia anterior. Para mim, “Mustang” é mesmo o melhor filme que vi neste ano, excelente momento de cinema. Um dos melhores filmes independentes que vi na vida.

Steve Jobs

Nome do Filme : “Steve Jobs”
Titulo Inglês : “Steve Jobs”
Ano : 2015
Duração : 120 minutos
Género : Biográfico
Realização : Danny Boyle
Elenco : Michael Fassbender, Kate Winslet, Jeff Daniels, Seth Rogen, Michael Stuhlbarg, Katherine Waterston, Makenzie Moss, Ripley Sobo, Perla Haney Jardine.

História : Steve Jobs e o lançamento dos seus principais equipamentos informáticos.

Comentário : Mais uma grande desilusão que este ano me trouxe. Filme totalmente nulo em quase todos os aspectos. O único factor positivo a retirar do novo filme de Danny Boyle é a boa interpretação de Kate Winslet, porque tudo o resto é muito mau. Não gostei do modo como o filme está montado, tratando-se de um filme biográfico isso não fica bem. Preferi a componente pessoal do homem do que a parte laboral, aliás, estava a borrifar-me para aquilo que ele lançou e para os efeitos que isso tinha. Achei o filme uma valente seca. Michael Fassbender dá aqui um personagem totalmente idiota e irritante, não admira que a familia do verdadeiro não tenha gostado da fita. Além disso, Fassbender possui uma prestação muito fraquinha, comparada a “Shame” ou “Hunger”. Detestei a banda sonora, odiei os diálogos, os secundários estiveram péssimos, a realização é fraquinha e a empatia entre personagens ou entre atores é inexistente. Vendo o filme, a imagem com que se fica de Steve Jobs é que se tratava de um irresponsável e de um histérico, com a mania das grandezas. As suas atitudes e postura face à filha, Lisa, foram o maior erro da sua miserável vida. Um filme seco, amorfo e sem qualquer tipo de interesse, não se encontra aqui nenhuma espécie de cinema, nada de arte. Apenas se encontra aqui o retrato falso que o filme cria de Steve Jobs : o de um perfeito atrasado mental. Daquilo que me lembro foi o pior filme que vi este ano. 

Suffragette

Nome do Filme : “Suffragette”
Titulo Inglês : “Suffragette”
Titulo Português : “As Sufragistas”
Ano : 2015
Duração : 109 minutos
Género : Drama/Histórico
Realização : Sarah Gavron
Elenco : Carey Mulligan, Helena Bonham Carter, Anne Marie Duff, Romola Garai, Natalie Press, Meryl Streep, Brendan Gleeson, Ben Whishaw.

História : No inicio do século XX, no Reino Unido, um grupo de mulheres decide lutar pelo direito ao voto, tomando medidas radicais e contra a lei vigente daquela época com a intenção de verem os seus direitos reconhecidos. No fundo, esta é a história daquelas que apenas queriam ser iguais aos homens.

Comentário : Filme histórico interessante, só fui vê-lo ao cinema para fazer tempo e ver um outro filme que se revelou ser bem pior que este. Gostei mais ou menos, fiquei a saber umas coisinhas que não sabia. Carey Mulligan tem novamente uma boa prestação, não me desiludiu. Meryl Streep não anda aqui a fazer nada, não percebi porque apenas apareceu numa única sequência (discurso). O filme passa-se numa época onde as mulheres não eram consideradas gente, ainda bem que as coisas evoluiram. O personagem de Ben Whishaw representa o canastrão de antigamente, nem tem competência para cuidar de uma casa e nem de criar o filho, chegando mesmo a entregá-lo para adoção. Isso hoje em dia não mudou muito, os homens continuam uns inúteis, a maior parte apenas serve para trazer dinheiro para casa. O filme é simpático e dramático, aborda uma época, onde o poder do homem face à mulher imperava. Não vale a pena estar aqui a debitar mais palavras, é um filme que vê-se uma vez e está visto, uma pelicula informativa, nada mais que isso.