sábado, 1 de novembro de 2014

The Possession Of Michael King

Nome do Filme : “The Possession Of Michael King”
Titulo Português : “A Possessão de Michael King”
Ano : 2014
Duração : 83 minutos
Género : Terror
Realização : David Jung
Produção : David Jung
Elenco : Shane Johnson (Michael King), Ella Anderson (Ellie King), Cara Pifko (Samantha King), Dale Dickey (Beverly), Tomas Arana (Augustine), Luke Baines (Elias), Julie McNiven (Beth), Patricia Healy (Marsha), Anna Mountford (Erica).

História : Um realizador de documentários vê a esposa morrer e acaba por ter que criar a filha pequena sozinho. Ele chama-se Michael King e além de realizar filmes documentais, não acredita nem em Deus nem no Diabo, chegando mesmo a acusar tudo isto de ser mitos e de haver gente que ganhe dinheiro à custa dos fracos de cabeça que acreditam nestas coisas. Um dia, Michael decide que o seu próximo documentário será sobre essas falsas pessoas ligadas ao sobrenatural, iniciando assim o seu projecto, com a ajuda de um amigo que irá filmar tudo. Mas Michael vai longe demais, “brinca” com coisas que não devia, acabando mesmo por ser vitima da sua brincadeira estúpida.

Comentário : Este foi o filme que eu escolhi para ver na noite de Halloween e acertei em cheio, que grande filme. Os criticos profissionais não gostaram muito dele, possivelmente porque é do género “found footage” e eles já estão cansados de filmes desse tipo. Mas alguns criticos amadores gostaram bastante deste filme. O realizador pega numa personagem (a principal) e vai transformando a sua vida, ao longo de quase 80 minutos e nós, quem vê o filme, somos as testemunhas dessa evolução para pior. Costuma-se dizer que quem brinca com fogo, queima-se e é precisamente isso que acontece com o nosso protagonista, o grande problema são as vitimas que essa situação faz. O filme tem erros, por exemplo, porque motivo Michael King raramente vê as filmagens que tem daquilo que se passou, para alguém que está muito interessado, seria de esperar que ele estivesse sempre em cima do acontecimento. As imagens da familia feliz foram uma boa aposta para dar a ver como as coisas eram antes da morte precoce da esposa do protagonista. Aquela cena com aquele doente careca causou-me arrepios.

O ator principal teve uma interpretação exemplar, e alguns secundários tiveram prestações bem a cima da média para este tipo de cinema. Outro erro do filme, é o facto de Michael King meter-se naquele objetivo perigoso, tendo uma filha menor a seu cargo para criar sozinho, é mesmo muita irresponsabilidade para um homem adulto que terá que ser em simultâneo pai e mãe para aquela menina pequena. Já para não falar dos habituais clichés muito característicos deste tipo de obras. No entanto, temos que dar valor ao facto de o realizador não usar grandes efeitos especiais nas suas cenas, quem gostou dos quatro primeiros “Paranormal Activity” vai gostar deste filme. As melhores sequências são aquelas em que Michael King, quase no auge da sua possessão, se debate contra si e contra o demónio que o possui, para tentar contrariar a entidade demoníaca, sempre que esta quer convencê-lo a matar a filha. No final, essa situação provoca, como era de calcular, o suicidio do progenitor, provando assim que a filha era o mais importante para ele, que ainda teve força para a salvar e acabar com aquilo de vez. Para mim, este é um dos melhores filmes do género. Gostei muito.

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