terça-feira, 25 de novembro de 2014

Two Days One Night

Nome do Filme : “Deux Jours Une Nuit”
Titulo Português : “Dois Dias, Uma Noite”
Titulo Inglês : “Two Days One Night”
Ano : 2014
Duração : 96 minutos
Género : Drama
Realização : Jean Pierre Dardenne/Luc Dardenne
Produção : Jean Pierre Dardenne/Luc Dardenne
Elenco : Marion Cotillard (Sandra), Fabrizio Rongione (Manu), Catherine Salee (Juliette), Batiste Sornin (Dumont), Pili Groyne (Estelle), Simon Caudry (Maxime), Alain Eloy (Willy), Myriem Akeddiou (Mireille), Fabienne Sciascia (Nadine), Anette Niro (Nanna), Rania Mellouli (Heather), Timur Magomedgadzhiev (Timur), Soufiane Jilal (Caissier), Philippe Jeusette (Yvon), Yohan Zimmer (Jerome), Christelle Cornil (Anne), Laurent Caron (Julien), Joachim Vincent (Ryan), Olivier Gourmet (Jean Marc).

História : Sandra é uma funcionária cujo emprego é ameaçado quando os seus empregadores decidem oferecer um prémio aos restantes trabalhadores se eles votarem para que ela perca o posto de trabalho. Ajudada pelo carinhoso marido, Sandra tem somente o fim-de-semana para visitar cada um dos seus colegas de serviço e convencê-los a abdicarem dos seus prémios para que ela possa voltar ao local de trabalho e desempenhar a sua função. Para complicar ainda mais a situação, Sandra entra em depressão e tem ainda que cuidar de dois filhos menores.

Comentário : Antes de mais quero dizer que sempre admirei os filmes dos irmãos Dardenne, gosto da forma deles filmarem e das histórias humanas que os seus filmes contam. O mesmo se passou com este novo filme que, embora não seja tão bom quanto a maioria dos seus filmes, é uma obra bastante aceitável que aborda um tema actual : a crise financeira na Europa. Neste caso, estamos a falar de alguém que está prestes a perder o emprego devido a uma decisão do patronato e decide tudo fazer para tentar alterar a situação. Estamos perante um filme que aborda o sentimento humano, que mostra o quanto frágeis ficam as pessoas, quando os problemas tocam a elas.

Desta vez, os irmãos realizadores escolheram uma grande estrela para protagonizar um filme deles, neste caso, temos a grandiosa Marion Cotillard, sem sombras de dúvidas, uma excelente atriz. Ela tem aqui uma excelente interpretação, nos facultou uma Sandra muito humana e frágil, ao mesmo tempo muito forte e firme nas suas convicções, embora perto do final, já esteja muito em baixo. O elenco de secundários também esteve muito bem, embora um ou outro não tivesse representado muito bem, mas enfim. O grande problema deste filme é que todo ele, durante os noventa minutos, foca-se totalmente na questão do emprego, deixando para trás, outras questões relevantes da vida da protagonista, como por exemplo, a sua relação com os filhos na dita fase complicada das suas vidas, bem como a forma como as crianças lidam com a situação. 

domingo, 23 de novembro de 2014

Interstellar

Nome do Filme : “Interstellar”
Titulo Português : “Interstellar”
Ano : 2014
Duração : 170 minutos
Género : Drama/Ficção Cientifica/Aventura
Realização : Christopher Nolan
Produção : Christopher Nolan/Kip Thorne
Argumento : Christopher Nolan /Jonathan Nolan/Kip Thorne
Elenco : Matthew McConaughey (Cooper), Mackenzie Foy (Murph), Jessica Chastain (adult Murph), Ellen Burstyn (old Murph), Michael Caine (Brand), John Lithgow (Donald), Anne Hathaway (Amelia Brand), Casey Affleck (adult Tom), Matt Damon (Mann), Topher Grace (Getty), David Gyasi (Romilly), Wes Bentley (Doyle), Andrew Borba (Smith), Francis Xavier McCarthy (Boots), Bill Irwin (TARS), Timothee Chalamet (Tom), Collete Wolfe (Hanley), Josh Stewart (CASE), Leah Cairns (Lois), William Devane (Williams), Liam Dickinson (Coop).

História : Algures no futuro, a Terra é um planeta devastado. Os especialistas de todas as áreas buscam planetas potencialmente habitáveis que possam evitar a extinção da humanidade. A comunidade cientifica acredita que a solução pode estar em buracos existentes no espaço, portais que possibilitam a ligação entre mundos ou galáxias, independentemente da distância entre eles. E é assim que uma pequena equipa de exploradores espaciais é enviada na missão mais importante da história da humanidade : entrar num desses portais e encontrar um mundo ou planeta onde a vida possa prosseguir. Entre os elementos dessa pequena equipa, está Cooper, um engenheiro viúvo que está a criar os filhos sozinho com a ajuda do pai. Cooper terá que tomar a decisão mais importante e dificil da sua vida : embarcar nessa perigosa viagem ou ficar ao lado dos seus filhos.

Comentário : Ainda estou sem palavras, horas depois de ter visto este novo filme do mestre visionário Christopher Nolan. Da carreira deste brilhante realizador, vi quase todos os seus filmes, ficando apenas a faltar o seu primeiro registo “Following”. Não vou aqui perder tempo a escrever sobre a sua brilhante carreira, vou somente focar-me no filme em questão. “Interstellar” é um excelente filme, o segundo melhor filme que vi este ano, em primeiro lugar está a obra prima “Boyhood” de Richard Linklater. Gostei de quase tudo em “Interstellar”, a história, o argumento complexo, a excelente fotografia, a poderosa banda sonora, três interpretações a roçar a perfeição (Matthew McConaughey, Jessica Chastain e Mackenzie Foy), efeitos visuais fabulosos, a nivel técnico está perfeito, mas aquilo que mais gostei foi da enorme complexidade daquilo que o realizador nos mostrou ao longo de quase três horas de projeção. 

A terceira hora de “Interstellar” é tão intensa, a minha parte preferida é aquela em que Cooper e Murph se apercebem de quem era a presença que a miúda sentia existir no seu quarto, então aquela sequência em que ele está naquele compartimento e observa a filha e ele próprio no quarto da casa, é a melhor parte do filme. As cenas que decorrem no espaço e nos dois planetas estão perfeitas. Senti-me totalmente envolvido no filme, as três horas passaram a correr, o filme nunca é secante. A empatia entre pai e filha, seja enquanto atores, seja enquanto personagens é perfeita. A única coisa que não gostei no filme foi não ter percebido porque razão Cooper abandonou a filha, a razão que o filme mostra não é suficiente, de certeza que quem manda devia ter alguém com uma vida mais livre para fazer a tarefa. Em resumo, estamos perante outra obra prima de Christopher Nolan, o homem não sabe fazer maus filmes. “Interstellar” e “Boyhood” são os melhores filmes que vi neste 2014. 

sábado, 15 de novembro de 2014

Young Ones

Nome do Filme : “Young Ones”
Ano : 2014
Duração : 100 minutos
Género : Ficção Cientifica/Drama
Realização : Jake Paltrow
Produção : Jake Paltrow
Elenco : Michael Shannon (Ernest Holm), Elle Fanning (Mary Holm), Kodi Smit McPhee (Jerome Holm), Aimee Mullins (Katherine Holm), Nicholas Hoult (Flem Lever), Alex McGregor (Sooz), Robert Hobbs (Caleb), Andy McPhee (Jay), Liah O'Prey (Anna), David Butler (Sam Lever), Christy Pankhurst (Robbie), David Clatworthy (Calvin Hooyman).

História : Num futuro próximo, quando a água é um bem escasso, as pessoas têm que tudo fazer para sobreviver. Neste caos, um jovem rapaz perde o pai e decide tudo fazer para proteger a irmã.

Comentário : Esta noite vi este filme de ficção cientifica que gostei bastante. É um filme fora do normal e, nos dias que correm, algo inovador é sempre bemvindo. Com um argumento simples, o filme conta-nos a história de um homem (excelente Michael Shannon) que decide contrariar as dificuldades e continuar a viver perante o caos instalado, ajudando os seus dois filhos a sobreviverem. Contudo, a sua tarefa é bruscamente cancelada por alguém que se torna no inimigo número um da sua familia, mesmo que nenhum dos seus membros saiba disso. Caberá ao jovem filho descobrir a verdade e tentar proteger-se a si e à irmã mais velha. 
Michael Shannon e Kodi Smit McPhee possuem boas interpretações neste filme. Apesar de continuar bem com este seu novo papel, Elle Fanning já representou melhor em outros filmes. Como vilão principal, Nicholas Hoult esteve bastante irritante, representou igualmente bem, embora tenha faltado mais maldade à sua personagem. Confesso que já estava à algum tempo para ver este filme, finalmente tive a oportunidade, gostei do filme, mas tenho que dizer que esperava mais da história. Um último apontamento, adorei o robot de serviço.

Mysteries Of Lisbon

Nome do Filme : “Mysteres De Lisbonne"
Titulo Português : “Mistérios De Lisboa”
Titulo Inglês : “Mysteries Of Lisbon”
Ano : 2010
Duração : 270 minutos
Género : Drama
Realização : Raoul Ruiz
Produção : Paulo Branco
Elenco : Adriano Luz (Padre Dinis/Sabino/Sebastião), Maria João Bastos (Ângela Lima), Ricardo Pereira (Alberto Magalhães/Come Facas), Clotilde Hesme (Eliza Montfort), João Arrais (Pedro Silva), Afonso Pimentel (old Pedro Silva), Albano Jerónimo (Conde Santa Bárbara), João Baptista (D. Pedro), Julien Alluguette (Benoit Montfort), Rui Morrison (Marquês Montezelos), Joana De Verona (Eugénia), Lea Seydoux (Branca Montfort), Carloto Cotta (Álvaro Albuquerque), Maria João Pinho (Condessa de Vizo), José Manuel Mendes (Frei Baltazar), Melvil Poupaud (Ernesto Lacroze), Margarida Vila Nova (Marquesa de Alfarela), Catarina Wallenstein (Condessa de Arosa), Filipe Vargas (Paulo Albuquerque), Paulo Pinto (Martinho Almeida), Ana Chagas (Deolinda), Dinarte Branco (Diletante), São José Correia (Anacleta), Leonor Figueiredo (Emília), Sofia Leite (Prelada), Helena Coelho (Marquesa de Santa Eulália).

História : A história mergulha-nos num turbilhão imparável de aventuras e desventuras, coincidências e revelações, sentimentos e paixões violentas, vinganças, amores desgraçados e ilegítimos numa atribulada viagem por Portugal, França e Itália. Nesta Lisboa de intrigas e identidades ocultas encontramos uma série de figuras que dominam o destino de Pedro Silva, órfão de um colégio interno. O Padre Dinis, que de aristocrata e libertino se converte em justiceiro, uma condessa roída pelo ciúme e sedenta de vingança, um pirata violento tornado próspero homem de negócios; que atravessam a história do século XIX e a procura de identidade do nosso personagem principal, Pedro Silva.

Comentário : Ainda tinha depositado neste filme algumas esperanças dele gostar, antes de o ver, claramente. Depois que o vi, confesso que não gostei nada deste filme, que tanto sucesso fez lá fora. Tudo bem, o filme está muito bem concebido : possui um excelente guarda roupa, o elenco principal tem interpretações a cima da média, a fotografia e a banda sonora são boas, alguns cenários deslumbram, tem uma boa recriação de época, está muito bem filmado e é detentor de bons planos de camara, a história é baseada numa novela de um famoso escritor. Como pontos negativos, temos a excessiva duração que faz com que o filme seja muito dificil de se ver (para mim, estive quase a dormir), tem cenas muito longas e outras muito paradas, é ligeiramente confuso, mas para mim, o que mais detestei foi o facto de não me sentir minimamente agarrado à trama, fiz um valente esforço ao ver o filme, confesso mesmo que, quando faltava uma hora para terminar, desliguei o leitor de DVD e desisti de o continuar a ver. Já para não falar que existem alguns atores secundários que representaram mal. Como objeto cinematográfico, é um bom filme, mas pronto, eu não gostei disto, peço desculpa aos que o adoram. Eu até gosto de filmes parados, mas neste caso, houve realmente algo que não deu certo. 

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

If I Stay

Nome do Filme : “If I Stay”
Titulo Português : “Se Eu Ficar”
Ano : 2014
Duração : 108 minutos
Género : Drama
Realização : R. J. Cutler
Elenco : Chloe Grace Moretz (Mia), Liana Liberato (Kim), Mireille Enos (Kat), Jamie Blackley (Adam), Joshua Leonard (Denny), Stacy Keach (Gramps), Gabrielle Rose (Gran), Jakob Davies (Teddy), Ali Milner (Liz), Lauren Lee Smith (Willow).

História : Mia pensou que a decisão mais dificil que teria de tomar na sua vida era ter que escolher entre perseguir os seus sonhos musicais, tentando entrar numa boa escola de música, ou mudar de rumo para estar com o amor da sua vida, Adam. Mas o que era suposto ser uma tranquila viagem em familia, num instante se torna numa tragédia e a vida de Mia fica presa por um fio. Agora que se vê entre a vida e a morte, Mia tem de tomar uma decisão que irá definir não só o seu futuro, como também o seu destino e o daqueles que a rodeiam.

Comentário : Acabadinha de chegar à idade adulta, Chloe Grace Moretz é já uma excelente atriz e uma das futuras grandes estrelas de Hollywood. Gostei de quase todos os seus filmes e gostei também deste. Embora ache que esta é a melhor interpretação da jovem atriz, penso igualmente que o filme podia ter ficado bem melhor. Naquelas partes em que o casal de jovens se beija ou se ama, qualquer coisa não funcionou, possivelmente a falta de química, ou o facto dela não estar à vontade nessas cenas. Por outro lado, a cena que mais gostei foi aquela em que o avô de Mia faz aquelas confissões enquanto a neta está em coma naquela maca do hospital, essa cena é muito intensa.

Não gostei nada dos pais de Mia, ou por causa que eles não souberam passar cá para fora a experiência daquilo que estavam a viver na história, ou devido a um erro de casting, simplesmente não me convenceram minimamente. O ator que fez de namorado da protagonista esteve bem. Mas as personagens que eu mais gostei foi do avô e, claramente de Mia. Sei que existe um segundo livro que dá continuação a este filme, mas duvido que o passem ao cinema, devido ao fracasso enorme que foi o filme nas bilheteiras. Mensagem do filme : Num dia estamos bem, no dia seguinte podemos estar a lutar pela vida numa maca de um hospital, temos que aproveitar cada dia como se fosse o último, viver um dia de cada vez e darmos valor àquilo que temos. Bom filme.

Jessabelle

Nome do Filme : “Jessabelle”
Titulo Português : “Jessabelle – A Revolta Do Espírito”
Ano : 2014
Duração : 90 minutos
Género : Thriller/Terror
Realização : Kevin Greutert
Elenco : Sarah Snook (Jessie), Joelle Carter (Kate), Mark Webber (Preston), David Andrews (Leon), Ana Reguera (Rosaura), Chris Ellis (Pruitt), Brian Hallisay (Mark), Larisa Oleynik (Sam), Lucius Baston (Woods), Elizabeth Rowin (Sylvie).

História : Após regressar à casa onde passou a sua infância, uma mulher tenta recuperar de um acidente de carro terrível. Cedo, ela percebe que algo não está bem.

Comentário : Gostei deste filme de terror e confesso que nunca suspeitei que as coisas iam terminar daquela forma. Sarah Snook, como mulher é linda e teve a melhor interpretação do filme. Claro que o filme tem erros, o argumento tem buracos e há alguns clichés, mas como obra de terror, é razoável. O filme possui um clima de tensão que está sempre presente ao longo dos quase 90 minutos de imagens. O realizador, conforme a narrativa vai avançando, vai dando todas as explicações. Confesso que podia ter assustado mais, mas notei também que houve um esforço para que as coisas ficassem bem feitas. O twist final é brutal. Gostei do filme, mas esperava muito mais.

sábado, 8 de novembro de 2014

Maps To The Stars

Nome do Filme : “Maps To The Stars”
Titulo Português : “Mapas Para As Estrelas”
Ano : 2014
Duração : 107 minutos
Género : Drama
Realização : David Cronenberg
Elenco : Julianne Moore (Havana Segrand), Mia Wasikowska (Agatha Weiss), John Cusack (Stafford Weiss), Olivia Williams (Christina Weiss), Evan Bird (Benjie Weiss), Robert Pattinson (Jerome Fontana), Niamh Wilson (Samantha).

História : Os Weiss são uma família mediática de Hollywood, cujo homem da casa faz terapia a outra estrela de cinema, Havana Segrand. Um dia, Havana contrata para sua assistente precisamente a filha doente dessa familia famosa e as coisas pioram para eles.

Comentário : Hoje vi este filme que confesso ter detestado. Não senti empatia com a história e nem com as personagens. Na realidade, apanhei uma valente seca ao ver este filme. Não entendo todo o alarido em torno dele. Se a ideia do realizador era de fazer passar cá para fora o modo de vida e os problemas das estrelas do seu meio, penso que falhou, porque duvido que aquelas pessoas sejam assim tão doentes. Salva-se a interpretação da grandiosa Julianne Moore, que já nos deu brilhantes prestações em brilhantes filmes, aqui desempenha o papel de uma estrela de cinema, que não passa de uma verdadeira cabra. A bonita e talentosa Mia Wasikowska não me conseguiu convencer no seu papel. Odiei o personagem Benjie, que miudo tão irritante e mau. Em resumo, o novo filme de David Cronenberg é mais uma valente desilusão deste ano.

sábado, 1 de novembro de 2014

The City Of Lost Children

Nome do Filme : “La Cite Des Enfants Perdus”
Titulo Português : “A Cidade Das Crianças Perdidas”
Titulo Inglês : “The City Of Lost Children”
Ano : 1995
Duração : 110 minutos
Género : Ficção Cientifica/Drama
Realização : Jean Pierre Jeunet/Marc Caro
Elenco : Ron Perlman (One), Judith Vittet (Miette), Dominique Pinon (scaphandrier/clones), Jean Claude Dreyfus (Marcello), Mireille Mosse (Bismuth), Serge Merlin (Gabriel Marie), Joseph Lucien (Denree), Mapi Galan (Lune).

História : Numa cidade muito estranha e futurista, andam a desaparecer crianças, que na realidade, são levadas para um laboratório a fim de serem sujeitas a algumas experiências. Caberá a um homem muito forte e a uma menina pequena tentarem colocar um fim a essa terrível situação.

Comentário : E continuo este mês com o comentário a este bizarro filme da dupla Jean Pierre Jeunet/Marc Caro, filme que pode muito bem funcionar como critica a certos tipos de gente. Gostei bastante do filme, é estranho, mas vê-se muito bem. Ron Perlman tem aqui uma das melhores interpretações da sua carreira. A pequena Judith Vittet é a estrela que mais brilha no filme, a sua Miette é encantadora. Adorei a forma como o filme foi filmado, temos cenários deslumbrantes e personagens bem estranhas, só para terem uma noção, um dos personagens principais é um cérebro dentro de um aquário. Também gostei da prestação do ator Dominique Pinon, ele desempenha vários papéis.

One e Miette são as melhores personagens do filme, pertencem a eles as melhores cenas da pelicula. Confesso que pode não ser um filme que agrade à maioria, pessoalmente, antes de o ver, havia pensado que não ia gostar disto. Não podia estar mais enganado. Até temos pulgas amestradas como personagens secundárias. Temos três mulheres muito estranhas. Apesar da história do filme ser muito absurda, é uma fita que se segue muito bem, nunca cansa e fiquei sempre à espera daquilo que ia acontecer a seguir. Só tenho que lamentar que os primeiros minutos sejam aborrecidos, mas isso nada tira-me o enorme prazer que tive ao ver este filme. Penso que foi depois deste filme que a parceria entre Jean Pierre Jeunet/Marc Caro se desfez, o primeiro iniciou o processo que realizar sozinho os seus próprios filmes e o resultado foi aquele que já sabemos. Por último, quero dizer que este filme tornou-se numa obra de culto.

Delicatessen

Nome do Filme : “Delicatessen”
Titulo Português : “Delicatessen”
Ano : 1991
Duração : 97 minutos
Género : Crime/Romance/Comédia Dramática
Realização : Jean Pierre Jeunet/Marc Caro
Produção : Claudie Ossard
Elenco : Dominique Pinon (Louison), Marie Laure Dougnac (Julie), Jean Claude Dreyfus (Clapet), Karin Viard (Plusse), Ticky Holgado (Marcel), Boban Janevski (Rascal), Jacques Mathou (Roger), Patrick Paroux (Puk), Maurice Lamy (Pank).

História : Pequeno e bem parecido, Louison consegue um emprego num talho, apesar de ter que fazer muito para o manter. Tudo muda, quando conhece a filha do patrão e as coisas pioram quando a rapariga se apaixona por ele e ele por ela.

Comentário : Primeiro filme que Jean Pierre Jeunet e Marc Caro realizaram em conjunto. Para mim, foi uma experiência muito agradável ter visto este filme. No fundo, estamos perante uma história romântica entre um “fraca figura” e a filha do patrão. O que esse trabalhador desconhece é que o seu patrão e pai da sua amada, não vende somente carne de animal, também vende carne humana disfarçada. O filme está muito louco, veja-se as cenas da casa de banho inundada ou ainda a sequência exagerada que envolve um casal a fazer amor, enquanto que outros habitantes da pensão fazem os seus afazeres ao mesmo ritmo que o homem penetra a mulher e fazem abanar as molas da cama. Dominique Pinon tem uma grande interpretação. Ele é uma espécie de ator fetiche do realizador Jean Pierre Jeunet. Sinceramente, gostei deste primeiro filme da dupla, mas prefiro largamente o seguinte que eles fizeram (comentado em cima). 

The Possession Of Michael King

Nome do Filme : “The Possession Of Michael King”
Titulo Português : “A Possessão de Michael King”
Ano : 2014
Duração : 83 minutos
Género : Terror
Realização : David Jung
Produção : David Jung
Elenco : Shane Johnson (Michael King), Ella Anderson (Ellie King), Cara Pifko (Samantha King), Dale Dickey (Beverly), Tomas Arana (Augustine), Luke Baines (Elias), Julie McNiven (Beth), Patricia Healy (Marsha), Anna Mountford (Erica).

História : Um realizador de documentários vê a esposa morrer e acaba por ter que criar a filha pequena sozinho. Ele chama-se Michael King e além de realizar filmes documentais, não acredita nem em Deus nem no Diabo, chegando mesmo a acusar tudo isto de ser mitos e de haver gente que ganhe dinheiro à custa dos fracos de cabeça que acreditam nestas coisas. Um dia, Michael decide que o seu próximo documentário será sobre essas falsas pessoas ligadas ao sobrenatural, iniciando assim o seu projecto, com a ajuda de um amigo que irá filmar tudo. Mas Michael vai longe demais, “brinca” com coisas que não devia, acabando mesmo por ser vitima da sua brincadeira estúpida.

Comentário : Este foi o filme que eu escolhi para ver na noite de Halloween e acertei em cheio, que grande filme. Os criticos profissionais não gostaram muito dele, possivelmente porque é do género “found footage” e eles já estão cansados de filmes desse tipo. Mas alguns criticos amadores gostaram bastante deste filme. O realizador pega numa personagem (a principal) e vai transformando a sua vida, ao longo de quase 80 minutos e nós, quem vê o filme, somos as testemunhas dessa evolução para pior. Costuma-se dizer que quem brinca com fogo, queima-se e é precisamente isso que acontece com o nosso protagonista, o grande problema são as vitimas que essa situação faz. O filme tem erros, por exemplo, porque motivo Michael King raramente vê as filmagens que tem daquilo que se passou, para alguém que está muito interessado, seria de esperar que ele estivesse sempre em cima do acontecimento. As imagens da familia feliz foram uma boa aposta para dar a ver como as coisas eram antes da morte precoce da esposa do protagonista. Aquela cena com aquele doente careca causou-me arrepios.

O ator principal teve uma interpretação exemplar, e alguns secundários tiveram prestações bem a cima da média para este tipo de cinema. Outro erro do filme, é o facto de Michael King meter-se naquele objetivo perigoso, tendo uma filha menor a seu cargo para criar sozinho, é mesmo muita irresponsabilidade para um homem adulto que terá que ser em simultâneo pai e mãe para aquela menina pequena. Já para não falar dos habituais clichés muito característicos deste tipo de obras. No entanto, temos que dar valor ao facto de o realizador não usar grandes efeitos especiais nas suas cenas, quem gostou dos quatro primeiros “Paranormal Activity” vai gostar deste filme. As melhores sequências são aquelas em que Michael King, quase no auge da sua possessão, se debate contra si e contra o demónio que o possui, para tentar contrariar a entidade demoníaca, sempre que esta quer convencê-lo a matar a filha. No final, essa situação provoca, como era de calcular, o suicidio do progenitor, provando assim que a filha era o mais importante para ele, que ainda teve força para a salvar e acabar com aquilo de vez. Para mim, este é um dos melhores filmes do género. Gostei muito.

Here Comes The Devil

Nome do Filme : “Ahi Va El Diablo”
Titulo Português : “Aqui Vem O Diabo”
Titulo Inglês : “Here Comes The Devil”
Ano : 2012
Duração : 98 minutos
Género : Thriller/Terror
Realização : Adrian Garcia Bogliano
Elenco : Francisco Barreiro (Felix), Laura Caro (Sol), Alan Martinez (Adolfo), Michele Garcia (Sara), Jessica Iris (Sandra), Dana Dorel (Abril), Barbara Perrin Rivemar (Marcia).

História : Um casal perde os seus filhos quando passam perto de uma caverna. As crianças eventualmente reaparecem sem explicação, mas torna-se claro que eles não são o que costumavam ser, que algo terrivel as transformou.

Comentário : Este foi o segundo filme que vi nesta noite de Halloween. Gostei bastante deste filme, mas admito que não é para todos os gostos. Só o fato de não ser um filme comercial, já é razão suficiente para o ver. Assim à primeira vista, nem parece um filme de terror, é mais uma obra dada ao thriller, com alguns laços ligados ao sobrenatural. Detentor de alguns erros, estamos perante um bom filme que, sem intenção, acaba por prender a quem o vê e nos mantém sempre na espetativa daquilo que vai suceder a seguir. Gostei da interpretação da atriz que fez de mãe dos jovens e notei que o casal de jovens atores também estiveram bem. Ao longo do filme, o realizador vai-nos dando dados novos para juntarmos ao puzzle que é esta fita, confesso que fiquei boquiaberto com aquele twist que envolve a morte dos jovens, descoberta feita pela mãe. Reparem nos pormenores das roupas serem as mesmas que eles usavam no dia do passeio e desaparecimento. Essas partes deixaram-me arrepiado, bem como o twist final. Destaque que o sexo também é uma componente forte neste filme. Gostei mesmo deste filme e olhem que nada esperava dele.