sábado, 18 de outubro de 2014

Horns

Nome do Filme : “Horns”
Titulo Português : "Cornos"
Ano : 2014
Duração : 120 minutos
Género : Romance/Drama/Terror
Realização : Alexandre Aja
Produção : Alexandre Aja
Elenco : Daniel Radcliffe (Ig Perrish), Juno Temple (Merrin Williams), Heather Graham (Veronica), Kelli Garner (Glenna Shepherd), David Morse (Dale Williams), Joe Anderson (Terry Perrish), James Remar (Derrick Perrish), Max Minghella (Lee Tourneau), Kathleen Quinlan (Lydia Perrish), Kendra Anderson (Delilah), Jay Brazeau (Mould), Michael Adamthwaite (Eric Hannity), Alex Zahara (Renald), Mitchell Kummen (young Ig), Sabrina Carpenter (young Merrin), Laine MacNeil (young Glenna).

História : Depois da misteriosa e violenta morte da sua namorada, um jovem repara que lhe estão a nascer dois chifres na sua cabeça. Para complicar ainda mais a situação, quase toda a cidade o detesta, não só pelos chifres, mas também porque julgam que foi ele quem matou a miúda.

Comentário : E pronto, dentro de quase duas semanas teremos mais um Halloween e este filme foi o que eu escolhi para comemorar o acontecimento, a noite das bruxas. Daniel Radcliffe é um bom ator e, neste filme, está excelente, que poderosa interpretação. A seu lado, está uma também excelente prestação por parte da também boa atriz Juno Temple. Depois temos imensas caras conhecidas em papéis secundários. A sério, gostei mesmo deste filme. Tenho que destacar as cenas com as cobras, aquelas partes em que as cobras deambulavam por Ig e até o acompanhavam no seu corpo, são cenas brutais. O filme até chega a ser um pouco estranho, devido a algumas cenas. Deste grupo de cenas, escapa aquela da menina pequena que gritava no hospital devido ao que viu a mãe fazer em casa, esta sim, uma excelente parte.

Merrin Williams é uma das personagens mais fôfas e queridas que eu já encontrei num filme, mas essa lista é grande. O realizador Alexandre Aja é uma espécie de mestre a produzir filmes de terror, penso que este seja o seu filme mais pessoal. A história do filme é boa, os poucos efeitos especiais que vão surgindo ao longo da fita são igualmente muito bons, a fotografia também merece destaque positivo e a banda sonora tem um dos maiores focos da pelicula inteira. Há, é verdade, os chifres de Ig parecem mesmo verdadeiros. A narrativa do filme varia entre o presente e o passado do casal protagonista. Daniel Radcliffe e Emma Watson já provaram à imenso tempo que são bons atores, os oito filmes da saga “Harry Potter” e todos os filmes que os dois fizeram em separado depois da saga são a prova disso. 

The Homesman

Nome do Filme : “The Homesman”
Ano : 2014
Duração : 123 minutos
Género : Western/Drama
Realização : Tommy Lee Jones
Produção : Tommy Lee Jones
Elenco : Tommy Lee Jones (George Briggs), Hilary Swank (Mary Bee Cuddy), Miranda Otto (Theoline Belknapp), Grace Gummer (Arabella Sours), Sonja Richter (Gro Svendsen), Meryl Streep (Altha Carter), Hailee Steinfeld (Tabitha Hutchinson), David Dencik (Thor Svendsen), John Lithgow (Dowd), Tim Blake Nelson (Freighter), James Spader (Aloysius Duffy), William Fichtner (Vester Belknap), Jesse Plemons (Garn Sours), Evan Jones (Bob Giffin), Jo Harvey Allen (Mrs. Polhemus), Lila Brock (Jennifer Tull), Caroline Lagerfelt (Netti), Autumn Shields (Loney Belknap).

História : Três mulheres perturbadas são confiadas à guarda de uma jovem mulher chamada Mary Bee Cuddy, uma pioneira forte e independente natural do Nebraska. A caminho de Iowa, onde as mulheres poderão encontrar refúgio, o caminho de Mary cruza-se com o de George Briggs, um vagabundo que ela salva de uma morte certa. Os dois decidem unir forças para enfrentarem juntos os perigos que rondam as vastas extensões da fronteira americana.

Comentário : Gostei deste filme, mas esperava muito mais dele. Confesso que não conhecia a história. Os personagens principais (George Briggs e Mary Bee Cuddy) são o foco principal do filme, Tommy Lee Jones e Hilary Swank souberam interpretá-los na perfeição. Depois temos um elenco de secundários repleto de estrelas onde se destacam Meryl Streep, Hailee Steinfeld e John Lithgow. A realização é muito boa, Tommy Lee Jones tem mesmo jeito para produzir westerns, pessoalmente, já havia gostado de um outro filme dele, deste mesmo género. Este filme tem cenas boas e cenas desnecessárias. Por exemplo, seria mesmo necessário terem mostrado uma das três loucas a atirar o bebé para o cano do esgoto. Por outro lado, adorei aquela cena em que uma das loucas mata o homem que tentava matar George Briggs, nunca pensei que a personagem dela ia fazer aquilo, foi fantástico vê-la toda torta com uma boneca numa mão e a arma ainda a deitar fumo na outra mão. Não gostei do destino da personagem principal feminina. Estamos perante um filme muito parado, o que irá desagradar a alguns. Eu gostei mesmo deste filme e lamento que ele nunca chegue aos nossos cinemas, pelo menos, até agora, não está na programação. Tommy Lee Jones está novamente de parabéns. Os únicos pontos negativos que encontrei no filme foram as muitas cenas desnecessárias, então aquelas últimas cenas com George Briggs, por favor, podiam ter-nos poupado a elas.

The Babadook

Nome do Filme : “The Babadook”
Titulo Português : “O Senhor Babadook”
Titulo Alternativo : “Mister Babadook”
Ano : 2014
Duração : 94 minutos
Género : Drama/Terror
Realização : Jennifer Kent
Produção : Kristina Ceyton/Jonathan Page/Kristian Moliere/Pete Best
Elenco : Essie Davis (Amelia), Noah Wiseman (Samuel), Daniel Henshall (Robbie), Hayley McElhinney (Claire), Chloe Hurn (Ruby), Barbara West (Mrs. Roach), Cathy Adamek (Prue), Benjamin Winspear (Oskar), Craig Behenna (Warren), Jacqy Phillips (Beverly), Bridget Walters (Norma).

História : Uma jovem mãe chamada Amelia vive sozinha com o filho menor, Samuel, praticamente desde que o marido faleceu, devido a uma coincidência do destino. Pouco depois do nascimento do filho e da morte do marido, Amelia nunca mais teve uma vida calma e normal. Com o passar dos anos, Samuel foi-se revelando um menino bastante problemático, o que por vezes, enervava a mãe. A ida do menino para a escola primária ainda agravou mais a relação entre mãe e filho. Certa noite e antes do filho ir dormir, Amelia lhe lê uma história de um livro supostamente infantil, um estranho livro que foi parar lá a casa chamado “Mister Babadook”. O que Amelia desconhecia, era que a leitura daquele estranho livro significava uma espécie de evocação para permitir que um demónio entrasse na sua casa, e tornasse a sua vida e a vida do seu filho num verdadeiro inferno.

Comentário : Fui ao cinema ver este filme e confesso que gostei bastante dele, só o facto de não ser um filme de terror americano já é razão mais que suficiente para o ir ver. Na realidade, este filme de terror bate aos pontos e assusta muito mais do que a maioria dos filmes de terror americanos que surgiram nos últimos anos. A realização tem mão feminina, Jennifer Kent misturou aspectos de outros filmes, mas deu ao seu filme algo de novo, ou seja, inovou e os amantes deste género cinematográfico só têm que lhe agradecer por isso. Existe uma coisa neste filme, igualmente positiva, que tem a ver com a qualidade do som, por vezes, chega mesmo a assustar, nomeadamente nos poucos momentos em que o demónio Babadook imite os seus sons.

Este filme possui muitos outros aspectos positivos, por exemplo, o tipo de relação que existe entre a mãe desesperada e o seu filho estranho e problemático. Mesmo sem a presença do demónio em questão lá em casa, era perfeitamente aceitável o estado alterado de Amelia, o filho dela é mesmo irritante e era bem capaz de dar cabo dos nervos a qualquer um. A tudo isto, convém adicionar o facto de Amelia nunca ter superado a morte do marido e pai do seu filho. A nivel das interpretações, Essie Davis (a mãe) e Noah Wiseman (o filho) estão soberbos, muito a cima da média do nivel de interpretação que se vê neste género fílmico. O final é perturbador. Muito honestamente, este “The Babadook” foi mais uma das grandes surpresas do ano. A Austrália é boa a fazer cinema de terror, basta-nos para isso, recordarmos “Wolf Creek”. Em relação ao demónio “Babadook”, confesso que me assustou em algumas cenas, isto porque ele só aparece em poucas cenas. Tirando um ou outro erro, estamos perante um excelente filme de terror. 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

The Fosters 2

Nome do Filme : “The Fosters (Season 2)”
Titulo Português : “ Família de Acolhimento – 2ª Temporada”
Ano : 2014/2015
Duração : 858 minutos (20 Episodes)
Género : Drama
Realização : Brad Bredeweg/Peter Paige
Produção : Brad Bredeweg/Peter Paige
Elenco : Teri Polo (Stef Foster), Sherri Saum (Lena Adams), Jake Austin (Jesus Foster), David Lambert (Brandon Foster), Cierra Ramirez (Mariana Foster), Danny Nucci (Mike Foster), Maia Mitchell (Callie Jacob), Hayden Byerly (Jude Jacob), Kerr Smith (Robert Quinn), Bailee Madison (Sophia Quinn), Valerie Dillman (Jill Quinn), Alex Saxon (Wyatt), Amanda Leighton (Emma), Marla Sokoloff (Dani), Alicia Sixtos (Carmen), Lorraine Toussaint (Dana), Bianca Santos (Lexi), Nikki Hahn (young Callie).

História : Depois de ser acolhida em casa do casal de lésbicas composto por Stef e Lena, Callie ambientou-se à sua nova vida e até levou o seu irmão para morar com ela. Depois de meses a viver com os Fosters e partilhando experiências com Mariana, Callie foi também conhecendo o amor com um jovem rapaz, para além de se dividir entre este e o seu antigo amor. As coisas parecem mudar para Callie quando ela conhece o pai e descobre que tem uma irmã chamada Sophia. Agora, dividida entre duas casas e duas familias, os Fosters e os Quinns, Callie terá que crescer e tornar-se uma adulta responsável e senhora de si. Para isso, contará com a ajuda de todos. 

Comentário : Antes de mais, tenho que confessar que não gosto de séries. Em miúdo, adorei a série “MacGyver” e anos mais tarde gostei bastante da série “Dawson's Creek”, que acompanhei durante cerca de seis temporadas. Recentemente, acabei de ver a primeira temporada completa desta série (The Fosters – Familia de Acolhimento). É uma série de excelente qualidade sobre a fase mais complicada do ser humano – a adolescência. Mas também aborda as complicadas relações entre progenitores e filhos. Confesso que as relações entre seres humanos sempre me fascinaram e é precisamente dessa temática que esta série fala. Basicamente, é sobre duas lésbicas que estão a criar e a educar jovens. Se a coisa já era complicada, fica ainda mais dramática quando as duas mulheres acolhem no seio do lar uma adolescente cheia de problemas emocionais e com muitas carências a vários niveis, a jovem chama-se Callie e, mais tarde, convence as “progenitoras” a albergarem também o seu irmão que estava num lar de acolhimento e sofria maus tratos.

Recentemente, comecei a ver os primeiros episódios da segunda temporada desta série. Só vi os primeiros dez episódios, porque, por motivos da produção, este ano passaram os primeiros dez capítulos desta segunda temporada e, somente em inicios de 2015, irão passar os últimos dez episódios. 

Conhecia alguns atores, outros nem por isso. As adultas Sherri Saum e Teri Polo continuam muito bem. O elenco jovem também continua excelente, embora o destaque vá novamente para a bonita e talentosa Maia Mitchell (Teen Beach Movie e sequela). A miúda, além de ser linda, tem um talento impressionante para a representação e é a presença jovem mais forte da série, mas não é a única (já lá vamos). Na minha opinião, os pais deviam ver esta série, pois de certeza que iriam se rever em algumas situações passadas com os seus filhos. Nesta segunda série, tal como na primeira, encontra-se o drama humano e aprende-se que a vida é muito complicada. E estes jovens vão saber isso de uma forma não muito simpática, apesar de já terem tido experiências de vários niveis e de terem aprendido com isso. A série foca temas muito delicados, mas centra-se basicamente nos sentimentos. 

Depois temos uma das jovens principais do elenco que muda o seu aspeto visual. Estou a falar de Mariana Foster, que no inicio desta segunda série, pinta o seu lindo cabelo de loiro (ver primeira foto), pessoalmente, penso que Cierra Ramirez fica linda das duas maneiras. Se Maia Mitchell foi o maior destaque do elenco jovem da primeira temporada, nesta segunda série, partilha o protagonismo com a também famosa e excelente atriz Bailee Madison, embora esta não tenha o mesmo tempo de antena e tenha um protagonismo menor do que a amiga de profissão que brilhou nas duas séries. Mas tornaram-se boas amigas na vida real (podem ver pelas imagens). Os dramas continuam, o casal de lésbicas continua a dar o seu melhor e a facultar todo o seu amor aos jovens com quem partilham a habitação. Adultos e adolescentes estão de parabéns, fizeram todos um excelente trabalho nestas duas séries. Apesar de não ter visto os dez últimos episódios da segunda temporada, confesso que “The Fosters” é oficialmente, a minha série preferida. Maia Mitchell seguiu as pisadas de Selena Gomez. Depois de ter participado em algumas séries, aventurou-se com sucesso no cinema, embora tenha feito apenas os dois filmes da série “Teen Beach Movie” e um filme de ficção cientifica chamado “The Philosophers”. Mas foi em “The Fosters” que ela mostrou o quanto é uma excelente atriz. Quer na sétima arte, quer na vida real, Maia Mitchell já mostra o seu à vontade em frente às camaras, como mostram as duas fotografias em baixo. 


Em baixo fica o wallpaper oficial da série.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

The Two Faces Of January

Nome do Filme : “The Two Faces Of January”
Titulo Português : “As Duas Faces De Janeiro”
Ano : 2014
Duração : 96 minutos
Género : Thriller
Realização : Hossein Amini
Produção : Tim Bricknell/Max Minghella
Elenco : Viggo Mortensen (Chester MacFarland), Kirsten Dunst (Colette MacFarland), Oscar Isaac (Rydal), Daisy Bevan (Lauren), David Warshofsky (Paul Vittorio).

História : Um vigarista e a sua esposa iludida fazem uma grande viagem à Grécia. Por lá, acabam por conhecer um larápio com quem fazem amizade. Após uma morte inesperada, a situação dos três piora drasticamente.

Comentário : Já vi este filme e gostei, embora o filme não seja nada de especial. É apenas um thriller razoável, que não nos dá nada de novo. O trio principal de atores já tiveram interpretações melhores em outros filmes, aqui, limitaram-se ao básico. Na minha opinião, a parte da caverna era desnecessária, haviam outras formas das coisas terem aquele fim para a personagem feminina. O filme tem ainda alguns erros e situações que resultavam melhor se fossem feitas de outra maneira. Houve uma coisa que me cativou, gostei de ver o filme, estava sempre com ansiedade para ver o que ia acontecer a seguir, é portanto, um thriller aceitável. Resumindo, é um filme que se vê bem, mas não é nada de especial.

sábado, 11 de outubro de 2014

Oculus

Nome do Filme : “Oculus”
Titulo Português : “Oculus”
Ano : 2013
Duração : 105 minutos
Género : Terror
Realização : Mike Flanagan
Elenco : Karen Gillan (Kaylie Russell), Brenton Thwaites (Tim Russell), Katee Sackhoff (Marie Russell), Rory Cochrane (Alan Russell), Annalise Basso (young Kaylie), Garrett Ryan (young Tim), Kate Siegel (Marisol Chavez).

História : Ao longo de séculos, um espelho maléfico vai passando por várias casas, atormentando as familias que nelas vivem. Na actualidade, uma jovem decide colocar um fim a essa maldição.

Comentário : Finalmente, consegui ver este filme que confesso ter gostado. Ainda assim, não é tão bom quanto andam a apregoar. Funciona como filme de terror, mas torna-se ligeiramente confuso, porque o presente e o passado andam sempre a cruzar-se e isso nota-se mais no final. Gostei das prestações de todos, especialmente das interpretações das crianças. Volto a dizer, o final do filme é bastante confuso. A razão dos cães serem afetados pelo espelho foi uma questão que o filme nunca explicou. O filme peca também por ser um pouco cansativo de se ver, embora eu nunca tenha pensado em desistir de o assistir. Aliás, confesso que estava sempre determinado em ver o que ia acontecer a seguir. Sinceramente, gostei deste filme, como obra de terror, funciona.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Of Gods And Men

Nome do Filme : “Des Hommes Et Des Dieux”
Titulo Português : “Dos Homens E Dos Deuses”
Titulo Inglês : “Of Gods And Men”
Ano : 2010
Duração : 119 minutos
Género : Drama/Histórico
Realização : Xavier Beauvois
Elenco : Lambert Wilson (Christian), Michael Lonsdale (Luc), Olivier Rabourdin (Christophe), Philippe Laudenbach (Celestin), Jacques Herlin (Amedee), Loic Pichon (Jean Pierre), Xavier Maly (Michel), Jean Marie Frin (Paul), Abdelhafid Metalsi (Nouredine), Abdellah Moundy (Omar), Olivier Perrier (Bruno), Sabrina Ouazani (Rabbia), Farid Larbi (Ali Fayattia), Benhaissa Ahaouari (Sidi).

História : Num país violento e em permanente conflito, um grupo de monges faz todos os possiveis para ajudar o povo, que tem sido a grande vitima dos terroristas.

Comentário : Esta noite tive a grande oportunidade de ver este filme, que confesso ter gostado bastante. É mais um daqueles filmes não recomendado às grandes massas, possivelmente devido aos temas que aborda, mas também por ser uma pelicula que avança a um ritmo muito lento. Para mim, foi um filme muito interessante. E o mais cativante foi eu ter lido depois que o filme retrata uma situação que aconteceu de verdade. Todos os atores que desempenharam os monges estiveram perfeitos, deram mesmo a imagem de serem pessoas ligadas à religião. O filme é muito realista, por vezes, impressiona devido àquilo que não mostra, mas que dá a entender. O filme venceu cerca de quinze prémios em vários festivais, e por pouco não arrecadou um BAFTA. Apesar de longos, podemos contar com bons planos de camara. Gostei, mas tenho que confessar que é quase impossivel não ficarmos incomodados com o final.

Mala Noche

Nome do Filme : “Mala Noche”
Titulo Inglês : “Bad Night”
Ano : 1986
Duração : 77 minutos
Género : Drama
Realização : Gus Van Sant
Elenco : Tim Streeter (Walt), Doug Cooeyate (Johnny), Ray Monge (Pepper), Nyla McCarthy (Betty).

História : Um homossexual tem por hábito convidar rapazes desconhecidos para passar as noites no seu apartamento. Um dia, alberga um jovem bastante estranho.

Comentário : Nunca tinha visto este filme de Gus Van Sant, um dos meus realizadores preferidos. Depois de o ter visto, tenho que admitir que é um grande filme. Na realidade, este “Mala Noche” é um dos primeiros filmes dele. É um filme quase todo a preto e branco, com algumas cenas a cores. Gostei das principais interpretações, nomeadamente da prestação do ator Tim Streeter. Sinceramente, não achei o filme muito chocante, ao contrário de algumas opiniões. Trata-se de um bom drama, com um argumento consistente, as falhas são minimas. Não é filme que agrade à maioria, só o fator de ser quase todo a preto e branco deve demover grande parte das pessoas a vê-lo, pelo menos dentro da camada jovem. Para os admiradores de Gus Van Sant e do cinema enquanto arte, este filme é obrigatório. É caso para dizer que o realizador começou a sua carreira da melhor maneira.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Samson And Delilah

Nome do Filme : “Samson And Delilah”
Titulo Português : “Sansão E Dalila”
Ano : 2009
Duração : 97 minutos
Género : Drama
Realização : Warwick Thornton
Elenco : Rowan McNamara (Samson), Marissa Gibson (Delilah).

História : Os jovens Sansão e Dalila vivem numa isolada comunidade aborígene na Austrália Central. Com o passar dos dias, nada se altera, tudo permanece igual e ninguém parece importar-se. Contudo, longe da comunidade, os dois jovens apercebem-se que a vida pode ser dificil. Embora com fome e rejeitados pela comunidade, Sansão e Dalila apaixonam-se. Deparando-se com a tragédia, abandonam a sua terra natal e embarcam numa jornada de sobrevivência. Perdidos e sozinhos, os dois aprendem o que é a vida.

Comentário : Depois de ter visto este filme australiano, disse para mim mesmo que andamos a perder imensa coisa por esse mundo cinematográfico. De certo que não é filme para agradar à maioria, mas de certeza que conquistará um espaço no grande coração de um verdadeiro cinéfilo. Uma história simples, mas com uma mensagem muito poderosa. Duas boas interpretações que contribuiram bastante para que tudo tivesse resultado. Muito pouco do cinema australiano passa para a europa e, lá de vez em quando, surge um titulo que nos prova que se faz bom cinema naquele continente. Tenho que destacar uma cena do filme, que é aquela em que os dois jovens vão a caminhar e, de repente, um carro atropela a rapariga protagonista, sem que o amigo repare no que acabou de acontecer, simplesmente brutal. O filme tende também a abordar a componente romântica, mas nesse campo, falha em toda a escala. É uma fita que foca principalmente a miséria humana, as carências afetivas e, principalmente, a dor.

Machuca

Nome do Filme : “Machuca”
Titulo Português : “Machuca”
Ano : 2004
Duração : 120 minutos
Género : Drama
Realização : Andres Wood
Elenco : Matias Quer (Gonzalo), Ariel Mateluna (Pedro Machuca), Manuela Martelli (Silvana), Aline Kuppenheim (Maria Luisa), Ernesto Malbran (Father McEnroe), Tamara Acosta (Juana), Francisco Reyes (Patricio), Alejandro Trejo (Willy), Maria Olga Matte (Gilda), Gabriela Medina (Lucy), Luis Dubo (Ismael), Andrea Garcia Huidobro (Isabel), Tiago Correa (Pablo), Federico Luppi (Roberto).

História : Gonzalo é um menino que mora com a familia numa casa no Chile. Um dia, o padre do seu colégio lhe apresenta alguns colegas novos para a sua turma. Entre eles, está Pedro Machuca, um menino pobre, cuja familia está a preparar uma revolução contra o regime em vigor no país.

Comentário : Trata-se de um filme bastante aplaudido e adorado um pouco por onde tem passado ao longo dos últimos dez anos. É um filme que possui uma forte carga politica. É também uma espécie de filme biográfico que conta uma parte daquilo que aconteceu naquela época e naquele país. O filme conta essa história sob o ponto de vista de duas crianças, dois meninos. Apesar de serem de familias de estatutos bem diferentes, esses dois meninos acabam por se tornar amigos. A fita está muito bem filmada, alguns planos são maravilhosos. O nome do filme não é o do protagonista, mas sim o do amigo do nosso personagem principal. Não dá para não ficarmos impressionados com algumas situações do filme, por exemplo, veja-se a forma como Silvana é morta. O filme mostra bem como eram as coisas naquela altura e dá uma visão de como a coisa se passou. Acredito que tenha sido mais ou menos daquela maneira. No papel de Gonzalo, o jovem ator Matias Quer tem uma brilhante interpretação. O filme aborda também a temática do bullying. O final do filme é brutal. Sinceramente, gostei bastante deste filme.