domingo, 28 de setembro de 2014

The Equalizer

Nome do Filme : “The Equalizer”
Titulo Português : “Sem Misericórdia”
Ano : 2014
Duração : 128 minutos
Género : Ação/Thriller/Crime
Realização : Antoine Fuqua
Elenco : Denzel Washington (Robert McCall), Chloe Grace Moretz (Teri), Marton Csokas (Teddy), Bill Pullman (Brian Plummer), Melissa Leo (Susan Plummer), Haley Bennett (Mandy), David Harbour (Masters), Johnny Skourtis (Ralphie), David Meunier (Slavi), Alex Veadov (Tevi), Anastasia Sanidopoulos Mousis (Jenny).

História : Robert McCall é um homem que acredita ter deixado para trás o seu misterioso passado e se dedica a uma vida nova e tranquila. Mas, quando conhece Teri, uma jovem prostituta controlada por um grupo de gangsters russos perigoso, não consegue manter-se como observador neutro, tem de a ajudar. Armado com as suas capacidades secretas que adquiriu ao longo de uma vida, McCall sai do seu retiro auto imposto e descobre que o seu desejo de justiça se mantém vivo. No entanto, as coisas pioram para Robert McCall, porque as suas vitimas pertencem à máfia russa.

Comentário : E pronto, hoje estreou mais um filme de ação com o grande Denzel Washington. Depois de ter visto este filme, pensei para mim mesmo, que os grandes estúdios continuam a recusar arriscar em algo novo e inédito. Não que o filme seja mau, nada disso. Na realidade, até estamos perante um bom thriller de ação. O problema é que já vimos muitos filmes que mostram um homem a vingar alguém e que vence tudo e todos no final. Apesar disso, Denzel Washington vai muito bem neste papel, o seu Robert McCall é um personagem cheio de estilo e dá gozo vê-lo aviar pancada em tudo o que é criminoso. Confesso que ainda não vi “Dia de Treino” e isso é mesmo uma grande falha minha. Não conheço a obra de Antoine Fuqua. Dentro deste género de filme, existem alguns que são superiores a este “The Equalizer”, assim à partida, lembro-me do excelente “Man On Fire”.

Como pontos positivos deste “The Equalizer”, temos que destacar Denzel Washington que carrega o filme praticamente todinho às costas. Apesar das curtas participações, Melissa Leo e Bill Pullman estiveram muito bem. Chloe Grace Moretz interpretou na perfeição a jovem prostituta Teri, lamentável é não ter tido um papel mais marcante. A fotografia do filme é boa, alguns planos de camara estão bastante bem conseguidos, também achei bem o filme ter bastante violência. Como pontos negativos, a história em si não é nada inovadora. Depois temos os habituais exageros, tipo, McCall dá porrada em todos e safa-se sempre, somente perto do final, ele parece estar em desvantagem. O filme peca também por ser demasiado escuro em algumas partes, por exemplo, havia alguma necessidade dos confrontos finais decorrerem no armazém às escuras, enfim. Faltou também revelar mais aspetos do passado de McCall. Por último, tenho que dizer que achei muito mal que a relação entre Robert McCall e Teri não atingisse a profundidade necessária que justificasse tudo o que ele fez, faltou ali qualquer coisa, algo mais forte a nivel emocional e empático. O filme é baseado numa série dos anos 80, que eu nunca vi. Resumindo, é um bom filme de ação, mas faltou algo de novo.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Boyhood

Nome do Filme : “Boyhood”
Titulo Português : “Momentos De Uma Vida”
Ano : 2014
Duração : 166 minutos
Género : Drama
Realização : Richard Linklater
Produção : Richard Linklater
Elenco : Ellar Coltrane (Mason), Lorelei Linklater (Samantha), Patricia Arquette (Olivia), Ethan Hawke (dad), Steven Prince (Ted), Libby Villari (grandma), Marco Perella (Bill), Jamie Howard (Mindy), Andrew Villarreal (Randy), Ryan Power (Paul), Charlie Sexton (Jimmy), Byron Jenkins (Barber), Barbara Chisholm (Carol), Matthew Martinez Arndt (Lee), Cassidy Johnson (Abby), Cambell Westmoreland (Kenny), Tamara Jolaine (Tammy), Evie Thompson (Jill), Mika Odom (Gabi), Jenni Tooley (Annie), Richard Jones (Cliff), Karen Jones (Nana), Zoe Graham (Sheena), Jessie Tilton (April), Taylor Weaver (Barb), Jessi Mechler (Nicole), Bill Wise (Steve).

História : A vida de Mason, ao longo das duas fases mais complicadas da sua vida, a infância e a adolescência, pelo meio, existe uma vida cheia de emoções e dramas.

Comentário : Ainda estou sem palavras para descrever a sensação com que fiquei quando acabei de ver este filme de Richard Linklater, o mesmo responsável pela trilogia “Before”. Este “Boyhood” é algo inédito no mundo da sétima arte. É um filme que vai alterar bastante a forma de se fazer cinema daqui para a frente. E explico porque motivo este filme é tão especial. Para já, quero dizer que “Boyhood” é um dos melhores filmes que eu vi em toda a minha vida. Richard Linklater fez algo inovador : Durante mais de 13 anos, pegou em duas crianças de aproximadamente 6 anos de idade, contratou um casal de atores famosos para fazerem de pais separados dessas duas crianças, arranjou um argumento que foi escrito durante esses 13 anos, uma vez em cada um desses 13 anos reuniu o mesmo elenco para filmar. O resultado é este filme que demorou cerca de 13 anos a ser feito, acompanhou os mesmos atores principais durante 12 anos, no caso do personagem principal (Mason), acompanhou-o desde os 6 até aos 18 anos. Fez a mesma coisa com a atriz que desempenhou a irmã do protagonista, que por acaso, é a própria filha do realizador na vida real. Enfim, fez algo memorável e inédito. 

Adorei tudo neste filme : a história, o elenco principal e o grande elenco de secundários, a fotografia, a banda sonora, os detalhes, o cuidado extremo em manter o perfil dos quatro atores principais de acordo com a passagem dos anos, a realização está impecável, é um filme que fala da própria vida onde eu mesmo me vi retratado em algumas partes, é um projeto que deve ter dado imenso trabalho a fazer e dou muito valor a isso. O filme já consta nas listas de imensos criticos por esse mundo fora como sendo um dos melhores de 2014. Confesso ainda que este filme me fez rir, me fez chorar perto do final, naquela cena em que a mãe discute com os filhos e lhes diz que eles têm que ir à vida deles, é daqueles raros filmes que nos deixa a pensar na vida mas, a cima de tudo, nos dá uma grande lição de vida. Duvido que venha a gostar assim tanto de um filme nos próximos anos, não estou a exagerar, “Boyhood” é um filme de grande qualidade, um poderoso objeto cinematográfico. Ao ver este excelente filme, tive uma das melhores experiências da minha vida. A vida e a arte (cinema) se uniram. Lindo. 

Palo Alto

Nome do Filme : “Palo Alto”
Titulo Inglês : “Palo Alto”
Ano : 2013
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Gia Coppola
Elenco : Emma Roberts (April), Olivia Crocicchia (Chrissy), Claudia Levy (Shauna), James Franco (Mr. B), Val Kilmer (Stewart), Jacqui Getty (Jane), Andrew Lutheran (Ivan), Bailey Coppola (Seth), Zoe Levin (Emily), Jessica Elle Taylor (Brittney), Jack Kilmer (Teddy), Nat Wolff (Fred), Emma Gretzky (Emma).

História : April é uma adolescente no despertar da sua sexualidade, que perde a virgindade com o seu professor de desporto. Ela tem dificuldade em se relacionar com os rapazes da sua idade. Teddy é um jovem problemático que quando está com o seu amigo, Fred, só se mete em confusões, sendo preso por isso e obrigado a fazer trabalho comunitário. Mas April e Teddy são amigos e, com o passar dos dias, irão descobrir que sentem algo muito especial um pelo o outro.

Comentário : Após ver este filme, descobri mais uma surpresa deste ano, “Palo Alto” é um excelente filme sobre a adolescência. É baseado num caderno que tem várias histórias escritas, histórias essas sobre a fase mais complicada das pessoas, ser adolescente. Emma Roberts e Jack Kilmer são as estrelas da fita, tendo as melhores interpretações. As jovens raparigas que compõem o elenco secundário são quase todas muito bonitas. O filme mostra o quanto complicada pode ser a vida de um adolescente, devido a um enorme número de fatores, mas nomeadamente por causa das carências que têm em casa. Mais uma vez gostei de ver James Franco, que grande ator. Em contra partida, Val Kilmer está horrível. 

O filme foi realizado por uma jovem rapariga da familia Coppola e, claro que só podia ser um excelente filme. Adorei a banda sonora, muito boa. Aquela parte em que Fred atira a colega para a piscina é um cliché, antes daquilo acontecer, eu já sabia que ia se passar daquela forma. O filme está muito bem filmado, por vezes, pareceu-me estar a ver uma obra de Gus Van Sant. Os temas que o filme aborda são muito complexos, mas foram muito bem retratados ao longo da pelicula. Adoro filmes que abordem a adolescência. Sinceramente, mais um excelente filme que vi neste ano. 

Kite

Nome do Filme : “Kite”
Titulo Português : “Kite”
Ano : 2014
Duração : 90 minutos
Género : Acção/Drama
Realização : Ralph Ziman
Elenco : Samuel L. Jackson (Karl Aker), India Eisley (Sawa), Callan McAuliffe (Oburi), Carl Beukes (Vic Thornhill), Deon Lotz (Prinsloo), Jaco Muller (Kratsov), Zane Meas (Emir), Lionel Newton (Otis).

História : Após os pais serem assassinados, uma pequena miúda é criada por um policia que era um dos melhores colegas do pai. Quando atinge a adolescência, essa miúda torna-se numa assassina profissional, mas nunca esquecerá a sua maior prioridade, matar o homem que matou os seus pais.

Comentário : Mais um filme de ação violento que nos aparece, confesso que gostei bastante dele. Neste pequeno drama de ação, temos uma jovem protagonista, um pouco semelhante à famosa Hit Girl dos dois filmes da saga “Kick Ass”. Desta feita, o papel da menina assassina pertence à revelação do último filme da saga “Underworld”, India Eisley. A miúda é linda e já provou que sabe representar, carrega o filme todinho às costas. Presumo que deve ter adorado trabalhar e filmar ao lado de um senhor como Samuel L. Jackson. Adorei o fato das balas da pistola da protagonista possuirem um explosivo no seu interior que rebenta com as vítimas que estão às portas da morte.

A ação do filme decorre num futuro próximo, o que explica muita coisa. Já quase tudo foi mostrado em outros filmes do género, assim o fator novidade não mora por aqui. Destaque ainda para alguns planos de camara da protagonista. A banda sonora também contribuiu para que o filme tivesse resultado da melhor maneira. Uma vez que a história do filme é baseada na manga, o realizador podia ter usado mais a sensualidade da protagonista, embora em algumas cenas ela esteja bem visível. Adorei aquele fantástico twist que acontece perto do minuto 74 e que acaba por facultar um novo fôlego ao filme. “Kite” pode não trazer nada de novo, mas será sempre um dos melhores filmes de ação de 2014. 

The Assassination Of Jesse James By The Coward Robert Ford

Nome do Filme : “The Assassination Of Jesse James By The Coward Robert Ford”
Titulo Português : “O Assassínio de Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford”
Ano : 2007
Duração : 155 minutos
Género : Biográfico/Western/Drama
Realização : Andrew Dominik
Produção : Brad Pitt
Elenco : Brad Pitt (Jesse James), Casey Affleck (Robert Ford), Mary Louise Parker (Zee James), Brooklynn Proulx (Mary James), Sam Rockwell (Charley Ford), Jeremy Renner (Wood Hite), Sam Shepard (Frank James), Garret Dillahunt (Ed Miller), Paul Schneider (Dick Liddil), Alison Elliott (Martha Bolton), Kailin See (Sarah Hite), Michael Parks (Henry Craig), Ted Levine (Timberlake), Zooey Deschanel (Dorothy Evans).

História : Jesse James e o seu bando planeiam o seu próximo roubo, mas estão em guerra com os seus inimigos, que tentam capturá-los para ficarem com a recompensa e a glória. Robert Ford procura Jesse James, quando o bando está a planear um assalto a um comboio. Jesse James aceita Robert Ford no seu bando, mas o novo elemento do grupo já tem as suas intenções bem definidas.

Comentário : Quando fui ao cinema ver este épico biográfico apanhei uma valente seca, naquela altura. No entanto, mais tarde, consegui ver as coisas pelo lado artístico da coisa e, como objeto fílmico, este filme é muito bom. Produzido pelo próprio Brad Pitt e pelos manos Scott, este western é uma espécie de diário das últimas semanas do criminoso Jesse James. É também a história verídica de Robert Ford, um estranho jovem que penetra na vida, no bando e na familia de Jesse James e desde logo apresenta ter a estranha capacidade de exercer poder sobre todos os seus elementos. O filme é muito parado e por isso não agradou à maioria. No entanto, é uma boa transposição do argumento adaptado, tem uma excelente fotografia, um guarda roupa fiel à época e a recriação da mesma está impecável. Lamentável o facto do elenco feminino não ter tido o papel devido na fita, penso que isso foi um grave erro do realizador. Claramente que é um filme masculino e mais virado para os homens. O filme possui também bonitas imagens e excelentes planos de camara. Mas repito, é um filme muito lento, são duas horas e meia que se arrastam, mas é um deleite para os cinéfilos a sério. Para mim, é um dos melhores filmes que vi.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Fanny And Alexander

Nome do Filme : “Fanny Och Alexander”
Titulo Português : “Fanny e Alexandre”
Titulo Inglês : “Fanny And Alexander”
Ano : 1982
Duração : 182 minutos
Duração (Versão do Realizador) : 300 minutos
Género : Drama
Realização : Ingmar Bergman
Elenco : Pernilla Allwin (Fanny Ekdahl), Bertil Guve (Alexander Ekdahl), Jarl Kulle (Gustav Ekdahl), Ewa Froling (Emilie Ekdahl), Allan Edwall (Oscar Ekdahl), Borje Ahlstedt (Carl Ekdahl), Kristian Almgren (Putte Ekdahl), Maria Granlund (Petra Ekdahl), Mona Malm (Alma Ekdahl), Christina Schollin (Lydia Ekdahl), Emelie Werko (Jenny Ekdahl), Gunn Wallgren (Helena Ekdahl), Pernilla August Wallgren (Maj), Inga Alenius (Lisen), Marianne Aminoff (Blenda Vergerus), Jan Malmsjo (Edvard Vergerus), Kerstin Tidelius (Henrietta Vergerus), Erland Josephson (Isak), Stina Ekblad (Ismael), Harriet Andersson (Justina), Lena Olin (Rosa), Kabi Laretei (Anna), Svea Holst (Ester), Sonya Hedenbratt (Emma), Eva Von Hanno (Berta), Siv Ericks (Alida), Kristina Adolphson (Siri).

História : A vida de duas crianças muda radicalmente após a morte do pai.

Comentário : Seguramente o meu filme preferido do mestre Ingmar Bergman e uma das fitas mais elogiadas de todos os tempos. Muitas das coisas que vemos neste filme fazem parte da vida real do realizador, é como se fosse uma biografia. Por exemplo, a figura do bispo representa a educação bastante rígida que Bergman teve. O filme funciona como uma espécie de ode à familia. A banda sonora (por vezes) é soturna, a fotografia é excelente, as interpretações são de excelência e estamos perante o único filme de Ingmar Bergman que apresenta crianças como protagonistas, neste caso um menino e uma menina. O filme mostra-nos algumas fases da vida da familia Ekdahl, onde se destacam a dedicação deles ao teatro e ao meio artístico, depois temos o Natal, temos também momentos trágicos como a morte do pai das crianças e a infernal convivência com o padrasto deles. O filme tem uma segunda versão, a do realizador que demora cinco horas.

O filme tem excelentes momentos e cenas algo estranhas, como aquela cena em que a estátua mexe ou a sequência com Ismael. O realizador introduz também uns toques de sobrenatural à sua obra, quando Alexander vê o fantasma do pai em determinadas alturas. Tenho igualmente que frisar que o filme ganhou alguns óscars, entre os quais o de melhor filme estrangeiro. Estamos perante uma história bastante dramática, que atinge também contornos de terror psicológico a partir do momento em que as crianças ficam aos cuidados da familia do Bispo, e deste em particular. Adorei o personagem Gustav Ekdahl, não me importava de ter na minha familia um senhor como ele, cheio de vida. Não posso terminar sem focar o principal deste filme, as crianças. Pernilla Allwin no papel da protagonista feminina está perfeita. Mas o grande destaque vai todinho para o nosso protagonista masculino, Bertil Guve é o melhor do filme. 

domingo, 21 de setembro de 2014

Frontiers

Nome do Filme : “Frontiere(s)”
Titulo Português : “Fronteira (s)”
Ano : 2007
Duração : 105 minutos
Género : Terror
Realização : Xavier Gens
Elenco : Karina Testa (Yasmine), Maud Forget (Eva), Samuel Le Bihan (Goetz), Estelle Lefebure (Gilberte), Aurelien Wiik (Alex), David Saracino (Tom), Chems Dahmani (Farid), Amelie Daure (Klaudia), Rosine Favey (mere), Adel Bencherif (Sami), Joel Lefrançois (Hans), Patrick Ligardes (Karl), Jean Pierre Jorris (Von Geisler).

História : Um gangue de jovens ladrões fogem de Paris durante um conflito violento de uma eleição política e decidem refugiar-se numa estalagem governada por nazis.

Comentário : Mais um filme visceral que eu vi à uns anos. E este é super violento, tem imenso sangue, mesmo indicado para os fãs do gore. Se for por esse motivo, então estamos perante um bom filme. Mas depois, analisamos tudo o resto, aquilo que realmente importa na análise de um filme e é uma obra muito fraca. As únicas interpretações que se aproveitam foram as de Karina Testa e da jovem Maud Forget. O filme é um festival de erros e de exageros. Por exemplo, quando o carro dos dois rapazes cai pela ponte, porque motivo eles vão-se meter naquele buraco, podiam muito bem subir a pequena ladeira e fugir pela rua, afinal, o nazi forte já se tinha ido embora. Outra coisa, como era possivel aquela jovem ter imensos filhos grandes, todos anormais. Depois, há uma parte em que um dos rapazes dá com um martelo na cara de um dos nazis, depois em casa, esse homem não possui qualquer ferimento no local onde foi atingido. Ou ainda, o nazi forte bate com toda a força com a cara da protagonista quatro vezes no carro, mais tarde, ela aparece de cara lavada, não tem nenhum arranhão. Mas existem muitos mais erros. Além disso, a imagem e o som são de má qualidade. Tal como disse, o filme funciona como terror sangrento, mas como objeto cinematográfico, é simplesmente, mau. Volto a dizer, o filme tem imenso sangue.

Honeymoon

Nome do Filme : “Honeymoon”
Titulo Português : “Honeymoon”
Ano : 2014
Duração : 87 minutos
Género : Romance/Terror
Realização : Leigh Janiak
Elenco : Rose Leslie (Bea), Harry Treadaway (Paul), Hanna Brown (Annie), Ben Huber (Will).

História : Bea e Paul são um jovem casal recém-casado que vai passar a lua-de-mel para uma cabana na floresta. Uma noite, Bea desaparece sem motivo aparente e, quando Paul a encontra, sente que ela lhe está a esconder qualquer coisa e a desconfiança instala-se entre o casal.

Comentário : Hoje vi este filme e confesso ter gostado bastante, apenas lamento o final não ter explicado quase nada. O filme tem uma forte componente romântica, mas por outro lado, tem uma componente de terror bastante fraca, ainda que ela esteja sempre presente na segunda metade do filme. Adorei a interpretação da atriz Rose Leslie. Harry Treadaway também não está mau. Entendi o que se passava, embora o filme nunca explicasse os motivos daquilo estar a acontecer. O filme possui na segunda metade um clima de tensão bastante acentuado, aquela cena em que o marido tira aquela coisa asquerosa de dentro da esposa através da vagina, é uma cena muito aflitiva e causou-me impressão. Adorei a banda sonora, com melodias bastante sinistras. O argumento tem pouco espaço de manobra para grandes coisas e achei isso uma mais valia que manteve o mistério. Pode não ser um filme que agrade à maioria, mas a mim, cativou-me. Gostei bastante deste “Honeymoon”. Um último reparo, detetei um grande erro, como foi que Bea se livrou da corda que a amarrava à cama.

Metropolis

Nome do Filme : “Metropolis”
Titulo Português : “Metropolis”
Ano : 1927
Duração : 150 minutos
Género : Ficção Cientifica
Realização : Fritz Lang
Elenco : Alfred Abel (John Fredersen), Gustav Frohlich (Freder), Rudolf Klein Rogge (Rotwang), Theodor Loos (Josaphat), Brigitte Helm (Maria).

História : Numa cidade futurista, o filho do homem mais poderoso apaixona-se por uma jovem profeta da classe trabalhadora e decidem tentar acabar com a tirania dos poderosos. No entanto, alguém possui um excelente plano para destruir a cidade.

Comentário : Vi esta manhã este excelente filme pela primeira vez, adorei o filme e já o tenho na lista dos meus preferidos. O que mais gostei foi do argumento. Trata-se de um filme dos anos 1920 e, para essa época, está perfeito. A fita retrata algo que ainda hoje se verifica. Os poderosos dominam aqueles que têm poucas possibilidades. O filme aborda ainda questões como a corrupção, o egoísmo, o uso do poder para humilhar e subjugar os mais desfavorecidos, a revolta popular, o trabalho árduo e sem condições, o autoritarismo, o respeito entre pais e filhos, o respeito entre patrões e empregados, a ganância, o orgulho, o uso ou abuso da ciência para benefício próprio, a fome de dinheiro, a ignorância, mas a cima de tudo, retrata o amor. Todos estes temas e assuntos ainda existem e são sentidos na nossa sociedade actual. É uma espécie de filme visionário, como se as mentes daquela altura pudessem ver o futuro. A nível visual, o filme está perfeito, com efeitos especiais muito bons, cenários magnificos, se tivermos em conta que o filme foi feito em 1927. Só tenho um único defeito a apontar : o exagero de algumas expressões dos personagens. “Metropolis” é o primeiro grande filme de ficção cientifica da história da sétima arte. Adorei.

Wolf Creek

Nome do Filme : “Wolf Creek”
Titulo Português : “Wolf Creek”
Ano : 2005
Duração : 95 minutos
Género : Terror/Drama
Realização : Greg McLean
Elenco : John Jarratt (Mick Taylor), Kestie Morassi (Kristy Earl), Cassandra Magrath (Liz Hunter), Nathan Phillips (Ben Mitchell).

História : Três jovens fazem uma grande viagem de carro com destino certo. Pelo caminho, param no deserto australiano para verem o local onde no passado caiu um meteorito. Ao regressarem ao automóvel, reparam que este não funciona de nenhuma maneira. A meio da madrugada, surge um simpático homem que aceita ajudá-los a troco de nada. O rapaz e as duas amigas terão as piores horas das suas vidas.

Comentário : Lembro-me que na altura fui ao cinema ver este filme de terror independente. Tenho que dizer que foi um dos filmes de terror mais realistas que vi na vida e o mais curioso é ser baseado em factos verídicos. Toda a ação da fita decorre na Austrália, cenário perfeito para o tipo de história aqui relatada. As coisas que sucedem aos três jovens são bastante aflitivas e chocantes, principalmente aquilo que acontece com Liz. O próprio criminoso é bastante credível, completamente imponente naquilo que faz, afinal sairá sempre impune, devido ao local onde os crimes acontecem e à escassez de policia e de investigação.

No inicio do filme e até no final dão a entender que desaparecem imensas pessoas no deserto australiano e que 10% dessa gente nunca é reencontrada. Só de pensar até gera arrepios. Volto a dizer, o filme é muito realista, sendo as quatro interpretações principais fabulosas. Apenas encontrei um erro no filme, é o facto do criminoso estar escondido precisamente no primeiro carro em que Liz entra para fugir. O filme possui ainda uma poderosa fotografia e planos de camara fenomenais. As cenas finais de Kristy na estrada foram muito bem filmadas. Um dos melhores filmes de terror que vi na vida, seguramente a figurar num Top 10.

sábado, 20 de setembro de 2014

André Valente

Nome do Filme : “André Valente”
Titulo Português : “André Valente”
Ano : 2004
Duração : 72 minutos
Género : Drama
Realização : Catarina Ruivo
Produção : Paulo Branco
Elenco : Leonardo Viveiros (André Valente), Rita Durão (mãe), Pedro Lacerda (pai), Dmitry Bogomolov (Nicolai), Camila Bessa (Susana), Ricardo Aibeo (Vitor), Carla Chambel (caixa), Leonor Venturinu Piller (Carolina).

História : Um menino enfrenta sozinho o abandono do pai e a depressão da mãe. Acaba por encontrar aquilo que precisa num homem estrangeiro.

Comentário : Dentro do cinema português independente, este “André Valente” é um dos meus preferidos. Assim à partida, os únicos defeitos deste filme são a qualidade do som (péssima) e a curta duração da fita. Tudo o resto é muito bom. A principal interpretação, do pequeno Leonardo Viveiros que carrega o filme todinho às costas, é perfeita. Também gostei muito da interpretação do ator que desempenhou o russo amigo do menino. A pequena atriz Camila Bessa também esteve bem no papel da melhor amiga do protagonista. Rita Durão igualmente bastante competente. Depois temos atores conhecidos em curtas aparições como são o caso de Ricardo Aibeo no papel do amante da mãe do menino, Carla Chambel no papel de uma funcionária de um super mercado ou da pequena estrela Leonor Venturinu Piller no papel da nova amiga e vizinha do nosso protagonista. O filme possui ainda planos de camara muito bons e imagens muito bonitas. Pode não parecer, mas o filme é detentor de uma carga dramática muito forte e aborda questões bem complexas. O argumento é igualmente poderoso. Lamentavelmente, foi mais um filme vitima da escassa publicidade e ficou também a perder por ser direcionado a um tipo de público muito específico. A ver e rever várias vezes. 

The Last House On The Left

Nome do Filme : “The Last House On The Left”
Titulo Português : “A Última Casa À Esquerda”
Ano : 2009
Duração : 110 minutos
Género : Crime/Drama/Terror
Realização : Dennis Iliadis
Produção : Wes Craven
Elenco : Sara Paxton (Mari), Tony Goldwyn (John), Monica Potter (Emma), Martha MacIsaac (Paige), Garret Dillahunt (Krug), Aaron Paul (Francis), Spencer Treat Clark (Justin), Riki Lindhome (Sadie).

História : Um casal e a filha adolescente vão passar uns dias numa casa de campo. Devido a uma atitude irresponsável da amiga da filha do casal, os quatro irão viver a pior experiência das suas vidas.

Comentário : À uns anos vi este filme de terror no cinema e gostei bastante, voltei a vê-lo, a sensação é a mesma. É um filme que irrita bastante em algumas situações, nomeadamente na muito falada morosa cena da violação da miúda protagonista. Mas penso que o objetivo do realizador e dos produtores seja mesmo esse. Algumas interpretações são boas, outras nem por isso, para mim a melhor prestação foi a da jovem Sara Paxton. É um filme muito violento, mas também não é nada que um estômago fraco não possa ver, com excepção da cena que encerra a fita. Volto a dizer, gostei bastante deste filme, a fita peca apenas devido a alguns erros e também por causa de duas ou três interpretações fracas. Lembram-se do menino que entrou em “Gladiador”, ele cresceu e é o Justin deste filme, o jovem ator possui um olhar penetrante. O filme serve também para denunciar que a sociedade está cada vez mais violenta. Se gostam de filmes de terror psicológico e realista, então vão gostar deste “The Last House On The Left” (2009).

Odete

Nome do Filme : “Odete”
Titulo Português : “Odete”
Ano : 2005
Duração : 98 minutos
Género : Drama
Realização : João Pedro Rodrigues
Elenco : Ana Cristina Oliveira (Odete), Nuno Gil (Rui), João Carreira (Pedro), Teresa Madruga (Teresa), Carloto Cotta (Alberto), Maria João Falcão (Marisa).

História : Depois da morte de um vizinho, Odete fica obcecada com ele e embarca numa espécie de loucura que chega ao ponto de afirmar que está grávida, mais tarde mete na cabeça que quer ser ele.

Comentário : Trata-se de cinema de autor português, o realizador foca sempre a homossexualidade nos seus filmes, deve ser uma espécie de fetiche. Gostei deste filme, tal como havia gostado de “O Fantasma”. São histórias sobre pessoas, sobre os sentimentos humanos. A interpretação da protagonista está muito boa, Ana Cristina Oliveira está brutal. Nuno Gil também se destaca. Descobri alguns erros no filme, nada que estrague o todo. Tal como na maioria dos filmes portugueses, a qualidade do som é o principal problema da fita. O filme peca também por ter alguns exageros, apesar do realismo que o realizador pretender passar para fora da tela. Gostei daquele tema musical que acompanha às vezes a nossa protagonista e que também se ouve na passagem dos créditos finais. Este filme pertence àquele tipo de cinema que se enquadra numa categoria à parte daquilo que se filma no nosso país, mais afastado da componente comercial, é lamentável haver tão poucos deste género.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Lorna's Silence

Nome do Filme : “Le Silence De Lorna”
Titulo Português : “O Silêncio De Lorna”
Titulo Inglês : “Lorna's Silence”
Ano : 2008
Duração : 102 minutos
Género : Drama
Realização : Jean Pierre Dardenne/Luc Dardenne
Elenco : Arta Dobroshi (Lorna), Jeremie Renier (Claudy), Fabrizio Rongione (Fabio), Alban Ukaj (Sokol), Morgan Marinne (Spirou), Mireille Bailly (Monique).

História : Lorna é uma jovem albanesa a viver na Bélgica e que sonha com um futuro ao lado do namorado, Sokol. Para concretizar os seus sonhos, deixa-se envolver nos planos de Fabio, que lhe propõe um casamento falso com Claudy para que ela consiga a nacionalidade belga. Mas Fabio pretende mais que isso. Quer que Lorna se case a seguir com um mafioso russo disposto a pagar uma avultada quantia pela nacionalidade belga.

Comentário : Hoje vi pela primeira vez este filme e confesso ter gostado bastante. Foi realizado pelos grandes irmãos belgas Dardenne, que só nos facultam bons filmes. Ainda este ano teremos mais um. Gostei da realização dupla, gostei da fotografia, gostei da história e gostei das interpretações principais, com destaque máximo para a atriz Arta Dobroshi. Esta última entregou-se totalmente ao seu papel. Este foi outro filme que não teve a atenção merecida. É um filme que nos coloca a pensar sobre aquilo que ambicionamos realmente para a nossa vida, no momento certo, temos que tomar uma atitude. Não foi o caso da protagonista, sinceramente, não percebi que rumo ela levou, os manos deram ao seu filme um final muito estranho. Mas o filme, no geral, é muito bom.

In The Land Of Women

Nome do Filme : “In The Land Of Women”
Titulo Português : “No Mundo Das Mulheres”
Ano : 2007
Duração : 97 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Jonathan Kasdan
Elenco : Adam Brody (Carter Webb), Meg Ryan (Sarah Hardwicke), Kristen Stewart (Lucy Hardwicke), Makenzie Vega (Paige Hardwicke), Jobeth Williams (Agnes Webb), Olympia Dukakis (Phyllis), Elena Anaya (Sofia Bunuel), Ginnifer Goodwin (Janey).

História : Após terminar uma relação amorosa, um jovem decide passar umas semanas em casa de uma avó que ele raramente visita. No entanto, acaba por arranjar três boas amizades.

Comentário : Belíssimo filme romântico e dramático sobre um falhado e sobre uma doênça terminal que me agradou bastante. Meg Ryan e Adam Brody estão excelentes. Kristen Stewart prova mais uma vez que também sabe fazer cinema sério. Makenzie Vega cresceu e está pronta a rivalizar com os grandes na arte da representação. O filme é muito bom, claro que gostei bastante dele. Emocionou-me em algumas partes e irritou-me em uma ou duas cenas. O elenco principal de atrizes secundárias, todas elas excelentes, está de parabéns. Enfim, um grande filme que não teve a atenção merecida.

Abel

Nome do Filme : “Abel”
Titulo Português : “Abel”
Ano : 2010
Duração : 80 minutos
Género : Drama
Realização : Diego Luna
Elenco : Christopher Ruiz Esparza (Abel), Karina Gidi (Cecilia), Jose Maria Yazpik (Anselmo), Gerardo Ruiz Esparza (Paul), Geraldine Alejandra Galvan (Selene), Gabino Rodriguez (Clemente).

História : Após o pai abandonar o lar que sempre conheceu, um menino fica tão traumatizado que pensa ser ele o homem da casa. A restante familia alinha nesta trama, na esperança que o miúdo recupere a saúde.

Comentário : Delicioso filme que aborda a infância, neste caso vemos a história de um pequeno rapaz que fica profundamente abalado psicológicamente com o abandono do pai que o deixa a ele, à mãe e a mais dois irmãos. Brilhante realização do também brilhante ator Diego Luna é o mínimo que se pode dizer. O elenco infantil está de parabéns, estiveram tão bem quanto os adultos. O filme é bom, mas aquela cena da piscina que nos atira à cara um final feliz não cai nada bem.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

All The Boys Love Mandy Lane

Nome do Filme : “All The Boys Love Mandy Lane”
Titulo Português : “Sedução Mortal”
Ano : 2006
Duração : 87 minutos
Género : Thriller/Terror
Realização : Jonathan Levine
Elenco : Amber Heard (Mandy Lane), Melissa Price (Marlin), Whitney Able (Chloe), Anson Mount (Garth), Michael Welch (Emmet), Edwin Hodge (Bird), Aaron Himelstein (Red), Luke Grimes (Jake), Adam Powell (Dylan).

História : Por ser muito linda e sensual, Mandy Lane não é uma simples adolescente como as outras da sua escola. Grande parte dos rapazes estão dispostos a fazerem tudo por ela, bem como a fazer tudo o que ela quiser. Quando a jovem decide aceitar passar uns dias numa fazenda de um dos seus colegas, instala-se a confusão. Junto com ela, vão mais duas raparigas e três rapazes, estes últimos sentem-se uns sortudos por irem passar imenso tempo perto da miúda dos seus sonhos húmidos. No entanto, existe alguém muito perturbado que não parece estar disposto a mantê-los com vida.

Comentário : Dentro do género em que se insere, este filme é um dos meus preferidos. Devido a muitas coisas, mas principalmente por causa de um fantástico twist perto do final. Podemos também contar com um elevado nivel de violência, as cenas das mortes são brutais. Os rapazes parecem verdadeiros animais na disputa da fêmea, a linda Mandy Lane é o centro de todas as atenções. As interpretações são boas, mas o grande destaque vai todinho para a nossa protagonista, além de desempenhar bem o seu papel, a miúda transpira sensualidade por todos os poros, já para não falar da sua carinha angelical. Já tenho visto filmes actuais com ela e a sensação que me dá é que a miúda perdeu qualquer coisa nestes últimos anos.

Existe uma situação neste filme que me deixou a pensar, pelo menos a mim que sou homem e considero as raparigas como sendo a melhor coisa deste mundo. Numa das sequências, esta decorre no celeiro, a jovem Marlin aceita fazer sexo oral a um dos rapazes. Quando a rapariga termina o serviço, pede ao moço que lhe faça a ela também a mesma coisa. Ele nega. Se a rapariga em causa fosse feia ou se não tivesse grandes atrativos, até se podia compreender; mas neste caso, Marlin até tinha uma carinha laroca e tinha um corpo bastante sensual, cheínha, mas toda boa. Então porque é que o moço em causa recusa fazer sexo oral à miúda, eu no lugar dele nem pensava duas vezes, era logo naquela altura que eu dava à rapariga todo o prazer que ela merecia. Claro que alterava o argumento nesta parte e punha o rapaz a fazer sexo oral àquela coisa boa.

No inicio, o filme parece igual a tantos outros, uma rapariga bastante sensual que quase “dá cabo dos rapazes” que, por sua vez, estão dispostos a fazer tudo por ela. Mas a partir do momento em que chegam à fazenda, as coisas assumem um novo patamar e entra no thriller e no terror, dignos de qualquer filme do género. Como já disse, perto do final podemos contar com um fantástico twist envolvendo Mandy Lane e Emmet, fator que foi decisivo para eu gostar ainda mais do filme. O filme acaba em beleza ao som da excelente música “Sealed With A Kiss”, brilhantemente cantada por Bobby Vinton. 

sábado, 6 de setembro de 2014

In The Mood For Love

Nome do Filme : “Fa Yeung Nin Wa”
Titulo Português : “Disponível Para Amar”
Titulo Inglês : “In The Mood For Love”
Ano : 2000
Duração : 95 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Kar Wai Wong
Elenco : Maggie Cheung (Mrs. Chan), Tony Chiu Wai Leung (Mr. Chow).

História : Devido às ausências dos cônjuges, um casal entrega-se à paixão e criam uma forte ligação entre eles.

Comentário : Somente na noite passada vi este filme que confesso ter gostado bastante. Confesso que sempre gostei do cinema que este realizador pratica, ele faz um tipo de cinema que mais nenhum outro diretor é capaz de igualar. É bastante bom a filmar as cores e os sentimentos humanos, neste caso estamos a falar de cinema oriental. Trata-se de um filme romântico que tem também uma forte componente dramática. As interpretações são excelentes e o argumento é igualmente poderoso, confesso que fiquei viciado nesta história. Destaque não menos importante para a excelente banda sonora, aquela melodia que surge às vezes a acompanhar as cenas sem diálogos é linda, das melhores coisas que os meus ouvidos já testemunharam. O filme recebeu imensos prémios em inúmeros festivais e temos que dizer que foram muito bem atribuidos. Ouvi dizer algures que a história do casal deste filme tem continuação num outro filme que surgiu anos mais tarde, mas isso não sei.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Deliver Us From Evil

Nome do Filme : “Deliver Us From Evil”
Titulo Português : “Livrai-nos Do Mal”
Ano : 2014
Duração : 115 minutos
Género : Terror/Thriller
Realização : Scott Derrickson
Elenco : Eric Bana (Sarchie), Edgar Ramirez (Mendoza), Olivia Munn (Jen), Lulu Wilson (Christina), Olivia Horton (Jane), Chris Coy (Jimmy), Dorian Missick (Gordon), Sean Harris (Santino), Antoinette LaVecchia (Serafina), Jenna Gavigan (Lucinda).

História : Sarchie, um oficial de policia de Nova Iorque, em luta com os seus próprios problemas pessoais, começa a investigar uma série de crimes perturbantes e inexplicáveis. Ele alia-se a um padre pouco convencional, experiente nos rituais do exorcismo, para combater as terríveis e demoníacas possessões que aterrorizam a sua cidade.

Comentário : Mais um filme de terror que nos chega aos cinemas este ano, outro filme baseado em fatos verídicos. Achei o filme apenas razoável, a milhas da qualidade de obras anteriores do realizador como “The Exorcism Of Emily Rose” ou “Sinister”. Desta vez, resolveram misturar investigações policiais na salada e o resultado não foi muito bem aquele que esperavam, pelo menos é o que diz a critica americana. Eric Bana até nem vai mal no papel do protagonista, na minha opinião, quem está a destoar é Edgar Ramirez, cuja personagem é detentora de um estilo que em nada encaixa no perfil de quem está ali para combater o mal. Olivia Horton como Jane é soberba e Sean Harris veste na perfeição o papel assustador de serviço. Aqui o problema são os clichés, os erros do argumento, quase tudo já visto em outros filmes do género, existem ainda muitas coisas que ficaram sem resposta e nem queria chegar ao facto do filme assustar muito pouco, ou mesmo, quase nada. E no final, voltamos a contar com a tradicional cena do exorcismo. Volto a dizer, o filme é apenas razoável e não passa disso mesmo, perto deste, “Sinister” é um excelente filme. Um último desabafo, o fato de “Deliver Us From Evil” ser baseado num caso real, torna tudo ainda mais dificil de digerir.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Broken Wings

Nome do Filme : “Knafayim Shvurot”
Titulo Português : “Asas Partidas”
Titulo Inglês : “Broken Wings”
Ano : 2002
Duração : 85 minutos
Género : Drama
Realização : Nir Bergman
Elenco : Orly Silbersatz Banai (Dafna Ulman), Maya Maron (Maya Ulman), Eliana Magon (Bahr Ulman), Nitai Gvirtz (Yair Ulman), Daniel Magon (Ido Ulman), Dana Ivgy (Iris).

História : Depois da morte do homem da casa, a vida de Dafna Ulman e dos seus quatro filhos nunca mais foi a mesma.

Comentário : Trata-se de um filme do chamado cinema do mundo, neste caso, vem de Israel. Confesso que gostei bastante deste filme, acompanhamos o quotidiano de uma viúva e dos seus quatro complicados filhos, dois deles, na fase mais complicada do ser humano – a adolescência. As interpretações são muito boas, principalmente da atriz que desempenha a mãe de familia. A história é simples, mas recheada de detalhes poderosos. A realização é muito boa, no fundo estamos perante um drama familiar, em que cada membro da familia vive os seus próprios dramas. Durante o filme, conhecemos a personalidade de cada um dos quatro filhos, com destaque para os mais velhos. Mais ou menos a meio do filme, a situação fica ainda mais dramática, principalmente devido a uma brincadeira estúpida do filho mais novo. Lembro-me que fui ver este filme ao cinema. Gostei de algumas situações passadas no filme e de algumas ações de certos personagens. Se tiverem forma de verem este filme, aconselho o seu visionamento, é muito bom.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O Fantasma

Nome do Filme : “O Fantasma”
Titulo Inglês : “The Phantom”
Ano : 2000
Duração : 90 minutos
Género : Drama
Realização : João Pedro Rodrigues
Elenco : Ricardo Meneses (Sérgio), Beatriz Torcato (Fátima), André Barbosa (João), Eurico Vieira (Virgilio), Joaquim Oliveira (Mário), Florindo Lourenço (Matos).

História : O percurso de Sérgio, cantoneiro de profissão, que percorre os labirintos do lixo de Lisboa, limpando a cidade, em rotas que ninguém conhece, dos despojos que os outros deixaram.

Comentário : Penso que este foi o filme em que João Pedro Rodrigues se estreou como realizador. É um filme adulto e não é para todo o tipo de público. Na altura em que ele estreou, o cinema português passava-me completamente ao lado, mas agora as coisas mudaram. Confesso que nunca gostei tanto do nosso cinema como agora. Gostei deste filme, a entrega do ator Ricardo Meneses ao seu papel é brutal. Os temas principais do filme são a homossexualidade e o sexo em si. Também gostei da atriz Beatriz Torcato, bem como da sua personagem. Como é hábito no cinema português, a qualidade do som é fraca. Pelas imagens que vi, o filme deve ter sido quase todo filmado lá para os lados de Alvalade. Fiquei a saber coisas sobre o trabalho dos cantoneiros que nem sonhava. No entanto, não gostei dos últimos vinte minutos de filme. Apesar disso, João Pedro Rodrigues começou em beleza, bom filme este.