sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Jealousy

Nome do Filme : “La Jalousie”
Titulo Português : “Ciúme”
Titulo Inglês : “Jealousy”
Ano : 2013
Duração : 75 minutos
Género : Drama
Realização : Philippe Garrel
Elenco : Louis Garrel (Louis), Anna Mouglalis (Claudia), Rebecca Convenant (Clothilde), Olga Milshtein (Charlotte), Esther Garrel (Esther), Manon Kneuse (Lucie).

História : Louis vive com Claudia num estúdio modesto e pequeno. Foi por ela que abandonou a anterior companheira bem como a filha que teve com ela. Tanto Louis como Claudia são atores em dificuldade. Ele ainda vai conseguindo alguns papéis; ela, outrora uma estrela em ascensão, nunca mais recebeu ofertas. Louis, que acredita no trabalho dela, tenta constantemente encontrar-lhe trabalhos, mas em vão. Claudia receia que ele a deixe, tal como fez com a mãe da filha. Mas agora, é Louis quem tem medo de perder Claudia.

Comentário : Do realizador Philippe Garrel, confesso que apenas vi os seus dois melhores últimos filmes : “Regular Lovers” e “Frontier Of The Dawn”. E hoje, vi este “Jealousy” ou “La Jalousie”. Adorei este filme, “La Jalousie” é mais uma surpresa deste ano. Esta pérola do cinema francês é uma espécie de filme independente, brilhantemente filmado a preto e branco e com a ação a decorrer em pleno inverno. Louis Garrel é, na vida real, o filho do realizador e já é presença habitual nos filmes do cineasta. Mais uma vez, ele teve uma excelente interpretação, tal como a atriz Anna Mouglalis. Curioso o facto da filha do realizador também fazer parte do elenco. Philippe Garrel filmou quase todos os seus últimos filmes a preto e branco, possivelmente para dar um ar mais experimental ou mesmo clássico às suas obras.

Esta é a história de um homem e da sua relação com 3 mulheres : a antiga companheira, a filha de ambos e a nova namorada. Para ser sincero, gostei de todas as cenas do filme, mas aquelas que mais me agradaram foram as que envolveram os momentos passados entre pai e filha, ou seja, entre Louis e a pequena Charlotte. Sendo a melhor aquela parte em que os dois se encontram na paragem do autocarro e a filha está com frio. Destaque também para a relação existente entre a miúda e a companheira do pai. A narrativa não é muito certa, vai deambulando entre as várias fases das personagens principais. O filme funciona ainda como uma espécie de retrato do modo como a maioria das atuais relações amorosas funcionam e para isso contribuiu a riqueza do argumento. Uma relação amorosa nunca será um dado adquirido, hoje vivemos com uma pessoa, amanhã, poderemos estar com outra. Lamentável o filme apenas estar em duas salas de cinema em todo o país. “La Jalousie” quase que se pode enquadrar no chamado cinema experimental, é um filme de orçamento bastante reduzido e está filmado de forma não muito elaborada. Sem dúvidas, estamos perante um dos grandes filmes do ano, para mim, já o é. 

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