sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Earth To Echo

Nome do Filme : “Earth To Echo”
Titulo Português : “Terra Chama Echo”
Ano : 2014
Duração : 88 minutos
Género : Ficção-Cientifica/Aventura
Realização : Dave Green
Elenco : Teo Halm (Alex), Brian Bradley (Tuck), Reese Hartwig (Munch), Ella Wahlestedt (Emma).

História : Três amigos descobrem um ser vindo do espaço e decidem ajudá-lo a regressar ao seu planeta.

Comentário : Hoje fui ao cinema ver este filme e gostei, é um bom filme de ficção-cientifica. Como nunca gostei do filme “E.T.”, não foi dificil gostar mais deste. A história é parecida mas tem muitas diferenças. “Earth To Echo” é mais um filme pertencente ao género “found footage”, muito na moda hoje em dia. Confesso que gosto bastante desse género cinematográfico. Os personagens principais são quatro adolescentes, três rapazes e uma menina. A realização é boa, os efeitos especiais são bastante bons, nomeadamente os que dizem respeito à criatura vinda do espaço. Gostei também das interpretações dos quatro jovens. É uma pelicula que se segue muito bem durante quase hora e meia sem nunca darmos pelo tempo passar. Como pontos negativos, o filme tem alguns erros e falhas no argumento, muitas coisas ficaram por explicar e o cúmulo é aquela cena ridicula do camião desmontado. Tirando estas três componentes, estamos perante um filme bastante aceitável. Gostei. 

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

The Hitcher

Nome do Filme : “The Hitcher”
Titulo Português : “Boleia Mortal”
Ano : 2007
Duração : 80 minutos
Género : Thriller
Realização : Dave Meyers
Elenco : Sean Bean (John Ryder), Sophia Bush (Grace), Zachary Knighton (Jim), Neal McDonough (Esteridge).

História : Um jovem casal de namorados é vítima de alguém que conhecem na estrada, alguém que não tem nada a perder.

Comentário : À uns anos também fui ao cinema ver este filme e também gostei dele. Ontem tive oportunidade de o rever e voltei a gostar. Não é um grande filme, mas cumpre os mínimos propostos, ou seja, coloca-nos durante pouco mais de uma hora num verdadeiro clima de tensão e de nervos. O filme soma ainda pontos pelo facto de ter alguns twists, que funcionam como uma lufada de ar fresco ao longo dos 75 minutos de filme. Sean Bean está muito assustador, que grande vilão que ele representa neste filme. A bonita Sophia Bush, muito sensual com aquela saia de ganga, deu-nos uma autêntica heroína. A melhor cena do filme pertence a ela, quando, de caçadeira em punho, dá um tiro na cabeça do homem responsável pela morte do seu namorado. Claro que o filme tem alguns erros, mas no geral, quem gostar do género nunca irá sair desapontado.

Vacancy

Nome do Filme : “Vacancy”
Titulo Português : “O Motel”
Ano : 2007
Duração : 81 minutos
Género : Thriller
Realização : Nimrod Antal
Elenco : Kate Beckinsale (Amy), Luke Wilson (David), Frank Whaley (Mason).

História : Um casal é vítima de um grupo de criminosos quando se hospeda num motel.

Comentário : À uns anos fui ao cinema ver este filme e gostei dele. Ontem consegui revê-lo e voltei a gostar. Tem aquilo que se pede num filme do género : clima de tensão, nervosismo, alguns twists, uns sustos, perseguições, muita violência e sangue. Como thriller funciona bem e quase que se podia apelidar de filme de terror. Destaque para as cenas que decorrem debaixo do chão onde acontecem perseguições e outro apontamento positivo para o facto dos melhores momentos do filme acontecerem em espaços fechados. Claro que o filme tem erros, mas possui interpretações muito boas e um número de outros fatores positivos que ajudam a superar as coisas menos boas. E já para não falar que Kate Beckinsale está toda boa no filme. Aconselho este filme a todos os adeptos de um bom thriller.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Lovelace

Nome do Filme : “Lovelace”
Titulo Português : “Lovelace”
Ano : 2013
Duração : 90 minutos
Género : Biográfico/Drama
Realização : Rob Epstein/Jeffrey Friedman
Elenco : Amanda Seyfried (Linda Boreman/Linda Lovelace/Linda Marchiano), Peter Sarsgaard (Chuck), Sharon Stone (Dorothy Boreman), Robert Patrick (John Boreman), Juno Temple (Patsy), Bobby Cannavale (Butchie Peraino), Adam Brody (Harry Reems), James Franco (Hugh Hefner), Wes Bentley (Thomas), Chris Noth (Anthony Romano), Hank Azaria (Gerry Damiano).

História : Depois de escapar do ambiente rígido da sua família religiosa, Linda descobre a liberdade e a alta-sociedade quando se apaixona e casa com o carismático vigarista Chuck. Mais tarde, torna-se numa sensação internacional, sobretudo por encarnar a fantasia da fascinante “vizinha do lado” com impressionantes dotes para o sexo oral quando, nos anos 70, muito antes da internet e da explosão da indústria pornográfica, “Garganta Funda” torna-se um fenómeno : é o primeiro filme pornográfico com argumento a ser exibido nas salas de cinema.

Comentário : Hoje consegui ver este filme, que no fundo é uma biografia sobre uma das atrizes porno mais famosas de sempre. É um filme que dá que pensar. Vamos acreditar que as coisas foram mais ou menos como este filme mostra e sendo assim, Linda era mesmo muito ingénua. Na verdade, até custa a crer que as coisas tenham acontecido daquela forma. Mas também, os tempos eram outros. Confesso que nunca vi o filme “Garganta Funda” e não tenho nenhum interesse em vê-lo. Amanda Seyfried é uma excelente atriz e neste filme voltou a brilhar, tendo a melhor interpretação do filme. A seu lado, Peter Sarsgaard esteve muito bem no papel de chulo, chegou a revoltar em algumas partes. O elenco de secundários está repleto de estrelas, onde os grandes destaques vão para Juno Temple e Robert Patrick. No geral, gostei bastante deste filme, embora mudasse algumas coisas nele. Volto a dizer, custa-me a acreditar que algumas das coisas que o filme mostra, se tivessem passado na realidade. O filme peca por ser muito púdico, ou seja, no que diz respeito aos aspetos pornográficos e respetivas cenas, nada mostra.

sábado, 16 de agosto de 2014

The Passion Of Joan Of Arc

Nome do Filme : “La Passion De Jeanne D'Arc”
Titulo Português : “A Paixão de Joana D'Arc”
Titulo Inglês : “The Passion Of Joan Of Arc”
Ano : 1928
Duração : 82 minutos
Género : Drama/Histórico
Realização : Carl Theodor Dreyer
Elenco : Maria Falconetti (Jeanne D'Arc), Eugene Silvain (Pierre Cauchon), Andre Berley (Jean D'Estivet), Maurice Schutz (Nicolas Loyseleur), Michel Simon (Jean Lemaitre), Antonin Artaud (Jean Massieu), Louis Ravet (Jean Beaupere).

História : Uma crónica do julgamento de Joana D'Arc, acusada de heresia, e os esforços dos seus juristas eclesiásticos para forçar a mulher a assumir a sua suposta culpa.

Comentário : Na noite passada vi igualmente este filme, também é uma das fitas mais antigas que existem e é bem melhor do que aquela versão moderna do tarefeiro Luc Besson. Muitos criticos defendem que a atriz Maria Falconetti possui neste filme a melhor interpretação de sempre num filme, confesso que talvez não cheguemos a tanto, mas seguramente que deve figurar na lista das 10 melhores interpretações de sempre. Destaque máximo para alguns planos de camara, um pouco avançados para aquela época e também para o facto das personagens parecerem pessoas normais, sem floreados. Adorei o filme e chega a impressionar em alguns momentos, depois de o ver, entendi porque motivo foi censurado. A versão original do realizador tinha cerca de 110 minutos. Estamos perante um dos melhores filmes de sempre.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Slumdog Millionaire

Nome do Filme : “Slumdog Millionaire”
Titulo Português : “Quem Quer Ser Bilionário”
Ano : 2008
Duração : 120 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Danny Boyle/Loveleen Tandan
Elenco : Dev Patel (Jamal), Freida Pinto (Latika), Madhur Mittal (Salim), Ayush Mahesh Khedekar/Tanay Chleda (young Jamal), Rubina Ali/Tanvi Ganesh Lonkar (young Latika), Azharuddin Mohammed Ismail/Ashutosh Lobo Gajiwala (young Salim), Anil Kapoor (Prem), Arfi Lamba (Bardi), Irrfan Khan (Inspector), Mahesh Manjrekar (Javed), Ankur Vikal (Maman), Saurabh Shukla (Srinivas).

História : Jamal, um órfão de 18 anos dos subúrbios de Mumbai, está apenas a uma pergunta de ganhar os espantosos vinte milhões de rupias da versão indiana do concurso “Quem Quer Ser Milionário”. Apanhado numa suspeita de fraude, ele confessa à policia a incrível história da sua vida nas ruas e a da rapariga que sempre amou, mas que perdeu. O que ninguém compreende é o que está a fazer um rapaz sem interesse em dinheiro num concurso televisivo e, o mais intrigante, como é que ele sabe todas as respostas.

Comentário : Este foi um dos melhores filmes que vi até hoje e, na noite passada, voltei a vê-lo. Ainda hoje não esqueci a magnífica sensação com que fiquei quando saí da sala de cinema naquela altura em que o filme esteve em exibição, senti uma estranha nostalgia que me assaltou a mente e mexeu muito comigo. Curiosamente, a pessoa que foi comigo ver o filme, também sentiu algo semelhante. Ambos tinhamos adorado o filme. Além disso, o filme deu a conhecer Freida Pinto, a coisa mais linda que o cinema nos deu nesse ano. Gostei de quase tudo no filme, menos daquela musica e dança ridiculas no final da fita, que quebrou todo o clima de drama e romantismo que tinha ficado na última cena antes dos créditos. O realizador Danny Boyle fez assim o seu melhor filme e mostrou um pouco da Índia, fiquei chocado com algumas coisas, por exemplo, não sabia que exploravam as crianças ao ponto de cegar aquelas e aqueles que cantavam melhor com a finalidade de sensibilizar mais os turistas e assim, obter mais dinheiro nas esmolas.

O filme tem boas interpretações, uma poderosa banda sonora (o tema nostálgico de Latika foi uma das melhores melodias que ouvimos nesse ano), está muito bem filmado, o argumento é espetacular, tem uma boa fotografia, o casal protagonista é encantador, além de ter uma excelente história que fala de amor, amizade, maldade, crime, da dor da perda, mas a cima de tudo, é uma das melhores histórias de amor alguma vez contadas em filme. Temos também excelentes cenas, e são imensas, apenas para focar duas, quando o pequeno Salim larga de propósito a mão de Latika no comboio, na realidade, ele sempre foi mau para Jamal, sempre tramou a vida ao irmão. E o que dizer daquele momento em que os irmãos, já em adultos, estão num prédio em construção e Salim comenta com Jamal que não dá para acreditar que lá em baixo, naqueles terrenos onde ficava o bairro onde eles nasceram e passaram parte da infância (e onde viram a mãe ser assassinada), existem apenas empresas, confesso que até eu senti o saudosismo da situação, como que por segundos, sentisse que também eu tinha morado ali e que nada daquilo voltará, uma terrível e dolorosa sensação de perda, de falta, até me custa a explicar o que senti. Um dos melhores 10 filmes de 2008. 

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Cadences Obstinees

Nome do Filme : “Cadences Obstinees”
Titulo Português : “Cadências Obstinadas”
Titulo Inglês : “Obsessive Rhythms”
Ano : 2014
Duração : 97 minutos
Género : Drama
Realização : Fanny Ardant
Produção : Paulo Branco
Elenco : Asia Argento (Margo), Franco Nero (Carmine), Nuno Lopes (Furio), Tudor Istodor (Gabriel), Gerard Depardieu (Villedieu), Ricardo Pereira (Mattia), Johan Leysen (Wladimir).

História : Na noite da passagem do ano, um pequeno grupo embrenha-se na sala de um velho hotel em ruínas. O mais velho do grupo lança um desafio a um dos homens : tem quatro meses para restaurar o hotel e inaugurá-lo com grande pompa. Consciente das dificuldades mas desejoso de se mostrar à altura, este aceita encorajado pela sua companheira, que acredita que esta missão permitirá ao casal reencontrar o ímpeto perdido.

Comentário : Segunda longa metragem da realizadora que é também uma produção que resultou de uma parceria entre Portugal e a França, sendo totalmente produzida por Paulo Branco. Lembro-me que o filme estreou este ano no Cinema Monumental, mas foi arrasado pela crítica. Pessoalmente, gostei do filme, embora prefira a primeira obra da realizadora. O nosso Nuno Lopes esteve muito bem no seu papel, embora eu não tenha gostado do seu personagem. Gostei de ver Gerard Depardieu e Franco Nero, ainda que em pequenos papéis. Mas o maior destaque vai para Asia Argento, que grande interpretação, ela é uma verdadeira senhora. A fotografia não é das melhores e a história, apesar de original, tem pouco para oferecer. Tal como aconteceu em “Cinzas e Sangue”, neste filme temos partes que parece teatro, talvez não seja culpa total da realizadora, mas sim do produtor. Gostei bastante do final do filme. Ficarei a aguardar pela terceira obra de Fanny Ardant.

Sei Lá

Nome do Filme : “Sei Lá”
Ano : 2014
Duração : 109 minutos
Género : Drama/Romance/Comédia
Realização : Joaquim Leitão
Elenco : Leonor Seixas (Madalena), Ana Rita Clara (Luísa), Gabriela Barros (Catarina), Patrícia Bull (Mariana), António Pedro Cerdeira (Francisco), David Mora (Ricardo), Pedro Granger (Gonçalo), Rui Unas (Paulo), Rita Pereira (Odete).

História : Madalena e as suas três melhores amigas jantam e falam do seu prato favorito : homens. Madalena ainda não recuperou do fato do ex-namorado, Ricardo, a ter deixado. Luísa é uma devoradora de homens e usa-os como muitos usam as mulheres. Ao contrário de Luísa, Mariana diz que já desistiu de pensar em homens e Catarina, a casada e mãe de filhos do grupo, tem de lidar com um marido adúltero. Contudo, o centro das atenções é Madalena, prestes a completar 30 anos de idade, encontra-se numa encruzilhada da sua vida. Ela conhece um novo homem e deixa-se envolver, mas as coisas pioram quando Ricardo regressa a Lisboa.

Comentário : Hoje vi este filme e, para meu espanto, gostei do que vi. O filme é muito diferente daquilo que estamos acostumados a ver no cinema nacional. Assim, neste caso, temos poucas asneiras, poucas cenas de sexo, não tem piadinhas ridiculas, o sexo nunca é explícito, as mulheres raramente são mal tratadas, os homens estão em desvantagem, enfim, quase tudo é o oposto daquilo que habitualmente vemos no cinema tuga destinado às grandes massas. Lembram-se daquela linda menina chamada Leonor Seixas que fez de adolescente vitima de violação em “A Passagem da Noite”, pois bem, a menina cresceu e virou uma linda mulher e volta a ser protagonista num filme. Claro que ela voltou a ter uma excelente interpretação, a sua personagem é a melhor do filme, numa fita em que as mulheres têm a última palavra, ou seja, elas são as maiores. O filme comete um erro habitual nos filmes portugueses, ter um par de palhaços de serviço, neste caso esses papéis couberam a Rita Pereira e a Rui Unas. O quarteto das senhoras esteve muito bem, seja como atrizes, seja como personagens. O filme fala do amor e da forma como algumas mulheres o vivem. O final é uma pérola, nomeadamente naquilo que diz respeito à brutal forma que Francisco arranja para provar o amor que sente por Madalena. Como homem que sou, adorei este filme e sim, elas (as mulheres) são mesmo o melhor do mundo.

domingo, 10 de agosto de 2014

The Quiet Ones

Nome do Filme : “The Quiet Ones”
Titulo Português : “The Quiet Ones – Experiência Sobrenatural”
Ano : 2014
Duração : 96 minutos
Género : Terror
Realização : John Pogue
Elenco : Olivia Cooke (Jane Harper), Jared Harris (Joseph Coupland), Sam Claflin (Brian McNeil), Erin Richards (Krissi Dalton), Rory Fleck Byrne (Harry Abrams), Laurie Calvert (Phillip).

História : Um professor pouco convencional, juntamente com um grupo de estudantes universitários, decide fazer uma experiência com uma adolescente que esconde segredos inexplicáveis. Mas as coisas fogem ao seu controle.

Comentário : Apesar das expetativas terem sido bastante altas em relação a este filme de terror, tenho que confessar que fiquei um bocado desapontado com ele. O filme tem pouco terror, poucas cenas assustadoras, tem também alguns erros e possui um péssimo final. O grande destaque vai para a excelente interpretação da jovem Olivia Cooke que faz com que sintamos lamento pela sua Jane Harper. Penso que o realizador e até os produtores podiam ter levado a coisa a outros níveis, tal como outros filmes de terror recentes fizeram, por exemplo, “The Conjuring” ou “Insidious”. Até explicaram muitas coisas, mas erraram em outros aspetos. Volto a dizer, o final é ridiculo, mesmo muito mau. Mas a ideia foi boa e é isso que conta. Sinceramente, gostei deste filme, mas esperava muito mais.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

The Loneliest Planet

Nome do Filme : “The Loneliest Planet”
Titulo Português : “Um Planeta Solitário”
Ano : 2011
Duração : 110 minutos
Género : Aventura
Realização : Julia Loktev
Elenco : Hani Furstenberg (Nica), Gael Garcia Bernal (Alex), Bidzina Gujabidze (Dato).

História : Um casal atravessa a cordilheira do Cáucaso de mochila às costas.

Comentário : Hoje vi este filme e percebi qual o motivo de tantas criticas negativas em torno dele. De facto, o filme não é para qualquer um, é uma fita em que os únicos três atores falam pouco, além de ser uma obra que segue a um ritmo lento, na medida em quase nada acontece. O que vemos no filme é o caminhar constante do trio de protagonistas e algumas coisas que vão fazendo. Sinceramente, não aconselho este filme à maioria do público, é muito alternativo. Pessoalmente, gostei bastante do filme, vi bastante coisa nele. Esta é a história de um casal que decide fazer uma pausa na sua vida para se aventurar numa jornada pela montanha e pelo campo. O filme foca principalmente a relação homem-natureza. É tudo tão genuíno que dá a sensação que a realizadora acompanhou os três naquela jornada, e que tudo o que vemos foi um resumo de uma viagem real. O que quero dizer, é que não tive a sensação de estar a ver uma obra ficionada, mas sim, um documentário. Nota negativa para o som, a esse nível está muito mau. Tirando isso, é um filme muito bom.

domingo, 3 de agosto de 2014

Tystnaden

Nome do Filme : “Tystnaden”
Titulo Português : “O Silêncio”
Titulo Inglês : “The Silence”
Ano : 1963
Duração : 96 minutos
Género : Drama
Realização : Ingmar Bergman
Elenco : Ingrid Thulin (Ester), Gunnel Lindblom (Anna), Jorgen Lindstrom (Johan).

História : A vivência e o confronto entre duas irmãs muito diferentes e a relação destas com um menino que com elas viaja.

Comentário : Este belíssimo filme faz parte de uma trilogia a que o realizador chamou de trilogia do silêncio, sendo este o terceiro. Como já disse, o filme é muito bom, com a qualidade cinematográfica a que o cineasta nos habituou. O tema principal da maioria dos filmes de Ingmar Bergman foca-se nas relações entre seres humanos, sejam relações amorosas ou relações familiares. Apesar de ter um ritmo bastante lento, a história segue-se com agrado e a narrativa corre sobre rodas. As interpretações das duas atrizes que desempenham os papéis das irmãs são muito boas. O miúdo também fez um bom trabalho. O filme tem imenso significado e reconheço que haja imensa gente que não percebeu a mensagem ou que viu pouca coisa no filme. Essencialmente, eu vi neste filme uma relação muito complicada entre duas irmãs cujo passado está constantemente presente nas vidas das duas. Veja-se como elas são a nível de beleza, uma é bonita e atraente enquanto a outra é vulgar e sem qualquer atrativo aparente. Confesso que vi poucos filmes de Ingmar Bergman, mas os que vi, gostei de todos. Isto é cinema.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Jealousy

Nome do Filme : “La Jalousie”
Titulo Português : “Ciúme”
Titulo Inglês : “Jealousy”
Ano : 2013
Duração : 75 minutos
Género : Drama
Realização : Philippe Garrel
Elenco : Louis Garrel (Louis), Anna Mouglalis (Claudia), Rebecca Convenant (Clothilde), Olga Milshtein (Charlotte), Esther Garrel (Esther), Manon Kneuse (Lucie).

História : Louis vive com Claudia num estúdio modesto e pequeno. Foi por ela que abandonou a anterior companheira bem como a filha que teve com ela. Tanto Louis como Claudia são atores em dificuldade. Ele ainda vai conseguindo alguns papéis; ela, outrora uma estrela em ascensão, nunca mais recebeu ofertas. Louis, que acredita no trabalho dela, tenta constantemente encontrar-lhe trabalhos, mas em vão. Claudia receia que ele a deixe, tal como fez com a mãe da filha. Mas agora, é Louis quem tem medo de perder Claudia.

Comentário : Do realizador Philippe Garrel, confesso que apenas vi os seus dois melhores últimos filmes : “Regular Lovers” e “Frontier Of The Dawn”. E hoje, vi este “Jealousy” ou “La Jalousie”. Adorei este filme, “La Jalousie” é mais uma surpresa deste ano. Esta pérola do cinema francês é uma espécie de filme independente, brilhantemente filmado a preto e branco e com a ação a decorrer em pleno inverno. Louis Garrel é, na vida real, o filho do realizador e já é presença habitual nos filmes do cineasta. Mais uma vez, ele teve uma excelente interpretação, tal como a atriz Anna Mouglalis. Curioso o facto da filha do realizador também fazer parte do elenco. Philippe Garrel filmou quase todos os seus últimos filmes a preto e branco, possivelmente para dar um ar mais experimental ou mesmo clássico às suas obras.

Esta é a história de um homem e da sua relação com 3 mulheres : a antiga companheira, a filha de ambos e a nova namorada. Para ser sincero, gostei de todas as cenas do filme, mas aquelas que mais me agradaram foram as que envolveram os momentos passados entre pai e filha, ou seja, entre Louis e a pequena Charlotte. Sendo a melhor aquela parte em que os dois se encontram na paragem do autocarro e a filha está com frio. Destaque também para a relação existente entre a miúda e a companheira do pai. A narrativa não é muito certa, vai deambulando entre as várias fases das personagens principais. O filme funciona ainda como uma espécie de retrato do modo como a maioria das atuais relações amorosas funcionam e para isso contribuiu a riqueza do argumento. Uma relação amorosa nunca será um dado adquirido, hoje vivemos com uma pessoa, amanhã, poderemos estar com outra. Lamentável o filme apenas estar em duas salas de cinema em todo o país. “La Jalousie” quase que se pode enquadrar no chamado cinema experimental, é um filme de orçamento bastante reduzido e está filmado de forma não muito elaborada. Sem dúvidas, estamos perante um dos grandes filmes do ano, para mim, já o é. 

Children Of Men

Nome do Filme : “Children Of Men”
Titulo Português : “Os Filhos Do Homem”
Ano : 2006
Duração : 105 minutos
Género : Ficção-Cientifica/Drama/Thriller
Realização : Alfonso Cuaron
Elenco : Clive Owen (Theo), Michael Caine (Jasper), Julianne Moore (Julian), Chiwetel Ejiofor (Luke), Danny Huston (Nigel), Charlie Hunnam (Patric), Maria McErlane (Shirley), Phaldut Sharma (Ian), Philippa Urquhart (Janice), Tehmina Sunny (Zara), Clare Hope Ashitey (Kee), Pam Ferris (Miriam), Oana Pellea (Marichka), Faruk Pruti (Sirdjan), Peter Mullan (Syd), Ed Westwick (Alex), Michael Klesic (Rado).

História : Em 2027, num mundo caótico em que as mulheres se tornaram todas inférteis, um ativista concorda em ajudar a transportar uma jovem milagrosamente grávida até um local onde ela ficará a salvo.

Comentário : Sinceramente, este é daqueles filmes que não se esquece facilmente. Como já havia dito, “Children Of Men” é o meu filme preferido de Clive Owen, a sua interpretação neste filme é espetacular. Aquilo que mais me marcou no filme foi o realismo com que o realizador Alfonso Cuaron filmou tudo. É tudo muito realista, fiquei impressionado com a cena do parto, deu para ver que foi verdadeiro, foi um parto real. Destaque também para a banda sonora, a musica contribuiu e muito para que tudo tivesse o devido efeito. Uma curiosidade, o protagonista nunca pega numa arma de fogo ao longo do filme todo.

Também gostei das prestações do elenco de secundários. Por ser uma fita que decorre num ambiente futurista, as coisas podiam não ter resultado da melhor maneira, mas o realizador teceu um argumento bastante forte e as falhas são poucas. Lembro-me que fui ao cinema ver este filme, voltei a vê-lo recentemente e voltei a adorar. Penso que é daqueles filmes que estão extremamente bem feitos. Aliás, quase tudo aquilo que vemos no filme, pode bem ser aquilo que acontecerá num futuro próximo, não é assim tão descabido. Para além da já falada cena real do parto, as cenas que decorrem durante a guerra são impressionantes. Enfim, um dos melhores filmes de 2006.