segunda-feira, 21 de julho de 2014

Never Let Me Go

Nome do Filme : “Never Let Me Go”
Titulo Português : “Nunca Me Deixes”
Ano : 2010
Duração : 103 minutos
Género : Drama/Romance/Ficção-Cientifica
Realização : Mark Romanek
Elenco : Carey Mulligan (Kathy), Keira Knightley (Ruth), Andrew Garfield (Tommy), Charlotte Rampling (Emily), Sally Hawkins (Lucy), Nathalie Richard (Madame), Domhnall Gleeson (Rodney), Kate Bowes Renna (Geraldine), Hannah Sharp (Amanda), Christina Carrafiell (Laura), Andrea Riseborough (Chrissie), Lydia Wilson (Hannah), Isobel Meikle Small (young Kathy), Ella Purnell (young Ruth), Charlie Rowe (young Tommy).

História : Kathy, Ruth e Tommy são crianças sem familia que habitam uma espécie de orfanato-colégio, repleto de outras crianças nas mesmas situações, todos esperam a idade adulta, para darem a sua utilidade, para servirem para aquilo que foram concebidos.

Comentário : Este filme marcou-me imenso na primeira vez que o vi e já faz parte de uma futura lista dos filmes que mais gostei de ver. Após ver este filme alternativo fiquei a pensar na vida durante alguns dias. Confesso que havia decidido ver o filme apenas devido à presença de uma das minhas atrizes preferidas como protagonista, falo da linda e fôfa Carey Mulligan. Mas, após ver o filme, encontrei uma mão cheia de motivos para o eleger como sendo um dos filmes da minha vida cinéfila. Um excelente argumento (tirado de um livro de grande sucesso), uma fotografia nítida e perfeita, interpretações de alto nivel, bonitas paisagens, muita polémica à mistura, é uma obra que coloca imensas questões e apenas responde às mais simples, além de que é um drama bastante intenso. Confesso que nunca simpatizei com a atriz Keira Knightley e não foi com este papel que fiquei a gostar dela. Quanto a Andrew Garfield, gostei de o ver pela primeira vez num papel dramático e sério. 

Achei bastante curioso a pequena atriz que arranjaram para desempenhar a personagem de Kathy na sua infância, é que, a miúda tem muitas semelhanças com Carey Mulligan. Aquilo que se passa no filme é o seguinte : em várias instituições que funcionam como uma espécie de orfanatos-colégios são criadas crianças até atingirem as respetivas fases adultas. Na realidade, todas aquelas crianças são clones sem quaisquer tipo de direitos cuja única finalidade é a de doarem os seus órgãos aos humanos seus originais, quando estes ficam doentes e necessitam. Sim, é algo muito polémico, desafia mesmo a ética das coisas e põe em causa os direitos humanos. Confesso que não deve faltar muitas décadas para que esta realidade seja a nossa. O filme é, por vezes, pautado por planos longos e arrastados das paisagens, com destaque máximo para os planos finais quando Kathy está nos campos a observá-los. A banda sonora é constituida por melodias fantásticas, sendo uma que é linda, sendo repetida ao longo do filme. Destaco aquela sequência perto do final em que Emily conta a verdade para Kathy e Tommy, aquilo funcionou como uma verdadeira facada no estômago e a sangue frio. Excelente filme. 

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