quarta-feira, 16 de julho de 2014

Ida

Nome do Filme : “Ida”
Titulo Português : “Ida”
Ano : 2013
Duração : 81 minutos
Género : Drama
Realização : Pawel Pawlikowski
Elenco : Agata Trzebuchowska (Anna/Ida), Agata Kulesza (Wanda), Halina Skoczynska (Mother Superior), Joanna Kulig (singer), Dorota Kuduk (Kaska), Natalia Lagiewczyk (Bronia), Afrodyta Weselak (Marysia), Dawid Ogrodnik (Lis).

História : Polónia, 1962. Com somente 18 aninhos, Anna está decidida a fazer-se freira no convento onde foi acolhida na infância, após a morte dos pais. Antes que tudo se torne definitivo, e apesar de reconhecer a sua inegável fé e dedicação, a madre superiora aconselha-a a sair do convento e procurar Wanda, irmã da sua falecida mãe, que é também a única sobrevivente da família. Quando a conhece, a miúda fica a saber que o seu verdadeiro nome é Ida e que os seus progenitores foram vítimas do extermínio nazi. Determinadas a enfrentar o passado e perceber o que se passou, as duas mulheres partem juntas em direcção à aldeia onde nasceram. Nesse lugar, a jovem Anna (Ida) terá que escolher entre a sua origem judia e a religião cristã que a salvou da morte. Por seu turno, Wanda terá que tentar sarar as feridas provocadas por difíceis decisões que teve de tomar em relação a uma causa superior à sua própria familia.

Comentário : Depois de bons filmes como “Last Resort” e “My Summer Of Love”, o realizador Pawel Pawlikowski aparece com um filme detentor de uma qualidade bastante superior à existente nas suas anteriores obras. Lamentável é o facto do filme em questão (Ida) estar em exibição no nosso país em apenas uma única sala (UCI no El Corte Ingles em Lisboa). Para quem tiver possibilidade de se deslocar às ditas salas de cinemas (as melhores do nosso país), garanto que não vão lamentar o tempo e dinheiro dispensados. “Ida” é a melhor estreia cinematográfica desta semana. Na verdade, quem assistir a esta fita, tem uma boa experiência cinematográfica. Uma excelente e nítida fotografia a preto e branco, um argumento poderoso e sem falhas, um ritmo lento mas nunca aborrecido, uma realização impecável, imagens e planos de camara deslumbrantes e, finalmente, duas excelentes interpretações a cargo de Agata Kulesza e de Agata Trzebuchowska. Esta última é uma linda mulher. A jovem é linda como mulher, é linda como atriz, é linda como freira, é linda como miúda, enfim, a natureza foi mesmo muito generosa para com Agata Trzebuchowska, em alguns planos, parece mesmo uma santinha. O filme soma pontos também por abordar temas bastante delicados, como o extermínio dos judeus levado a cabo pelos nazis. Sinceramente, amei este pequeno filme polaco, enfim, mais um excelente filme que vi este ano.

Abraços Cinéfilos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário