sábado, 19 de julho de 2014

Blue Valentine

Nome do Filme : “Blue Valentine”
Titulo Português : “Blue Valentine – Só Tu E Eu”
Ano : 2010
Duração : 110 minutos
Género : Romance/Drama
Realização : Derek Cianfrance
Elenco : Ryan Gosling (Dean), Michelle Williams (Cindy), Faith Wladyka (Frankie).

História : Um rapaz e uma rapariga conhecem-se, passeiam juntos, apaixonam-se, amam-se, vivem juntos, casam-se, partilham uma vida juntos, têm uma filha, enfrentam as primeiras dificuldades, discutem bastante diariamente e, por fim, separam-se e cada um segue a sua vida.

Comentário : Trata-se do melhor filme independente que vi em 2010. Este poderoso filme é a prova que o cinema independente mete o cinema comercial a um canto. Adorei este filme por tudo o que ele me deu e me fez sentir. Se fizesse uma lista com os meus 100 filmes preferidos, este estava lá de certeza. O filme fala das relações humanas, neste caso entre maridos e mulheres, focando o quotidiano de um casal em particular. E o realizador fez esse trabalho na perfeição. Durante pouco mais de hora e meia somos levados numa espécie de visita guiada à vida de um jovem casal desde o momento em que se conhecem num hospital até ao momento da separação e despedida finais. E todo este percurso é feito sem dó nem piedade, sem grandes floriados. Diria mesmo que é quase um martírio a partir de dado momento.

O filme tem uma narrativa não muito certa, deambula entre presente e passado, sempre filmado magistralmente de duas maneiras, ou com planos de camara normal ou com planos com camara portátil estilo camara à mão. Além disso, outro factor que me fez amar este filme é por ter como protagonistas dois dos meus atores de eleição. Ryan Gosling tem em “Blue Valentine” a melhor interpretação da sua carreira, lamentável é ter-se virado para o cinema comercial, afinal, no campo do cinema independente e alternativo ele é rei e senhor. Michelle Williams tem também neste filme a melhor prestação da sua longa carreira, está brutal no papel da bonita Cindy. A química entre o casal funcionou na perfeição seja como atores, seja enquanto personagens.

Estamos perante um filme que mostra como são a maioria das relações na actualidade no mundo ocidental. É cada vez mais comum vermos familias disfuncionais e mães solteiras, em que numa mesma habitação existe uma mulher com filhos, um de cada relação. As relações amorosas já não duram tanto tempo como antigamente, os casamentos vêm com prazo curto de validade. E quem paga a fatura são as crianças. O filme está cheio de cenas belíssimas, não consigo encontrar uma cena que tenha gostado menos, a excelente fotografia também ajudou nesse sentido. Ficam na memória as cenas da discussão no hospital, a cena em que Dean faz sexo oral a Cindy, algumas cenas entre o casal e a filha pequena, mas a cereja no topo do bolo é a última sequência do filme, ainda que dividida em partes, é dificil de se ver, é do mais realista possivel e até dói aquela cena da despedida final entre pai e filha, tão emotiva e ao mesmo tempo tão seca. A vida é muito cruel e injusta, tal como o amor. 

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