segunda-feira, 21 de julho de 2014

Blue Car

Nome do Filme : “Blue Car”
Titulo Português : “Blue Car”
Ano : 2002
Duração : 86 minutos
Género : Drama
Realização : Karen Moncrieff
Elenco : David Strathairn (Professor Auster), Agnes Bruckner (Megan), Regan Arnold (Lilly), Margaret Colin (Diane), Frances Fisher (Delia), Sarah Buehler (Georgia).

História : Uma linda adolescente vive com uma mãe muito ocupada com a vida laboral e com uma irmã mais nova que sofre de graves problemas psicológicos, devido à ausência constante da progenitora e à falta do pai. Um dia, o seu professor incentiva a jovem a participar num importante concurso de poesia, e a miúda arranja inspiração para o seu poema precisamente no pai e no dia em que este as abandonou, partindo no seu muito adorado carro azul.

Comentário : Em setembro de 2002, fui ao cinema ver este filme independente e, lembro-me que na altura adorei o filme. Recentemente, voltei a ver o filme e voltei a adorar. Agnes Bruckner tem neste filme a melhor interpretação da sua carreira. Além de ser boa atriz, ela é igualmente uma linda mulher. “Blue Car” é um drama intenso, daqueles que aborda temas muito fortes, neste caso, a fita fala de familias disfuncionais, mães solteiras, pais que perdem filhos, relações amorosas entre adultos e adolescentes, fala de suicidio infantil, da depressão juvenil, refere também o roubo juvenil e as carências dos filhos devido às ausências de pai e mãe. Penso também que estes assuntos foram bem tratados neste filme porque foi realizado por uma mulher, uma mão feminina a comandar um elenco quase todo feminino.

David Strathairn esteve muito bem no seu papel, lamentável foi não ter dado conta do recado quando chegou aos finalmentes com a princesa carente. O filme aborda também o fantástico mundo da poesia, da imaginação e a vontade de sermos alguém. A cena em que Megan recita o poema alternativo que escreveu num guardanapo de café é a melhor sequência do filme. A fita serve também para mostrar o quanto a falta de um dos progenitores na educação dos filhos afecta a vida dos mesmos, nomeadamente a nivel psicológico, neste caso, mais notável na pequena Lilly. O filme está recheado de cenas muito bonitas, por exemplo, a sequência na praia com Megan e a familia do professor ou ainda a cena em que a miúda e o seu “mentor” passeiam de mãos dadas pelo areal. Outro apontamento, não vejo nada de mal na relação amorosa que poderia ter existido entre a jovem e o professor, desde que os dois elementos de uma qualquer relação estejam de acordo e não contrariados, não vejo problema. A partir dos 17 anos, já é suposto uma rapariga ter capacidade para saber diferenciar o certo do errado. A boa filha à casa torna...

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