domingo, 27 de abril de 2014

The Time Traveler's Wife

Nome do Filme : “The Time Traveler's Wife”
Titulo Português : “A Mulher do Viajante no Tempo”
Ano : 2009
Duração : 105 minutos
Género : Drama/Romance/Fantasia
Realização : Robert Schwentke
Produção : Brad Pitt
Elenco : Eric Bana (Henry), Rachel McAdams (Clare), Ron Livingston (Gomez), Jane McLean (Charisse), Michelle Nolden (Annette), Arliss Howard (Richard), Brian Bisson (Mark), Maggie Castle (Alicia), Fiona Reid (Lucille), Hailey McCann (Alba), Stephen Tobolowsky (Kendrick), Alex Ferris (young Henry), Brooklynn Proulx (young Clare).

História : Desde tenra idade que Clare sempre foi apaixonada por Henry. Ela acredita que estão destinados a ficar juntos, mesmo que a separação esteja sempre eminente : Henry é um viajante no tempo, com uma anomalia genética rara que faz com que viva a vida num tempo cronológico inconstante, sendo atirado para o passado e para o futuro, sem qualquer controlo. Apesar das viagens de Henry os forçarem a separarem-se sem qualquer aviso, Clare tenta, desesperamente, construir uma vida junto do seu amor.

Comentário : Hoje apeteceu-me rever este filme que me recordo que adorei vê-lo na altura no cinema. As viagens no tempo sempre me apaixonaram e confesso que adorava que isso fosse possivel. Visitar a nossa mulher quando ela ainda era uma criança, rever familiares que já morreram ou visitar os nossos pais em várias alturas das suas vidas eram as primeiras três coisas que eu faria, caso tivesse esse dom. Este filme é muito romântico e confesso que fiquei apaixonado pela fantástica história de Henry e Clare. Se não me engano muito, penso que este filme foi adaptado de um livro muito famoso. Este foi e continua a ser o filme onde eu mais gostei de ver Eric Bana, ator que não simpatizo muito. Quanto a Rachel McAdams, ela está bastante bem no filme. Apesar de alguns erros de lógica, este foi um dos filmes que me cativou na altura em que estreou. O argumento é bastante original e as interpretações do casal protagonista são excelentes. Se querem ver um bom filme sobre viagens no tempo, acreditem que este “The Time Traveler's Wife” é um dos melhores exemplares desse género.

Classificação do filme : 3.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Joe

Nome do Filme : “Joe”
Titulo Português : “Joe”
Ano : 2013
Duração : 120 minutos
Género : Drama
Realização : David Gordon Green
Elenco : Nicolas Cage (Joe), Tye Sheridan (Gary), Ronnie Gene Blevins (Willie), Adriene Mishler (Connie), Sue Rock (Merle), Heather Kafka (Lacy).

História : Um jovem proveniente de uma familia bastante problemática consegue arranjar um emprego e começa a trabalhar para um homem chamado Joe. O que ambos desconhecem é que graças a esse emprego, eles vão tornar-se grandes amigos.

Comentário : Na próxima semana estreia nas nossas salas de cinema este drama que marca o regresso de Nicolas Cage aos bons papéis. É também o segundo filme do realizador David Gordon Green que vejo este mês e é com esta fita que o realizador regressa também ao seu cinema de qualidade, cinema esse que marcou os seus primeiros anos nesta área. Pessoalmente, já vi o filme e gostei bastante dele, ainda que tenha que confessar que esperava algo ainda melhor. É um bom filme. O argumento é bastante bom, embora por vezes, o realizador perca tempo com cenas desnecessárias que nada acrescentam ao que se está a passar. Nicolas Cage regressa às boas interpretações, ele está impecável neste filme. O jovem Tye Sheridan também se portou à altura do desafio. Não gostei das interpretações de alguns secundários. Achei a implicância com o cão bastante curiosa. O filme está muito bem filmado mas abusa das cenas passadas no escuro, nomeadamente perto do final do filme. Confesso que esperava um filme mais denso e complexo, mas ainda assim, saí bastante satisfeito. Bom filme.

Classificação do filme : 3.

terça-feira, 22 de abril de 2014

The Lunchbox

Nome do Filme : “Dabba”
Titulo Português : “A Lancheira”
Titulo Inglês : “The Lunchbox”
Ano : 2013
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Ritesh Batra
Elenco : Irrfan Khan (Saajan), Nimrat Kaur (Ila), Nawazuddin Siddiqui (Shaikh), Nakul Vaid (Rajeev), Bharati Achrekar (Auntie), Shruti Bapna (Mehrunnisa).

História : Um erro no habitual eficaz serviço de entrega de lancheiras provoca a relação entre Ila, uma mulher desprezada, e Saajan, um homem perto da idade da reforma. Por via das lancheiras, ambos iniciam uma correspondência e começam a sonhar com outra vida.

Comentário : Penso que é na próxima semana que estreia nos nossos cinemas este magnifico filme indiano. Eu já o vi e confesso que gostei bastante dele. Quero dizer também que fiquei admirado porque desconhecia por completo que na India acontecia aquilo, ou seja, que existem mulheres que ganham a vida a fazer as refeições e as embalam em lancheiras para serem levadas por estafetas que, por sua vez, as dão a trabalhadores. Gostei de ter conhecido este sistema indiano. Voltando ao filme, gostei das interpretações do ator que faz de trabalhador e gostei ainda mais da prestação da atriz Nimrat Kaur. O filme segue a um bom ritmo, confesso que após a cena em que Saajan descobriu o primeiro bilhete na lancheira, fiquei sempre na espetativa de ver os acontecimentos seguintes. Achei também muita graça ao método que as mulheres usam para falar quando se encontram no mesmo prédio e em andares diferentes, põem-se a gritar nas janelas. O filme aborda a vida daquelas pessoas, neste caso, duas pessoas que usam um método muito original para iniciarem uma relação. Se querem uma proposta alternativa ao cinema comercial que inunda as nossas salas de cinema, já sabem, a partir de Maio, podem contar com esta fita indiana cheia de calor humano.

Classificação do filme : 4.

sábado, 19 de abril de 2014

Prince Avalanche

Nome do Filme : “Prince Avalanche”
Titulo Português : “Prince Avalanche”
Ano : 2013
Duração : 94 minutos
Género : Drama
Realização : David Gordon Green
Elenco : Paul Rudd (Alvin), Emile Hirsch (Lance).

História : Dois trabalhadores de manutenção rodoviária passam o verão de 1988 longe das suas cidades a trabalhar. A paisagem isolada torna-se um lugar indesejado já que os homens encontram-se em desacordo um com o outro e com as mulheres que deixaram para trás.

Comentário : Na próxima semana, estreia numa sala do Cinema Monumental este pequeno filme independente que não é nada de especial. É um filme muito chato e sem grande interesse. Paul Rudd até vai bem, mas Emile Hirsch parece que fez um grande frete em fazer este filme, que interpretação tão má. Adoro este tipo de cinema, mas este “Prince Avalanche” é mais um que foge à regra. David Gordon Green já fez muito melhor enquanto realizador. Sinceramente, estava à espera de mais. Com este argumento, as coisas podiam sem bem melhores. Vê-se. Razoável.

Classificação do filme : 2.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Ben-Hur

Nome do Filme : “Ben-Hur”
Titulo Português : “Ben-Hur”
Ano : 1959
Duração : 210 minutos
Género : Drama/Histórico
Realização : William Wyler
Elenco : Charlton Heston (Judah Ben-Hur), Haya Harareet (Esther), Jack Hawkins (Quintus Arrius), Stephen Boyd (Messala), Hugh Griffith (Sheik Ilderim), Martha Scott (Miriam), Cathy O'Donnell (Tirzah), Sam Jaffe (Simonides), Finlay Currie (Balthasar), Frank Thring (Pontius Pilate), Terence Longdon (Drusus), George Relph (Tiberius Caesar), Andre Morell (Sextus), Marina Berti (Flavia), Claude Heater (Jesus).

História : No sétimo ano do reinado de César Augusto, nasce o hebreu Judah Ben-Hur, praticamente na mesma altura de Jesus Cristo. Anos mais tarde, ele reencontra o seu amigo de infância, o romano Messala, que assumiu a chefia militar de Jerusalém. Um incidente, de que a mãe e a irmã de Ben-Hur foram involuntariamente protagonistas, e a recusa de Ben-Hur em denunciar os seus patriotas hebreus em luta contra o ocupador romano levam Messala a destruir a familia do seu velho amigo. As mulheres são lançadas numa masmorra e Ben-Hur condenado à escravidão. Ao fim de quatro longos anos, Ben-Hur salva a vida de Quintus Arrius, o almirante romano durante uma grandiosa batalha naval, que o liberta e o adota como filho. No entanto, Judah Ben-Hur torna-se um herói e decide iniciar uma vingança contra Messala e ainda pretende reencontrar a familia, caso esta ainda esteja viva.

Comentário : O filme “Ben-Hur” foi o grande acontecimento de 1959, tendo arrecadado 11 óscars da Academia de Hollywood, incluindo os de melhor filme, melhor realizador e melhor actor, neste caso consagrando Charlton Heston como o herói por excelência dos grandes dramas históricos. Estrondoso êxito de bilheteira, “Ben-Hur” foi uma das últimas super-produções do cinema americano no limiar de uma década que iria colocar em causa este tipo de cinema. Trata-se pois de um épico grandioso e espetacular sobre a agitada e emocionante vida de um homem hebreu que, devido a inesperadas circunstâncias, se torna escravo, nobre romano aclamado herói das corridas de cavalos e cujo destino se cruza com Jesus Cristo por duas vezes. O realizador William Wyler, dispondo de um orçamento fantástico, que quase levou a MGM à falência, assinou um filme admirável, pela sua dimensão romântica, mística e heróica, que continua hoje, décadas depois, a impressionar pela sua grandiosidade espetacular e pela sua comovente dimensão humana, que será sempre marcado pela sequência de antologia da poderosa corrida de cavalos na arena.

Pessoalmente, adorei o filme e o considero como um dos meus filmes preferidos. Na minha opinião, o filme mereceu todos os prémios que recebeu. Na atualidade, já não se faz cinema desta qualidade. Charlton Heston está excelente no filme, talvez a melhor interpretação de sempre para um ator. Todo o elenco restante esteve também excelente. “Ben-Hur” é talvez o melhor filme de sempre, uma obra prima sem igual. Gostava de o ter visto no cinema. É um filme que está repleto de cenas belissimas. Adorei, “Ben-Hur” é 100% cinema. Nesta Páscoa, resolvi rever o filme e venho agora partilhar a minha opinião com todos voçês.

Classificação do filme : 5.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Grand Central

Nome do Filme : “Grand Central”
Titulo Português : “Grand Central”
Ano : 2013
Duração : 92 minutos
Género : Drama
Realização : Rebecca Zlotowski
Elenco : Lea Seydoux (Karole), Tahar Rahim (Gary), Olivier Gourmet (Gilles), Denis Menochet (Toni), Nozha Khouadra (Maria), Camille Lellouche (Geraldine).

História : Um homem é contratado para trabalhar numa central nuclear e é aí, no local onde as radiações são mais fortes, que se apaixona por uma rapariga.

Comentário : Na noite passada vi este filme muito simples que aborda uma relação amorosa. Para mim foi um bom filme, gostei do que vi. A história aparenta ser simples, mas à medida que o filme decorre, a trama vai ganhando alguma densidade. A nivel do elenco, Lea Seydoux não está tão bonita como estamos acostumados a vê-la, mas conseguiu obter mais uma interpretação muito boa com este filme. Tahar Rahim não é um ator totalmente desconhecido para mim, já o conhecia de bons filmes como “Um Profeta”, “A Separação” ou “O Passado”. Também gostei da interpretação dele. O restante elenco limitou-se a cumprir os seus papéis de forma aceitável. Por vezes, o filme decorre a um ritmo lento ou mesmo arrastado. O filme consegue fazer-nos ver a grande responsabilidade que é trabalhar numa central nuclear. O filme está inserido na área do cinema independente e confesso que não o consegui ver no cinema na altura em que ele estreou. Volto a dizer, o filme é muito simples, mas fala de assuntos muito sérios como o amor ou as profissões de risco. Uma das coisas que lamento é o facto do filme não revelar o destino do casal protagonista. Em resumo, estamos perante um bom filme.

Classificação do filme : 3.

A Touch Of Spice

Nome do Filme : “Politiki Kouzina”
Titulo Português : “Um Toque de Canela”
Titulo Inglês : “A Touch Of Spice”
Ano : 2003
Duração : 108 minutos
Género : Drama/Comédia Dramática
Realização : Tassos Boulmetis
Elenco : Georges Corraface (Fanis), Ieroklis Michaelidis (Savvas), Renia Louizidou (Soultana), Tamer Karadagli (Mustafa), Basak Koklukaya (Saime), Tassos Bandis (Vasilis), Stelios Mainas (Aimilios), Thodoros Exarhos (Thrasyvoulos), Kakia Panagiotou (Elpiniki), Rafaella Aristopoanou (Aishe), Odysseas Papaspiliopoulos/Markos Osse (young Fanis).

História : Após o avô ficar doente, um homem relembra partes da sua infância e a forma como a comida mudou a sua vida.

Comentário : Um dia destes, uma colega do meu emprego chegou-se ao pé de mim e disse-me que me ia mandar por email um link de um filme muito giro para eu ver. Como ela sabe que o cinema é uma das minhas paixões, lá me mandou o link. Esta noite vi o filme e gostei. Não sendo nada de grandioso, é um filme razoável que conta a história de um homem que devido à doença do avô relembra partes da sua infância e da sua juventude, mas a cima de tudo, recorda o impacto que a comida teve na sua vida. Às vezes, a nossa vida precisa apenas de um pouco de tempero. O filme tem também uma vertente cómica que está mais vincada na primeira parte. Na segunda parte do filme, podemos contar com uma forte componente dramática. As melhores cenas do filme são aquelas que mostram os encontros e as conversas de Fanis e Saime já em adultos. Adorei a interpretação do ator Georges Corraface. Isto é cinema grego. Aconselho a quem goste de uma boa história, verem este filme, está disponivel no YouTube.

Classificação do filme : 2.

terça-feira, 15 de abril de 2014

The Grand Budapest Hotel

Nome do Filme : “The Grand Budapest Hotel”
Titulo Português : “Grand Budapest Hotel”
Ano : 2014
Duração : 99 minutos
Género : Comédia
Realização : Wes Anderson
Produção : Wes Anderson
Elenco : Ralph Fiennes (Monsieur Gustave), F. Murray Abraham (Mr. Moustafa), Mathieu Amalric (Serge), Adrien Brody (Dmitri), Willem Dafoe (Jopling), Jeff Goldblum (Kovacs), Harvey Keitel (Ludwig), Jude Law (Young Writer), Bill Murray (M. Ivan), Edward Norton (Henckels), Jason Schwartzman (M. Jean), Lea Seydoux (Clotilde), Saoirse Ronan (Agatha), Tom Wilkinson (Author), Owen Wilson (M. Chuck), Tilda Swinton (Madame D.), Waris Ahluwalia (M. Dino), Bob Balaban (M. Martin), Tony Revolori (Zero).

História : Monsieur Gustave é um concierge de um famoso hotel europeu durante a guerra e Zero é o paquete que se torna no seu amigo de confiança numa aventura que envolve roubos e a luta por uma enorme fortuna.

Comentário : Antes de mais tenho que confessar que não aprecio muito o cinema que Wes Anderson pratica (penso que já o disse em outro comentário). Não gostei dos seus dois primeiros filmes, “Bottle Rocket” e “Rushmore”; simpatizei com “The Royal Tenenbaums”, depois surgiram “The Life Aquatic With Steve Zissou” e “The Darjeeling Limited” que também não gostei; só vi os primeiros 10 minutos de “The Fantastic Mr. Fox” e desisti logo e, por último, fui com algum receio ao cinema ver “Moonrise Kingdom” e pela primeira vez gostei de um filme de Wes Anderson, é verdade, gostei bastante desse filme. Existem poucos realizadores que possuem uma espécie de impressão digital no meio cinematográfico, ou seja, basta vermos os primeiros minutos de um filme deles, para sabermos logo de quem se trata. Na actualidade, penso que apenas existem quatro realizadores que possuem essa característica : Lars Von Trier, Quentin Tarantino, Tim Burton e Wes Anderson. Se não me informassem que “The Grand Budapest Hotel” era da autoria de Wes Anderson, de certeza que, ao começar a vê-lo, eu ia dizer : “É um filme de Wes Anderson, é uma obra do mesmo homem que nos deu “Moonrise Kingdom”.

“The Grand Budapest Hotel” é um filme na mesma linha de “Moonrise Kingdom” e de todos os outros filmes de Wes Anderson, mas para mim, foi a segunda vez que gostei de um filme deste realizador, se não incluir a minha simpatia por “The Royal Tenenbaums”. Wes Anderson usa cenários originais e nunca antes vistos em filmes de outros realizadores, usa sempre elencos de luxo, efeitos especiais artesanais, argumentos inéditos, muitas cores berrantes e principalmente, a vertente cómica. É como se o realizador não deitasse nada dos outros filmes para o lixo, como se desse uso sempre ao mesmo material. Em “The Grand Budapest Hotel”, é-nos mostrada uma amizade entre um patrão e um empregado. Todo o elenco está de parabéns. É um bom filme, mas falha porque é mais do mesmo.

Classificação do filme : 3.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

The Amazing Spider Man

Nome do Filme : “The Amazing Spider Man”
Titulo Português : “O Fantástico Homem-Aranha”
Ano : 2012
Duração : 133 minutos
Género : Ação/Fantasia
Realização : Marc Webb
Elenco : Andrew Garfield (Peter Parker/Spider-Man), Emma Stone (Gwen Stacy), Rhys Ifans (Curt Connors/Lizard), Denis Leary (Captain Stacy), Sally Field (Aunt May), Martin Sheen (Uncle Ben), Campbell Scott (Richard Parker), Embeth Davidtz (Mary Parker).

História : Abandonado pelos pais enquanto criança e criado pelos tios, um adolescente chamado Peter Parker apaixona-se por uma linda colega de escola e começa a investigar uma firma que tinha ligações com o seu pai. As coisas alteram-se quando ele é mordido por uma aranha geneticamente modificada.

Comentário : Nesta semana que estamos, estreia o segundo filme da nova saga sobre o Homem-Aranha e eu optei por vir aqui comentar o primeiro capitulo dessa nova vaga. Lembro-me que naquela altura, quando saí da sala de cinema, dei por mim a questionar porque motivo os “iluminados” lá de Hollywood iniciaram uma nova saga deste herói, porque motivo eles voltaram a pegar nesta personagem, quando passaram apenas cerca de cinco anos desde o último filme da primeira trilogia. Na altura, não descobri o motivo e confesso que na actualidade, continuo sem perceber, talvez seja devido a dinheiro, a lucro, mas não quero falar dessa questão. Também não vou cometer o erro habitual de comparar este novo filme com o primeiro capitulo da trilogia anterior, porque os filmes anteriores a este tiveram o seu mérito próprio e eu mesmo gostei deles.

Gostei da história deste novo filme, foi positivo terem arranjado para o nosso herói um inimigo nunca antes trazido à tela. O argumento é bom, embora tenha algumas falhas. O filme peca ainda por ter alguns erros e uns tantos exageros. O próprio lagarto em si está por vezes mal concebido, está demasiado digital, ou seja, menos realista. Mas vamos aos aspectos positivos. Andrew Garfield esteve muito bem como Peter Parker, nos facultou um Homem-Aranha bastante aceitável. A química entre Andrew Garfield e Emma Stone funcionou na perfeição tanto a nivel de atores como a nivel das personagens. O elenco de secundários também esteve de parabéns. A sequência na ponte está impecável. A narrativa mostrou umas certas contradições no comportamento do vilão, mas isso talvez tenha servido para denunciar a loucura do cientista. No geral, gostei bastante deste novo filme, é um bom filme. Se eles podiam ter esperado mais anos para nos oferecer novos filmes do Homem-Aranha, bom, isso é outra questão. Pessoalmente, como o Homem-Aranha foi um dos meus heróis preferidos na minha infância, tenho somente que agradecer a quem manda, continuarem a insistir nele.

Classificação do filme : 3.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Gloria

Nome do Filme : “Gloria”
Titulo Português : “Gloria”
Ano : 2013
Duração : 110 minutos
Género : Drama
Realização : Sebastian Lelio
Elenco : Paulina Garcia (Gloria), Sergio Hernandez (Rodolfo), Diego Fontecilla (Pedro), Fabiola Zamora (Ana), Luz Jimenez (Victoria), Alejandro Goic (Gabriel), Liliana Garcia (Flavia), Coca Guazzini (Luz), Hugo Moraga (Hugo), Cristian Carvajal (Vecino), Eyal Meyer (Theo), Antonia Santa Maria (Maria).

História : Uma mulher de cinquenta e tal anos e que ainda se sente jovem passa as noites à procura do amor em salões de baile para adultos solteiros. Até que numa dessas noites ela encontra alguém.

Comentário : À duas noites vi este filme que confesso ter gostado bastante. Aqui não há carinhas larocas nem gente toda produzida, temos sim, pessoas normais e vulgares que possuem vidas banais. Gostei do argumento, está consistente. Por vezes lenta, a narrativa acompanha-se muito bem. As interpretações são muito boas, mas claramente que Paulina Garcia merece todo o destaque no papel da protagonista. O filme é todo dela e notou-se perfeitamente que ela se entregou de corpo e alma ao papel. É cinema chileno, penso que nunca tinha visto um filme do Chile. Quando vi o trailer do filme pensei comigo mesmo que iria apanhar uma valente seca, foi precisamente o contrário, fiquei tão vidrado na fita que quando dei por mim, já tinham passado as quase duas horas. É um filme simples, que fala de pessoas simples com vidas normais. A protagonista é uma mulher divorciada que tem uma boa relação com os filhos, mas quer encontrar um novo amor, alguém com quem passar os seus últimos anos. Estamos perante uma obra simples, mas gloriosa. Muito bom.

Classificação do filme : 4.

The Attack

Nome do Filme : “The Attack”
Titulo Português : “O Atentado”
Ano : 2012
Duração : 105 minutos
Género : Drama
Realização : Ziad Doueiri
Elenco : Ali Suliman (Amin), Reymond Amsalem (Siham), Evgenia Dodena (Kim), Dvir Benedek (Raveed), Uri Gavriel (Moshe), Ruba Salameh (Faten), Karim Saleh (Adel), Nisrin Siksik (Leila), Bassem Lulu (Yasser), Esther Zewko (Miryam).

História : Um cirurgião israelo-palestiniano totalmente integrado na sociedade do seu país, com um casamento feliz, uma carreira exemplar e muitos amigos, vê este mundo perfeito desabar quando a sua esposa morre num ataque suicida.

Comentário : Acabei agora mesmo de ver este filme que penso que se trata de cinema libanês. O filme aborda aquelas pessoas que não se importam de se suicidar e fazer várias vitimas em nome de algo, atando uma bomba ao seu corpo. Pessoalmente, nunca entendi porque essas pessoas fazem isso e o personagem principal também não percebe porque motivo a esposa o fez. Ali Suliman tem aqui uma excelente interpretação. Penso que o realizador pretendeu nos facultar um thriller, embora tivesse falhado nessa intenção, o filme não passa de um drama sobre um homem que não encontra na esposa qualquer razão para o que ela fez. O filme está tão realista que por vezes, pensei estar a ver um documentário. As partes do último telefonema que Siham faz a Amin vista sobre as duas vertentes está brutal. Trata-se de um dos melhores filmes em exibição nas nossas salas de cinema. Lamentável é o facto de possivelmente estar em apenas uma sala em toda a cidade de Lisboa.

Classificação do filme : 4.

domingo, 6 de abril de 2014

Child's Pose

Nome do Filme : “Pozitia Copilului”
Titulo Português : “Mãe E Filho”
Titulo Inglês : “Child's Pose”
Ano : 2013
Duração : 110 minutos
Género : Drama
Realização : Calin Peter Netzer
Elenco : Luminita Gheorghiu (Cornelia), Bogdan Dumitrache (Barbu), Ilinca Goia (Carmen), Natasa Raab (Olga), Vlad Ivanov (Laurentiu).

História : Um homem é responsável pelo atropelamento e morte de uma criança. A sua mãe, uma mulher manipuladora e possessiva, vai tentar tudo para o ilibar da culpa e tentar que este não saia da sua proximidade, algo que ele detesta.

Comentário : As relações entre pais e filhos nunca foram fáceis e tanto o cinema europeu quanto o cinema do mundo são os melhores a abordar esses assuntos. Esta é a história da relação entre uma mãe e um filho, uma relação muito complicada e bastante dramática. A mãe preocupa-se com o futuro do filho, mas este não quer saber da progenitora para nada, chega mesmo a ser ofensivo para ela. O filme está filmado com a técnica “camara à mão”, confesso que adoro quando os filmes são filmados dessa forma. Às vezes, durante o filme, parece que estamos a ver um documentário, tal não é o realismo da fita. Luminita Gheorghiu possui a melhor interpretação do filme, na verdade, ela carrega o filme todinho às costas. Não gostei muito do facto do realizador não nos ter facultado as respostas que deviam ser dadas. O filme acaba em aberto, nada mais nos é dito. Confesso também que, dentro do cinema romeno, já vi melhor. Ainda assim, é um filme muito bom.

Classificação do filme : 4.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Child Of Mine

Nome do Filme : “Child Of Mine”
Titulo Português : “Filha do Mal”
Ano : 2005
Duração : 96 minutos
Género : Drama
Realização : Jamie Payne
Elenco : Joanne Whalley (Tess), Adrian Dunbar (Alfie), Hannah Lochner (Heather), Stevie Gillespie (Grace), Stacey Zurburg (Jane), Barry Flatman (Alvin).

História : Uma mulher desconfia que a menina que acolheu é uma perigosa assassina.

Comentário : O filme é razoável, mas tenho que confessar que fui enganado. O titulo português dá a perceber que se trata de um filme de terror, quando na realidade estamos perante um drama familiar. Já foi quase tudo visto noutros filmes, aqui não mora o factor novidade. As interpretações são razoáveis, ainda que a jovem Hannah Lochner tenha tido a nota mais alta nesse campo. O argumento é o ponto mais alto da fita, durante o filme quase todo leva-nos a pensar de uma maneira, mas perto do final, acontece um magnifico twist que nos deixa de boca aberta e nos indica algo que nunca estavamos à espera. No entanto, o filme tem imensos erros e abusa nos clichés. Como já vi bem melhor dentro do género, não fiquei tão satisfeito com este pequeno filme. Ainda assim, estamos perante uma obra bastante razoável.

Classificação do filme : 2.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Pretty Persuasion

Nome do Filme : “Pretty Persuasion”
Titulo Português : “Inocência Sedutora”
Ano : 2005
Duração : 105 minutos
Género : Comédia Dramática
Realização : Marcos Siega
Elenco : Evan Rachel Wood (Kimberly Joyce), Elisabeth Harnois (Brittany), Adi Schnall (Randa), Jane Krakowski (Emily), Jaime King (Kathy Joyce), James Woods (Hank Joyce), Selma Blair (Grace), Ron Livingston (Percy Anderson).

História : Uma adolescente decide usar algumas colegas num plano perigoso para incriminar um estranho professor.

Comentário : Antes de mais quero aqui dizer que à uns anos tinha uma certa curiosidade em ver este filme independente e agora tive finalmente a chance de o ver. Trata-se de um bom filme independente, os traços desse tipo de cinema estão todos lá. É uma história original, uma adolescente decide usar quase toda a gente em seu redor num plano muito bem elaborado com a intenção de incriminar um professor e quem sabe obter algo mais. Evan Rachel Wood está brutal no papel da miuda manipuladora. James Woods tem no filme mais um papel disparatado, mas que bem que lhe fica. Selma Blair passou praticamente despercebida. Gostei bastante da interpretação daquela miuda que usava um lenço na cabeça. O filme nunca é explicito, embora dê a entender imensa coisa. O titulo original do filme é alusivo à persuasão que a doce protagonista possui face aos outros. Gostei dos recuos e dos avanços no tempo da narrativa, principalmente durante a sessão de julgamento. No fundo, é um filme leve mas com bastante qualidade, um produto alternativo para ver sem preconceitos. Gostei.

Classificação do filme : 3.