domingo, 23 de março de 2014

Mosquita Y Mari

Nome do Filme : “Mosquita Y Mari”
Titulo Inglês : “Mosquita And Mari”
Ano : 2012
Duração : 85 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Aurora Guerrero
Elenco : Fenessa Pineda (Yolanda/Mosquita), Venecia Troncoso (Mari), Joaquin Garrido (Mr. Olveros), Laura Patalano (Mrs. Olveros), Marisela Uscanga (Vicky), Melissa Uscanga (Vero), Tonita Castro (Herlinda), Samy Zaragoza (Olivia).

História : Duas lindas adolescentes tornam-se amigas inseparáveis.

Comentário : Para encerrar o fim-de-semana resolvi ver este pequeno filme independente americano que parece mais uma fita vinda do México. É um filme muito bom, confesso que gostei bastante dele. Embora me tenha desiludido um pouco, visto que estive o filme todo à espera que as duas protagonistas se envolvessem a nivel íntimo, mas nem um beijo na boca trocaram. Apesar do clima romântico ter estado quase sempre presente nas cenas que as duas jovens protagonizavam juntas. Foi curioso ver como Yolanda vai alterando a sua maneira de ser apartir do momento que conhece Mari. Esta, por seu turno, quase não muda nada. Yolanda é uma menina que é uma boa aluna, mas que é muito controlada pelos seus pais. Mari, por seu lado, tem toda a liberdade e pisa o risco várias vezes. Mas Yolanda conhece os seus limites.

A melhor cena do filme passa-se no sofá da casa de Yolanda, quando as duas meninas quase chegam aos finalmentes. Fenessa Pineda e Venecia Troncoso têm interpretações muito consistentes e são o ponto mais forte da pelicula. Todos os secundários estiveram bem. O argumento foi cuidadosamente preparado pela própria realizadora, Aurora Guerrero. Trata-se de uma obra que aborda os dilemas da adolescência, a fase mais complicada de qualquer ser humano, mas principalmente das raparigas. É uma história que envolve os primeiros sentimentos das duas meninas que, sem saberem, gostam uma da outra. Lamento muito sinceramente que a realizadora não tenha levado as coisas a um patamar superior como outros filmes do género, o argumento tinha todo o potencial para finalizar dessa forma. Quero também dizer que o filme possui planos de camara muito bonitos, quase todos quando surgem as duas protagonistas. Porra, nem um beijinho no final deram, que tristeza. 

Classificação do filme : 4.

Naked

Nome do Filme : “Naked”
Titulo Português : “Nu”
Ano : 1993
Duração : 130 minutos
Género : Drama
Realização : Mike Leigh
Argumento : Mike Leigh
Elenco : David Thewlis (Johnny), Lesley Sharp (Louise), Katrin Cartlidge (Sophie), Claire Skinner (Sandra), Peter Wight (Brian), Ewen Bremner (Archie), Susan Vidler (Maggie).

História : Um libertino depara-se com várias situações que definem a nulidade que é a sua vida.

Comentário : Finalmente consegui ver este clássico de Mike Leigh. Confesso que o filme não é nada daquilo que eu estava à espera. Esperava algo parecido com “Intimidade”, um excelente filme que vi à vários dias. Em vez disso, surgiu-me um filme não tão bom quanto o frisado anteriormente, mas uma obra igualmente sublime. O argumento da autoria do próprio realizador originou uma obra repleta de diálogos fantásticos, embora às vezes, detentores de algum exagero. Pessoalmente, não gostei de algumas falas. David Thewlis fica terrivelmente bem neste tipo de registo, confesso que nunca pensei que ele tivesse começado neste tipo de cinema. Teve assim uma brilhante interpretação. O elenco de secundários também não se portou nada mal. Este é outro dos filmes que apenas deve ter passado no King, no Quarteto ou no Monumental. Não me recordo onde ele passou no ano de 1994, quando estreou. “Naked” tem momentos muito bons, todos protagonizados por David Thewlis. Ao contrário do que o titulo possa parecer, as cenas de nu são escassas ao longo do filme. Também podemos contar com temas musicais agradáveis. Confesso que passei duas horas agradáveis a ver este filme, este é mesmo o meu tipo de cinema.

Classificação do filme : 4.

sábado, 22 de março de 2014

Philomena

Nome do Filme : “Philomena”
Titulo Português : “Filomena”
Ano : 2013
Duração : 99 minutos
Género : Drama
Realização : Stephen Frears
Elenco : Judi Dench (Philomena), Steve Coogan (Martin Sixsmith), Mare Winningham (Mary), Barbara Jefford (Sister Hildegarde), Ruth McCabe (Mother Barbara), Peter Hermann (Pete Olsson), Sean Mahon (Michael), Anna Maxwell Martin (Jane), Michelle Fairley (Sally Mitchell), Sophie Kennedy Clark (young Philomena).

História : Um jornalista da área política em busca de uma história com “interesse humano” ajuda uma mãe inconformada que procura o filho entregue para adopção sem o seu consentimento há décadas.

Comentário : Este filme trabalha com um tema muito delicado, algo que sempre me deu que pensar. Mexe com vidas humanas. É incrivel as crueldades que a Igreja Católica fez em nome da causa deles. E foram tantas crueldades por esse mundo fora cometidas contra tanta gente que nem podemos imaginar. É lamentável o filme focar alguns desses aspectos de forma tão leve e tão suave. Claramente que o filme podia ter sido mais pesado. Se quisermos saber sobre os podres da Igreja Católica, certamente que jamais será no cinema que os saberemos. É melhor vermos documentários sobre o tema nos canais temáticos.

Achei o filme apenas razoável, o melhor é mesmo a brutal interpretação de Judi Dench, ela é mesmo uma senhora. Nunca gostei do ator Steve Coogan, neste filme foi a primeira vez que o gostei de ver. A nomeação para o oscar de melhor filme do ano é um profundo disparate. Os posters são um engano, dão o ar de estarmos perante uma comédia, quando o filme é um drama humano profundo. Se de facto a verdadeira Philomena aceitou tudo o que as freiras lhe fizeram e ainda teve a coragem de perdoar a chefe da instituição, então tenho que confessar que é uma parvinha, sem ofensa para a senhora que viveu este caso. Penso também que o realizador não nos deu a imagem real dos factos, notei que o argumento tinha falhas. Não vou-me esticar mais sobre aquilo que penso da Igreja Católica, apenas quero acrescentar que este filme é aquele tipo de fita que vê-se numa típica tarde de domingo e num qualquer canal de TV. Banal.

Classificação do filme : 2.

The Sea

Nome do Filme : “El Mar”
Titulo Português : “O Mar”
Titulo Inglês : “The Sea”
Ano : 2000
Duração : 110 minutos
Género : Drama
Realização : Agusti Villaronga
Elenco : Roger Casamajor (Ramallo), Bruno Bergonzini (Manuel), Antonia Torrens (Sor Francisca), Hernan Gonzalez (Galindo), Juli Mira (Eugeni), Simon Andreu (Alcantara), Angela Molina (Carmen), Nilo Mur (Andreu).

História : O passado e o presente de três amigos de infância estão marcados pela tragédia.

Comentário : Tive a oportunidade de ver este filme na noite passada e confesso que gostei. Já havia gostado do filme mais recente deste realizador, “Pão Negro”. Este filme mostra um grupo de crianças que testemunham várias tragédias e depois a narrativa avança anos depois, mostrando três dessas crianças já grandes que se reencontram. Todos os atores da segunda fase tiveram boas prestações, mas o grande destaque vai todo para Roger Casamajor que desempenhou o protagonista. O filme também aborda a homossexualidade. O titulo do filme está relacionado com o personagem principal. É um filme espanhol e possui também alguma violência. O cinema espanhol tem vários exemplos de violência nos seus filmes, “Pão Negro” também é uma obra violenta. Não me lembro de ter visto este filme nos cinemas, mas tenho a certeza de que deve ter estado em exibição no Cinema King. Confesso que já perdi muito bom cinema nas salas. Confesso também que ando muito desligado das salas de cinema.

Classificação do filme : 3.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Harry – He's Here To Help

Nome do Filme : “Harry – Un Ami Qui Vous Veut Du Bien”
Titulo Português : “Harry – Um Amigo Ao Seu Dispor”
Titulo Inglês : “Harry – He's Here To Help”
Ano : 2000
Duração : 115 minutos
Género : Thriller
Realização : Dominik Moll
Elenco : Laurent Lucas (Michel), Mathilde Seigner (Claire), Sergi Lopez (Harry), Sophie Guillemin (Prune), Victoire Koster (Jeanne), Laurie Caminata (Sarah), Lorena Caminata (Iris), Liliane Rovere (mother), Dominique Rozan (father).

História : A vida não estava a correr muito bem para Michel, mas fica ainda pior a partir do momento que começa a conviver com um antigo colega de escola que não via à longos anos.

Comentário : Confesso que nunca tinha visto este filme. Gostei dele e penso que quase ninguém deve conhecer esta fita. Pelo menos o público recente. É um filme com uma narrativa estranha, mas que nos faculta momentos deliciosos. É sempre um prazer ver a linda atriz Sophie Guillemin na tela e que boa que ela esteve neste filme, dela apenas se lamenta o final da sua personagem. Sergi Lopez está soberbo no papel do vilão. E o que dizer de Laurent Lucas como personagem principal. O argumento tem alguns momentos menos bons, mas no fundo, estamos perante um bom thriller que me fez recordar alguns trabalhos do mestre Hitchcock ou os filmes de Chabrol. A certa altura, pensei que Michel ia ceder às taras de Harry e ia mesmo finalizar o seu plano louco de ficarem a sós. Felizmente que Michel tomou a atitude certa, acabando por nos dar um magnifico twist final. Adorei o final deste filme. Esta é uma obra que me satisfez e o melhor de tudo é que não é um thriller americano, é um thriller 100% francês.

Classificação do filme : 3.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Love Songs

Nome do Filme : “Les Chansons D'Amour”
Titulo Português : “As Canções De Amor”
Titulo Inglês : “Love Songs”
Ano : 2007
Duração : 95 minutos
Género : Drama/Romance/Musical
Realização : Christophe Honore
Elenco : Louis Garrel (Ismael), Ludivine Sagnier (Julie), Clotilde Hesme (Alice), Chiara Mastroianni (Jeanne), Gregoire Leprince Ringuet (Erwann).

História : Ismael é um jovem que vive em Paris com a namorada Julie. Trabalha quase todos os dias até tarde na redacção de um jornal sem tempo sequer para ir ao cinema com ela. Os dias são sempre iguais. Para apimentar as coisas, Julie convida uma amiga para ir morar com eles.

Comentário : Perdi este filme no cinema, mas consegui vê-lo na noite passada. Gostei do filme. Imaginem dois atores a dialogarem normalmente e depois, sem mais nem menos, continuarem a conversa mas a cantar. Isto acontece algumas vezes neste filme. Louis Garrel é um dos atores franceses que eu mais conheço. Ele esteve muito bem aqui, o seu papel é brilhante. O restante elenco também esteve bem. A história tem os seus altos e baixos, embora o argumento tenha alguns erros, as coisas não descambaram. É um filme agradável, embora eu confesse que não gosto muito de musicais. Claramente que preferia que eles falassem, em vez de cantar, penso que o resultado seria outro, mas talvez não fizesse jus ao titulo da fita. Temos que ver ambas as vertentes. O filme está dividido em três partes : A Partida; A Ausência e O Regresso. No geral, estamos perante um bom filme.

Classificação do filme : 3.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Ashes And Blood

Nome do Filme : “Cendres Et Sang”
Titulo Português : “Cinzas e Sangue”
Titulo Inglês : “Ashes And Blood”
Ano : 2009
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Fanny Ardant
Elenco : Ronit Elkabetz (Judith), Abraham Belaga (Pashko), Marc Ruchmann (Ismael), Claire Bouanich (Mira), Olga Tudorache (Venera), Ion Besoiu (Timos), Madalina Constantin (Ilaria), Razvan Vasilescu (Samir), Ion Cosma (Slator).

História : Há dez anos exilada do seu país, desde o assassinato do marido, Judith vive em Marselha com os seus três filhos. Depois de muitos anos longe da terra natal e afastada da família, Judith decide regressar à Roménia para celebrar o casamento de uma prima. Mas este regresso não será pacífico. Antigas rivalidades familiares e uma tragédia final vão marcar profundamente a família.

Comentário : Trata-se da primeira longa metragem da atriz Fanny Ardant enquanto realizadora. Na próxima semana iremos ter a estreia da sua segunda longa. Em relação a este primeiro filme, pessoalmente gostei dele. É um bom filme, uma obra com tons teatrais. Para quem viu o filme com a devida atenção, facilmente irá detetar alguns erros da narrativa. O ritmo do filme é ligeiro, embora por vezes nos dê a sensação que parou. A nivel das interpretações, na minha opinião, todos estiveram bem, ainda que eu tenha gostado mais da prestação de Ronit Elkabetz. Confesso que houve muita coisa que eu não percebi, o filme chega a ser confuso em alguns momentos, por exemplo, não entendi os motivos que originaram as richas entre eles. O filme possui também bons momentos, por exemplo, a relação entre Mira e o velho Timos. Não é um filme que agrade facilmente às massas, diria mesmo que não agrada a grande parte do público. As pessoas não vão ao cinema para pensar, querem é passar um bom bocado e se divertirem, o publico já não exige ver arte, quer apenas o entretenimento e isso é preocupante. Quanto ao filme e para finalisar, é bom, gostei.

Classificação do filme : 3.

The Woodsman

Nome do Filme : “The Woodsman”
Titulo Português : “O Condenado”
Ano : 2004
Duração : 86 minutos
Género : Drama
Realização : Nicole Kassell
Elenco : Kevin Bacon (Walter), Kyra Sedgwick (Vicki), Benjamin Bratt (Carlos), Michael Shannon (Rosen), Eve (Mary Kay), Mos Def (Lucas), Hannah Pilkes (Robin).

História : Depois de ter cumprido a sua pena, Walter regressa para iniciar uma nova vida. No entanto, os fantasmas do passado insistem em assombar o seu presente.

Comentário : À uns anos fui ao cinema ver este filme. Já na altura tinha gostado bastante dele. Não é um filme fácil, principalmente devido ao tipo de crime que aborda. Naturalmente que o crime de que se está aqui a falar é altamente condenável, mas o que vemos aqui é contado do ponto de vista do criminoso. Não se trata aqui de desculpar o crime em causa, mas sim de humanizar o culpado enquanto criminoso que é. O criminoso em questão tem consciência do mal que causou e vive atormentado com tais actos, sente-se mal por ser daquela maneira, tem nojo dele próprio. Ele tem a perfeita consciência que fez mal e que causou mal a alguém. Nesse papel, Kevin Bacon está perfeito, tem aqui uma das melhores interpretações da sua carreira. Adorei o policial Lucas, interpretado por Mos Def, que personagem espectacular. Já Eve, apenas me causou repugnância. O filme é muito dramático e bastante complexo. A última conversa que Walter tem com Robin naquele parque isolado é a melhor cena do filme. O filme possui um ritmo muito lento, mas tem isso a seu favor. Este pequeno filme independente é assim, um grande filme.

Classificação do filme : 4.

sábado, 15 de março de 2014

Harmony Lessons

Nome do Filme : “Uroki Garmonii”
Titulo Português : “Lições de Harmonia”
Titulo Inglês : “Harmony Lessons”
Ano : 2013
Duração : 121 minutos
Género : Drama
Realização : Emir Baigazin
Elenco : Timur Aidarbekov (Aslan), Mukhtar Andassov (Mirsain), Aslan Anarbayev (Bolat), Omar Adilov (Mad), Adlet Anarbekov (Takhir), Anelya Adilbekova (Akzhan).

História : Um solitário rapaz de 13 anos é ostracizado e vitima de bullying. Após mais uma humilhação, ele sofre uma desordem de personalidade. A partir de então, o seu comportamento muda para pior e a situação chega ao ponto dele cometer um crime contra o responsável por aquilo que tem vindo a acontecer.

Comentário : Na passada sexta-feira fui ao cinema ver este filme do chamado cinema do mundo. O que eu posso dizer sobre este filme é que é um filme muito estranho, mas é uma estranheza que se come bem. Primeiro temos uma sequência inicial que posso afirmar que era escusada, um conjunto de cenas que mostram a matança e preparação de uma ovelha. Depois passamos a acompanhar o quotidiano de um adolescente que é posto de parte pelos colegas e é também vitima de bullying. Para descarregar a sua fúria, ele maltrata e mata pequenos animais. O filme é muito parado e possui planos de camara estáticos. Praticamente só aparecem crianças no filme, adultos somente surgem lá mais para o final do filme. O filme é uma espécie de exercicio sobre a violência, quer se trate de violência psicológica ou de violência fisica.

Confesso que este tipo de cinema não deve agradar à maioria, o grande publico quer é comédias, filmes de ação ou blockbusters. É muito triste que o cinema tenha deixado de ser arte para passar a ser uma fonte de dinheiro para os grandes. Cinema independente, cinema de autor, cinema europeu ou cinema do mundo têm pouco público. Ainda em relação ao filme, as interpretações limitam-se ao básico, embora o jovem principal se destaque. Outras notas altas vão para a fotografia e para alguns planos de camara. A pessoa que foi comigo ao cinema ver o filme, apenas o achou razoável. Para mim, trata-se de um bom filme. Por último, tenho que dizer que não gostei muito do final do filme, o realizador podia ter dado algo mais duro, mais cruel.

Classificação do filme : 3. 

Wadjda

Nome do Filme : “Wadjda”
Titulo Português : “O Sonho De Wadjda”
Ano : 2012
Duração : 94 minutos
Género : Drama
Realização : Haifaa Al Mansour
Elenco : Waad Mohammed (Wadjda), Reem Abdullah (mother), Sultan Al Assaf (father), Abdullrahman Al Gohani (Abdullah), Alanoud Sajini (Fatin), Rafa Al Sanea (Fatima), Dana Abdullilah (Salma), Rehab Ahmed (Noura), Sara Aljaber (Leila).

História : Wadjda é uma menina de 10 anos de idade e vive num subúrbio de Riade, a capital da Arábia Saudita. Embora viva num mundo conservador, Wadjda gosta de se divertir, é empreendedora e está sempre a testar os limites daquilo que pode fazer sem ser castigada. Quando a menina vê uma linda bicicleta à venda, decide arranjar o dinheiro por si mesma, para assim poder fazer corridas com o seu melhor amigo. Mas a mãe de Wadjda receia as repercussões de uma sociedade que vê as bicicletas como algo perigoso para a virtude de uma menina.

Comentário : Na próxima semana estreia numa sala de cinema em Lisboa este filme do cinema do mundo, neste caso é uma fita da Arábia Saudita. Já vi o filme e é bom. Esta é uma história de esperança e em que esta é a última a morrer. No centro da história, está uma menina que sonha ter uma bicicleta, o problema é que ela vive num país em que as raparigas têm quase todos os direitos amputados e são consideradas inferiores. Tenho que confessar que o final é previsivel, mas foi bom acompanharmos toda a jornada da pequena Wadjda para conseguir realizar o seu sonho. O destaque mais alto vai para a interpretação da pequena atriz que desempenhou o papel da protagonista do titulo. Não sendo nada grandioso, é um bom filme, simples mas agradável que acaba por funcionar como mais um retrato de uma infância cheia de limites.

Classificação do filme : 3.

Dallas Buyers Club

Nome do Filme : “Dallas Buyers Club”
Titulo Português : “O Clube De Dallas”
Ano : 2013
Duração : 117 minutos
Género : Drama/Biográfico
Realização : Jean Marc Vallee
Elenco : Matthew McConaughey (Ron Woodroof), Jared Leto (Rayon), Jennifer Garner (Eve), Steve Zahn (Tucker).

História : A vida de um cowboy do Texas sofre uma reviravolta quando em 1985 é-lhe diagnosticado o vírus da SIDA e dados 30 dias de vida. Ostracizado por muitos dos seus antigos amigos e sem acesso a medicamentos eficazes comparticipados pelo governo, decide ele próprio tomar conta do assunto.

Comentário : Finalmente consegui ver este filme e percebi porque razão Matthew McConaughey e Jared Leto ganharam os oscars para melhores actores do ano. O primeiro sofreu uma grande transformação fisica e teve uma grande preparação para se transformar em Ron Woodroof, enquanto que o segundo passou por uma caracterização radical e ficou praticamente irreconhecivel. E ambos os desempenhos foram excelentes. Confesso que gostei bastante deste filme. Não conhecia a história de Ron Woodroof e confesso que até chega a ser dificil acreditar que uma pessoa durou sete anos, quando inicialmente os médicos achavam que ele nem 1 mês durava. Mas estamos perante uma história real e quase tudo o que vemos no filme, aconteceu de verdade. Realmente naquela altura era mesmo tudo mais complicado do que é agora. Até houve médicos que enchiam os bolsos às custas de um fármaco que não melhorava as vidas e a saúde dos doentes com SIDA, originando dezenas de mortes. Sempre existiu corrupção. Fiquei algo sensibilizado com esta história, mas ao mesmo tempo, fiquei satisfeito por ter ficado a conhecê-la. Um filme muito humano.

Classificação do filme : 4.

quarta-feira, 12 de março de 2014

The Captive

Nome do Filme : “La Captive”
Titulo Português : “A Cativa”
Titulo Inglês : “The Captive”
Ano : 2000
Duração : 115 minutos
Género : Drama
Realização : Chantal Akerman
Elenco : Stanislas Merhar (Simon), Sylvie Testud (Ariane), Olivia Bonamy (Andree), Liliane Rovere (Françoise), Aurore Clement (Lea), Vanessa Larre (Helene), Anna Mouglalis (Isabelle), Berenice Bejo (Sarah), Françoise Bertin (grandmother).

História : Um homem e uma mulher partilham uma estranha forma de amar, enquanto que ele gosta de a controlar, ela gosta de lhe ser submissa.

Comentário : Apesar de saber que Chantal Akerman faz bom cinema, não conhecia o trabalho da realizadora até ver este filme bastante original. Este filme aborda um amor diferente, o oposto daquilo que habitualmente vemos em histórias de romances. Esta é a história de um homem que mantém uma mulher em casa e que controla praticamente toda a sua vida, todo o seu quotidiano. No entanto, ela é livre para sair e ir passear com as amigas, mesmo com certos limites. A realizadora tem aqui um excelente trabalho, uma elaborada fotografia e nos oferece uma história um bocadinho louca. O filme possui um ritmo extremamente lento, é uma fita muito parada, mas deliciosamente cativante. É obra com planos de camara brilhantes e com uma atmosfera contagiante. O personagem de Stanislas Merhar é um homem estranho e perturbador, mas com um estilo único, o que faz dele alguém fascinante. Não gostei de duas ou três cenas, mas no geral, estamos perante um filme muito bom. Altamente recomendável.

Classificação do filme : 4.

The Night Of The Hunter

Nome do Filme : “The Night Of The Hunter”
Titulo Português : “A Sombra Do Caçador”
Ano : 1955
Duração : 90 minutos
Género : Crime/Thriller
Realização : Charles Laughton
Elenco : Robert Mitchum (Harry Powell), Peter Graves (Ben Harper), Shelley Winters (Willa Harper), Billy Chapin (John Harper), Sally Jane Bruce (Pearl Harper), Lillian Gish (Rachel Cooper), James Gleason (Birdie Steptoe), Evelyn Varden (Icey Spoon), Don Beddoe (Walt Spoon), Gloria Castillo (Ruby).

História : Depois do pai ser executado e da mãe ter sido assassinada, dois pequenos irmãos vivem um verdadeiro tormento nas mãos de um padrasto criminoso.

Comentário : Esta noite consegui ver este grande clássico do cinema noir. Confesso que nunca tinha visto este filme e tenho que dizer que nunca é tarde para vermos um determinado filme que nos escapou por alguma razão. Quase tudo no filme é perfeito. Excelentes interpretações tanto dos adultos como das crianças, uma excelente fotografia a preto e branco, um argumento muito bem estruturado e mostrado, um ritmo da narrativa muito eficaz, planos de camara deliciosos (os da noite durante a fuga no barco são uma obra prima) e um final brutal. Muitos defendem que agora já não é possivel fazerem obras como antigamente, pessoalmente, não partilho dessa opinião. Basta querer-se e possuir todos os meios necessários. Um último destaque para a realização, um primor. Sinceramente, não entendo aqueles que não gostam de filmes antigos, existem verdadeiras pérolas nesse tipo de cinema. Este filme é mais uma delas.

Classificação do filme : 5.

terça-feira, 11 de março de 2014

The Holy Girl

Nome do Filme : “La Niña Santa”
Titulo Português : “A Rapariga Santa”
Titulo Inglês : ”The Holy Girl”
Ano : 2004
Duração : 103 minutos
Género : Drama
Realização : Lucrecia Martel
Elenco : Maria Alche (Amalia), Mercedes Moran (Helena), Carlos Belloso (Dr. Jano), Alejandro Urdapilleta (Freddy), Julieta Zylberberg (Josefina), Mia Maestro (Inés), Marta Lubos (Mirta), Arturo Goetz (Dr. Vesalio), Leandro Stivelman (Julian), Miriam Diaz (Miriam), Alejo Mango (Dr. Cuesta), Monica Villa (Josefina's mother), Rodolfo Cejas (Josefina's father), Maria Micol Ellero (Josefina's sister), Sebastian Montagna (Josefina's brother).

História : Uma adolescente começa a sentir-se atraída por um médico.

Comentário : Mais um filme de Lucrecia Martel que tive a oportunidade de ver. É tão bom quanto o primeiro filme que vi dela. A realizadora volta a usar alguns dos atores do seu primeiro filme. Este filme é mais parado do que o primeiro. As interpretações são muito boas, com destaque para a jovem Maria Alche que desempenhou o papel da protagonista. O filme possui também uma ligeira componente religiosa. Amalia é uma jovem que se sente atraída por um homem adulto durante um colóquio de médicos que acontece na sua cidade. Gostei bastante do argumento, mas lamento que a história tenha tido um final em aberto. Confesso que é mesmo este o meu tipo de cinema. O filme tem cenas engraçadas, algumas dramáticas e outras que nos deixam a pensar. Um último destaque, a cena que encerra o filme e que abre os créditos finais é muito bonita, de forma simples, mostra a amizade. 

Classificação do filme : 4.

domingo, 9 de março de 2014

The Swamp

Nome do Filme : “La Cienaga”
Titulo Português : “O Pântano”
Titulo Inglês : “The Swamp”
Ano : 2001
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Lucrecia Martel
Elenco : Mercedes Moran (Tali), Graciela Borges (Mecha), Martin Adjemian (Gregorio), Leonora Balcarce (Veronica), Silvia Bayle (Mercedes), Sofia Bertolotto (Momi), Juan Cruz Bordeu (José), Noelia Bravo Herrera (Agustina), Maria Micol Ellero (Mariana), Andrea Lopez (Isabel), Sebastian Montagna (Luciano), Daniel Valenzuela (Rafael), Franco Veneranda (Martin), Fabio Villafane (Perro), Diego Baenas (Joaquin).

História : O quotidiano de duas mulheres e das suas respectivas familias numa pequena cidade do interior da Argentina.

Comentário : Hoje tive a oportunidade de ver este filme argentino e confesso que gostei bastante. O filme em questão já não é recente, tem mais de dez anos. É realizado por uma mulher e ela fez muito bem o seu trabalho. O filme está muito bem filmado, embora a fotografia não seja o seu ponto mais alto. O titulo do filme (Pantano) é uma espécie de metáfora para o estado em que aquelas familias se encontram. Andam todos sem eira nem beira, as crianças andam “ao Deus dará”, os adultos só sabem descansar e beber. Todo o elenco teve boas interpretações e o filme segue a um bom ritmo, embora por vezes, se disperse um pouco.

A cena com o boi no charco era dispensável. É uma obra que dá que pensar e eu gostei bastante do filme porque, basicamente, mostra na perfeição os quotidianos de gente que vive de forma diferente da nossa e este filme representa isso muito bem. Também gostei bastante de algumas personagens, com destaque para a filha lésbica de Mecha que tinha uma paixão pela empregada da casa. Pude apurar à pouco tempo que este filme esteve em exibição em Portugal por volta de Setembro de 2003 no já encerrado Cinema King, confesso que só podia mesmo ter estado nesse cinema, um dos poucos que em Portugal exibia cinema de qualidade. Resta-nos o Monumental e o Nimas. 

Classificação do filme : 4.

sábado, 8 de março de 2014

Intimacy

Nome do Filme : “Intimacy”
Titulo Português : “Intimidade”
Ano : 2001
Duração : 116 minutos
Género : Erótico/Drama
Realização : Patrice Chereau
Elenco : Mark Rylance (Jay), Kerry Fox (Claire), Susannah Harker (Susan), Alastair Galbraith (Victor), Philippe Calvario (Ian), Timothy Spall (Andy), Marianne Faithfull (Betty), Fraser Ayres (Dave).

História : Um homem e uma mulher encontram-se todas as quartas-feiras e durante somente duas horas para terem relações sexuais. Depois, a mulher abandona a casa do homem e segue a sua vida. Um dia, o homem decide ficar a saber mais sobre aquela mulher e resolve segui-la.

Comentário : Ao ver este belíssimo filme, passei um excelente momento de cinema. Primeiro porque este filme tem um argumento simples, mas que nos transmite imensas emoções. Depois porque o filme é sustentado por excelentes interpretações de todo o elenco, quer se trate do dueto principal, quer se trate dos atores secundários. Mesmo que representem personagens desligados de empatia, a quimica entre Mark Rylance e Kerry Fox enquanto profissionais da arte da representação foi perfeita. A situação de destaque neste filme é bastante curiosa : um homem e uma mulher encontram-se somente às quartas-feiras e durante duas horas entregam-se ao sexo, sem qualquer tipo de amor ou compromisso. O filme possui uma vertente muito erótica, por vezes a roçar o pornográfico, mas é uma obra que se vê de bom agrado, o que não aconteceu com o detestável “9 Songs”.

Esta obra está muito bem filmada e é daqueles filmes que não agradou a muita gente, possivelmente, devido ao facto de ser muito parado. Pessoalmente, tenho que confessar que o filme transpira cinema por todos os poros e representa tudo aquilo que um bom filme dever ser ou ter. A realização é muito boa e o argumento vai escorrendo normalmente. As coisas vão sucedendo naturalmente e, à medida que o filme passa, ficamos a saber aos poucos mais dados sobre os personagens principais, nomeadamente à cerca do casal protagonista. Gostei de praticamente tudo neste filme erótico, coisa que só me aconteceu com “Shame”. Não posso esquecer alguns planos de camara, grande parte deles durante as cenas de sexo. Durante o filme, ficamos ainda a saber mais sobre o passado do personagem masculino principal. Sinceramente, penso que grande parte dos realizadores que praticam cinema erótico deviam colocar os olhos nesta obra de Patrice Chereau. Quanto a mim, este “Intimidade” encheu-me as medidas, que grande filme.

Classificação do filme : 5.

Ernest And Celestine

Nome do Filme : “Ernest Et Celestine”
Titulo Português : “Ernest e Celestine”
Ano : 2012
Duração : 78 minutos
Género : Animação/Drama
Realização : Stephane Aubier/Vincent Patar/Benjamin Renner
Elenco : Lambert Wilson, Mackenzie Foy, Pauline Brunner, Anne Marie Loop, Patrice Melennec.

História : Ernest, um urso diferente, palhaço e músico, acolhe uma pequena ratinha chamada Celestine, uma órfã que se sente sozinha no mundo subterrâneo dos roedores. Mas no mundo convencional dos ursos, é mal visto estabelecer amizade com ratos.

Comentário : Este filme é do melhor que já vi em termos de cinema de animação. Aqui não encontramos nada de sofisticado e nem animação por computador. Trata-se de tudo muito básico, até parece que estão a pintar as imagens à nossa frente. O argumento é muito bom, os personagens são muito amorosos, nomeadamente a ratinha que dá nome à segunda metade do titulo. Tristemente, o filme passou despercebido nas salas de cinema, penso até que apenas esteve numa única sala de cinema em toda a cidade de Lisboa. Esta é a poderosa história de uma amizade improvável – um grande urso e uma pequena ratinha órfã. Os ursos vivem em cima, enquanto que os ratos habitam o sub-solo. As amizades entre estes dois grupos são altamente proíbidas, mas Ernest e Celestine vão quebrar as regras. É já um dos meus filmes de animação preferidos e confesso que as crianças também iam gostar do filme, caso tivessem a chance de o ver. A qualidade da animação, apesar de não ser nada de especial, é o melhor aspecto do filme. Eu adorei tudo, a história, os personagens, o tipo de animação, enfim, o filme. Soberbo.

Classificação do filme : 5.

I Spit On Your Grave 2

Nome do Filme : “I Spit On Your Grave 2”
Ano : 2013
Duração : 107 minutos
Género : Crime/Terror
Realização : Steven R. Monroe
Elenco : Jemma Dallender (Katie), Yavor Baharov (Georgy), Joe Absolom (Ivan), Aleksandar Aleksiev (Nicolay), Mary Stockley (Ana), Valentine Pelka (Father Dimov), Peter Silverleaf (Valko).

História : Katie é uma modelo ainda no inicio da sua carreira e contacta uma agência para fazer uma sessão fotográfica. No entanto, Katie acaba por descobrir que é vítima de um grupo de pessoas que quer fazer-lhe muito mal. Espancada, torturada, violada e deixada às portas da morte, Katie só pensa em fazer a sua vingança.

Comentário : Este filme é uma sequela de um bom filme que eu já vi e até já o comentei neste espaço. Recentemente, tive a chance de ver esta sequela e confesso que não me desiludiu, ainda que não esteja tão bom quanto o primeiro. As histórias dos dois filmes são diferentes, embora o propósito seja o mesmo. Tal como o primeiro, este segundo filme é muito violento e não o aconselho a pessoas facilmente impressionáveis. Jemma Dallender é o melhor do filme, a sua Katie é bastante convincente. Se todas as mulheres que fossem vitimas de homens pudessem ter direito à sua vingança, talvez não houvessem tantos casos de violência contra elas. Os atores que desempenharam os maus da fita também tiveram boas prestações. É impresionante vermos como um ser humano tem coragem de fazer tanto mal a outro. A forma como Valko morre é espectacular e também adorei a castração final. Até deu-me gozo ver aquela miuda a dar cabo daqueles homens que quase a mataram. Quero finalizar este meu comentário da mesma forma como terminei o comentário ao primeiro filme, dizendo que certos homens mereciam este tratamento.

Classificação do filme : 3.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Sideways

Nome do Filme : “Sideways”
Titulo Português : “Sideways”
Ano : 2004
Duração : 124 minutos
Género : Comédia Dramática/Romance
Realização : Alexander Payne
Elenco : Paul Giamatti (Miles), Thomas Haden Church (Jack), Virginia Madsen (Maya), Sandra Oh (Stephanie).

História : Dois amigos decidem partir numa viagem de carro para se divertirem.

Comentário : Na noite passada resolvi ver este filme de Alexander Payne e confesso que gostei bastante. Antes de o ter visto, tinha apenas dado breves olhadelas pela fita e não tinha ficado com uma boa imagem dele. Mas resolvi dar-lhe uma oportunidade e tenho que dizer que é sempre mau “avaliarmos o livro pela capa”. “Sideways” é um filme muito bom, tem um bom argumento, excelentes momentos e é um hino ao vinho, enquanto bebida. Os quatro atores principais estiveram brilhantes, onde o destaque vai para Thomas Haden Church. O filme possui um bom ritmo, apesar de ser um pouco longo para o tipo de história que pretende contar. Possivelmente será considerado por muitos como sendo o melhor filme de Alexander Payne. Pessoalmente, não quero comentar isso. Penso que o filme funciona igualmente como sendo uma homenagem à vida. Não gostei muito do final do filme, embora a cena que inicia os créditos finais diga bastante.

Classificação do filme : 4.

quarta-feira, 5 de março de 2014

August : Osage County

Nome do Filme : “August : Osage County”
Titulo Português : “Um Quente Agosto”
Ano : 2013
Duração : 120 minutos
Género : Drama
Realização : John Wells
Elenco : Meryl Streep (Violet Weston), Julia Roberts (Barbara Weston), Julianne Nicholson (Ivy Weston), Juliette Lewis (Karen Weston), Chris Cooper (Charlie Aiken), Ewan McGregor (Bill Fordham), Abigail Breslin (Jean Fordham), Margo Martindale (Mattie Fae Aiken), Sam Shepard (Beverly Weston), Benedict Cumberbatch (Charles Aiken), Misty Upham (Johnna).

História : As vidas afastaram as determinadas mulheres da família Weston até uma crise familiar as reaproximar e trazer de volta à casa onde cresceram e à mulher que as criou.

Comentário : Ver este filme foi como se eu tivesse levado um murro no estômago, tal não é a carga dramática que a fita abarca em si. O filme aborda o conceito de familia e toda a complexidade que ela transporta. O elenco é de luxo, todos tiveram bem nos seus papéis, quer os principais, quer os secundários. Os grandes destaques vão apenas para Meryl Streep e para Julia Roberts, as duas senhoras da representação obtiveram neste filme mais duas excelentes interpretações. Depois de ter visto “Blue Jasmine” e depois de ter visto este filme, tenho que dizer que Meryl Streep esteve muito melhor do que Cate Blanchett. Mas eu sou suspeito para dizer isto, afinal, para mim a Meryl Streep é a melhor atriz de sempre.

Vi este “Um Quente Agosto” esta noite e confesso que gostei bastante do filme, no fundo, o que se passa com a familia Weston é semelhante com aquilo que se passará em muitas outras famílias. O egoísmo dos filhos face aos pais que tudo fizeram por eles numa determinada altura das suas vidas; a indiferença entre familiares; o desgaste do casamento; o enfraquecer da familia bem como todos os problemas dos membros da familia enquanto seres humanos são os tópicos principais deste filme muito deprimente. Um filme muito bom que acaba por mostrar a vida como ela é.

Classificação do filme : 4.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Summer With Monika

Nome do Filme : “Sommaren Med Monika”
Titulo Português : “Mónica E O Desejo”
Ano : 1953
Duração : 95 minutos
Género : Romance
Realização : Ingmar Bergman
Elenco : Harriet Andersson (Monika Eriksson), Lars Ekborg (Harry Lund).

História : Durante um verão, um casal se apaixona, entrega-se à paixão e casa-se. No entanto, a vida de casados pode não ser igual à vida de solteiros.

Comentário : Confesso que estou cansado de ir às nossas salas de cinema, somos bombardeados com grandes blocos de publicidade e com outros fatores menos agradáveis. Por isso, resolvi ir ao Cinema Nimas e ver um clássico de Ingmar Bergman, não saí desiludido. Trata-se de uma história de amor entre dois jovens irresponsáveis. O casal é adorável, nomeadamente a Monika do titulo. Os dois atores que lhes vestem a pele tiveram interpretações brutais. O facto de ser a preto e branco foi fascinante para mim. Não percebi a parte do intruso que queima o barco. Passei uma agradável hora e meia na única sala de cinema do Espaço Nimas, numa tarde de muita chuva e muito frio. Deviam inaugurar em Lisboa um complexo com uma sala de cinema onde passasse somente cinema clássico e antigo.

Classificação do filme : 4.

sábado, 1 de março de 2014

Young And Beautiful

Nome do Filme : “Jeune Et Jolie”
Titulo Português : “Jovem e Bela”
Titulo Inglês : “Young And Beautiful”
Ano : 2013
Duração : 95 minutos
Género : Drama
Realização : François Ozon
Elenco : Marine Vacth (Isabelle), Geraldine Pailhas (Sylvie), Charlotte Rampling (Alice), Frederic Pierrot (Patrick), Fantin Ravat (Victor), Johan Leysen (Georges), Nathalie Richard (Vero), Lucas Prisor (Felix), Jeanne Ruff (Claire).

História : Uma adolescente prostitui-se, não pela falta de recursos económicos, mas pelo prazer da sexualidade e do jogo da sedução.

Comentário : Creio que já disse isto, mas gosto bastante do cinema de François Ozon. Este filme é um bom filme, que aborda a história de uma adolescente que se torna viciada em ter relações sexuais com homens adultos, alguns com idade para serem seus pais. Marine Vacth brilhou no papel da protagonista, já a atriz que desempenhou o papel de sua mãe, foi execrável. Realmente, ficámos perante uma mãe que não sabia lidar com os problemas da filha e que não a ajudou em praticamente nada. As cenas de sexo são muito discretas, nem parece tratar-se de cinema europeu. Ao longo das quatro estações do ano vemos os acontecimentos que vão sucedendo na vida de Isabelle. Gostei bastante daquela cena em que Isabelle está a fazer amor com o “namorado” e o ajuda a manter a ereção. O filme possui uma banda sonora muito rica. A nivel de cinema independente, o sexo já foi melhor retratado em fitas como “A Vida de Adele” ou “O Desconhecido do Lago”, aqui em “Jovem e Bela”, a coisa não resultou tão bem. É tudo muito escondido. Talvez tenha sido uma estratégia do realizador em agradar a mais tipos de publico. Adorei o final do filme, muito poético e cheio de sentimento, muito humano.

Classificação do filme : 3.