quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

The Postman Always Rings Twice

Nome do Filme : “The Postman Always Rings Twice”
Titulo Português : “O Carteiro Toca Sempre Duas Vezes”
Ano : 1981
Duração : 120 minutos
Género : Crime/Drama/Thriller
Realização : Bob Rafelson
Elenco : Jack Nicholson (Frank Chambers), Jessica Lange (Cora Papadakis), John Colicos (Nick Papadakis), Anjelica Huston (Madge), Michael Lerner (Katz).

História : Sem querer, um homem arranja emprego como mecânico numa oficina que faz parte de um restaurante de beira de estrada, acabando por se apaixonar loucamente pela esposa do patrão.

Comentário : Só na noite passada consegui ver este filme com o Jack Nicholson, que já andava à anos para ver. Ele teve aqui outra excelente prestação, tal como a linda Jessica Lange. A química entre os dois foi perfeita. Gosto bastante do ator Jack Nicholson e da atriz Jessica Lange, têm quase sempre boas prestações nos filmes em que entram e neste caso, repetiram a proeza. Confesso que não conhecia este realizador, mas gostei bastante deste seu trabalho. Temos assim uma mistura de thriller com drama, embora se note mais o primeiro género. Não foi apenas por ser um clássico que gostei deste filme, foi principalmente devido ao facto de todos terem feito um bom trabalho, o guarda roupa, as prestações, o argumento, algumas cenas, o clima de tensão sempre presente e alguns twists que iam surgindo. É mais um filme que merecia uma melhor classificação nos sites, por exemplo, no IMDB está com uma nota mais baixa do que a merecida.

To Our Loves

Nome do Filme : “A Nos Amours”
Titulo Português : “Aos Nossos Amores”
Titulo Inglês : “To Our Loves”
Ano : 1983
Duração : 96 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Maurice Pialat
Elenco : Sandrine Bonnaire (Suzanne), Cyril Collard (Jean Pierre), Christophe Odent (Michel), Dominique Besnehard (Robert), Valerie Schlumberger (Marie), Pierre Novion (Adrien), Tsilka Theodorou (Fanny), Cyr Boitard (Luc), Anne Sophie Maille (Anne), Pierre Loup Rajot (Bernard), Jean Paul Camail (Angelo), Maite Maille (Martine), Isabelle Prade (Solange), Caroline Cibot (Charlline), Alexis Quentin (Richard), Herve Austen (Freddy), Caroline Legendre (Geraldine), Nathalie Gureghian (Natalie).

História : Uma adolescente vulgar, prestes a comemorar 16 anos, leva uma vida não muito própria para uma jovem da sua idade. Dorme com vários rapazes, agride e insulta a mãe e o irmão mais velho, para além de ser muito provocadora. Certo dia, quando o pai abandona o lar, ela fica muito pior e acha-se já uma adulta, passando a levar uma vida como um adulto. No entanto, a vida vai fazer-lhe chegar à razão.

Comentário : Possivelmente o primeiro filme de Maurice Pialat que vi, gostei dele. É uma fita sobre o mundo adolescente e sobre a forma como os pais educam os seus filhos. Sandrine Bonnaire tem a melhor prestação do filme, mas não se parece nada com uma miúda de 16 anos, na realidade, já parece ter alguns 25 anos de idade, foi uma péssima escolha do realizador. O filme possui bonitas cenas, veja-se por exemplo, a sequência em que ela e os amigos estão no barco no mar a nadar. Confesso que também gostei da prestação do ator que desempenhou o papel de irmão da protagonista. Achei as discussões entre a mãe e os filhos muito exageradas. O ator Cyr Boitard é muito bonito para rapaz, tenho que confessar isso. No fundo, estamos perante um bom filme, mas confesso que Louis Malle e Jacques Doillon trabalham melhor a infância e a adolescência nos seus filmes.

Girls Against Boys

Nome do Filme : “Girls Against Boys”
Ano : 2012
Duração : 94 minutos
Género : Thriller/Terror
Realização : Austin Chick
Elenco : Danielle Panabaker (Shae), Nicole LaLiberte (Lulu), Matthew Rauch (Daniels), Liam Aiken (Tyler), Caroline Lagerfelt (Sarah), Andrew Howard (Terry), Michael Stahl David (Simon), Will Brill (Duncan), Sophia Perez (Celice).

História : A bonita Shae é uma adolescente normal que divide os seus dias entre a casa e a escola. Ao ser brutalmente violada por um nojento que conhecera numa discoteca, Shae une-se a uma estranha rapariga e, juntas, decidem exercer um plano contra os homens que as afetaram. No entanto, após a vingança estar completa, a parceira de Shae decide matar só por matar e a jovem começa a pensar em separar-se dela. Mas para Shae, talvez seja tarde demais.

Comentário : Esqueçam a péssima classificação que o filme tem nos sites do tema. O filme, dentro daquilo que se propõe a mostrar, está muito bom. Quem decide ver este filme, aquilo que procura vai encontrar, ou seja, lindas meninas a darem cabo de homens maus e nojentos. Quanto a isso, podem ficar descansados. Não aconselho este filme a homens de barba rija, refiro-me aos machões. Para quem considera as raparigas como sendo a melhor coisa que existe neste mundo, como eu, este filme é uma delicia para os olhos e para o nosso ego. Danielle Panabaker é linda, uma coisinha bem boa. Nicole LaLiberte não é tão bonita, mas é sexy e muito provocadora. Juntas, o resultado é tesão garantido.

Aquela sequência em que as duas ninas dão cabo do rapaz que violou Shae é a melhor parte dos noventa minutos de imagens (Os homens que tratam mal as mulheres, seja de que maneira for, deviam ser castigados). As duas possuem uma boa interpretação e as suas personagens têm uma boa química, pelo menos no começo do filme. Quando a nossa querida Shae se apaixona por um rapaz da escola, acontece um tremendo twist e a história sofre uma enorme revira-volta. Mas fiquem descansados, tudo termina bem para o lado da nossa kida Shae. A única coisa que não gostei no filme foi o facto de elas nunca serem procuradas pela policia e nunca responderem pelos crimes. Tirando isso, este é um grande filme, somente para quem é apanhadinho pelo sexo feminino, elas são as maiores.

Fat Girl

Nome do Filme : “À Ma Soeur”
Titulo Português : “Para A Minha Irmã”
Titulo Inglês : “Fat Girl”
Ano : 2001
Duração : 83 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Catherine Breillat
Elenco : Anais Reboux (Anais), Roxane Mesquida (Elena), Libero Rienzo (Fernando), Romain Goupil (François), Arsinee Khanjian (mother).

História : Uma adolescente gorda e feia testemunha o despertar sexual da irmã mais velha.

Comentário : Lembro-me que fui ao cinema King ver este filme, já lá vão mais de dez anos. Na altura não gostei muito, mas tive a chance de o ver recentemente e gostei. Realmente, as opiniões são quase como o vento, sempre a mudar de direção. O grande destaque do filme vai todinho para as interpretações das duas irmãs e para o fantástico twist final, confesso que nunca imaginei aquele final. Lamentável é o facto do filme ser muito curto, são menos de oitenta minutos de imagens, o resto são créditos finais. No entanto, o filme segue-se muito bem e nunca se torna aborrecido. Não é cinema americano, penso que seja de origem francesa, não tenho a certeza. A realizadora é muito dada a cinema erótico, julgo que já comentei filmes dela neste espaço. Digo mesmo que este talvez tenha sido o primeiro filme dela que vi. O principal tema do filme é a vida sexual dos adolescentes, neste caso, de duas irmãs e do namorado da mais velha. A forma como a mana protagonista perde a virgindade no final da pelicula foi totalmente inesperada, mas a pequena até gostou. Um filme bastante razoável.

You're Next

Nome do Filme : “You're Next”
Titulo Português : “Voçê É O Próximo”
Ano : 2011
Duração : 95 minutos
Género : Terror/Thriller/Drama
Realização : Adam Wingard
Elenco : Sharni Vinson (Erin), Wendy Glenn (Zee), Sarah Myers (Kelly), Nicholas Tucci (Felix), A. J. Bowen (Crispian), Joe Swanberg (Drake), Amy Seimetz (Aimee), Ti West (Tariq), Rob Moran (Paul), Barbara Crampton (Aubrey), Kate Lyn Sheil (Talia), Larry Fessenden (Erik), L. C. Holt (Lamb), Simon Barrett (Tiger), Lane Hughes (Fox).

História : Uma família rica reune-se numa casa de férias, sem saber que um grupo de lunáticos virão à noite para os matar. No entanto, nem a maior parte da familia desconfia que alguns deles fazem parte do plano e nem os criminosos estão a contar com o facto de uma das vitimas ter qualidades e conhecimentos que serão um perigo para eles.

Comentário : Venho agora comentar este filme que vi na noite passada e que gostei bastante. O realizador e os produtores e até alguns realizadores que fizeram de atores neste filme gostam imenso deste género de terror, quase caseiro e sem grandes fantasias. Pessoalmente, também gosto bastante deste tipo de terror nos filmes. O que mais gostei neste filme foram os vários twists que iam acontecendo ao longo dos noventa minutos, os mais interessantes foram os dois relacionados com dois membros da familia. As interpretações de todos estão muito a cima da média para este tipo de filmes, sendo o maior destaque, Sharni Vinson no papel da personagem principal, que chega mesmo a ser a pérola da longa. É um filme bastante violento e não aconselhável a pessoas sensíveis. Fico fascinado com este tipo de histórias, em que uma familia vai passar uma temporada numa habitação de férias e acaba sendo vitima de desconhecidos que apenas querem praticar o mal, embora no caso deste filme as coisas não sejam muito assim, há interesses. E neste filme temos a novidade de não haver crianças na história. Recomendo este filme a todos os fanáticos por este fantástico género cinematográfico que é o terror.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Nightcrawler

Nome do Filme : “Nightcrawler”
Titulo Português : “Repórter Na Noite”
Ano : 2014
Duração : 117 minutos
Género : Thriller/Crime
Realização : Dan Gilroy
Produção : Tony Gilroy/Jake Gyllenhaal
Elenco : Jake Gyllenhaal (Louis Bloom), Rene Russo (Nina Romina), Bill Paxton (Joe Loder), Carolyn Gilroy (Jenny), Ann Cusack (Linda), Riz Ahmed (Rick), Michael Hyatt (Fronteiri), Kevin Rahm (Frank Kruse).

História : Louis Bloom é um jovem desesperado por arranjar trabalho. Um dia, por casualidade, apercebe-se de que existe um grupo de jornalismo criminal que, atento ao que acontece nas perigosas noites de Los Angeles, se dedica a filmar acidentes, incêndios, assassinatos e outros casos de polícia, para depois vender esse material aos canais televisivos. Decidido a iniciar o negócio por conta própria e risco, ele inicia uma autêntica patrulha durante as noites pelas ruas da cidade com o único objetivo de captar as imagens na primeira mão e, com isso, ganhar o sustento e algo mais.

Comentário : Cá está um filme que me surpreendeu pela positiva a quase todos os niveis. Sabem aqueles personagens que mesmo nós sabendo que estão a proceder mal, mesmo assim, ficamos do seu lado, pois bem, este Louis Bloom de Jake Gyllenhaal é desses. O jovem ator, depois de poderosas interpretações em “Donnie Darko” e em “Brokeback Mountain”, teve neste seu novo filme outra excelente prestação, possivelmente a melhor da sua carreira. Seria muito injusto se a Academia não o nomeasse para melhor ator. Sim, o comportamento da sua personagem é condenável e até repulsivo em relação ao que faz ao colega, mas confesso que fiquei sempre a torcer por ele. A seu lado, temos uma Rene Russo bastante competente no seu papel. Apesar de não se tocarem, sente-se uma enorme química sexual entre ela e Louis. Este filme fala das novas tecnologias e como elas podem ser negativas. O filme também tem uma componente política e aborda igualmente o poder da polícia enquanto manipulador de informação. Não podemos esquecer que este filme levanta a pontinha do véu, ao transmitir a mensagem de que vale tudo para se conseguir dinheiro. Louis Bloom está disposto a tudo para vencer na vida e o final prova isso mesmo. Um último reparo, o filme possui uma fotografia brutal, parece que estamos a ver aqueles thrillers dos anos 70 e 80. “Nightcrawler” é um futuro candidato a filme de culto, o tempo o dirá.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

The Seasoning House

Nome do Filme : “The Seasoning House”
Titulo Inglês : “The Seasoning House”
Ano : 2012
Duração : 90 minutos
Género : Drama/Thriller
Realização : Paul Hyett
Elenco : Rosie Day (Angel), Anna Walton (Violeta), Jemma Powell (Alexa), Amanda Wass (Arijana), Emma Britton (Samira), Emily Tucker (Nina), Katy Allen (Tatjana), Gina Abolins (Jasmina), Dominique Provost Chalkley (Vanya), Rachel Waring (Emilia), Abigail Hamilton (Marisa), Sean Pertwee (Goran), Kevin Howarth (Viktor), David Lemberg (Dimitri), Sean Cronin (Branimar), Tomi May (Aleksander), Thomas Worthington (Vinko), Fabiano Souza Ramos (Dragan), Christopher Rithin (Danijel), Laurence Saunders (Stevan), Tommie Grabiec (Ratko), Philip Anthony (Andre), Alec Utgoff (Josif), Ryan Oliva (Ivan), Daniel Vivian (Radovan), James Bartlett (Marko).

História : Uma linda adolescente foi recolhida por um homem violento e foi obrigada a trabalhar para este numa espécie de bordel, onde ele a coloca apenas a preparar e drogar as raparigas que irão servir para dar prazer aos vários homens sem escrúpulos que vão aparecendo. Nos primeiros meses, essa jovem está protegida. Mas um dia, surge no bordel um grupo de militares muito fortes e armados até aos dentes que trabalham para o inimigo do protetor da miúda, inimigo esse que também vem com o grupo. Quando a rapariga com quem ela ganhou maior simpatia é brutalmente violada e assassinada por um dos militares, a miúda protegida decide iniciar uma vingança pessoal contra aquele grupo de bestas. Se por um lado, a miúda conhece a casa como a palma das mãos, os seus opositores possuem a força bruta e armas para acabar com ela sem segundos. Mas a pequena está preparada para tudo e está firme em levar a melhor.

Comentário : Esta madrugada vi este filme que adorei. Ao principio é revoltante, vemos as raparigas a serem violadas e a servirem de objeto nas mãos de homens sem sentimentos. Mas, a partir de certa altura, a coisa leva outro rumo e torna-se num banho de sangue, tiros e inteligência feminina. Pessoalmente, sou totalmente contra a violência sobre as mulheres e nutro um enorme respeito por elas, uma grande devoção mesmo. Para pessoas como eu, é um bocado complicado ver este filme. Mas a coisa leva outro rumo e, de repente, a presa passa a caçadora e tudo se torna bem mais interessante. Angel é a personagem principal, uma excelente personagem. Rosie Day, a jovem atriz que lhe dá vida, é muito bonita e mostrou-se perfeitamente à altura do papel.

Aquela parte em que ela e o lider militar estão nos tubos da fábrica e a miúda põem-se cara a cara com ele a provocá-lo e a enervá-lo, fez-me sentir tesão, sem duvidas a melhor sequência do filme. As mulheres, quando querem, são mesmo as maiores. Adorei também a facilidade com que Angel se movia pelos caminhos curtos dos ventiladores no interior da casa de prostituição. A sequência do combate entre a miúda e o militar bruta-montes está bestial. Lamentável foi o final, fiquei sem perceber se o médico que tratava as raparigas era bom ou mau, se o filme tivesse mais dez minutos não se perdia nada. Mas talvez ele fosse bom, devido àquela cena em que ele quase enfrenta o protetor da miúda. Gostei mesmo deste filme. 

Os Maias

Nome do Filme : “Os Maias – Cenas Da Vida Romântica”
Titulo Alternativo : “Os Maias”
Ano : 2014
Duração : 135 minutos
Duração (Versão Realizador) : 180 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : João Botelho
Produção : Alexandre Oliveira
Elenco : Graciano Dias (Carlos da Maia), Maria Flor (Maria Eduarda), João Perry (Afonso da Maia), Pedro Inês (João da Ega), Hugo Mestre Amaro (Damaso Salcede), Maria João Pinho (Condessa de Gouvarinho), Adriano Luz (Conde de Gouvarinho), Filipe Vargas (Vilaça), Marcello Urgeghe (Craft), Pedro Lacerda (Thomas Alencar), Rita Blanco (Maria da Cunha), José Manuel Mendes (Guimarães), André Gonçalves (Castro Gomes), José Neto (Caetano da Maia), José Eduardo (Frei Jerónimo), Ana Moreira (Maria Eduarda Runa), Catarina Wallenstein (Maria Monforte), Diogo Vida (Cruges), Francisco Tavares (Eusebiozinho), Cláudio da Silva (Taveira), João Pedro Vaz (Jacob Cohen), Sandra Santos (Rachel Cohen), Maya Booth (Sarah), Sara Mestre (Rosa), Alexandra Sargento (Baronesa de Alvim), Solange Santos (Melanie), Mitó Mendes (Carmen), Leonaldo de Almeida (Visconde), Júlia Cruz (Lola).

História : Afonso da Maia se instala numa das casas da familia, o Ramalhete. Durante vários anos esteve desabitada e servia apenas para guardar as mobílias do palacete de Benfica. Carlos da Maia, neto de Afonso da Maia e única familia que lhe restava, tinha acabado o curso de medicina em Coimbra nesse ano e queria abrir um consultório em Lisboa, razão pela qual Afonso decidiu deixar Santa Olávia, a sua quinta no norte do país, e acompanhar o neto para Lisboa. Uma vez aqui, Carlos da Maia vive uma boa vida com a ajuda do seu melhor amigo Ega, exerce a sua profissão e apaixona-se por uma Condessa. No entanto, será devido a um outro amor que Carlos cairá em desgraça.
Comentário : Eu sou suspeito para vir comentar este filme e mais ainda por confessar que adorei o filme, porque adorei o livro e gostei imenso de o ter dado na escola. Na altura, gostei da história e de alguns personagens, personagens esses que também adorei no filme e tive uma excelente sensação porque foram como eu imaginei. Os personagens que eu gostei tanto no livro como no filme foram o Carlos da Maia, o Ega, o Alencar, a Maria Eduarda e o Sr. Afonso da Maia. Especialmente o Ega. O filme foi muito criticado porque é bastante teatral. Isso é verdade, mas para mim, isso ainda me ajudou mais a gostar dele. A fotografia é igualmente muito boa. 
Quase todos tiveram boas interpretações. Sinceramente, nunca pensei que João Botelho tivesse estofo para fazer um filme de época tão bom. Adorei alguns planos de camara e umas determinadas cenas, aquela sequência em que Carlos faz carinhos numa Maria vestida de branco na cottage em cima da cama deles é uma parte linda, talvez a parte que mais gostei. A sequência em que Carlos e Maria se amam, apesar da fotografia escura, é igualmente bela. O cenário que mais gostei foi do largo onde fica a pastelaria “A Brasileira” e que agora alberga uma das entradas para o metro. Esta versão de João Botelho é um dos melhores filmes portugueses que eu vi.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Any Way The Wind Blows

Nome do Filme : “Any Way The Wind Blows”
Titulo Português : “Para Onde O Vento Sopra”
Ano : 2003
Duração : 124 minutos
Género : Drama
Realização : Tom Barman
Produção : Tom Barman
Elenco : Frank Vercruyssen (Walter), Diane Belder (Lara), Eric Kloeck (Paul), Natali Broods (Natalie), Matthias Schoenaerts (Chouki), Louise Fimmers (Julie), Sam Louwyck (Windman), Annick Christiaens (Elsie), Diane Meersman (Jessie), Dirk Roofthooft (Firmin), Jonas Boel (Frederique), Titus De Voogdt (Felix), Cedric Faes (Charlie), Sura Dohnke (Sandrine), Valentina Sauca (Andreia), Kyoko Scholiers (Fiona), Wine Dierickx (Sharon), Sergio De Beukelaer (Andy Warhol).

História : No calor sufocante de uma sexta-feira à tarde, oito pessoas sonham com uma vida diferente. À noite e pela madrugada fora, numa festa, vivem num clima de harmonia. No dia seguinte, continuam as suas vidas.

Comentário : Esta noite vi este filme e gostei muito. A fita possui uma das melhores bandas sonoras alguma vez vistas em filme. Trata-se de um filme que me colocou muito bem disposto. A fita é detentora de boas cenas, bons planos de camara, sequências apaixonantes e tem personagens únicos. Tem igualmente algum humor, embora seja pouco. A realização e produção são boas. No entanto, eu tirava algumas cenas. O personagem do Windman é o mais original do filme inteiro. Temos meninas bonitas, por exemplo, Lara e Natalie. Temos também um pai cuja maior preocupação é o bem estar da sua filha pequena. Gostei também do personagem Firmin. É um filme que tem tanto de estranho quanto de amável. São quase duas horas que passam a correr, nem damos pelo tempo passar. Temos ainda direito a uma cena pós-créditos, que confesso não ter percebido. Quase todas as interpretações são muito boas, com destaque para Diane Belder. “Any Way The Wind Blows” foi o melhor filme que vi neste mês até ao dia de hoje. Muito bom. 

Stefanies Geschenk

Nome do Filme : “Stefanies Geschenk”
Titulo Português : “O Presente De Stefanie”
Titulo Inglês : “Stefanie's Present”
Ano : 1996
Duração : 63 minutos
Género : Drama/Thriller
Realização : Mathieu Seiler
Elenco : Soraya Da Mota (Stefanie), Aviva Joel (mother), Paul Lohr (father).

História : Uma menina de doze anos de idade sonha em matar os seus pais.

Comentário : Decididamente, um dos filmes mais estranhos que vi até hoje. Raramente se percebe quando é a realidade e quando é sonho. Também não entendi o final do filme. Na vida real, a menina Soraya Da Mota é uma modelo infantil profissional, confesso que fiquei a saber disto depois de ter pesquisado. A miúda teve a melhor prestação do filme inteiro. É um filme curto, pouco mais de uma hora. A fotografia é má, mas penso que seja prepositadamente, para dar aquele aspeto dos filmes “Grindhouse”. O filme é a preto e branco, para tornar tudo ainda mais dark e assustador. A ideia principal (indicada pela curta sinopse) é fácil de perceber, no entanto, às tantas, entram em cena personagens que não se entende o porquê das suas entradas e as coisas descambam um cadinho. Bastava o realizador ter-se focado na relação da miúda com os pais. O final, além de abstrato, é mau e vai um bocado contra aquilo que a história pretende contar, ou seja, a miúda devia ser a grande vencedora e a única sobrevivente da trama. Resumindo, gostei do filme, apesar do rumo que as coisas levam. 

Three Monkeys

Nome do Filme : “Uç Maymun”
Titulo Português : “Os Três Macacos”
Titulo Inglês : “Three Monkeys”
Ano : 2008
Duração : 105 minutos
Género : Drama
Realização : Nuri Bilge Ceylan
Elenco : Yavuz Bingol (Eyup), Hatice Aslan (Hacer), Ahmet Rifat Sungar (Ismail).

História : Quando a relação amorosa e sexual chega ao fim, um dos membros do casal não quer acreditar naquilo que se está a passar.

Comentário : Mais um filme de Nuri Bilge Ceylan que eu perdi no cinema, mas que também tive a chance de o ver em casa. Também é um grande filme, embora eu prefira o “Distant” e o “Climates”. A fotografia é do melhor, o argumento é consistente, embora eu não tivesse percebido uma ou duas coisinhas. Nesta relação, é a mulher que quer mudar de vida e arranjar outro homem, embora o seu marido não queira ver isso. É uma questão de ignorar a verdade. A nivel de interpretações, está impecável, sendo a prestação dela o pilar mais forte do filme. É um filme que dá que pensar. Gostei.

Climates

Nome do Filme : “Iklimler”
Titulo Português : “Climas”
Titulo Inglês : “Climates”
Ano : 2006
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Nuri Bilge Ceylan
Elenco : Nuri Bilge Ceylan (Isa), Ebru Ceylan (Bahar).

História : Um casal vê a sua relação à beira do fim, o problema é se ambos querem dar uma segunda oportunidade ao amor que sentem ou não um pelo o outro.

Comentário : Gosto dos filmes deste realizador turco, o seu filme “Uzak – Distant” é um dos meus preferidos. O filme é bastante original porque o casal protagonista na fita, são na vida real, o próprio realizador e a sua esposa. Ebru Ceylan é linda. A história pode parecer simples, mas trata de assuntos muito sérios como a depressão, o amor, o fim de uma relação, o desgaste da relação e a vontade de partir para outra. O filme está muito bem filmado e a fotografia é um fator a ter em conta. Adorei as cenas na neve. Sinceramente, deixei passar este filme quando ele estreou nos cinemas nacionais, mas tive a chance de o ver em casa, grande filme.

Leaving

Nome do Filme : “Leaving”
Titulo Português : “Partir”
Ano : 2009
Duração : 84 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Catherine Corsini
Elenco : Kristin Scott Thomas (Suzanne), Sergi Lopez (Ivan), Yvan Attal (Samuel), Daisy Broom (Marion), Alexandre Vidal (David).

História : Uma mulher casada e mãe de dois filhos adolescentes apaixona-se por um homem que cuida da sua casa, abandonando o lar e fazendo com que o marido lhe complique a vida ao máximo.

Comentário : Este filme é a prova viva que grande parte dos homens casados são uns grandes cabrões, quando a mulher dá por terminada uma relação, grande parte dos gajos não aceitam e fazem-lhes a vida negra. Kristin Scott Thomas é uma excelente atriz e obteve neste filme mais uma boa prestação, a sua personagem é aquela que mais sofre ao longo dos oitenta minutos de filme. A única ajuda que dispõe é a do filho. O homem com quem ela assumiu uma nova relação não é um grande partido, mas é uma boa pessoa. Adorei o final do filme, realmente, ela teve imensa coragem ao tomar aquela decisão. O final é poético, com os dois a abraçarem-se num lindo campo de flores. A realizadora optou por não nos mostrar qual o destino de Suzanne, visto ela ter feito o que fez. Bom filme.

Nothing Personal

Nome do Filme : “Nothing Personal”
Titulo Português : “Nada Pessoal”
Ano : 2009
Duração : 85 minutos
Género : Drama
Realização : Urszula Antoniak
Elenco : Lotte Verbeek (You), Stephen Rea (Martin).

História : Duas almas solitárias encontram aconchego, conforto e uma grande amizade.

Comentário : Confesso que após ter lido a sinopse e depois de ter visto os primeiros minutos deste filme, nada dava por ele. Depois de ter decidido prosseguir, confesso que não me arrependi nada. É uma obra que nos põe a pensar sobre o que andamos cá a fazer neste mundo. You e Martin são duas pessoas solitárias, mas que acabam por sentir uma amizade estranha entre eles. No inicio, essa ligação é mais sentida por ele, mas depois, ela também alinha na relação e tornam-se bons amigos, partilhando quase tudo. Não aconselho o filme a grande parte dos cinéfilos, porque é uma obra muito parada. No entanto, tenho que confessar que nunca senti vontade de desligar o leitor de DVD. Tanto Lotte Verbeek quanto Stephen Rea possuem poderosas interpretações. Algumas paisagens são bonitas e adorei a fotografia. Apesar de ser bastante anti-social, gostei muito da personalidade da personagem feminina. Por último, confesso que nunca imaginei aquele final, verdadeiramente poético.

Love Me No More

Nome do Filme : “Deux Jours À Tuer”
Titulo Português : “Dois Dias Para Esquecer”
Titulo Inglês : “Love Me No More”
Ano : 2008
Duração : 82 minutos
Género : Drama
Realização : Jean Becker
Elenco : Albert Dupontel (Antoine), Marie Josee Croze (Cecile), Marine Laporte (Alice), Titouan Laporte (Vincent).

História : Após descobrir algo sobre a sua vida que desconhecia, um homem começa a agir de forma diferente, afastando de si a esposa, os filhos menores e os amigos.

Comentário : Antes de mais, tenho que confessar que gostei bastante deste filme. E vou explicar porquê. Primeiro porque adorei a interpretação do ator principal, depois porque a atriz que faz de sua esposa é uma coisinha bem boa e, por último, porque adorei o comportamento do protagonista. Por vezes, também me apetecia sair por aí e dizer na cara das pessoas que eu conheço os seus podres e desmascará-los. A realização é boa, a fotografia também e o filme possui a característica de nos manter “presos” àquilo que vai mostrando ao longo dos oitenta minutos.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Silent Light

Nome do Filme : “Stellet Licht”
Titulo Português : “Luz Silenciosa”
Titulo Inglês : “Silent Light”
Ano : 2007
Duração : 133 minutos
Género : Drama
Realização : Carlos Reygadas
Elenco : Maria Pankratz (Marianne), Miriam Toews (Esther), Cornelio Wall (Johan), Jacobo Klassen (Zacarias), Peter Wall (Padre), Elizabeth Fehr (Madre).

História : Johan, um homem casado, contra as leis da sua fé e das crenças tradicionais, apaixona-se por outra mulher, enfrentando assim um dilema interno.

Comentário : Gostei bastante deste filme. Um bom argumento, boas interpretações, um começo e final maravilhosos, uma fotografia eximia, bons planos de camara. Apesar de ter bons planos de camara, alguns são longos e parados, o que talvez tire o interesse a alguns espetadores. Durante duas horas somos levados a assistir ao quotidiano de uma familia tradicional e conservadora. Algumas imagens são belíssimas, com destaque para a longa sequência em que as crianças estão a tomar banho num recinto cheio de água. Também gostei daquela cena em que o homem da casa se põe a chorar à mesa, quando a mulher e os filhos já foram embora. A cena em que a esposa sai do carro e entra num campo à chuva é muito deprimente, mas ao mesmo tempo muito poética. O cinema de Carlos Reygadas é mesmo assim, não é para todos. Sinceramente, um bom filme.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Two Days One Night

Nome do Filme : “Deux Jours Une Nuit”
Titulo Português : “Dois Dias, Uma Noite”
Titulo Inglês : “Two Days One Night”
Ano : 2014
Duração : 96 minutos
Género : Drama
Realização : Jean Pierre Dardenne/Luc Dardenne
Produção : Jean Pierre Dardenne/Luc Dardenne
Elenco : Marion Cotillard (Sandra), Fabrizio Rongione (Manu), Catherine Salee (Juliette), Batiste Sornin (Dumont), Pili Groyne (Estelle), Simon Caudry (Maxime), Alain Eloy (Willy), Myriem Akeddiou (Mireille), Fabienne Sciascia (Nadine), Anette Niro (Nanna), Rania Mellouli (Heather), Timur Magomedgadzhiev (Timur), Soufiane Jilal (Caissier), Philippe Jeusette (Yvon), Yohan Zimmer (Jerome), Christelle Cornil (Anne), Laurent Caron (Julien), Joachim Vincent (Ryan), Olivier Gourmet (Jean Marc).

História : Sandra é uma funcionária cujo emprego é ameaçado quando os seus empregadores decidem oferecer um prémio aos restantes trabalhadores se eles votarem para que ela perca o posto de trabalho. Ajudada pelo carinhoso marido, Sandra tem somente o fim-de-semana para visitar cada um dos seus colegas de serviço e convencê-los a abdicarem dos seus prémios para que ela possa voltar ao local de trabalho e desempenhar a sua função. Para complicar ainda mais a situação, Sandra entra em depressão e tem ainda que cuidar de dois filhos menores.

Comentário : Antes de mais quero dizer que sempre admirei os filmes dos irmãos Dardenne, gosto da forma deles filmarem e das histórias humanas que os seus filmes contam. O mesmo se passou com este novo filme que, embora não seja tão bom quanto a maioria dos seus filmes, é uma obra bastante aceitável que aborda um tema actual : a crise financeira na Europa. Neste caso, estamos a falar de alguém que está prestes a perder o emprego devido a uma decisão do patronato e decide tudo fazer para tentar alterar a situação. Estamos perante um filme que aborda o sentimento humano, que mostra o quanto frágeis ficam as pessoas, quando os problemas tocam a elas.

Desta vez, os irmãos realizadores escolheram uma grande estrela para protagonizar um filme deles, neste caso, temos a grandiosa Marion Cotillard, sem sombras de dúvidas, uma excelente atriz. Ela tem aqui uma excelente interpretação, nos facultou uma Sandra muito humana e frágil, ao mesmo tempo muito forte e firme nas suas convicções, embora perto do final, já esteja muito em baixo. O elenco de secundários também esteve muito bem, embora um ou outro não tivesse representado muito bem, mas enfim. O grande problema deste filme é que todo ele, durante os noventa minutos, foca-se totalmente na questão do emprego, deixando para trás, outras questões relevantes da vida da protagonista, como por exemplo, a sua relação com os filhos na dita fase complicada das suas vidas, bem como a forma como as crianças lidam com a situação. 

domingo, 23 de novembro de 2014

Interstellar

Nome do Filme : “Interstellar”
Titulo Português : “Interstellar”
Ano : 2014
Duração : 170 minutos
Género : Drama/Ficção Cientifica/Aventura
Realização : Christopher Nolan
Produção : Christopher Nolan/Kip Thorne
Argumento : Christopher Nolan /Jonathan Nolan/Kip Thorne
Elenco : Matthew McConaughey (Cooper), Mackenzie Foy (Murph), Jessica Chastain (adult Murph), Ellen Burstyn (old Murph), Michael Caine (Brand), John Lithgow (Donald), Anne Hathaway (Amelia Brand), Casey Affleck (adult Tom), Matt Damon (Mann), Topher Grace (Getty), David Gyasi (Romilly), Wes Bentley (Doyle), Andrew Borba (Smith), Francis Xavier McCarthy (Boots), Bill Irwin (TARS), Timothee Chalamet (Tom), Collete Wolfe (Hanley), Josh Stewart (CASE), Leah Cairns (Lois), William Devane (Williams), Liam Dickinson (Coop).

História : Algures no futuro, a Terra é um planeta devastado. Os especialistas de todas as áreas buscam planetas potencialmente habitáveis que possam evitar a extinção da humanidade. A comunidade cientifica acredita que a solução pode estar em buracos existentes no espaço, portais que possibilitam a ligação entre mundos ou galáxias, independentemente da distância entre eles. E é assim que uma pequena equipa de exploradores espaciais é enviada na missão mais importante da história da humanidade : entrar num desses portais e encontrar um mundo ou planeta onde a vida possa prosseguir. Entre os elementos dessa pequena equipa, está Cooper, um engenheiro viúvo que está a criar os filhos sozinho com a ajuda do pai. Cooper terá que tomar a decisão mais importante e dificil da sua vida : embarcar nessa perigosa viagem ou ficar ao lado dos seus filhos.

Comentário : Ainda estou sem palavras, horas depois de ter visto este novo filme do mestre visionário Christopher Nolan. Da carreira deste brilhante realizador, vi quase todos os seus filmes, ficando apenas a faltar o seu primeiro registo “Following”. Não vou aqui perder tempo a escrever sobre a sua brilhante carreira, vou somente focar-me no filme em questão. “Interstellar” é um excelente filme, o segundo melhor filme que vi este ano, em primeiro lugar está a obra prima “Boyhood” de Richard Linklater. Gostei de quase tudo em “Interstellar”, a história, o argumento complexo, a excelente fotografia, a poderosa banda sonora, três interpretações a roçar a perfeição (Matthew McConaughey, Jessica Chastain e Mackenzie Foy), efeitos visuais fabulosos, a nivel técnico está perfeito, mas aquilo que mais gostei foi da enorme complexidade daquilo que o realizador nos mostrou ao longo de quase três horas de projeção. 

A terceira hora de “Interstellar” é tão intensa, a minha parte preferida é aquela em que Cooper e Murph se apercebem de quem era a presença que a miúda sentia existir no seu quarto, então aquela sequência em que ele está naquele compartimento e observa a filha e ele próprio no quarto da casa, é a melhor parte do filme. As cenas que decorrem no espaço e nos dois planetas estão perfeitas. Senti-me totalmente envolvido no filme, as três horas passaram a correr, o filme nunca é secante. A empatia entre pai e filha, seja enquanto atores, seja enquanto personagens é perfeita. A única coisa que não gostei no filme foi não ter percebido porque razão Cooper abandonou a filha, a razão que o filme mostra não é suficiente, de certeza que quem manda devia ter alguém com uma vida mais livre para fazer a tarefa. Em resumo, estamos perante outra obra prima de Christopher Nolan, o homem não sabe fazer maus filmes. “Interstellar” e “Boyhood” são os melhores filmes que vi neste 2014. 

sábado, 15 de novembro de 2014

Young Ones

Nome do Filme : “Young Ones”
Ano : 2014
Duração : 100 minutos
Género : Ficção Cientifica/Drama
Realização : Jake Paltrow
Produção : Jake Paltrow
Elenco : Michael Shannon (Ernest Holm), Elle Fanning (Mary Holm), Kodi Smit McPhee (Jerome Holm), Aimee Mullins (Katherine Holm), Nicholas Hoult (Flem Lever), Alex McGregor (Sooz), Robert Hobbs (Caleb), Andy McPhee (Jay), Liah O'Prey (Anna), David Butler (Sam Lever), Christy Pankhurst (Robbie), David Clatworthy (Calvin Hooyman).

História : Num futuro próximo, quando a água é um bem escasso, as pessoas têm que tudo fazer para sobreviver. Neste caos, um jovem rapaz perde o pai e decide tudo fazer para proteger a irmã.

Comentário : Esta noite vi este filme de ficção cientifica que gostei bastante. É um filme fora do normal e, nos dias que correm, algo inovador é sempre bemvindo. Com um argumento simples, o filme conta-nos a história de um homem (excelente Michael Shannon) que decide contrariar as dificuldades e continuar a viver perante o caos instalado, ajudando os seus dois filhos a sobreviverem. Contudo, a sua tarefa é bruscamente cancelada por alguém que se torna no inimigo número um da sua familia, mesmo que nenhum dos seus membros saiba disso. Caberá ao jovem filho descobrir a verdade e tentar proteger-se a si e à irmã mais velha. 
Michael Shannon e Kodi Smit McPhee possuem boas interpretações neste filme. Apesar de continuar bem com este seu novo papel, Elle Fanning já representou melhor em outros filmes. Como vilão principal, Nicholas Hoult esteve bastante irritante, representou igualmente bem, embora tenha faltado mais maldade à sua personagem. Confesso que já estava à algum tempo para ver este filme, finalmente tive a oportunidade, gostei do filme, mas tenho que dizer que esperava mais da história. Um último apontamento, adorei o robot de serviço.

Mysteries Of Lisbon

Nome do Filme : “Mysteres De Lisbonne"
Titulo Português : “Mistérios De Lisboa”
Titulo Inglês : “Mysteries Of Lisbon”
Ano : 2010
Duração : 270 minutos
Género : Drama
Realização : Raoul Ruiz
Produção : Paulo Branco
Elenco : Adriano Luz (Padre Dinis/Sabino/Sebastião), Maria João Bastos (Ângela Lima), Ricardo Pereira (Alberto Magalhães/Come Facas), Clotilde Hesme (Eliza Montfort), João Arrais (Pedro Silva), Afonso Pimentel (old Pedro Silva), Albano Jerónimo (Conde Santa Bárbara), João Baptista (D. Pedro), Julien Alluguette (Benoit Montfort), Rui Morrison (Marquês Montezelos), Joana De Verona (Eugénia), Lea Seydoux (Branca Montfort), Carloto Cotta (Álvaro Albuquerque), Maria João Pinho (Condessa de Vizo), José Manuel Mendes (Frei Baltazar), Melvil Poupaud (Ernesto Lacroze), Margarida Vila Nova (Marquesa de Alfarela), Catarina Wallenstein (Condessa de Arosa), Filipe Vargas (Paulo Albuquerque), Paulo Pinto (Martinho Almeida), Ana Chagas (Deolinda), Dinarte Branco (Diletante), São José Correia (Anacleta), Leonor Figueiredo (Emília), Sofia Leite (Prelada), Helena Coelho (Marquesa de Santa Eulália).

História : A história mergulha-nos num turbilhão imparável de aventuras e desventuras, coincidências e revelações, sentimentos e paixões violentas, vinganças, amores desgraçados e ilegítimos numa atribulada viagem por Portugal, França e Itália. Nesta Lisboa de intrigas e identidades ocultas encontramos uma série de figuras que dominam o destino de Pedro Silva, órfão de um colégio interno. O Padre Dinis, que de aristocrata e libertino se converte em justiceiro, uma condessa roída pelo ciúme e sedenta de vingança, um pirata violento tornado próspero homem de negócios; que atravessam a história do século XIX e a procura de identidade do nosso personagem principal, Pedro Silva.

Comentário : Ainda tinha depositado neste filme algumas esperanças dele gostar, antes de o ver, claramente. Depois que o vi, confesso que não gostei nada deste filme, que tanto sucesso fez lá fora. Tudo bem, o filme está muito bem concebido : possui um excelente guarda roupa, o elenco principal tem interpretações a cima da média, a fotografia e a banda sonora são boas, alguns cenários deslumbram, tem uma boa recriação de época, está muito bem filmado e é detentor de bons planos de camara, a história é baseada numa novela de um famoso escritor. Como pontos negativos, temos a excessiva duração que faz com que o filme seja muito dificil de se ver (para mim, estive quase a dormir), tem cenas muito longas e outras muito paradas, é ligeiramente confuso, mas para mim, o que mais detestei foi o facto de não me sentir minimamente agarrado à trama, fiz um valente esforço ao ver o filme, confesso mesmo que, quando faltava uma hora para terminar, desliguei o leitor de DVD e desisti de o continuar a ver. Já para não falar que existem alguns atores secundários que representaram mal. Como objeto cinematográfico, é um bom filme, mas pronto, eu não gostei disto, peço desculpa aos que o adoram. Eu até gosto de filmes parados, mas neste caso, houve realmente algo que não deu certo. 

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

If I Stay

Nome do Filme : “If I Stay”
Titulo Português : “Se Eu Ficar”
Ano : 2014
Duração : 108 minutos
Género : Drama
Realização : R. J. Cutler
Elenco : Chloe Grace Moretz (Mia), Liana Liberato (Kim), Mireille Enos (Kat), Jamie Blackley (Adam), Joshua Leonard (Denny), Stacy Keach (Gramps), Gabrielle Rose (Gran), Jakob Davies (Teddy), Ali Milner (Liz), Lauren Lee Smith (Willow).

História : Mia pensou que a decisão mais dificil que teria de tomar na sua vida era ter que escolher entre perseguir os seus sonhos musicais, tentando entrar numa boa escola de música, ou mudar de rumo para estar com o amor da sua vida, Adam. Mas o que era suposto ser uma tranquila viagem em familia, num instante se torna numa tragédia e a vida de Mia fica presa por um fio. Agora que se vê entre a vida e a morte, Mia tem de tomar uma decisão que irá definir não só o seu futuro, como também o seu destino e o daqueles que a rodeiam.

Comentário : Acabadinha de chegar à idade adulta, Chloe Grace Moretz é já uma excelente atriz e uma das futuras grandes estrelas de Hollywood. Gostei de quase todos os seus filmes e gostei também deste. Embora ache que esta é a melhor interpretação da jovem atriz, penso igualmente que o filme podia ter ficado bem melhor. Naquelas partes em que o casal de jovens se beija ou se ama, qualquer coisa não funcionou, possivelmente a falta de química, ou o facto dela não estar à vontade nessas cenas. Por outro lado, a cena que mais gostei foi aquela em que o avô de Mia faz aquelas confissões enquanto a neta está em coma naquela maca do hospital, essa cena é muito intensa.

Não gostei nada dos pais de Mia, ou por causa que eles não souberam passar cá para fora a experiência daquilo que estavam a viver na história, ou devido a um erro de casting, simplesmente não me convenceram minimamente. O ator que fez de namorado da protagonista esteve bem. Mas as personagens que eu mais gostei foi do avô e, claramente de Mia. Sei que existe um segundo livro que dá continuação a este filme, mas duvido que o passem ao cinema, devido ao fracasso enorme que foi o filme nas bilheteiras. Mensagem do filme : Num dia estamos bem, no dia seguinte podemos estar a lutar pela vida numa maca de um hospital, temos que aproveitar cada dia como se fosse o último, viver um dia de cada vez e darmos valor àquilo que temos. Bom filme.

Jessabelle

Nome do Filme : “Jessabelle”
Titulo Português : “Jessabelle – A Revolta Do Espírito”
Ano : 2014
Duração : 90 minutos
Género : Thriller/Terror
Realização : Kevin Greutert
Elenco : Sarah Snook (Jessie), Joelle Carter (Kate), Mark Webber (Preston), David Andrews (Leon), Ana Reguera (Rosaura), Chris Ellis (Pruitt), Brian Hallisay (Mark), Larisa Oleynik (Sam), Lucius Baston (Woods), Elizabeth Rowin (Sylvie).

História : Após regressar à casa onde passou a sua infância, uma mulher tenta recuperar de um acidente de carro terrível. Cedo, ela percebe que algo não está bem.

Comentário : Gostei deste filme de terror e confesso que nunca suspeitei que as coisas iam terminar daquela forma. Sarah Snook, como mulher é linda e teve a melhor interpretação do filme. Claro que o filme tem erros, o argumento tem buracos e há alguns clichés, mas como obra de terror, é razoável. O filme possui um clima de tensão que está sempre presente ao longo dos quase 90 minutos de imagens. O realizador, conforme a narrativa vai avançando, vai dando todas as explicações. Confesso que podia ter assustado mais, mas notei também que houve um esforço para que as coisas ficassem bem feitas. O twist final é brutal. Gostei do filme, mas esperava muito mais.

sábado, 8 de novembro de 2014

Maps To The Stars

Nome do Filme : “Maps To The Stars”
Titulo Português : “Mapas Para As Estrelas”
Ano : 2014
Duração : 107 minutos
Género : Drama
Realização : David Cronenberg
Elenco : Julianne Moore (Havana Segrand), Mia Wasikowska (Agatha Weiss), John Cusack (Stafford Weiss), Olivia Williams (Christina Weiss), Evan Bird (Benjie Weiss), Robert Pattinson (Jerome Fontana), Niamh Wilson (Samantha).

História : Os Weiss são uma família mediática de Hollywood, cujo homem da casa faz terapia a outra estrela de cinema, Havana Segrand. Um dia, Havana contrata para sua assistente precisamente a filha doente dessa familia famosa e as coisas pioram para eles.

Comentário : Hoje vi este filme que confesso ter detestado. Não senti empatia com a história e nem com as personagens. Na realidade, apanhei uma valente seca ao ver este filme. Não entendo todo o alarido em torno dele. Se a ideia do realizador era de fazer passar cá para fora o modo de vida e os problemas das estrelas do seu meio, penso que falhou, porque duvido que aquelas pessoas sejam assim tão doentes. Salva-se a interpretação da grandiosa Julianne Moore, que já nos deu brilhantes prestações em brilhantes filmes, aqui desempenha o papel de uma estrela de cinema, que não passa de uma verdadeira cabra. A bonita e talentosa Mia Wasikowska não me conseguiu convencer no seu papel. Odiei o personagem Benjie, que miudo tão irritante e mau. Em resumo, o novo filme de David Cronenberg é mais uma valente desilusão deste ano.

sábado, 1 de novembro de 2014

The City Of Lost Children

Nome do Filme : “La Cite Des Enfants Perdus”
Titulo Português : “A Cidade Das Crianças Perdidas”
Titulo Inglês : “The City Of Lost Children”
Ano : 1995
Duração : 110 minutos
Género : Ficção Cientifica/Drama
Realização : Jean Pierre Jeunet/Marc Caro
Elenco : Ron Perlman (One), Judith Vittet (Miette), Dominique Pinon (scaphandrier/clones), Jean Claude Dreyfus (Marcello), Mireille Mosse (Bismuth), Serge Merlin (Gabriel Marie), Joseph Lucien (Denree), Mapi Galan (Lune).

História : Numa cidade muito estranha e futurista, andam a desaparecer crianças, que na realidade, são levadas para um laboratório a fim de serem sujeitas a algumas experiências. Caberá a um homem muito forte e a uma menina pequena tentarem colocar um fim a essa terrível situação.

Comentário : E continuo este mês com o comentário a este bizarro filme da dupla Jean Pierre Jeunet/Marc Caro, filme que pode muito bem funcionar como critica a certos tipos de gente. Gostei bastante do filme, é estranho, mas vê-se muito bem. Ron Perlman tem aqui uma das melhores interpretações da sua carreira. A pequena Judith Vittet é a estrela que mais brilha no filme, a sua Miette é encantadora. Adorei a forma como o filme foi filmado, temos cenários deslumbrantes e personagens bem estranhas, só para terem uma noção, um dos personagens principais é um cérebro dentro de um aquário. Também gostei da prestação do ator Dominique Pinon, ele desempenha vários papéis.

One e Miette são as melhores personagens do filme, pertencem a eles as melhores cenas da pelicula. Confesso que pode não ser um filme que agrade à maioria, pessoalmente, antes de o ver, havia pensado que não ia gostar disto. Não podia estar mais enganado. Até temos pulgas amestradas como personagens secundárias. Temos três mulheres muito estranhas. Apesar da história do filme ser muito absurda, é uma fita que se segue muito bem, nunca cansa e fiquei sempre à espera daquilo que ia acontecer a seguir. Só tenho que lamentar que os primeiros minutos sejam aborrecidos, mas isso nada tira-me o enorme prazer que tive ao ver este filme. Penso que foi depois deste filme que a parceria entre Jean Pierre Jeunet/Marc Caro se desfez, o primeiro iniciou o processo que realizar sozinho os seus próprios filmes e o resultado foi aquele que já sabemos. Por último, quero dizer que este filme tornou-se numa obra de culto.

Delicatessen

Nome do Filme : “Delicatessen”
Titulo Português : “Delicatessen”
Ano : 1991
Duração : 97 minutos
Género : Crime/Romance/Comédia Dramática
Realização : Jean Pierre Jeunet/Marc Caro
Produção : Claudie Ossard
Elenco : Dominique Pinon (Louison), Marie Laure Dougnac (Julie), Jean Claude Dreyfus (Clapet), Karin Viard (Plusse), Ticky Holgado (Marcel), Boban Janevski (Rascal), Jacques Mathou (Roger), Patrick Paroux (Puk), Maurice Lamy (Pank).

História : Pequeno e bem parecido, Louison consegue um emprego num talho, apesar de ter que fazer muito para o manter. Tudo muda, quando conhece a filha do patrão e as coisas pioram quando a rapariga se apaixona por ele e ele por ela.

Comentário : Primeiro filme que Jean Pierre Jeunet e Marc Caro realizaram em conjunto. Para mim, foi uma experiência muito agradável ter visto este filme. No fundo, estamos perante uma história romântica entre um “fraca figura” e a filha do patrão. O que esse trabalhador desconhece é que o seu patrão e pai da sua amada, não vende somente carne de animal, também vende carne humana disfarçada. O filme está muito louco, veja-se as cenas da casa de banho inundada ou ainda a sequência exagerada que envolve um casal a fazer amor, enquanto que outros habitantes da pensão fazem os seus afazeres ao mesmo ritmo que o homem penetra a mulher e fazem abanar as molas da cama. Dominique Pinon tem uma grande interpretação. Ele é uma espécie de ator fetiche do realizador Jean Pierre Jeunet. Sinceramente, gostei deste primeiro filme da dupla, mas prefiro largamente o seguinte que eles fizeram (comentado em cima). 

The Possession Of Michael King

Nome do Filme : “The Possession Of Michael King”
Titulo Português : “A Possessão de Michael King”
Ano : 2014
Duração : 83 minutos
Género : Terror
Realização : David Jung
Produção : David Jung
Elenco : Shane Johnson (Michael King), Ella Anderson (Ellie King), Cara Pifko (Samantha King), Dale Dickey (Beverly), Tomas Arana (Augustine), Luke Baines (Elias), Julie McNiven (Beth), Patricia Healy (Marsha), Anna Mountford (Erica).

História : Um realizador de documentários vê a esposa morrer e acaba por ter que criar a filha pequena sozinho. Ele chama-se Michael King e além de realizar filmes documentais, não acredita nem em Deus nem no Diabo, chegando mesmo a acusar tudo isto de ser mitos e de haver gente que ganhe dinheiro à custa dos fracos de cabeça que acreditam nestas coisas. Um dia, Michael decide que o seu próximo documentário será sobre essas falsas pessoas ligadas ao sobrenatural, iniciando assim o seu projecto, com a ajuda de um amigo que irá filmar tudo. Mas Michael vai longe demais, “brinca” com coisas que não devia, acabando mesmo por ser vitima da sua brincadeira estúpida.

Comentário : Este foi o filme que eu escolhi para ver na noite de Halloween e acertei em cheio, que grande filme. Os criticos profissionais não gostaram muito dele, possivelmente porque é do género “found footage” e eles já estão cansados de filmes desse tipo. Mas alguns criticos amadores gostaram bastante deste filme. O realizador pega numa personagem (a principal) e vai transformando a sua vida, ao longo de quase 80 minutos e nós, quem vê o filme, somos as testemunhas dessa evolução para pior. Costuma-se dizer que quem brinca com fogo, queima-se e é precisamente isso que acontece com o nosso protagonista, o grande problema são as vitimas que essa situação faz. O filme tem erros, por exemplo, porque motivo Michael King raramente vê as filmagens que tem daquilo que se passou, para alguém que está muito interessado, seria de esperar que ele estivesse sempre em cima do acontecimento. As imagens da familia feliz foram uma boa aposta para dar a ver como as coisas eram antes da morte precoce da esposa do protagonista. Aquela cena com aquele doente careca causou-me arrepios.

O ator principal teve uma interpretação exemplar, e alguns secundários tiveram prestações bem a cima da média para este tipo de cinema. Outro erro do filme, é o facto de Michael King meter-se naquele objetivo perigoso, tendo uma filha menor a seu cargo para criar sozinho, é mesmo muita irresponsabilidade para um homem adulto que terá que ser em simultâneo pai e mãe para aquela menina pequena. Já para não falar dos habituais clichés muito característicos deste tipo de obras. No entanto, temos que dar valor ao facto de o realizador não usar grandes efeitos especiais nas suas cenas, quem gostou dos quatro primeiros “Paranormal Activity” vai gostar deste filme. As melhores sequências são aquelas em que Michael King, quase no auge da sua possessão, se debate contra si e contra o demónio que o possui, para tentar contrariar a entidade demoníaca, sempre que esta quer convencê-lo a matar a filha. No final, essa situação provoca, como era de calcular, o suicidio do progenitor, provando assim que a filha era o mais importante para ele, que ainda teve força para a salvar e acabar com aquilo de vez. Para mim, este é um dos melhores filmes do género. Gostei muito.

Here Comes The Devil

Nome do Filme : “Ahi Va El Diablo”
Titulo Português : “Aqui Vem O Diabo”
Titulo Inglês : “Here Comes The Devil”
Ano : 2012
Duração : 98 minutos
Género : Thriller/Terror
Realização : Adrian Garcia Bogliano
Elenco : Francisco Barreiro (Felix), Laura Caro (Sol), Alan Martinez (Adolfo), Michele Garcia (Sara), Jessica Iris (Sandra), Dana Dorel (Abril), Barbara Perrin Rivemar (Marcia).

História : Um casal perde os seus filhos quando passam perto de uma caverna. As crianças eventualmente reaparecem sem explicação, mas torna-se claro que eles não são o que costumavam ser, que algo terrivel as transformou.

Comentário : Este foi o segundo filme que vi nesta noite de Halloween. Gostei bastante deste filme, mas admito que não é para todos os gostos. Só o fato de não ser um filme comercial, já é razão suficiente para o ver. Assim à primeira vista, nem parece um filme de terror, é mais uma obra dada ao thriller, com alguns laços ligados ao sobrenatural. Detentor de alguns erros, estamos perante um bom filme que, sem intenção, acaba por prender a quem o vê e nos mantém sempre na espetativa daquilo que vai suceder a seguir. Gostei da interpretação da atriz que fez de mãe dos jovens e notei que o casal de jovens atores também estiveram bem. Ao longo do filme, o realizador vai-nos dando dados novos para juntarmos ao puzzle que é esta fita, confesso que fiquei boquiaberto com aquele twist que envolve a morte dos jovens, descoberta feita pela mãe. Reparem nos pormenores das roupas serem as mesmas que eles usavam no dia do passeio e desaparecimento. Essas partes deixaram-me arrepiado, bem como o twist final. Destaque que o sexo também é uma componente forte neste filme. Gostei mesmo deste filme e olhem que nada esperava dele. 

sábado, 18 de outubro de 2014

Horns

Nome do Filme : “Horns”
Titulo Português : "Cornos"
Ano : 2014
Duração : 120 minutos
Género : Romance/Drama/Terror
Realização : Alexandre Aja
Produção : Alexandre Aja
Elenco : Daniel Radcliffe (Ig Perrish), Juno Temple (Merrin Williams), Heather Graham (Veronica), Kelli Garner (Glenna Shepherd), David Morse (Dale Williams), Joe Anderson (Terry Perrish), James Remar (Derrick Perrish), Max Minghella (Lee Tourneau), Kathleen Quinlan (Lydia Perrish), Kendra Anderson (Delilah), Jay Brazeau (Mould), Michael Adamthwaite (Eric Hannity), Alex Zahara (Renald), Mitchell Kummen (young Ig), Sabrina Carpenter (young Merrin), Laine MacNeil (young Glenna).

História : Depois da misteriosa e violenta morte da sua namorada, um jovem repara que lhe estão a nascer dois chifres na sua cabeça. Para complicar ainda mais a situação, quase toda a cidade o detesta, não só pelos chifres, mas também porque julgam que foi ele quem matou a miúda.

Comentário : E pronto, dentro de quase duas semanas teremos mais um Halloween e este filme foi o que eu escolhi para comemorar o acontecimento, a noite das bruxas. Daniel Radcliffe é um bom ator e, neste filme, está excelente, que poderosa interpretação. A seu lado, está uma também excelente prestação por parte da também boa atriz Juno Temple. Depois temos imensas caras conhecidas em papéis secundários. A sério, gostei mesmo deste filme. Tenho que destacar as cenas com as cobras, aquelas partes em que as cobras deambulavam por Ig e até o acompanhavam no seu corpo, são cenas brutais. O filme até chega a ser um pouco estranho, devido a algumas cenas. Deste grupo de cenas, escapa aquela da menina pequena que gritava no hospital devido ao que viu a mãe fazer em casa, esta sim, uma excelente parte.

Merrin Williams é uma das personagens mais fôfas e queridas que eu já encontrei num filme, mas essa lista é grande. O realizador Alexandre Aja é uma espécie de mestre a produzir filmes de terror, penso que este seja o seu filme mais pessoal. A história do filme é boa, os poucos efeitos especiais que vão surgindo ao longo da fita são igualmente muito bons, a fotografia também merece destaque positivo e a banda sonora tem um dos maiores focos da pelicula inteira. Há, é verdade, os chifres de Ig parecem mesmo verdadeiros. A narrativa do filme varia entre o presente e o passado do casal protagonista. Daniel Radcliffe e Emma Watson já provaram à imenso tempo que são bons atores, os oito filmes da saga “Harry Potter” e todos os filmes que os dois fizeram em separado depois da saga são a prova disso.