sábado, 30 de novembro de 2013

The Past

Nome do Filme : “Le Passe”
Titulo Português : “O Passado”
Titulo Inglês : “The Past”
Ano : 2013
Duração : 131 minutos
Género : Drama
Realização : Asghar Farhadi
Elenco : Berenice Bejo (Marie), Pauline Burlet (Lucie), Tahar Rahim (Samir), Ali Mosaffa (Ahmad), Jeanne Jestin (Lea), Valeria Cavalli (Valeria), Sabrina Ouazani (Naima), Elyes Aguis (Fouad).

História : Um homem tenta formalizar o seu divórcio ao mesmo tempo que vai fazer os possiveis para que as pessoas à sua volta se relacionem bem depois desse complicado processo.

Comentário : Mais um filme que vai estrear em Dezembro próximo e eu já tive a sorte de o ver. O filme é muito bom e também bastante realista. Ao mesmo nivel do anterior filme do realizador - “A Separation”. Asghar Farhadi é perito em arranjar argumentos confusos e altamente complexos onde o ingrediente principal são as relações entre os membros da familia. No caso deste filme, temos um homem que regressa a casa, depois de ter estado cerca de quatro anos longe da ex-mulher para oficializar a separação. No entanto, encontra um péssimo clima, devido ao facto da filha mais velha estar revoltada com a mãe porque esta arranjou um novo homem. Tal como o anterior filme de Asghar Farhadi, neste seu novo registo, voltamos a confrontar-nos com a temática da separação.

A nivel das interpretações, está brutal. Berenice Bejo e Ali Mosaffa foram os que mais deram nas vistas no campo das prestações. O conhecido Tahar Rahim já esteve melhor em outros filmes. Tratando-se de cinema do mundo, estamos perante um filme de grande qualidade. O argumento é um diamante em bruto, enquanto que as mais de duas horas de imagens vão-nos dando sempre novos acontecimentos e revelações. Grande parte das personagens são muito ricas em termos de conteúdo, à medida que o filme vai rodando, vão-nos facultando novos dados sobre elas. Estamos diante de mais um filme que prova que o ser humano é o ser mais complexo que existe, volto a dizer, o argumento deste filme é muito forte, mostrando situações que podiam perfeitamente acontecer na vida real das pessoas. Talvez o filme entre na próxima corrida aos oscars na categoria de melhor filme de lingua não inglesa. Tal como vimos em “A Separation”, também “The Past” acaba em aberto. Os dois filmes são muito bons. 
Classificação do filme : 4.

A Separation

Nome do Filme : “Jodaeiye Nader Az Simin”
Titulo Português : “Uma Separação”
Titulo Inglês : “A Separation”
Ano : 2011
Duração : 121 minutos
Género : Drama
Realização : Asghar Farhadi
Elenco : Leila Hatami (Simin), Peyman Moaadi (Nader), Sarina Farhadi (Termeh), Shahab Hosseini (Hojjat), Kimia Hosseini (Somayeh), Sahabanu Zolghadr (Azam), Sareh Bayat (Razieh).

História : Quando a esposa abandona o lar, um homem contrata uma mulher para tomar conta do seu pai esclerosado.

Comentário : Vi este filme à cerca de dois anos e não gostei dele da primeira vez que o vi. Tudo devido ao seu final, que não dá explicações nenhumas para certos acontecimentos do filme e deixa o filme em aberto. No entanto, e verdade seja dita, é um dos filmes mais realistas que vi. Quando o vi pela segunda vez, já gostei mais do filme e achei-o muito bom. O realizador empenhou-se a sério neste seu projecto e o resultado é um filme detentor de um argumento potente e muito forte. As interpretações são bestiais. O realizador leva mesmo as suas personagens ao limite psicológico. Uma curiosidade, a filha do personagem principal é a filha do realizador, na vida real. Esta é a história de uma separação e também da falta de confiança que podemos ter da pessoa amada e das pessoas que nos rodeiam. Não fiquei a saber quem roubou o dinheiro de Nader, assim como também não fiquei a conhecer o destino da jovem Termeh, aliás, o filme nunca deu essas duas respostas. E talvez por isso, eu não lhe dou a nota máxima. Um último reparo, fui ver o filme ao cinema quando ele estreou.

Classificação do filme : 4.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Augustine

Nome do Filme : “Augustine”
Titulo Português : “Augustine”
Ano : 2012
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Alice Winocour
Elenco : Vincent Lindon (Jean Martin Charcot), Soko (Augustine), Chiara Mastroianni (Constance Charcot), Olivier Rabourdin (Bourneville), Roxane Duran (Rosalie).

História : Na Paris de 1885, uma jovem rapariga de 19 anos chamada Augustine trabalha desde os 14 numa casa como servente. Um dia, sofre um ataque e fica paralisada de um olho. Quem acaba por reparar nela é um conceituado médico que fica encarregue de cuidar dela com a finalidade de não só a curar como também de provar uma estranha tese sobre as mulheres e ganhar prestigio.

Comentário : Na noite passada vi este filme e confesso que gostei dele. É uma espécie de filme de época que aborda aquela época em que as mulheres eram acusadas de sofrer de histeria e eram mal compreendidas. No centro da trama, encontramos uma bonita jovem que sofre de problemas psicológicos e tem a sorte de ser ajudada por um excelente médico. Entre médico e paciente acaba por nascer uma curiosa relação que todos já desconfiamos como vai terminar ou naquilo que vai dar. Achei o filme bastante curioso e adorei a interpretação da jovem Soko. Um bom filme.

Classificação do filme : 3.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Stranger By The Lake

Nome do Filme : “L' Inconnu Du Lac”
Titulo Português : “O Desconhecido Do Lago”
Titulo Inglês : “Stranger By The Lake”
Ano : 2013
Duração : 98 minutos
Género : Drama
Realização : Alain Guiraudie
Elenco : Pierre Deladonchamps (Franck), Patrick D'Assumçao (Henri), Christophe Paou (Michel), Jerome Chappatte (Damroder), Mathieu Vervisch (Eric), Emmanuel Daumas (Philippe), François Renaud Labarthe (Pascal Ramiere).

História : Franck é um jovem que costuma frequentar um areal junto a um lago, local que é usado para homens engatarem outros homens. Um dia, Franck conhece Michel e pensa estar apaixonado por aquele estranho e robusto homem. No entanto, Franck descobre algo sobre Michel que irá mudar para sempre a imagem que tem dele.

Comentário : Agora que o Cinema King fechou as portas por culpa do seu proprietário, ficamos apenas com uma única sala de cinema em Lisboa que exibe exclusivamente cinema de autor, cinema independente e alternativo e cinema europeu, estou claramente a falar do Cinema Nimas. Esta semana estreou na única sala do Cinema Nimas o filme independente “O Desconhecido Do Lago”. Eu gosto muito do Cinema Nimas, assim como gostava do King e fui ver este filme. Trata-se de um filme gay, basicamente o que vemos ao longo da hora e meia de projeção são homens a fazer sexo com outros homens, tudo muito explicito. O filme está classificado para maiores de 16 anos, mas na minha opinião devia ser para maiores de 18 anos. Na sessão em que fui, as únicas mulheres que estavam na sala saíram durante o filme.

O filme “O Desconhecido Do Lago” é um filme muito parado, onde umas poucas cenas se repetem algumas vezes, por exemplo, a cena dos gays a arrumarem os carros no parque florestal parece sempre a mesma. A realização é muito boa, a fotografia é positiva, as três interpretações principais são muito boas e até parece que eles são mesmo gays devido à abismal entrega aos respetivos papéis. Adorei as cenas que decorrem à noite, estão filmadas de forma impecável. Adorei igualmente o personagem Henri e fiquei triste com o destino que Alain Guiraudie lhe atribuiu. Detestei o facto de o filme acabar em aberto, ou seja, não se sabe como tudo aquilo terminou, principalmente para o lado de Franck. Quero também confessar que não tenho nada contra os gays, mas é mais facil para mim aceitar duas raparigas a amarem-se do que dois homens. Respeito, mas faz-me imensa confusão, para mim um homem e uma mulher foram feitos um para o outro. Resumindo, é um bom filme. 

Classificação do filme : 3.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Recordações Da Casa Amarela

Nome do Filme : “Recordações Da Casa Amarela”
Titulo Inglês : “Recollections Of The Yellow House”
Ano : 1989
Duração : 120 minutos
Género : Drama
Realização : João César Monteiro
Elenco : João César Monteiro (João de Deus), Manuela de Freitas (Dona Violeta), Ruy Furtado (Armando), Teresa Calado (Menina Julieta), António Terrinha (Doctor), Madalena Lua (Criada), Sabina Sacchi (Mimi), Maria Ângela Oliveira (Mãe de Deus).

História : Em Lisboa, um indivíduo vive no quarto de uma pensão barata na zona velha e ribeirinha da cidade. Sozinho, vê-se confrontado com a dureza da vida urbana.

Comentário : Trata-se de um excelente filme do grande mestre João César Monteiro que eu adorei. Além de ser cinema de autor de grande qualidade, é do melhor cinema português que já foi feito. João César Monteiro é o realizador e o ator principal deste belissimo filme. É um filme parado, mas está filmado de forma brilhante. O realizador tem uma maneira especial de filmar as mulheres, como nenhum outro. Adorei a cena da banheira, mostra bem como a mulher é superior ao homem. Por outro lado, detestei a cena da boneca de pano. O final do filme (últimos 20 minutos) não tem muito a ver com a grandiosidade que vimos ao longo de quase duas horas de fita. Certas partes do filme parecem realidade, de tão espontâneas que são. Por vezes, a camara faculta-nos ângulos maravilhosos, por exemplo, a parte da orquestra. Outra coisa que me fascinou foi o facto do filme se passar na linda cidade de Lisboa, cidade onde eu nasci. É uma honra ver um filme que foi filmado em Lisboa. Os filmes de João César Monteiro foram restaurados pela Cinemateca, instituição que costuma passá-los nas suas salas. Gosto do cinema de Manoel de Oliveira, mas prefiro o cinema de João César Monteiro. Ao ver este filme, vivi um excelente momento de cinema. “Recordações Da Casa Amarela” é cinema.
Classificação do filme : 5.

Inside Llewyn Davis

Nome do Filme : “Inside Llewyn Davis”
Titulo Português : “A Propósito De Llewyn Davis”
Ano : 2013
Duração : 105 minutos
Género : Drama
Realização : Ethan Coen/Joel Coen
Elenco : Oscar Isaac (Llewyn Davis), Carey Mulligan (Jean Berkey), John Goodman (Roland Turner), Garrett Hedlund (Johnny Five), F. Murray Abraham (Bud Grossman), Stark Sands (Troy Nelson), Adam Driver (Al Cody), Justin Timberlake (Jim).

História : O filme mostra uma semana na vida de um jovem cantor de Greenwich Village, pela altura de 1961. O jovem chama-se Llewyn Davis e, quando um Inverno severo atinge a cidade, o jovem, com a sua guitarra na mão, luta para ganhar a vida como músico e enfrenta vários obstáculos. Ele sobrevive apenas graças ao apoio dado por amigos e por estranhos, aceitando qualquer tipo de trabalho. Apesar das imensas dificuldades, Llewyn Davis e a música caminham lado a lado.

Comentário : Mais uma grande obra cinematográfica que os igualmente grandes Irmãos Coen nos trouxeram. Fui daqueles que fui ao cinema ver o último filme deles – True Grit, que confesso ter adorado. Claramente que não vou esperar que chegue o final deste ano para ver este filme nos cinemas, sim, parece incrível mas é verdade, “Inside Llewyn Davis” apenas estreia nas salas de cinema portuguesas no dia 21 de Dezembro. O que representa um insulto ao público cinéfilo, que espera meses a fio para que os melhores filmes estreiem cá. Felizmente, existe uma coisa chamada Internet que nos faculta excelentes meios a que nós podemos recorrer para vermos os filmes na mesma altura em que estes se encontram em exibição nas salas de cinema americanas. Foi o que fiz, recorri a um desses métodos e lá consegui ver este “Inside Llewyn Davis”, ainda que tivesse sido com uma imagem sem grande qualidade. Mas deu para ver o filme todinho muito bem e confesso que adorei o filme.
O ator Oscar Isaac é a grande estrela do filme, ele actua e canta lindamente. Depois temos uma das minhas atrizes preferidas, Carey Mulligan, além de linda é uma excelente atriz. Neste novo registo dos Coen, Mulligan está praticamente irreconhecível, mas ainda assim, muito bonita. E canta igualmente muito bem, tal como havia feito no não menos excelente “Shame”, no ano passado. Todo o elenco de secundários está igualmente de parabéns, onde se destaca o talentoso Justin Timberlake. Outra coisa de frisar é a exímia fotografia do filme, parece que estamos a ver um quadro.
Inside Llewyn Davis” é ainda um dos poucos filmes que fala realmente de música. O filme tem também uma veia poética muito forte. Achei curioso o facto do personagem principal andar de um lado para o outro com o gato nas mãos. Por outro lado, achei bastante ridiculo e patético o penteado do personagem de John Goodman. O filme possui uma banda sonora de grande qualidade e a canção “Five Hundred Miles” cantada em trio por Carey Mulligan, Justin Timberlake e Stark Sands é um hino para os nossos ouvidos. Temos assim um excelente filme sobre musica que conta a história de um homem que apenas queria cumprir um sonho – ser cantor, ser músico. Uma curiosidade, o cantor Llewyn Davis nunca existiu, ele é uma espécie de personagem que representa vários cantores de rua que surgiram naquele país e naquela época. Para mim, e enquanto cinéfilo, “Inside Llewyn Davis” é mais um dos melhores filmes que vi este ano.
Classificação do filme : 5.

domingo, 24 de novembro de 2013

Branca de Neve

Nome do Filme : “Branca de Neve”
Titulo Português : “Branca de Neve”
Ano : 2000
Duração : 75 minutos
Género : Drama
Realização : João César Monteiro
Produção : Paulo Branco
Elenco : Ana Brandão (rainha), Maria do Carmo (Branca de Neve), Diogo Dória (rei), Luis Miguel Cintra (caçador), Reginaldo da Cruz (principe).

História : A visão de um clássico infantil pelos olhos de um dos melhores realizadores de cinema.

Comentário : O realizador de cinema João César Monteiro foi um dos melhores na sua área em Portugal. O seu cinema é fantástico e diferente de tudo o que já se viu em todo o mundo. No entanto, pouca gente gosta do cinema que ele fazia. É lamentável que assim seja. Este filme, que é uma versão alternativa e sonora do eterno clássico infantil da Branca de Neve, é possivelmente o menos bom dos seus filmes. Vemos o ecrã todo negro e apenas ouvimos atores a falar, nós temos que imaginar o que estamos a ouvir. Às vezes, aparecem imagens do céu ou umas ruínas, nada mais. O genérico inicial e o genérico final são maravilhosos. O filme gerou uma grande polémica porque o produtor Paulo Branco recebeu um avultado subsídio para conceber o filme e depois resultou nesta obra com fracos recursos, muitos cinéfilos questionaram para onde foi o dinheiro. Para mim, isto ainda é cinema.

Classificação do filme : 2.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Ginger Snaps

Nome do Filme : “Ginger Snaps”
Titulo Português : “Tentadora Maldição”
Ano : 2000
Duração : 105 minutos
Género : Drama/Terror
Realização : John Fawcett
Elenco : Katharine Isabelle (Ginger), Emily Perkins (Brigitte), Mimi Rogers (Pamela).

História : A vida de uma jovem rapariga muda por completo quando é mordida por um lobo.

Comentário : O filme já tem uns aninhos, mas é um bom filme de terror à moda antiga. No centro da trama temos duas irmãs que gostam de criar cenários de terror e mortes. Até ao dia em que a desgraça lhes bate à porta. A interpretação da jovem Katharine Isabelle é brutal, bem como a sua caracterização como Ginger, ao longo do tempo em que a metamorfose vai acontecendo. Os efeitos especiais até nem são maus de todo e a história é boa, apesar de nada ter de original. Como pontos negativos, destaco alguns erros e a parte em que o monstro dá um ar da sua graça está muito mal feita. O final é poderoso e cheio de dramatismo, gerando em nós tristeza, nostalgia e saudosismo. Volto a dizer, a caracterização de Ginger à medida que a maldição vai tomando conta do seu corpo está brutal, bem como a sua prestação. No geral, é um bom filme.

Classificação do filme : 3.

domingo, 17 de novembro de 2013

Venus In Fur

Nome do Filme : “La Vénus À La Fourrure”
Titulo Português : “Vénus de Vison”
Titulo Inglês : “Venus In Fur”
Ano : 2013
Duração : 96 minutos
Género : Drama
Realização : Roman Polanski
Elenco : Emmanuelle Seigner (Vanda), Mathieu Amalric (Thomas).

História : Há semanas que Thomas tenta encontrar a atriz perfeita para a peça “Venus In Fur”, a famosa obra do austríaco Leopold Von Sacher Masoch, que agora pretende levar aos palcos de Paris. Ao final de mais um dia, aparece uma mulher intempestiva que, apesar de tudo, tem qualquer coisa de extraordinariamente sedutor. Assim, mesmo relutante, Thomas deixa-a tentar a sua sorte numa audição privada onde fica assombrado com a sua entrega ao papel de protagonista.

Comentário : Trata-se da melhor estreia da semana nas nossas salas de cinema e eu fui vê-lo às salas Lusomundo do Oeiras Parque. Sou fã do realizador Roman Polanski e admiro imenso o seu trabalho. Gostei muito deste “Venus In Fur”, é um filme que tem muito de cinema. Neste filme, a esposa de Roman Polanski volta a trabalhar com o realizador e até o ator Mathieu Amalric é parecido com Polanski quando este era novo. O filme apenas tem duas personagens presentes, mas isso não demoveu as pessoas de irem vê-lo. Vanda e Thomas são duas personagens muito ricas e os atores que os viveram interpretaram muito bem. Penso que a maioria das pessoas não vão gostar deste filme, talvez porque é muito parado e porque decorre num único cenário, num velho teatro. De facto, a fusão entre cinema e teatro é bastante eficaz. Também achei curioso o facto de, por vezes, não se entende se os personagens falam de verdade ou se faz parte da encenação. Para os mais destraídos, o termo “masoquismo” vem do nome do verdadeiro autor da peça em que o filme se baseia. O filme prova que as mulheres, quando querem, podem ter muito poder sobre os homens. Gostei muito de ter ido ao cinema ver este novo filme de Roman Polanski. Emmanuelle Seigner é sensual e é boa atriz, Mathieu Amalric é fantástico e o filme é muito bom. Dois últimos reparos : detestei o final do filme, já o genérico final é maravilhoso. 

Classificação do filme : 4.

sábado, 16 de novembro de 2013

Our Music

Nome do Filme : “Notre Musique”
Titulo Português : “A Nossa Música”
Ano : 2004
Duração : 80 minutos
Género : Drama
Realização : Jean Luc Godard
Elenco : Sarah Adler (Judith Lerner), Nade Dieu (Olga Brodsky), Rony Kramer (Ramos Garcia).

História : A história de duas jovens mulheres. Enquanto uma procura refugio na investigação, a outra encontra a paz à beira do rio, numa praia protegida por marinheiros americanos.

Comentário : Não é novidade para ninguém que Jean Luc Godard é um dos melhores realizadores de sempre. Grande parte dos seus filmes são enormes referências. Este seu recente filme é apenas mais uma. “A Nossa Música” é um filme muito bom. Está dividido em 3 partes, pelo que eu não gostei muito da primeira. As outras duas são de uma beleza notável. As duas jovens possuem boas interpretações. O filme tem muito de cinema e eu tive a sorte de o ver pela primeira vez na noite passada. Claro que os filmes mais antigos de Godard são verdadeiras obras primas, mas este seu recente trabalho tem a seu favor ser possuidor da mesma mestria. A terceira e última parte é unicamente bela.

Classificação do filme : 4.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Le Havre

Nome do Filme : “Le Havre”
Titulo Português : “Le Havre”
Ano : 2011
Duração : 90 minutos
Género : Drama
Realização : Aki Kaurismaki
Elenco : Andre Wilms (Marcel Marx), Blondin Miguel (Idrissa), Kati Outinen (Arletty), Jean Pierre Darroussin (Monet), Elina Salo (Claire), Evelyne Didi (Yvette), Laika.

História : Um velho decide ajudar um jovem ilegal a regressar para a sua família.

Comentário : Gostei do filme. Confesso que nem sabia da existência da localidade onde decorre a ação do filme. O ator principal teve uma boa interpretação e também gostei da prestação do miudo. Adorei o inspector, que personagem espectacular. Até a cadela do personagem principal é adorável. Por vezes, temos que fazer boas acções para nos sentirmos melhor com nós mesmos e com a vida. A zona onde o filme se passa é uma parte muito pitoresca da cidade, onde as pessoas se dão bem. A relação do personagem principal com os diversos vizinhos e comerciantes é o ponto mais alto do filme. Bom filme.

Classificação do filme : 3.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Até Amanhã, Camaradas

Nome do Filme : “Até Amanhã Camaradas”
Ano : 2005
Duração : 300 minutos
Duração (Versão Cinema) : 190 minutos
Género : Drama/Histórico
Realização : Joaquim Leitão
Produção : Tino Navarro
Argumento : Manuel Tiago (Álvaro Cunhal)/Luis Filipe Rocha
Elenco : Gonçalo Waddington (Vaz), Leonor Seixas (Maria), Paulo Pires (Ramos), Adriano Luz (Manuel Rato), Cândido Ferreira (Paulo), Marco D'Almeida (António), Nuno Nunes (Afonso), Carla Chambel (Lisete), Sara Graça (Rosa), São José Correia (Conceição), Luis Lucas (Marques), António Capelo (Pereira), António Melo (Cesário), Figueira Cid (Jeronimo), Ivo Ferreira (Sagarra), Heitor Lourenço (Jaime), José Wallenstein (Fialho), Patrícia André (Bela), Jorge Pinto (Gaspar), Adriano Carvalho (Toni), Amélia Coroa (Joana), Nuno Machado (Henriques), Juana Pereira da Silva (Isabel), Teresa Faria (Ermelinda), Vera Alves (Madalena), Patrícia Franco (Belita), Sara Batista (Elsa).

História : No Portugal de 1944, o país vive oprimido pela ditadura, há quem resista e se organize para mobilizar o povo para a luta pelo pão e pela liberdade. Mesmo que isso lhe possa custar a prisão, torturas ou até a vida. Militantes e funcionários do Partido Comunista, que desenvolvem a sua acção na clandestinidade, reorganizando o Partido nos arredores de Lisboa e do Ribatejo, ao mesmo tempo que preparam uma grande jornada de luta com tudo o que dispõem.

Comentário : Possivelmente a melhor estreia desta semana nas nossas salas de cinema. O comentário que venho aqui fazer é mais sobre a série que estreou em 2005 do que sobre este filme que estreia esta semana. O filme é uma versão reduzida da série mas temos que louvar o facto de o terem lançado nos cinemas. Esta série é baseada num romance escrito por Álvaro Cunhal e que estreia agora nos cinemas numa espécie de comemoração ao centenário do nascimento do histórico líder do partido comunista português. A série está dividida em seis episódios de cerca de 50 minutos cada. A série tem pouco de cinema, mas é uma “peça” muito bem concebida e filmada. Conta com boas interpretações de todos, mas aqueles que se destacaram mais foram : Gonçalo Waddington, Leonor Seixas, Paulo Pires e Cândido Ferreira. O filme mostra factos ficionados de acontecimentos passados numa das épocas mais negras da história de Portugal, o fascismo de Salazar. Confesso que existem algumas semelhanças entre a época retratada na série e a época actual. A recriação de época também está muito bem feita. Os jovens deviam receber convites e bilhetes grátis para irem ver este filme ao cinema, para terem uma noção do que os avós deles passaram. “Até Amanhã, Camaradas” é a melhor série portuguesa que vi. Muito bom.

Classificação do filme : 4.

domingo, 3 de novembro de 2013

Incendies

Nome do Filme : “Incendies”
Titulo Português : “A Mulher Que Canta”
Ano : 2010
Duração : 130 minutos
Género : Drama/Thriller/Histórico
Realização : Denis Villeneuve
Elenco : Lubna Azabal (Nawal Marwan), Melissa Desormeaux Poulin (Jeanne Marwan), Maxim Gaudette (Simon Marwan), Abdelghafour Elaaziz (Abou Tarek).

História : Quando um notário se senta com Jeanne e Simon Marwan para ler o testamento da sua mãe, Nawal, os irmãos ficam abismados ao receberem dois envelopes, um para o pai que julgavam morto e um outro para um irmão cuja existência desconheciam. Nesta enigmática herança, Jeanne percebe o silêncio da mãe durante as suas últimas semanas de vida e decide partir para o Médio Oriente em busca da sua história, descobrindo uma mulher muito diferente daquela que sempre conheceu.

Comentário : Trata-se de um filme muito perturbador. Foi nomeado para melhor filme de lingua não inglesa. O filme que ganhou nesta categoria nesse ano é também muito bom e mereceu o prémio. No entanto, este “Incendies” é um filme muito mais pesado e mais negro do que “Num Mundo Melhor”. É curioso como ficamos abismados à medida que os acontecimentos de “Incendies” se vão desenrolando à frente dos nossos olhos. Ainda que seja um pouco dificil de acreditar, principalmente devido à passagem dos anos e à respetiva idade de um personagem, resultando numa história muito mal contada. A realização é boa, a fotografia é excelente, a história podia ter sido verdadeira, a banda sonora é rica, alguns cenários são admiráveis. Os maiores destaques vão para as brutais interpretações de Lubna Azabal e de Melissa Desormeaux Poulin e também para a enorme carga dramática e complexa que envolve toda a história da mulher que canta. Se aquilo tivesse realmente acontecido seria uma “tragédia grega”. Dá que pensar. Confesso que fiquei a pensar no filme durante cerca de meia hora depois de o ver. Um dos melhores filmes que o cinema do mundo nos deu em muitos anos. No entanto, volto a dizer, alguns acontecimentos que se passam no filme pecam por serem muito inverossímeis.

 Classificação do filme : 4.

Neighboring Sounds

Nome do Filme : “O Som Ao Redor”
Titulo Inglês : “Neighboring Sounds”
Ano : 2012
Duração : 133 minutos
Género : Drama/Thriller
Realização : Kleber Mendonça Filho
Elenco : Ana Rita Gurgel (Ana Lúcia), Maeve Jinkings (Bia), Irma Brown (Sofia), Felipe Bandeira (Nelson), Gustavo Jahn (João), Mauricéia Conceição (Maria), Rubens Santos (Adailton), Arthur Canavarro (Romualdo), Lula Terra (Anco), Clara Pinheiro Oliveira (Fernanda), Mariaangela Valea (Betania), Isadora Gibson (Mirela), Grece Marques (Cleide), Clebia Sousa (Luciene), Mariguinha Santon (Francisca).

História : O quotidiano de várias pessoas numa cidade brasileira.

Comentário : Vi este filme ontem à noite e gostei dele. Trata-se de um filme brasileiro que mostra o dia a dia de várias pessoas na cidade brasileira do Recife. De entre as várias histórias, achei curiosa a história daquela dona de casa que detestava o cão da vizinha e se masturbava com a máquina de lavar. Já as partes dos seguranças de rua não gostei mesmo nada. O filme tem um bom inicio, um meio muito arrastado e um final cativante. Na minha opinião, é um filme longo demais, 90 minutos bastavam para contar esta história. Gostei também da banda sonora, ou seja, dos sons que compõem a pelicula. As interpretações são muito boas e a fotografia agrada. O Brasil já nos deu muito melhor nos últimos anos, ou seja, o filme não nos trouxe nada de inovador ou de excelente. Não entendo a quantidade de prémios que o filme ganhou, talvez não fosse caso para tanto. Caso não saibam, este é o filme escolhido para representar o Brasil na próxima cerimónia dos Óscars. Resumindo, “Neighboring Sounds – O Som Ao Redor” é um bom filme e vê-se muito bem, mas Kleber Mendonça Filho podia ter dado ao filme um argumento mais rico e ter-lhe tirado cerca de 90 minutos. 

Classificação do filme : 3.