sábado, 26 de outubro de 2013

The Best Of Youth

Nome do Filme : “La Meglio Gioventu”
Titulo Português : “A Melhor Juventude”
Titulo Inglês : “The Best Of Youth”
Ano : 2003
Duração : 360 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Marco Tullio Giordana
Produção : Alessandro Calosci/Donatella Botti/Angelo & Gianfranco Barbagallo
Elenco : Luigi Lo Cascio (Nicola Carati), Alessio Boni (Matteo Carati), Sonia Bergamasco (Giulia Monfalco), Maya Sansa (Mirella Utano), Fabrizio Gifuni (Carlo Tommasi), Jasmine Trinca (Giorgia Esposti), Riccardo Scamarcio (Andrea Utano), Andrea Tidona (Angelo Carati), Valentina Carnelutti (Francesca Carati), Claudio Gioe (Vitale Micavi), Greta Cavuoti/Camilla Fillippi (Sara Carati), Lidia Vitale (Giovanna Carati), Giovanni Scifoni (Berto), Paolo Bonanni (Luigino), Valeria Colangelo (Elena), Laura Di Mariano (Paola), Claudia Fiorentini (Cati), Maddalena Recino (Anita), Angelica Zanardi (Cugina), Kristine Opheim (Ermione), Juana Jimenez (Lolita).

História : É a história de uma família italiana do fim dos anos 60 até aos nossos dias (2003). No centro da história, dois irmãos : Nicola e Matteo. No início, partilham os mesmos sonhos, as mesmas esperanças, leituras e amizades. Até ao dia em que o encontro com uma jovem rapariga com problemas ditará o destino de cada um deles e separará os seus caminhos : Nicola decide estudar psiquiatria enquanto Matteo abandona os estudos para se tornar policia.

Comentário : Lindo. Excelente. Potente. Sensível. Cinematográfico. Podia estar aqui vários minutos a debitar adjetivos para classificar este filme, que nunca seriam demais. Este filme é o melhor filme italiano que eu vi em toda a minha carreira cinéfila. Todos tiveram interpretações e prestações excelentes, o filme possui uma recriação de época avassaladora, a história é excelente e o argumento bastante consistente, a realização é um primor e a fotografia é brutal. Notou-se perfeitamente que houve um enorme esforço de toda a numerosa equipa para que as coisas resultassem e resultaram na perfeição. O filme é excelente a todos os níveis. Adorei tudo nesta fita. O único problema é a duração do filme – são seis horas de fita. O que leva quase toda a gente a não vê-lo. Pessoalmente, vi o filme em duas partes, nunca me cansei de o ver e estava sempre à espera do que iria acontecer a seguir. Devia haver homens como Nicola Carati, o mundo seria muito melhor. Particularmente, gostei de quase todos os personagens. Trata-se de um excelente filme que tem muito de cinema. A atriz Jasmine Trinca é uma mulher linda, possivelmente a melhor interpretação do filme inteiro. Este filme é um dos melhores filmes que vi na vida. Grande momento de cinema. Brutal.

Classificação do filme : 5.

PS : Com “The Best Of Youth”, encerro os meus comentários a filmes deste mês de Outubro. Em Novembro voltarei com mais filmes vistos para os comentar. Até lá, vos desejo um excelente Halloween. E já agora : Bons Filmes.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Romeo And Juliet

Nome do Filme : “Romeo And Juliet”
Titulo Português : “Romeu e Julieta”
Ano : 2013
Duração : 120 minutos
Género : Romance/Drama
Realização : Carlo Carlei
Elenco : Hailee Steinfeld (Juliet), Douglas Booth (Romeo), Christian Cooke (Mercutio), Paul Giamatti (Frei Laurence), Ed Westwick (Tybalt), Kodi Smit McPhee (Benvolio), Damian Lewis (Lord Capulet), Natascha McElhone (Lady Capulet), Tomas Arana (Lord Montague), Laura Morante (Lady Montague), Lesley Manville (The Nurse), Stellan Skarsgard (Prince Of Verona).

História : O amor entre dois adolescentes nobres provenientes de famílias rivais de Verona, cuja ligação foi tão forte e pura que nem a morte conseguiu separar.

Comentário : Hoje fui ao cinema ver este filme, trata-se da versão mais recente do mais famoso romance de William Shakespeare. Adorei o filme, embora tenha que dizer que a versão de Franco Zeffirelli é muito melhor. Entre a versão de 1968 e esta versão de 2013 existem algumas diferenças, mas tenho que dizer que o realizador Carlo Carlei fez muito bem em manter-se fiel à versão de Franco Zeffirelli, assim, as duas versões são muito parecidas. Uma das coisas que esta nova versão perde face à antiga é o facto de as personagens falarem poucas vezes no modo poético. Outros fatores negativos são por exemplo, não gostei deste Mercutio, prefiro o da versão de 1968. No entanto, gostei mais do Tybalt desta nova versão do que o da versão de Franco Zeffirelli. Em relação à personagem do Frei Laurence, gostei dos dois.

Falando agora do mais importante, o casal protagonista. Afirmo que gostei tanto do casal da versão de 1968 como do casal desta versão. Os dois Romeos são muito parecidos e as duas Juliets também são um pouco parecidas. Os dois atores que desempenharam os dois Romeos e as duas atrizes que desempenharam as duas Juliets fizeram o trabalho na perfeição. No entanto, esta versão é menos romântica, pelo menos foi assim que vi as coisas. Hailee Steinfeld é uma jovem muito bonita, já tinha gostado dela no excelente “True Grit” e voltei a ficar maravilhado com a sua prestação nesta nova versão de “Romeo And Juliet”. Também penso que nesta versão, o realizador podia ter arranjado uma banda sonora melhor.


Este filme conta a história de uma linda e trágica história de amor. Um amor considerado proíbido por duas famílias e que só podia acabar mal. A empatia entre Hailee Steinfeld e Douglas Booth enquanto personagens não resultou na perfeição, como havia sucedido com Olivia Hussey e Leonard Whiting. Quem viu as duas versões recentemente, como eu fiz, percebeu facilmente isso. Nesta nova versão, isso não aconteceu por culpa da linda Hailee Steinfeld, penso que foi mais devido à falta de dedicação de Douglas Booth. Todo o elenco de secundários esteve bem, principalmente a nanny de Juliet. Quanto a Hailee Steinfeld, depois de duas excelentes interpretações e prestações (True Grit e Romeo And Juliet), espero que volte a impressionar com a sua qualidade de representação num futuro drama, a beleza já ela possui. Um filme que não fará sucesso nenhum, mas que será sempre mais um hino ao Amor. 

Classificação do filme : 4.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Romeo & Juliet

Nome do Filme : “Romeo & Juliet”
Titulo Português : “Romeu e Julieta”
Ano : 1968
Duração : 136 minutos
Género : Romance/Drama
Realização : Franco Zeffirelli
Elenco : Olivia Hussey (Juliet), Leonard Whiting (Romeo), John McEnery (Mercutio), Milo O'Shea (Frei Laurence), Michael York (Tybalt), Bruce Robinson (Benvolio), Paul Hardwick (Lord Capulet), Natasha Parry (Lady Capulet), Antonio Pierfederici (Lord Montague), Esmeralda Ruspoli (Lady Montague), Pat Heywood (The Nurse).

História : O amor entre dois adolescentes nobres provenientes de famílias rivais de Verona, cuja ligação foi tão forte e pura que nem a morte conseguiu separar.

Comentário : A poucos dias de estrear nas nossas salas de cinema a nova versão do clássico de William Shakespeare, resolvi ver esta versão antiga concebida por Franco Zeffirelli. Confesso que adorei o filme e tenciono revê-lo brevemente. O filme é excelente em tudo, desde o guarda-roupa, à fotografia, passando pela fantástica recriação de época e acabando nas interpretações, todos os atores estiveram excelentes. Mas o destaque vai todo para a linda Olivia Hussey e para o belo Leonard Whiting, o casal funcionou bem como personagens principais e notou-se bem a boa empatia que tinham enquanto ator e atriz. A história já era conhecida por mim, mas tenho que confessar que adorei ver pela primeira vez a versão antiga deste conto, nem dei pelas quase duas horas e meia passarem. Li algures que o filme fez boa figura na cerimónia dos óscars desse ano. Olhando para a versão com o Leonardo DiCaprio e para esta, claramente que a de Baz Luhrmann é posta a um canto, pois não chega aos calcanhares da versão de Franco Zeffirelli. Um último reparo, Olivia Hussey é uma mulher muito bonita e isso, aliado ao facto dela ser boa atriz, ajudou a tornar Juliet mais credível. Para mim, e mesmo sem ter visto ainda a nova versão, posso afirmar que esta versão de Franco Zeffirelli, da melhor história de amor de todos os tempos, é mesmo a melhor.

Classificação do filme : 5.

sábado, 19 de outubro de 2013

The Last Elvis

Nome do Filme : “El Último Elvis”
Titulo Português : “O Último Elvis”
Ano : 2012
Duração : 92 minutos
Género : Drama
Realização : Armando Bo
Elenco : John McInerny (Carlos Gutierrez), Margarita Lopez (Lisa Marie Gutierrez), Griselda Siciliani (Alejandra Olemberg), Rocío Rodríguez Presedo (Nina Hagen).

História : Carlos Gutierrez é um imitador de Elvis Presley. À noite, no mundo esplendoroso de imitadores de celebridades de Buenos Aires, ele é uma estrela. De dia, ele é um empregado fabril sem futuro. Tem ainda uma filha menor para criar. Até que um trágico acidente o obriga a reconsiderar as suas prioridades.

Comentário : Este curioso filme fez-me lembrar “Tony Manero”, um filme de Pablo Larrain que tive a oportunidade de ver pela primeira vez à uns meses. Gostei dos dois, mas “The Last Elvis” é muito melhor. No centro da trama, temos um homem frustrado e que tem uma enorme obsessão pelo falecido cantor Elvis Presley, a ponto de ter dado à filha o nome de Lisa Marie, nome da verdadeira filha de Elvis Presley. A obsessão é tão grande que a esposa acabou por se separar dele. No entanto, o destino troca-lhe as voltas, mas Carlos nada aprende com isso e faz com que o seu sonho se realize. O que salta mais à vista, é a brutal interpretação do ator John McInerny que desempenhou o seu papel na perfeição, embora fisicamente, não se assemelhe nada ao cantor original. Também gostei da prestação da pequena Margarita Lopez. No fundo, até se entende a admiração de Carlos Gutierrez por Elvis Presley, o ser humano é tipicamente sonhador. É impossivel não ficarmos sensibilizados com o final do filme, muito deprimente. O filme apenas se encontra em exibição numas das três salas do Cinema King, mais uma vez lamentável o tipo de distribuição que este tipo de cinema tem. Uma das melhores estreias desta semana e, para mim, mais uma agradável surpresa que o ano me deu.

Classificação do filme : 4.

Hick

Nome do Filme : “Hick”
Titulo Português : “Fuga Para Las Vegas”
Ano : 2011
Duração : 97 minutos
Género : Drama
Realização : Derick Martini
Elenco : Chloe Grace Moretz (Luli), Juliette Lewis (Tammy), Blake Lively (Glenda), Alec Baldwin (Beau), Rory Culkin (Clement), Ray McKinnon (Lloyd), Eddie Redmayne (Eddie), Robert Stephenson (Lux), Robert Baker (Ray).

História : Acabadinha de completar 13 anos de idade, a adolescente Luli vive no seio de uma família muito problemática. A jovem decide abandonar os seus tutores e partir numa jornada que irá levá-la a Las Vegas. No entanto, o destino reserva-lhe algo muito diferente.

Comentário : Não são só blockbusters que a bonita e talentosa Chloe Grace Moretz faz. Ela também faz cinema alternativo, como este “Hick”. O filme em si não é nada de especial, é apenas uma obra razoável. O que mais se destaca é a interpretação e a prestação da jovem atriz, Moretz está espectacular no papel, diria mesmo que ela carrega o filme todo nos ombos. Mas o filme peca por ter muitos erros de lógica nos acontecimentos, por ter duas personagens que não servem para nada e apenas querem aparecer. O filme não desperta muito interesse ao longo dos quase cem minutos de projeção. Mas vê-se bem, apesar de eu ter que confessar que esperava algo de grandioso vindo do filme, isso não aconteceu. 

Classificação do filme : 2.

domingo, 13 de outubro de 2013

Gravity

Nome do Filme : “Gravity”
Titulo Português : “Gravidade”
Ano : 2013
Duração : 100 minutos
Género : Ficção Científica/Drama
Realização : Alfonso Cuaron
Elenco : Sandra Bullock (Ryan Stone), George Clooney (Matt Kowalski).

História : Uma missão espacial corre mal, fazendo com que dois astronautas fiquem à deriva no espaço.

Comentário : Mais um excelente filme que estreia este ano. Depois de mais de um mês sem me meter numa sala de cinema, decidi ir ao cinema e optei por este novo filme de Sandra Bullock. Não podia ter escolhido melhor, face à porcaria que desfila nas nossas salas de cinema. Só a nivel técnico, o filme vale as cinco estrelas. “Gravity” é um excelente filme filmado de forma quase cirúrgica, tudo foi tratado e feito ao pormenor. Não vi a versão 3D, nem a versão IMAX, fiquei-me pela tradicional versão 2D nas salas City Campo Pequeno. E confesso que tive uma excelente experiência cinematográfica. Assistir a “Gravity” é como passear pelo espaço, ou seja, o espectador acaba por viver e sentir parte daquilo que os dois astronautas do filme vivem e sentem. Assistir numa sala de cinema ao filme “Gravity” é ter uma experiência sensorial sem limites. Sandra Bullock e os efeitos visuais são os alicerces principais do filme. De facto, a rapariga carrega o filme todinho nos ombros, possuindo uma colossal interpretação. Quanto a George Clooney, não está lá a fazer nada, estar lá ele ou um Paul Walker é a mesma coisa, ou seja, qualquer ator servia para aquele curto papel.

“Gravity” é uma das melhores experiências que eu vivi numa sala de cinema em longos anos dedicados à sétima arte. E já é um dos melhores filmes que vi este ano. “Gravity” pode bem ser tudo aquilo que “Moon” quis ser e não conseguiu, uma obra sobre o espaço e sobre um drama humano. Em “Gravity”, temos a história de uma mulher que presenciou a morte estúpida e precoce da filha pequena e que aceitou ir para aquela missão, precisamente por não ter mais nada a perder. Tal como já disse, a nivel visual e técnico, “Gravity” é impecável, só aquela cena em que Ryan Stone entra em pranto e as lágrimas levitam merecia um óscar. Alfonso Cuaron está de parabéns, depois do excelente “Children Of Men”, deu-nos outra obra-prima. Os dois filmes estão unidos pelo facto de ambos serem dramas humanos profundos que falam da condição do homem enquanto ser. Algumas situações do filme podem parecer exagero, confesso que algumas cenas são dificeis de acreditar que pudessem acontecer. Mas tratando-se de um filme de ficção-científica, isso acaba por passar ao lado. Destaque também para as cenas onde o silêncio domina, são mesmo arrepiantes. No espaço, ninguém nos pode ouvir ou ajudar, estamos por nossa conta. O final do filme é aquele que é o mais plausivel, apesar de eu confessar que esperava que as coisas acabassem muito mal para a protagonista. “Gravity” é daqueles raros filmes em que os efeitos especiais são usados a favor da história e é um filme que é obrigatório ver numa sala de cinema. Visto em casa, deve perder toda a magia.

Classificação do filme : 5.

Moon

Nome do Filme : “Moon”
Titulo Português : “O Outro Lado Da Lua”
Ano : 2009
Duração : 96 minutos
Género : Ficção Científica/Drama
Realização : Duncan Jones
Elenco : Sam Rockwell (Sam Bell), Dominique McElligott (Tess Bell), Rosie Shaw (Eve), Kaya Scodelario (teen Eve), Kevin Spacey (GERTY).

História : Num futuro próximo, o astronauta Sam Bell é enviado numa missão de alguns anos para a Lua com o objetivo de vigiar um químico que se tornou a principal fonte de energia no planeta Terra. No entanto, a sua base lunar perdeu a comunicação com a Terra, deixando-o completamente isolado. Felizmente, o seu contrato está prestes a terminar e brevemente irá regressar a casa, para junto da esposa e da filha pequena. Ainda na Lua, após sofrer um acidente, Sam Bell descobre um segredo que coloca o seu destino em causa.

Comentário : À uns dois anos vi este filme e, aproveitando o facto desta semana estrear nos nossos cinemas o filme “Gravity”, revi o filme e venho agora comentá-lo. “Moon” é um bom filme que aborda os temas da desumanização e da clonagem. O filme não tem tanta beleza visual quanto o que esta semana estreou, mas é igualmente intrigante. Na minha opinião, com este filme, o ator Sam Rockwell tem a melhor interpretação da sua carreira. Nunca pensei que o segredo do filme fosse aquele, para mim foi uma agradável surpresa. O filme tem ainda uma boa fotografia e os efeitos visuais são muito bons. Não se trata de um blockbuster, é sim, um filme independente. O argumento tem buracos e o filme tem muitos erros de lógica nos acontecimentos. É impossivel não nos pormos na pele do protagonista, paira sobre nós uma sensação de sufoco, à medida que Sam Bell vai descobrindo as verdades. Penso igualmente que o filme podia ser mais silencioso, afinal, passa-se no espaço. No fundo, é um filme original e se uma fita tem a originalidade como principal característica, isso é bom.

Classificação do filme : 3.

sábado, 12 de outubro de 2013

Autumn Tale

Nome do Filme : “Conte D'automne”
Titulo Português : Conto de Outono”
Ano : 1998
Duração : 108 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Eric Rohmer
Elenco : Beatrice Romand (Magali), Marie Riviere (Isabelle), Alain Libolt (Gerald), Didier Sandre (Etienne), Alexia Portal (Rosine), Stephane Darmon (Leo), Aurelia Alcais (Emilia), Matthieu Davette (Gregoire), Yves Alcais (Jean Jacques).

História : Magali, viticultora de 45 anos, sente-se isolada no campo desde que o filho e a filha foram às suas vidas. Uma das suas amigas, Isabelle, tenta arranjar-lhe um homem pondo um anúncio num jornal. Por sua vez, Rosine, a namorada do filho, quer apresentá-la a Etienne, o seu professor de filosofia com quem teve uma relação. É no casamento da filha de Isabelle, que Etienne e o homem que respondeu ao anúncio lhe irão ser apresentados.

Comentário : Acabei de ver o terceiro filme dedicado ao tema das 4 estações de Eric Rohmer, mas não gostei tanto quanto os dois primeiros que vi. Ainda assim, este “Conto de Outono” é um bom filme. É adorável a personagem Magali, interpretada pela bonita e exótica atriz Beatrice Romand. O filme é curioso, na medida em que foca pessoas que querem o bem de amigas e estão dispostas a tudo para o conseguirem. Neste caso, temos uma mulher chamada Isabelle que quer arranjar um homem ou mesmo um marido para a sua melhor amiga, Magali. A forma como isso acontece é muito engraçada, para não dizer hilariante, só mesmo alguém que adore realmente uma amiga se prestava a algo tão humilhante. Lá para o final do filme, dei por mim a torcer para que Magali ficasse com o homem do anúncio. A nível artístico, este conto não tem tanto de cinema quanto os outros dois, mas ainda assim, foi um prazer cinéfilo vê-lo. As interpretações são muito boas. O filme peca devido ao facto de focar-se basicamente sempre nos mesmos temas e assuntos. Apesar disso, gostei do filme, falta-me apenas ver o conto do Inverno.

Classificação do filme : 3. 

Faroeste Caboclo

Nome do Filme : “Faroeste Caboclo”
Titulo Português : “Faroeste Caboclo”
Ano : 2013
Duração : 107 minutos
Género : Crime/Romance/Drama
Realização : Rene Sampaio
Elenco : Isis Valverde (Maria Lúcia), Fabrício Boliveira (João Santo Cristo), Antonio Calloni (Marco Aurélio), Marcos Paulo (Ney), Felipe Abib (Jeremias), Cinara Leal (Teresa), Juliana Lohmann (Cris).

História : Um traficante nascido no Nordeste do Brasil muda-se para Brasília e se redime ao apaixonar-se por uma linda jovem.

Comentário : Vi este filme e gostei. Gosto de cinema brasileiro. Para mim, Isis Valverde é uma das mulheres mais lindas do Brasil e é também a minha atriz brasileira preferida. Neste filme, Isis Valverde tem a sua estreia no cinema, onde desempenha o papel de uma jovem irresponsável que passa a vida a fazer as escolhas erradas, escolhas essas que irão decidir o seu destino. Além de ser uma excelente atriz em novelas, Isis é igualmente boa no cinema (brutal interpretação). Gostei dela neste filme, embora pense que podiam ter-lhe dado uma Maria Lúcia mais séria e determinada. Outra coisa que falta ao filme é um argumento forte que torne as coisas mais credíveis, embora os secundários tenham tido desempenhos razoáveis. Destaque também para Fabrício Boliveira, que grande ator. O realizador podia ter também dado mais profundidade ao personagem Ney. Gostei de ver o lado “western americano” neste filme brasileiro, foi para mim uma grande surpresa. O duelo final é brutal, o mesmo não posso dizer do final do filme, detestei. É uma boa obra que acaba por ser lamentável que não tenha tido direito a estreia em sala no nosso país. 

Classificação do filme : 3. 

A Tale Of Springtime

Nome do Filme : “Conte De Printemps”
Titulo Português : “Conto de Primavera”
Ano : 1990
Duração : 105 minutos
Género : Drama
Realização : Eric Rohmer
Elenco : Anne Teyssedre (Jeanne), Florence Darel (Natacha), Eloise Bennett (Eve), Hugues Quester (Igor), Sophie Robin (Gaelle), Marc Lelou (Gildas).

História : Jeanne tem chaves de dois apartamentos mas vive com a sensação de não ter lugar nenhum onde dormir. Natacha não quer senão partilhar o seu apartamento parisiense que o seu pai pouco utiliza. As duas raparigas conhecem-se numa noite em que se sentem ambas deslocadas. E, no espaço de escassos dias, tornam-se inseparáveis. Natacha, que detesta a namorada do seu pai, veria com bons olhos que este e Jeanne se envolvessem.

Comentário : Vi este segundo conto de Eric Rohmer e gostei tanto dele quanto do primeiro que vi. O conto de Primavera é mais virado para o publico feminino. Podemos contar novamente com boas interpretações, embora tivesse gostado mais da prestação da protagonista, Anne Teyssedre. Tal como no primeiro conto que comentei, aqui também predominam os longos diálogos e as conversas complexas, embora neste filme isso seja em maior grau. O fator alusivo à estação da Primavera neste filme são as árvores em flor. Confesso mesmo que adorei a personagem Jeanne e fiquei deliciado com a forma como esta se relacionava com os restantes personagens. Tal como o primeiro conto que comentei, este segundo conto também possui muito de cinema, ou seja, é bastante artístico. Em termos do cinema do mestre Eric Rohmer, confesso que sou um leigo, mas estes contos que ando a visionar, estão a servir para eu conhecer o seu cinema. Ainda sobre este filme, gostei de ver as relações das pessoas a desenvolverem-se, nomeadamente a relação que se vai criando entre Jeanne e Natacha. Mal posso esperar para ver os contos do Outono e do Inverno.

Classificação do filme : 4.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A Summer's Tale

Nome do Filme : “Conte D'été”
Titulo Português : “Conto de Verão”
Ano : 1996
Duração : 111 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Eric Rohmer
Elenco : Melvil Poupaud (Gaspard), Amanda Langlet (Margot), Gwenaelle Simon (Solene), Aurelia Nolin (Lena).

História : Gaspard está a passar as férias de Verão em Dinard. Enquanto espera que Lena chegue, conhece Margot, uma estudante que trabalha como empregada de mesa para ganhar algum dinheiro. E numa discoteca, conhece Solene, uma morena que o seduz. Lena chega finalmente a Dinard. Mas entre as três raparigas, o coração de Gaspard balança.

Comentário : Este filme faz parte de um conjunto de quatro filmes que compõem os contos das 4 estações, todos realizados por Eric Rohmer. Este “Conto de Verão” é um simpático filme sobre um homem que terá 3 lindas mulheres a seus pés e que terá que optar por uma delas. Desconhecia todos os atores do filme e fiquei satisfeito com as interpretações do personagem principal e das 3 moças. Amanda Langlet e Gwenaelle Simon são duas raparigas muito atraentes e muito bonitas. Gaspard é um homem de uma indecisão bestial, confesso que fiquei fascinado com o seu final. O filme tem muito de cinema e a realização é excelente, com uma maneira de filmar e um ritmo parecido com a famosa trilogia de Richard Linklater. Neste filme, não faltam raparigas de bikini, praias e muita diversão, tudo coisas tipicas do Verão. Mal posso esperar para ver os restantes contos.

Classificação do filme : 4.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Teen Beach Movie

Nome do Filme : “Teen Beach Movie”
Titulo Português : “Teen Beach Movie”
Ano : 2013
Duração : 92 minutos
Género : Aventura/Musical
Realização : Jeffrey Hornaday
Produção : David Buelow/Robert Phillips
Elenco : Maia Mitchell (McKenzie/Mack), Ross Lynch (Brady), Grace Phipps (Lela), Chrissie Fit (Cheechee), Suzanne Cryer (Antoinette), Mollee Gray (Giggles), Jessica Lee Keller (Struts), Garrett Clayton (Tanner), John DeLuca (Butchy).

História : Brady e McKenzie são um casal de namorados que praticam surf. Após a morte dos pais, a jovem McKenzie faz a escola na cidade onde mora o avô, mas quando chega a altura de escolher o seu futuro, ela terá que ir morar para outro estado com a tia. O que significa que terá que se separar do seu namorado. Durante uma tempestade em que a jovem está a surfar, ela quase perde a vida e é arrastada com o namorado para uma realidade que este último conhece muito bem. Duas realidades e épocas diferentes serão confrontadas com consequências variadas para todos, principalmente para a bonita McKenzie.

Comentário : Confesso que não costumo gostar muito dos filmes de imagem real da Disney, apenas um ou outro blockbuster. Na minha opinião, a Disney é muito melhor em cinema de animação. Este “Teen Beach Movie” é mais uma rara excepção a essa regra quase sagrada. O facto de ter a atriz Maia Mitchell como protagonista já é motivo mais que suficiente para vermos este filme. De facto, depois da saída da linda e talentosa Selena Gomez da Disney, Maia Mitchell assumiu o papel de princesa dessa casa. Neste filme, Maia Mitchell (possui um dos olhares mais expressivos do cinema) teve uma boa interpretação. A pelicula é uma fusão entre filme de aventuras e um musical, união essa que vingou na perfeição. Os números musicais são perfeitos, as danças são hilariantes e as musicas põem-nos satisfeitos. O jovem Ross Lynch também ajudou para que a coisa tivesse resultado. Nota negativa para a dupla de vilões e para os poucos efeitos especiais em que estes surgem, que são muito fracos. A história do filme coloca surfistas contra motards e, no final, temos direito a algumas lições de vida. Grande parte da ação do filme decorre nos anos 1960. Maia Mitchell é realmente linda e é uma excelente atriz, espero que no futuro venha a entrar em filmes mais adultos e mais exigentes, Selena Gomez já começou a trilhar esse caminho. “Teen Beach Movie” é muito bom, adorei o filme. 
Classificação do filme : 4.

sábado, 5 de outubro de 2013

Prisoners

Nome do Filme : “Prisoners”
Titulo Português : “Raptadas”
Ano : 2013
Duração : 150 minutos
Género : Drama/Crime/Thriller
Realização : Denis Villeneuve
Elenco : Hugh Jackman (Keller Dover), Jake Gyllenhaal (Loki), Viola Davis (Nancy Birch), Terrence Howard (Franklin Birch), Maria Bello (Grace Dover), Melissa Leo (Holly Jones), Erin Gerasimovich (Anna Dover), Kyla Drew Simmons (Joy Birch), Paul Dano (Alex Jones), Len Cariou (Father Patrick Dunn), David Dastmalchian (Bob Taylor).

História : Depois da sua filha pequena e uma amiga dela serem sequestradas, um cidadão de Boston, enfrenta o departamento de policia e o jovem detetive encarregue do caso. Sentindo-se abandonado pela lei, esse pai desesperado decide ele próprio tomar medidas menos próprias para tentar resolver a complicada situação.

Comentário : Ora cá está mais um caso em que houve um enorme exagero na atenção e na classificação que um filme pode ter. O filme não é mau, não é isso que estou a dizer, mas foi muito valorizado. Vamos ao filme. Como pontos positivos, o filme tem uma excelente interpretação de Hugh Jackman; uma boa banda sonora; é uma fita que nos prende do inicio ao fim; os atores fizeram bem os seus papéis, tem uma boa fotografia e deixa-nos sempre na expectativa. Como pontos negativos, o argumento tem falhas; existem alguns erros; a personagem de David Dastmalchian (Bob Taylor) apesar de ser muito pavorosa, não está a fazer praticamente nada no filme; é sempre o mesmo policia (Loki) a investigar tudo sobre o caso; não existe informação adicional sobre as outras crianças raptadas e mortas pelos criminosos e por último, o filme tem um dos piores finais vistos por mim num filme. Acreditem que o final é um insulto a quem viu o filme e que esteve quase duas horas e meia em frente ao ecrã.

Quero também dizer que eu esperava muito mais deste filme, esperava algo mais negro, mais desumano, mais real e mais adulto. Andei ao longo do filme sempre à espera que acontecesse algo de muito mau e revoltante, apenas andou lá perto naquela sequência em casa de Bob Taylor. Em vez disso, vi um filme banal como tantos outros do género que os americanos nos dão anualmente. Por exemplo, esperava que as meninas tivessem sido abusadas e assassinadas por alguma organização criminosa que se dedicasse a esses fins, mas em vez disso, elas ficam bem vivas e quase tudo acaba bem, tudo muito bonitinho. Claramente que se fosse na vida real eu também gostaria que estes casos terminassem bem como no filme, mas os filmes servem para nos mostrar também a dura e doentia realidade que existe no mundo em que vivemos (Exemplo : o filme “Megan Is Missing”). As coisas não correram tão bem para o lado do desgraçado Alex Jones, que no fundo andou quase duas décadas a ser uma vítima.

Adorei Keller Dover, a sério, apesar de percebermos que ele estava errado, qualquer homem que tenha uma filha pequena e que goste mesmo dela, entende perfeitamente o que Keller fez. Eu próprio era capaz de fazer justiça pelas minhas próprias mãos e dar cabo de alguém que fizesse mal ou matasse a minha filha. Mas atenção, só o fazia se tivesse mesmo a certeza que tinha sido esse alguém (estes monstros precisavam de ter os piores castigos e o pior dos sofrimentos). Penso por isso que Keller se precipitou. Volto a dizer, “Prisoners – Raptadas” é um bom filme, mas peca por não nos mostrar a maldade que existe no mundo, dando-nos um final onde quase tudo acaba bem. E peca pelo final altamente patético e frustrante para quem aguentou quase duas horas e meia em frente ao ecrã. É caso para dizer, faltou algo para mostrar e para ver, se estivessemos a falar de um filme comercial ou de um blockbuster, de certeza que daqui a um ano ou dois, teríamos uma sequela. É um bom filme, mas para mim foi uma desilusão, visto que tinha depositado nele expectativas muito grandes. Um último reparo, o filme talvez sirva para nos dar a imagem real do que são as forças policiais em todo o mundo. Em 80% dos casos, a policia é uma nulidade e não resolve as coisas, por vezes, até contribuem para agravar o caso. Em Portugal, o caso “Rui Pedro” e o caso “Maddie” são dois exemplos do que disse.

Classificação do filme : 3.