quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Compliance

Nome do Filme : “Compliance”
Titulo Português : “Obediência”
Ano : 2012
Duração : 90 minutos
Género : Thriller/Crime/Drama
Realização : Craig Zobel
Elenco : Dreama Walker (Becky), Ann Dowd (Sandra), Philip Ettinger (Kevin), Pat Healy (Daniels), Matt Servitto (Supplier), Ashlie Atkinson (Marti).

História : Becky é uma bonita jovem que tenta ganhar uns dinheiros trabalhando numa casa de fast-food. Um dia, é acusada de ter roubado uma cliente. Gera-se a confusão entre a patroa e os colegas de trabalho.

Comentário : Este é mesmo aquele tipo de filme em que o realizador faz de nós, espectadores, meros voyeurs. Testemunhamos com angústia a grande injustiça a que é sujeita uma jovem que é acusada de algo que jura que não fez. E tudo graças a um policia que nunca dá a cara mas que comunica com todos do restaurante via telefónica. A situação de Becky vai tornan-se cada vez mais enervante e triste e a rapariga acaba mesmo por ser humilhada e abusada sexualmente. O filme é baseado em histórias verídicas, embora me custe a acreditar as coisas se tenham passado daquela maneira. É muito dificil de acreditar que aquela patroa tenha caído daquela forma na mentira do suposto policia. Era preciso as pessoas serem realmente muito estúpidas. As interpretações são razoáveis, sendo a prestação de Dreama Walker o melhor do filme. O facto do filme se passar quase todo numa sala pequena ainda torna tudo mais aflitivo e claustrofóbico. O filme funciona também como uma amostra tanto da ingenuidade e estupidez das vitimas como da maldade humana. Apesar de alguns erros e da insistência nas mesmas temáticas, acaba por ser um bom filme, mas dificil de acreditar.

Classificação do filme : 3.

sábado, 17 de agosto de 2013

Eternal Sunshine Of The Spotless Mind

 
Nome do Filme : “Eternal Sunshine Of The Spotless Mind”
Titulo Português : “O Despertar Da Mente”
Ano : 2004
Duração : 105 minutos
Género : Romance/Drama
Realização : Michel Gondry
Elenco : Jim Carrey (Joel Barish), Kate Winslet (Clementine), Kirsten Dunst (Mary), Elijah Wood (Patrick), Tom Wilkinson (Dr. Howard Mierzwiak), Mark Ruffalo (Stan).
 
História : Um casal sujeita-se a um estranho processo clínico de remover memórias específicas que lhes permita esquecerem-se mutuamente. Mas é nesse processo que se apercebem que essas memórias eram o mais precioso que tinham.
 
Comentário : Creio que já tinha dito mas, não vou muito à bola com o cinema de Michel Gondry, sendo o seu filme mais recente (The We And The I) o que eu mais gosto dele. Esta noite resolvi rever este seu filme que tem Jim Carrey como protagonista e confesso que até gostei dele. Confesso também que o Jim Carrey é um dos atores que menos gosto, em parte, porque ele dedicou uma carreira a fazer comédias, o género cinematográfico que menos aprecio. No entanto, adorei Jim Carrey neste filme, no papel de Joel Barish. O argumento deste filme é muito poderoso e encontra-se praticamente sem erros. Não foi somente a interpretação de Jim Carrey que me fascinou, a prestação da bonita Kate Winslet teve em mim o mesmo efeito positivo. A ideia do filme acaba mesmo por me despertar a atenção, afinal quem não gostaria de apagar da memória certas lembranças menos boas. As descobertas e novidades que a história nos vai oferecendo também funciona como um ponto positivo a favor do filme. No entanto, não gostei de nenhuma interpretação dos secundários, até a bonita Kirsten Dunst esteve mal. Além disso, o filme tem muito pouco de cinema. A nivel artístico, destaco os primeiros cerca de 15 minutos do filme, deliciosos.

Classificação do filme : 4.

Driving Miss Daisy

Nome do Filme : “Driving Miss Daisy”
Titulo Português : “Miss Daisy”
Ano : 1989
Duração : 97 minutos
Género : Drama
Realização : Bruce Beresford
Elenco : Jessica Tandy (Daisy Werthan), Morgan Freeman (Hoke Colburn), Dan Aykroyd (Boolie Werthan), Patti Lupone (Florine), Esther Rolle (Idella).

História : Após um acidente, um rico empresário decide contratar um motorista de raça negra para a sua mãe. No inicio, a convivência dos dois é muito dificil, mas com o passar das semanas eles tornam-se grandes amigos, algo impensável na sociedade racista na década de 1950.
 
Comentário : Confesso que nunca tinha visto este simpático filme que ganhou vários oscars, incluindo o de melhor filme do ano. Vi o filme hoje e gostei muito dele. Já simpatizava com a actriz Jessica Tandy (já falecida) e este foi o filme onde eu mais gostei de a ver. Adoro o actor Morgan Freeman e depois de o ver neste filme, é mais um papel onde gostei de o ver. No meu blog 2, fiz uma espécie de retrospectiva da sua carreira. Ele é um senhor e um dos melhores actores de sempre. No filme, os dois estiveram fantásticos. O filme tem alguns momentos cómicos, mas é especialmente no género dramático que a fita vai beber. O filme é a prova de que não é necessário ter mais de duas horas para ser um bom filme. Com cerca de hora e meia, o realizador mostrou-nos a história de um homem reformado da carreira de motorista que é chamado e contratado para voltar à sua antiga profissão para auxiliar e conduzir uma senhora rica que, ao principio não gosta nada dele. O filme foca bem a mentalidade da maioria das pessoas daquela época. É um filme que vive das interpretações, da caracterização das personagens e do seu final poderoso. Gostei muito.

Classificação do filme : 4.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

The Exorcist

Nome do Filme : “The Exorcist”
Titulo Português : “O Exorcista”
Ano : 1973
Duração : 128 minutos
Género : Terror/Drama
Realização : William Friedkin
Elenco : Ellen Burstyn (Chris MacNeil), Linda Blair (Regan MacNeil), Max Von Sydow (Father Merrin), Jason Miller (Father Damian Karras), Lee J. Cobb (William Kinderman), Kitty Winn (Sharon), Jack MacGowran (Burke Dennings).

História : Um padre é chamado por uma mãe em desespero que quer apenas ver a filha ficar bem, diante de uma possessão de que foi vitima. O problema é que esse padre tem imensos problemas pessoais e quase perdeu a fé em Deus.

Comentário : Esta tarde de feriado vi a versão do realizador deste magnifico filme de terror, filme que é um dos meus filmes preferidos de terror e também um grande clássico. Eu adorei este filme. Desde o facto de ser uma história fascinante, de ter grandes interpretações, de ser um filme de terror puro, de ter momentos muito tensos, passando por ser uma fita detentora de muito realismo e acabando no factor de ter sido feito sem recurso a computadores e outras tretas da tecnologia. É tudo feito artesanalmente e com processos de maquilhagem e outros truques. Possivelmente, é visto como o melhor filme de terror de todos os tempos, a história da possessão que chocou milhões e eu concordo com essa fama. “The Exorcist – O Exorcista” é um filme poderoso que fez imenso sucesso possivelmente porque tudo parece real.

Linda Blair fez uns quantos filmes depois deste e eu vi cerca de três, ela era uma boa atriz na altura. Li algures que continua a fazer cinema, mas filmes daqueles que muito dificilmente chegam até nós. Ela era muito bonita em menina, creio que na actualidade não é assim tão gira, mas é uma mulher atraente. Foi nomeada ao oscar de melhor atriz pelo seu papel neste filme de terror, mas não ganhou. Na minha opinião devia ter ganho, Linda esteve brutal no filme. Ainda assim, cena da descida das escadas é muito ridicula, completamente desnecessária a meu ver. Na actualidade, continuam a fazer-se filmes de terror com qualidade e excelentes, mas não possuem o realismo que esta obra prima de William Friedkin tem. É uma pena. O filme tem ainda uma componente religiosa muito forte. 
Classificação do filme : 5. 

sábado, 10 de agosto de 2013

The Conjuring

Nome do Filme : “The Conjuring”
Titulo Português : “A Evocação”
Ano : 2013
Duração : 110 minutos
Género : Terror
Realização : James Wan
Elenco : Patrick Wilson (Ed Warren), Vera Farmiga (Lorraine Warren), Sterling Jerins (Judy Warren), Ron Livingston (Roger Perron), Lili Taylor (Carolyn Perron), Kyla Deaver (April Perron), Mackenzie Foy (Cindy Perron), Shanley Caswell (Andrea Perron), Hayley McFarland (Nancy Perron), Joey King (Christine Perron).

História : Era uma vez o casal Warren, tinham uma filha e investigavam fenomenos paranormais e possessões. Era uma vez o casal Perron, tinham cinco filhas e foram viver para uma casa de campo com um passado marcado pela tragédia. Um dia, o casal Perron começa a testemunhar estranhos acontecimentos na casa, acabando por chamar o casal Warren.

Comentário : Finalmente consegui ver este excelente filme e se pensavam que eu ficava à espera que ele estreasse nas nossas salas, estavam muito enganados. Vi o filme esta tarde com excelente qualidade e com um som brutal. “The Conjuring” é mais um excelente filme de terror na onda de outras pérolas como “Insidious”, “Sinister” ou “Mama”. Particularmente, adorei estes três filmes e adorei igualmente este “The Conjuring”, que aliado a “Mama” foram os dois melhores filmes de terror que vi este ano. É um filme com uma fotografia brilhante e que nos prega alguns sustos. O filme tem dois temas : a assombração e a familia. Vera Farmiga está novamente muito bem num filme de terror. Gostei também do personagem de Patrick Wilson. A boneca do caso que os Warren investigaram é assustadora, fazia um bom par com o boneco da saga “Saw” ou não fosse o realizador, o mesmo produtor das duas sagas.

A realização é muito boa e os efeitos especiais, apesar de serem poucos e quase artesanais, estão muito bem concebidos. A minha parte preferida do filme é aquela em que está uma das cinco meninas deitada na sua cama a observar uma figura negra atrás da porta do quarto, apesar da irmã assegurar que não estava ali ninguém. A parte do jogo em que Carolyn vai ao encontro do bater de palmas no roupeiro e depois descobre que não era a filha que as batia está igualmente brutal. “The Conjuring” é um filme de terror à moda antiga e as suas semelhanças com o clássico “Poltergeist” são evidentes para quem conhece o filme. É um filme com um bom argumento que resultou numa história muito bem contada e mostrada. Uma última salva de palmas para as seis meninas do filme, todas as seis crianças fizeram um excelente trabalho, realmente, crianças em filmes de terror são uma das principais características para se conseguir um bom filme do género. “Mama” e “The Conjuring” são os dois melhores filmes de terror deste ano, duvido que o remake de “Carrie” (acredito que seja um bom filme) consiga ser melhor que estes dois.

Classificação : 5.

The Possession Of Emma Evans

Nome do Filme : “La Posesion De Emma Evans”
Titulo Alternativo : “Exorcismus”
Titulo Português : “O Exorcismo”
Ano : 2010
Duração : 100 minutos
Género : Terror
Realização : Manuel Carballo
Elenco : Sophie Vavasseur (Emma Evans), Jo Anne Stockham (Lucy), Stephen Billington (Christopher), Richard Felix (John), Isamaya French (Rose), Doug Bradley (Father Ennis), Claudia Costas (Ana Salgado).

História : Emma Evans é uma adolescente de 15 anos como qualquer outra da sua idade. Um dia, começa a ter comportamentos muito estranhos.

Comentário : Quando este filme estreou nos cinemas portugueses aconteceu uma coisa curiosa. O filme não estreou em qualquer sala de cinema de Lisboa e estreou numa sala única no interior do país. Mas claro que eu já arranjei forma de o ver. Os meus géneros cinematográficos preferidos são o Drama e o Terror. Já vi filmes de terror muito maus, outros razoáveis, outros bons e outros excelentes. No mesmo dia em que vi o excelente “The Conjuring – A Evocação” vi este “La Posesion De Emma Evans”, que é apenas um bom filme, em relação ao primeiro. Lembro-me de um filme dramático com Pierce Brosnan chamado “Evelyn” em que a protagonista era uma menina pequena muito bonita chamada Sophie Vavasseur, a Evelyn do titulo. Pois é, essa menina cresceu e virou mulher. É ela a protagonista deste filme espanhol de terror. E tal como em miuda, não perdeu o jetinho da representação, tendo novamente uma excelente interpretação.

O filme possui alguns erros e algumas coisas mal contadas, além de que a atriz que faz de mãe de Emma interpretou muito mal o seu papel. A sequência em que Emma e Rose trocam carinhos e até um doce beijinho na boca é uma das melhores da fita. O terror é pouco e o filme conta a história de uma possessão. A forma como a coisa começou é original e tudo termina conforme começa, embora com consequências drásticas para os Evans. Claramente que este filme não atinge a excelência e a perfeição de “O Exorcista” com a bonita Linda Blair, mas é um bom filme sobre possessões demoníacas. Um último reparo, a atriz Sophie Vavasseur era uma menina bonita e hoje, é também uma linda mulher, desejo que entre em mais filmes porque representa muito bem.

Classificação : 3.

Lost And Delirious

Nome do Filme : “Lost And Delirious”
Titulo Português : “A Outra Metade Do Amor”
Ano : 2001
Duração : 102 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Lea Pool
Elenco : Piper Perabo (Pauline Oster), Jessica Pare (Victoria Moller), Mischa Barton (Mary Bedford), Graham Greene (Joe), Jackie Burroughs (Fay Vaughn), Mimi Kuzyk (Eleanor), Caroline Dhavernas (Kara), Emily VanCamp (Allison Moller).

História : As crónicas de uma adolescente que foi abandonada pelo pai num colégio interno só de meninas.

Comentário : Lembro-me perfeitamente que fui ao cinema ver este filme e que tinha gostado muito dele. Revi-o na noite passada e confesso que voltei a gostar muito do filme. Apesar de não achar muito normal a homossexualidade, respeito na boa essas pessoas. No entanto, aceito mais facilmente duas raparigas a amarem-se do que dois homens. Falando do filme, é uma boa obra que aborda por um lado a adaptação de uma jovem a um novo espaço e por outro lado o amor que existe entre duas amigas suas. Ainda hoje existem imensos preconceitos em relação ao amor entre duas pessoas do mesmo sexo, apesar das coisas já serem mais aceites. A única coisa que eu sou contra é que essas pessoas tenham filhos e criem crianças.

No filme, gostei muito das interpretações e prestações das três jovens principais. Ainda que Piper Perabo tenha tido o maior destaque. Gostei muito da veterana Jackie Burroughs, que desempenhou o papel da Sra. Fay Vaughn. O filme fala de um bonito amor existente entre duas lindas raparigas em que uma delas está disposta a tudo para ficar com a outra, mas esta tem questões com a familia que a impedem de assumir as suas tendências sexuais e o seu grande amor. O filme tem um final muito triste, mas muito poderoso. Uma vez, estava a andar na rua e vi dois homens a beijarem-se na boca e achei nojento. À poucos dias, vi duas miudas bem boas a beijarem-se na boca e a trocarem carinhos no comboio onde eu ia e deu-me prazer, na minha opinião, as raparigas são o melhor do mundo, são lindas. Quanto ao filme, é um filme independente muito bom.

Classificação : 4.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

The Bling Ring

Nome do Filme : “The Bling Ring”
Titulo Português : “Bling Ring : O Gangue De Hollywood”
Ano : 2013
Duração : 88 minutos
Género : Crime
Realização : Sofia Coppola
Elenco : Emma Watson (Nicki), Katie Chang (Rebecca), Claire Julien (Chloe), Taissa Farmiga (Sam), Israel Broussard (Marc), Georgia Rock (Emily), Leslie Mann (Laurie).
 
História : Um grupo de adolescentes ganha o hábito de localizar e assaltar as residências de alguns famosos com a intenção de roubar objectos de moda, roupa e dinheiro.
 
Comentário : Gostei de todos os filmes realizados pela bonita Sofia Coppola e também gostei deste seu novo filme, ainda que ache que este “The Bling Ring” seja o mais fraco deles, mesmo assim, um filme razoável. O filme é baseado em factos verídicos, tudo bem. Mas depois de o ver e pela maneira como a realizadora nos mostra como ela acha que decorreram as coisas, até me custa a acreditar que tenha sido daquela forma. Cabe na cabeça de alguém que, alguém famosa, veja a sua casa ser assaltada e não toma providências como colocando alarme ou certificar-se que está tudo fechado, é que Paris Hilton permitiu que a sua casa fosse invadida e assaltada cerca de oito vezes !. Para ser sincero, até me custa a crer que metade do que vi tenha realmente acontecido daquela forma, a enorme facilidade com que eles entram e roubam as coisas sem serem apanhados é um insulto à nossa inteligência. A nivel de interpretaçõs, as miudas e o rapaz estiveram bem, ainda que ache que ele foi quem esteve melhor. O miudo do grupo é muito giro para rapaz, se tivesse o cabelo comprido, passava por nina. Fui ao cinema ver este filme e até gostei de o ver. “Somewhere” e “As Virgens Suicidas” continuam a ser os meus filmes preferidos de Sofia Coppola. Um filme razoável.

Classificação : 2.

É O Amor

Nome do Filme : “É O Amor”
Titulo Português : “É O Amor”
Titulo Inglês/Internacional : "That's Love"
Ano : 2013
Duração : 135 minutos
Género : Documentário/Drama
Realização : João Canijo
Elenco : Sónia Nunes, Cassilda Pontes, Paula Saraiva, Anabela Moreira.
História : Em Caxinas, Portugal, a relação entre as mulheres e os pescadores funda-se numa confiança vital, numa dependência recíproca e total para a sobrevivência da familia. Porque as mulheres confiam e dependem dos pescadores para ganharem a vida e sustentarem os filhos menores, e os pescadores confiam e dependem das mulheres para governarem a vida. Nesta espectacular história, acompanhamos um grupo de mulheres das Caxinas no seu dia-a-dia, no trabalho e em casa com as familias.
Comentário : Creio que já disse isto em anteriores comentários, mas vou voltar a dizê-lo. Dentro do cinema português, prefiro o cinema documental do que o cinema de ficção. Outra coisa é que não gosto do cinema de João Canijo. Em compensação, adorei este “É O Amor”. Um filme que fala das mulheres e que devia ser visto por todos os homens, principalmente pelos chamados “machões”. Como diz o ditado : geralmente, por trás de um grande homem está sempre uma grande mulher. O filme é uma eficaz fusão de documentário com drama. O drama é pouco, mas a componente documental soma pontos e foi muito bem explorada pelo realizador. João Canijo devia virar-se de vez para o cinema documental. Além dos quotidianos destas mulheres, o filme mostra também a relação de 3 delas com uma conhecida atriz portuguesa, que é uma espécie de musa de Canijo. Sónia, Cassilda e Paula são 3 mulheres maravilhosas, trabalhadoras e lindas. A morosa sequência em que elas estão a cantar ao som da mais conhecida musica da dupla brasileira Zezé Di Camargo & Luciano é a melhor do filme. Mas o filme possui quase tudo de bom. Não são interpretações, são as vidas reais daquelas mulheres. E a nossa Anabela Moreira safa-se muito bem no meio de tudo aquilo. É um filme cheio de vida e do mais realista que vi no que diz respeito a cinema nacional. “É O Amor” é não só cinema português de alta qualidade como também um dos melhores filmes portugueses que vi até hoje.

sábado, 3 de agosto de 2013

A Respectable Family

Nome do Filme : “Yek Khanevadeh-e Mohtaram”
Titulo Português : “Uma Família Respeitável”
Ano : 2012
Duração : 91 minutos
Género : Drama/Thriller
Realização : Massoud Bakhshi
Elenco : Babak Hamidian (Arash), Mehrdad Sedighian (Hamed), Behnaz Jafari.

História : Um homem que viveu num país ocidental durante cerca de duas décadas regressa ao seu país natal. Tudo isto estava bem, não fosse o Irão o seu país natal.

Comentário : Hoje fui ao cinema Nimas ver este filme iraniano e confesso que gostei dele, embora não chegue aos calcanhares de “Offside”. Fui acompanhado ao cinema e a pessoa com quem eu fui também gostou do filme. Confesso que tenho uma má imagem da maioria dos homens e este filme ainda contribuiu mais para escurecer essa imagem. Realmente, em países como o Irão, não convém nascer mulher. O drama de Arash, o personagem principal, é bem representado no filme, quer pelas situações que ele vive durante o tempo presente da fita, quer pelos flashsbacks da sua infância. As interpretações são competentes e também gostei da forma como o realizador nos vai contando a história. Nota negativa para alguns erros de argumento. Tirando a mãe e uma bonita sobrinha, a familia de Arash é tudo menos respeitável. O titulo do filme é claramente uma ironia. Depois de vermos este filme, continuamos sem perceber porque motivo certos países evoluem tanto e outros permanecem atrasados. É uma pena.

Classificação do filme : 3.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

The We And The I

Nome do Filme : “The We And The I”
Titulo Português : “A Malta E Eu”
Ano : 2012
Duração : 105 minutos
Género : Drama
Realização : Michel Gondry
Elenco : Teresa Lynn (Teresa), Michael Brodie (Michael), Raymond Delgado (Little Raymond), Jonathan Ortiz (Jonathan), Laidychen Carrasco (Laidychen), Chenkon Carrasco (Chen), Jacob Carrasco (Jacobchen), Konchen Carrasco (Kon), Meghan Murphy (Niomi), Alex Raul Barrios (Alex), Raymond Rios (Big Raymond), Kenneth Quinones (Kenny), Amanda Mercado (Amy), Chantelle Lisa Davis (Chantelle), Marlene Perez (Marlene), Patricia Jade Persaud (Willowy), Carolina Noboa (Carol), Esmeralda Herrera (Esmeralda), Shade Antanique Coleman Blanch (Shade), Marie Raphael (Marie), Patricia Marie Collazo (Patricia), Amanda Kay Riley.

História : Um grupo de adolescentes do Bronx, em Nova Iorque, sai da escola no último dia de aulas e apanha o autocarro de sempre para casa.

Comentário : Fui ao cinema King uma tarde destas ver este filme e confesso que gostei. É aquilo que se chama um “busmovie” em vez de “roadmovie”. O filme passa-se quase todo dentro de um autocarro. O filme não é consensual, tendo muitos erros que não vou aqui inumerar. O realizador passou imensos meses na companhia destes adolescentes e ficou a par de quase tudo sobre a vida deles, pelo menos sobre as suas vidas sociais. Quase tudo neste filme parece muito realista, principalmente tudo o que envolve os adolescentes. Ao ver o filme, recordei algumas situações que se passavam nos meus tempos de escola, nomeadamente as “pancadas” de certos alunos que se achavam melhores que os outros. Fiquei muito sensibilizado com a história de Teresa, grande parte das cenas dela são possivelmente as melhores do filme. O que alguns jovens fizeram àquele homem com o lábio defeituoso foi muito mau, realmente, a juventude anda muito mal criada, tendo em conta que existem jovens que são mesmo capazes de fazer aquelas coisas. Reparei que os jovens diziam poucas asneiras, se aquilo fosse filmado em tempo real e se fosse verdade, as asneiras eram imensas. Confesso também que não gosto de nenhum filme de Michel Gondry, sendo este a única obra que eu gostei vinda da parte do realizador. Gostei do filme.  
Classificação do filme : 3. 

Bastard Out Of Carolina

Nome do Filme : “Bastard Out Of Carolina”
Ano : 1996
Duração : 100 minutos
Género : Drama/Crime
Realização : Anjelica Huston
Elenco : Jennifer Jason Leigh (Anney), Jena Malone (Ruth Anne 'Bone'), Ron Eldard (Glen), Glenne Headly (Aunt Ruth), Christina Ricci (Dee Dee), Dermot Mulroney (Lyle), Michael Rooker (Uncle Earle), Diana Scarwid (Aunt Raylene), Susan Traylor (Alma), Lindley Mayer (Reese).

História : Uma menina é vitima de abusos por parte do seu padrasto.

Comentário : Possivelmente um dos filmes que mais me provocou revolta ao vê-lo. Pessoas sensíveis ou que gostem de crianças sentirão raiva em algumas cenas do filme. E o lamentável é sabermos que existem muitas mães como Anney. Que mesmo depois de tudo o que o marido fez à filha, continua a aceitá-lo. Nunca pensei que Anjelica Huston fosse a realizadora e este filme surpreendeu-me imenso. Casos destes acontecem às centenas todos os anos por esse mundo fora e é lamentável que assim seja. A nivel de interpretações, a prestação da pequena Jena Malone é digna de um óscar. Actualmente, ela continua a ser uma boa atriz. A cena do espancamento do padrasto de Bone é possivelmente um dos castigos mais bem merecidos dados a um criminoso, que prazer me deu ver essa cena (lamentável que não o mataram). Por outro lado, a cena em que o padrasto espanca e viola Bone pela última vez é de vómitos e meteu-me imensa raiva. Apesar de alguns erros, é um filme razoável que funciona como uma critica a algumas mulheres que não conseguem passar sem homem. Classificação : 2.  

The Scent Of Blood

Nome do Filme : “L'Odore Del Sangue”
Titulo Português : “O Odor Do Sangue”
Ano : 2004
Duração : 99 minutos
Género : Drama/Erótico
Realização : Mario Martone
Elenco : Michele Placido (Carlo), Fanny Ardant (Silvia), Giovanna Giuliani (Lu).

História : Carlo e Silvia são casados à cerca de vinte anos. No entanto, Carlo mantém uma relação amorosa com uma jovem chamada Lu enquanto que Silvia começa a relacionar-se com um rapaz.

Comentário : Vi este filme uma noite destas e confesso que gostei, mas não é nada de especial. Trata-se de um filme razoável com tons de erotismo e com imensas cenas de nu. A nivel de cinema, confesso que o filme tem pouco de cinema, ainda que o ritmo lento da pelicula seja uma das principais características do cinema de qualidade. A nivel de interpretações, gostei das três principais, mas para mim o destaque vai todinho para o veterano Michele Placido, que excelente prestação e que opulência. Esta é a história de um casamento já muito gasto que, neste caso, arrasta tudo para o torto. Dentro do estilo deste filme, o cineasta Jean Claude Brisseau já fez muito melhor. Classificação : 2.