sexta-feira, 19 de julho de 2013

In The House

Nome do Filme : “Dans La Maison”
Titulo Português : “Dentro De Casa”
Ano : 2012
Duração : 105 minutos
Género : Thriller
Realização : François Ozon
Elenco : Fabrice Luchini (Germain), Ernst Umhauer (Claude), Kristin Scott Thomas (Jeanne), Bastien Ughetto (Rapha), Emmanuelle Seigner (Esther).

História : Um jovem começa a frequentar a casa de um colega de turma e relata, através de textos, as coisas que lá se passam a um dos seus professores.

Comentário : Fui ao cinema ver este filme na tarde de ontem e confesso que gostei imenso do filme. O facto de ser um filme realizado por um dos melhores cineastas do cinema francês moderno ainda me fez ficar com mais vontade de ir ver o filme. O filme possui no elenco grandes estrelas : Fabrice Luchini, Kristin Scott Thomas e Emmanuelle Seigner. Esta última é mesmo uma grande atriz. A história do filme é boa e as interpretações também não lhes ficam atrás. No fundo, o problema de Claude era a carência de ter uma familia normal, e principalmente uma mãe presente. Reconheci o ator Fabrice Luchini do filme “Potiche”, do mesmo realizador. “Dans La Maison” é um bom thriller, um filme em que o género de drama foi praticamente eliminado. Excelentes interpretações, uma boa fotografia, um bom argumento, bom cinema de autor, tudo contribui para que este filme seja um filme muito bom. Lamentável não ter um final à altura. Classificação do filme : 4.  

Norwegian Wood

Nome do Filme : “Norwegian Wood”
Titulo Português : “Norwegian Wood”
Ano : 2010
Duração : 133 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Tran Anh Hung
Elenco : Rinko Kikuchi (Naoko), Ken'ichi Matsuyama (Watanabe), Kengo Kora (Kizuki), Kiko Mizuhara (Midori), Reika Kirishima (Reiko), Eriko Hatsune (Hatsumi).

História : Após o suicidio do seu amigo de infância que era também seu namorado, uma jovem entra em depressão profunda. Poderá um novo amor curar a dor da perda do seu amado.

Comentário : Esta tarde vi este filme japonês que gostei. O filme não é tão bom quanto o comentado no post anterior a este, mas ainda assim, vê-se muito bem e tem os seus encantos. As interpretações são boas, a fotografia cristalina é poderosa e algumas imagens são muito belas. Como pontos negativos, destaco as duas histórias secundárias e um ou outro erro de argumento. As cenas que decorrem no campo e principalmente sempre que neva são de uma beleza estonteante. Também não gostei muito do final do filme. Ainda assim é um bom filme . Classificação do filme : 3.  

quarta-feira, 17 de julho de 2013

A Moment To Remember

Nome do Filme : “Nae Meorisokui Jiwoogae”
Ano : 2004
Duração : 147 minutos
Género : Romance/Drama
Realização : John H. Lee
Elenco : Woo Sung Jung (Cheol Su), Ye Jin Son (Su Jin).

História : Uma relação amorosa é abalada quando o elemento feminino é alvo de uma doença.

Comentário : Antes de mais tenho que dizer que este filme é o melhor filme coreano que já vi. Este filme é detentor de uma sensibilidade avassaladora e foi principalmente esse factor que me fez ficar rendido a ele. Cheol Su e Su Jin conhecem-se numa loja de conveniência e depois apaixonam-se. Namoram e casam-se. Apesar de se amarem imenso um ao outro, as coisas complicam-se quando ela é vitima de uma variante muito rara da doença de alzheimer. Apesar de ter apenas 27 anos idade, ela é vitima dessa doença e a sua relação com o marido muda radicalmente. Vi a versão integral do filme e confesso que fiquei deslumbrado com a qualidade do filme, é de uma cinematografia verdadeiramente triunfal e as interpretações do casal protagonista são brutais. Hollywood também já nos deu excelentes dramas, mas os orientais possuem aquele toque especial para estremecer os alicerces da nossa alma. No caso do casal do filme, ainda bem que não chegaram a ter filhos, tudo iria ser bem mais complicado. As melodias do filme também ajudaram a contribuir para a satisfação que eu tive ao vê-lo. O amor é sem duvidas o melhor sentimento que existe e sentir e ser correspondido por ele é a melhor das coisas. Este é um filme que dificilmente sairá da minha cabeça. Adoro filmes que retratem histórias de amor e este conto é soberbo. Isto é cinema do mundo de alta qualidade. Excelente filme. Classificação do filme : 5.  

Maladolescenza

Nome do Filme : “Maladolescenza”
Ano : 1977
Duração : 91 minutos
Género : Drama/Romance/Erótico
Realização : Pier Giuseppe Murgia
Elenco : Lara Wendel (Laura), Eva Ionesco (Sylvia), Martin Loeb (Fabrizio).

História : Um menino e uma menina vivem momentos de intensa felicidade e descobertas amorosas e sexuais, até que uma nova menina aparece para confundir e desestruturar a relação dos dois.

Comentário : Este filme foi considerado pela maioria que o viu como sendo muito polémico e razões para isso não faltam. Pessoalmente, confesso que nunca tinha visto um filme onde as crianças e adolescentes fossem tão expostos quanto o são aqui. O filme tem apenas 3 personagens : um menino e duas meninas. O menino e uma das meninas são amigos intimos de longa data e fazem toda a espécie de brincadeiras juntos onde vale de tudo : carinho, violência fisica, violência psicológica, insultos, humilhações, brincadeiras sexuais, sexo, subjugação, servidão e até mesmo o bullying. Porém, a situação muda para pior para o lado da menina quando se mete no grupo uma outra rapariga. O realizador expõe o seu trio ao máximo, onde o que mais se destaca no filme é precisamente a nudez infantil.
Não percebo como foi que os pais das duas meninas envolvidas permitiram que elas filmassem aquele tipo de cenas e que se tivessem exposto daquela maneira. Se fossem minhas filhas, eu nunca iria deixar. Confesso também que se algum realizador quisesse fazer este filme na actualidade, seria muito complicado ou mesmo impossivel de o fazer. Os 3 jovens protagonistas interpretaram muito bem os seus papeis. O facto do filme ser todo filmado numa densa floresta ou em interiores de grutas foi algo positivo. Duvido que o filme passe alguma vez na TV. Vi a versão integral, com os seus 91 minutos de duração. Houve uma versão com 71 minutos, sinceramente, não concordo nada com versões extensas dos filmes e muito menos com versões censuradas e versões curtas dos filmes, um filme tem a duração que tem e pronto. Um último reparo, o filme tem um final inesperado, que grande reviravolta. Sobre a polémica do filme, para muitos é crime, para mim é arte.  
Classificação do filme : 3.

 
Curiosidades : Eva Ionesco (a Silvia do filme) passou uma infância muito complicada. Em criança, Eva Ionesco foi o ganha pão da mãe que a fotografava nua ou vestida com roupas provocadoras e em poses sensuais, vendendo as fotos da filha a quem quisesse dar fortunas por elas. Eva Ionesco sofreu este tipo de abusos dos 4 anos aos 12 anos. Segundo a própria, a mãe fazia chantagem com ela ameaçando de não lhe comprar vestidos e bonecas caso ela não quisesse ser fotografada. Estas situações aconteceram em finais dos anos 1960 até finais dos anos 1970. Na altura, estas fotografias eram consideradas arte, na actualidade, são consideradas crime. Depois de ver como ela esteve neste filme, facilmente se acredita na história da sua infância e claramente se vê que espécie de mãe ela teve. Actualmente, Eva Ionesco continua a ser atriz, é escritora e até já é realizadora, tendo realizado um belissimo filme biográfico sobre partes da sua infância : “My Little Princess”. 

Syndromes And A Century

Nome do Filme : “Sang Sattawat”
Titulo Português : “Síndromas E Um Século”
Ano : 2006
Duração : 105 minutos
Género : Drama
Realização : Apichatpong Weerasethakul
Elenco : Nantarat Sawaddikul (Toey), Jaruchai Iamaram (Nohng), Sophon Pukanok (Noom), Jenjira Pongpas (Pa Jane), Arkanae Cherkam (Ple), Nu Nimsomboon (Toa).

História : Os quotidianos de alguns doentes e de alguns médicos de dois hospitais muito distintos um do outro.

Comentário : Trata-se de cinema tailandês e devo confessar que gostei muito deste filme. O filme é constituido por duas histórias, ambas passadas em dois hospitais. Os centros hospitalares são distintos, embora algumas situações tornem-se semelhantes, como por exemplo, os monges no dentista. Um dos hospitais situa-se no campo e o outro na cidade. A parte que se passa num riacho é a minha preferida. Perto do final há uma situação muito engraçada que resulta de um beijo entre um casal de namorados. O realizador tem um filme muito recente que eu gostei bastante, de momento não me lembro muito bem do nome, apenas me recordo que tem um nome muito estranho e comprido. Apesar de saber que se trata de ficção, foi engraçado ver as diferenças existentes entre a parte do campo e a parte na cidade. Pessoalmente, prefiro o hospital do campo. Não consegui associar o titulo do filme ao seu conteúdo. As interpretações são muito boas, por vezes, parece que tudo aquilo que vemos passou-se de verdade, tal não é a naturalidade com que a maior parte deles actuam. A nivel negativo, penso que podiam ter arranjado histórias melhoes. Ainda assim, isto é cinema do mundo de grande qualidade. Muito bom.

Classificação do filme : 4.  

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Heavenly Creatures

Nome do Filme : “Heavenly Creatures”
Titulo Português : “Amizade Sem Limites”
Ano : 1994
Duração : 100 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Peter Jackson
Elenco : Melanie Lynskey (Pauline), Kate Winslet (Juliet), Sarah Peirse (Honora Rieper), Simon O'Connor (Herbert Rieper), Diana Kent (Hilda Hulme), Clive Merrison (Henry Hulme).

História : Duas jovens raparigas tornam-se amigas íntimas.

Comentário : Este brilhante filme de Peter Jackson é baseado numa história real. Pessoalmente, confesso que já vi quase todos os filmes de Peter Jackson, apenas faltando os dois últimos filmes da saga “The Hobbit”. Posso afirmar que este “Heavenly Creatures” é o meu filme preferido do realizador. A história do filme agrada-me imenso e curiosamente foi com este pequeno filme que as lindas Melanie Lynskey e Kate Winslet foram catapultadas para a fama. As duas tiveram interpretações brutais. O titulo português tem a ver com o que se passa na fita, mas nada a ver com o titulo original do filme. Adorei as personagens Pauline e Juliet, mas claramente que tenho preferência pela primeira. Em relação a elas como atrizes, são excelentes. Como mulheres, são ambas lindas e sensuais, cada uma à sua maneira. À primeira vista, até custa a crer que este filme tenha sido realizado por Peter Jackson, mas durante a fita e após vê-lo facilmente chegamos à conclusão que tem imensos traços do realizador. Para qualquer admirador de Peter Jackson ou mesmo de Kate Winslet, este é mesmo um filme obrigatório. Grande parte da história do filme decorre no ano 1952. Era uma época muito conservadora e a relação das duas meninas não era bem vista por quase ninguém. Para mim, não me faz tanta confusão ver duas mulheres a amarem-se, até acho bonito. E a relação delas era mesmo admirável, não faziam mal a ninguém, apenas queriam estar juntas. Adorei tudo neste filme.
Classificação do filme : 5. 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Do You Remember Dolly Bell

Nome do Filme : “Sjecas Li Se Dolly Bell”
Titulo Português : “Lembras-te de Dolly Bell ?”
Ano : 1981
Duração : 108 minutos
Género : Drama/Comédia Dramática
Realização : Emir Kusturica
Elenco : Slavko Stimac (Dino), Ljiljana Blagojevic (Dolly Bell), Slobodan Aligrudic (father), Mira Banjac (mother), Pavle Vujisic (uncle), Nada Pani (aunt).

História : Dino é um adolescente que está em pleno despertar da sua sexualidade. Cansado das teses politicas do seu velho pai, Dino refugia-se na musica e na hipnose. As coisas começam a melhorar para Dino quando lhe é entregue uma mulher para ele albergar no seu sótão.

Comentário : O realizador deste filme já nos deu bons filmes como “Underground”, “Gato Preto Gato Branco” e “Life Is A Miracle”. Este “Sjecas Li Se Dolly Bell” penso que é anterior a qualquer um dos filmes citados anteriormente. O filme tem uma bonita história e tem uma excelente interpretação do jovem Slavko Stimac, o seu Dino é um personagem muito original. O filme retrata ainda uma época complicada. Gosto do trabalho deste realizador e desconhecia este filme, que confesso ter gostado. Gostei muito da forma do realizador filmar a atriz que fez de Dolly Bell, ela é muito bonita e filmada em alguns angulos ainda ficou melhor. Sinceramente, gostei do filme. Classificação : 3.  

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Raining Stones

Nome do Filme : “Raining Stones”
Titulo Português : “Chuva de Pedras”
Ano : 1993
Duração : 91 minutos
Género : Drama
Realização : Ken Loach
Elenco : Bruce Jones (Bob), Julie Brown (Anne), Gemma Phoenix (Coleen), Ricky Tomlinson (Tommy), Tom Hickey (Father Barry).

História : Um homem com tendência para se meter em confusões mete na cabeça que tem que dar à filha todas as condições necessárias para que ela tenha uma primeira comunhão em pleno. No entanto, está desempregado e não tem dinheiro.

Comentário : Ao principio de começar a ver este filme não dava nada por ele. Mas confesso que adoro quando me acontece ficar satisfeito por ver e gostar de um filme quando inicialmente nada dava por ele. O filme é muito bom. O personagem principal pode ter muitos defeitos, mas é um bom pai e quer tudo de melhor para a sua filha menor. Nem que para isso tenha que se individar. Todo o leque de atores fizeram um bom trabalho e a história, apesar de muito simples, tem imenso para nos oferecer. Na ficha do filme vem a dizer que o filme também tem comédia, sinceramente, não vi nada de comédia no filme, ou seja, nada me fez rir. É sim um drama familiar sobre um homem que passa a vida em busca de um emprego ou de algum biscate que lhe permita arrecadar mais algumas libras para pagar um vestido de comunhão à filha ou para meter mais um bocado de comida na mesa. Nem que seja a desentupir canos de esgoto. Gostei muito deste filme e claramente que o recomendo. Classificação : 4.  

My Joy

Nome do Filme : “Schastye Moe”
Titulo Português : “A Minha Alegria”
Ano : 2010
Duração : 125 minutos
Género : Drama
Realização : Sergei Loznitsa
Elenco : Viktor Nemets (Georgy), Vladimir Golovin (old man), Olga Shuvalova (young prostitute), Vlad Ivanov (Major), Maria Varsami (Maria).

História : Durante uma entrega de rotina, um motorista de Camião, entra numa estrada da provincia russa e depara-se com uma série de encontros casuais que vão marcar para sempre a sua jornada.

Comentário : Quando um realizador pega no material necessário para fazer um filme e decide fazê-lo, tem que ter em atenção que deve tentar fazer algo bom e que agrade às pessoas que o vão ver. Pelo que sei, o realizador deste estranho filme apenas tinha experiência em fazer documentários e este “My Joy” foi a sua estreia em obras de ficção. Pessoalmente, achei o filme apenas razoável. A sensação com que fiquei depois de ver este filme é um pouco como “a, nem aquece, nem arrefece”. Sou receptivo a todos os tipos de cinema, de todas as nacionalidades e confesso que o único género que não gosto é a comédia. Mas o problema com este filme é que a primeira hora de projeção resultou em algo bastante interessante e não me importava que tivesse continuado com aquele personagem principal, ou seja, que não lhe tivesse acontecido aquilo. Mas a seguir à primeira hora de filme, surgem novas personagens e novas histórias e às tantas, eu próprio já não me estava a importar quem eram aquelas novas pessoas e nem queria ver o resto do filme. Mas acabei por ver o filme até ao final, quase como uma espécie de obrigação cinéfila. Não gosto de abandona um filme a meio ou a que altura for, só mesmo no final. No entanto, as interpretações do filme são muito boas e adorei a fotografia, penso que os cineastas russos possuem uma forma muito peculiar de filmar. Resumindo, trata-se de um filme razoável em que eu adorei os primeiros cerca de 55 minutos, para mim apenas foi um pequeno filme com essa duração, visto que o que aconteceu a partir daí, não me despertou qualquer tipo de interesse.

Classificação do filme : 2.  

sábado, 6 de julho de 2013

Taken

Nome do Filme : “Taken”
Titulo Português : “Taken – Busca Implacável”
Ano : 2008
Duração : 91 minutos
Género : Thriller/Ação/Crime
Realização : Pierre Morel
Elenco : Liam Neeson (Bryan), Maggie Grace (Kim), Katie Cassidy (Amanda), Famke Janssen (Lenore), Holly Valance (Sheerah).

História : Em plena chamada telefónica, um pai (Bryan) apercebe-se que alguém lhe raptou a filha (Kim) para a levar para o tráfico humano.

Comentário : Vi este filme à poucos anos e gostei imenso dele. Tudo bem, já foram feitos muitos filmes do género, mas é muito raro vermos uma pelicula onde o herói de serviço é um veterano. Esta é a história de Bryan Mills, um veterano e reformado que vê-se obrigado a viajar subitamente para tentar recuperar a filha adolescente que ia passar uns dias a Paris, mas que foi raptada em conjunto com uma amiga. Os raptores são homens do mais nojento que pode haver, homens que não respeitam a dignidade humana e apenas pensam no dinheiro. Confesso que fiquei impressionado com aquilo que certas pessoas são capazes de fazer por dinheiro. O ser humano é o pior dos seres. Liam Neeson está impecável no filme e a jovem Maggie Grace, apesar de pouco aparecer, também esteve bem no seu curto papel. Certas situações do filme dão que pensar. Só de pensar que aquilo existe e que se passa daquela forma até causa arrepios. O filme peca por ter alguns erros dos acontecimentos, por exemplo, o protagonista quase nunca é baleado; o facto de um homem de cinquenta anos correr tanto quanto um jovem de 20 ou outras particularidades relacionadas com coisas que vão acontecendo. No entanto, é um filme muito bom e que parece que dá pica para nós mesmos podermos fazer justiça pelas nossas próprias mãos para proteger os nossos. Resumindo, “Taken” é um bom filme de ação com cenas muito boas dentro do género e com um protagonista com capacidades para aviar pancada para tudo o quanto é sitio. Possivelmente, é um dos melhores filmes de ação que vi, melhor que isto só mesmo a trilogia “Jason Bourne” ou o filme “Man On Fire”.
  Classificação do filme : 4. 

sexta-feira, 5 de julho de 2013

3096 Days

Nome do Filme : “3096 Tage”
Titulo Português : “3096 Dias”
Ano : 2013
Duração : 110 minutos
Género : Drama/Biográfico
Realização : Sherry Hormann
Elenco : Antonia Campbell Hughes (Natascha Kampusch/Bibiane), Amelia Pidgeon (young Natascha), Trine Dyrholm (Brigitta), Thure Lindhardt (Wolfgang Priklopil).

História : Na manhã do dia 2 de Março de 1998, no auge dos seus 10 anos de idade, uma menina pequena chamada Natascha Kampusch é raptada por Wolfgang Priklopil que a mantém em cativeiro durante os cerca de oito anos seguintes. Na tarde do dia 23 de Agosto de 2006, agora com 18 anos de idade, a jovem Natascha Kampusch aproveita uma oportunidade mais proveitosa e consegue fugir ao seu raptor. Esta é a sua história.

Comentário : Fui à estreia deste filme nas salas de cinema do complexo Classic Alvalade. Gostei do filme, mas ainda assim tenho que dizer que esperava algo mais potente, mais desprezível e dramático, algo parecido com filmes como “Michael”, “Megan Is Missing” ou “Gardens Of The Night”. Ainda assim, é um bom filme que nos provoca revolta em algumas partes, principalmente nas sequências em que o raptor agride fisicamente a vitima. Honestamente, fico revoltado com este tipo de crimes e penso que a justiça não devia ser branda com os abusadores de menores. Não vou criticar os procedimentos da personagem principal, visto o filme ser baseado na biografia escrita e concebida pela própria vitima, se as coisas que vemos no filme aconteceram daquela maneira foi porque se passou realmente daquela forma. Apenas tenho que dizer que aquele raptor era um estúpido, porque agredia fisicamente a jovem e também porque lhe fazia mal psicologicamente. Podia tratá-la bem.  
A nivel de interpretações, o filme está bom. As protagonistas, tanto a pequena Amelia Pidgeon quanto a jovem Antonia Campbell Hughes desempenharam bem os seus papeis. O actor que fazia de raptor também esteve bem e em algumas alturas era mesmo um nojento. A sequência em que a pequena Natascha se dirige para a camara e fala com o seu raptor através de um comunicador é a melhor cena do filme. É muito triste sabermos que existem homens capazes de cometer tais actos criminosos e que violam os direitos humanos desta forma. Ninguém tem o direito de privar outro alguém da liberdade e dos seus direitos mais básicos e ninguém tem o direito de provocar mal a outro alguém. Sinceramente, as penas para estes tipos de crimes deviam ser altamente pesadas e severas. Na minha opinião, quase todos os jovens e crianças que desaparecem ou estão mortos ou estão presos em algum cativeiro. E vou mais longe, penso mesmo que Madeleine McCann deve estar viva e deve estar a ser mantida em cativeiro por algum homem com a cumplicidade de outros. Ou isso, ou então está morta e enterrada nalgum terreno ou mesmo nas catacumbas da igreja. “3096 Days” é um bom filme biográfico, lamentável é tratar-se da biografia de uma tragédia.

Classificação do filme : 3. 

Light After Darkness

Nome do Filme : “Post Tenebras Lux”
Titulo Português : “Post Tenebras Lux”
Ano : 2012
Duração : 120 minutos
Género : Drama
Realização : Carlos Reygadas
Elenco : Nathalia Acevedo (Natalia), Rut Reygadas (Rut), Eleazar Reygadas (Eleazar), Adolfo Jimenez Castro (Juan), Willebaldo Torres (El Siete).

História : Uma familia faz o que pode para criar os seus dois filhos pequenos.

Comentário : Fui recentemente ao cinema ver este filme e estou arrependido. Não é que o filme seja mau, pelo contrário, é até um filme razoável. Estou habituado a ver cinema do mundo de qualidade e este “Post Tenebras Lux” não pertence a esse estatuto. Confesso que não entendi qual a mensagem que o realizador quis nos dar, se é que existia alguma mensagem a transmitir. Na minha opinião, é um filme chato e aborrecido em que o realizador apenas se limitou a debitar imagens e sequências sem qualquer tipo de lógica, as cenas do diabo vermelho a deambular pela casa de uma familia com uma caixa de ferramentas na mão não faz qualquer tipo de sentido e é mesmo ridicula. Depois temos duas cenas, a meu ver, totalmente dispensáveis e execráveis : a morosa sequência da orgia sexual que decorre numa sauna com excessivas cenas de nudez e a sequência em que o protagonista masculino espanca uma cadela. Os pontos positivos do filme são os seguintes : uma belíssima fotografia, uma forma de filmar bastante original, boas interpretações e uma linda sequência de abertura com a própria filha pequena do realizador. E são apenas estes factores que salvam o filme da mediocridade e fazem dele um objecto razoável. Classificação : 2.