sábado, 29 de junho de 2013

Butterflies

Nome do Filme : “Motyle”
Titulo Português : “As Borboletas”
Ano : 1973
Duração : 82 minutos
Género : Drama
Realização : Janusz Nasfeter
Elenco : Bozena Fedorczyk (Monika), Grazyna Michalska (Honorka), Roman Mosior (Edek).

História : Um grupo de crianças se diverte durante mais um Verão.

Comentário : Trata-se de um bom filme. O filme tem boas interpretações, uma boa realização e está bem filmado. A pequena Bozena Fedorczyk é a alma do filme e Roman Mosior funciona como uma espécie de seu complemento. Gosto imenso deste tipo de cinema. É um filme onde os adultos são enviados para um segundo ou terceiro plano e onde as crianças são reis e senhores. As borboletas a que o filme se refere são as crianças, possivelmente será como uma espécie de figura de estilo para o facto das crianças serem seres cheios de vida e liberdade, quase que possuem asas para voar. É um bom filme e não é americano. O final do filme é poderoso. Classificação : 3.  

Just Little Birds

Nome do Filme : “Les Petits Oiseaux”
Titulo Português : “Os Pequenos Pássaros”
Ano : 2001
Duração : 17 minutos
Género : Curta Metragem
Realização : Fred Louf
Elenco : Stéphanie Gibert (Julie), Sven Decharte (Alexis), Thomas Chabrol (Roch).

História : Um menino muito curioso é confrontado por uma linda menina muito provocadora.

Comentário : Depois de curtas-metragens como “Melissa” e “Curfew” (as duas já comentadas no meu blog), venho agora com este “Just Little Birds” que, em conjunto com as duas frisadas anteriormente, formam uma espécie de trilogia das minhas curtas preferidas. Pertencente a um tipo de filmes que eu gosto imenso, o chamado “coming age movie”, este “Just Little Birds” conta-nos a história de um menino que gosta de passar horas enfiado no seu quarto a observar tudo e todos pelo seu telescópio. Um dia, uma menina amiga da familia o surpreende a mirar uma vizinha semi-nua a tomar banhos de sol e decide provocar e estimular o desejo sexual do puto. Julie é o nome da menina provocadora, tem cerca de doze aninhos, e ela tenta fazer tudo para colocar o pobre miudo a seus pés. Mas ele é muito imaturo e ainda não está pronto para embarcar naquelas brincadeiras próprias da adolescência e não só. De grande destaque é a interpretação da linda Stéphanie Gibert e o filme soma pontos ainda por ter uma belíssima fotografia. Adorei o filme devido a imensos factores, mas o principal foi o facto de me fazer lembrar as brincadeiras que eu tinha com as meninas na altura dos meus 11 ou 12 anos, a chamada idade do armário. Classificação : 5.  

quinta-feira, 27 de junho de 2013

The Hussy

Nome do Filme : “La Drôlesse”
Titulo Português : ?
Ano : 1979
Duração : 87 minutos
Género : Drama
Realização : Jacques Doillon
Elenco : Madeleine Desdevises (Mado), Claude Hebert (François).

História : Um homem rapta uma menina e a mantém em cativeiro num sótão. Entre raptor e vitima nasce uma relação muito especial.

Comentário : Jacques Doillon é, na minha opinião, o melhor realizador a filmar crianças. É dele o excelente “Ponette”. A grande maioria dos seus filmes possuem crianças ou jovens como personagens principais. Ontem à noitinha vi este filme e confesso que gostei. O adulto Claude Hebert e a jovem Madeleine Desdevises possuem brilhantes interpretações e a química entre eles resultou na perfeição, quer como personagens quer como colegas de trabalho. É curioso testemunhar uma relação que apesar de ser criminosa aos olhos dos demais, é também uma relação que não tem maldade e é boa para ambas as partes. Para Mado, o seu raptor é como uma espécie de pai que ela nunca teve, a presença masculina que sempre faltou na sua vida. Já para François, a menina é vista não só como uma filha, mas também como a sua única amiga, a sua única amizade paupável. Na realidade, o único acto criminoso de François é o acto de a manter em cativeiro. Fora isso, ele nunca fez nada de mal à criança. E a relação que nasce entre eles origina uma saudável empatia. Gostei. A jovem Madeleine Desdevises viria a falecer poucos anos depois, vitima de doença. Classificação : 4.  

domingo, 23 de junho de 2013

Old Boy

Nome do Filme : “Oldeuboi”
Titulo Português : “Velho Amigo”
Ano : 2003
Duração : 121 minutos
Género : Thriller/Drama
Realização : Chan Wook Park
Elenco : Min Sik Choi (Dae Su Oh), Ji Tae Yu (Woo Jin Lee), Hye Jeong Kang (Mi Do), Dae Han Ji (No Joo Hwan), Beyong Ok Kim (Mr. Han).

História : Um homem casado e com uma filha pequena é raptado e aprisionado num quarto de um prédio sem qualquer explicação. 15 anos depois é libertado, é-lhe facultado um telemóvel, muito dinheiro e um fato novo. Desesperado, ele luta para saber quem o prendeu e porque motivo mas, acima de tudo, espera vingança.

Comentário : Este filme coreano teve imenso sucesso por todo o mundo e o caso não é para menos. Pessoalmente, gostei muito do filme. O filme teve tanto sucesso que Hollywood já está a preparar um remake, que não tenho intenção de ver. Sinceramente, quando o original é um excelente filme não vejo motivos para ser feito uma cópia. Confesso que não vi o filme na altura em que ele estreou, mas vi-o hoje. O argumento é poderoso e resultou numa excelente história, ainda que com alguns erros. A parte do polvo vivo é um disparate, mas a componente dramática foi muito bem trabalhada. “Old Boy” é um filme que está muito bem realizado e filmado, tem excelentes interpretações, um visual arrojado e possui uma característica que a maioria dos excelentes filmes possuem : um twist fantástico perto do final. Confesso que nunca imaginei aquele final. Se alguém passasse por aquilo que Dae Su Oh passou seria péssimo, muito dramático e cruel. O ser humano é capaz de coisas terríveis. Mas o cinema oritental possui elementos que mais nenhum cinema tem. O filme violento “Ichi : The Killer” de Takashi Miike é a prova viva disso. A verdade que o personagem principal de “Old Boy” descobre através de um simples album de fotografias é realmente aterradora. Em hipótese nenhuma, eu queria estar no lugar do personagem principal. Um último reparo, a interpretação de Min Sik Choi é brutalíssima, que entrega total ao papel, poucos personagens principais possuem a profundidade que ele tem. Quanto ao filme, é mesmo muito bom. Classificação : 4.  

sábado, 22 de junho de 2013

Adrift

Nome do Filme : “À Deriva”
Titulo Português : “Adrift – À Deriva”
Ano : 2009
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Heitor Dhalia
Elenco : Vincent Cassel (Matias), Laura Neiva (Filipa), Debora Bloch (Clarice), Izadora Armelin (Fernanda), Thiare Maia (Elvira), Maysa Miranda (Miranda), Josefina Schiller (Isabela), Gabriela Flarys (Juliana), Valentine Fontanella (Clara), Matthew Rouge (Louis), Cauã Reymond (barman), Max Huszar (Antonio), Camilla Belle (Angela).

História : Uma adolescente começa a investigar a vida do pai e a situação agrava-se quando ela chega à conclusão que ele anda a trair a mãe com uma jovem que tem idade para ser sua filha.

Comentário : Confesso que vi este filme à cerca de dois anos e na altura não me apeteceu comentá-lo. Revi o filme ontem à noite quando passou num canal de TV. Gostei muito deste filme. O filme mistura no elenco estrelas brasileiras com estrelas de Hollywood. No centro da trama temos uma bonita adolescente que está no despertar da sua sexualidade e que descobre que o pai anda a trair a mãe com uma jovem americana que tem idade para ser filha dele. Para piorar ainda mais o cenário, os seus pais decidem separar-se. Claramente que Filipa associa essa intenção de divórcio à amante do pai e as coisas complicam-se imenso. A realização é consistente e todo o elenco principal esteve muito bem, principalmente Vincent Cassel e a doce Laura Neiva. O elenco brasileiro também está de parabéns. Algumas paisagens são muito bonitas, a mim apeteceu-me ir para aquelas praias e para junto daquela familia. O filme é um bom drama familiar, por vezes, atingindo o drama intenso mas que acerta em cheio na intenção de nos mostrar os receios e atitudes de uma jovem rapariga que apenas quer permanecer na sua vidinha tranquila e de preferência com toda a familia junta. E depois ainda temos a bonita Camilla Belle, e que linda que ela está neste filme. Gostei muito do filme.  
Classificação do filme : 4.  

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Camille Claudel


Nome do Filme : “Camille Claudel”/”Camille Claudel 1915”
Titulo Português : “Camille Claudel 1915”
Ano : 2013
Duração : 90 minutos
Género : Drama/Biográfico
Realização :Bruno Dumont
Elenco : Juliette Binoche (Camille Claudel), Jean Luc Vincent (Paul Claudel), Robert Leroy (Doctor). Marion Keller (Blanc).

História :Confinada pela sua família a um asilo, no sul de França, a artista Camille Claudel espera a visita do seu irmão durante mais um inverno.

Comentário : Hoje fui ao cinema ver este filme e confesso que gostei. Não aconselho este filme àquelas pessoas que costumam ir às salas de cinema para passarem um bom bocado e muito menos àquelas pessoas que vão lá para se divertirem. Pelo contrário, é um objeto raro no cinema actual, é um filme muito parado e é portador de sequências que se arrastam imenso por planos morosos. Na minha opinião, a principal interpretação a destacar é mesmo a da excelente atriz Juliette Binoche. De facto, ela é uma mulher muito bonita e o realizador conseguiu metê-la feia, facto aceitável dado o papel que ele lhe deu. Os doentes mentais que estavam à volta dela eram tão credíveis que eu dei por mim a perguntar-me se eram atores ou se eram realmente doentes. A conclusão a que eu chego após ver o filme é que o irmão dela era mais louco que ela. Pessoalmente, confesso que nunca tinha ouvido falar desta artista e fiquei satisfeito por descobrir a sua existência e por saber algo sobre ela. Bom filme. Classificação : 3.  

domingo, 16 de junho de 2013

Games Of Love And Chance

Nome do Filme : “L'Esquive”
Ano : 2003
Duração : 123 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Abdellatif Kechiche
Elenco : Sara Forestier (Lydia), Osman Elkharraz (Krimo), Sabrina Ouazani (Frida), Nanou Benhamou (Nanou), Hafet Ben Ahmed (Fathi), Aurelie Ganito (Magalie), Hajar Hamlili (Zina), Hanane Mazouz (Hanane), Carole Franck (Professor).

História : Krimo é um jovem de quinze anos que vive nos subúrbios de Paris. Os seus dias são cheios de aborrecimento até que ouve umas linhas de uma peça do século XIX, uma peça de Marivaux. A partir daí, nada mais parece o mesmo. Lydia, vestida com o seu traje histórico, faz parte do elenco da peça da escola. E Krimo apaixona-se por ela. E apesar da reputação que tem a conservar, Krimo força um papel na peça para poder declarar o seu amor.

Comentário : Somente na noite passada descobri este filme, movido pela curiosidade de ver o primeiro grande êxito de Abdellatif Kechiche, que viu o seu mais recente filme vencer o prémio de melhor filme no último Festival de Cannes. O filme é um romance, a história de um pobre coitado que se apaixona por uma colega de turma que por acaso está a meio dos ensaios para uma peça de teatro lá da escola. O pobre rapaz chega ao ponto de pagar ao colega que desempenha o principal papel masculino da peça para o deixar ocupar o seu lugar. Ainda que o pobre moço não tenha jeito nenhum para representar. O filme dá-nos bons momentos, é uma fita muito independente, daqueles filmes que não arrasta grande quantidade de gente para as salas, mas é um filme que nos faculta imenso. É um enorme prazer ver este filme e eu confesso que recordei a minha adolescência ao vê-lo.

A nivel de interpretações, penso que todos os jovens atores eram amadores na altura. E isso ainda ajudou a tornar tudo mais realista. O realismo é o principal factor do chamado cinema independente ou alternativo. Sara Forestier é um verdadeiro achado e as suas amigas são igualmente adoráveis. Osman Elkharraz é um pouco apagado, mas desempenhou bem o seu papel. Nota negativa para aquele corte sem explicação que acontece entre o momento em que eles são detidos e aquele momento em que estão a executar a peça de teatro no final do ano. Pessoalmente, adorei este filme e confesso que funcionou como uma espécie de regresso ao passado, à minha juventude, com todos os receios e atitudes próprios de qualquer adolescente. O filme foi todo filmado num bairro social. À minutos atrás fui investigar na IMDB e pude apurar que quase todos os jovens que compunham o elenco deste filme realista iniciaram as suas carreiras como atores e atrizes a partir deste filme experimental e que agora, passados dez anos, já têm muita coisa nos seus reportórios. Sara Forestier até está prestes a ver o seu novo filme estrear. Outras coisas que tenho que revelar é que os diálogos são simples, mas detentores de muito realismo e tudo parece o mais real possivel. Adorei, um dos melhores filmes que vi na vida.
  Classificação do filme : 5. 

Raising Victor Vargas

Nome do Filme : “Raising Victor Vargas”
Ano : 2002
Duração : 88 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Peter Sollett
Elenco : Victor Rasuk (Victor Vargas), Melonie Diaz (Melonie), Judy Marte (Judy), Altagracia Guzman (Anna Guzman), Krystal Rodriguez (Vicki), Donna Maldonado (Donna), Silvestre Rasuk (Nino), Kevin Rivera (Harold), Wilfree Vasquez (Carlos).

História : Um jovem criado por uma avó conservadora está perdidamente apaixonado por uma rapariga muito complicada.

Comentário : Há uns valentes anos fui ao cinema ver este filme, uma fita do mais independente que há e o facto de ser de baixíssimo orçamento nota-se claramente. Todos os atores são amadores e aquilo que Peter Sollett nos propõe é entrarmos no seio de uma familia pobre. Esta é a história de três irmãos que são criados por uma avó altamente conservadora. O problema principal é que esses irmãos estão no despertar dos primeiros impulsos sexuais, na puberdade e todas essas coisas que isso envolve é tabu para a velha senhora. As interpretações são brutais, tudo parece muito real. Na altura, confesso que gostei do filme, revi o filme nesta tarde e confesso que gostei ainda mais, diria mesmo, adorei esta pequena pérola do cinema super independente. Quase ninguém reparou no filme naquela altura, confesso que nem me lembro como eu dei com ele. A avó dos irmãos é espetacular, ainda dá mais realismo ao filme e confesso que ainda me ri com algumas atitudes dela. Melonie Diaz é a rapariga mais bonita do filme e ainda fica melhor de cabelo solto. Excelente filme.
  Classificação do filme : 5. 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Swimming Pool

Nome do Filme : “Swimming Pool”
Ano : 2003
Duração : 100 minutos
Género : Thriller
Realização : François Ozon
Elenco : Charlotte Rampling (Sarah Morton), Ludivine Sagnier (Julie), Charles Dance (John Bosload), Marc Fayolle (Marcel), Lauren Farrow (Julia).

História : Uma escritora refugia-se numa casa de campo e descobre numa jovem a inspiração perfeita para o seu novo livro.

Comentário : Se não estou em erro este é o terceiro filme de François Ozon como realizador. Lembro-me que fui ao cinema vê-lo à cerca de dez anos e lembro-me igualmente que gostei do filme. Na altura, deve ter sido o primeiro filme de Charlotte Rampling que vi, confesso que é uma excelente atriz. Neste filme ela teve uma brilhante interpretação. Também Ludivine Sagnier esteve muito bem neste thriller, não faz muito o meu género como mulher, mas como atriz é muito boa. Já vi quase todos os filmes de François Ozon, penso que o último filme dele que vi no cinema foi o engraçado “Potiche”. “Swimming Pool” é um bom filme, um bom thriller que nos conta a história de alguém que é uma excelente escritora de policiais e vai passar umas semanas numa casa de campo com a intenção de arranjar alguma inspiração para começar a escrever um novo livro. E essa inspiração pode ser qualquer coisa, mas acaba por ser a filha do dono da casa. O final do filme é bastante enigmático. Confesso que revi o filme ontem quando passou num canal da Meo. Este filme é um dos meus preferidos de François Ozon. Classificação : 3.  

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Before Midnight

Nome do Filme : “Before Midnight”
Ano : 2013
Duração : 110 minutos
Género : Drama
Realização : Richard Linklater
Elenco : Ethan Hawke (Jesse), Julie Delpy (Celine), Jennifer Prior (Ella), Charlotte Prior (Nina).

História : Passou quase uma década desde que Jesse e Celine se reencontraram numa livraria em Paris. Jesse é um escritor e Celine é uma ambientalista. Os dois vivem juntos e têm duas filhas gémeas pequenas. Quando os quatro vão passar férias numa casa de campo de um escritor na Grécia, acabam por provar a saturação de um quotidiano de rotinas. Durante uma noite, Jesse e Celine terão que descobrir o que se passa com eles, como o passado está a afectar o presente e, a cima de tudo, que rumo querem dar às suas vidas.


Comentário : É muito raro gostarmos de três filmes de uma trilogia de igual modo. Ou dito de outra forma, é muito raro três filmes de uma trilogia serem igualmente muito bons. Com a trilogia “Before” isso aconteceu. “Before Midnight” é o terceiro filme da trilogia “Before” e é tão bom quanto os outros dois. Ainda que, na minha opinião, não atinja a perfeição e a excelência dos dois primeiros. Neste filme, é-nos dado a conhecer o facto de Jesse e Celine terem ficado juntos, apesar de não terem casado. Têm duas filhas pequenas, que por acaso são gémeas e têm o cabelo lindo como a mãe. Apesar disso, parece que eles ainda têm mais problemas do que nas alturas em que não viviam juntos. Jesse já conta com alguns livros editados e pensa encontrar na Grécia a inspiração para um novo livro.
Tecnicamente, este terceiro filme está filmado do mesmo modo dos dois primeiros. E tal como os dois primeiros, possui momentos deliciosos. Por exemplo, aquele convívio à mesa com Jesse e Celine e aquelas pessoas, onde se destacou aquela conversa muito interessante em que uma mulher dizia que quando as mulheres acordam de um coma as primeiras preocupações são sobre o que aconteceu com os seus filhos ou com o marido. Já os homens apenas se preocupam se o pénis ficou afectado, se vai funcionar como antes. Bastariam estes factos para percebermos o quanto as mulheres são superiores aos homens em quase tudo. Mas este terceiro filme tem um defeito, coisa que os outros dois não possuem. É que o filme não mostrou o que aconteceu com Jesse e Celine à nove anos atrás e peca igualmente pelo facto de não nos surpreender em nada. Ou seja, estamos sempre à espera que o final nos deixe boquiabertos e isso nunca acontece. No entanto, tenho que admitir que, na minha opinião, aquela conversa final em que Jesse inventa uma história sobre uma máquina do tempo, conversa essa que ele usa para tentar fazer as pazes com Celine, é simplesmente o melhor momento de toda a trilogia. Por último, pela última vez, a quimica entre o casal de atores protagonista foi pela terceira vez, perfeita. Resumindo, a história acabou bem. Classificação : 4.
Abraços Cinéfilos.


Before Sunset

Nome do Filme : “Before Sunset”
Ano : 2004
Duração : 80 minutos
Género : Romance/Drama
Realização : Richard Linklater
Elenco : Ethan Hawke (Jesse), Julie Delpy (Celine).

História : Passaram nove anos desde que Jesse e Celine se conheceram em Viena. Enquanto Jesse está em Paris a dar autógrafos no lançamento do seu livro biográfico, Celine passa por ali e os dois acabam por voltar a encontrarem-se, nove anos após se terem visto pela primeira e única vez. Jesse está a algumas horas de apanhar um avião para Nova Iorque e os dois decidem aproveitar essas mesmas horas para meter a conversa em dia e descobrirem o que aconteceu a um e a outro durante esses nove anos que passaram.

Comentário : E para surpresa de muitos, Richard Linklater conseguiu o raro feito de fazer uma sequela que está ao mesmo nivel do original. Tal como “Before Sunrise”, este “Before Sunset” é um excelente filme. É neste segundo filme que ficamos a saber que Jesse compareceu ao encontro que ele e Celine marcaram no mesmo local onde se despediram. Mas Celine não apareceu, tendo uma razão muito forte para isso. Enquanto Jesse regressou a Nova Iorque, local onde mora, e dedicou-se a escrever um livro biográfico sobre as horas que passou com ela, Celine regressou à sua casa em Paris, onde iniciou uma carreira como ambientalista. Certamente devem ter pensado muito um no outro e formulado cenários sobre o que terá acontecido com eles. Nove anos depois de se terem conhecido e de se terem despedido, voltam a se encontrar, tudo porque Celine toma conhecimento que Jesse vai apresentar o livro sobre eles numa livraria (perto da casa dela) e vai ao seu encontro. O reencontro é emocionante.


Este segundo filme não só conta o que não vimos como também nos mostra Jesse e Celine a deambularem pelas ruas de Paris, tendo imensas conversas sobre o que se passou em cada um daqueles nove anos que não se viram. E as surpresas são imensas. Este segundo filme não tem tantos momentos maravilhosos quanto o primeiro, mas possui a característica de estar mais bem filmado do que o primeiro. Em algumas sequências, dei por mim a perguntar como é que aquilo foi filmado. É que as pessoas que passam por eles nas ruas, nunca olham para eles ou para quem está a filmar. A sensação que me deu foi que filmaram essas partes com uma camara invisivel que levitava ou voava ou à frente deles ou na traseira dos protagonistas. O profissionalismo é brutal. Ethan Hawke e Julie Delpy estiveram igualmente brutais nas suas interpretações. A banda sonora é admirável e amei aquela parte em que Celine toca na guitarra e canta a canção para Jesse, em casa dela. Talvez não tenha gostado muito do final em aberto, mas como o realizador fez um terceiro filme, com a intenção de fazer desta história uma trilogia, espero que esse terceiro filme explique tudo o que ficou por mostrar. Por último, a quimica entre o casal de atores voltou a ser perfeita.
  Classificação do filme : 5. 

Before Sunrise

Nome do Filme : “Before Sunrise”
Ano : 1995
Duração : 100 minutos
Género : Romance/Drama
Realização : Richard Linklater
Elenco : Ethan Hawke (Jesse), Julie Delpy (Celine).

História : Dois jovens chamados Jesse e Celine conhecem-se durante uma viagem de comboio e ele convence a rapariga a descer na estação seguinte para se tentarem conhecer melhor. Como o seu avião apenas parte no dia seguinte e estando eles na linda cidade de Viena, os dois decidem passar as próximas horas a descobrir a cidade e a falarem deles e da vida. Chegada a hora da despedida, Jesse e Celine combinam encontrarem-se naquele mesmo sitio dali a alguns meses.

Comentário : Trata-se de um dos melhores filmes independentes que vi na vida. Quando o vi pela primeira vez, confesso que não ligava muito à sétima arte. Mas assim que ganhei gosto pelo cinema, este foi um dos primeiros filmes que revi e fiquei perplexo com a simplicidade deste objecto cinematográfico. A história é do mais simples que pode haver, um casal de jovens conhecem-se numa viagem de comboio e acabam por se tornar amigos. Ao longo do filme temos um romance, mas as cenas finais dão-nos um drama. Na realidade, quase todas as despedidas são um drama. Ethan Hawke como Jesse é adorável e Julie Delpy como Celine é encantadora. O filme teve uma sequela nove anos depois e aquilo que mais me espanta é porque motivo não se lembraram de a fazer mais cedo.


O filme está repleto de momentos deliciosos e maravilhosos. O momento em que Jesse e Celine travam a primeira conversa é espectacular. Depois destaco também aquela cena na cabine de som na loja de musica, simplesmente mágico. O primeiro beijo que eles trocam ao fim de trinta minutos de projeção. Outro momento emocionante no filme é aquela morosa conversa no bar, quando Jesse e Celine simulam estar a falar ao telefone, simplesmente maravilhoso. As interpretações do casal protagonista são de um profissionalismo atroz, parece mesmo realidade tudo o que falam, tudo aquilo parece mesmo que está a acontecer em tempo real e que está a ser filmado por qualquer camara amadora. Uma coisa curiosa e fácil de constatar é o facto destes dois atores não terem necessitado de nenhum blockbuster ou de qualquer filme comercial para serem reconhecidos. Este filme independente deu-lhes todo o mérito possivel. E na altura ninguém pensava que este filme originaria duas sequelas. Um último reparo, a química entre Ethan Hawke e Julie Delpy é perfeita. Resumindo, é caso para dizer, em poucas horas, antes do amanhecer, pode-se perfeitamente conhecer uma pessoa.
  Classificação do filme : 5. 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Beyond The Hills

Nome do Filme : “Dupa Dealuri”
Ano : 2012
Duração : 152 minutos
Género : Drama
Realização : Cristian Mungiu
Elenco : Cosmina Stratan (Voichita), Cristina Flutur (Alina), Valeriu Andriuta (Father), Dana Tapalaga (Mother).

História : Duas amigas desde a infância e dos tempos de orfanato separam-se quando chegam à idade adulta. Uma emigra para a Alemanha e a outra decide dedicar-se a Deus e vai morar para um convento. Quando a jovem que se encontra na Alemanha regressa para trazer a amiga de regresso à vida civil, esta não parece querer fazer-lhe a vontade. Afinal, a pessoa que vai nunca é a mesma que regressa.

Comentário : Recentemente fui ao cinema ver este filme e gostei dele, ainda que pense ter sido muito valorizado. É cinema romeno e eu até gostei do anterior filme do realizador. Na minha opinião, as duas atrizes que receberam prémios pelas suas interpretações mereceram essas distinções. As suas interpretações são brutais. É um filme que dá que pensar, e muito. Pessoalmente, acredito naquelas coisas, mas no caso de Alina, penso que ela não estava possuida. Na minha humilde opinião, ela estava a fazer tudo aquilo para convencer a amiga intima a sair daquele local e a iniciar uma vida com ela. A realização é muito boa e julgo que aquelas pessoas que têm muita fé terão mais possibilidades de perceber algumas coisas que se passam no filme. Não gostei do final em aberto, podiam ter dado um fim digno ao filme. Gostei das interpretações de todos, mas destaco Cosmina Stratan, para mim, foi mesmo a melhor das duas jovens protagonistas. Quando o filme termina, é praticamente impossivel não ficarmos a pensar naquilo que acabamos de assistir. Na minha opinião, não vi nada de mal naquele convento e nem detetei nenhum indicio de fanatismo, apenas vi uma pequena comunidade a tentar viver em paz, a tentar seguir as suas convicções. E a única coisa que a ida de Alina fez a eles foi estragar tudo e acabar com a paz, o que neste caso, já foi muito. Bom filme. Classificação : 3.