terça-feira, 28 de maio de 2013

Taxi Driver


Nome do Filme : “Taxi Driver”
Ano : 1976
Duração : 112 minutos
Género : Drama/Crime/Thriller
Realização : Martin Scorsese
Elenco : Robert DeNiro (Travis Bickle), Jodie Foster (Iris), Cybill Shepherd (Betsy), Harvey Keitel (Sport), Albert Brooks (Tom), Peter Boyle (Wizard), Leonard Harris (Charles Palantine).

História : Travis Bickle é um homem que trabalha como motorista de um taxi em Nova Iorque e que possui uma visão muito particular da cidade onde vive e trabalha. A rotina do seu quotidiano começa a levá-lo a entrar numa espiral de loucura e faz com que ele tenha uma sede cada vez maior de violência.

Comentário : Confesso que nunca tinha visto este magnifico filme até hoje. Vi-o hoje e gostei muito do filme. É sem duvidas, uma das grandes obras primas do mestre Martin Scorsese. Robert DeNiro está excelente como Travis Bickle e foi lamentável não ter ganho o oscar pela sua brilhante interpretação naquele ano. Jodie Foster era muito nova na altura, mas esteve muito bem no seu papel. Quem me deixou encantado foi a bonita Cybill Shepherd, que mulher tão linda que ela era naquela altura. Só o seu olhar me deixa todo derretido. O argumento do filme é bom e não me importei que originasse um filme lento. Outra coisa que eu adorei neste filme foi a banda sonora a cargo de Bernard Herrmann, aquela melodia que acompanha várias cenas ao longo do filme é maravilhosa. O final do filme é impecável, com a matança como pano de fundo. As cenas que encerram o filme fecham-no em beleza. Completamente boquiaberto fiquei quando vi Travis Bickle levar a amada Betsy a um cinema pornográfico, realmente, para primeiro grande encontro entre duas pessoas que estão a iniciar uma relação, é um grande sitio para um homem levar a namorada (hehehe), que urso. Confesso que fiquei “apaixonado” com este “Taxi Driver” pelo excelente filme que é. Um excelente clássico. Classificação : 5.  

sábado, 25 de maio de 2013

Taxidermia


Nome do Filme : “Taxidermia”
Ano : 2006
Duração : 90 minutos
Género : Drama/Terror
Realização : Gyorgy Palfi
Elenco : Csaba Czene (Vendel Morosgovanyi), Gergely Trocsanyi (Kalman Balatony), Adel Stanczel (Gizi), Marc Bischoff (Lajos Balatony), Eva Kuli (Leona).

História : Três histórias geracionais, de um avô, de um pai e de um filho, ligadas entre si por recorrentes motivos.

Comentário : Possivelmente um dos filmes mais estranhos e mais bizarros que vi até hoje. Os próprios personagens do filme são estranhos. Na primeira parte do filme, temos um homem que tem uma ligação muito particular com o fogo e que até expele fogo pelo pénis. Na segunda parte do filme, temos um homem que come kilos de comida para a vomitar toda logo de seguida e faz isso em concursos. Finalmente temos a terceira parte do filme e confesso que é a minha preferida, que conta a história de um pai hiper obeso e de um filho que pratica a arte da taxidermia. Todas estas três histórias estão ligadas devido ao grau de parentesco dos respectivos homens. Gostei muito deste filme húngaro e confesso que é uma estranheza que se come bem. Não é um filme aconselhado a estômagos fracos, mas é um objecto que tem muito de cinema e isso sente-se em cada frame. A parte em que aquele galo dá uma forte bicada na glande do pénis de Morosgovanyi até a mim me doeu. Classificação : 4.  

Tinker Tailor Soldier Spy


Nome do Filme : “Tinker Tailor Soldier Spy”
Ano : 2011
Duração : 125 minutos
Género : Thriller
Realização : Tomas Alfredson
Elenco : Gary Oldman (George Smiley), John Hurt (Control), Toby Jones (Percy Allelline), David Dencik (Toby Esterhase), Ciaran Hinds (Roy Bland), Stephen Graham (Jerry Westerby), Tom Hardy (Ricki Tarr), Colin Firth (Bill Haydon), Benedict Cumberbatch (Peter Guillam), Kathy Burke (Connie Sachs).

História : Durante a Guerra Fria, o agente secreto George Smiley é obrigado a sair da reforma para investigar a possibilidade de haver uma “toupeira” - um agente soviético infiltrado no topo da hierarquia dos serviços secretos britânicos.

Comentário : Trata-se de um filme formal, uma obra de atores. É realmente um brilhante filme que vive essencialmente das interpretações de todos os atores masculinos que nele participam. Gary Oldman, Colin Firth e Benedict Cumberbatch são os que estiveram melhores, na minha opinião. A fotografia não é das melhores, mas a realização é eficaz. O argumento é mediano, já que em certas partes do filme quase damos por nós a fechar os olhos. Conheço alguém que foi ao cinema ver este filme e se arrependeu, pois adormeceu uma vez e estava quase sempre a desejar que o filme acabasse. Tenho que confessar que o filme é mesmo muito parado e bastante formal, é realmente necessário ter uma grande dose de paciência para ver este filme até ao final. Mas continua a ser um filme repleto de excelentes momentos de cinema.
Classificação : 3.  

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Copying Beethoven


Nome do Filme : “Copying Beethoven”
Ano : 2006
Duração : 99 minutos
Género : Drama/Biográfico
Realização : Agnieszka Holland
Elenco : Ed Harris (Beethoven), Diane Kruger (Anna Holtz), Ralph Riach (Schlemmer), Gabor Bohus (Schuppanzigh), Joe Anderson (Karl), Matthew Goode (Martin).

História : A poucos dias da estreia da nona sinfonia, Beethoven precisa de ajuda para transcrever as partituras. Apesar de alertada para o dificil feitio do compositor, a jovem Anna Holtz, estudante de musica no Conservatório de Viena, acede prontamente a ajudá-lo.

Comentário : Somente hoje vi este magnifico filme e confesso que gostei dele. Confesso também que quase não conheci Ed Harris neste papel, de tão mudado que ele ficou. A nivel de interpretações, confesso que Ed Harris está soberbo. Mas gostei muito mais de Diane Kruger, não é das atrizes que mais gosto, mas talvez este seu papel foi aquele em que eu mais gostei de a ver. É um filme biográfico sobre Beethoven e funcionou muito bem na imagem que a realizadora quis passar desse maestro. Pessoalmente, gostei deste filme. Lamentável este filme não ter tido o reconhecimento merecido. Classificação : 3.

domingo, 19 de maio de 2013

Our Life


Nome do Filme : “La Nostra Vita”
Ano : 2010
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Daniele Luchetti
Elenco : Elio Germano (Claudio Rosa), Isabella Ragonese (Elena Rosa), Damiano De Laurentis (Samuel), Guglielmo Luca Giannetti (Christian), Raoul Bova (Piero), Luca Zingaretti (Ari), Stefania Montorsi (Liliana), Alina Madalina Berzunteanu (Gabriela), Marius Ignat (Andrei), Ahmed Hafiene (Copertone), Awa Ly (Celeste), Beatrice Mantegazza (Sabrina).

História : Claudio vive com Elena e têm dois filhos rapazes, estando ela à espera do terceiro menino. Apesar de ser trabalhador da construção civil, Claudio vive a sua vida numa boa com a sua familia. No entanto, as coisas pioram imenso quando acontece uma desgraça a um dos membros da sua familia e faz com que essa mesma desgraça seja apenas o inicio de uma série de acontecimentos muito maus para Claudio.

Comentário : Trata-se do último filme que vi este fim-de-semana e confesso que gostei dele, apesar de ter a consciência que esperava muito mais dele. Ou seja, fiquei à espera que acontecesse alguma coisa de mal ao personagem principal lá para o final do filme, logo após o filho do guarda noturno ter descoberto o que se passou com ele. É um filme italiano e confesso que é um bom exemplar do cinema que se faz nesse país. Perdi o filme nas salas de cinema portuguesas e lamento isso, mas tive a chance de ver o filme agora e gostei do que vi. A realização é muito boa e todos os atores envolvidos estiveram bem nos seus papéis, Elio Germano está excelente. Julgo que o filme podia ser ainda mais dramático, tal como “Our Children” de Joachim Lafosse o foi, mas cada realizador tem o direito de fazer o filme como bem entende. Se fosse eu a realizar este “Our Life” tinha imprimido mais drama intenso e mais tragédia no filme. Não se pode ter tudo. Talvez por ter faltado essas coisas, eu não achei o filme assim tão bom. No entanto, o filme mostra bem como certos acontecimentos da vida influenciam as nossas rotinas e fazem em parte o nosso destino, ainda que eu ache que somos nós que fazemos o nosso destino. O facto de Claudio se confortar, face aos problemas da sua vida, somente com a felicidade dos seus filhos é muito emocionante. Em resumo, estamos perante um bom filme. Classificação : 3.  

Little Girl Lost : The Delimar Vera Story


Nome do Filme : “Little Girl Lost : The Delimar Vera Story”
Ano : 2008
Duração : 90 minutos
Género : Drama
Realização : Paul A. Kaufman
Elenco : Judy Reyes (Luz Cuevas), Ana Ortiz (Valerie Valleja), Hector Luis Bustamante (Pedro Vera), Marlene Forte (Tatita), Jillian Bruno (Delimar Vera/Aaliyah), Chris Duran (Israel), Alejandro Chavarria (Wilfredo), A. Martinez (Angel Cruz).

História : Apesar da filha bebé ter morrido num incêndio, Luz Cuevas sente que lhe raptaram a pequena, porque o seu corpo nunca foi encontrado. Para a familia e amigos, Luz está a elouquecer, mas é o coração de mãe que está a falar.

Comentário : Este pequeno filme é na realidade um filme feito unicamente para a TV. Vi o filme na madrugada passada e confesso que gostei, é bem melhor do que a maioria dos filmes feitos para a televisão da actualidade. Ainda assim, é apenas um filme razoável com alguns erros no argumento. Adorei a interpretação de Judy Reyes, a sua Luz Cuevas foi bastante convincente. Já os outros deixaram um pouco a desejar. O filme é baseado num incrível caso real. Até me custa a crer que a policia não tenha investigado bem o facto do corpo da bebé nunca ter sido encontrado nos restos da casa. A realização é muito boa e o drama intenso de Luz ficou bem representado. Realmente só uma mãe é que sabe qual a verdadeira dor de perder um filho. E Luz Cuevas sempre acreditou que a sua filha estivesse viva. O momento em que ela reencontra a filha na festa está aceitável, no entanto, o final do filme deixa muito a desejar. Penso que seria impossivel uma menina de sete anos aceitar tão facilmente a mulher que dizia ser a sua mãe verdadeira, porque passou toda a vida com uma outra mulher que, se formos a ver bem, foi quem a criou até então e é a única pessoa por quem ela sente os sentimentos que uma filha sente pela sua mãe. Ainda assim, penso que é um trabalho bem executado e penso igualmente que a verdadeira familia que viveu este drama gostou do filme. Duas últimas notas : nota-se durante todo o filme que se trata de um produto para TV e volto a dizer que o filme possui erros ou situações mal explicadas. Classificação do filme : 2.
                                          Luz Cuevas e a filha Delimar Vera (as verdadeiras).
 

sábado, 18 de maio de 2013

Our Children


Nome do Filme : “A Perdre La Raison”
Ano : 2012
Duração : 110 minutos
Género : Drama
Realização : Joachim Lafosse
Elenco : Emilie Dequenne (Murielle), Tahar Rahim (Mounir), Niels Arestrup (Andre Pinget), Stephane Bissot (Françoise), Jade Stambouli (Jade).

História : Murielle e Mounir são um jovem casal muito apaixonado. Após o casamento e com os nascimentos das várias filhas que vão tendo, a vida dos dois vai piorando aos poucos. Tudo porque dividem a casa com um velho homem que não só é o dono da casa onde a familia habita como também lhes dá apoio financeiro.

Comentário : Hoje fui ao cinema e vi este filme. O filme é baseado numa histórica verídica e confesso que fala do pior dos crimes. Uma coisa que eu acho muito mal nos filmes é mostrarem o final da história no inicio do filme e depois voltam a narrativa para trás e mostram os acontecimentos que levaram àquele final. Se eu fosse realizador jamáis iria montar o meu filme dessa maneira. Tahar Rahim e Niels Arestrup já haviam contracenado num outro drama, mas esse realizado por outro cineasta. O drama de Joachim Lafosse é basicamente uma fita que assenta na brutal interpretação de Emilie Dequenne, uma atriz que eu confesso que nunca tinha visto nos filmes. O filme aborda uma história muito complexa que tem a ver com uma depressão muito forte que acaba por fazer com que a personagem principal cometa um crime hediondo. Houve quem achasse que o médico foi o responsável pelo que aconteceu à familia e que ele se metia na vida deles, mas eu sou totalmente contra essa opinião. No meu ver, Andre Pinget foi uma excelente pessoa para aquela familia e foi a salvação deles durante os primeiros cinco anos de casamento do casal. O filme é muito bom. Classificação : 4.  

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Rabbit Hole


Nome do Filme : “Rabbit Hole”
Ano : 2010
Duração : 90 minutos
Género : Drama
Realização : John Cameron Mitchell
Elenco : Nicole Kidman (Becca), Aaron Eckhart (Howie), Dianne Wiest (Nat), Miles Teller (Jason), Sandra Oh (Gabby), Tammy Blanchard (Izzy), Giancarlo Esposito (Auggie), Stephen Mailer (Kevin), Patricia Kalember (Peg), Roberta Wallach (Rhonda), Ali Marsh (Donna), Julie Lauren (Debbie), Salli Saffioti (Lori), Ursula Parker (Lilly).

História : Meses após a trágica morte do filho menor num acidente, Becca e Howie são um jovem casal que tenta retomar o seu quotidiano. Enquanto Becca procura conforto num jovem, Howie quer tranquilidade junto de uma outra mulher.

Comentário : Mais um filme que chega aos nossos cinemas super atrasado. E o pior é que Nicole Kidman até foi nomeada ao oscar de melhor atriz do ano de 2010 por este papel. Pessoalmente, gostei do filme e confesso que a atriz esteve muito bem no seu papel, ainda que muito longe da excelência obtida em filmes como “Dogville”, “The Hours” ou “De Olhos Bem Fechados”. O filme aborda um assunto muito complexo que é o pior que pode acontecer a um pai ou a uma mãe : a morte de um filho, aqui com a agravante de ser uma criança. O titulo do filme é alusivo ao livro de BD que o jovem amigo de Becca escreveu, ou melhor, desenhou. No entanto, o titulo do filme pode também ser atribuido ao luto prolongado pelo qual Becca e Howie têm de passar para encontrar um modo de viver com a dor. Isso agora ficará ao critério de cada um. “Rabbit Hole” é um bom filme que vive essencialmente de duas poderosas interpretações, Nicole Kidman e Aaron Eckhart estão fantásticos. Todos os secundários estão igualmente de parabéns, nomeadamente Dianne Wiest e o jovem Miles Teller. Um bom drama humano que, por ser um filme muito parado, não irá agradar à maioria. Classificação : 3.  

terça-feira, 14 de maio de 2013

The Place Beyond The Pines


Nome do Filme : “The Place Beyond The Pines”
Ano : 2013
Duração : 143 minutos
Género : Drama
Realização : Derek Cianfrance
Elenco : Ryan Gosling (Luke), Eva Mendes (Romina), Dane DeHaan (Jason), Bradley Cooper (Avery), Emory Cohen (A.J.), Ray Liotta (Deluca), Bruce Greenwood (Bill), Rose Byrne (Jennifer), Olga Merediz (Malena), Mahershala Ali (Koffi).

História : Luke é um homem com uma vida muito complicada e que, ao descobrir que tem um filho pequeno, escolhe maneiras erradas e ilegais de ganhar dinheiro para tentar melhorar a vida do pequeno. Um dia, a vida prega-lhe uma partida e todos à sua volta irão ficar entregues a um destino incerto.

Comentário : Antes de iniciar um comentário a este excelente drama, tenho que salientar que, em Portugal, estamos muito mal servidos a nivel de distribuição de filmes quer em relação a datas quer em relação a filmes. Usando linguagem cinéfila, a distribuição de filmes no nosso país é de fugir. Não se percebe tanta coisa que eu nem vou começar. Já perdi a conta das comédias que estrearam nos nossos cinemas desde que o ano começou e filmes como este novo titulo de Derek Cianfrance apenas estreia em finais do mês que vem. O realizador já nos tinha dado um excelente filme à cerca de três anos chamado “Blue Valentine” e voltou a cometer a mesma proeza, para nosso regalo. E é ainda mais brilhante o facto de ter usado o mesmo ator. Ryan Gosling é o menino querido do cinema independente (excelente em Half Nelson) e esbanja profissionalismo nos filmes de Cianfrance.

O filme “The Place Beyond The Pines” é uma obra sem paralelo que foca histórias, vivências complicadas e marcadas pela tragédia e pela miséria humana. É um filme altamente complexo, de assimilação por vezes dificil, mas que nos prende totalmente nas suas quase duas horas e meia. A nivel de interpretações, Ryan Gosling está excelente como Luke e Bradley Cooper teve a melhor interpretação da sua carreira. Dane DeHaan (Chronicle) que vê a sua personagem encerrar o filme está espectacular. Curioso ver que o tipo de familia que temos durante os primeiros anos das nossas vidas não determina a nossa indole e personalidade futura. Neste caso, basta olhar para o filho de Luke e para o filho de Avery.

É um filme muito complexo que aborda familias disfuncionais, o mundo do crime, as carências familiares, a corrupção na policia, a desumanidade, mas acima de tudo, as relações que existem no seio de uma familia. Mas também foca a bondade e a boa formação moral, qualidades do agente da policia Avery. Confesso que adorei este filme e penso que é daqueles filmes que nos deixa uma mensagem muito forte, algo do tipo : “Não é o destino que nos faz, somos nós que fazemos o nosso caminho, o nosso destino”. Penso que o Jason é a prova disto que acabei de escrever. Fiquei a pensar no filme, muitas horas depois de o ver. É um filme que, apesar de ser ficção, foca pessoas reais e problemas dos nossos dias. “The Place Beyond The Pines” tem ainda um dos argumentos mais complexos que já vi e que só podia dar no que deu, um dos grandes filmes do ano.
Classificação do filme : 5. 

domingo, 12 de maio de 2013

When A Stranger Calls


Nome do Filme : “When A Stranger Calls”
Ano : 2006
Duração : 87 minutos
Género : Thriller/Terror
Realização : Simon West
Elenco : Camilla Belle (Jill Johnson), Derek De Lint (Dr. Mandrakis), Kate Jennings Grant (Kelly Mandrakis), Madeline Carroll (Allison Mandrakis), Arthur Young (Will Mandrakis), Katie Cassidy (Tiffany), Tessa Thompson (Scarlet), Brian Geraghty (Bobby), Clark Gregg (Ben Johnson), Rosine Hatem (Rosa), Tommy Flanagan (stranger).

História : A policia anda à meses à procura de um perigoso assassino conhecido por matar as pessoas de maneiras sádicas. A situação muda para esse estranho criminoso quando ele decide atacar a mansão da família Mandrakis.

Comentário : Lembro-me perfeitamente que fui ao cinema ver este filme. E lembro-me também que gostei do filme, mas ontem tive a chance de o rever e não partilho do mesmo entusiasmo, ainda que continue a gostar dele. É um filme que mostra um género pouco produzido nos nossos dias, o terror caseiro. Falando nisso, a mansão Mandrakis (enorme) funciona como uma espécie de personagem principal, sendo ainda o local perfeito para todo o tipo de situações que acontece no filme. A linda Camilla Belle está excelente no filme, embora por vezes, algumas reações suas sejam algo forçadas e exageradas. Mas o filme peca por ter alguns erros de argumento e por possuir algumas partes que não fazem muito sentido. Mas também tem momentos de cortar a respiração, por exemplo, o facto da mansão ter um sistema de luzes automáticas em que estas apenas acendem quando alguém passa nas respectivas divisões, tipo sensores, funcionou na perfeição. Ou aquela cena soberba em que Jill e as crianças pequenas estão num quarto sem saber o que fazer e a jovem olha para o tecto e dá de caras com o estranho, foi brutal. O final do filme é um verdadeiro cliché que deixa algumas perguntas por responder. Uma das coisas que mais me desapontou neste pequeno filme foi o facto do mesmo nunca cumprir aquilo que prometera no inicio : uma matança sádica e sangrenta. Fica-se apenas pelas mortes da governanta da mansão e de uma amiga da jovem ama. Um filme razoável, mas muito desapontante. Mas uma grande verdade tem que ser dita : se querem um filme tenso e que vos enerve, este é o indicado, o clima de tensão está sempre presente.
Classificação do filme : 2. 

Um conselho : se querem ver um bom filme deste género vejam “The Collector”, um filme de 2009 realizado por Marcus Dunstan e que já foi comentado neste meu espaço.

Abraços Cinéfilos. 

domingo, 5 de maio de 2013

Louise Michel


Nome do Filme : “Louise-Michel”
Ano : 2008
Duração : 92 minutos
Género : Comédia Dramática
Realização : Gustave De Kervern/Benoit Delepine
Elenco : Yolande Moreau (Louise Ferrand), Bouli Lanners (Michel Pinchon), Albert Dupontel (Miro), Jacqueline Knuysen (Jackie), Miss Ming (Jennifer).

História : Uma fábrica fecha portas e envia todas as funcionárias para o desemprego. No entanto, Louise Ferrand, uma dessas funcionárias desempregadas, reune a maioria das suas antigas colegas de trabalho e todas chegam a uma decisão : juntar todo o dinheiro das indemnizações e dá-lo a um assassino profissional para que este mate o patrão delas, responsável pelas suas actuais situações de miséria. No entanto, as coisas não correm muito bem como elas haviam previsto.

Comentário : É o terceiro filme desta dupla de realizadores franceses que vejo. Confesso que não gostei nada de “Mammuth”, mas gostei muito de “Aaltra” e agora gostei também deste “Louise Michel”. O filme possui algumas situações que eu acho quase impossiveis de acontecer, mas vindas destas divertidas mentes, tudo é possivel. À muito tempo que venho a acompanhar o trabalho de Yolande Moreau como atriz e posso assegurar que esta senhora nunca me desiludiu, que excelente atriz. Muito curiosas as verdadeiras identidades dos dois protagonistas que dão titulo ao filme. Fartei-me de rir (coisa dificil para mim em qualquer filme) naquela parte em que Louise sai de casa e, dezenas de metros depois, o prédio é demolido. Louise não sabia que ia ficar sem casa, porque é analfabeta e não conseguiu ler os avisos de despejo. Michel Pinchon é um “prato” como assassino profissional a toda a história da vida dele e do seu passado é delirante.

A dupla de realizadores formada por Gustave De Kervern e Benoit Delepine é conhecida por nos facultar cinema muito independente, filmes de baixíssimo orçamento. E isso nota-se em cada filme. Na minha opinião, penso que “Mammuth” foi feito por escassas dezenas de euros. Mas por vezes, estes filmes conseguem me agradar ainda mais do que as super produções. Uma ação tipica da comédia negra foi aquela do assassino profissional mandar uma prima que estava na fase terminal de um cancro matar o suposto homem responsável pelas vidas complicadas que as senhoras desempregadas passaram a ter. Pessoalmente, confesso que não me lembro de haver comédia negra no cinema independente francês. Algumas cenas e sequências do filme são caricatas, mas estão dentro do contexto fílmico. Na minha opinião, “Aaltra”, “Avida” e “Louise Michel” formam uma trilogia, uma trilogia satírica de Gustave De Kervern e Benoit Delepine. Ainda me falta ver o filme “Avida”. O final de “Louise Michel” é espectacular, mas fiquei sem entender quem era a senhora da foto antiga.
Classificação do filme : 3. 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Faust


Nome do Filme : “Faust”
Ano : 2011
Duração : 138 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Aleksandr Sokurov
Elenco : Johannes Zeiler (Heinrich Faust), Isolda Dychauk (Margarete), Georg Friedrich (Wagner), Anton Adasinsky (Moneylender), Florian Bruckner (Valentin).

História : Um homem da ciência deixa-se manipular por um tipo traiçoeiro, que lhe promete muito dinheiro e a mulher que ama, numa época marcada pela profunda miséria.

Comentário : Tirando a reposição do excelente “Taxi Driver”, este “Faust” é na minha opinião o melhor filme em exibição nas nossas salas de cinema. De lamentar é o facto deste excelente filme ter sido estreado apenas num cinema que quase ninguém vai e direcionado somente para o chamado publico intelectual. Mas também, e verdade seja dita, “Faust” é daqueles filmes que quase ninguém ia gostar. Este novo filme é o último da tetralogia do realizador Aleksandr Sokurov da qual fazem parte os filmes “Moloch”, “Telets” e “The Sun”, nenhum visto por mim. Apenas vi este “Faust” e confesso que foi um dos melhores filmes que vi neste ano. Johannes Zeiler é perfeito como Faust e Anton Adasinsky tem no seu Moneylender um personagem que abarca tanto de bizarro como de cómico. Depois temos a belissima Isolda Dychauk (primeira foto em baixo), se a natureza é generosa com certas pessoas no momento de as conceber, certamente que o fez com ela. De facto, Isolda Dychauk é das mulheres mais lindas que eu vi em toda a minha vida. Começando pelas suas feições de anjo, continuando pela sua beleza fisica e terminando na sua sensualidade pura nomeadamente na sua forma de agir, diria que Isolda Dychauk é perfeita. Os planos dela que percorrem todo o minuto 100 e que ainda dura nos primeiros segundos do minuto 101 são a prova disso tudo.

“Faust” é realmente uma obra prima, tudo neste filme é perfeito, a fotografia é simplesmente perfeita e nos planos exteriores parece que estamos a ver imagens de um quadro pintado a óleo em movimento, as interpretações são complexas mas detentoras de grande profissionalismo, a recriação de época é de um rigor fantástico e o argumento está extremamente estruturado e resulta na perfeição. Sem esquecermos a poderosa banda sonora. O filme possui ainda uma pitadinha de erótico e de fantasia. Uma coisa é certa, se grande parte do publico que frequenta as salas fosse ver este filme sem qualquer tipo de informação sobre o mesmo, de certeza que cerca de metade iria abandonar a sala antes da projeção terminar. “Faust” é a fusão perfeita de arte, poesia e cinema. “Faust” é mais um dos melhores filmes que vi em 2013 e é igualmente um dos poucos filmes que tem 100% de cinema. “Faust” é cinema em estado puro.

Classificação do filme : 5. 

Abraços Cinéfilos. 

Spring Breakers


Nome do Filme : “Spring Breakers”
Ano : 2012
Duração : 94 minutos
Género : Drama/Crime
Realização : Harmony Korine
Elenco : James Franco (Alien), Selena Gomez (Faith), Vanessa Hudgens (Candy), Ashley Benson (Brit), Rachel Korine (Cotty).

História : Quatro amigas adolescentes viram criminosas.

Comentário : A premissa deste belissimo teen movie é esta : Três bonitas adolescentes que são igualmente boas amigas estão cansadas das suas rotinas que basicamente consiste em ir às aulas da escola e às festinhas chatas que costumam ir. Assim, as três jovens decidem arranjar dinheiro para poderem embarcar numa viagem de finalistas que irá decorrer numa zona repleta de jovens com muita droga e muita musica. Como não possuem essa quantia, elas assaltam um restaurante e acabam por arrastar com elas uma quarta amiga, esta muito diferente delas. Com o dinheiro mais do que necessário, as quatro fazem a tão aguardada e desejada viagem de finalistas, mas as coisas acabam da pior maneira. Não vou contar mais nada. “Spring Breakers” é não só um excelente filme como também é um dos melhores filmes que vi este ano. O filme só não é perfeito, porque tem um final ridiculo e que não possui quase nada de credível.
Não conheço os filmes do realizador Harmony Korine e confesso que talvez me interesse um filme seu de nome “Gummo”. Na minha opinião, este “Spring Breakers” é um excelente trabalho de Korine, realizador que até meteu a própria esposa como uma das quatro meninas protagonistas. Neste filme, temos quatro jovens adultas a desempenharem quatro raparigas adolescentes. As interpretações das quatro jovens mulheres são o ponto mais alto do filme, com destaque máximo para a linda Selena Gomez (uma das coisinhas mais lindas que os meus olhos já viram). Do outro lado da moeda, temos uma poderosa interpretação e prestação do excelente ator James Franco, um ator que eu gosto bastante e que adorei vê-lo em obras como “Sonny” e “127 Hours”. Outro factor positivo deste filme é a excelente qualidade da fotografia. A banda sonora é espectacular, apenas para dar um exemplo, toda a sequência em que Alien e as suas meninas atacam os convidados de uma festa ao som da musica “Everytime” de Britney Spears é perfeita. “Spring Breakers” é ainda um profundo drama que mostra como são as festas dos jovens, onde transborda droga, sexo e muita musica. Pelo menos, na América é assim.
  Selena Gomez, Vanessa Hudgens, Ashley Benson e Rachel Korine são as almas deste filme. Confesso que adorei vê-las em trajes menores e adorei vê-las a desempenhar os seus papéis, as quatro são lindas e estão lindas no filme, realmente, as raparigas são o melhor do mundo. Um homem para ser feliz basta ter três coisas : dinheiro, saúde e raparigas, é este o lema do Alien de James Franco. As quatro jovens tiveram excelentes interpretações, nomeadamente as três meninas da Disney, com Selena Gomez no numero um do Top. A sequência em que as meninas estão presas é belissima. Vi este excelente filme numa sala de cinema e vivi uma agradável experiência ao vê-lo. Foi uma excelente ideia do realizador pegar em quatro lindas jovens e metê-las a roubar e a matar para disfrutar as vidas ao máximo. Pessoalmente, por vezes, gostava de fazer parte daquele mundo.
 Adorei “Spring Breakers” enquanto filme e enquanto experiência cinematográfica, mas não gostei muito do final do filme. Spoilers : Tinha mais lógica as três meninas que ficaram depois da súbita saída de Faith, irem com Alien e com mais uns quantos traficantes invadirem a mansão do gangster negro e matá-los a todos, mas morrerem eles próprios também nos tiroteios (as três meninas e Alien incluidos). Confesso que se o filme terminasse assim, seria brutal, muito realista e faria deste filme uma obra prima. Não faz sentido nenhum duas delas, sozinhas, matarem todos os traficantes da mansão mais o chefe com somente duas pistolas, sem que as balas terminem e sem ficarem feridas, um final ridiculo que não possui nada de credível. Apesar do péssimo final, este “Spring Breakers” é um excelente filme e mais uma pérola cinematográfica vista este ano.
  Classificação do filme : 5. 


Megan Is Missing


Nome do Filme : “Megan Is Missing”
Ano : 2011
Duração : 88 minutos
Género : Crime/Drama/Terror
Realização : Michael Goi
Elenco : Amber Perkins (Amy Louise Herman), Rachel Quinn (Megan Stewart).

História : No dia 14 de Janeiro de 2007, Megan Stewart desapareceu. Poucas semanas depois, a sua melhor amiga, Amy Louise Herman, também desapareceu. As duas adolescentes nunca mais foram vistas.

Comentário : Antes de iniciar o meu comentário a este estranho objecto cinematográfico, tenho que dizer que, a seguir a “Earthlings”, este “Megan Is Missing” foi o segundo filme mais chocante que vi em toda a minha vida. Tudo porque fiquei aterrorizado com a última meia hora do filme, boquiaberto por ter visto até onde a maldade humana pode chegar. O realizador Michael Goi disse que este filme é baseado em acontecimentos reais. Eu pude apurar que este filme é uma fusão de sete casos verdadeiros que o realizador estudou. Todos os anos desaparecem dezenas de crianças e jovens nos EUA (principalmente neste país). Muitos deles nunca mais apareceram. O filme conta o que aconteceu a duas adolescentes que desapareceram. O filme mexeu muito comigo, confesso que fiquei a pensar nele e naquilo que vi nos últimos trinta minutos, nos dias seguintes ao seu visionamento. Na minha opinião, a Internet é um perigo de morte para os jovens e este filme, apesar de super violento e doentio, devia ser visto obrigatoriamente por todos os adultos que tivessem filhos menores de idade. Até me causa arrepios pensar naquilo que os jovens desaparecidos passam nas mãos daqueles monstros antes de serem mortos. O filme mostra-nos, sem espaço para paninhos quentes, uma dura e triste realidade.
  Megan é uma adolescente que provém de uma familia disfuncional e bebidas, liberdade droga e sexo fazem parte da sua rotina. Do outro lado, temos a sua melhor amiga, Amy. Amy é uma menina linda, ingénua, virgem e provém de uma boa familia, leva uma rotina certinha e é tão ajuizada que é gozada e rejeitada pela maioria dos seus colegas da escola. Um dia, Megan começa a comunicar com um estranho chamado Josh que a trata muito bem, fazendo crer que é alguém que a respeita, é atencioso e é o único que não está com segundas intenções em relação a ela, ou seja, não quer sexo. Amy sabe dessa súbita e inesperada amizade da amiga, mas nada conta. Quando vai ao encontro de Josh, Megan desaparece. Poucas semanas depois, Amy tem o mesmo fim.

O filme é todo filmado através de camaras portáveis, camaras digitais e por camaras de computadores e mesmo tlms. Um dos principais pontos positivos do filme é ser 100% realista. Se eu não tivesse ido investigar a veracidade dos factos, jurava que tudo o que vemos é o que realmente aconteceu. O filme é doentio, extremamente violento e muito aflitivo, principalmente porque os crimes em causa são cometidos contra jovens meninas. Só para terem noção, apurei que a verdadeira Amy tinha nove anos de idade quando foi barbaramente assassinada e não 14 anos, como a sua personagem do filme. Alarmante é saber que existem homens que são capazes de fazer tais actos monstruosos, sem nutrir qualquer tipo de remorsos ou arrependimento por isso, tal não é a total falta de respeito e de humanidade para com outro ser humano. Volto a dizer, o filme é muito chocante, as últimas duas gravações que Amy faz com a sua camara portátil no seu jardim especial são aterrorizantes, fiquei todo “cagado” com aquelas imagens e mais ainda quando a imprensa focou essas duas últimas gravações feitas pela jovem menina. 

Depois, temos os últimos cerca de 20 minutos que chocaram quase toda a gente que assistiu a este filme e que eu fiquei sem palavras com aquilo que vi. Essas imagens são detentoras de um sadismo, de uma violência e de uma desumanidade que eu confesso que nunca vi na minha vida, nem em filme, nem em pesadelos e muito menos pessoalmente. Somente para terem uma noção, preferia nunca ter visto este filme, seria bem melhor do que saber o que acontece com alguns dos jovens desaparecidos. Nem sei qual seria o castigo indicado para aquele monstro, de facto, se ele fosse torturado e morto, seria muito pouco para aquilo que ele fez àquelas miudas. E o pior disto é saber que, na vida real, estas coisas acontecem e é terrivel saber que por esse mundo fora existem homens capazes de fazer tanto mal a um ser humano e mais terrível ainda é saber que crianças e jovens são tratados daquela forma e têm aquele triste e doloroso fim. O filme mostra os piores crimes que um ser humano pode cometer contra outro, visto as vitimas serem crianças e adolescentes, pessoas que têm sentimentos, sonhos, gente que as adora, desejos e uma vida inteira pela frente cheia de sonhos para o futuro, tal como mostram as últimas cenas do filme que acompanham os créditos finais. “Megan Is Missing” é o segundo filme mais violento que vi na minha vida, porque tudo o que vemos apesar de ficionado é o que acontece na realidade. Se são sensiveis e se querem um conselho : não vejam este filme. No meu caso, estou arrependido de o ter visto, apesar de ter gostado do filme, devido à sua mensagem. Um filme obrigatório.
Classificação do filme : 4. 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

The Man From London


Nome do Filme : “A Londoni Ferfi”
Ano : 2007
Duração : 140 minutos
Género : Crime/Drama
Realização : Bela Tarr
Produção : Ágnes Hranitzky
Elenco : Miroslav Krobot (Maloin), Tilda Swinton (Camelia), Agi Szirtes (Mrs. Brown), Janos Derzsi (Mr. Brown), Erika Bok (Henriette), Gyula Pauer (Tapster), Istvan Lenart (Morrison).

História : Um funcionário de uma estação de comboios testemunha um terrível crime. Quando o assassino foge, o funcionário não consegue salvar a vitima e apodera-se de uma mala cheia de dinheiro que estava perto do local do crime.

Comentário : No ano passado vi o meu primeiro filme de Bela Tarr, “The Turin Horse”. Ontem à noite resolvi ver outro filme dele e optei por este “The Man From London”. Não é tão bom quanto o referido em primeiro lugar, mas ainda assim é um bom momento de cinema. Ninguém filma como Bela Tarr. Confesso que não gosto muito da atriz Tilda Swinton, mas gostei dela neste filme a preto e branco. O filme é muito parado e penso que quase ninguém deve gostar deste tipo de cinema. Vou confessar uma coisa, não consegui ver este filme da primeira vez, porque adormeci. Na segunda vez que decidi vê-lo, fiz um grande esforço para me manter acordado e consegui ver o filme todo. É um bom filme. As interpretações são de grande qualidade, principalmente a prestação do ator principal, Miroslav Krobot. Esta é a história de um homem que vive aborrecido com a rotina que tem. Está farto do trabalho que tem e está farto de ir para casa aturar a esposa e a filha. Um dia, algo de estranho acontece e a sua tão indesejada rotina muda completamente. Um filme dificil. Classificação : 3.  

quarta-feira, 1 de maio de 2013

No Country For Old Men


Nome do Filme : “No Country For Old Men”
Ano : 2007
Duração : 120 minutos
Género : Thriller/Crime
Realização : Ethan Coen/Joel Coen
Elenco : Tommy Lee Jones (Ed Tom Bell), Javier Bardem (Anton Chigurh), Josh Brolin (Llewelyn Moss), Kelly Macdonald (Carla Jean), Woody Harrelson (Carson Wells), Barry Corbin (Ellis), Tess Harper (Loretta Bell).

História : Um homem descobre um terreno baldio cheio de carros e corpos, encontrando também uma mala preta cheia de dinheiro. Ao ficar com a mala, ele desencadeia uma série de acontecimentos nefastos para ele e para uma série de gente.

Comentário : Fui ao cinema ver este filme na altura em que ele estreou e meses depois a fita ganhou quatro óscars da academia, entre eles o de melhor filme. Confesso que o filme é muito bom mas é um disparate ter ganho como melhor filme do ano. Os dois realizadores possuem bons filmes no seu historial e este segue o mesmo caminho. Adorei o facto do filme não ter banda sonora, as cenas onde dominam os silêncios são brutais e algumas delas nos transmitem uma certa sensação de desconforto. O filme tem muita violência, mas também não é caso para ser considerado para maiores de dezoito anos. Volto a dizer, o filme tem momentos muito bons, todos sem qualquer tipo de acompanhamento musical. Os três atores principais tiveram brilhantes interpretações, mas confesso que aquele que mais gostei foi de Javier Bardem. Na altura em que o filme estreou imensa gente alegou que era um filme muito parado. E estão cobertos de razão, “No Country For Old Men” é um filme muito parado, uma ou duas cenas não estão lá a fazer rigorosamente nada. Volto a dizer, adorei a personagem de Javier Bardem, o seu Anton Chigurh é espectacular, um dos melhores psicopatas do cinema recente. Talvez tivesse gostado mais se os realizadores tivessem filmado a preto e branco, possivelmente o conceito de clássico estava bem mais acentuado. “No Country For Old Men” transpira cinema por todos os poros, são duas horas de puro momento cinematográfico. 
Classificação : 4.