domingo, 28 de abril de 2013

Hachiko : A Dog's Story


Nome do Filme : “Hachiko : A Dog's Story”
Ano : 2009
Duração : 92 minutos
Género : Drama
Realização : Lasse Hallstrom
Elenco : Richard Gere (Parker Wilson), Joan Allen (Cate Wilson), Sarah Roemer (Andy), Cary Hiroyuki Tagawa (Ken), Kevin DeCoste (Ronnie).

História : Ao regressar de uma viagem de comboio, um professor encontra um cão bebé da raça akita e leva-o para casa. Acaba por nascer uma poderosa relação de amizade e de lealdade entre o cão e o seu novo dono.

Comentário : Fecho este mês de comentários de Abril para vos falar de um dos meus filmes preferidos, um filme que se eu elaborasse um Top 10 dos meus filmes favoritos, este de certeza que estava num desses dez lugares. É o meu filme preferido de Lasse Hallstrom como realizador. E pode-se dizer que também foi o filme onde eu mais gostei de ver Richard Gere. O filme conta a história de um cãozinho da raça akita que encontra um homem chamado Parker numa estação de comboios. Entre esse homem e esse cão nasce uma poderosa empatia que culmina numa amizade e numa relação de lealdade que comoveu uma cidade inteira. O filme é baseado numa história verdadeira que aconteceu no Japão no ano de 1923. O cão, de nome Hachiko, ia todos os dias acompanhar o seu dono à estação dos comboios e voltava a esse espaço no final do dia para o esperar do trabalho. Certo dia, Parker foi vitima de um AVC e morreu, em plena aula da faculdade onde lecionava. Desde esse dia, Hachiko passou a ir esperar o falecido dono à estação dos comboios sempre ao final do dia na esperança que ele regressasse. Hachiko abandonou a casa da filha do seu falecido dono e virou um cão vagabundo, sendo alimentado pelos moradores da cidade. E o cão foi esperar o falecido dono à estação todos os dias, até morrer. Toda a cidade ficou emocionada com esta relação e o presidente da camara local mandou construir uma estátua de Hachiko que ainda hoje existe na verdadeira praça onde o cão esperava o dono em frente à estação.

Após contar a história que inspirou o filme, vou falar-vos deste excelente filme. Primeiro quero vos confessar que vi este filme apenas duas vezes e chorei imenso nessas duas vezes. Devo frisar que foi o filme em que eu mais chorei. Poucas vezes isso me acontece, lembro-me que apenas chorei nos filmes “Everybody's Fine”, “Ghost”, “Born Free” e “City Of Angels”. Este “Hachiko : A Dog's Story” possui uma interpretação de Richard Gere muito simples, mas detentora de uma carga dramática muito forte. O filme prova ainda que o cão é mesmo o melhor amigo do homem. E se um animal é capaz de reagir desta forma, não se percebe porque motivo certos humanos não o conseguem fazer. O cão que interpreta o animal da história é lindo, quem me dera que fosse meu. Todos os atores secundários estiveram muito bem. As melodias que vão embalando as cenas são perfeitas e a fotografia do filme é espectacular. “Hachiko : A Dog's Story” é um verdadeiro drama intenso e não nos poupa na hora de chocar a nossa sensibilidade. Se querem drama e emoções fortes no campo do sentimentalismo, então vejam este maravilhoso filme. A parte da bola de ténis e o simbolismo que ela acarreta é brutal. Digam o que disserem e eu vou certamente ser criticado por isto que vou dizer, mas este “Hachiko : A Dog's Story” é para mim um dos melhores filmes de sempre. Excelente filme. Classificação do filme : 5.
  O verdadeiro Hachiko e a estátua que fizeram em sua homenagem. 

Abraços Cinéfilos. 

sábado, 27 de abril de 2013

Eccentricities Of A Blond Hair Girl


Nome do Filme : “Singularidades De Uma Rapariga Loura”
Ano : 2009
Duração : 62 minutos
Género : Drama
Realização : Manoel De Oliveira
Elenco : Catarina Wallenstein (Luisa), Ricardo Trêpa (Macário), Diogo Dória (Francisco), Leonor Silveira (Senhora), Glória de Matos (D. Sande).

História : Durante uma viagem de comboio, um homem relata para uma senhora a sua paixão por uma linda rapariga loura que morava no prédio em frente ao seu.

Comentário : Foi mais um filme do grande mestre Manoel de Oliveira que eu vi e confesso que gostei do filme, embora seja o mais fraco dos filmes dele que eu já comentei neste meu blog. O filme é muito curto, mas temos tempo suficiente para avaliarmos as excelentes interpretações de Ricardo Trêpa e da linda Catarina Wallenstein. Mais uma vez, Manoel de Oliveira aparece-nos com um filme parado e que possui muito de cinema. É um tipo de cinema que não se vê em mais lado nenhum. Digamos que o mestre possui a sua imagem própria, tal como outros mestres como Quentin Tarantino ou Pedro Almodovar. É como se nos fosse apresentado um filme de um destes realizadores sem sabermos por quem foi feito e nós descobrissemos rapidamente logo de quem era. É a tal marca que apenas poucos possuem. Este filme conta a história de um amor, o amor que um homem sente por uma linda jovem,homem esse que tudo está disposto a fazer para não a perder. Confesso que não vi o filme no cinema quando ele esteve em exibição e estou arrependido disso. No entanto, ainda fui a tempo de o ver e fiquei satisfeito por isso. O filme possui ainda um som detentor de uma grande qualidade, coisa rara no cinema português. A fotografia também é boa. Manoel de Oliveira realizou este filme e usou-o numa espécie de homenagem ao nosso grande Eça de Queiroz. Excelente homenagem. Bom filme. Classificação : 3.  

Future Weather


Nome do Filme : “Future Weather”
Ano : 2012
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Jenny Deller
Elenco : Perla Haney Jardine (Lauduree), Marin Ireland (Tanya), Amy Madigan (Greta), Jenny Dare Paulin (Crystal), Lili Taylor (Markovi).

História : Lauduree é uma adolescente que é amante da natureza e do meio ambiente, mas que vive apenas com uma mãe desnaturada. Quando a sua mãe a abandona para ir morar com um homem na California, Lauduree decide prosseguir a sua vida, passando a viver sozinha e continuando os seus estudos. Tudo muda quando a sua avó descobre que ela está a viver sozinha e a obriga a ir morar com ela.

Comentário : Depois de ter feito curtos papéis onde apenas fazia de filha de grandes personagens em grandes filmes e de ter tido a melhor interpretação da sua curta carreira no excelente “Genova”, a jovem atriz Perla Haney Jardine aceitou ser pela primeira vez protagonista de um filme. “Future Weather” é um filme independente de baixo orçamento realizado por uma mulher. É um filme direcionado para o publico feminino. Pessoalmente, gostei muito deste filme e confesso que fiquei rendido ao enorme talento da jovem Perla em representar, que confirma nesta fita que terá um bom futuro pela frente. O filme aborda vários temas como as familias disfuncionais, o bullying, a solidão, a revolta nos jovens e o papel da natureza nos nossos dias. A fotografia do filme merece nota positiva, bem como as interpretações do restante elenco. Perla Haney Jardine e a sua Lauduree são a alma deste drama que não sendo um drama intenso, é uma fita que nos assalta com várias emoções como o saudosismo e a tristeza. A adolescência é a fase mais complicada do ser humano e Lauduree sabe isso muito bem. Um último reparo, adorei ver Lili Taylor neste filme, confesso que já não a via entrar num filme à imenso tempo. Resumindo, um filme muito bom.
  Classificação do filme : 4. 

Genova


Nome do Filme : “Genova”
Ano : 2008
Duração : 93 minutos
Género : Drama
Realização : Michael Winterbottom
Elenco : Colin Firth (Joe), Perla Haney Jardine (Mary), Willa Holland (Kelly), Catherine Keener (Barbara), Hope Davis (Marianne).

História : Culpada da morte da mãe, uma menina chamada Mary viaja com o pai e com a irmã mais velha para Itália, onde se fixam na cidade de Genova, cidade onde pretendem passar uns largos meses.

Comentário : Em 2009, fui ao cinema ver este filme e adorei. É um excelente drama familiar que conta a história de uma criança que fez uma brincadeira parva com a mãe, acto que fez com que o carro tivesse um acidente e provocasse a morte da progenitora. Na minha opinião, este filme é o melhor filme de Michael Winterbottom enquanto realizador. Adorei também ver Colin Firth neste filme, ele dá um pai de familia fantástico. Não gosto muito da atriz Catherine Keener, mas neste filme até simpatizei com o seu desempenho. As jovens do elenco principal tiveram as melhores interpretações do filme. Willa Holland é muito bonita e desempenhou muito bem o seu papel. Mas os méritos vão todos para a pequena Perla Haney Jardine, a criança responsável pelo drama vivido em “Genova”. A relação que a sua Mary acaba por criar e desenvolver com o seu pai é admirável e eu confesso que nem sabia que a pequena atriz sabia tocar piano tão bem. O filme possui excelentes planos da cidade que dá nome ao titulo da fita, nomeadamente dos becos e das ruelas. Podemos igualmente contar com um estranho clima de tensão, quase sempre presente. A relação entre as duas irmãs que era boa até à data do acontecimento fatal, passa a ser complicada e, por vezes, agressiva verbalmente. Mary fica tão perturbada que começa a ver a mãe falecida em vários locais, gerando preocupação no pai. A sequência passada na floresta em que Joe passa uma tarde inteira à procura da filha mais nova que desapareceu é angustiante. O final do filme é muito ternurento e passa na perfeição a mensagem de que a familia é um dos nossos bens mais preciosos. Um excelente filme.
Classificação do filme : 5. 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Bitches



Nome do Filme : “Perras”
Ano : 2012
Duração : 100 minutos
Género : Drama/Thriller
Realização : Guillermo Rios
Elenco : Claudia Zepeda (Maria Del Mar), Karen De La Hoya (Tora), Scarlet Dergal (Sofia), Alenka Rios (Ana), Steph Boumelcroud (Iris), Andrea Pedrero (Diana), Kariam Castro (Andrea), Denis Montes (Alejandra), Luna Marenco (Frida), Natalia Zurita (Patricia).

História : Num colégio de meninas, dez raparigas adolescentes reunem-se numa sala, onde irão revelar factos das suas vidas.

Comentário : Esta madrugada vi este pequeno “teen movie” e confesso que gostei do filme. O elenco é totalmente feminino, todas as dez meninas tiveram grandes interpretações, mas as que mais gostei foi de Luna Marenco (la amiga) e de Natalia Zurita (la zorra). Esta última é mesmo a mais linda de todas e toda a sequência em que ela relembra uma relação sexual com um tipo, onde fez um bom striptease é a melhor sequência de todo o filme. Logo, a história de Patricia é a melhor de todas. O filme peca por ter um fraco argumento, as sequências de animação são totalmente dispensáveis e toda aquela cena da casa de banho em que uma das ninas evacua na sanita podia muito bem ter sido cortada. Por vezes, as raparigas conseguem ser muito cruéis entre elas. Para mim, foi um prazer assistir a este filme. É cinema mexicano e confesso que foi uma grande falha este filme não ter passado numa sala de cinema portuguesa. O filme é ainda muito dramático e algumas das histórias das ninas são impressionantes. Um bom filme.
  
Classificação do filme : 3. 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

The Girl From Nowhere


Nome do Filme : “La Fille De Nulle Part”
Ano : 2012
Duração : 92 minutos
Género : Drama/Erótico
Realização : Jean Claude Brisseau
Elenco : Jean Claude Brisseau (Michel Deviliers), Virginie Legeay (Dora), Claude Morel (Denis), Lise Bellynck (Lise Villers).

História : Um professor de matemática reformado acolhe no seu apartamento uma jovem que aparentemente não tem ninguém. A partir do dia em que a jovem entrou na vida e na casa dele, começam a suceder acontecimentos estranhos no seu apartamento.

Comentário : Ora cá está mais uma grande surpresa que este ano cinéfilo me deu. Apenas tinha visto um filme de Jean Claude Brisseau e agora vi este seu novo filme, mas este foi visto no cinema (hoje). Ao contrário do primeiro filme que vi dele (razoável) achei este “La Fille De Nulle Part” excelente. Desta vez, o realizador colocou um pouco de parte as cenas de sexo e nos mostrou um filme que tem uma componente cinematográfica muito forte e possui ainda duas poderosas interpretações. O próprio realizador, usando um orçamento reduzido, pediu a um conhecido que filmasse grande parte das cenas do seu novo filme e este foi feito por uma camara digital. Jean Claude Brisseau quis ainda ser ele mesmo o personagem principal do seu novo filme e confesso que se saiu lindamente. Adorei este filme não só por ser cinema de grande qualidade, por ter duas excelentes interpretações e por estar brilhantemente filmado, como também pelo facto de que é um objecto filmico que possui uma história fantástica e única que me apaixonou em todos os sentidos.

Virginie Legeay, atriz muito bonita, foi a segunda grande interpretação do filme e fiquei encantado com o seu olhar enigmático e atento. A química entre ela e o realizador ficou perfeita. Os poucos efeitos especiais que surgem estão bem executados, visto não terem sido concebidos por uma grande firma nesse campo. O filme tem também algumas cenas muito bonitas, como por exemplo, uma cena lésbica entre duas lindas mulheres, aquela cena em que Michel e o amigo estão a conversar no banco e observam duas lindas jovens com os vestidos a serem embalados pelo vento ou a curta mas penetrante conversa que Michel trava com uma antiga aluna sua chamada Lise Villers (interpretada pela linda atriz Lise Bellynck, presença habitual nos filmes do realizador). Quero também dizer que não gostei de duas cenas do filme. Por último, tenho que frisar que é um filme muito parado, que não teve publicidade nenhuma (só na net) e que é um filme muito estranho que está a passar num cinema onde só passa cinema independente e alternativo que não interessa à grande maioria. Basta para isso dizer que, na sala onde eu estava apenas lá estavam umas cinco pessoas e costuma ser mais ou menos assim. Uma curiosidade : O apartamento onde decorrem a grande parte das cenas do filme é o mesmo onde vive o realizador. “The Girl From Nowhere” é mais um dos melhores filmes que vi em 2013, uma excelente novidade. Classificação : 5.   

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Evil Dead


Nome do Filme : “Evil Dead”
Ano : 2013
Duração : 91 minutos
Género : Terror
Realização : Fede Alvarez
Elenco : Jane Levy (Mia), Jessica Lucas (Olivia), Elizabeth Blackmore (Natalie), Shiloh Fernandez (David), Lou Taylor Pucci (Eric).

História : Cinco jovens decidem passar uns dias numa cabana isolada na floresta. Quando um deles lê alguns dizeres de um estranho livro antigo, acidentalmente, acaba por libertar um horrível demónio que pretende colocar uns contra os outros.

Comentário : Antes de mais quero dizer que nunca vi o original e não posso dizer se este novo filme está ou não melhor do que esse. A nova versão de “Evil Dead” estreia precisamente na próxima semana e eu já tive o prazer de o ver. O filme é realmente muito violento e doentio, ao nivel de obras como “Martyrs” ou “Frontiers”. No entanto, a nivel de argumento não conseguiu a proeza de estar ao nivel desses mesmos filmes. Esta nova versão de “Evil Dead” é um filme mesmo violento, não o aconselho a estômagos fracos. A nivel de interpretações, os cinco jovens estiveram razoáveis, embora o destaque vá todinho para a linda Jane Levy. Estamos perante um filme de terror puro e duro, ao nivel daqueles que se fabricavam antigamente. O gore e a violência são os dois principais ingredientes desta fita que consegue ainda nos prender até ao último segundo de imagens. Algumas sequências impressionam realmente, principalmente aquela em que a protagonista faz um corte na lingua com uma lâmina ou toda a morosa e sangrenta sequência final, onde até temos direito a ver um braço a ser arrancado a sangue frio, cena que mete a um canto a tão falada e vista cena de amputação do braço de Aron Ralston vivida e representada por James Franco no muito bom “127 Hours” de Danny Boyle. Confesso que não é filme que me leve a uma sala de cinema, mas confesso igualmente que gostei do filme. Este novo “Evil Dead” é um bom filme, mas peca pelo facto de se reduzir às mesmas regras da maioria dos filmes do género e também porque joga e abusa um pouco com as cenas impressionáveis, muito sangue, cuja única utilidade é a de chocar.
Classificação do filme : 3. 

sábado, 20 de abril de 2013

The New World


Nome do Filme : “The New World”
Ano : 2005
Duração : 150 minutos
Género : Drama/Romance/Histórico/Biográfico
Realização : Terrence Malick
Elenco : Colin Farrell (John Smith), Q'Orianka Kilcher (Pocahontas/Rebecca), Christian Bale (John Rolfe), Christopher Plummer (Captain Newport), David Thewlis (Wingfield), Noah Taylor (Selway), Ben Chaplin (Robinson), August Schellenberg (Powhatan), Jonathan Pryce (James).

História : No ano de 1607, três embarcações inglesas partem ao longo do oceano atlântico rumo a novos territórios na esperança de encontrarem tesouros e ouro. Após chegarem a uma localidade chamada Virginia, estabelecem uma colónia, mas a não adaptação àquele novo mundo e as fracas condições de vida dificultam a missão. O capitão John Smith lidera uma expedição ao longo do rio para encontrar alimentos. A meio dessa expedição, são todos atacados pelos nativos e John Smith é o único sobrevivente, sendo levado para a tribo de Powhatan e iniciando uma nova vida naquele estranho lugar. Ele acabaria por se tornar íntimo da filha mais nova do chefe da tribo, a doce e ingénua Pocahontas.

Comentário : Penso que já tinha dito, mas volto a frisar que este filme é o meu filme preferido de Terrence Malick. Tal como os dois últimos filmes dele, este “The New World” é um filme com uma forte componente espiritual onde a Natureza é uma espécie de personagem principal. O filme aborda a época dos descobrimentos e o amor de um navegador por uma menina índia. A recriação de época está muito bem concebida e adorei a forma como o filme foi filmado e montado. De facto, o filme possui um visual deslumbrante e isso está muito bem articulado com a musica que compõe a banda sonora. O filme tem igualmente uma forte componente histórica que penso que os historiadores saibam averiguar melhor a sua veracidade. As interpretações são muito boas, nomeadamente as de Colin Farrell e da estreante Q'Orianka Kilcher. Lembro-me perfeitamente que fui ao cinema em meados de 2006 ver este filme ao cinema e ainda me recordo que foi nas salas da UCI El Corte Ingles. Fiquei maravilhado depois de ter saído da sala de cinema. Ontem revi este filme e voltei a ficar maravilhado. Realmente, “The New World” é uma boa experiência sensorial e trabalha muito as nossas emoções. O que menos gostei no filme foi o facto que por vezes, as cenas não parecem ter ligação umas com as outras, ou seja, pareceu-me que a história estava fragmentada. Por outro lado, uma das coisas que mais gostei foi da relação de empatia entre John Smith e a índia Pocahontas. Muito interessante também o rumo que a personagem de Kilcher leva, que tem inicio no momento em que ela conhece John Smith e termina no instante em que ela está casada com John Rolfe e tem deste um filho, já em Inglaterra. Se existem filmes que parecem poesia, este quarto filme de Terrence Malick é de certeza um deles. Uma obra épica que brinca eficazmente com a nossa alma, um poema visual sem igual, um filme que pode ser interpretado como sendo um hino ao amor e à vida. Isto é cinema.
Classificação do filme : 5. 

Oblivion


Nome do Filme : “Oblivion”
Ano : 2013
Duração : 127 minutos
Género : Ficção/Aventura/Ação
Realização : Joseph Kosinski
Elenco : Tom Cruise (Jack), Olga Kurylenko (Julia), Morgan Freeman (Beech), Andrea Riseborough (Victoria), Melissa Leo (Sally), Zoe Bell (Kara).

História : Num futuro próximo, a Terra foi invadida por aliens que iniciaram com os humanos uma guerra que acabou por destruir a nossa Lua. Os humanos foram quase todos mortos e os que sobreviveram foram deslocados para uma das luas de Saturno, onde vivem pacificamente. Na Terra, ao nivel das nuvens, ficam situadas umas instalações onde habitam Jack e Victoria, um casal destacado para reparar umas máquinas chamadas drones, que garantem a sua segurança. Um dia, uma estranha nave cai na Terra e Jack descobre que o único sobrevivente é uma mulher. Doravante, tudo vai mudar e Jack ficará perante algumas verdades.

Comentário : Antes de mais, quero deixar bem claro que detestei o primeiro filme de Joseph Kosinski enquanto realizador. Mas gostei deste “Oblivion”. Tom Cruise é um bom ator, apesar de eu não ter gostado de metade dos filmes em que ele entrou. Cruise teve em “Oblivion” uma boa prestação. Quando vi as primeiras imagens deste filme pensei que iria ver algo inovador e que nunca tinha visto em mais nenhum filme. Após ver o filme, confesso que estava totalmente enganado. O filme está cheio de clichés e tem muita coisa já visto em outros filmes do género e não só. O único ponto em que este filme se destaca em relação a outros é ao seu aspecto visual. “Oblivion” possui uma componente visual verdadeiramente espectacular e única. Começando logo pela Bubbleship, sim, a nave de Jack. É um veículo super original, diferente de tudo o que vi em filme e confesso que me apetecia ter uma igual. Os cenários do filme são brutais e a imagem da Terra que o realizador nos deu é brilhante. Além disso, os efeitos especiais são muito bons. Adorei a sequência em que Jack se encontra frente a frente com o seu clone bem como toda a luta corpo a corpo que daí resulta. Não percebo o que Morgan Freeman está a fazer neste filme e percebo ainda menos o fetiche de Hollywood em meter constantemente atores consagrados em papéis secundários nos chamados “blockbusters”. A linda Olga Kurylenko esteve muito bem como Julia, mas eu tive a sorte de ver dois filmes dela no espaço de uma semana e gostei mais da sua prestação no outro filme que vi (To The Wonder). Se a intenção era de nos dar algo novo e inovador, Hollywood falhou mais uma vez. No entanto, se queriam nos facultar um bom filme que juntasse uma boa história com imagens que fossem uma delicia para os nossos olhos, nesse caso, o resultado é positivo. “Oblivion” é um grande blockbuster de 2013. Espero vir a dizer o mesmo dos filmes : “Star Trek : Into Darkness”, “Man Of Steel”, “Kick Ass 2” e “World War Z”.
Classificação do filme : 3. 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Paulette


Nome do Filme : “Paulette”
Ano : 2012
Duração : 88 minutos
Género : Drama/Comédia Dramática
Realização : Jerome Enrico
Elenco : Bernadette Lafont (Paulette), Carmen Maura (Maria), Dominique Lavanant (Lucienne), Françoise Bertin (Renee), Ismael Drame (Leo), Andre Penvern (Walter), Jean Baptiste Anoumon (Ousmane), Paco Boublard (Vito).

História : Uma idosa vai encontrar novas e originais formas de ganhar a vida, nem que seja pela via da ilegalidade.

Comentário : Hoje fui ao cinema ver este filme. O filme é bom e confesso que nunca imaginei ver uma velhota a traficar droga. Bernadette está excelente, a sua Paulette é bastante credivel. Todas as interpretações são boas e a sequência em que as idosas comem aquele bolo feito com droga está memorável. É uma boa fusão de comédia com drama. Confesso também que me diverti em algumas situações, embora tenham havido outras que foram um autêntico disparate. Mas o filme tem também momentos sérios e é precisamente aí que surge a mais valia. Uma obra única que mostrou que uma péssima conduta de vida transforma uma pessoa má numa pessoa boa. Classificação : 3.  

American History X


Nome do Filme : “American History X”
Ano : 1998
Duração : 120 minutos
Género : Crime/Drama
Realização : Tony Kaye
Elenco : Edward Norton (Derek Vinyard), Edward Furlong (Danny Vinyard), Beverly D'Angelo (Doris Vinyard), Jennifer Lien (Davina Vinyard), Tara Blanchard (Ally Vinyard).

História : Um skinhead passa uns anos preso por dois crimes horrendos e regressa a casa completamente mudado e firme em impedir que o irmão mais novo siga o mesmo caminho que o levou à desgraça.

Comentário : Este filme é um dos melhores filmes que vi até hoje. O que salta mais à vista depois de ver este magnifico filme é a sua poderosa mensagem : violência gera mais violência. Pelo menos foi essa a lição que eu tirei dele. Na minha opinião, Edward Norton tem aqui a melhor interpretação da sua longa carreira e Edward Furlong esteve excelente também. É muito triste que hajam pessoas que pensem como o antigo Derek pensava e existem muitos por esse mundo fora. Somos todos seres humanos e todos temos os mesmos direitos. Gostei de quase tudo neste filme, mas aquilo que mais gostei foi da mudança radical de pensamento de Derek durante os anos que esteve na prisão, realmente, a vida muda as pessoas. Excelente filme. Classificação : 5.  

domingo, 14 de abril de 2013

To The Wonder


Nome do Filme : “To The Wonder”
Ano : 2012
Duração : 115 minutos
Género : Drama
Realização : Terrence Malick
Elenco : Ben Affleck (Neil), Olga Kurylenko (Marina), Javier Bardem (Father Quintana), Rachel McAdams (Jane), Tatiana Chiline (Tatiana).

História : Marina e Neil abandonam uma vida de sonho para irem viver para Oklahoma, local onde passam a ter uma vida de pesadelo.

Comentário : Gosto do cinema de Terrence Malick e confesso que gostei também deste seu novo filme, “To The Wonder”. No entanto, o filme de Malick que eu mais gosto é o excelente “The New World”. Malick gosta de nos facultar filmes espirituais que falem da fé e que misturem musica, lindas imagens da Natureza e cinema. Realmente, “To The Wonder” é mais um bom exemplo desse método que tem resultado sempre. Gostei do trabalho de todos os atores principais, embora tenha gostado mais do brilhante desempenho da linda Olga Kurylenko. Mais uma vez, fiquei fascinado com o lado poético e espiritual do filme. Apesar de ter consciência que “The New World” é o meu filme preferido de Malick, tenho que confessar que “The Tree Of Life” é o seu filme mais espiritual. “To The Wonder” é um bom filme, uma espécie de poesia representada em filme. Uma banda sonora riquíssima, imagens maravilhosas e muita tranquilidade nas interpretações do principal elenco são as 3 principais componentes deste filme que é fruto de uma brilhante realização. Ainda me falta ver os dois primeiros filmes de Terrence Malick, mas confesso que este “To The Wonder” é um bom trabalho seu. Apesar de não atingir a qualidade do já falado “The Tree Of Life – A Árvore da Vida” e de ser muito melhor do que “Barreira Invisivel”. Longe de ser um dos melhores filmes do ano visto que o modo de filmar e de montar o filme já foi visto em outros trabalhos, este “To The Wonder” é um bom registo cinematográfico e, para mim, foi um enorme prazer vê-lo.
Classificação do filme : 3. 

The Runaways


Nome do Filme : “The Runaways”
Ano : 2010
Duração : 105 minutos
Género : Biográfico/Drama/Musica
Realização : Floria Sigismondi
Elenco : Dakota Fanning (Cherie Currie), Kristen Stewart (Joan Jett), Stella Maeve (Sandy West), Scout Taylor Compton (Lita Ford), Alia Shawkat (Robin), Michael Shannon (Kim Fowley), Riley Keough (Marie Currie), Tatum O'Neal (Cherie's Mom).

História : O retrato biográfico da banda de rock feminina que abriu as portas para as futuras gerações do rock feminino. Esta é a história da banda “The Runaways”. Com o seu ar rebelde e talento natural, a banda rapidamente ganhou notoriedade, tal como as duas cantoras : Joan é puro coração rock n'roll do grupo, enquanto Cherie mistura sensualidade, drama e qualidade.

Comentário : Fiquei muito surpreendido com este filme que, não sendo um musical, é um filme que fala de musica. A fita tem duas estrelas à cabeça : as jovens Dakota Fanning e Kristen Stewart. Tanto uma como a outra estiveram bem nos seus papeis, mas claramente que gostei mais da Cherie Currie de Fanning. Ainda ontem lembro-me que Dakota Fanning era uma menina que contracenava com grandes nomes da sétima arte, e hoje é ela mesma um importante nome do cinema, tendo papéis de maior relevo. É caso para dizer, a menina virou mulher. A Cherie Currie veio praticamente de uma familia disfuncional, teve a sorte de encontrar alguém que reconheceu o seu talento e teve imenso sucesso, mas acabou da mesma forma onde começou. Por vezes, é esse o preço da fama. As coisas têm que ser bem geridas e nem todos possuem a capacidade necessária para se manterem firmes e lá no alto. A versão do filme que vi veio com problemas no audio o que fazia com que por vezes tivesse muito baixo e às vezes nem se ouvia nada. Mas isso, não me impediu de apreciar o filme, que é magnifico e penso que a realizadora fez um bom trabalho, pegando em todo o material que tinha. Confesso que nem conhecia esta banda e não sabia que ela tinha existido. Nesse aspecto, funcionou como uma surpresa para mim. Como pontos negativos, destaco a péssima prestação de Michael Shannon (excelente ator) e algumas partes, profundamente desnecessárias. É um bom filme. Classificação : 3.  

sábado, 13 de abril de 2013

Like Someone In Love


Nome do Filme : “Like Someone In Love”
Ano : 2012
Duração : 107 minutos
Género : Drama
Realização : Abbas Kiarostami
Elenco : Tadashi Okuno (Takashi), Rin Takanashi (Akiko).

História : Uma jovem com uma vida muito complicada torna-se amiga de um idoso.

Comentário : Mais um excelente filme que vi este ano. Simpatizo com o cinema de Abbas Kiarostami e até gostei de alguns filmes dele. Este seu recente filme é uma verdadeira obra prima, que grande momento de cinema. Desde as excelentes interpretações, os belissimos planos morosos, as cenas passadas nas estradas, o magnifico som do filme e acabando na excepcional forma como está filmado, este “Like Someone In Love” é mesmo uma das maiores e melhores experiências filmicas que tive. É um filme que é precisa uma enorme dose de paciência para o ver, visto ser um dos filmes mais parados que vi até hoje. Pessoalmente, amei cada minuto do filme. É cinema do mundo de grande qualidade. O filme possui uma cena morosa em que a protagonista percorre várias ruas da cidade de Tokyo dentro de um taxi, que cena magnifica e detentora de uma fabulosa beleza sensorial, visual e sonora. Claro que não é um filme para apreciadores de filmes mexidos, é um filme apenas para cinéfilos, para aqueles que aprecidam o verdadeiro cinema. O Sr. Takashi de Tadashi Okuno é adorável e Rin Takanashi parece um anjinho. Praticamente todas as personagens do filme, quer sejam principais ou secundárias, possuem uma imensa profundidade. É uma história simples, mas que aborda a complexidade das relações humanas e o faz de forma perfeita. Depois de “Pretty Mariposas”, este “Like Someone In Love” foi mais uma boa surpresa, mais um excelente filme visto este ano. “Like Someone In Love” é puro cinema. Classificação : 5.  

Mischka


Nome do Filme : “Mischka”
Ano : 2002
Duração : 115 minutos
Género : Drama/Drama Familiar
Realização : Jean François Stevenin
Elenco : Jean Paul Roussillon (Mischka), Jean François Stevenin (Gegene), Salome Stevenin (Jane), Rona Hartner (Joli Coeur), Pierre Stevenin (Leo).

História : Devido a uma série de factores, quatro pessoas que não se conhecem tornam-se amigas.

Comentário : Este filme não teve uma boa aceitação por parte da critica e do publico, mas eu gostei dele. É uma espécie de road movie familiar em que quatro pessoas que nunca se viram tornam-se boas amigas. O filme tem como pontos positivos as boas interpretações dos quatro principais e a lição de vida que dele se tira, mas tem como pontos negativos o argumento fragmentado e outras falhas. Classificação : 3.  

domingo, 7 de abril de 2013

Little Miss Sunshine


Nome do Filme : “Little Miss Sunshine”
Ano : 2006
Duração : 100 minutos
Género : Comédia Dramática/Comédia
Realização : Jonathan Dayton/Valerie Faris
Elenco : Abigail Breslin (Olive), Toni Collette (Sheryl), Alan Arkin (Edwin), Paul Dano (Dwayne), Steve Carell (Frank), Greg Kinnear (Richard).

História : Uma familia disfuncional parte numa longa viagem pela estrada, tendo como destino uma localidade rural onde irá decorrer um concurso de beleza para crianças.

Comentário : Não gosto de comédias e tenho que confessar que este “Little Miss Sunshine” é uma das poucas comédias que gosto. “Little Miss Sunshine” é um filme muito bom que conta com excelentes interpretações, um argumento forte e divertido, uma história que funde comédia com drama e situações engraçadas. Steve Carell tem neste filme um desempenho fantástico, o seu personagem tanto é divertido como altamente complexo. Paul Dano tem um papel curioso e é bem capaz de representar uma grande parte dos problemas de alguns jovens da actualidade. Mas os méritos são todos para a pequena Abigail Breslin que, na altura era uma criança, foi nomeada para um oscar para melhor atriz do ano por ter desempenhado a extrovertida e mexida Olive, numa excelente interpretação e prestação. E lamentável foi o facto da jovem não ter recebido o dito oscar, mas as entregas das estatuetas douradas quase nunca são justas. No caso deste filme, a fusão entre a componente cómica e a componente dramática resultou muito bem, união que nem sempre resulta da melhor maneira. A familia não é um bem fácil de gerir e as relações familiares são das coisas mais complicadas que existem. “Little Miss Sunshine” é um filme muito bom que mete o dedo diretamente na ferida e quase nunca nos prepara para o que vem a seguir. Classificação do filme : 4.   

sábado, 6 de abril de 2013

Snow White


Nome do Filme : “Blancanieves”
Ano : 2012
Duração : 106 minutos
Género : Drama
Realização : Pablo Berger
Elenco : Daniel Gimenez Cacho (Antonio Villalta), Maribel Verdu (Encarna), Inma Cuesta (Carmen de Triana), Angela Molina (Dona Concha), Sofia Oria (Carmencita), Pere Ponce (Genaro Bilbao), Josep Maria Pou (Don Carlos), Macarena Garcia (Carmen/Blancanieves).

História : Carmencita é uma menina cuja mãe morreu quando ela nasceu e que passou pouco tempo com o pai. A sua madrasta fez-lhe a vida num inferno. No entanto, Carmencita cresceu e está pronta a cumprir o seu destino.

Comentário : Após ter visto este curioso e invulgar filme, posso afirmar que foi a melhor versão cinematográfica deste conto que eu vi até hoje. O filme fartou-se de ganhar prémios e confesso que bem os mereceu. Estamos perante um objecto muito invulgar, um filme mudo, com uma poderosa fotografia a preto e branco, com excelentes interpretações, com uma maravilhosa atriz revelação e com uma forte e única componente cinematográfica. “Snow White” ou “Blancanieves” é um bom objeto de cinema. Também tenho que frisar a atriz Maribel Verdu, que prestação magnifica. A pequena atriz que desempenhou a infância da protagonista também está de parabéns. Isto é uma versão muito diferente do conto original. Pessoalmente, lamento imenso tê-lo perdido no cinema, visto que o filme esteve em apenas duas salas e apenas se manteve em exibição no horário normal uma única semana, visto que não tinha publico. É mesmo lamentável. O filme apenas peca por não possuir um desenvolvimento mais denso e pelo facto das personagens secundárias não terem a profundidade necessária. Volto a dizer, além de ser um filme muito bom, é a melhor versão da Branca de Neve que vi até hoje.
  Classificação do filme : 4. 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

The Hunter


Nome do Filme : “The Hunter”
Ano : 2011
Duração : 103 minutos
Género : Aventura/Drama
Realização : Daniel Nettheim
Elenco : Willem Dafoe (Martin), Frances O'Connor (Lucy), Morgana Davies (Sass), Sam Neill (Jack), Maia Thomas (Shakti), Finn Woodlock (Bike).

História : Um mercenário é enviado para caçar o último tigre da tasmânia vivo. Durante a sua missão ainda arranja tempo para se tornar amigo e ajudante de uma familia.

Comentário : Em primeiro lugar quero aqui dizer que li algures que o excelente ator Willem Dafoe teve aulas com um caçador verdadeiro sobre armadilhas, métodos de caça e como sobreviver na vida selvagem. O ator confessou que nunca esteve em ambientes selvagens como aquele em que filmou e que sofreu imenso com o frio gelado, as mudanças bruscas de tempo e com o ataque de bichos de pequeno porte. Depois quero dizer que gostei do filme, tem bons momentos de cinema. A interpretação de Willem Dafoe é muito boa, bem como o seu relacionamento com as demais personagens. Ele também criou uma boa empatia com as crianças, nomeadamente com o menino. A realização é muito boa, a fotografia é igualmente boa e a fita possui lindas paisagens. Os momentos parados são imensos e isso resultou na perfeição, nunca perdi o interesse no filme e estive sempre empolgado naquilo que iria acontecer a seguir. No entanto, o maior problema do filme resulta nos últimos 30 minutos. Ou seja, o que me começou a desiludir foi o rumo dos acontecimentos que se iniciam no momento em que Martin regressa à casa da familia e descobre algo terrivel até ao surgimento do raro animal e respectivos procedimentos do seu personagem até perto da última cena do filme. Mas não é um mau final que estraga toda a satisfação que tive ao ver 75% do filme. Ainda assim, tudo tem que ser sujeito a avaliação e, depois de ter feito a análise completa a tudo que vi e ao filme como um todo, tenho que concluir que “The Hunter” podia ter sido um excelente filme, ficando apenas por ser um bom filme. No entanto, e volto a frisar, tem bons momentos de cinema. Classificação : 3.  

Mr. Lazhar


Nome do Filme : “Monsieur Lazhar”
Ano : 2011
Duração : 90 minutos
Género : Drama
Realização : Philippe Falardeau
Elenco : Mohamed Fellag (Mr. Bachir Lazhar), Sophie Nelisse (Alice), Emilien Neron (Simon), Marie Eve Beauregard (Marie), Brigitte Poupart (Claire), Sophie Sanscartier (Audree).

História : Numa escola primária de Montreal, Bachir Lazhar, um imigrante argelino é contratado para substituir uma professora que se matou na sala de aula. Ao mesmo tempo que ajuda os seus novos alunos a lidar com a dor, a sua recente perda é também revelada.

Comentário : Vi este filme esta tarde e confesso que gostei dele. Alguns minutos depois do inicio do filme, vemos dois alunos, em espaços de tempo diferentes, a chegarem à porta da sala de aula e a depararem-se com a professora morta. É uma cena forte, ainda que não esteja mostrada na totalidade. Logicamente que entre este “Monsieur Lazhar” e um outro filme parecido chamado “The Class”, claro que prefiro este último. Ainda assim, este “Monsieur Lazhar” é um bom filme. Mohamed Fellag na pele do Professor Lazhar até tem um certo carisma e gostei da empatia que ele vai criando com as crianças. Alguns sites referem este filme como tendo uma componente cómica, claramente que não sou dessa opinião, “Monsieur Lazhar” é um filme detentor de uma forte carga dramática, o tema do suicidio por si próprio já é um assunto muito delicado e bastante problemático. Igualmente problemático é a dor que aqueles pequenos alunos sentem pelo facto da professora se ter suicidado em plena sala de aula. Gostei da interpretação da pequena Sophie Nelisse, a sua Alice é uma menina especial e adorável e a relação que ela cria com o seu novo professor é muito curiosa. A cena que encerra o filme diz muito, aliás, diz tudo. Classificação : 4.  

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Father Of My Children


Nome do Filme : “Le Pere De Mes Enfants”
Ano : 2009
Duração : 108 minutos
Género : Drama
Realização : Mia Hansen Love
Elenco : Louis Do De Lencquesaing (Gregoire Canvel), Chiara Caselli (Sylvia Canvel), Alice De Lencquesaing (Clemence Canvel), Alice Gautier (Valentine Canvel), Manelle Driss (Billie Canvel).

História : Gregoire é um homem que tem tudo para ser feliz, é produtor de cinema, é casado, ganha bem e tem 3 filhas adoráveis. No entanto, e como a crise financeira chega a todos, começa a ter problemas financeiros na firma e mesmo na vida pessoal.

Comentário : Não gostei muito do mais recente filme desta realizadora, mas vi este que eu penso ser o anterior ao seu último trabalho e confesso que gostei. É um drama familiar que aborda também a crise financeira e as suas consequências na vida de uma familia da classe media. O filme dá-nos por vezes a impressão que está prestes a acontecer alguma coisa de grave, mas depois nada nos mostra senão a banalidade dos actos quotidianos. É uma familia simpática, as meninas são muito engraçadas e a mãe delas é muito bonitinha. Em relação ao pai de familia, é o tipico homem de familia que sempre que pode dá a atenção devida às filhas e a atenção à esposa, mas sofre do mesmo problema que os novos pais (a maioria) sofrem, dá imensa atenção ao trabalho e passa o tempo quase todo ao tlm com os colegas de trabalho. Quando falta cerca de uma hora para o filme terminar, acontece uma grande desgraça a um dos membros da familia e a partir daí é uma espécie de descida aos infernos com verdades ocultas que começam a vir ao de cima. A nivel de interpretações está muito bom, apesar das ditas prestações não ultrapassarem o nivel de razoável. Confesso que não vi este filme no cinema, vi-o em casa, somente na noite passada. Confesso igualmente que lamento não o ter visto numa sala de cinema, penso que na altura este filme esteve a passar no Cinema King, quero aqui dizer que é o meu segundo cinema preferido em Lisboa. Se quiserem saber, as minhas salas de cinema preferidas são as salas UCI do El Corte Inglês em Lisboa. “Father Of My Children” ou no português, “Pai das Minhas Filhas” é um bom filme que nos apresenta no inicio algo bom e feliz e termina com algo muito mau e triste. Classificação : 3.