sexta-feira, 29 de março de 2013

Aaltra


Nome do Filme : “Aaltra”
Ano : 2004
Duração : 90 minutos
Género : Drama/Comédia Dramática
Realização : Gustave De Kervern/Benoit Delepine
Elenco : Benoit Delepine (L'employe), Gustave De Kervern (L'ouvrier agricole), Michel de Gavre (Le paysan), Gerard Condejean (Le chinois), Isabelle Delepine (L'epouse).

História : Depois de sofrerem um acidente provocado por uma máquina agrícola que os deixa paralíticos, dois vizinhos de meia idade decidem fazer uma viagem até à Finlândia, país onde se situa a empresa que fabricou a máquina que os vitimou. Aaltra é o nome da empresa que fabricou a máquina e o local onde ela se situa é o destino final dos dois vizinhos.

Comentário : Aqui está um filme que nunca passará nos canais nacionais de TV, o máximo que poderá acontecer é ser transmitido na RTP 2. É cinema europeu e é cinema independente, daqueles filmes que a maioria não vê e nem sabe da sua existência. E o pior é que há muitos filmes assim, filmes muito bons, mas que escapa aos gostos da maioria. Eu gostei muito deste filme, uma espécie de road movie, uma fita deliciosa que segue a jornada de dois vizinhos. Uma viagem atribulada com algumas situações boas, outras menos boas e outras ainda bizarras. Uma espantosa fotografia granulada a preto e branco e duas poderosas interpretações de dois atores que são também os próprios realizadores do filme. É um filme que pretendo ver novamente. Tem algumas partes cómicas, embora eu seja da opinião que é mais drama do que comédia dramática. A situação que eles os dois encontram quando chegam ao local pretendido (o local verdadeiro e a firma verdadeira), é uma situação caricata, mas espectacular. Foi pena ter perdido esta pérola cinematográfica numa sala de cinema. O filme também tem situações que nunca explica, mas também não foi preciso, as coisas que vão acontecendo daí para a frente dispensam bem esse tipo de explicações. Vi um filme desta dupla de realizadores que detestei, falo de “Mammuth”. Gostei muito deste “Aaltra” e pretendo ver um outro filme deles que se chama “Louise Michel”, espero com ansiedade. Quando a “Aaltra”, é mais um filme que prova que o cinema europeu e que o cinema independente é bem melhor do que aqueles grandes filmes americanos que tanto agradam à maioria. Classificação : 4.  

Bellas Mariposas


Nome do Filme : “Bellas Mariposas”
Ano : 2012
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Salvatore Mereu
Elenco : Sara Podda (Cate), Maya Mulas (Luna), Anna Karina Dyatlyk (Samantha), Silvia Coni (Mandarina), Giulia Coni (Luisella), Davide Todde (Gigi), Simone Paris (Tonio), Enrico Sanna (Fisino), Luca Sanna (Ricciotti), Gianluca Lai (Massimo).

História : Cate e Luna são duas lindas meninas acabadas de entrar na adolescência, cheias de sonhos e cheias de vida. As duas vivem em ambientes complicados e as suas familias não são aquilo que sonharam. No entanto, as duas jovens partilham uma forte amizade e possuem uma poderosa empatia entre elas. Apesar dos problemas existentes, as duas tentam encarar o quotidiano com grande otimismo e com muita energia.

Comentário : Há imenso tempo que não ia a uma sala de cinema ver um filme que não estivesse dentro do circuito comercial de cinema. Na passada quarta-feira fui ao Cinema São Jorge ver alguma coisa que fizesse parte da iniciativa “A 6ª Festa do Cinema Italiano”. A seguir ao trabalho, meti-me no metro e fui até ao Cinema São Jorge, onde vi o filme “Pretty Mariposas” ou “Bellas Mariposas”, no original. Adorei o filme e confesso que foi um dos melhores filmes que vi este ano. Adoro filmes que foquem a infância ou a adolescência de alguém ou filmes que abordem vidas dramáticas e complicadas de pessoas e este “Pretty Mariposas” foi espectacular. O filme é uma espécie de falso documentario onde mostra as crónicas de uma miuda que acabou de entrar na adolescência e que, em conjunto com a sua melhor amiga, vive momentos de pura diversão e algo mais. Existem momentos no filme que eu não sei como foram filmados, devido à espontaneidade de certas situações.

Cate é uma miuda que nos mostra a sua casa a cair aos bocados e a sua familia decadente, bem como todo o seu meio envolvente. O realizador mostra tudo aquilo sem esconder nada e sem pudores, exibindo por vezes as jovens em trajes menores. Eu adorei o filme porque tudo parece muito realista, porque as interpretações são o mais real que se pode pedir, porque é um filme cheio de vida e porque o argumento podia ser verdadeiro, o que não faltam por aí são crianças que vivem em ambientes degradantes. O filme parece mesmo um documentário que nos mostra o quotidiano daquela familia. Quase todas as cenas do filme são cativantes e quase todas protagonizadas ou por Cate ou pela sua amiga do peito, Luna. Por exemplo, a cena em que as duas amigas estão a nadar na praia está perfeita, principalmente as imagens filmadas debaixo de água. Sara Podda e Maya Mulas são as estrelas de serviço e as suas personagens são duas miudas cheias de vida e livres de preocupações. De facto, as duas miudas não estão nada preocupadas com o facto de viverem em ambientes maus e não estão nem aí quando são seguidas por um homem adulto desconhecido que lhes oferece 30 euros para que elas lhe façam um broche em plena via publica. Perto do final do filme, as duas amigas decidem dormir juntas e até dão um beijo na boca. O filme é contagiante e até na passagem dos créditos finais prima pela originalidade. É um filme muito independente, nota-se claramente a falta de recursos e que foi vitima de um orçamento muito reduzido. Saí completamente realizado da sala de cinema, é mesmo este o meu tipo de cinema, o drama familiar, o drama humano. Além disso, vi o filme na recém inaugurada Sala Manoel de Oliveira, a antiga sala 3 do Cinema São Jorge. E no final da sessão, fui convidado a votar neste excelente filme. O filme encheu-me as medidas por completo e será mais um a figurar na lista dos melhores filmes que vi em 2013.
Classificação do filme : 5. 

quinta-feira, 28 de março de 2013

Reality


Nome do Filme : “Reality”
Ano : 2012
Duração : 114 minutos
Género : Comédia Dramática/Drama
Realização : Matteo Garrone
Elenco : Aniello Arena (Luciano), Loredana Simioli (Maria), Nando Paone (Michele), Nello Iorio (Massimone), Nunzia Schiano (Nunzia), Rosaria D'Urso (Rosaria), Giuseppina Cervizzi (Giusy), Vincenzo Riccio (Vincenzo), Martina Graziuso (Martina), Alessandra Scognamillo (Alessandra).

História : Luciano é um napolitano que é convencido pela familia a concorrer ao Big Brother.

Comentário : Este filme não é tão bom quanto “Gomorrah”, é um filme razoável. É cinema europeu, não tem muitos traços daquelas comédias que costumam vir deste lado do mundo. Uma das coisas que mais me agradou no filme foi o facto de tudo parecer muito realista. Esta é a história de um homem que perde a cabeça devido à fama que sonha vir a ter. Está filmado de forma magnifica, mas ficará sempre a sensação de que faltou muita coisa. A nivel de interpretações está muito bom. Confesso que em algumas partes do filme, queria passar à frente e isso não é muito bom.
Classificação do filme : 2. 

terça-feira, 26 de março de 2013

Farewell My Queen


Nome do Filme : “Les Adieux À La Reine”
Ano : 2012
Duração : 98 minutos
Género : Drama/Histórico
Realização : Benoit Jacquot
Elenco : Lea Seydoux (Sidonie Laborde), Diane Kruger (Marie Antoinette), Virginie Ledoyen (Gabrielle Polignac), Noemie Lvovsky (Madame Campan), Xavier Beauvois (Louis XVI).

História : Versalhes, Julho de 1789. A confusão está a crescer na corte do Rei Luis XVI. O povo está a manifestar-se e a revolução está iminente. No palácio real, quase todos estão a pensar em fugir, incluindo a Raínha Marie Antoinette. Entre as damas de companhia encontra-se Sidonie Laborde, que é quem lê para a monarca e se tornou muito íntima dela.

Comentário : Vi este filme na noite passada e gostei. É um filme de época, tem interpretações muito boas, um excelente guarda roupa, uma fotografia que me deixou maravilhado com algumas cenas iluminadas apenas com a luz das velas e é uma obra histórica baseada numa época da história daquele país. Diane Kruger e Lea Seydoux são as que merecem maior destaque, além de serem duas lindas mulheres, estiveram muito bem trajadas e tiveram as melhores interpretações do filme. O filme foca também em parte a sexualidade da raínha Marie Antoinette, embora eu não tenha ficado muito certo sobre esse aspecto, para mim, ela dava para os dois lados. Ainda somos premiados com uma cena de nu integral da linda e angelical Lea Seydoux. No geral, é um bom filme de época e lamento tê-lo perdido no cinema. Classificação : 3.  

domingo, 24 de março de 2013

Cesare Must Die


Nome do Filme : “Cesare Deve Morire”
Ano : 2012
Duração : 75 minutos
Género : Drama
Realização : Paolo Taviani/Vittorio Taviani
Elenco : Giovanni Arcuri (Cesare), Cosimo Rega (Cassio), Salvatore Striano (Bruto), Antonio Frasca (Marcantonio), Juan Dario Bonetti (Decio), Vincenzo Gallo (Lucio), Rosario Majorana (Metello), Francesco De Masi (Trebonio), Gennaro Solito (Cinna), Vittorio Parrella (Casca), Maurillio Giaffreda (Ottavio), Fabio Rizzuto (Stratone).

História : Uma prisão de alta segurança italiana foi palco de uma peça de teatro cujos atores são os mais perigosos criminosos desse estabelecimento prisional.

Comentário : Se me pedissem para classificar este filme numa única palavra, seria : Brutal. Lamentável foi não ter visto o filme no ano passado, a fim de figurar na lista dos melhores de 2012. Este pequeno filme é uma espécie de fusão entre cinema de qualidade e teatro. Fusão essa que resultou na perfeição e a todos os niveis. O filme mostra a representação da peça “Julio César” de William Shakespeare, mas isso não seria nenhuma novidade, não fosse o facto dessa representação ser feita por criminosos perigosos. Aliás, a ideia de alguém ir a uma prisão de alta segurança seja de que país for e propor aos diretores prisionais deixar pegar em dezenas de detidos perigosos e usá-los para participarem numa peça teatral é fabulosa e espectacular. Confesso que nem eu, nos meus mais passados sonhos me lembraria de tal coisa. Esta peça de teatro veio a alterar por completo os quotidianos daqueles criminosos para melhor e conseguiu também fazer com que eles tivessem uma ocupação, que se dedicassem a algo. A ponto de, quando não estão a ensaiar, ou seja, nos actos mais banais do dia-dia, eles agem como se estivessem a representar. Muito acertada a decisão de filmar quase todo o filme a preto e branco, sendo a cores apenas o inicio e o final do filme. Um pouco depois do inicio do filme, podemos ver quais os crimes que os principais detidos intervenientes na peça fizeram, bem como os anos a que foram condenados, alguns a prisão perpétua. Basicamente, é um filme de homens, raramente se vê uma mulher. Volto a dizer, a ideia de colocar detidos perigosos a representar é excelente e esta pequena pérola do cinema europeu mostrou isso mesmo, e de forma perfeita. Fundir cinema e teatro é possivel e ainda bem. Excelente momento de cinema. Classificação : 5.   

The Tunnel


Nome do Filme : “The Tunnel”
Ano : 2011
Duração : 91 minutos
Género : Terror
Realização : Carlo Ledesma
Elenco : Bel Delia (Natasha Warner), Andy Rodoreda (Peter Ferguson), Steve Davis (Steve Miller), Luke Arnold (Jim Williams), James Caitlin (Trevor Jones).

História : Uma equipa de jornalistas entra clandestinamente num sistema de tuneis existentes por baixo da cidade com a finalidade de documentarem o que se passa em relação ao desaparecimento de algumas pessoas. No entanto, as coisas complicam-se e rapidamente fogem ao controlo da equipa.

Comentário : Vi este filme esta tarde e confesso que gostei. É um bom filme, mas o estilo “found fotage” já foi totalmente explorado em filmes como “Paranormal Activity” e “The Blair Witch Project”. Ainda assim, pregou-me valentes sustos, nomeadamente nas partes em que a “criatura” aparece. Realmente, o medo do desconhecido será sempre o pior dos medos. O filme é uma mistura de fita documental com ficção, mistura essa que resultou na perfeição. As interpretações são boas, principalmente a da protagonista Bel Delia. Eu jamais me metia naqueles tuneis, fosse para que motivo fosse, mas há malucos para tudo. O filme está muito bem filmado e o clima de claustrofobia esteve sempre presente, causando arrepios. O filme possui cenas verdadeiramente aterradoras, tudo parece muito realista. Como factores negativos, por exemplo, o facto de não terem explicado quase nada. Classificação : 3.  

sábado, 23 de março de 2013

Once Upon A Time In The West


Nome do Filme : “C'era Una Volta Il West”
Ano : 1968
Duração : 170 minutos
Género : Western
Realização : Sergio Leone
Elenco : Henry Fonda (Frank), Claudia Cardinale (Jill McBain), Frank Wolff (Brett McBain), Jason Robards (Cheyenne), Charles Bronson (Harmonica), Gabriele Ferzetti (Morton), Paolo Stoppa (Sam).

História : Um misterioso homem, empenhado num plano de vingança, mostra-se também firme em proteger uma jovem e bonita viuva de um bando de cowboys criminosos.

Comentário : Parece impossivel mas é verdade, apenas na noite passada vi este clássico do cinema. Adorei o filme e nem dei pelas 3 horas passarem. Sergio Leone é realmente um bom realizador, apenas tinha visto dois filmes dele como realizador e agora vi este. Até gosto de westerns e nem sei como é que nunca vi este. Confesso que nunca tinha visto a bonita Claudia Cardinale representar e foi neste filme que a vi pela primeira vez, a mulher era mesmo linda. Este deve ter sido o único filme de Charles Bronson de que gostei, nunca simpatizei muito com esse ator. A banda sonora deste western é fenomenal e os temas musicais assentam como uma luva aos atores principais. O filme prima igualmente por ter poucos dialogos e por ter sequências morosas, penso que também contribuiram para o sucesso do filme. Confesso que até gostava de ter vivido naquela época e este filme fez-me transportar para aquele tempo, uma altura em que as pessoas eram mais livres e não eram tão controladas como hoje são. De facto, hoje em dia já nem se fazem westerns com a qualidade que este filme possui e isso é lamentável. Não vi no filme grandes cenas de tiroteios e nem corridas de indios e carroças, mas foi um filme que me encheu as medidas, porque foi um dos poucos westerns em que eu pude sentir a sensação de liberdade e isso, na actualidade, é muito raro. Outro coisa, aqueles minutos iniciais são deliciosos. Classificação : 5.   

quinta-feira, 21 de março de 2013

Night Train To Lisbon


Nome do Filme : “Night Train To Lisbon”
Ano : 2013
Duração : 110 minutos
Género : Thriller/Drama/Romance
Realização : Bille August
Elenco : Jeremy Irons (Raimund Gregorius), Lena Olin (Estefania), Bruno Ganz (Jorge O'Kelly), Melanie Laurent (young Estefania), Jack Huston (Amadeu), Martina Gedeck (Mariana), Tom Courtenay (João Eça), Nicolau Breyner (Da Silva), Charlotte Rampling (Adriana Prado), Helena Afonso (Maria Prado), Beatriz Batarda (young Adriana), Sarah Buhlmann (Catarina Mendez), Marco D'Almeida (young João), Adriano Luz (Mendez), Dominique Devenport (Natalie), Christopher Lee (Father Bartolomeu), Jane Thorne (Clotilde), Ana Lúcia Palminha (young Clotilde), August Diehl (young Jorge O'Kelly).

História : Na posse de um livro de um autor português chamado Amadeu de Prado, um professor chamado Raimund Gregorius decide apanhar um comboio para a cidade de Lisboa, com a intenção de descobrir mais coisas sobre esse autor.

Comentário : Hoje fui ao cinema ver este filme e confesso que gostei do filme. No entanto, existem coisas que eu não entendo. Por exemplo, porque motivo que a partir do momento em que Raimund chega a Lisboa, quase todos falam em inglês. Até nas cenas em que é retratada a Lisboa da época antiga, todos falam em inglês. Só por aí, o filme não está totalmente realista. Gostei de ver estrelas nacionais a contracenarem com estrelas estrangeiras, principalmente, gostei de ver o nosso Nicolau Breyner a contracenar com o Jeremy Irons. É sempre um prazer vermos um realizador estrangeiro a filmar em Portugal e a fazer filmes em que surgem imagens de locais em Lisboa. As interpretações são boas, mas a que mais gostei foi a de Jeremy Irons. Melanie Laurent é mesmo muito bonita, parece um anjo. O Sr. Christopher Lee é um dos melhores e maiores atores que há e esteve muito bem. Já tinha gostado de “A Casa dos Espíritos” e fui com espetativa ver este novo filme de Bille August. Após sair da sala de cinema, o balanço é positivo, ainda que não seja um grande filme. Logo no inicio temos um erro, não cabe na cabeça de ninguém alguém encontrar um livro e um bilhete de comboio para uma cidade e ir logo para esse destino, largar tudo naquele momento, não é muito real. Adorei ver Jeremy Irons a passear pelas ruas de Lisboa e por locais que eu conheço tão bem. Mas também confesso que a ideia de partir para um destino qualquer com algumas pistas sobre alguém com a finalidade de saber tudo sobre esse alguém, é maravilhosa. A história que Raimund acaba por desvendar é espectacular, além de muito humana, fazendo parte do nosso passado. Penso até que o próprio Jeremy Irons enquanto pessoa, deve ter descoberto e aprendido muita coisa sobre aquela época da história de Portugal. Bom filme. Classificação : 3.  

sábado, 16 de março de 2013

Robot And Frank


Nome do Filme : “Robot & Frank”
Ano : 2012
Duração : 88 minutos
Género : Drama/Crime
Realização : Jake Schreier
Elenco : Frank Langella (Frank), Liv Tyler (Madison), Susan Sarandon (Jennifer), James Marsden (Hunter), Jeremy Strong (Jake), Peter Sarsgaard (robot's voice), Dario Barosso (Freckles), Bonnie Bentley (Ava), Jeremy Sisto (Rowlings).

História : Um idoso recebe um presente muito peculiar do seu filho.

Comentário : Hoje fui ao cinema e vi este filme independente. Gostei do filme, embora tenha posto as espectativas em relação a ele bem elevadas. Não fiquei tão admirado quanto esperava, mas ainda assim, é um bom filme. Ao contrário do que tenho ouvido para aí dizer, o filme não é uma comédia, na realidade, não vi nada de comédia ao longo do filme. Trata-se de um drama curioso e original que conta a amizade de um ladrão senil com um robot de apoio doméstico. De facto, personagem principal, um idoso, dá-se melhor com o robot do que com os seus dois filhos adultos. Muito curioso aquele twist perto do final que está relacionado com a ex-mulher de Frank. A nivel de interpretações, os méritos vão todos para esse grande senhor que é Frank Langella. Certas coisas que robot faz não são muito credíveis, mas visto que se passa numa época futura, tudo se torna mais aceitável. Pessoalmente, achei esta história muito dramática. Uma obra que soma pontos a nivel da originalidade, quanto mais não seja pelo facto de conseguir tornar possivel a amizade entre um idoso esclerozado e um robot doméstico. Classificação : 3.  

Star Trek


Nome do Filme : “Star Trek”
Ano : 2009
Duração : 125 minutos
Género : Ficção/Ação/Aventura
Realização : J. J. Abrams
Elenco : Chris Pine (Kirk), Zachary Quinto (Spock), Zoe Saldana (Nyota Uhura), Eric Bana (Nero), Bruce Greenwood (Pike), Karl Urban (Bones), Simon Pegg (Scotty), John Cho (Sulu), Anton Yelchin (Chekov), Winona Ryder (Amanda), Chris Hemsworth (George Kirk), Jennifer Morrison (Winona Kirk), Rachel Nichols (Gaila), Leonard Nimoy (old Spock).

História : As primeiras aventuras de James Kirk aos comandos da nave USS Enterprise e o vincar da sua amizade com Spock.

Comentário : A poucas semanas de estrear nos nossos cinemas o segundo filme da nova série de filmes da saga “Star Trek”, resolvi rever o primeiro titulo dessa nova vaga. Este recente “Star Trek” é para mim um dos melhores blockbusters dos últimos anos. O filme conta as infancias de Kirk e de Spock e depois avança para as suas juventudes, quando entraram para a tripulação da nave espacial mais famosa do cinema. Confesso que nunca vi a série de TV e nunca vi nenhum dos filmes antigos. Nem estou interessado nisso. Mas fiquei apaixonado por este filme. Depois, ainda somos brindados com a presença do excelente ator Leonard Nimoy que retoma o papel que o tornou famoso, o vulcano Spock. Todos os jovens atores tiveram boas interpretações, mas o meu preferido foi Zachary Quinto. O filme possui excelentes efeitos especiais e uma fotografia espantosa. As histórias dos vários personagens interligam-se na mesma história e nos oferecem um cocktail de emoções. O filme torna-se por vezes um bocado confuso, devido àquela parte das viagens no tempo e dos buracos negros, mas foi uma ideia de génio do realizador imprimir essas temáticas no seu filme. Lembro-me que fui ao cinema ver este filme e a sensação de fascinio com que fiquei ao vê-lo foi semelhante à que tive com o também excelente “Serenity”. Classificação : 5.  

Tony Manero


Nome do Filme : “Tony Manero”
Ano : 2008
Duração : 94 minutos
Género : Drama/Musical
Realização : Pablo Larrain
Elenco : Alfredo Castro (Raul Peralta), Amparo Noguera (Cony), Paola Lattus (Pauli), Hector Morales (Goyo), Elsa Poblete (Wilma).

História : Numa época em que se vive o regime opressivo de Augusto Pinochet, um homem entra num concurso para tentar ser Tony Manero, o seu maior ídolo.

Comentário : Vi este filme à cerca de duas noites e confesso que gostei dele. O filme mostra a tara de um homem por um personagem de um filme protagonizado por John Travolta, o dançarino Tony Manero. O louco é Raul Peralta e fará tudo para ser esse ídolo. O filme peca por ter falhas de argumento, o personagem principal faz asneiras e nunca é penalizado por isso. No entanto, a interpretação de Alfredo Castro é soberba. Não é cinema americano, é cinema chileno e confesso que fiquei admirado com o filme, li algures que é um filme de baixo orçamento. Ridiculo o procedimento do personagem principal quando descobre que o seu filme preferido já não está em exibição. Posso mesmo afirmar que Raul Peralta é um perfeito idiota. A história é credivel, a recriação de época está impecável e as interpretações são boas. Bom filme. Classificação : 3.  

terça-feira, 12 de março de 2013

The Hunt


Nome do Filme : “Jagten”
Ano : 2012
Duração : 115 minutos
Género : Drama
Realização : Thomas Vinterberg
Elenco : Mads Mikkelsen (Lucas), Thomas Bo Larsen (Theo), Annika Wedderkopp (Klara), Lasse Fogelstrom (Marcus), Susse Wold (Grethe), Anne Louise Hassing (Agnes), Lars Ranthe (Bruun), Alexandra Rapaport (Nadja), Katrine Brygmann (Kirsten).

História : Lucas é um homem humilde e trabalhador que está a passar por um divórcio muito complicado que o impede de ver o filho adolescente. Para complicar ainda mais a sua vida, Lucas é alvo de uma inocente mentira que lhe irá destruir a vida.

Comentário : Não conheço mais nenhum filme de Thomas Vinterberg, apesar de ter ouvido falar bem de “Festen” e de “Dear Wendy”. Hoje fui ao cinema ver este filme e confesso que adorei o filme, pelo facto de ser uma obra adulta, crua e muito realista. O filme fala daquele que eu considero como sendo o pior dos crimes, o abuso sexual de menores. Lucas é um homem que ficou a viver sozinho, após o divórcio da mulher e que apenas vê o filho adolescente em fins-de-semana alternados. No entanto, conserva o seu emprego como ajudante num infantário e vai tendo encontros com amigos, arranjando ainda tempo para Nadja, uma aspirante a futura namorada. Mas como ser educador de infância é para os homens uma profissão de risco, certo dia, acontece-lhe o pior. É que, devido a uma série de factores, uma menina decide dizer no infantário que Lucas fez-lhe coisas que não devia e essa mentira inocente espalha-se como rastilho de pólvora, colocando a cidade inteira contra o desgraçado e acabando por lhe destuir a vida. Confesso que é cinema de grande qualidade, começando pelas interpretações topo de gama, passando pelo poderoso argumento e acabando na excelente fotografia.

Realmente, estamos perante um excelente filme que acaba por nos dar um valente murro no estômago, devido ao que vai acontecendo a Lucas ao longo das quase duas horas de projeção. De facto, o que está em causa é não só um crime vergonhoso como também a dignidade de um homem que é posta em causa. Mads Mikkelsen está de parabéns, a sua interpretação é brutal, o premio que auferiu é mais que justo. A pequena Annika Wedderkopp também me impressionou, que poderosa interpretação para uma menina tão pequena que nunca entrou num filme. Destaque também para o clima de tensão ao longo do filme, esteve sempre presente. O filme tem duas cenas dispensáveis, quando Lucas regressa à loja para dar uma cabeçada ao homem do talho e aquela cena de Marcus a insultar Klara e a cuspir-lhe para a cara. Este é o único crime que, mesmo que se venha a provar inocência, a duvida irá permanecer para sempre, sendo uma situação que causa trauma para as vitimas, sejam elas menores ou adultas. E quero deixar aqui uma verdade : ao contrário do que se pensa, também existem mulheres que abusam de menores, não é um crime exclusivo dos homens. Mas continuo a dizer, na minha opinião, este é o pior crime que se pode cometer. A última cena que decorre quando Lucas está a passear no mato e observa um veado, o que acontece a seguir resulta na segunda melhor cena do filme. “The Hunt” é mais um dos melhores filmes que vi neste ano.
Classificação do filme : 5.