terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Kicks


Nome do Filme : “Kicks”
Ano : 2009
Duração : 82 minutos
Género : Drama/Thriller
Realização : Lindy Heymann
Elenco : Kerrie Hayes (Nicole), Nichola Burley (Jasmine), Jamie Doyle (Lee).

História : Nicole e Jasmine são duas adolescentes que tornam-se amigas e começam a passar muito tempo juntas, arranjando até um local especial só delas. O problema começa quando as duas amigas ganham uma obsessão por um jogador de futebol.

Comentário : Este filme é uma delicia. É uma obra muito original e apenas peca pelo final não ter sido o que eu esperava. A nivel de interpretações, as duas jovens protagonistas são as duas maiores referências, possuiram brilhantes interpretações. Esta é a história de duas bonitas adolescentes que tornam-se amigas e que nutrem uma estranha obsessão por um jogador de futebol, embora a mais nova esteja realmente apaixonada pelo rapaz. A realização está aceitável e lá para o meio do filme vemos a nossa libido subir em flecha conforme as atitudes que as jovens vão tendo. De facto, é a partir do momento em que as nossas meninas raptam o objecto da sua obsessão, o amarram e começam a fazer dele tudinho o que querem, que as coisas começam a ficar bastante interessantes e cativantes. Elas têm todo o poder para fazerem dele tudo o que quiserem e as raparigas só não dão cabo dele porque a mais novinha vê o seu amor falar mais alto e impede a amiga de acabar o trabalho. O filme acaba por funcionar como mais uma prova da superioridade da mulher face ao homem. O filme não é americano, é uma obra inglesa, mais uma razão para eu gostar dele, trata-se de cinema europeu. Ao longo de todo o filme, confesso que fiquei do lado das duas raparigas, mas a realizadora quis ser amiga do rapaz e salvou-lhe a vida. Talvez isso tenha acontecido para o filme funcionar como um hino ao amor. “Kicks” é um dos filmes mais originais que vi até hoje, um objecto onde mora o factor novidade e isso é brutal. Muito bom. Classificação : 4.  

sábado, 26 de janeiro de 2013

Notes On A Scandal


Nome do Filme : “Notes On A Scandal”
Ano : 2006
Duração : 90 minutos
Género : Drama
Realização : Richard Eyre
Elenco : Judi Dench (Barbara Covett), Cate Blanchett (Sheba Hart), Bill Nighy (Richard Hart), Andrew Simpson (Steven Connolly), Juno Temple (Polly).

História : Uma professora e um aluno vivem uma relação amorosa.

Comentário : Vi este filme no cinema quando estreou e voltei a vê-lo hoje. Gostei do filme, é um filme muito bom que possui duas grandes interpretações a cargo de Judi Dench e de Cate Blanchett. É uma história polémica, mas adulta. Relata uma história de amor entre uma mulher adulta e um menino de quinze anos. O argumento está muito bem escrito e é um filme que fala sobre a vida, bem como das dificuldades que esta nos pode dar. Não gostei muito de algumas ações das personagens e também achei mal a curta duração do filme, com este argumento podiam facilmente ter chegado pelo menos às duas horas de filme, foi lamentável. Apesar disso, é um bom filme. Classificação : 4.  

Barbara


Nome do Filme : “Barbara”
Ano : 2012
Duração : 103 minutos
Género : Drama
Realização : Christian Petzold
Elenco : Nina Hoss (Barbara), Ronald Zehrfeld (Andre), Jasna Fritzi Bauer (Stella).

História : Uma doutora chamada Barbara pediu uma autorização para sair do país. No entanto, acaba por ser vitima de um processo disciplinar que faz com que seja transferida para um pequeno hospital no interior do país. Apesar de não criar nenhuma empatia com os novos colegas e com o espaço envolvente, Barbara espera que o seu amante a venha buscar. A jovem mulher ganha as amizades do seu chefe e de uma paciente chamada Stella, uma bonita jovem que só pensa em fugir.

Comentário : É um filme sobre o quotidiano de certas pessoas comuns durante a divisão da Alemanha nos anos 80 entre capitalistas e comunistas. É também um filme sem altos e baixos, possuindo uma narrativa plana e muito simples. A interpretação de Nina Hoss é boa e a sua personagem é a de uma médica que não gosta de criar laços com estranhos. O filme tem igualmente a particularidade de não ter vilões, são apenas pessoas que se limitam a cumprir os seus deveres perante um país dividido. Destaque também para as cenas de campo que surgem no filme, muito bonitas. É cinema alemão e confesso que costumo ver pouco cinema deste país. Este realizador é conhecido por arranjar histórias onde os protagonistas são sempre mulheres, gosto deste conceito. Já tinha gostado de “Yella” e gostei deste “Barbara”. Dentro de uma semana, o filme terá estreia em Portugal. Um filme simples que mostra a vida das pessoas. No decorrer do filme, o realizador vai dando as respostas que acha necessárias. Classificação : 3.  

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Lincoln


Nome do Filme : “Lincoln”
Ano : 2012
Duração : 150 minutos
Género : Biográfico/Histórico
Realização : Steven Spielberg
Elenco : Daniel Day Lewis (Abraham Lincoln), Sally Field (Mary Todd Lincoln), David Strathairn (William Seward), Joseph Gordon Levitt (Robert Lincoln), James Spader (W. N. Bilbo), Hal Holbrook (Preston Blair), Tommy Lee Jones (Thaddeus Stevens), John Hawkes (Robert Latham), Jackie Earle Haley (Alexander Stephens), Tim Blake Nelson (Richard Schell), Lee Pace (Fernando Wood), Jared Harris (Ulysses S. Grant), Joseph Cross (John Hay).

História : Enquanto decorre a sangrenta Guerra Civil, o então presidente americano Abraham Lincoln dedica-se a lutar pelos direitos dos negros a fim de tentar a abolição da escravatura, ao mesmo tempo que tenta igualmente pôr fim à guerra.

Comentário : Mais um bom filme de Steven Spielberg, embora eu, depois de ter visto o filme, tenha chegado à conclusão que apanhei uma grande seca ao vê-lo. Apesar de ser um grande pastel e de ser precisa uma grande dose de paciência para ver este filme, é uma fita que se apoia em 3 fortes alicerces : primeiro temos 3 poderosas interpretações de Daniel Day Lewis, de Tommy Lee Jones e de Sally Field; segundo temos uma fantástica recriação de época e por último temos um excelente filme biográfico. Estes são os 3 principais pontos de referência deste filme. Penso também que é um filme que interesse mais aos americanos, visto ser uma parte da sua história. A mim, é um filme que não me diz rigorosamente nada, ainda que seja uma obra histórica credivel. Possivelmente será o grande vencedor da próxima cerimónia dos oscars, quanto mais não seja pelo facto de ser um filme 100% americano. Não o vou ver uma segunda vez. Classificação : 3.  

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

The Impossible


Nome do Filme : “Lo Imposible”
Ano : 2012
Duração : 115 minutos
Género : Drama
Realização : Juan Antonio Bayona
Elenco : Ewan McGregor (Henry), Naomi Watts (Maria), Tom Holland (Lucas), Samuel Joslin (Thomas), Oaklee Pendergast (Simon), Geraldine Chaplin (old woman).

História : Uma familia vai passar as férias de Natal à Tailândia. Quando estão na piscina do hotel, são vitimas de uma catastrofe natural.

Comentário : O realizador espanhol Juan Antonio Bayona pegou em estrelas do cinema americano e realizou este filme baseado na história real de uma familia verdadeira que passou por uma catastrofe natural, um tsunami que invadiu a localidade do hotel onde estavam hospedados. Partindo do principio que aquilo que vemos no filme aconteceu mesmo daquela forma visto que devem ter sido os próprios afectados pela situação a contar os factos, é um bom filme e tudo o que vemos na fita está o mais real possivel. Fiquei parvo e estupefacto com toda a sequência da investida do tsunami, está brutal, do mais realista que já vi até hoje em filme. Todas as partes em que acompanhamos Maria e o filho foram as minhas preferidas, a dedicação daquele filho tão pequeno à mãe foi bastante convincente. A caracterização de Naomi Watts está perfeita, melhor seria impossivel, fiquei também maravilhado com isso. Já para não falar da interpretação dela, muito boa. Mas o filme não é apenas desgraças. Destaco duas cenas que me emocionaram, uma das cenas iniciais quando a familia lança ao ar aqueles balões luminosos sob a luz da lua cheia; e as cenas dos reencontros dos membros da familia, muito ternurentos e emocionantes. Como pontos negativos, quero frisar aquelas partes ridiculas em camara lenta que aparecem quando a personagem de Naomi Watts está a ser anestesiada e pensa no que lhe aconteceu quando foi atingida pelas águas, aqueles efeitos especiais eram desnecessários. Não gostei daquele “jogo do gato e do rato” em que os miudos e o pai passavam a vida a quase se cruzarem e voltarem a perderem-se. Além disso, e com o devido respeito pela familia que sofreu aquela triste situação, pelo que vi no filme, custa a crer que tenham passado por certas situações mostradas na fita e que tenham saído praticamente ilesos fisicamente. Estou a falar dos 3 meninos e do pai. Só o impacto da super onda com que levam os dois miudos e o pai, era para os matar logo, e os dois filhos mais novos não sofreram nada. O pai apenas sofreu uns arranhões. Outro erro que notei foi que, quando Maria e o filho mais velho estão na enchurrada a lutar pelas suas vidas, não se via mais ninguém, eram apenas os dois, para onde foram as dezenas de pessoas que estavam em redor deles. Resumindo, é um bom filme, com alguns erros mas que merece todo o mérito porque relata uma situação que aconteceu na realidade. Tenho o maior respeito por todas as familias que realmente viveram aquela triste situação e lamento as perdas dos seus familiares. Não posso avaliar o que eles passaram, porque felizmente, nunca passei por uma situação daquelas, mas posso afirmar que tenho a consciência que foi uma situação que ficará para sempre marcada nas mentes dessas pessoas. Antes de começar o genérico final, aparece a fotografia da familia verdadeira que viveu a situação e em que o realizador se baseou para fazer este filme. Classificação : 3.  

Hitchcock


Nome do Filme : “Hitchcock”
Ano : 2012
Duração : 100 minutos
Género : Biográfico
Realização : Sacha Gervasi
Elenco : Anthony Hopkins (Alfred Hitchcock), Helen Mirren (Alma Reville), Danny Huston (Whitfield Cook), Toni Collette (Peggy Robertson), Scarlett Johansson (Janet Leigh), Michael Wincott (Ed Gein), Jessica Biel (Vera Milles), James D'Arcy (Anthony Perkins), Michael Stuhlbarg (Lew Wasserman), Tara Summers (Rita Riggs).

História : A relação amorosa entre o realizador Alfred Hitchcock e a sua mulher Alma Reville atravessa uma fase muito complicada durante as filmagens do seu mais recente filme, a obra prima de terror “Psycho”.

Comentário : Vi este filme à uns dias e confesso que gostei do filme, ainda que havia concebido uma ideia dele muito diferente, antes de o ver. A pequena desilusão deve-se ao facto de que eu julgava que o filme era uma espécie de fita biográfica sobre esse grande mestre cineasta que foi Alfred Hitchcock, em vez disso, vi um filme que fala dos bastidores e problemas das filmagens de “Psycho”. A nivel de interpretações está impecável, com destaque para Anthony Hopkins que está irreconhecível no papel e na figura do mestre do suspense, obtendo também uma poderosa interpretação que também se deve à fabulosa caractetização do boneco. Helen Mirren também está muito diferente daquilo que estamos acostumados a ver em filmes dela, uma personagem muito forte. Scarlett Johansson, Toni Collette e Jessica Biel estão igualmente fabulosas. A recriação da época está brutal. O filme leva-nos a “penetrar” no seio de um set de filmagens de um filme, somos convidados a ver e testemunhar todo o processo de criação de um filme, os bastidores e os truques das fitas. O filme permite também conhecermos alguns dos problemas que o realizador teve durante as filmagens deste grande clássico do cinema de terror. Somos ainda brindados com dados sobre a fase mais complicada do casamento do mestre com Alma Reville e todas as implicações que essa fase teve no processo da realização do filme, bem como nas atitudes de Hitchcock. Confesso que desconhecia quase tudo o que vi no filme. Acho muito mal a Academia não ter nomeado Anthony Hopkins para melhor ator do ano, diria mesmo que é uma grande falha. O filme está apenas nomeado numa categoria técnica. Resumindo, é um bom filme que falha apenas no facto de não ser um filme biográfico sobre Alfred Hitchcock. Na última sequência do filme temos um cheirinho sobre qual iria ser o próximo filme de Hitchcock, embora já quase todos saibamos qual é. Atenção aos dizeres que surgem antes dos créditos finais. Um último reparo, Anthony Hopkins é para mim um dos melhores atores vivos e fiquei fascinado e convencido ao vê-lo no papel de um dos melhores realizadores que já existiu, ele encarnou o papel na perfeição, com os maneirismos do mestre do suspense e com alguns tiques próprios do homem, uma interpretação perfeita. Lamentável ter sido ignorado nos oscars deste ano. Mais uma falha brutal dos membros da Academia, como dezenas delas que já aconteceram. Classificação : 3.  

domingo, 20 de janeiro de 2013

Little Birds


Nome do Filme : “Little Birds”
Ano : 2011
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Elgin James
Elenco : Juno Temple (Lily Hobart), Kay Panabaker (Alison), Leslie Mann (Margaret Hobart), Kate Bosworth (Bonnie Muller), Kathleen Gati (Sally Heron), Lydia Blanco (Cashier), Kyle Gallner (Jesse MacNamara), Neal McDonough (Hogan), Lauren Pennington (Shawna Cawley), Chris Coy (David), David Warshofsky (Joseph).

História : Lily e Alison são duas lindas adolescentes que vivem numa localidade pacata da América. Quando as duas jovens se apercebem que as suas respectivas familias não se interessam por elas e não lhes facultam a devida atenção, decidem fugir de casa e procurar conforto na cidade grande ao lado dos rapazes que haviam conhecido. Só que a vida prega-nos imensas partidas e as pequenas vão aprender da pior forma a crescer à força.

Comentário : A seguir ao excelente “Django Unchained” (já comentado no meu blog), este “Little Birds” foi o segundo melhor filme que vi neste ano de 2012, ano ainda no inicio. Juno Temple é uma das minhas atrizes jovens preferidas e fiquei a conhecer o talento de Kay Panabaker. As duas jovens têm com este filme as melhores interpretações das suas curtas carreiras. Este filme funciona tanto como um road-movie como um hino à juventude e à liberdade. A adolescência é a fase mais complicada de um ser humano, mas também é bem capaz de ser a fase mais bonita da nossa vida. O filme não cai em moralismos, em vez disso, é cru e duro naquilo que nos quer mostrar. Muitas das atitudes das jovens são erradas, mas é à custa dos nossos erros que crescemos. Se Lily é irresponsável e imatura, já Alison é mais ponderada e certinha, pensando nas consequências antes de agir. Talvez o sucesso da dupla resida nesse aspecto. A realização é boa, as interpretações são do melhor e o argumento é forte e dramático. “Little Birds” não é apenas a segunda grande surpresa de 2012, já é um dos melhores filmes que vi na vida. Os jovens possuem uma capacidade fora do normal de se meterem em problemas, mas verdade seja dita, têm igualmente uma enorme facilidade em sairem desses mesmos problemas. Lily e Alison apenas queriam liberdade e viver as suas vidas longe dos mandos de alguém, neste caso, das suas familias. A sequência perto do final em que Lily se vê nas mãos de um pedófilo doente mental e a atitude surpreendente de Alison para salvar a sua melhor amiga é brutal. Eu mesmo já fui adolescente e nunca tive nem um terço da coragem de cada uma delas. É com os erros que aprendemos e crescemos, aconteceu isso com Lily e Alison, duas adolescentes que se viram obrigadas a crescer à força, da forma mais violenta possivel. Independentemente das atitudes delas, confesso que fiquei quase sempre do lado delas e a zelar para que tudo corresse bem para elas. Adorei o filme por estes motivos todos, mas também porque é uma fita que me transmitiu uma enorme sensação de liberdade, sensação essa que ultimamente apenas havia sentido com o também excelente “Kisses”, obra prima de Lance Daly que é o filme da minha vida. É lamentável que tanto “Kisses” quanto este “Little Birds” nunca tenham ido parar às nossas salas de cinema, mas é o dinheiro que manda em quase tudo e temos que comer calados. Com “Little Birds”, vivi mais um excelente momento de cinema.
Classificação : 5. 

Beasts Of The Southern Wild


Nome do Filme : “Beasts Of The Southern Wild”
Ano : 2012
Duração : 90 minutos
Género : Drama
Realização : Benh Zeitlin
Elenco : Quvenzhane Wallis (Hushpuppy), Dwight Henry (Wink), Levy Easterly (Jean Battiste), Pamela Harper (Little Jo), Lowell Landes (Walrus), Gina Montana (Miss Bathsheba), Jonshel Alexander (Joy Strong), Joseph Brown (Winston), Philip Lawrence (Dr. Maloney), Kaliana Brower (T Lou).

História : Uma menina de seis anos de idade vive com o pai numa barraca e na mais profunda miséria. As cheias pioram ainda mais o cenário em que eles vivem, fazendo com que a criança começe a alimentar sonhos.

Comentário : Mais um excelente filme que vejo em 2012. Depois de “Django Unchained” e de “Little Birds”, este “Beasts Of The Southern Wild” é o terceiro melhor filme que vi neste ano que está apenas a começar. Se tivesse de escolher 3 filmes daqueles dez que compõem a lista dos melhores filmes do ano para a Academia, eram estes : “Beasts Of The Southern Wild” de Benh Zeitlin, “Django Unchained” de Quentin Tarantino e “Love” de Michael Haneke. Mas falando de “Beasts Of The Southern Wild”, adorei este pequeno filme independente. E digo mais, no mesmo dia que vi este filme vi também “Life Of Pi” e posso afirmar que os poucos minutos de “Beasts Of The Southern Wild” valem muito mais do que as mais de duas horas de “Life Of Pi”. O filme que aqui analiso não tem quase efeitos especiais nenhuns e tem para mim muito mais valor do que o amontoado de efeitos especiais que “Life Of Pi” possui. Além disso, “Beasts Of The Southern Wild” tem uma história tocante e poderosa, um bom argumento, cenários miseráveis mas cheios de vida, uma fotografia eximia e os pontos mais altos são a mensagem cheia de esperança e as excelentes interpretações, principalmente a interpretação perfeita da pequenina Quvenzhane Wallis, que me fez verter umas pequenas lágrimas. A nomeação ao oscar de melhor atriz do ano da pequena Quvenzhane Wallis é mais que justa, não sou contra nomear crianças aos oscars, desde que tenham feito um bom trabalho, é perfeitamente aceitável. Existem crianças que são melhores atores e atrizes que certos adultos. Dezenas de filmes provam isso mesmo. O filme tem ainda uma pitadinha de fantasia e todos os noventa minutos de filme são uma delicia, principalmente os minutos finais. É impressionante como vivem certas pessoas neste mundo desumano e pobre, pessoas que não têm quase nada chegam a ser mais felizes e realizadas do que aquela maior parte de pessoas que têm quase tudo. Volto a dizer, este é um excelente filme, nota-se que foi um filme feito com poucos recursos e com orçamento bastante reduzido e ainda assim, o resultado final é de alta qualidade. É uma história que consegue ser ternurenta e ao mesmo tempo violenta, por tudo o que nos mostra e por tudo o que nos faz sentir. “Beasts Of The Southern Wild”, “Love” e “Django Unchained” são para mim os melhores filmes que estão a concurso nos oscars e gostava que cada um deles levasse pelo menos uma estatueta dourada para casa. Por último, quero dizer que a surpresa positiva que tive com este “Beasts Of The Southern Wild” é igual à que tive com “Slumdog Millionaire”, ou seja, dois excelentes momentos de cinema e dois excelentes filmes.
Classificação : 5. 

Irene


Nome do Filme : “Irène”
Ano : 2009
Duração : 83 minutos
Género : Drama
Realização : Alain Cavalier
Elenco : Alain Cavalier, Catherine Deneuve, Vanessa Widhoff.

História : Um realizador de cinema conta algumas das suas memorias, parte delas relacionadas com a sua falecida esposa.

Comentário : O jornal Publico considerou este filme como sendo um dos melhores filmes de 2010, eu não penso dessa forma, mas tenho que confirmar que é um filme muito bom. Filmado com uma camara portátil na mão pelo próprio realizador, este é um relato de como era a sua vida com a sua esposa Irene, relato feito quase sempre na casa onde mora. Ficamos a saber muito sobre o realizador e sobre a sua esposa, Irene. O filme é muito bom também porque foi feito de uma maneira muito peculiar e tem planos de camara excelentes. Além disso, adorei conhecer as suas histórias, as suas vidas. Confesso que desconhecia a existência deste realizador até ver este filme. Classificação : 4.  

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Two Lovers


Nome do Filme : “Two Lovers”
Ano : 2008
Duração : 108 minutos
Género : Romance
Realização : James Gray
Elenco : Joaquin Phoenix (Leonard Kraditor), Isabella Rossellini (Ruth Kraditor), Moni Moshonov (Reuben Kraditor), Vinessa Shaw (Sandra Cohen), Gwyneth Paltrow (Michelle Rausch), Samantha Ivers (Stephanie), Elias Koteas (Ronald Blatt).

História : A recuperar de uma depressão, um homem começa a viver dividido entre duas belas mulheres.

Comentário : Esta noite vi este filme adulto e confesso que gostei muito do filme. Até simpatizo com o ator Joaquin Phoenix e neste filme teve muito bem no papel de uma pessoa deprimida que já havia tentado o suicidio varias vezes. Vinessa Shaw é uma mulher muito bonita e obteve uma boa interpretação, tal como a elegante Gwyneth Paltrow, que raramente nos desilude com as suas prestações. O assunto principal que o filme retratada, o da depressão é bastante complexo, eu próprio já vivi uma depressão profunda e sei dar o valor. Achei razoável a opção que o personagem principal decide tomar, foi a mais racional, pelo menos em relação aquilo que ele estava a pensar fazer. É um filme muito bom, possui também um argumento complexo e que foca como complicadas são as relações humanas de hoje em dia. Na minha opinião, é o melhor filme da carreira de James Gray enquanto realizador. Notei também que o ator Elias Koteas está mesmo a ficar velho, coitado, grande ator. Sem esquecer a bela Isabella Rossellini, grande senhora. Escolhi ver este filme nesta noite chuvosa e, após ter visto o filme, cheguei à conclusão que passei um belo serão cinematográfico. Grande filme. Classificação : 4.  

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

The Silence Of The Lambs


Nome do Filme : “The Silence Of The Lambs”
Ano : 1991
Duração : 110 minutos
Género : Thriller
Realização : Jonathan Demme
Elenco : Anthony Hopkins (Hannibal Lecter), Jodie Foster (Clarice Starling), Scott Glenn (Jack Crawford), Anthony Heald (Frederick Chilton), Ted Levine (Jame Gumb), Brooke Smith (Catherine Martin).

História : Uma estagiária do FBI é chamada para ganhar confiança com um perigoso criminoso canibal a fim de descobrirem o paradeiro de um outro psicopata que adora matar jovens raparigas.

Comentário : Gostei muito deste filme na primeira vez que o vi à imensos anos e sempre que posso revejo o filme, ainda que não seja um dos meus preferidos. É um bom filme, disso não há duvidas, mas só não é perfeito porque possui algumas falhas no argumento e alguns erros de lógica. Funciona como thriller, com pitadinhas de terror e tem um ou dois twists louváveis. Onde o filme soma pontos é nas duas poderosas interpretações que tem, falo claro está de Anthony Hopkins e de Jodie Foster, soberbos nos seus papéis. Ele regressou mais duas vezes ao papel de Hannibal Lecter, mas em dois filmes fraquitos. Ela continua a aparecer de vez em quando em filmes razoáveis. Pessoalmente, gosto dos dois. Sei que foi um filme que marcou imensa gente e que é considerado por outros tantos como um dos melhores filmes de sempre, eu não concordo com nada disto, mas sei que é um bom filme. Repito, os pontos mais altos deste filme são as potentes interpretações de Anthony Hopkins e de Jodie Foster. Classificação : 4.  

sábado, 12 de janeiro de 2013

Potiche


Nome do Filme : “Potiche”
Ano : 2010
Duração : 104 minutos
Género : Comédia
Realização : François Ozon
Elenco : Catherine Deneuve (Suzanne Pujol), Fabrice Luchini (Robert Pujol), Judith Godreche (Joelle Pujol), Jeremie Renier (Laurent Pujol), Gerard Depardieu (Maurice Babin), Karin Viard (Nadege Dumoulin), Sergi Lopez (routier espagnol).

História : Após o marido ficar doente, uma mulher assume o seu lugar nos negócios de familia.

Comentário : Fui ao cinema ver este filme e já tinha gostado dele na altura. É um filme francês e realizado por um mestre desse país na área da realização, François Ozon. A soberba Catherine Deneuve esteve mais uma vez sublime no seu papel, o papel da dondoca da familia. E não podemos esquecer outro grande “monstro” do cinema, Gerard Depardieu, também mais uma vez fantástico. De facto, um dos pontos mais altos do filme é a poderosa empatia que se cria entre estes dois. É uma comédia ligeira e que nos deixa muito bem dispostos, pessoalmente, não gosto muito de comédias. A banda sonora também é muito boa e gostei também da fantástica relação que Suzanne tinha com o filho Laurent. Para terminar, quero acrescentar que o filme fala também de uma bonita história de amor e de um casamento falhado. Classificação : 3.  

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

The King's Speech


Nome do Filme : “The King's Speech”
Ano : 2010
Duração : 120 minutos
Género : Drama/Biográfico/Histórico
Realização : Tom Hooper
Elenco : Colin Firth (King George VI), Helena Bonham Carter (Queen Elizabeth), Derek Jacobi (Archbishop Cosmo Lang), Geoffrey Rush (Lionel Logue), Jennifer Ehle (Myrtle Logue), Calum Gittins (Laurie Logue), Dominic Applewhite (Valentine Logue), Ben Wimsett (Anthony Logue), Michael Gambon (King George V), Guy Pearce (King Edward VIII), Freya Wilson (Princess Elizabeth), Ramona Marquez (Princess Margaret), Claire Bloom (Queen Mary).

História : Em Inglaterra, após o irmão abandonar o trono devido ao amor por uma mulher, o principe George VI decide assumir o reinado do seu país. No entanto, o futuro rei terá que ultrapassar primeiro uma grande dificuldade, não consegue discursar. Para o ajudar a tentar ultrapassar esse grande problema, George VI contrata um especialista da fala que não tem qualquer tipo de qualificações para tal função.

Comentário : Este filme foi um justo vencedor de melhor filme de 2010. Realmente, o filme é excelente e claro que o fui ver ao cinema. O ponto mais alto da pelicula é a poderosa amizade verdadeira que se estabeleceu entre o Rei e um simples homem do povo. Este filme é uma fantástica recriação do que supostamente se passou na vida complicada do problemático pai da nossa actual Raínha Elizabeth II (que aparece representada em menina no filme). É um filme brilhantemente realizado e interpretado, todos tiveram boas interpretações, até as meninas que desempenharam as únicas filhas do Rei retratado na fita. O filme possui ainda uma excelente recriação de época e um bom guarda roupa. “The King's Speech” não foi para mim o melhor filme do ano, gostei mais do “True Grit”, por exemplo, mas foi um justo vencedor. Fui informado que a própria Raínha Elizabeth II viu o filme e o aprovou. Colin Firth e Geoffrey Rush estão fantásticos no filme e são a prova que o antigo e o moderno podem funcionar na perfeição. Tanto Colin Firth como Geoffrey Rush tiveram neste filme brilhantes interpretações, prova disso são as nomeações. Revi este filme à dias porque o ofereci em DVD à minha mãe que tinha feito anos em Setembro. Vimos o filme juntos e ela também adorou. Sem duvidas, “The King's Speech” é um dos mais importantes e melhores filmes que 2010 nos deu. Negá-lo seria renunciar à sétima arte. Classificação : 5.  

Django Unchained


Nome do Filme : “Django Unchained”
Ano : 2012
Duração : 170 minutos
Género : Western
Realização : Quentin Tarantino
Elenco : Jamie Foxx (Django), Christoph Waltz (Dr. King Schultz), Leonardo DiCaprio (Calvin Candie), Samuel L. Jackson (Stephen), Kerry Washington (Broomhilda), Walton Goggins (Billy Crash), Don Johnson (Big Daddy), Franco Nero (Bar Patron), Bruce Dern (Old Man Carrucan), Amber Tamblyn (Gunfigfhter).

História : Um caçador de recompensas alemão liberta um escravo negro chamado Django com a intenção deste se juntar a ele para apanhar os criminosos mais procurados. No entanto, Django possui apenas um objectivo : encontrar e resgatar a sua mulher que perdeu no comércio de escravos à muito tempo. Após chegarem a uma plantação governada pelo tirano Calvin Candie, os dois homens tudo irão fazer para tentar libertar a jovem mulher, nem que para isso tenham que perder a vida.

Comentário : Na minha opinião, Quentin Tarantino possui bons filmes, mas tem no seu reportório duas obras que eu considero não só como sendo os meus dois filmes preferidos dele, como também considero como sendo duas obras primas do cinema : o excelente “Inglourious Basterds” e este recente “Django Unchained” que eu tive a espectacular sorte de conseguir ver esta noite, quando ainda faltam cerca de duas semanas para o filme estrear no nosso país. Já tinha adorado “Inglourious Basterds” e agora adorei este “Django Unchained”. Também gosto muito do ator Christoph Waltz, o homem é espectacular e neste seu novo filme superou-se, que poderosa interpretação. Jamie Foxx e Leonardo DiCaprio também estão de parabéns. O filme é um grandioso western, com todos os ingredientes dos westerns antigos e com elementos dos westerns actuais, numa boa mistura que resultou na perfeição. O filme aborda um período da história americana em que as pessoas de raça negra eram injustamente escravizadas e tratadas abaixo de cão. Os traços que tanto definem Tarantino estão bem vincados na fita, embora o mais evidente seja o exagero de sangue. Confesso que quase não reconheci Samuel L. Jackson tal não é a transformação a que ele foi sujeito. Kerry Washington é uma linda morena e escolhi-a para figurar no poster que optei por colocar a acompanhar o meu comentário ao filme. Leonardo DiCaprio desempenhou um vilão repulsivo, confesso que nunca detestei tanto uma personagem sua e quando um ator provoca este efeito num espectador, isso é a prova que representou o seu papel na perfeição. A história é muito boa e o argumento do filme é poderoso. A fotografia é outro factor a favor e os temas musicais que acompanham as cenas compõem a excelente banda sonora que “Django Unchained” possui. Adoro filmes que abordem histórias de vingança e este foi um deleite para mim. A dupla Waltz/Foxx funcionou na perfeição quer como atores quer como personagens. Quero também falar das cenas de tiroteio, são realmente espectaculares e não posso deixar de apontar para os deliciosos diálogos de algumas cenas, brutais. “Django Unchained” é um excelente filme que fez com que eu tivesse uma poderosa experiência de cinema, foram 3 horas de puro cinema. “Django Unchained” é para mim, um dos melhores filmes que vi até hoje e espero que não seja arriscar demais dizer que vai figurar no meu TOP 12 dos melhores filmes que vi em 2013. É caso para dizer, Grande filme. Classificação : 5.  

Bad Company


Nome do Filme : “Mauvaises Frequentations”
Ano : 1999
Duração : 96 minutos
Género : Drama
Realização : Jean Pierre Ameris
Elenco : Maud Forget (Delphine), Lou Doillon (Olivia), Maxime Mansion (Alain), Robinson Stevenin (Laurent), Delphine Rich (Claire), François Berleand (Rene).

História : Uma linda adolescente com uma vida boa, decide estragá-la ao preferir envolver-se com um “namorado” que é um brojeço e arranjar uma “amiga” que não presta para nada.

Comentário : À muito tempo que estava para ver este filme, porque tinha como atriz principal a linda Maud Forget. Gostei do filme, embora ache um dos filmes mais nojentos que vi até hoje, devido à maneira que o “namorado” de Delphine arranja para ganhar dinheiro, que consiste em prostituir a menor. A interpretação de Maud Forget é uma das coisas melhores do filme e é um bom filme francês porque aborda um lado da adolescência que os filmes americanos raramente mostram, sem fantochadas. Só de pensar que aquilo acontece mesmo, dá-me náuseas. Classificação : 3.  

In Another Country


Nome do Filme : “Da Reun Na Ra E Seo”
Ano : 2012
Duração : 90 minutos
Género : Drama
Realização : Sang Soo Hong
Elenco : Isabelle Huppert (Anne), Yoo Jun Sang (lifeguard), Kwon Hae Hyo (Jong Soo), Moon So Ri (Geum Hee), Moon Sung Keun (Moon Soo), Jung Yoo Mi (Won Ju), Yoon Yeo Jeong (Park Sook)

História : Uma mulher francesa vai passar uns tempos na Coreia do Sul.

Comentário : Simpático filme que vai buscar um pouco os clichés do filme “Still Walking” de Hirokazu Koreeda. Mas ainda assim é um filme que se vê bem. Isabelle Huppert está fabulosa como sempre. O filme possui um ritmo suave e agradável, pena é que a história é fraquita. Mas gostei do filme. Classificação : 3.  

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Don't Be Afraid Of The Dark

Nome do Filme : “Don't Be Afraid Of The Dark”
Ano : 2010
Duração : 100 minutos
Género : Terror
Realização : Troy Nixey
Produção : Guillermo Del Toro
Elenco : Bailee Madison (Sally), Guy Pearce (Alex), Katie Holmes (Kim).

História : Sally é uma menina que foi entregue ao pai pela mãe com a intenção de ser ele a criá-la. Assim que chega à sua nova casa e que conhece a nova mulher do pai, Sally não parece estar muito confortável. A partir do momento em que Sally descobre e mostra ao pai uma nova divisão da casa que estava escondida, tudo muda na sua vida.

Comentário : Decidi começar o meu ano cinematográfico de 2013 por ver o DVD deste filme de terror, que foi o meu filme de terror preferido de 2011 e já é um dos melhores filmes de terror que vi até hoje. Apesar de ser realizado pelo aprendiz de Guillermo Del Toro, nota-se em todo o filme os tiques deste fabuloso realizador. Tudo no filme é maravilhoso, as cores, as imagens no escuro, os efeitos especiais, alguns planos de camara, o argumento, o próprio terror e a brutal interpretação da pequena Bailee Madison que já considero a melhor pequena atriz de Hollywood. De facto, a miuda possui um talento enorme para a representação, além de ser muito gira, vi quase todos os filmes em que ela entra, sendo “Cowgirls And Angels” o mais recente. Neste filme de terror, ela conseguiu o seu primeiro papel como protagonista de um filme, onde nos conseguiu transmitir solidão, desespero, medo, inocência e fragilidade. Katie Holmes, que eu também admiro à muitos anos, também esteve bem no seu papel. Guy Pearce esteve igualmente bem, embora certas atitudes do seu Alex me tenha deixado irritado. O filme não teve muito sucesso, possivelmente devido à sua escassa divulgação. As criaturas que aparecem no filme são assustadoras e o seu design é fabuloso. Destaque também para o clima patente ao longo do filme, quase sempre sombrio e com uma fotografia onde abundava os tons berrantes. A banda sonora também ajudou. Fui ver o filme ao cinema na altura e adorei quando o vi nessa primeira vez. Quero também dizer que este filme é um remake de um outro filme clássico com o mesmo nome, filme esse que tive o azar de não o conseguir ver. Por último, quero frisar a fantástica fotografia do filme, verdadeiramente espectacular, contribuiu e muito para o filme ter resultado, não notei o uso do computador em nenhuma cena do filme e isso é de louvar. É sem duvidas um dos melhores filmes que vi em 2011 e já é um dos meus filmes preferidos. Amei o filme.
Classificação : 5.

Turn Me On Dammit

Nome do Filme : “Fa Meg Pa For Faen”
Ano : 2011
Duração : 75 minutos
Género : Comédia Dramática
Realização : Jannicke Systad Jacobsen
Elenco : Helene Bergsholm (Alma), Malin Bjorhovde (Sara), Beate Stofring (Ingrid), Julia Bache Wiig (Maria), Julia Elise Schacht (Elisabeth), Hilde Gunn Ommedal (Magda), Matias Myren (Artur), Lars Nordtveit Listau (Kjartan).

História : Uma adolescente de 15 anos entra na fase do despertar da sua sexualidade.

Comentário : Pequeno e simples filme, mas complexo no seu tema principal e fiel na sua mensagem : a adolescência é a fase mais complicada na vida de um ser humano. Gostei muito do filme e confesso que me surpreendeu pela positiva a quase todos os niveis. É um filme norueguês que está bem realizado, possui boas interpretações, algumas situações cómicas e poucas dramáticas, tem uma boa fotografia e onde a personagem principal é a bonita Alma. A cena da masturbação está impecável e as fantasias da protagonista são hilariantes, confesso que às vezes não sabia diferenciar o que era a realidade do que eram os pensamentos da jovem loira. A atriz que dá vida a Alma é a jovem Helene Bergsholm, até é bonitinha e tem habilidade para a representação. As duas atrizes que dão vida às duas principais amigas de Alma também estiveram muito bem. Vi o filme na véspera de ano novo e foi, portanto, um dos últimos filmes que vi em 2012. Vou tentar ver mais um ou dois filmes antes que o ano termine. Quanto a este filme, foi uma suave surpresa, positiva, claramente. Classificação : 4.

Kid Svensk

Nome do Filme : “Kid Svensk”
Ano : 2007
Duração : 86 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Nanna Huolman
Elenco : Mia Saarinen (Kirsi 'Kid Svensk'), Milka Ahlroth (Ester), Mari Rantasila (Sirkka), Agnes Sorensen (Lotta), Jim Rautiainen (Jamppe).

História : Uma menina começa a dar sérios problemas à mãe mesmo antes de chegar à fase da adolescência.

Comentário : Mais um filme que consegui ver antes do ano terminar e confesso que este filme me surpreendeu pela positiva. Mia Saarinen no papel de Kid Svensk teve uma excelente interpretação. O argumento é bom e tem a particularidade das situações em que a pequena protagonista se mete vão-se agravando cada vez mais. É também um filme sobre a descoberta do primeiro amor, a cena em que Kid se entrega ao rapaz que ama está brutal, o que não se pode dizer da cena do primeiro beijo, podiam ter dado mais sentimentalismo a essa cena, visto que o primeiro beijo é sempre muito importante para uma rapariga. O filme peca também por não ser mais dramático, a fita podia ter tido uma carga dramática superior. Mas é um filme muito bom, com vários pontos positivos, sendo o maior a interpretação da pequena protagonista. Classificação : 4.

A Swedish Love Story

Nome do Filme : “En Karleks Historia”
Ano : 1970
Duração : 118 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Roy Andersson
Elenco : Ann Sofie Kylin (Annika), Rolf Sohlman (Par).

História : Annika e Par são dois adolescentes que se apaixonam perdidamente durante um almoço na floresta. Doravante, tudo irão fazer para ficar juntos e para amarem-se.

Comentário : Este filme foi o último que vi no ano de 2012. Gostei do filme e confesso que fiquei emocionado com a relação de Annika e Par, uma relação muito amorosa e ternurenta. De facto, os dois atores conseguiram passar na perfeição a imagem de dois jovens que se apaixonam e que estão a viver o primeiro amor de ambos. A realização é boa e o argumento não podia ter sido esgalhado de forma melhor. O que tenho a apontar de negativo é o facto de que o realizador podia ter focado mais a relação dos dois jovens como por exemplo, aconteceu no belissimo “The Blue Lagoon”. Podia ter feito o filme unicamente centrado na relação dos dois jovens apaixonados, sem aqueles mini enredos dos adultos. Destaque para a banda sonora do filme, muito boa. A jovem protagonista Ann Sofie Kylin que interpretou a doce Annika é boa atriz e possui uns olhos lindissimos. Boa forma de terminar este ano cinematográfico. Já tenho um DVD de parte para ver nas primeiras horas de 2013, o meu primeiro filme que irei ver no ano novo, um filme que vou rever. Classificação : 3.

The Girlfriend Experience

Nome do Filme : “The Girlfriend Experience”
Ano : 2009
Duração : 77 minutos
Género : Drama
Realização : Steven Soderbergh
Elenco : Sasha Grey (Chelsea/Christine), Chris Santos (Chris).

História : A maneira de ganhar a vida de uma call girl e o seu quotidiano com o namorado.

Comentário : Este filme é o primeiro filme que venho comentar neste ano de 2013. Vi o filme no ano passado e até simpatizei com ele. É um filme curto e simples, não tem nada a ver com o tipo de filmes que o realizador nos habituou. Com o filme, ficamos a saber e a conhecer o ponto de vista de uma call girl, uma mulher que ganha a vida a dar prazer a homens. E o seu namorado sabe disso e não se importa. Uma forma diferente de vermos esta questão, uma abordagem em cinema do assunto inédita para mim. Além disso, Sasha Grey sabe muito bem do assunto e é uma mulher linda. Classificação : 3.