domingo, 22 de dezembro de 2013

Night Of Silence

Nome do Filme : “Lal Gece”
Titulo Inglês : “Night Of Silence”
Ano : 2012
Duração : 90 minutos
Género : Drama
Realização : Reis Çelik
Elenco : Dilan Aksut (bride), Ilyas Salman (groom).

História : Depois de casar com um velho homem, uma adolescente tem que enfrentar um problema ainda maior, a noite de núpcias.

Comentário : Vi este curioso filme na madrugada passada e confesso que me surpreendeu pela positiva. À primeira vista, não parece um filme polémico, mas a polémica está lá. O filme mostra uma situação que ainda se passa em alguns países com tradições ridiculas ou mesmo criminosas. Tal como mostra este pequeno filme, em alguns países, jovens raparigas são obrigadas a casar e a ter relações sexuais com homens adultos, a maior parte deles com idade para serem seus avós. Na minha opinião, isto é uma violência. A nivel de interpretações, as duas que se destacam foram muito boas, tanto o velho ator Ilyas Salman como a jovem de 14 anos Dilan Aksut estiveram excelentes. A pequena atriz demonstrou na perfeição como se sente uma rapariga naquela situação. O filme está muito bem filmado e possui angulos de camara muito bons. Grande parte do filme passa-se dentro de quatro paredes, ou seja, num quarto. O filme peca pelo final, que não mostra o que devia de mostrar, embora saibamos o que aconteceu com o noivo. 

Classificação do filme : 4.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Lake Mungo

Nome do Filme : “Lake Mungo”
Titulo Português : “O Segredo do Lago Mungo”
Ano : 2008
Duração : 85 minutos
Género : Drama/Terror
Realização : Joel Anderson
Elenco : Talia Zucker (Alice Palmer), Rosie Traynor (June Palmer), David Pledger (Russell Palmer), Martin Sharpe (Mathew Palmer), Tania Lentini (Georgie Ritter), Cameron Strachan (Leith Ritter), Judith Roberts (Iris Long), Robin Cuming (Garret Long), Marcus Costello (Jason Whittle), Chloe Armstrong (Kim Whittle), Steve Jodrell (Ray Kemeny), Tammy McCarthy (Annie), Natasha Herbert (Cathy Withers).

História : Alice Palmer morre acidentalmente num lago local. Depois do corpo ser reconhecido, os pais e o irmão começam a presenciar manifestações sobrenaturais em sua casa ou nas imediações. Começam a surgir várias fotografias e vídeos onde pode-se ver a silhueta da adolescente. É iniciada então uma investigação paranormal que não só vai abalar a comunidade como vai desvendar o verdadeiro segredo por trás da morte de Alice.

Comentário : Trata-se de um falso documentário que é baseado num documentário verdadeiro, que por sua vez é baseado na própria história verídica. No fundo, é um dos filmes mais perturbadores que já vi. As personagens e suas respetivas interpretações são bastante convincentes. É mais um filme do estilo Found Footage, parecido com a trilogia “Paranormal Activity”. De facto, tudo parece verdadeiro. Só peca porque algumas coisas no filme não batem certo e algumas partes são estúpidas. Houve duas sequências que me arrepiaram : aquela em que Alice filma a sua própria silhueta (fantasma), imagem futura da sua morte e aquela parte que mostra em simultâneo as últimas consultas que mãe e filha tiveram com Ray Kemeny em datas diferentes mas que estão relacionadas. A ideia de espalhar camaras de filmar pela casa e filmar as respectivas divisões é apaixonante, se eu tivesse meios para isso, faria o mesmo. Afinal, o que se passa durante a noite enquanto dormimos ? Resumindo, é um bom filme. 

Classificação do filme : 3.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

In Darkness

Nome do Filme : “In Darkness”
Titulo Português : “Fuga Na Escuridão”
Ano : 2011
Duração : 140 minutos
Género : Drama/Histórico
Realização : Agnieszka Holland
Elenco : Robert Wieckiewicz (Leopold Socha), Benno Furmann (Mundek Margulies), Agnieszka Grochowska (Klara Keller), Maria Schrader (Paulina Chiger), Herbert Knaup (Ignacy Chiger), Oliwer Stanczak (Pawel Chiger), Milla Bankowicz (Krystyna Chiger), Julia Kijowska (Chaja), Kinga Preis (Wanda Socha), Maria Semotiuk (Mania Kelller), Zofia Pieczynska (Stefcia Socha), Ida Lozinska (Rachela Grossman).

História : O drama de Leopold Socha, um homem que arriscou a vida para salvar um grupo de judeus da morte certa. Ele escondeu as pessoas nos esgotos da cidade e com isso salvou-lhes a vida.

Comentário : A grande questão que se coloca é a seguinte : Será que merece a pena fazer-se um filme sobre o holocausto perante todas as peliculas que já se fizeram sobre o tema ? A resposta é : Sim, desde que se inove. E os produtores do filme inovaram realmente. O filme é inovador, visto que mostra um lado que grande parte das pessoas desconheciam, na época do holocausto houve um homem que arriscou a vida dele e da esposa para salvar pouco mais de uma dezena de judeus da morte certa. Para isso, bastou mantê-los durante cerca de 14 meses na rede de esgotos da cidade de Lvov. O filme é portador de algumas cenas aflitivas, a cena em que se escolhem os 12 que vão ser salvos é exemplo disso. O filme peca por ter uma ou outra cena desnecessária, a gravidez acidental e o respetivo parto em nada contribui para a história. As interpretações, quer dos adultos quer das crianças, são muito boas. Os filmes sobre esta temática mostram quase sempre cenas em que os nazis fazem mal aos judeus e aqui, também as houve. Em resumo, gostei muito deste filme. Muito bom.

Classificação do filme : 4.

domingo, 1 de dezembro de 2013

Insidious : Chapter 2

Nome do Filme : “Insidious : Chapter 2”
Titulo Português : “Insidioso : Capítulo 2”
Ano : 2013
Duração : 106 minutos
Género : Terror
Realização : James Wan
Elenco : Patrick Wilson (Josh Lambert), Rose Byrne (Renai Lambert), Ty Simpkins (Dalton Lambert), Andrew Astor (Foster Lambert), Lin Shaye (Elise Rainier), Barbara Hershey (Lorraine Lambert), Steve Coulter (Carl), Leigh Whannell (Specs), Angus Sampson (Tucker), Garrett Ryan (young Josh), Tom Fitzpatrick (Bride In Black).

História : Após ter descoberto que era o filho que estava assombrado e não a casa, Renai nem sonha que a entidade passou para o corpo do marido no final do ritual a que ele foi sujeito. Enquanto isso, a equipa de investigadores paranormais tentam desvendar o passado da entidade com a finalidade de tentar que Josh regresse ao seu corpo. Para complicar a situação, Renai desconhece que a entidade que se apoderou do marido já o tinha atormentado na infância e teme que os seus filhos corram perigo enquanto um estranho Josh partilha a casa com ela e com a sua familia.

Comentário : Sequela inevitável do excelente filme “Insidious”, que eu confesso ter adorado e que já está comentado neste espaço. O realizador deste filme é o mesmo que nos trouxe a saga “Saw” e contribuiu para a trilogia “Paranormal Activity” ver a luz do dia. Este segundo filme não está ao nivel do primeiro, mas ainda assim é um bom filme, é uma sequela competente, ao contrário da maioria das continuações de outras sagas. Do elenco, destacam-se novamente Patrick Wilson e o jovem talentoso Ty Simpkins. Neste segundo capítulo, voltei a apanhar alguns sustos, mas não tantos quanto no primeiro capítulo. Ainda pensei que o realizador voltasse a apostar na presença do demónio vermelho do primeiro capítulo, mas isso não aconteceu.

Uma curiosidade, neste filme temos várias piscadelas a outros filmes de terror (Psycho ou The Shining) e achei isso bastante positivo. As cenas passadas na casa da mãe de Josh são uma delicia, muito arrepiantes e o clima é assustador. Nota negativa para os dois membros do grupo dos investigadores paranormais, neste segundo capítulo são ainda mais parvos do que no primeiro. Outra nota negativa para os atores que fizeram as versões novas de alguns personagens, deixaram bastante a desejar. Uma última nota negativa para a cena final que aponta para um terceiro capítulo, apesar do caso Lambert ter ficado encerrado. Um último reparo, a Noiva de Negro continua verdadeiramente assustadora. Para sequela, este segundo capítulo não está nada mal. Em 2015 chegará “Insidious : Chapter 3”. 

Classificação do filme : 3.

Blue Is The Warmest Color

Nome do Filme : “La Vie d'Adele – Chapitre 1 Et 2”
Titulo Português : “A Vida de Adele”
Titulo Inglês : “Blue Is The Warmest Color”
Ano : 2013
Duração : 180 minutos
Género : Drama/Romance/Erótico
Realização : Abdellatif Kechiche
Produção : Abdellatif Kechiche
Argumento : Abdellatif Kechiche/Ghalia Lacroix/Julie Maroh
Elenco : Adèle Exarchopoulos (Adele), Léa Seydoux (Emma), Salim Kechiouche (Samir), Alma Jodorowsky (Beatrice), Mona Walravens (Lise), Jeremie Laheurte (Thomas), Fanny Maurin (Amelie), Maelys Cabezon (Laetitia).

História : Adele é uma linda adolescente que frequenta a escola e tem algumas amigas, arrajando até um namorado. Um dia, o olhar de Adele cruza-se com o olhar de Emma, uma jovem adulta que lhe desperta imensa curiosidade. As duas acabam por tornarem-se muito amigas, mas a relação evolui para algo mais.

Comentário : Amei este filme. Trata-se não só do melhor filme que vi este ano como um dos melhores filmes que vi na vida. Abdellatif Kechiche já nos tinha dado excelentes filmes como “A Esquiva” ou “O Segredo De Um Cuscuz”, mas desta vez, atingiu a excelência, concebendo uma verdadeira obra prima, um épico sobre o amor. “La Vie d'Adele – Chapitre 1 Et 2” é considerado por muitos como sendo um dos melhores filmes de 2013 e ganhou alguns prémios no passado Festival de Cannes, incluindo o de melhor filme. A atriz Léa Seydoux não é nenhuma desconhecida para mim, à uns aninhos que acompanho a sua carreira, nomeadamente em pequenos filmes franceses. Ela é uma mulher muito bonita e sensual, para além de ser uma excelente atriz. Quem me surpreendeu muito foi a jovem Adèle Exarchopoulos, além de ser linda e de ter uma carinha de anjo, mostrou-se no filme ser uma excelente atriz. As duas atrizes fizeram neste filme um espectacular trabalho e as suas interpretações e prestações são dignas de todas os prémios que receberam ou que ainda venham a receber, principalmente devido à entrega total aos seus complexos papéis.
O realizador não quis mostrar um filme sobre sexo, ele fez um filme sobre o amor e sobre as relações humanas, bem como o que envolve tudo isso. A realização é impecável e o filme soma pontos no aspecto de contar-nos uma história de amor. A história de amor que o filme nos mostra é entre duas raparigas, mas podia ser entre um rapaz e uma miúda, que seria exatamente a mesma coisa. O realizador não queria chocar ninguém, ele apenas pretendia mostar como os seres humanos são complicados e complexos em relação às experiências amorosas e sentimentais. Já o tinha feito nos seus primeiros filmes e voltou a fazê-lo. O filme dura 3 horas, mas confesso que nem senti o tempo passar, tal não era a forma como estava envolvido no que se passava. As interpretações são excelentes, de todo o elenco, mas claramente que os destaques vão todos para as duas protagonistas. Espero que este filme marque presença na próxima cerimónia dos óscars. Fui ver este filme na tarde da última sexta-feira a umas salas de cinema muito calminhas em Carcavelos e confesso que não havia um único jovem na sala, estavam cerca de 20 pessoas na sala de cinema e todas ficaram até ao final da projeção, mesmo numa sessão com intervalo. 
Tenho que mencionar uma curiosidade, no espaço de um mês fui ao cinema ver 3 filmes muito diferentes que abordam o amor nas suas 3 perspetivas diferentes. Primero fui ver o filme “Romeo E Julieta” (2013), que falava de um amor heterosexual entre um rapaz e uma linda jovem; depois fui ver o filme “O Desconhecido do Lago”, filme que abordava o amor entre homens e por último fui ver um filme que falava de um amor lésbico, por outras palavras, um filme que mostra duas lindas princesas a “comerem-se” uma à outra. Este último é o filme que estou agora a comentar. A história contada em “La Vie d'Adele – Chapitre 1 Et 2” é um conto romântico que nos mostra uma relação amorosa entre duas raparigas, desde que se olham pela primeira vez, passando pelo meio da relação onde surgem alegrias e desilusões e terminando no fim da relação. Gostei das duas personagens, embora prefira claramente Adele. Emma é mais inconstante, mais rebelde. Gostei de quase todas as cenas do filme, mas quero frisar as que mais gostei : a sequência em que Adele discute a sua sexualidade com as amigas da escola e a cena do primeiro beijo entre Adele e Emma, o olhar de inocência de Adele é lindo.
A primeira cena de sexo que o realizador nos enfia nos olhos é uma sequência em que Adele se masturba a pensar na jovem de cabelos azuis que viu passar de relance na rua. A segunda já é mais complexa e mostra-nos de forma muito explicita a relação sexual de Adele com um rapaz conhecido. Mas a cereja no topo do bolo é mesmo a longa e demorada sequência que mostra Adele e Emma a fazerem amor, tudo muito cru, realista e excitante, sem cortes, sem censura, são cenas de sexo explicitas entre duas raparigas. Realmente, confesso que deve ter sido muito complicado para as duas atrizes filmar aquelas cenas de sexo, onde entre muitas carícias e beijos, até podemos contar com uma cena explicita em que Emma faz um pequeno sexo oral a Adele. “La Vie d'Adele – Chapitre 1 Et 2” é um excelente momento de cinema, na actualidade, é muito complicado termos cinema com esta qualidade, o cinema europeu é muito melhor do que o cinema americano, na minha opinião. Para mim, o normal é haver amor e sexo entre um homem e uma mulher, mas respeito perfeitamente as relações gays e lésbicas. Embora me faça alguma confusão, aceito mais facilmente duas raparigas ou mulheres a amarem-se do que dois homens. 
Na minha opinião, o realizador tem em “La Vie d'Adele – Chapitre 1 Et 2” a sua obra prima e muito dificilmente realizará algo melhor que isto. Adorei tudo neste filme : as interpretações das duas meninas, o argumento, a fotografia, os cenários, as prestações dos secundários, as cenas de sexo hetero e lésbico, a história de amor propriamente dita, o facto de ser um filme parado, a banda sonora, a realização firme, o facto de não ter erros a olho nú, o facto de ser um filme baseado num livro escrito por uma mulher e, aquilo que mais gostei foi da jovem Adèle Exarchopoulos, uma linda rapariga que se mostrou também uma excelente atriz, decididamente, a miúda tem futuro no meio cinematográfico. Não me admirava nada que se tornasse na próxima musa de Abdellatif Kechiche, mesmo depois das polémicas que houveram entre o realizador e as duas belas atrizes. Quanto a Léa Seydoux, apenas consagra a sua carreira de atriz com este trabalho rigoroso que exigiu imenso dela enquanto mulher. O filme está ainda repleto de líndissimos planos de camara, aquele plano em que Adele está sozinha sentada num banco de jardim é um achado, parece um quadro. Os planos em que a camara está próxima dos rostos das atrizes são um mimo. O plano final é poético, solitário e muito nostálgico, mostrando Adele a seguir o seu caminho, o seu destino. Abdellatif Kechiche é um mestre a mostrar as relações humanas em filmes e só tenho que lhe agradecer por ter realizado o melhor filme que vi em 2013, bem como um dos melhores filmes que na vida. Isto é cinema europeu de grande qualidade. Classificação do filme : 5. 
Abraços Cinéfilos.

Saw

Nome do Filme : “Saw”
Titulo Português : “Saw – Enigma Mortal”
Ano : 2004
Duração : 100 minutos
Género : Thriller/Crime/Drama
Realização : James Wan
Produção : James Wan/Leigh Whannell
Elenco : Tobin Bell (John Kramer/Jigsaw), Cary Elwes (Lawrence Gordon), Monica Potter (Alison Gordon), Makenzie Vega (Diana Gordon), Leigh Whannell (Adam), Danny Glover (David Tapp), Ken Leung (Steven Sing), Dina Meyer (Kerry), Michael Emerson (Zep), Shawnee Smith (Amanda), Alexandra Bokyun Chun (Carla).

História : Dois estranhos acordam acorrentados numa velha casa de banho. Um dos desconhecidos desconfia que a pessoa que os colocou naquela situação é um perigoso psicopata procurado pela policia que atende pelo nome de Jigsaw.

Comentário : Este excelente filme é um dos melhores thrillers que já vi. Por um lado temos um médico casado e com uma filha pequena que é apanhado por um psicopata que o acorrenta numa casa de banho. Temos também um fotógrafo que se encontra na mesma situação. Depois temos um policia que vive vidrado em encontrar o tal psicopata e, por último, temos um homem doente com um cancro que depois de sofrer um acidente de viação, passa a dar valor à vida. Tudo isto num thriller intenso, muito violento e sádico. Tenho que confessar que adorei tudo neste filme, mas aquilo que mais me fascinou foi o facto de que estavam sempre a suceder novas revelações, fazendo com que me apetecesse ver o que vinha a seguir. 
A nivel de interpretações todos estiveram de parabéns, todas as prestações estão a cima da média para este tipo de filmes. O argumento está fragmentado numa narrativa que nos é apresentada por James Wan como se de um puzzle se tratasse. O tal psicopata é conhecido por não matar as vitimas, ele dá a chance delas se safarem, as sujeitando em perigosas armadilhas, de modo a elas passarem a dar valor à vida. Escusado será dizer que todas as vitimas desses jogos mortais não dão valor à vida. 
O filme começa com duas personagens, mas depois vão surgindo outras mais, com destaque para a familia Gordon e para a estranha Amanda. O tema musical do Jigsaw tornou-se num hino de culto. Trata-se de um filme muito violento, isso nota-se principalmente nas armadilhas usadas para testar as vitimas. O final do filme revelou-se espectacular, embora tenha acabado em aberto. Sinceramente, na altura, nunca tinha imaginado que o filme terminasse daquela maneira. Fiquei mesmo boquiaberto com aquele twist final que decorreu no interior da velha casa de banho. Mais tarde, veio-se a saber que os produtores haviam escrito uma história que acabaram por dividi-la em sete filmes. Este foi o primeiro desses sete filmes, diga-se de passagem, este primeiro filme é o melhor da saga. A partir deste primeiro filme, a qualidade das suas sequelas foi sempre diminuindo, embora o sétimo e último filme tenha dado um final digno à saga.
Classificação do filme : 5.

sábado, 30 de novembro de 2013

The Past

Nome do Filme : “Le Passe”
Titulo Português : “O Passado”
Titulo Inglês : “The Past”
Ano : 2013
Duração : 131 minutos
Género : Drama
Realização : Asghar Farhadi
Elenco : Berenice Bejo (Marie), Pauline Burlet (Lucie), Tahar Rahim (Samir), Ali Mosaffa (Ahmad), Jeanne Jestin (Lea), Valeria Cavalli (Valeria), Sabrina Ouazani (Naima), Elyes Aguis (Fouad).

História : Um homem tenta formalizar o seu divórcio ao mesmo tempo que vai fazer os possiveis para que as pessoas à sua volta se relacionem bem depois desse complicado processo.

Comentário : Mais um filme que vai estrear em Dezembro próximo e eu já tive a sorte de o ver. O filme é muito bom e também bastante realista. Ao mesmo nivel do anterior filme do realizador - “A Separation”. Asghar Farhadi é perito em arranjar argumentos confusos e altamente complexos onde o ingrediente principal são as relações entre os membros da familia. No caso deste filme, temos um homem que regressa a casa, depois de ter estado cerca de quatro anos longe da ex-mulher para oficializar a separação. No entanto, encontra um péssimo clima, devido ao facto da filha mais velha estar revoltada com a mãe porque esta arranjou um novo homem. Tal como o anterior filme de Asghar Farhadi, neste seu novo registo, voltamos a confrontar-nos com a temática da separação.

A nivel das interpretações, está brutal. Berenice Bejo e Ali Mosaffa foram os que mais deram nas vistas no campo das prestações. O conhecido Tahar Rahim já esteve melhor em outros filmes. Tratando-se de cinema do mundo, estamos perante um filme de grande qualidade. O argumento é um diamante em bruto, enquanto que as mais de duas horas de imagens vão-nos dando sempre novos acontecimentos e revelações. Grande parte das personagens são muito ricas em termos de conteúdo, à medida que o filme vai rodando, vão-nos facultando novos dados sobre elas. Estamos diante de mais um filme que prova que o ser humano é o ser mais complexo que existe, volto a dizer, o argumento deste filme é muito forte, mostrando situações que podiam perfeitamente acontecer na vida real das pessoas. Talvez o filme entre na próxima corrida aos oscars na categoria de melhor filme de lingua não inglesa. Tal como vimos em “A Separation”, também “The Past” acaba em aberto. Os dois filmes são muito bons. 
Classificação do filme : 4.

A Separation

Nome do Filme : “Jodaeiye Nader Az Simin”
Titulo Português : “Uma Separação”
Titulo Inglês : “A Separation”
Ano : 2011
Duração : 121 minutos
Género : Drama
Realização : Asghar Farhadi
Elenco : Leila Hatami (Simin), Peyman Moaadi (Nader), Sarina Farhadi (Termeh), Shahab Hosseini (Hojjat), Kimia Hosseini (Somayeh), Sahabanu Zolghadr (Azam), Sareh Bayat (Razieh).

História : Quando a esposa abandona o lar, um homem contrata uma mulher para tomar conta do seu pai esclerosado.

Comentário : Vi este filme à cerca de dois anos e não gostei dele da primeira vez que o vi. Tudo devido ao seu final, que não dá explicações nenhumas para certos acontecimentos do filme e deixa o filme em aberto. No entanto, e verdade seja dita, é um dos filmes mais realistas que vi. Quando o vi pela segunda vez, já gostei mais do filme e achei-o muito bom. O realizador empenhou-se a sério neste seu projecto e o resultado é um filme detentor de um argumento potente e muito forte. As interpretações são bestiais. O realizador leva mesmo as suas personagens ao limite psicológico. Uma curiosidade, a filha do personagem principal é a filha do realizador, na vida real. Esta é a história de uma separação e também da falta de confiança que podemos ter da pessoa amada e das pessoas que nos rodeiam. Não fiquei a saber quem roubou o dinheiro de Nader, assim como também não fiquei a conhecer o destino da jovem Termeh, aliás, o filme nunca deu essas duas respostas. E talvez por isso, eu não lhe dou a nota máxima. Um último reparo, fui ver o filme ao cinema quando ele estreou.

Classificação do filme : 4.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Augustine

Nome do Filme : “Augustine”
Titulo Português : “Augustine”
Ano : 2012
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Alice Winocour
Elenco : Vincent Lindon (Jean Martin Charcot), Soko (Augustine), Chiara Mastroianni (Constance Charcot), Olivier Rabourdin (Bourneville), Roxane Duran (Rosalie).

História : Na Paris de 1885, uma jovem rapariga de 19 anos chamada Augustine trabalha desde os 14 numa casa como servente. Um dia, sofre um ataque e fica paralisada de um olho. Quem acaba por reparar nela é um conceituado médico que fica encarregue de cuidar dela com a finalidade de não só a curar como também de provar uma estranha tese sobre as mulheres e ganhar prestigio.

Comentário : Na noite passada vi este filme e confesso que gostei dele. É uma espécie de filme de época que aborda aquela época em que as mulheres eram acusadas de sofrer de histeria e eram mal compreendidas. No centro da trama, encontramos uma bonita jovem que sofre de problemas psicológicos e tem a sorte de ser ajudada por um excelente médico. Entre médico e paciente acaba por nascer uma curiosa relação que todos já desconfiamos como vai terminar ou naquilo que vai dar. Achei o filme bastante curioso e adorei a interpretação da jovem Soko. Um bom filme.

Classificação do filme : 3.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Stranger By The Lake

Nome do Filme : “L' Inconnu Du Lac”
Titulo Português : “O Desconhecido Do Lago”
Titulo Inglês : “Stranger By The Lake”
Ano : 2013
Duração : 98 minutos
Género : Drama
Realização : Alain Guiraudie
Elenco : Pierre Deladonchamps (Franck), Patrick D'Assumçao (Henri), Christophe Paou (Michel), Jerome Chappatte (Damroder), Mathieu Vervisch (Eric), Emmanuel Daumas (Philippe), François Renaud Labarthe (Pascal Ramiere).

História : Franck é um jovem que costuma frequentar um areal junto a um lago, local que é usado para homens engatarem outros homens. Um dia, Franck conhece Michel e pensa estar apaixonado por aquele estranho e robusto homem. No entanto, Franck descobre algo sobre Michel que irá mudar para sempre a imagem que tem dele.

Comentário : Agora que o Cinema King fechou as portas por culpa do seu proprietário, ficamos apenas com uma única sala de cinema em Lisboa que exibe exclusivamente cinema de autor, cinema independente e alternativo e cinema europeu, estou claramente a falar do Cinema Nimas. Esta semana estreou na única sala do Cinema Nimas o filme independente “O Desconhecido Do Lago”. Eu gosto muito do Cinema Nimas, assim como gostava do King e fui ver este filme. Trata-se de um filme gay, basicamente o que vemos ao longo da hora e meia de projeção são homens a fazer sexo com outros homens, tudo muito explicito. O filme está classificado para maiores de 16 anos, mas na minha opinião devia ser para maiores de 18 anos. Na sessão em que fui, as únicas mulheres que estavam na sala saíram durante o filme.

O filme “O Desconhecido Do Lago” é um filme muito parado, onde umas poucas cenas se repetem algumas vezes, por exemplo, a cena dos gays a arrumarem os carros no parque florestal parece sempre a mesma. A realização é muito boa, a fotografia é positiva, as três interpretações principais são muito boas e até parece que eles são mesmo gays devido à abismal entrega aos respetivos papéis. Adorei as cenas que decorrem à noite, estão filmadas de forma impecável. Adorei igualmente o personagem Henri e fiquei triste com o destino que Alain Guiraudie lhe atribuiu. Detestei o facto de o filme acabar em aberto, ou seja, não se sabe como tudo aquilo terminou, principalmente para o lado de Franck. Quero também confessar que não tenho nada contra os gays, mas é mais facil para mim aceitar duas raparigas a amarem-se do que dois homens. Respeito, mas faz-me imensa confusão, para mim um homem e uma mulher foram feitos um para o outro. Resumindo, é um bom filme. 

Classificação do filme : 3.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Recordações Da Casa Amarela

Nome do Filme : “Recordações Da Casa Amarela”
Titulo Inglês : “Recollections Of The Yellow House”
Ano : 1989
Duração : 120 minutos
Género : Drama
Realização : João César Monteiro
Elenco : João César Monteiro (João de Deus), Manuela de Freitas (Dona Violeta), Ruy Furtado (Armando), Teresa Calado (Menina Julieta), António Terrinha (Doctor), Madalena Lua (Criada), Sabina Sacchi (Mimi), Maria Ângela Oliveira (Mãe de Deus).

História : Em Lisboa, um indivíduo vive no quarto de uma pensão barata na zona velha e ribeirinha da cidade. Sozinho, vê-se confrontado com a dureza da vida urbana.

Comentário : Trata-se de um excelente filme do grande mestre João César Monteiro que eu adorei. Além de ser cinema de autor de grande qualidade, é do melhor cinema português que já foi feito. João César Monteiro é o realizador e o ator principal deste belissimo filme. É um filme parado, mas está filmado de forma brilhante. O realizador tem uma maneira especial de filmar as mulheres, como nenhum outro. Adorei a cena da banheira, mostra bem como a mulher é superior ao homem. Por outro lado, detestei a cena da boneca de pano. O final do filme (últimos 20 minutos) não tem muito a ver com a grandiosidade que vimos ao longo de quase duas horas de fita. Certas partes do filme parecem realidade, de tão espontâneas que são. Por vezes, a camara faculta-nos ângulos maravilhosos, por exemplo, a parte da orquestra. Outra coisa que me fascinou foi o facto do filme se passar na linda cidade de Lisboa, cidade onde eu nasci. É uma honra ver um filme que foi filmado em Lisboa. Os filmes de João César Monteiro foram restaurados pela Cinemateca, instituição que costuma passá-los nas suas salas. Gosto do cinema de Manoel de Oliveira, mas prefiro o cinema de João César Monteiro. Ao ver este filme, vivi um excelente momento de cinema. “Recordações Da Casa Amarela” é cinema.
Classificação do filme : 5.

Inside Llewyn Davis

Nome do Filme : “Inside Llewyn Davis”
Titulo Português : “A Propósito De Llewyn Davis”
Ano : 2013
Duração : 105 minutos
Género : Drama
Realização : Ethan Coen/Joel Coen
Elenco : Oscar Isaac (Llewyn Davis), Carey Mulligan (Jean Berkey), John Goodman (Roland Turner), Garrett Hedlund (Johnny Five), F. Murray Abraham (Bud Grossman), Stark Sands (Troy Nelson), Adam Driver (Al Cody), Justin Timberlake (Jim).

História : O filme mostra uma semana na vida de um jovem cantor de Greenwich Village, pela altura de 1961. O jovem chama-se Llewyn Davis e, quando um Inverno severo atinge a cidade, o jovem, com a sua guitarra na mão, luta para ganhar a vida como músico e enfrenta vários obstáculos. Ele sobrevive apenas graças ao apoio dado por amigos e por estranhos, aceitando qualquer tipo de trabalho. Apesar das imensas dificuldades, Llewyn Davis e a música caminham lado a lado.

Comentário : Mais uma grande obra cinematográfica que os igualmente grandes Irmãos Coen nos trouxeram. Fui daqueles que fui ao cinema ver o último filme deles – True Grit, que confesso ter adorado. Claramente que não vou esperar que chegue o final deste ano para ver este filme nos cinemas, sim, parece incrível mas é verdade, “Inside Llewyn Davis” apenas estreia nas salas de cinema portuguesas no dia 21 de Dezembro. O que representa um insulto ao público cinéfilo, que espera meses a fio para que os melhores filmes estreiem cá. Felizmente, existe uma coisa chamada Internet que nos faculta excelentes meios a que nós podemos recorrer para vermos os filmes na mesma altura em que estes se encontram em exibição nas salas de cinema americanas. Foi o que fiz, recorri a um desses métodos e lá consegui ver este “Inside Llewyn Davis”, ainda que tivesse sido com uma imagem sem grande qualidade. Mas deu para ver o filme todinho muito bem e confesso que adorei o filme.
O ator Oscar Isaac é a grande estrela do filme, ele actua e canta lindamente. Depois temos uma das minhas atrizes preferidas, Carey Mulligan, além de linda é uma excelente atriz. Neste novo registo dos Coen, Mulligan está praticamente irreconhecível, mas ainda assim, muito bonita. E canta igualmente muito bem, tal como havia feito no não menos excelente “Shame”, no ano passado. Todo o elenco de secundários está igualmente de parabéns, onde se destaca o talentoso Justin Timberlake. Outra coisa de frisar é a exímia fotografia do filme, parece que estamos a ver um quadro.
Inside Llewyn Davis” é ainda um dos poucos filmes que fala realmente de música. O filme tem também uma veia poética muito forte. Achei curioso o facto do personagem principal andar de um lado para o outro com o gato nas mãos. Por outro lado, achei bastante ridiculo e patético o penteado do personagem de John Goodman. O filme possui uma banda sonora de grande qualidade e a canção “Five Hundred Miles” cantada em trio por Carey Mulligan, Justin Timberlake e Stark Sands é um hino para os nossos ouvidos. Temos assim um excelente filme sobre musica que conta a história de um homem que apenas queria cumprir um sonho – ser cantor, ser músico. Uma curiosidade, o cantor Llewyn Davis nunca existiu, ele é uma espécie de personagem que representa vários cantores de rua que surgiram naquele país e naquela época. Para mim, e enquanto cinéfilo, “Inside Llewyn Davis” é mais um dos melhores filmes que vi este ano.
Classificação do filme : 5.

domingo, 24 de novembro de 2013

Branca de Neve

Nome do Filme : “Branca de Neve”
Titulo Português : “Branca de Neve”
Ano : 2000
Duração : 75 minutos
Género : Drama
Realização : João César Monteiro
Produção : Paulo Branco
Elenco : Ana Brandão (rainha), Maria do Carmo (Branca de Neve), Diogo Dória (rei), Luis Miguel Cintra (caçador), Reginaldo da Cruz (principe).

História : A visão de um clássico infantil pelos olhos de um dos melhores realizadores de cinema.

Comentário : O realizador de cinema João César Monteiro foi um dos melhores na sua área em Portugal. O seu cinema é fantástico e diferente de tudo o que já se viu em todo o mundo. No entanto, pouca gente gosta do cinema que ele fazia. É lamentável que assim seja. Este filme, que é uma versão alternativa e sonora do eterno clássico infantil da Branca de Neve, é possivelmente o menos bom dos seus filmes. Vemos o ecrã todo negro e apenas ouvimos atores a falar, nós temos que imaginar o que estamos a ouvir. Às vezes, aparecem imagens do céu ou umas ruínas, nada mais. O genérico inicial e o genérico final são maravilhosos. O filme gerou uma grande polémica porque o produtor Paulo Branco recebeu um avultado subsídio para conceber o filme e depois resultou nesta obra com fracos recursos, muitos cinéfilos questionaram para onde foi o dinheiro. Para mim, isto ainda é cinema.

Classificação do filme : 2.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Ginger Snaps

Nome do Filme : “Ginger Snaps”
Titulo Português : “Tentadora Maldição”
Ano : 2000
Duração : 105 minutos
Género : Drama/Terror
Realização : John Fawcett
Elenco : Katharine Isabelle (Ginger), Emily Perkins (Brigitte), Mimi Rogers (Pamela).

História : A vida de uma jovem rapariga muda por completo quando é mordida por um lobo.

Comentário : O filme já tem uns aninhos, mas é um bom filme de terror à moda antiga. No centro da trama temos duas irmãs que gostam de criar cenários de terror e mortes. Até ao dia em que a desgraça lhes bate à porta. A interpretação da jovem Katharine Isabelle é brutal, bem como a sua caracterização como Ginger, ao longo do tempo em que a metamorfose vai acontecendo. Os efeitos especiais até nem são maus de todo e a história é boa, apesar de nada ter de original. Como pontos negativos, destaco alguns erros e a parte em que o monstro dá um ar da sua graça está muito mal feita. O final é poderoso e cheio de dramatismo, gerando em nós tristeza, nostalgia e saudosismo. Volto a dizer, a caracterização de Ginger à medida que a maldição vai tomando conta do seu corpo está brutal, bem como a sua prestação. No geral, é um bom filme.

Classificação do filme : 3.

domingo, 17 de novembro de 2013

Venus In Fur

Nome do Filme : “La Vénus À La Fourrure”
Titulo Português : “Vénus de Vison”
Titulo Inglês : “Venus In Fur”
Ano : 2013
Duração : 96 minutos
Género : Drama
Realização : Roman Polanski
Elenco : Emmanuelle Seigner (Vanda), Mathieu Amalric (Thomas).

História : Há semanas que Thomas tenta encontrar a atriz perfeita para a peça “Venus In Fur”, a famosa obra do austríaco Leopold Von Sacher Masoch, que agora pretende levar aos palcos de Paris. Ao final de mais um dia, aparece uma mulher intempestiva que, apesar de tudo, tem qualquer coisa de extraordinariamente sedutor. Assim, mesmo relutante, Thomas deixa-a tentar a sua sorte numa audição privada onde fica assombrado com a sua entrega ao papel de protagonista.

Comentário : Trata-se da melhor estreia da semana nas nossas salas de cinema e eu fui vê-lo às salas Lusomundo do Oeiras Parque. Sou fã do realizador Roman Polanski e admiro imenso o seu trabalho. Gostei muito deste “Venus In Fur”, é um filme que tem muito de cinema. Neste filme, a esposa de Roman Polanski volta a trabalhar com o realizador e até o ator Mathieu Amalric é parecido com Polanski quando este era novo. O filme apenas tem duas personagens presentes, mas isso não demoveu as pessoas de irem vê-lo. Vanda e Thomas são duas personagens muito ricas e os atores que os viveram interpretaram muito bem. Penso que a maioria das pessoas não vão gostar deste filme, talvez porque é muito parado e porque decorre num único cenário, num velho teatro. De facto, a fusão entre cinema e teatro é bastante eficaz. Também achei curioso o facto de, por vezes, não se entende se os personagens falam de verdade ou se faz parte da encenação. Para os mais destraídos, o termo “masoquismo” vem do nome do verdadeiro autor da peça em que o filme se baseia. O filme prova que as mulheres, quando querem, podem ter muito poder sobre os homens. Gostei muito de ter ido ao cinema ver este novo filme de Roman Polanski. Emmanuelle Seigner é sensual e é boa atriz, Mathieu Amalric é fantástico e o filme é muito bom. Dois últimos reparos : detestei o final do filme, já o genérico final é maravilhoso. 

Classificação do filme : 4.

sábado, 16 de novembro de 2013

Our Music

Nome do Filme : “Notre Musique”
Titulo Português : “A Nossa Música”
Ano : 2004
Duração : 80 minutos
Género : Drama
Realização : Jean Luc Godard
Elenco : Sarah Adler (Judith Lerner), Nade Dieu (Olga Brodsky), Rony Kramer (Ramos Garcia).

História : A história de duas jovens mulheres. Enquanto uma procura refugio na investigação, a outra encontra a paz à beira do rio, numa praia protegida por marinheiros americanos.

Comentário : Não é novidade para ninguém que Jean Luc Godard é um dos melhores realizadores de sempre. Grande parte dos seus filmes são enormes referências. Este seu recente filme é apenas mais uma. “A Nossa Música” é um filme muito bom. Está dividido em 3 partes, pelo que eu não gostei muito da primeira. As outras duas são de uma beleza notável. As duas jovens possuem boas interpretações. O filme tem muito de cinema e eu tive a sorte de o ver pela primeira vez na noite passada. Claro que os filmes mais antigos de Godard são verdadeiras obras primas, mas este seu recente trabalho tem a seu favor ser possuidor da mesma mestria. A terceira e última parte é unicamente bela.

Classificação do filme : 4.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Le Havre

Nome do Filme : “Le Havre”
Titulo Português : “Le Havre”
Ano : 2011
Duração : 90 minutos
Género : Drama
Realização : Aki Kaurismaki
Elenco : Andre Wilms (Marcel Marx), Blondin Miguel (Idrissa), Kati Outinen (Arletty), Jean Pierre Darroussin (Monet), Elina Salo (Claire), Evelyne Didi (Yvette), Laika.

História : Um velho decide ajudar um jovem ilegal a regressar para a sua família.

Comentário : Gostei do filme. Confesso que nem sabia da existência da localidade onde decorre a ação do filme. O ator principal teve uma boa interpretação e também gostei da prestação do miudo. Adorei o inspector, que personagem espectacular. Até a cadela do personagem principal é adorável. Por vezes, temos que fazer boas acções para nos sentirmos melhor com nós mesmos e com a vida. A zona onde o filme se passa é uma parte muito pitoresca da cidade, onde as pessoas se dão bem. A relação do personagem principal com os diversos vizinhos e comerciantes é o ponto mais alto do filme. Bom filme.

Classificação do filme : 3.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Até Amanhã, Camaradas

Nome do Filme : “Até Amanhã Camaradas”
Ano : 2005
Duração : 300 minutos
Duração (Versão Cinema) : 190 minutos
Género : Drama/Histórico
Realização : Joaquim Leitão
Produção : Tino Navarro
Argumento : Manuel Tiago (Álvaro Cunhal)/Luis Filipe Rocha
Elenco : Gonçalo Waddington (Vaz), Leonor Seixas (Maria), Paulo Pires (Ramos), Adriano Luz (Manuel Rato), Cândido Ferreira (Paulo), Marco D'Almeida (António), Nuno Nunes (Afonso), Carla Chambel (Lisete), Sara Graça (Rosa), São José Correia (Conceição), Luis Lucas (Marques), António Capelo (Pereira), António Melo (Cesário), Figueira Cid (Jeronimo), Ivo Ferreira (Sagarra), Heitor Lourenço (Jaime), José Wallenstein (Fialho), Patrícia André (Bela), Jorge Pinto (Gaspar), Adriano Carvalho (Toni), Amélia Coroa (Joana), Nuno Machado (Henriques), Juana Pereira da Silva (Isabel), Teresa Faria (Ermelinda), Vera Alves (Madalena), Patrícia Franco (Belita), Sara Batista (Elsa).

História : No Portugal de 1944, o país vive oprimido pela ditadura, há quem resista e se organize para mobilizar o povo para a luta pelo pão e pela liberdade. Mesmo que isso lhe possa custar a prisão, torturas ou até a vida. Militantes e funcionários do Partido Comunista, que desenvolvem a sua acção na clandestinidade, reorganizando o Partido nos arredores de Lisboa e do Ribatejo, ao mesmo tempo que preparam uma grande jornada de luta com tudo o que dispõem.

Comentário : Possivelmente a melhor estreia desta semana nas nossas salas de cinema. O comentário que venho aqui fazer é mais sobre a série que estreou em 2005 do que sobre este filme que estreia esta semana. O filme é uma versão reduzida da série mas temos que louvar o facto de o terem lançado nos cinemas. Esta série é baseada num romance escrito por Álvaro Cunhal e que estreia agora nos cinemas numa espécie de comemoração ao centenário do nascimento do histórico líder do partido comunista português. A série está dividida em seis episódios de cerca de 50 minutos cada. A série tem pouco de cinema, mas é uma “peça” muito bem concebida e filmada. Conta com boas interpretações de todos, mas aqueles que se destacaram mais foram : Gonçalo Waddington, Leonor Seixas, Paulo Pires e Cândido Ferreira. O filme mostra factos ficionados de acontecimentos passados numa das épocas mais negras da história de Portugal, o fascismo de Salazar. Confesso que existem algumas semelhanças entre a época retratada na série e a época actual. A recriação de época também está muito bem feita. Os jovens deviam receber convites e bilhetes grátis para irem ver este filme ao cinema, para terem uma noção do que os avós deles passaram. “Até Amanhã, Camaradas” é a melhor série portuguesa que vi. Muito bom.

Classificação do filme : 4.

domingo, 3 de novembro de 2013

Incendies

Nome do Filme : “Incendies”
Titulo Português : “A Mulher Que Canta”
Ano : 2010
Duração : 130 minutos
Género : Drama/Thriller/Histórico
Realização : Denis Villeneuve
Elenco : Lubna Azabal (Nawal Marwan), Melissa Desormeaux Poulin (Jeanne Marwan), Maxim Gaudette (Simon Marwan), Abdelghafour Elaaziz (Abou Tarek).

História : Quando um notário se senta com Jeanne e Simon Marwan para ler o testamento da sua mãe, Nawal, os irmãos ficam abismados ao receberem dois envelopes, um para o pai que julgavam morto e um outro para um irmão cuja existência desconheciam. Nesta enigmática herança, Jeanne percebe o silêncio da mãe durante as suas últimas semanas de vida e decide partir para o Médio Oriente em busca da sua história, descobrindo uma mulher muito diferente daquela que sempre conheceu.

Comentário : Trata-se de um filme muito perturbador. Foi nomeado para melhor filme de lingua não inglesa. O filme que ganhou nesta categoria nesse ano é também muito bom e mereceu o prémio. No entanto, este “Incendies” é um filme muito mais pesado e mais negro do que “Num Mundo Melhor”. É curioso como ficamos abismados à medida que os acontecimentos de “Incendies” se vão desenrolando à frente dos nossos olhos. Ainda que seja um pouco dificil de acreditar, principalmente devido à passagem dos anos e à respetiva idade de um personagem, resultando numa história muito mal contada. A realização é boa, a fotografia é excelente, a história podia ter sido verdadeira, a banda sonora é rica, alguns cenários são admiráveis. Os maiores destaques vão para as brutais interpretações de Lubna Azabal e de Melissa Desormeaux Poulin e também para a enorme carga dramática e complexa que envolve toda a história da mulher que canta. Se aquilo tivesse realmente acontecido seria uma “tragédia grega”. Dá que pensar. Confesso que fiquei a pensar no filme durante cerca de meia hora depois de o ver. Um dos melhores filmes que o cinema do mundo nos deu em muitos anos. No entanto, volto a dizer, alguns acontecimentos que se passam no filme pecam por serem muito inverossímeis.

 Classificação do filme : 4.

Neighboring Sounds

Nome do Filme : “O Som Ao Redor”
Titulo Inglês : “Neighboring Sounds”
Ano : 2012
Duração : 133 minutos
Género : Drama/Thriller
Realização : Kleber Mendonça Filho
Elenco : Ana Rita Gurgel (Ana Lúcia), Maeve Jinkings (Bia), Irma Brown (Sofia), Felipe Bandeira (Nelson), Gustavo Jahn (João), Mauricéia Conceição (Maria), Rubens Santos (Adailton), Arthur Canavarro (Romualdo), Lula Terra (Anco), Clara Pinheiro Oliveira (Fernanda), Mariaangela Valea (Betania), Isadora Gibson (Mirela), Grece Marques (Cleide), Clebia Sousa (Luciene), Mariguinha Santon (Francisca).

História : O quotidiano de várias pessoas numa cidade brasileira.

Comentário : Vi este filme ontem à noite e gostei dele. Trata-se de um filme brasileiro que mostra o dia a dia de várias pessoas na cidade brasileira do Recife. De entre as várias histórias, achei curiosa a história daquela dona de casa que detestava o cão da vizinha e se masturbava com a máquina de lavar. Já as partes dos seguranças de rua não gostei mesmo nada. O filme tem um bom inicio, um meio muito arrastado e um final cativante. Na minha opinião, é um filme longo demais, 90 minutos bastavam para contar esta história. Gostei também da banda sonora, ou seja, dos sons que compõem a pelicula. As interpretações são muito boas e a fotografia agrada. O Brasil já nos deu muito melhor nos últimos anos, ou seja, o filme não nos trouxe nada de inovador ou de excelente. Não entendo a quantidade de prémios que o filme ganhou, talvez não fosse caso para tanto. Caso não saibam, este é o filme escolhido para representar o Brasil na próxima cerimónia dos Óscars. Resumindo, “Neighboring Sounds – O Som Ao Redor” é um bom filme e vê-se muito bem, mas Kleber Mendonça Filho podia ter dado ao filme um argumento mais rico e ter-lhe tirado cerca de 90 minutos. 

Classificação do filme : 3.

sábado, 26 de outubro de 2013

The Best Of Youth

Nome do Filme : “La Meglio Gioventu”
Titulo Português : “A Melhor Juventude”
Titulo Inglês : “The Best Of Youth”
Ano : 2003
Duração : 360 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Marco Tullio Giordana
Produção : Alessandro Calosci/Donatella Botti/Angelo & Gianfranco Barbagallo
Elenco : Luigi Lo Cascio (Nicola Carati), Alessio Boni (Matteo Carati), Sonia Bergamasco (Giulia Monfalco), Maya Sansa (Mirella Utano), Fabrizio Gifuni (Carlo Tommasi), Jasmine Trinca (Giorgia Esposti), Riccardo Scamarcio (Andrea Utano), Andrea Tidona (Angelo Carati), Valentina Carnelutti (Francesca Carati), Claudio Gioe (Vitale Micavi), Greta Cavuoti/Camilla Fillippi (Sara Carati), Lidia Vitale (Giovanna Carati), Giovanni Scifoni (Berto), Paolo Bonanni (Luigino), Valeria Colangelo (Elena), Laura Di Mariano (Paola), Claudia Fiorentini (Cati), Maddalena Recino (Anita), Angelica Zanardi (Cugina), Kristine Opheim (Ermione), Juana Jimenez (Lolita).

História : É a história de uma família italiana do fim dos anos 60 até aos nossos dias (2003). No centro da história, dois irmãos : Nicola e Matteo. No início, partilham os mesmos sonhos, as mesmas esperanças, leituras e amizades. Até ao dia em que o encontro com uma jovem rapariga com problemas ditará o destino de cada um deles e separará os seus caminhos : Nicola decide estudar psiquiatria enquanto Matteo abandona os estudos para se tornar policia.

Comentário : Lindo. Excelente. Potente. Sensível. Cinematográfico. Podia estar aqui vários minutos a debitar adjetivos para classificar este filme, que nunca seriam demais. Este filme é o melhor filme italiano que eu vi em toda a minha carreira cinéfila. Todos tiveram interpretações e prestações excelentes, o filme possui uma recriação de época avassaladora, a história é excelente e o argumento bastante consistente, a realização é um primor e a fotografia é brutal. Notou-se perfeitamente que houve um enorme esforço de toda a numerosa equipa para que as coisas resultassem e resultaram na perfeição. O filme é excelente a todos os níveis. Adorei tudo nesta fita. O único problema é a duração do filme – são seis horas de fita. O que leva quase toda a gente a não vê-lo. Pessoalmente, vi o filme em duas partes, nunca me cansei de o ver e estava sempre à espera do que iria acontecer a seguir. Devia haver homens como Nicola Carati, o mundo seria muito melhor. Particularmente, gostei de quase todos os personagens. Trata-se de um excelente filme que tem muito de cinema. A atriz Jasmine Trinca é uma mulher linda, possivelmente a melhor interpretação do filme inteiro. Este filme é um dos melhores filmes que vi na vida. Grande momento de cinema. Brutal.

Classificação do filme : 5.

PS : Com “The Best Of Youth”, encerro os meus comentários a filmes deste mês de Outubro. Em Novembro voltarei com mais filmes vistos para os comentar. Até lá, vos desejo um excelente Halloween. E já agora : Bons Filmes.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Romeo And Juliet

Nome do Filme : “Romeo And Juliet”
Titulo Português : “Romeu e Julieta”
Ano : 2013
Duração : 120 minutos
Género : Romance/Drama
Realização : Carlo Carlei
Elenco : Hailee Steinfeld (Juliet), Douglas Booth (Romeo), Christian Cooke (Mercutio), Paul Giamatti (Frei Laurence), Ed Westwick (Tybalt), Kodi Smit McPhee (Benvolio), Damian Lewis (Lord Capulet), Natascha McElhone (Lady Capulet), Tomas Arana (Lord Montague), Laura Morante (Lady Montague), Lesley Manville (The Nurse), Stellan Skarsgard (Prince Of Verona).

História : O amor entre dois adolescentes nobres provenientes de famílias rivais de Verona, cuja ligação foi tão forte e pura que nem a morte conseguiu separar.

Comentário : Hoje fui ao cinema ver este filme, trata-se da versão mais recente do mais famoso romance de William Shakespeare. Adorei o filme, embora tenha que dizer que a versão de Franco Zeffirelli é muito melhor. Entre a versão de 1968 e esta versão de 2013 existem algumas diferenças, mas tenho que dizer que o realizador Carlo Carlei fez muito bem em manter-se fiel à versão de Franco Zeffirelli, assim, as duas versões são muito parecidas. Uma das coisas que esta nova versão perde face à antiga é o facto de as personagens falarem poucas vezes no modo poético. Outros fatores negativos são por exemplo, não gostei deste Mercutio, prefiro o da versão de 1968. No entanto, gostei mais do Tybalt desta nova versão do que o da versão de Franco Zeffirelli. Em relação à personagem do Frei Laurence, gostei dos dois.

Falando agora do mais importante, o casal protagonista. Afirmo que gostei tanto do casal da versão de 1968 como do casal desta versão. Os dois Romeos são muito parecidos e as duas Juliets também são um pouco parecidas. Os dois atores que desempenharam os dois Romeos e as duas atrizes que desempenharam as duas Juliets fizeram o trabalho na perfeição. No entanto, esta versão é menos romântica, pelo menos foi assim que vi as coisas. Hailee Steinfeld é uma jovem muito bonita, já tinha gostado dela no excelente “True Grit” e voltei a ficar maravilhado com a sua prestação nesta nova versão de “Romeo And Juliet”. Também penso que nesta versão, o realizador podia ter arranjado uma banda sonora melhor.


Este filme conta a história de uma linda e trágica história de amor. Um amor considerado proíbido por duas famílias e que só podia acabar mal. A empatia entre Hailee Steinfeld e Douglas Booth enquanto personagens não resultou na perfeição, como havia sucedido com Olivia Hussey e Leonard Whiting. Quem viu as duas versões recentemente, como eu fiz, percebeu facilmente isso. Nesta nova versão, isso não aconteceu por culpa da linda Hailee Steinfeld, penso que foi mais devido à falta de dedicação de Douglas Booth. Todo o elenco de secundários esteve bem, principalmente a nanny de Juliet. Quanto a Hailee Steinfeld, depois de duas excelentes interpretações e prestações (True Grit e Romeo And Juliet), espero que volte a impressionar com a sua qualidade de representação num futuro drama, a beleza já ela possui. Um filme que não fará sucesso nenhum, mas que será sempre mais um hino ao Amor. 

Classificação do filme : 4.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Romeo & Juliet

Nome do Filme : “Romeo & Juliet”
Titulo Português : “Romeu e Julieta”
Ano : 1968
Duração : 136 minutos
Género : Romance/Drama
Realização : Franco Zeffirelli
Elenco : Olivia Hussey (Juliet), Leonard Whiting (Romeo), John McEnery (Mercutio), Milo O'Shea (Frei Laurence), Michael York (Tybalt), Bruce Robinson (Benvolio), Paul Hardwick (Lord Capulet), Natasha Parry (Lady Capulet), Antonio Pierfederici (Lord Montague), Esmeralda Ruspoli (Lady Montague), Pat Heywood (The Nurse).

História : O amor entre dois adolescentes nobres provenientes de famílias rivais de Verona, cuja ligação foi tão forte e pura que nem a morte conseguiu separar.

Comentário : A poucos dias de estrear nas nossas salas de cinema a nova versão do clássico de William Shakespeare, resolvi ver esta versão antiga concebida por Franco Zeffirelli. Confesso que adorei o filme e tenciono revê-lo brevemente. O filme é excelente em tudo, desde o guarda-roupa, à fotografia, passando pela fantástica recriação de época e acabando nas interpretações, todos os atores estiveram excelentes. Mas o destaque vai todo para a linda Olivia Hussey e para o belo Leonard Whiting, o casal funcionou bem como personagens principais e notou-se bem a boa empatia que tinham enquanto ator e atriz. A história já era conhecida por mim, mas tenho que confessar que adorei ver pela primeira vez a versão antiga deste conto, nem dei pelas quase duas horas e meia passarem. Li algures que o filme fez boa figura na cerimónia dos óscars desse ano. Olhando para a versão com o Leonardo DiCaprio e para esta, claramente que a de Baz Luhrmann é posta a um canto, pois não chega aos calcanhares da versão de Franco Zeffirelli. Um último reparo, Olivia Hussey é uma mulher muito bonita e isso, aliado ao facto dela ser boa atriz, ajudou a tornar Juliet mais credível. Para mim, e mesmo sem ter visto ainda a nova versão, posso afirmar que esta versão de Franco Zeffirelli, da melhor história de amor de todos os tempos, é mesmo a melhor.

Classificação do filme : 5.

sábado, 19 de outubro de 2013

The Last Elvis

Nome do Filme : “El Último Elvis”
Titulo Português : “O Último Elvis”
Ano : 2012
Duração : 92 minutos
Género : Drama
Realização : Armando Bo
Elenco : John McInerny (Carlos Gutierrez), Margarita Lopez (Lisa Marie Gutierrez), Griselda Siciliani (Alejandra Olemberg), Rocío Rodríguez Presedo (Nina Hagen).

História : Carlos Gutierrez é um imitador de Elvis Presley. À noite, no mundo esplendoroso de imitadores de celebridades de Buenos Aires, ele é uma estrela. De dia, ele é um empregado fabril sem futuro. Tem ainda uma filha menor para criar. Até que um trágico acidente o obriga a reconsiderar as suas prioridades.

Comentário : Este curioso filme fez-me lembrar “Tony Manero”, um filme de Pablo Larrain que tive a oportunidade de ver pela primeira vez à uns meses. Gostei dos dois, mas “The Last Elvis” é muito melhor. No centro da trama, temos um homem frustrado e que tem uma enorme obsessão pelo falecido cantor Elvis Presley, a ponto de ter dado à filha o nome de Lisa Marie, nome da verdadeira filha de Elvis Presley. A obsessão é tão grande que a esposa acabou por se separar dele. No entanto, o destino troca-lhe as voltas, mas Carlos nada aprende com isso e faz com que o seu sonho se realize. O que salta mais à vista, é a brutal interpretação do ator John McInerny que desempenhou o seu papel na perfeição, embora fisicamente, não se assemelhe nada ao cantor original. Também gostei da prestação da pequena Margarita Lopez. No fundo, até se entende a admiração de Carlos Gutierrez por Elvis Presley, o ser humano é tipicamente sonhador. É impossivel não ficarmos sensibilizados com o final do filme, muito deprimente. O filme apenas se encontra em exibição numas das três salas do Cinema King, mais uma vez lamentável o tipo de distribuição que este tipo de cinema tem. Uma das melhores estreias desta semana e, para mim, mais uma agradável surpresa que o ano me deu.

Classificação do filme : 4.