domingo, 30 de dezembro de 2012

Millennium 1 – The Girl With The Dragon Tattoo

Nome do Filme : “Millennium 1 – The Girl With The Dragon Tattoo”
Ano : 2011
Duração : 160 minutos
Género : Thriller
Realização : David Fincher
Elenco : Daniel Craig (Mikael Blomkvist), Rooney Mara (Lisbeth Salander), Christopher Plummer (Henrik Vanger), Stellan Skarsgard (Martin Vanger), Steven Berkoff (Dirch Frode), Robin Wright (Erika Berger), Joely Richardson (Anita Vanger), Geraldine James (Cecilia Vanger), Goran Visnjic (Dragan Armansky), Josefin Asplund (Nilla Blomkvist).

História : Um jornalista aceita o convite para visitar um velho industrial que vive numa ilha remota na Suécia, com a intenção de investigar o desaparecimento de uma jovem. Enquanto isso, uma jovem pirata informática com um passado muito negro é recomendada a esse jornalista para o ajudar a desvendar aquele enigma.

Comentário : Antes de mais, quero dizer que não li os 3 livros em que esta trilogia se baseia, mas já vi os 3 filmes originais suecos e confesso que adorei esses filmes. Razão pela qual não vejo qual o motivo que Hollywood resolveu fazer um remake dessa trilogia sueca. Esta versão americana do primeiro filme não está ao nivel da versão sueca ou seja, não é tão bom quanto o filme original. Ainda assim, esta versão é um bom filme, possui uma excelente fotografia, uma poderosa interpretação de Rooney Mara (ainda assim não chega aos calcanhares da prestação de Noomi Rapace) e é um filme que está quase perfeito a nivel técnico. Daniel Craig também não se saiu nada mal e Stellan Skarsgard fez igualmente uma boa figura no papel de um dos vilões. A banda sonora também é sombria tal como quase todo o ambiente do filme ao longo das quase duas horas e meia de imagens. Somente à dias vi esta versão, lamento não a ter conseguido ir ver ao cinema quando ela esteve em exibição (creio que foi no inicio deste ano que agora termina). Gosto do cinema de David Fincher, já tinha adorado “Seven”, “Panic Room” e “The Curious Case Of Benjamin Button” e detestado “Fight Club” e “The Social Network”. Este “Millennium 1 – The Girl With The Dragon Tattoo” é um bom filme, disso não há duvidas, pelo menos foi adorado pela critica. O que eu ainda não entendi é qual a razão para ele ter feito este filme, uma fita que é mesmo uma cópia do original e que dois anos é o espaço temporal entre a realização dos dois filmes. Outra coisa que não entendo é que nenhum realizador quis ainda pegar no segundo livro da história nem mesmo David Fincher se mostrou interessado em realizar o segundo capitulo, ou seja, ninguém está mesmo motivado para conceber o remake do filme sueco “The Girl Who Played With Fire”. Não percebo. Classificação : 3.
 
Abraços Cinéfilos.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Everybody's Fine

Nome do Filme : “Everybody's Fine”
Ano : 2009
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Kirk Jones
Elenco : Robert De Niro (Frank), Drew Barrymore (Rosie), Kate Beckinsale (Amy), Sam Rockwell (Robert), Austin Lysy (David).

História : Um homem doente decide percorrer a América para visitar os seus quatro filhos adultos e para apurar se eles estão a viver bem e que não estão a passar dificuldades. No entanto, descobre que a vida nem sempre é nossa aliada. Esta é a história de Frank.

Comentário : Antes de mais, quero aqui dizer que este filme não só é um dos meus filmes preferidos, como também é um dos filmes mais deprimentes que vi até hoje. Claro que chorei nas últimas cenas do filme na primeira vez que vi e voltei a chorar na segunda vez que vi, à uns dias no Canal Hollywood. O elenco é bom, juntar o senhor Robert De Niro com as lindas Drew Barrymore e Kate Beckinsale e ainda o introvertido Sam Rockwell foi uma excelente ideia. Todos tiveram boas interpretações, mas adorei ver Robert De Niro neste papel, o papel de um pai de familia. Chorei em 3 cenas do filme : na cena em que Frank está à mesa com os 4 filhos no quintal e as crianças confessam-lhe as verdades sobre eles, a cena no hospital em que os 3 filhos confessam ao pai que o irmão morreu e, por último, a cena em que Frank é “visitado” pelo filho falecido em adulto e em criança e o homem lhe pede perdão por não ter sido o pai que devia ter sido. Volto a dizer, o filme é realmente muito deprimente e não aconselhável a pessoas de sensibilidade apuradas. Mas eu, como adoro dramas, amei este filme. O filme dá-nos a mensagem de que a vida é muito dificil e as coisas nem sempre são como nós sonhámos. Um excelente filme. Classificação : 5.



Abraços Cinéfilos.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Sarah T – Portrait Of A Teenage Alcoholic

Nome do Filme : “Sarah T – Portrait Of A Teenage Alcoholic”
Ano : 1975
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Richard Donner
Elenco : Linda Blair (Sarah Travis), Mark Hamill (Ken Newkirk), Larry Hagman (Jerry Travis), Verna Bloom (Jean Hodges), William Daniels (Matt Hodges), Michael Lerner (Dr. Marvin Kittredge).

História : Uma linda adolescente mergulha profundamente no mundo do alcoolismo.

Comentário : Este sim, este filme é aquele em que a bonita Linda Blair possui a melhor interpretação da sua carreira. Um retrato fiel e extremamente dramático do mundo do alcoolismo, esta é a triste história da dura vida de Sarah Travis. Uma menina que vive com a mãe e com um padrasto, uma menina que sonha com o dia de ir viver com o pai, uma jovem que torna-se alcoólica numa idade em que devia estar a estudar e a divertir-se com as amigas. O filme é um drama intenso, onde Linda Blair brilha e é a alma da fita. É uma história que é real. A cena do cavalo na estrada está brutal e o jovem Mark Hamill na altura nem sonhava que iria ser o jedi poderoso da famosa saga “Star Wars”. Este filme é pouco conhecido e é triste que assim seja. Esta é a história de uma adolescente que atinge o fundo do poço. O filme é muito bom.
Classificação : 4.

Born Innocent

Nome do Filme : “Born Innocent”
Ano : 1974
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Donald Wrye
Elenco : Linda Blair (Chris Parker), Joanna Miles (Barbara Clark), Allyn Ann McLerie (Emma Lasko), Janit Baldwin (Denny), Nora Heflin (Moco), Tina Andrews (Josie), Sandra Ego (Janet).

História : Uma linda adolescente é colocada numa instituição para jovens raparigas, local onde vê-se obrigada a crescer à força.

Comentário : Para aqueles que julgam que a doce Linda Blair tem em “O Exorcista” a melhor interpretação da sua carreira, podem tirar o cavalinho da chuva. Foi com “Born Innocent” e com “Sarah T – Portrait Of A Teenage Alcoholic” que a jovem obteve as melhores interpretações da sua vida. “Born Innocent” fala de uma adolescente que vai parar a uma espécie de casa de correção para raparigas e será nesse local que é brutalmente violada (excelente cena) e aprende a ser uma mulher. O filme é duro dá-nos a visão perfeita do drama das jovens que se perdem no seu caminho. Existem por aí muitas Chris Parker que têm o mundo a desabar ao redor delas. Linda Blair é a alma do filme. O filme é aflitivo em algumas partes, por exemplo, quando Chris está na solitária. Isto sim, são filmes sobre a adolescência, não as porcarias que se fazem hoje em dia. O filme é muito bom. Classificação : 4.

The Exorcist

Nome do Filme : “The Exorcist”
Ano : 1973
Duração : 120 minutos
Género : Terror
Realização : William Friedkin
Elenco : Linda Blair (Regan MacNeil), Ellen Burstyn (Chris MacNeil), Max Von Sydow (Father Merrin), Jason Miller (Father Damian Karras).

História : A vida de uma menina muda completamente quando ela é possuida por um demónio.

Comentário : Possivelmente será considerado como sendo o melhor filme de terror de sempre, pessoalmente, não concordo com isso. Mas concordo que seja o melhor filme sobre possessões. Linda Blair foi nomeada para o oscar pela sua interpretação neste filme, não concordo com isso. A jovem fez dois filmes depois deste onde, na minha opinião, teve melhores interpretações e de longe. Nota negativa para a caracterização de Regan, em algumas alturas nota-se que é um boneco. O filme prima sim pelo clima de tensão sempre presente ao longo das duas horas de projeção. Foi feita uma versão do realizador que nada adianta à primeira versão. É um bom filme de terror, mas não é nada daquilo que dizem, nunca atinge o patamar de excelente filme. Prefiro obras como “Poltergeist” ou “The Texas Chainsaw Massacre”. Classificação : 3.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Essential Killing

Nome do Filme : “Essential Killing”
Ano : 2010
Duração : 83 minutos
Género : Thriller
Realização : Jerzy Skolimowski
Elenco : Vincent Gallo (Mohammed), Emmanuelle Seigner (Margaret).

História : Após conseguir escapar a um grupo de militares, Mohammed tudo faz para manter a sua liberdade e para se manter vivo.

Comentário : Vincent Gallo está praticamente irreconhecivel neste pequeno filme. Gostei do filme, vi-o à meses e tive a sorte de o rever esta madrugada. É um bom filme e podemos acompanhar a história de um homem que tem que matar para viver, vendo a sua situação chegar ao limite. A interpretação de Vincent Gallo é o ponto mais alto do filme, outro grande destaque vai inteiramente para as lindas paisagens e para os belíssimos planos da floresta vista de cima. A realização é boa e a fotografia brilhante. O realizador nunca nos informa quem é o nosso fugitivo, apenas nos faculta flashsbacks de momentos que ele viveu. O filme tem cenas fortes, como por exemplo o ataque de Mohammed à mãe da criança à beira da estrada. O filme é uma espécie de peça solitária. Vincent Gallo já deve estar habituado a papéis complicados na sua carreira e este é apenas mais um. Uma obra com um travo a polémica. Classificação : 3.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Holy Motors

Nome do Filme : “Holy Motors”
Ano : 2012
Duração : 116 minutos
Género : Fantasia/Ficção
Realização : Leos Carax
Elenco : Denis Lavant (Mr. Oscar/Le Banquier/La Mendiante/L'OS De Motion Capture/Mr. Merde/Angele's Father/L'Accordeoniste/Le Tueur/Le Tue/Le Mourant/L' Homme Au Foyer), Edith Scob (Celine), Jeanne Disson (Angele), Eva Mendes (Kay M), Elise Lhomeau (Lea/Elise), Kylie Minogue (Eva Grace/Jean).

História : O Sr. Oscar viaja de vida em vida onde consegue ser vários seres.

Comentário : Foi o filme mais estranho que vi neste ano. No entanto, confesso que gostei do filme. Eu interpretei este filme como sendo uma ligeira homenagem ao cinema. O ator Denis Lavant é fantástico, confesso que não o conhecia. É a melhor estreia desta semana no cinema. Não percebi algumas partes, mas apesar disso sei ver que o filme apela muito à arte. Não conheço as obras de Leos Carax e apenas vi este seu último filme, de que gostei bastante. Denis Lavant é a alma do filme. Também não percebi qual a mensagem do filme, mas isso não interessa. Apesar de ser um filme muito estranho, vê-se muito bem e não me aborreceu nem um pouquinho. O final do filme é outro enigma, o filme está cheio deles.
Classificação : 4.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

The Fox And The Child

Nome do Filme : “The Fox And The Child”
Ano : 2007
Duração : 92 minutos
Género : Aventura
Realização : Luc Jacquet
Elenco : Bertille Noel Bruneau (child), Camille Lambert (Judie), Isabelle Carre (adult).

História : Uma menina pequena aproveita o facto de viver numa casa no meio da natureza para tentar travar amizade com uma bonita raposa. No entanto, o animal não se mostra muito disposto a corresponder à criança, pelo menos no começo.

Comentário : Antes de mais e penso que já o disse no meu blog, gosto de filmes com animais. Gostei muito deste filme e confesso que já o tinha visto uma vez à cerca de dois anos. Ontem à noite, tive a grande oportunidade de rever o filme e fiquei quase com as mesmas sensações com que fiquei quando o vi pela primeira vez. É um filme belissimo a vários niveis, tem planos de camara espectaculares, tem angulos de camara soberbos e tudo parece muito real. A sensação que me deu foi que espalharam dezenas de camaras pela floresta e perto da casa da criança e limitaram-se a filmar diariamente. O argumento é um pouco fraco e tem dois erros, por exemplo, numa parte a menina mete-se numa gruta e vai dar a uma floresta muito densa e escura, acabando por adormecer. Quando acorda, a menina já está novamente perto da toca da raposa, que fica muito longe da tal gruta. De qualquer das formas, é um filme muito bonito, possui igualmente paisagens brutais e a empatia entre a menina e a raposa é admirável de se ver. O filme tem também uma importante mensagem a retirar, a menina confunde possessão em relação à raposa com amor pelo animal, pelo que tenta prendê-la em casa e quem paga um preço muito alto com isso e o coitado do bicho. Lamentável é o facto deste tipo de filmes não chegar às salas de cinema.
Classificação : 4.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

The Collection

Nome do Filme : “The Collection”
Ano : 2012
Duração : 80 minutos
Género : Terror
Realização : Marcus Dunstan
Elenco : Josh Stewart (Arkin), Randall Archer (The Collector), Emma Fitzpatrick (Elena), Christopher McDonald (Mr. Peters), Navi Rawat (Lisa), Johanna Braddy (Missy Solomon), Lee Tergesen (Lucello), Erin Way (Abby).

História : Após conseguir fugir do cárcere em que o colecionador o colocou, Arkin debate-se novamente com outro dilema. Mais uma vez, o construtor civil terá que escolher se foge daquele local horrendo e fica vivo ou se fica lá para tentar salvar uma jovem que foi apanhada pelo sádico psicopata.

Comentário : No Halloween do ano passado vi o primeiro filme desta saga repleta de gore e comentei o filme no meu blog. Esta noite, resolvi ver o segundo e último filme da saga e confesso que gostei tanto do primeiro filme como deste segundo. No entanto, este segundo filme não é tão bom quanto o primeiro. Nesta sequela, temos novamente muito gore e muito sangue, mas a história já não prima pela originalidade, embora a matança na discoteca logo nos primeiros minutos de filme seja uma mais valia para o filme. Penso que a saga terminou neste segundo filme, visto que o final não indica que haja sequela. Confesso que o filme até acabou bem. Mas penso que o realizador podia nos ter facultado uma história mais complexa, como no primeiro filme. Classificação : 3.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Anna Karenina

Nome do Filme : “Anna Karenina”
Ano : 2012
Duração : 133 minutos
Género : Drama
Realização : Joe Wright
Elenco : Keira Knightley (Anna Karenina), Jude Law (Karenin), Oskar McNamara (Serhoza), Aaron Taylor Johnson (Vronsky), Kelly Macdonald (Dolly), Matthew Macfadyen (Oblonsky), Theo Morrissey (Grisha Oblonsky), Cecily Morrissey (Lili Oblonsky), Freya Galpin (Masha Oblonsky), Octavia Morrissey (Tanya Oblonsky), Beatrice Morrissey (Vasya Oblonsky), Guro Nagelhus Schia (Annushka), Olivia Williams (Countess Vronsky), Domhnall Gleeson (Levin), Alicia Vikander (Kitty), Susanne Lothar (Princess Shcherbatsky), Alexandra Roach (Countess Nordston), Emily Watson (Countess Lydia Ivanova), Ruth Wilson (Princess Betsy), Michelle Dockery (Princess Myagkaya), Cara Delevingne (Princess Sorokina), Emerald Fennell (Princess Merkalova).

História : Anna Karenina, uma mulher casada, certo dia apaixona-se por um jovem conde e este por ela. Tornam-se amantes e escandalizam a sociedade daquela época. Ao mesmo tempo, um jovem trabalhador do campo apaixona-se e deseja casar com uma linda jovem, esta por sua vez, está loucamente apaixonada pelo mesmo conde com que Anna mantém um caso amoroso.

Comentário : Fui esta tarde ao cinema ver este novo filme de Joe Wright, realizador especialista em filmes de época. Confesso que gostei deste “Anna Karenina”, embora o meu filme favorito dele seja o excelente drama de época “Pride And Prejudice”, também com a bonita Keira Knightley. É um filme que não prima pelas paisagens, aliás quase todo o filme passa-se em interiores, lá mais para o final da fita temos a sorte de sermos brindados com lindas sequências passadas no campo. A nivel de interpretações, todos estiveram muito bem, nomeadamente a já referida Keira Knightley, especialista nestas andanças. Podemos contar igualmente com um excelente guarda roupa. Uma fotografia cuidada e muito romance. Devo referir que me encantou mais a história de amor dos jovens Levin e Kitty do que a história de traição vivida entre Anna Karenina e os seus dois homens. Destaco duas sequências do filme que tenho para mim como sendo as melhores do filme inteiro : aquela em que Levin e Kitty se declaram usando um jogo de cubos com letras de uma menina e aquela linda e poética cena final mostrando o viúvo e compreensivo Karenin, sentado numa cadeira, num lindo jardim a observar o filho a brincar com a filha bastarda da mulher que ele resolveu adoptar como filha dele. Até simpatizo com filmes de época e tinha que ir ver este. Gostei do filme e confesso que Keira Knightley é uma atriz talhada para este tipo de papéis. Um último reparo, se todos os homens fossem compreensivos e bondosos como Karenin, este mundo seria muito melhor. Classificação : 3.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Copacabana

Nome do Filme : “Copacabana”
Ano : 2010
Duração : 105 minutos
Género : Comédia Dramática
Realização : Marc Fitoussi
Elenco : Isabelle Huppert (Babou), Lolita Chammah (Esmeralda), Aure Atika (Lydie), Chantal Banlier (Irene), Magali Woch (Sophie), Nelly Antignac (Amandine), Noemie Lvovsky (Suzanne), Jurgen Delnaet (Bart), Guillaume Gouix (Kurt).

História : Uma mãe promete a si mesma tudo fazer para tornar-se numa pessoa melhor para a sua filha.

Comentário : Esta noite vi este filme em casa, deitado confortavelmente na minha cama e confesso que gostei. É cinema francês. Esta é a história de uma mãe que não é compreendida pela filha que até chega ao ponto de sentir vergonha da progenitora. Babou é uma mulher futil que não trabalha, ganha dinheiro facil e mete-se em confusões. Um dia, decide arranjar emprego e tudo muda para ela. Isabelle Huppert está mais uma vez soberba e Lolita Chammah também não desilude. O trajecto de Babou atinge contornos interessantes, mas a bondade acaba por sair bem cara. A banda sonora do filme possui temas brasileiros. A protagonista até tem um fetiche pelo Brasil, daí o titulo oficial do filme. Classificação : 3.

A Clockwork Orange

Nome do Filme : “A Clockwork Orange”
Ano : 1971
Duração : 137 minutos
Género : Drama
Realização : Stanley Kubrick
Elenco : Malcolm McDowell (Alex), Warren Clarke (Dim), James Marcus (Georgie).

História : Um quarteto de amigos passam os dias a maltratar as pessoas que apanham pela frente. Um dia, um dos amigos é vitima de um esquema dos outros três e a sua vida leva uma grande volta.

Comentário : Apesar de não gostar muito do cinema de Stanley Kubrick, tenho que confessar que gosto muito de 3 filmes seus : “De Olhos Bem Fechados”, “Barry Lyndon” e este “A Clockwork Orange “. Este último é um filme muito bom. É curioso vermos como uma pessoa muda tanto. O filme é uma obra prima do cinema, apesar de não ser o melhor de Kubrick. O filme tem uma excelente banda sonora, planos de camara espectaculares, boas interpretações e um poderoso argumento. No entanto, não gostei de algumas coisas, por exemplo, as vestes dos 4 criminosos são ridiculas, principalmente Alex que fica ainda mais ridiculo com aquelas pestanas postiças. O filme levanta a questão : podemos combater a violência com mais violência ? Aparentemente, com Alex isso funcionou, ou talvez não. Já vi este filme algumas vezes e é sempre um prazer vê-lo. No entanto, na minha opinião, a maior obra de Stanley Kubrick continua a ser “Eyes Wide Shut – De Olhos Bem Fechados”. Classificação : 4.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Lourdes

Nome do Filme : “Lourdes”
Ano : 2009
Duração : 97 minutos
Género : Drama
Realização : Jessica Hausner
Elenco : Lea Seydoux (Maria), Sylvie Testud (Cristine), Elina Lowensohn (Cecile).

História : Todos os anos, centenas de peregrinos, saudáveis e inválidos, partem em grupos para Lourdes, local religioso e de fé onde os doentes de submetem a rituais religiosos para tentarem serem alvos de um milagre. Cristine é a jovem inválida e Maria é a sua linda acompanhante.

Comentário : Fui ao cinema ver este filme, confesso que apesar de não ser uma pessoa religiosa, gostei muito do filme. É cinema europeu e lembro-me que quando o fui ver ao cinema King, uma pessoa abandonou a sala a meio da projeção e não mais voltou. Sylvie Testud esteve bem no papel da jovem inválida e a linda Lea Seydoux brindou-nos com mais uma boa interpretação, ela é realmente dona de uma beleza extraordinária. É um filme simples e directo na sua mensagem. Fica ao critério de cada um averiguar se tratou-se ou não de um milagre, na minha opinião aquilo aconteceu a Cristine devido à sua doença que tem várias fases, ora melhora ora piora. No fundo, é um filme que possui a interpretação que cada um lhe quiser dar, depende mesmo da fé de cada um. Um último reparo, a banda sonora, composta unicamente por temas religiosos, adorei. O tema cantado por Seydoux no final é magnifico. Classificação : 4.

The Loved Ones

Nome do Filme : “The Loved Ones”
Ano : 2009
Duração : 87 minutos
Género : Terror
Realização : Sean Byrne
Elenco : Robin McLeavy (Lola), Victoria Thaine (Holly), Jessica McNamee (Mia), Xavier Samuel (Brent), Suzi Dougherty (Carla), John Brumpton (Daddy).

História : Após ser rejeitada por um rapaz, a jovem Lola decide libertar todo o seu poder.

Comentário : Este filme funcionou como uma surpresa para mim, claro que gostei do filme. É praticamente impossivel não ficarmos impressionados com o desenrolar da narrativa do filme e com os twists que vão sucedendo um pouco por todos os 80 minutos de imagens. Robin McLeavy como Lola funcionou na perfeição, o seu aspecto demente diz bem com a personagem. Aquele twist da cave está brutal e a junção das histórias das várias personagens também. Algumas coisas foram mal explicadas, por exemplo, seria impossivel Brent caminhar e comportar-se daquela forma depois de tudo o que passou. Confesso que esperava mais gore e mais violência por parte da personagem de Lola, a coisa podia ter ido mais além, foi pena. Bom filme. Classificação : 3.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Tideland

Nome do Filme : “Tideland”
Ano : 2005
Duração : 121 minutos
Género : Drama/Fantasia/Terror
Realização : Terry Gilliam
Elenco : Jodelle Ferland (Jeliza Rose), Jeff Bridges (Noah), Janet McTeer (Dell), Brendan Fletcher (Dickens), Jennifer Tilly (Queen Gunhilda), Dylan Taylor (Patrick).

História : Após as mortes dos seus pais, uma menina pequena fica entregue a si mesma numa casa de campo, tendo como únicas companhias os esquilos, bonecas partidas e um atrasado mental adulto.

Comentário : Este filme está no segundo lugar da tabela dos filmes mais estranhos que vi em toda a minha vida, sendo o primeiro lugar ocupado pelo indeterminado “Cremaster 3”. Fui ao cinema ver este filme de Terry Gilliam e lembro-me que houve uma altura que me apeteceu sair da sala. Revi o filme ontem à noite num dos canais nacionais de TV e devo dizer que até nem achei o filme mau, mas continua a ser um dos filmes mais estranhos que vi até hoje. O filme é todinho da pequena Jodelle Ferland, que carrega o filme inteiro às costas. A miuda tem neste filme uma excelente interpretação, atirando para segundo plano todos os outros poucos atores da fita. Penso que o filme seria mais indicado para maiores de 16 anos, mas essa é a minha opinião. A realização é boa, alguns planos são uma delicia, tem uma boa fotografia e a banda sonora também é jeitosa. Calculo que não deve ter sido facil para a pequena atriz filmar algumas cenas, principalmente aquelas em que ela tem que beijar na boca o atrasado Dickens, mas a miuda saiu-se bem. Volto a dizer, o filme é mesmo muito estranho e muito bizarro, confesso que não entendi qual a mensagem que Terry Gilliam quis passar com ele. Tenho um amigo que viu o filme e disse-me que era um filme para atrasados mentais, pessoalmente, não sou assim tão radical, mas sei que não é um filme facil. Só aquelas partes em que a miuda prepara as drogas e as seringas para o pai se injetar é de arrepiar. As estrelas que dou a este filme são todinhas para a pequena Jodelle Ferland que é a alma do filme. Gostei do filme, mas não o recomendo a ninguém. Sim é um filme estranho, mas é uma estranheza que se come bem.
Classificação : 3.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Aniki Bóbó

Nome do Filme : “Aniki Bóbó”
Ano : 1942
Duração : 71 minutos
Género : Drama
Realização : Manoel De Oliveira
Elenco : Horácio Silva (Carlitos), Fernanda Matos (Terezinha), António Santos (Eduardo), António Melo Pereira (Batatinhas), Rafael Mota (Rafael), Feliciano David (Pompeu), Américo Botelho (Estrelas).

História : Perto do Rio Douro, um grupo de meninos diverte-se. Nesse grupo, encontram-se Carlitos e Eduardo, dois meninos muito diferentes um do outro, mas que partilham algo em comum : gostam da mesma menina.

Comentário : Este filme foi a primeira longa metragem realizada pelo mestre Manoel de Oliveira, o realizador com mais idade ainda no activo. Apesar de não ser muito admirador do seu trabalho, respeito o seu trabalho, tendo como filmes favoritos dele apenas 3 : “Aniki Bobo”, “Um Filme Falado” e “Gebo E A Sombra”. “Aniki Bobo” foi um filme que me fascinou por vários motivos, possui uma boa história, todos os miudos envolvidos tiveram boas interpretações e é um filme todo muito arrumadinho. Pessoalmente, não sou grande admirador de cinema português, tendo apenas cerca de 10 filmes portugueses na minha lista. Já vi “Aniki Bobo” duas vezes e é um filme que volta sempre a encantar. Os miudos são muito engraçados, principalmente aquele menino que parte o mealheiro no balcão da loja. Fernanda Matos e Horácio Silva também eram adoráveis. Este filme serve também como mostra de como as coisas funcionavam nos anos 1940, principalmente de como os adultos reagiam face às crianças. O filme foi alvo de restauração por parte da Cinemateca (Museu do Cinema) e voltou às salas de cinema no passado ano de 2010. Vi-o pela primeira vez no YouTube e revi-o este noite em DVD. Aqui fica a letra da musica do jogo dos miudos : “Aniki Bebé Aniki Bóbó, Passarinho, totó, Birimbau, cavaquinho, Salomão, sacristão, Tu és polícia, tu és ladrão”. Uma obra prima do cinema português, um verdadeiro clássico.
Classificação : 5.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

More About The Children Of Noisy Village

Nome do Filme : “Mer Om Oss Barn I Bullerbyn”
Ano : 1987
Duração : 87 minutos
Género : Drama/Biográfico
Realização : Lasse Hallstrom
Argumento : Astrid Lindgren
Elenco : Linda Bergstrom (Lisa), Anna Sahlin (Anna), Ellen Demerus (Britta), Henrik Larsson (Bosse), Crispin Dickson Wendenius (Lasse), Tove Edfeldt (Kerstin), Harald Lonnbro (Olle).

História : As crianças de Bullerbyn testemunham a chegada de mais um ano na sua aldeia e com ele um novo Natal e toda uma nova época.

Comentário : Segundo e último filme desta história realizada por Lasse Hallstrom e escrita e vivenciada por Astrid Lindgren. As crianças são as mesmas do primeiro filme, aliás, é quase tudo igual, o que muda é o facto de ser um ano novo para os habitantes daquela aldeia. Tal como no primeiro filme, neste segundo temos imagens espectaculares e paisagens lindas. Mais uma vez, o ponto mais alto são as brutais interpretações das seis crianças envolvidas nos papeis principais, sendo novamente Linda Bergstrom como Lisa a protagonista. Confesso que gostei dos dois filmes, mas tenho um carinho especial por este segundo filme, possivelmente por ser aquele que tem situações mais engraçadas e originais. Sequências como o despertar do lado maternal de Lisa face a um cordeiro bebé e mais tarde de Lisa e de Anna face à pequena Kerstin ou a parte de Lisa e Anna a discutirem princesas e castelos no sitio especial delas, são um verdadeiro achado. Apesar dos dois filmes estarem praticamente ao mesmo nivel e de eu ter gostado dos dois, prefiro este segundo. O realismo presente nos dois filmes é avassalador, confesso que eu mesmo esqueci-me tratar-se de obras de ficção e pensei que estava realmente perto daquelas pessoas, tal não é a naturalidade com que tudo o que vemos se passa. O mundo das crianças é maravilhoso e estes dois pequenos filmes iniciais de Lasse Hallstrom fizeram-me, por quase 3 horas, regressar à minha infância. Excelentes filmes. Classificação : 5.

Amour

Nome do Filme : “Amour”
Ano : 2012
Duração : 128 minutos
Género : Drama
Realização : Michael Haneke
Elenco : Jean Louis Trintignant (Georges), Emmanuelle Riva (Anne), Isabelle Huppert (Eva), William Shimell (Geoff), Rita Blanco (Concierge).

História : Quando a esposa fica doente, o seu marido idoso não tem outra possibilidade senão cuidar sozinho da senhora. A questão é se será mais forte o amor ou a doença.

Comentário : Antes de mais, quero dizer que sou um grande admirador de Michael Haneke, sendo “Brincadeiras Perigosas” o único filme dele que não gosto. “Amour” ou “Love” mereceu e bem todos os prémios que ganhou em Cannes este ano, porque é um excelente filme, embora ainda me falte ver “The Master”. Em “Love”, temos poderosas interpretações a cargo do casal idoso protagonista, os dois estiveram espectaculares. Já conhecia aqueles dois atores de outros filmes. Ainda no mês passado revi um filme de Jean Louis Trintignant. Depois temos uma estrela portuguesa como parte integrante no elenco do filme, Rita Blanco, que apesar de aparecer muito pouco, esteve muito bem e eu confesso que é uma das minhas atrizes portuguesas preferidas. Temos também a excelente Isabelle Huppert, que é uma das minhas atrizes francesas preferidas. Sem esquecer William Shimell do excelente “Certified Copy”. “Love” insere-se na perfeição no meu tipo de cinema favorito. Fui esta tarde ao cinema Monumental ver este novo filme de Michael Haneke e adorei, tive uma das melhores experiências cinematográficas do ano. “Amour” ou “Love” é cinema em estado puro, que grande pedaço de cinema. Além disso, fiquei deleitado com a forma atenciosa e graciosa com que Georges cuidava da esposa, é muito raro encontrar homens como ele, apesar do desfecho. O final do filme é de um simbolismo brutal, até quando o filme termina Michael Haneke consegue nos surpreender pela positiva. O facto de ser um filme extremamente parado ainda me ajudou mais a gostar dele. Somente resta esperar que o filme faça boa figura na próxima cerimónia dos óscars. Excelente filme. Classificação : 5.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

The Children Of Noisy Village

Nome do Filme : “Alla Vi Barn I Bullerbyn”
Ano : 1986
Duração : 91 minutos
Género : Drama/Biográfico
Realização : Lasse Hallstrom
Argumento : Astrid Lindgren
Elenco : Linda Bergstrom (Lisa), Anna Sahlin (Anna), Ellen Demerus (Britta), Henrik Larsson (Bosse), Crispin Dickson Wendenius (Lasse), Tove Edfeldt (Kerstin), Harald Lonnbro (Olle).

História : O quotidiano dos habitantes da aldeia de Bullerby pelos olhos de seis crianças.

Comentário : Antes de se aventurar por filmes de grande orçamento, o realizador europeu Lasse Hallstrom iniciou-se em filmes para a familia. Este “The Children Of Noisy Village” e respectiva sequela são, na minha opinião, a seguir a “Hachiko : A Dog's Story”, os melhores filmes dele como realizador. Falando deste filme, podemos acompanhar o dia a dia numa localidade calma e serena, onde as crianças podem andar à vontade, sem perigos nenhuns. Ao longo do filme podemos acompanhar as brincaderias de seis das crianças da aldeia, quando não estão na escola. Testemunhamos as suas aventuras : a ida das meninas à mercearia, quando as crianças passam a noite no celeiro, quando vão buscar os sapatos ao sapateiro, quando ficam com o cão do vizinho a seu cargo, a apanha de lagostins, entre outras. A parte em que as meninas apanham flores para com elas dormirem ou a parte do jogo das pérolas na lata na ilha são as duas melhores sequências do filme. Um dos pontos mais altos do filme são as lindas imagens e as encantadoras paisagens. Bullerby Village ou Noisy Village é a localidade de infância que inspirou a escritora Astrid Lindgren para as suas histórias e a menina Lisa (a protagonista dos dois filmes) é o seu alter-ego. Graças a Astrid Lindgren e ao realizador deste belissimo filme somos guiados por Lisa a conhecer a sua linda terra. Sem duvidas, um dos melhores filmes que já vi até hoje. Classificação : 5.

domingo, 2 de dezembro de 2012

The Perks Of Being A Wallflower

Nome do Filme : “The Perks Of Being A Wallflower”
Ano : 2012
Duração : 103 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Stephen Chbosky
Elenco : Emma Watson (Sam), Logan Lerman (Charlie), Ezra Miller (Patrick), Johnny Simmons (Brad), Nina Dobrev (Candace), Mae Whitman (Mary Elizabeth), Paul Rudd (Mr. Anderson), Melanie Lynskey (Helen), Joan Cusack (Dr. Burton).

História : Um adolescente desajeitado encontra num casal a inspiração perfeita para tentar alterar a sua maneira de ser.

Comentário : Fui hoje ao cinema ver este filme. Tenho que confessar que gostei muito do filme. É uma mistura de drama com romance, mistura essa que resultou na perfeição. Boas interpretações de Emma Watson, de Ezra Miller e de Logan Lerman. Depois da saga “Harry Potter” e deste filme, a jovem Emma Watson está preparada para fazer qualquer tipo de filme. A revelação quase no final do filme é soberba e ainda me ajudou a gostar ainda mais do filme, apesar não ser uma coisa boa. Existe pelo menos uma cena do trailer que não aparece no filme. Foi agradável voltar a ver num filme a atriz Mae Whitman, vi 3 filmes dela quando ela era criança. Ezra Miller já era conhecido por mim em filmes como “Afterschool” e “We Need To Talk About Kevin”, a sua brilhante interpretação neste novo filme não foi surpresa nenhuma para mim, ele é um ator soberbo. Gosto de filmes cujo elenco são adolescentes e este não foge à regra. Este filme não entra para a lista dos melhores filmes que vi este ano no cinema, mas é seguramente um bom filme. Mal posso esperar pelos novos trabalhos de Emma Watson e de Ezra Miller. Classificação : 4.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Thale

Nome do Filme : “Thale”
Ano : 2012
Duração : 80 minutos
Género : Terror
Realização : Aleksander Nordaas
Elenco : Silje Reinamo (Thale), Erlend Nervold (Elvis), Jon Sigve Skard (Leo).

História : Dois homens fazem uma descoberta muito invulgar.

Comentário : Confesso que esperava mais deste filme, embora não tenha sido uma desilusão para mim. É um bom filme, com ritmo lento, mas a história é muito original. Os efeitos especiais são muito maus, os únicos que se aproveitam são naquela cena em que Thale aparece perto da cama, toda nua com a cauda a mexer. Se quiserem ver o filme, podem fazê-lo, ele encontra-se no YouTube. Silje Reinamo é detentora de uma beleza notável e a sua Thale é uma personagem poderosa. O clima de terror e de mistério está bem patente ao longo do filme. É um filme curto, mas muito envolvente. Não posso dizer que tenha sido mais uma surpresa deste ano, mas é sem duvidas, uma fita que prima pela originalidade. Classificação : 3.