quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Oslo August 31

Titulo Português : “Oslo 31 De Agosto”
Ano : 2011
Duração : 91 minutos
Género : Drama
Realização : Joachim Trier
Elenco : Anders Danielsen Lie (Anders), Ingrid Olava (Rebecca)

História : Um jovem tenta começar uma nova vida, depois de sair de um centro para toxicodependentes. Mas o mundo cá fora pode ser bem mais cruel.

Comentário : Boa realização, uma excelente interpretação do protagonista, boa fotografia, bom argumento e muito realismo como factor principal. Este filme possui tudo isto e muito mais. Peca somente pelo facto de quase nada acontecer de relevante ao longo dos noventa minutos de projeção. Penso que o realizador (da familia de Lars Von Trier) quis passar a imagem de uma parte da cidade de Oslo, uma realidade escondida e que quis igualmente nos dar a perspectiva de uma juventude sem rumo e sem sonhos, pelo olhar e atitudes de Anders. O final do filme pode não agradar à maioria, para mim deu-me a sensação que Anders fez aquilo que já tinha planeado na sua mente doente. O filme é bom, gostei dele, mas continuo a achar que faltou alguma coisa. Apesar disso, volto a dizer este é o meu tipo de cinema, adoro este tipo de filmes. Classificação : 3.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Bonsai

Titulo Português : “Bonsai”
Ano : 2011
Duração : 97 minutos
Género : Drama
Realização : Cristian Jimenez
Elenco : Diego Noguera (Julio), Nathalia Galgani (Emilia), Gabriela Arancibia (Barbara), Trinidad Gonzalez (Blanca), Hugo Medina (Gazmuri).

História : Julio está a estudar literatura e começa a namorar com uma colega chamada Emilia. Oito anos depois, ele decide escrever um livro sobre as suas experiências amorosas.

Comentário : É um filme chileno e gostei dele. Uma história bem contada, dividida em seis capitulos como se de um livro se tratasse. A ação avança oito anos no tempo e volta a recuar oito anos, isto acontece várias vezes. Num tempo, acompanhamos o quotidiano de Julio com a namorada Emilia, e noutro tempo vemos Julio, a morar sozinho e a escrever um livro. A dada altura, ele decide comprar um bonsai e passa a cuidar dele, fazendo da planta a sua companhia. O filme peca pelo facto de contar o final logo no inicio da projeção, tirando a pica a quem o está a ver, também não gostei da interpretação de Diego Noguera, muito amadora. As raparigas estão de parabéns, Nathalia Galgani foi uma das melhores coisas do filme. O final do filme é muito triste, mas como já tinha sido anunciado logo no inicio do filme, quase não sentimos lamento. “Bonsai” é uma proposta diferente de cinema, algo inovador no meio de tanta oferta existente nas nossas salas. Uma história que fala sobre o amor, sobre a literatura e sobre as plantas. Recomendo o filme. Classificação : 3.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Singin' In The Rain

Titulo Português : “Serenata À Chuva”
Ano : 1952
Duração : 100 minutos
Género : Musical
Realização : Gene Kelly/Stanley Donen
Elenco : Gene Kelly (Don Lockwood), Debbie Reynolds (Kathy Selden), Donald O'Connor (Cosmo Brown), Jean Hagen (Lina Lamont), Millard Mitchell (R. F. Simpson), Rita Moreno (Zelda Zanders), Douglas Fowley (Roscoe Dexter).

História : Na Hollywood de 1927, Don Lockwood e Lina Lamont são o mais famoso par romântico de atores do cinema mudo. Com o aparecimento do cinema sonoro, os filmes deles deixam de ter sucesso e então Don Lockwood volta a encontrar a sua inspiração numa jovem atriz de teatro chamada Kathy Selden, que acaba por ser a grande salvação dos estúdios de Lockwood. No entanto, Lina Lamont, companheira de Lockwood, não partilha dessa decisão e a confusão instala-se.

Comentário : Não gosto de musicais, mas adorei este “Singin' In The Rain”, que é considerado por mim e por imensos cinéfilos como sendo o melhor musical produzido em Hollywood. O filme é recheado de bons momentos, o numero musical no interior da casa protagonizado por Gene Kelly, Debbie Reynolds e Donald O'Connor; o bailado entre Kelly e aquela dama com o vestido flutuante; a excelente cena de sapateado e dança protagonizada por Gene Kelly e Donald O'Connor no consultório e, sem duvidas o mais encantador de todos, o fantástico numero musical de dança do protagonista à chuva. “Singin' In The Rain” tem muitas semelhanças com o recente “O Artista”, até no que diz respeito ao protagonismo, Jean Dujardin é parecido com Gene Kelly e os argumentos dos dois filmes são parecidos. “Singin' In The Rain” é um filme que nos enche de boa disposição, é praticamente impossivel não ficarmos bem de espírito depois de visionarmos o filme. Outro destaque para a atriz que dá corpo a Kathy Selden, Debbie Reynolds é realmente linda e a sua personagem é verdadeiramente encantadora. Quero também frisar que desconhecia a versatibilidade de Gene Kelly, o homem é uma máquina, ele produziu o filme, ele realizou o filme, ele canta, ele dança, ele interpreta o papel principal, ele faz sapateado, ele dança à chuva, enfim, o homem faz tudo, hoje em dia é muito raro encontrar um actor tão polivalente. Realmente, nunca tinha visto este filme e fiquei apaixonado por ele. Até hoje, o único musical que tinha gostado e que continuo a gostar, é a nova versão do filme “O Fantasma da Ópera”, de Joel Schumacher. Ao ver “Singin' In The Rain”, fiquei a gostar de outro musical. Confesso que não aprecio filmes antigos, apenas gosto de alguns, mas este musical de Gene Kelly vai ter sempre um lugar reservado dentro do meu panorama cinéfilo. Classificação : 5.

domingo, 19 de agosto de 2012

The Cabin In The Woods

Titulo Português : “A Casa Na Floresta”
Ano : 2011
Duração : 97 minutos
Género : Terror/Thriller
Realização : Drew Goddard
Elenco : Kristen Connolly (Dana), Anna Hutchison (Jules), Chris Hemsworth (Curt), Fran Kranz (Marty), Jesse Williams (Holden), Richard Jenkins (Sitterson), Bradley Whitford (Hadley), Jodelle Ferland (Petience), Sigourney Weaver (Director).

História : Cinco amigos vão passar uns dias numa cabana situada numa floresta, mas cedo se apercebem de que aquele local esconde algo.

Comentário : Não vi este filme no cinema, vi-o em casa. O filme até nem está mau, mas também não é aquilo que estão para aí a dizer. O filme começa como um vulgar filme de terror com aquela história primária de vários jovens irem passar uns dias numa casa de campo, mas culmina em algo completamente inovador, nunca antes visto numa pelicula deste género. De facto, as cenas iniciais levam-nos para tudo menos para um filme de terror, mas depois acabamos por ser “embalados” numa teia de maus acontecimentos em que os jovens são as vitimas. A fita tem alguns clichés, tipicos do género, mas em algumas partes consegue a proeza de passar por cima desses clichés e facultar-nos algo inovador. Os efeitos especiais são bons e as interpretações razoáveis. Quero destacar a cena em que aquela baby está a fazer um linguado ao lobo, está brutal. A cena do pássaro a morrer no escudo também está boa e o realizador fez um bom trabalho. O maior destaque vai todo para o final do filme, aquela meia hora final é um espectáculo digno de um verdadeiro filme de terror, apesar de um cadinho confuso. Também gostei do humor que o filme tinha, leve mas presente. Talvez me arrisque a afirmar que são dois filmes dentro do mesmo filme, o primeiro até faltar 30 minutos para acabar e o segundo a partir daí. Gostei, mas esperava muito mais.
Classificação : 3.

domingo, 12 de agosto de 2012

The Silence

Titulo Português : “O Silêncio”
Ano : 2010
Duração : 120 minutos
Género : Thriller/Drama
Realização : Baran Bo Odar
Elenco : Ulrich Thomsen (Peer), Wotan Wilke Mohring (Timo), Sebastian Blomberg (David), Katrin SaB (Elena), Burghart Klaubner (Krischan), Karoline Eichhorn (Ruth), Roeland Wiesnekker (Karl), Claudia Michelsen (Julia), Oliver Stokowski (Matthias), Jule Bowe (Jana), Amon Robert Wendel (Malte), Kara McSorley (Laura), Anna Lena Klenke (Sinikka), Helene Luise Doppler (Pia).

História : Uma adolescente é brutalmente atacada, violada e assassinada num campo de cereais. 23 anos depois, o crime repete-se, mas com outra jovem. Estarão os crimes relacionados ou será pura coincidência.

Comentário : No mesmo dia em que fui ao cinema ver o filme “I Wish”, vi também este filme alemão de nome “The Silence” e gostei do filme. São dois registos opostos e de países igualmente diferentes. Mas gostei de ver os dois no cinema. Neste filme alemão, acompanhamos os quotidianos de várias pessoas, todos residem na mesma cidade e todos vivem os mesmos dramas, os assassinatos de duas adolescentes. O titulo do filme é alusivo ao comportamento de uma das personagens principais. Trata-se de um bom thriller que nos remete para aquela velha questão de haver ou não crimes perfeitos. Não acredito que o assassino que matou Pia seja o mesmo que vitimou Sinikka, mas isso é a minha opinião. Mas, se se trata do mesmo assassino, então o facto do amigo ter sido culpado pelas suas mortes, é razão mais que suficiente para que ele pare por ali. O crime em questão é o pior dos crimes, tratando-se de vitimas menores de idade. A nivel de interpretações, gostei de todos. O som não é de boa qualidade, mas o ambiente e a tensão que se vive ao longo do filme é memorável. O facto do filme acabar mal, não consistiu qualquer problema para mim, por vezes a vida é mesmo assim. Só de pensar que eles estiveram tão perto da verdade até me causa arrepios, tal como os crimes retratados no filme. Classificação : 4.

I Wish

Titulo Português : “O Meu Maior Desejo”
Ano : 2011
Duração : 129 minutos
Género : Drama
Realização : Hirokazu Koreeda
Elenco : Koki Maeda (Koichi), Ohshiro Maeda (Ryu), Kanna Hashimoto (Kanna).

História : Koichi e Ryu são dois irmãos que, após o divórcio dos pais, foram separados. Koichi ficou a viver com a mãe e com os avós maternos enquanto que o pequeno Ryu foi viver com o pai que é cantor. No entanto, Koichi, o irmão mais velho, quer que os quatro voltem a viver juntos e tece um plano para que isso suceda.

Comentário : Gosto do cinema deste realizador japonês. “Nobody Knows – Ninguém Sabe” e “Still Walking – Andando” são dois bons exemplos do que de melhor se faz por terras orientais. Fui hoje ao cinema ver este “I Wish – O Meu Maior Desejo” e gostei muito do filme. O mundo das crianças é algo fascinante e o realizador conseguiu passar essa mensagem. Se em “Nobody Knows – Ninguém Sabe”, as crianças viviam num mundo triste e pautado pela desgraça, em “I Wish – O Meu Maior Desejo”, elas vivem num ambiente de alegria e vivacidade, apesar da questão do divórcio. Um dos maiores destaques do filme vai todinho para as interpretações das crianças. Os adultos passam completamente para um plano secundário. No Japão, costuma-se dizer que quando se formulam desejos no exacto momento em que dois comboios se cruzam um com o outro, esses desejos se realizam. É essa a “missão” de Koichi, se deslocar até um local chave para formular o desejo de querer a familia novamente a viver debaixo do mesmo tecto. Foi um prazer ver este filme numa sala de cinema, é um excelente drama familiar, as duas horas de duração nem são sentidas, de tão emprenhados que estamos no filme. Na minha opinião, dos 3 filmes mais recentes de Koreeda, este “I Wish” é mesmo o meu preferido. Classificação : 4.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Elena

Titulo Português : “Elena”
Ano : 2011
Duração : 110 minutos
Género : Drama
Realização : Andrey Zvyagintsev
Elenco : Nadezhda Markina (Elena), Elena Lyadova (Katerina), Andrey Smirnov (Vladimir).

História : Elena é uma esposa fiel, uma mãe protectora e uma avó dedicada. Quando Elena descobre os planos do marido para o testamento, resolve agir.

Comentário : Gostei do filme “The Return”, deste realizador e gostei deste “Elena” também, embora prefira o referido em primeiro lugar. É cinema do mundo, tinha que ir ver este filme e não me arrependi. Os minutos iniciais são deliciosos e a interpretação da atriz que dá nome ao titulo do filme é muito boa. Fui vê-lo ao cinema, para variar, a sala estava praticamente vazia. Pouca gente vê este tipo de cinema. A atriz que desempenha o papel da filha desnaturada do marido da protagonista é linda. O filme tem uma fotografia espantosa. De inicio, Elena parece ser uma mulher séria e honesta, mas com o avançar da narrativa, podemos ou não alterarmos a nossa opinião sobre ela, depende dos nossos principios e da nossa forma de vermos as coisas. A familia da protagonista reflecte bem algumas familias da actualidade. Gostei do filme. Classificação : 3.

The Dark Knight Rises


Titulo Português : “O Cavaleiro Das Trevas Renasce”
Ano : 2012
Duração : 160 minutos
Género : Ação/Thriller
Realização : Christopher Nolan
Elenco : Christian Bale (Bruce Wayne/Batman), Michael Caine (Alfred), Gary Oldman (Jim Gordon), Cillian Murphy (Jonathan Crane), Morgan Freeman (Lucius Fox), Tom Hardy (Bane), Anne Hathaway (Selina Kyle), Joseph Gordon Levitt (John Blake), Marion Cotillard (Miranda Tate/Talia Al Ghul), Juno Temple (Jen), Matthew Modine (Peter Foley).

História : Oito anos após a morte de Harvey Dent, Bruce Wayne viveu na sua mansão como um eremita, alheio ao que se passa em Gotham City. A chegada à cidade de um terrorista muito forte e extremamente inteligente chamado Bane, pode muito bem ser o motivo ideal para Bruce sair do exilio e voltar a combater o crime.

Comentário : Adorei este filme. Vi-o no cinema e confesso que já tinha visto os dois filmes anteriores numa sala escura. A situação repete-se, trata-se de um excelente filme, não vou dizer se está melhor ou pior do que os outros dois, o filme está ao mesmo nivel dos dois primeiros. O filme tem mais acção do que o segundo mas tem igualmente uma boa história, tal como no primeiro. Funciona como uma sequela que serve para os dois primeiros filmes. Talvez fique a perder no campo da profundidade das personagens, factor positivo no segundo filme. Todos os atores estiveram bem, os repetentes repetiram o seu trabalho, enquanto que os novatos nesta saga souberam fazer o trabalho de casa. Gostei do vilão do filme, acho que Bane é muito melhor do que o Joker, embora Ledger tivesse interpretado melhor o seu papel. Bane é um homem detentor de uma força descomunal e portador de uma inteligência a cima da média, acabou por levar Bruce Wayne à exaustão fisica e mental. Anne Hathaway foi quem mais brilhou no filme, a sua Selina Kyle é deliciosa e quando aparece montada na batpod, o seu estilo é notável. Não acho que ela seja uma Catwoman, no filme isso nunca é referido, ela é apenas uma ladra com um estilo muito próprio. Nolan encerra com este terceiro filme a sua trilogia dedicada ao maior super herói da DC Comics, e fecha com chave de ouro. Não existe nenhum filme de super heróis que chegue aos calcanhares de qualquer um dos 3 filmes de Nolan sobre o Batman em termos de qualidade. O final do filme, ao contrário do que alguns dizem, não apela a sequela nenhuma, percebe-se claramente que a história terminou ali. Pelo menos da parte de Nolan, não haverá mais nenhum filme sobre o Batman. O primeiro confronto entre Bane e Batman está brutal. Os efeitos especiais estão muito bons, tudo parece extremamente real. Um dos erros é o facto de, no inicio, tudo acontecer muito rápido, passam de cena para cena muito rapidamente. O transporte voador do Batman é um mimo. “The Dark Knight Rises” já é um dos melhores filmes que vi este ano e penso que os admiradores do cinema de espectáculo (e não só) deviam ir ao cinema vê-lo. Um último reparo para a banda sonora, excelente, nos 3 filmes. Este filme vale bem o preço altíssimo que custa um bilhete de cinema actualmente. Lamento que tenha acabado, mas resta-me agradecer a Christopher Nolan por nos ter facultado esta fantástica e poderosa trilogia.
Classificação : 5.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

The Dark Knight

Titulo Português : “O Cavaleiro Das Trevas”
Ano : 2008
Duração : 150 minutos
Género : Ação/Thriller
Realização : Christopher Nolan
Elenco : Christian Bale (Bruce Wayne/Batman), Michael Caine (Alfred), Gary Oldman (Jim Gordon), Cillian Murphy (Jonathan Crane), Morgan Freeman (Lucius Fox), Heath Ledger (Joker), Aaron Eckhart (Harvey Dent), Eric Roberts (Maroni).

História : Após ter salvo a sua cidade da mesma organização que o treinou, Bruce Wayne ainda não pode descansar. Terá que voltar a vestir novamente a vestimenta para evitar que um anarquista louco semeie o caos, um verdadeiro deus do crime organizado. A trágica morte de Rachel, a sua amada, provoca em Bruce uma violenta e profunda transformação.

Comentário : E quando se pensava que era humanamente impossivel Christopher Nolan fazer algo tão bom quanto “Batman Begins”, o realizador voltou a surpreender com “The Dark Knight”, a tão aguardada sequela do êxito de 2005. Este segundo filme cumpre tudo aquilo que prometera e ainda prima por exceder todas as espectativas. Um dos pontos altos do filme é a profundidade dos personagens, a roçar a perfeição. O argumento é praticamente sem falhas e o resultado final é o facto deste “The Dark Knight” ser o melhor filme de super heróis de sempre. Interpretações a cima da média para este tipo de filmes, nomeadamente do actor Heath Ledger, que recebeu o óscar de melhor actor pelo seu papel de Joker, o principal vilão do filme. Também adorei este filme, embora prefira o primeiro. Na minha opinião, o único senão deste segundo filme é o facto de Katie Holmes não ter aceitado voltar a desempenhar o seu papel, dando lugar a uma actriz que não serviu minimamente para a rivalizar. A Batpod é um espectáculo, embora eu prefira o tumbler. O realizador fez muito bem em manter quase todo o elenco principal. O Joker como vilão é divinal, até me causou arrepios em algumas partes do filme. A duração do filme é uma novidade, é bastante superior às durações deste tipo de peliculas. Christopher Nolan soma e segue e com esta sequela provou mais uma vez que não possui rival à altura na arte de realizar blockbusters cerebrais. Iria aparecer depois com outra obra prima de nome, “Inception”. “The Dark Knight” já é considerado por muitos como um dos melhores filmes de sempre. Após vermos o filme, facilmente percebemos porquê.
Classificação : 5.

Batman Begins

Titulo Português : “Batman – O Início”
Ano : 2005
Duração : 140 minutos
Género : Ação/Thriller
Realização : Christopher Nolan
Elenco : Christian Bale (Bruce Wayne/Batman), Michael Caine (Alfred), Liam Neeson (Henry Ducard/Ra's Al Ghul), Katie Holmes (Rachel Dawes), Gary Oldman (Jim Gordon), Cillian Murphy (Jonathan Crane), Rutger Hauer (Earle), Tom Wilkinson (Carmine Falcone), Mark Boone Junior (Flass), Morgan Freeman (Lucius Fox).

História : Cansado de ver a cidade construida pelos seus pais ser devastada e povoada por toda a espécie de criminosos, o jovem Bruce Wayne sai de casa e parte pelo mundo em busca de respostas que justifiquem a origem da maldade humana. Depois de um duro e moroso treino no seio de uma poderosa organização secreta , Bruce regressa a Gotham firme em acabar com o crime e com as injustiças, ajudando os mais fracos. Como comum cidadão nada poderá fazer, Bruce cria assim para si uma identidade.

Comentário : Em 2005, o realizador de “Memento”, “Insomnia” e “Following” trouxe-nos o primeiro filme da sua trilogia dedicada ao mais famoso super herói da DC Comics – Batman. “Batman Begins” é muito superior a qualquer outro filme feito sobre o Batman e é um objecto de cinema muito diferente de tudo o que foi feito até à data em relação a filmes de super-heróis. Isto para dizer que, entre 2005 e 2012, ainda não apareceu nenhum realizador que tenha aprendido alguma coisa de jeito com Christopher Nolan no que respeita a fazer um filme de super heróis com pés e cabeça. Os filmes do Batman de Nolan são, sem duvida, os melhores filmes de super heróis alguma vez feitos e dificilmente alguém fará melhor. Neste primeiro filme, temos uma história realista e humana, dramas reais, personagens reais, o realizador deu-nos uma abordagem da história do homem morcego mais dura, crua, violenta, dark e muito mais adulta, o realizador deu-nos a sua visão deste universo e acertou em cheio. O elenco é recheado de estrelas, todos tiveram excelentes interpretações. A banda sonora é fenomenal, os efeitos especiais são brutais e realistas e tudo é o mais real possivel. Uma história muito bem contada, nada daquelas palhaçadas dos quatro filmes anteriores. Em “Batman Begins”, ficamos a saber a origem do medo de Bruce Wayne, sabemos os seus receios, quem ele é e tudo o que ele pensa do mundo à sua volta. Até o tumbler do herói foi desenhado e concebido para ser o mais real possivel. Os ideais da organização que treina Bruce até possuem o seu fundamento, também penso que se devia fazer justiça pelas próprias mãos, afinal e seguindo o pensamento da Liga : “os criminosos riem-se das leis da sociedade”. Christian Bale esteve muito bem como Bruce Wayne. “Batman Begins” é um excelente filme e um dos melhores filmes de 2005, pena é que nenhum realizador aprendeu nada com Nolan.
Classificação : 5.

sábado, 4 de agosto de 2012

Hideaway

Titulo Português : “O Refúgio”
Ano : 2009
Duração : 86 minutos
Género : Drama
Realização : François Ozon
Elenco : Isabelle Carre (Mousse), Melvil Poupaud (Louis), Louis Ronan Choisy (Paul).

História : Após o namorado morrer devido ao excesso de droga, uma mulher chamada Mousse opta por se refugiar numa casa de praia e levar adiante uma gravidez.

Comentário : Gosto de filmes franceses e admiro o trabalho de François Ozon. Gostei deste filme, o realizador aborda quase sempre em seus filmes temas delicados relacionados com os valores humanos e familiares. A nivel de interpretações, o maior destaque vai todo para a bonita Isabelle Carre, pareceu mesmo que ela estava realmente grávida. O final do filme, apesar de polémico, está muito bonito, cheio de esperança. Os filmes deste realizador centram-se quase todos à volta de temas polémicos e assuntos delicados. Não é um filme para os jovens irem ver, é um filme que nos faz pensar e que nos deixa a pensar, horas depois de o vermos. Bom filme. Classificação : 4.