sexta-feira, 20 de julho de 2012

Red Lights

Titulo Português : “Mentes Poderosas”
Ano : 2012
Duração : 110 minutos
Género : Thriller
Realização : Rodrigo Cortes
Elenco : Robert De Niro (Simon Silver), Sigourney Weaver (Margaret Matheson), Cillian Murphy (Tom Buckley), Elizabeth Olsen (Sally Owen), Toby Jones (Paul).

História : Margaret e Tom são dois peritos em fenomenos paranormais que dedicam o seu tempo a detectar falsos acontecimentos relacionados com o sobrenatural e a desmascarar pessoas que afirmam ter poderes e ligações com o outro mundo. Quando Tom decide investigar o invisual e alegado portador de capacidades sobrenaturais Simon Silver, Margaret não alinha com o seu assistente e provoca a discórdia.

Comentário : Depois do bom filme “Buried”, esperava mais de Rodrigo Cortes, este “Red Lights” não foi uma desilusão para mim, apenas estou a dizer que esperava muito mais do filme, tinha tudo para ser um filme muito bom. Enquanto que a maioria dos filmes sobre esta temática se limitam a facultar provas que algo existe, o novo filme de Cortes tudo faz para provar o contrário, ou pelo menos, era esse o seu principal objectivo. Nesse aspecto, funcionou bem. O filme não nos fez sentir minimamente o clima de tensão que este tipo de filmes tem por hábito ter. As interpretações são medianas, todos os principais actores já fizeram muito melhor em outros titulos. Pessoalmente, eu confesso que acredito no sobrenatural, e respeito estes assuntos. Onde o filme soma pontos é na história complexa e no poderoso twist final, uma revelação final digna deste tipo de filmes. Foi igualmente bom ver Robert De Niro num registo diferente daquilo que nos habituou. É um bom filme para ser visto numa sala de cinema devido aos seus efeitos sonoros e visuais. Gostei do filme, mas esperava muito mais. Podem ir ver o filme, se quiserem ser surpreendidos pela positiva. Classificação : 3.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

No One Knows About Persian Cats

Titulo Português : “Os Gatos Persas”
Ano : 2009
Duração : 105 minutos
Género : Drama/Biográfico
Realização : Bahman Ghobadi
Elenco : Negar Shaghaghi (Negar), Ashkan Koshanejad (Ashkan), Hamed Behdad (Nader), Shervin Najafian (Shervin)

História : Recém saídos da prisão, Negar e Ashkan são dois jovens que querem formar uma banda musical. Mas como vivem no Irão, os dois decidem percorrer as ruas de Teerão em busca de novos musicos para os ajudarem a saírem do país. No entanto, sem dinheiro e sem vistos e passaportes, as coisas não serão fácil.

Comentário : Este filme devia ser de visionamento obrigatório para todos aqueles que têm tudo facilitado na vida e que estão habituados a ter tudo. É um filme sobre as dificuldades que se sentem num país muito pobre, onde as autoridades possuem o poder total sobre os seus cidadãos. Tudo o que se passa no filme é a pura realidade, é a real situação dos musicos de lá, quase sempre impedidos de tocarem a sua musica. É tudo sempre complicado para aquela população. A nivel de interpretações, está tudo muito realista, a cena com o cão é ridicula e só mostra a estupidez daquela gente. Penso que seja um filme interessante, assistimos a novas maneiras de viver, eu confesso que não era capaz de viver naquele país. O final não é aquele que estávamos à espera, mas neste tipo de cinema, tudo é possivel. Um último reparo, o filme nos proporciona excelentes momentos musicais. Classificação : 3.

terça-feira, 10 de julho de 2012

My Little Princess

Titulo Português : “Eu Não Sou A Tua Princesa”
Ano : 2011
Duração : 107 minutos
Género : Drama/Biográfico
Realização : Eva Ionesco
Elenco : Isabelle Huppert (Hanah Giurgiu), Anamaria Vartolomei (Violetta Giurgiu)

História : Em vez de educar a sua filha e de a ajudar nos deveres da escola, Hanah é uma mãe que dedica o seu tempo a fotografar a filha de várias formas, vendendo as respectivas fotos a gente desconhecida e ganhando quantias avultadas de dinheiro com elas. Um dia, a menina cansa-se de ser usada e desiste de ser o ganha pão da progenitora.

Comentário : Antes de tecer comentários a este excelente filme, tenho que frisar que a realizadora do filme passou pelo mesmo que a pequena protagonista passa ao longo do filme. É uma espécie de filme biográfico, no qual a realizadora mostra uma parte da sua infância. Vamos ao filme. Fui ao cinema ver este filme e, após ter saído da sala de cinema, dei por mim a perguntar como é possível haver mães tão irresponsáveis. Mas não quero entrar por esse caminho. Também sou um apaixonado pela arte da fotografia e penso que é mesmo uma arte, existem fotografias lindas e não vejo problema nenhum naquilo que Hanah fez com a filha, se eu tivesse uma filha bonita como Violetta, também a iria querer fotografar, mas eu iria respeitar os limites e jamáis iria fazer negócio com as fotografias da minha filha. Hanah acaba por expôr a filha, ao fotografá-la nua e vender essas fotos a homens que têm claramente segundas intenções. A nivel de interpretações, o maior e único destaque vai todinho para a pequena Anamaria Vartolomei que é a alma do filme, bonita e sensual e possuidora de um lindo cabelo, é a ela que se deve a beleza do filme, a miuda nunca entrou em mais nenhum filme e tem aqui uma excelente interpretação, digna de uma profissional. A história, como já frisei, é real e isso ajuda ainda mais o espectador a familiarizar-se com a pelicula. É cinema europeu, outro factor a favor do filme. Foi um dos melhores filmes que vi este ano no cinema e já lá vão tantos. Uma obra que relata uma estranha vivência de uma mãe e uma filha que levam uma vida à parte da normalidade e quem saiu a perder foi a criança. No final do filme, tudo é deprimente, a começar pelo destino da protagonista, vitima da mãe, fica com a vida e o futuro estragados. Dúvidas à parte, é um filme polémico que apesar de ser para maiores de 12 anos, devia ser para maiores de 16, devido ao tema que aborda (o erotismo infantil) e devido à exposição desnecessária da protagonista. Certamente, não irá agradar à maioria, mas devia ser visto pela maioria, porque é uma fita com muito valor. Todos podem ser pais e mães, mas poucos têm a capacidade de serem bons pais e boas mães, trocando por miudos, poucos merecem ser pais e mães. Abraços Cinéfilos.
Classificação : 5.

The Last Summer Of The Boyita

Titulo Português : “O Último Verão da Boyita”
Ano : 2009
Duração : 92 minutos
Género : Drama
Realização : Julia Solomonoff
Elenco : Guadalupe Alonso (Jorgelina), Nicolas Treise (Mario), Mirella Pascual (Elba), Maria Clara Merendino (Luciana)

História : Jorgelina é uma menina de dez anos cuja irmã mais velha, Luciana, está na adolescência e já não lhe liga muito. Um dia, os seus pais decidem separar-se. Enquanto Luciana vai morar com a mãe, Jorgelina vai habitar com o seu pai para uma herdade no campo. Um dia, Jorgelina reencontra Mario, um adolescente com um segredo.

Comentário : Mais um excelente filme que ganhou alguns prémios em festivais de cinema independente. “Boyita” é uma caravana ou roulotte. Curiosa forma esta de apurar a custódia das filhas : uma fica com a mãe e a outra fica com o pai. O filme é excelente e tive a oportunidade de o ver numa sala de cinema. A nivel de interpretações, tudo parece muito realista, mas o destaque vai todinho para a pequena Guadalupe Alonso que vive para a sua interpretação a cada frame de uma forma muito intensa e particular. O segredo de Mario é realmente de natureza muito íntima e acaba por ser o verdadeiro drama da pelicula. Destaque também para o ambiente rural em que decorrem quase todos os 92 minutos de duração do filme. Na minha opinião, é mais interessante ver filmes que decorrem em ambientes rurais do que citadinos. A realizadora não é estreante na cadeira, já possui um filme no seu reportório, o desconhecido “Sisters” de 2005. Confesso que apenas conheci o seu trabalho com este segundo filme. Gosto de filmes cujas personagens principais são crianças ou adolescentes e quero voltar a frisar que existem algumas crianças e jovens que representam melhor do que muitos adultos formados. A sensação que fica após sair da sala é de um enorme conforto por ter testemunhado e vivido uma história humana e cheia de sentimentos, algo raro nos filmes de hoje. Uma obra poderosa e única. Absolutamente obrigatório.
Classificação : 5.

Little Girl

Titulo Português “A Pequenina”
Ano : 2009
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Tizza Covi/Rainer Frimmel
Elenco : Asia Crippa (Asia), Patrizia Gerardi (Patti), Tairo Caroli (Tairo)
História : Era uma vez uma menina de dois anos e meio que foi abandonada pela mãe. Ao ser deixada num parque infantil, num dia de chuva e frio, a pequena Asia é encontrada por uma mulher ligada ao circo. Asia passa a viver com essa mulher e com o seu marido, bem como com toda a gente do circo, num descampado de rulotes nos arredores de Roma. A pequena Asia passa a ser a fonte de alegria de todos.

Comentário : Simples e curioso filme que nos conta uma extraordinária história que prova que, por vezes, os laços de sangue não significam nada face a outros laços de amor que vão surgindo. O filme é mesmo muito simples, para não dizer mesmo amador, a imagem é muito estragada e sempre a tremer, o som não é nada de especial e onde o filme soma pontos é precisamente no espectacular realismo que nos assalta de forma bruta e sem nos pedir licença. Tudo aquilo parece realmente imagens encontradas em alguma camara perdida, é realismo em estado puro. Todos os personagens agem de forma super natural e sem artefactos, sem fingimentos. A pequenina Asia Crippa é a jóia do filme, nunca olha para a camara e age com super naturalidade a tudo. Claramente que o vi numa sala de cinema, naqueles cinemas pequenos que passam somente filmes alternativos e de baixíssimo orçamento. Foi uma das grandes surpresas de 2009, um objecto único e ternurento que apetecia ver novamente, lamentável é que ainda não tenha sido lançado em DVD. É igualmente um filme muito parado, mas nenhum destes factores que revelei sobre a pelicula tira-lhe todo o mérito merecido. É uma excelente obra que nos deixa a pensar, dias depois de o termos visionado. Tudo neste filme é excelente. Obrigatório. Classificação : 5.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Yuki And Nina

Titulo Português : “Yuki e Nina”
Ano : 2009
Duração : 92 minutos
Género : Drama
Realização : Hippolyte Girardot/Nobuhiro Suwa
Elenco : Arielle Moutel (Nina), Noe Sampy (Yuki), Tsuyu Shimizu (Jun), Hippolyte Girardot (Frederic), Marilyne Canto (Camille)

História : Yuki é uma menina de nove anos que acaba de descobrir que os pais se vão divorciar. Ela vai ter que ir para o Japão com a mãe e deixar tudo em Paris, incluindo a sua melhor amiga, Nina. As duas meninas fogem juntas para uma enorme floresta.

Comentário : Fui ao cinema ver este filme, à cerca de dois anos. Confesso que gostei muito do filme, a fita possui uma sensibilidade única, mostra-nos uma poderosa amizade entre duas meninas. A determinada altura, os pais de uma delas vão-se divorciar e as duas pequenas decidem que a sua amizade não vai terminar ali. Com medo de serem separadas, Yuki e Nina juntam os seus pertences mais íntimos e fogem para o interior de uma densa floresta, com esta ingénua atitude, as duas acabam por preocupar seus pais e nada adiantam face às decisões por eles tomadas. De inicio, o filme pode parecer para alguns, um bocadinho parado, mas apartir do momento em que as meninas penetram na floresta, a ação desenrola-se de forma diferente e até se torna agradável acompanhá-las naquela jornada. O filme aborda igualmente o choque de duas culturas : a cultura ocidental de Nina e a cultura oriental de Yuki. O divórcio funciona sempre como sendo o maior pesadelo das crianças e neste caso a situação torna-se mesmo perigosa. Gostava que o filme tivesse uma maior duração, a fim de testemunhar mais aventuras das pequenas mas os realizadores quiseram fazer uma pelicula de apenas 92 minutos. Engraçada a postura do pai de Yuki, sabendo que vai perder a esposa e a filha e nem está muito preocupado, existe gente mesmo detestável. O principal foco do filme é uma inocente, mas forte amizade que está prestes a ser desfeita. Os sentimentos não escolhem idades. Classificação : 4.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Moonrise Kingdom

Titulo Português : “Moonrise Kingdom”
Ano : 2012
Duração : 90 minutos
Género : Comédia Dramática/Romance
Realização : Wes Anderson
Elenco : Bruce Willis (Captain Sharp), Edward Norton (Scout Master Ward), Jared Gilman (Sam), Kara Hayward (Suzy), Jason Schwartzman (Ben), Frances McDormand (Laura Bishop), Harvey Keitel (Commander Pierce), Bill Murray (Walt Bishop)

História : Nos anos 60, um menino e uma menina, ambos com 12 anos, apaixonam-se e fogem juntos. Essa fuga transforma por completo o quotidiano da ilha onde vivem.

Comentário : Confesso que não aprecio o cinema de Wes Anderson, talvez por ele meter demasiada estupidez nos seus filmes. No entanto, achei filmes como “The Life Aquatic With Steve Zissou” e “The Darjeeling Limited”, razoáveis. Fui ao cinema ver este seu novo “Moonrise Kingdom” e confesso que até gostei do filme, apesar dos já conhecidos exageros do realizador. Assim, “Moonrise Kingdom” é um bom filme, mas está muito longe da perfeição. A nivel técnico, o filme está muito bom e todos os atores estiveram bem nos seus papéis, principalmente os dois jovens protagonistas. Julgo que a atriz que dá corpo a Suzy tem na vida real muito mais idade do que os 12 anos que a sua personagem tem. A relação apaixonada entre Sam e Suzy é o foco principal da história do filme e isso foi mostrado na perfeição, o casal de atores que lhes dão vida foram excelentes. Claramente que este “Moonrise Kingdom” é o meu filme preferido deste realizador. Wes Anderson tem sempre um variado leque de atores em seus filmes, alguns deles consagrados. O guarda roupa é outro fator a ter em conta, estava tudo muito perfeitinho. Saí satisfeito da sala de cinema e é isso que conta. Outra coisa, sou contra as sequelas, mas gostava que este filme tivesse continuação. Classificação : 3.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Cosmopolis

Titulo Português : “Cosmopolis”
Ano : 2012
Duração : 105 minutos
Género : Drama
Realização : David Cronenberg
Elenco : Robert Pattinson (Eric Packer), Juliette Binoche (Didi Fancher), Sarah Gadon (Elise Shifrin), Mathieu Amalric (Andre Petrescu), Jay Baruchel (Shiner), Kevin Durand (Torval), Samantha Morton (Vija Kinsky), Paul Giamatti (Benno Levin)

História : Um bilionário percorre várias ruas de uma cidade na sua limusine com a única finalidade de ir a barbearia cortar o cabelo.

Comentário : Este é daqueles casos em que se justifica algumas saídas da sala de cinema durante a projeção. E é fácil perceber o motivo. É um filme muito chato, cerca de 80% da fita passa-se dentro da já falada limusine e os diálogos são muito sofisticados e, por vezes, as conversas não parecem ter qualquer nexo. Somente hoje fui ao cinema ver este filme e confesso que ninguém saiu da sala. Pessoalmente, gostei do filme, embora não tenha entendido algumas situações nele passadas, é uma fita fora do normal. Mas já deviamos estar habituados ao cinema de David Cronenberg, não conheço os seus primeiros filmes, apenas vi “A Mosca” e dois titulos recentes : “A History Of Violence” e “Eastern Promisses”. No caso de “Cosmopolis”, todo o elenco está de parabéns. Confesso que não gosto muito de Paul Giamatti e acho que a personagem de Juliette Binoche é ridicula. O único filme onde gostei de ver Robert Pattinson foi no drama “Remember Me” e neste novo filme de Cronenberg, o rapaz até nem esteve muito mal. Tudo bem, é um filme dificil, mas é uma dificuldade que se vê bem. Classificação : 2.

The Snows Of Kilimanjaro

Titulo Português : “As Neves de Kilimanjaro”
Ano : 2011
Duração : 108 minutos
Género : Drama
Realização : Robert Guediguian
Elenco : Jean Pierre Darroussin (Michel), Ariane Ascaride (Marie Claire), Gerard Meylan (Raoul), Marilyne Canto (Denise), Gregoire Leprince Rinquet (Christophe), Anais Demoustier (Flo), Adrien Jolivet (Gilles), Yann Loubatiere (Jules), Jean Baptiste Fonck (Martin), Carla Bensoussan (Monica)

História : Um assalto a uma residência privada altera por completo o quotidiano de duas familias.

Comentário : Este filme não tem nada a ver com o clássico com o mesmo nome. É uma fita sobre a solidariedade das pessoas e sobre aquilo que estão dispostas a fazer pelo próximo, sobre a capacidade de perdoar, coisas cada vez mais raras hoje em dia. É também um filme sobre a crise financeira em que vivemos na actualidade, sobre os despedimentos em massa. Fui ao cinema ver este filme no mesmo dia em que fui ver “Cosmopolis” e confesso que gostei mais deste filme do que da fita de Cronenberg. A história é boa e as interpretações são muito boas. Algumas atitudes dos personagens foram entendidas por mim, outras nem por isso. Não entendi porque motivo o casal assaltado insistiu em perdoar o criminoso que lhes roubou uma avultada quantia em dinheiro e as viagens para África. Mas entendi porque motivo os filhos desse casal se recusaram a aceitar o facto dos seus velhos querem abergar em casa os irmãos menores do ladrão. Gostei do filme, mas confesso que não é um grande filme, é apenas um bom filme. Classificação : 3.

terça-feira, 3 de julho de 2012

The Turin Horse

Titulo Português : “O Cavalo de Turim”
Ano : 2011
Duração : 147 minutos
Género : Drama
Realização : Bela Tarr
Elenco : Janos Derzsi (Ohlsdorfer), Erika Bok (Ohlsdorfer's daughter)

História : Na aldeia mais ventosa do planeta, um pai idoso e a sua jovem filha vivem o seu quotidiano com as poucas possibilidades que possuem. A situação piora quando o poço seca e o cavalo desiste de viver.

Comentário : Saí maravilhado da sala de cinema, depois de ver este filme. É um filme apenas destinado a cinéfilos e àqueles que amam o verdadeiro cinema, este filme é uma obra de arte. Adorei o filme e constatei que, durante a projeção, duas pessoas abandonaram a sala e não mais voltaram. A fotografia é excelente, as duas únicas interpretações do filme são igualmente excelentes, a história é básica mas rica em detalhes. Temos uma terceira personagem que eu arriscaria a afirmar que era a personagem principal, estou a falar do vento, porque vê-se, sente-se e ouve-se em todas as frames do filme. É o filme ideal para quem quiser sair mais rico espiritualmente de uma sala de cinema. Tudo bem, é um dos filmes mais parados e lentos da história do cinema em que as situações se repetem várias vezes, mas é um filme que nunca nos aborrece, as quase duas horas e meia passam a correr. “The Turin Horse” já é um dos melhores filmes que vi este ano no cinema.
Classificação : 5

The Good The Bad And The Ugly

Titulo Português : “O Bom, O Mau e o Vilão”
Ano : 1966
Duração : 173 minutos
Género : Western
Realização : Sergio Leone
Elenco : Eli Wallach (Tuco), Clint Eastwood (Blondie), Lee Van Cleef (Sentenza)

História : 3 cowboys fazem o que podem para tentar encontrar uma enorme fortuna em moedas de ouro, escondida num cemitério.

Comentário : Lamentável o facto de apenas ontem ter visto este clássico do cinema. Mas foi isso que me aconteceu. Aliás, confesso que vi poucos clássicos do cinema, gosto mais do cinema actual, ou dos últimos 30 anos. Escusado será dizer que adorei este filme de Sergio Leone, gosto de westerns e tinha que ver este. As quase 3 horas de duração passam a correr. Dos 3 atores principais, claro que gostei mais de Eli Wallach e do seu Tuco, o ator fez um papelão com este personagem, brilhante. Clint Eastwood falou muito pouco ao longo do filme enquanto que Lee Van Cleef usou o seu estilo para mostrar o que valia. Já vi alguns westerns, mais recentes que antigos, mas devo confessar que este clássico é muito melhor do que qualquer um dos westerns modernos que vi nas últimas décadas. Claramente que vi a versão extensa do filme, com quase 3 horas de duração e isso permitiu-me ver o filme de uma outra forma. Os 3 personagens são muito ricos em termos de conteúdo e personalidades e a história é muito boa. Sem dúvida que foi o melhor western que vi até hoje. Excelente. Classificação : 5.