quinta-feira, 28 de junho de 2012

The Mill And The Cross

Titulo Português : “O Moinho e a Cruz”
Ano : 2011
Duração : 90 minutos
Género : Drama/Histórico
Realização : Lech Majewski
Elenco : Rutger Hauer (Pieter Bruegel), Charlotte Rampling (Mary), Michael York (Nicolaes), Joanna Litwin (Marijken), Dorota Lis (Saskia), Ruta Kubas (Esther)

História : No ano de 1564, Pieter Bruegel pintou “Subida Ao Calvário”, uma pintura a óleo com mais de 500 personagens lá representadas. Isto representa a Paixão de Cristo, passada na Flandres durante a brutal ocupação espanhola.

Comentário : O filme “The Mill And The Cross” é a representação perfeita do resultado da fusão de 3 fatores : a História, o Cinema e a Pintura. Fui ao cinema ver este filme e confesso que não é filme para grande parte do público, todo o filme é composto por belissimas imagens, parecem quadros pintados a óleo, mas foi tudo feito por processos digitais. Gostei do filme e acabo assim mais um mês de idas ao cinema da melhor maneira. Claro que o filme tem algumas situações absurdas, mas como retrata uma época também ela absurda onde eram praticados crimes horriveis, acaba por resultar da melhor forma. Apesar de ser um bom filme, aconselho à maioria que passe ao lado deste filme, de certeza que não irão gostar dele. Classificação : 3.

domingo, 24 de junho de 2012

My Blueberry Nights

Titulo Português : “O Sabor do Amor”
Ano : 2007
Duração : 92 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Wong Kar Wai
Elenco : Jude Law (Jeremy), Norah Jones (Elizabeth), David Strathairn (Arnie), Rachel Weisz (Sue Lynne), Chan Marshall (Katya), Natalie Portman (Leslie)

História : Uma jovem chamada Elizabeth vai conhecendo várias pessoas e várias vivências ao longo da sua viagem pela América, ao mesmo tempo que muda a vida dessas pessoas e aprende uma importante lição de vida : Nunca confiar em ninguém.

Comentário : Em maio de 2008, fui ao cinema ver este brilhante filme que adorei. Não conhecia o trabalho do realizador, mas passei a gostar dos seus filmes. “My Blueberry Nights” é um filme muito bom que conta uma boa história e possui poderosas interpretações de todo o elenco principal. Fiquei surpreendido com Norah Jones, que conhecia apenas do mundo musical e fiquei atónito com a qualidade da sua interpretação. Na minha opinião, penso que Jude Law tem neste filme a melhor interpretação da sua carreira, muitos não irão partilhar da mesma opinião que eu. O realizador apostou bem em dar mais foco às cores que vão inundando o ecrã, fiquei fascinado com o fantástico jogo de cores em que a fita me envolveu, o filme está incrivelmente bem filmado. A banda sonora é muito agradável, calma, mas agradável. Deu perfeitamente para sentir aquele ambiente que se passa nos cafés e bares noturnos, do qual eu sinto às vezes a falta. É um filme que já faz parte da minha lista de preferências e apetece revê-lo várias vezes, voltei a vê-lo ontem à noite e as sensações foram as mesmas de quando saí da sala de cinema à quatro anos.
Classificação : 5.

sábado, 23 de junho de 2012

The Exterminating Angels

Titulo Português : “Os Anjos Exterminadores”
Ano : 2006
Duração : 99 minutos
Género : Erótico
Realização : Jean Claude Brisseau
Elenco : Frederic Van Den Driessche (François), Lise Bellynck (Julie), Maroussia Dubreuil (Charlotte), Marie Allan (Stephanie)

História : François é um produtor de cinema que está a dar entrevistas a várias mulheres para encontrar 3 que se prontifiquem a fazerem um filme erótico em que elas aparecem envolvidas. Mas os fantasmas do seu passado insistem em interferir com ele.

Comentário : Vi este filme em casa ontem à noite e confesso que até nem achei muito mau, apesar de não ser nada de especial, onde o maior destaque vai todinho para as cenas de sexo vividas pelas 3 atrizes que querem fazer o filme. Não tenho nada contra homossexuais, mas confesso que prefiro ver duas mulheres a amarem-se do que dois homens, é mais bonito e gostei de ver essas cenas neste filme. Não tenho nada contra ver filmes que metem cenas de sexo, mas este filme remete-nos para uma pasmaceira brutal, onde quase nada acontece a não ser as já muito referidas cenas de sexo entre as 3 meninas. São personagens muito vazias de conteúdo, onde a única atriz que ainda conseguimos retirar algum sumo ao expremê-la é a linda Lise Bellynck (foto em baixo), a sua Julie é realmente bela e sensual, principalmente nas suas cenas finais, naquela dramática cena da sua despedida com François. Um filme muito insonso.
Classificação : 2.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Rec


Titulo Português : “Rec”
Ano : 2007
Duração : 80 minutos
Género : Terror
Realização : Jaume Balaguero/Paco Plaza
Elenco : Manuela Velasco (Angela Vidal), Ferran Terraza (Manu), Pablo Rosso (Pablo), Carlos Vicente (Guillem), Claudia Silva (Jennifer)

História : Uma jornalista de uma cadeia de televisão espanhola leva o seu operador de camara para cobrir os acontecimentos em mais uma noite num quartel de bombeiros em Espanha. Quando os homens são chamados para irem a um velho prédio socorrer uma idosa, a jornalista e o seu colega decidem acompanhá-los nessa missão e todos são obrigados a passar a pior noite das suas vidas.

Comentário : Podia resumir este meu comentário com a frase “Este filme é um espetáculo”, mas isso seria injusto para quem gosta de me ler e para quem gostou do filme. “Rec” é um simples filme de terror, muito simples, deve ter sido feito apenas com algumas poucas centenas de euros. Mas o resultado é fenomenal e isso ainda se torna mais grandioso pelo facto de ser uma pelicula espanhola. Claro que fui ver este filme ao cinema e adorei, gosto de filmes de terror, é o meu segundo género de filme preferido. Neste filme, impera o realismo, aqueles primeiros minutos passados dentro do quartel dos bombeiros parecem pura realidade. Os momentos passados no interior do prédio contaminado, apesar de serem igualmente realistas, são por vezes forçados, por exemplo, é um exagero de gritaria e de sangue. Fiquei fascinado com a atriz Manuela Velasco, gostei de vê-la em miuda à uns quinze anos no filme de Pedro Almodovar, “A Lei do Desejo” e agora adorei ver na bela mulher em que ela se tornou. A história do filme é à cerca de um virus que se propagou de maneira desconhecida, apenas no segundo filme será revelado com mais clareza como surgiu. A dupla de realizadores soube articular na perfeição o que queriam que se passasse neste primeiro filme sem revelar coisas que eles queriam que surgissem no segundo filme. Tudo no filme é magnifico, desde o já frisado realismo puro, as poderosas interpretações a atingir a perfeição, o clima de tensão e de terror sempre presentes, passando pelos excelentes planos de camara e acabando no facto de vermos o filme como se estivessemos a ver uma gravação achada naquele prédio, a camara sempre a tremer é um espectáculo. Para mim, “Rec”, já é um dos dez melhores filmes de terror que eu já vi até hoje e olhem que, neste género, é muito dificil me impressionar.

Classificação : 5.

sábado, 9 de junho de 2012

Aliens


Titulo Português : “Aliens – O Reencontro Final
Ano : 1986
Duração : 158 minutos
Género : Ficção Cientifica/Terror
Realização : James Cameron
Elenco : Sigourney Weaver (Ripley), Carrie Henn (Rebecca 'Newt'), Michael Biehn (Hicks), Paul Reiser (Burke), Lance Henriksen (Bishop), Bill Paxton (Hudson), Jenette Goldstein (Vasquez), William Hope (Gorman)

História : Muitos anos depois dos acontecimentos passados com os tripulantes da nave Nostromo, acompanhamos o quotidiano da única sobrevivente humana que é convidada a regressar ao planeta isolado que havia ido, local agora habitado por várias familias.

Comentário : Se pensam que vou aqui neste espaço fazer comentários a todos os filmes da saga, não podiam estar mais enganados. Apenas gostei do primeiro filme e deste segundo. O terceiro é muito mau e o quarto, bom, simplesmente intragável e com uma história muito fraca. Em “Aliens”, filme em tudo superior ao primeiro, voltamos a encontrar Ripley e o seu gatinho. Mas desta vez, temos tudo numa escala superior. É um filme de guerra aberta entre humanos e xenomorfos (aliens). Ripley e Jones estiveram a dormir cerca de 57 anos, à deriva pelo espaço até serem encontrados. Após ser informada que estão cerca de 80 famílias a viver no planeta onde a sua tripulação aterrou, Ripley parte com um grupo de soldados armados até aos dentes para eliminar os aliens e salvar possiveis colonos que ainda estejam vivos. O filme não se parece em nada com o anterior, o elenco teve melhores interpretações, os efeitos especiais para a época são do melhor e o realizador decidiu abordar o tema da maternidade, sob dois pontos de vista : o humano, com Ripley a proteger constantemente uma menina que encontrou e o ponto de vista alien, com a Raínha a proteger os seus ovos e os seus “filhos”. Para Ripley, Newt representa a filha que ela não teve a oportunidade de se despedir. É um filme mais tenso, com mais terror e com cenas memoráveis, como por exemplo, os detetores de movimento a aumentarem-nos a adrenalina a niveis altos ou todas as cenas em que a Raínha entra, bem como a luta final entre ela e Ripley. Para mim, este filme é uma verdadeira obra prima, o realizador deve ter ficado orgulhoso, fez uma sequela que é melhor do que o original. Durante anos, vi este filme e revi várias vezes, por vezes já tinha o filme quase todo na minha cabeça. Ainda fiquei mais satisfeito quando vi a versão extensa do filme. Não quero fazer comparações entre “Aliens” e “Prometheus”, mas somente para frisar um exemplo, o andróide Bishop mete o David de “Prometheus” a um canto, na minha opinião, Bishop era mesmo um andróide com alma e sentimentos. Impressionante como é que um filme que tem 20 anos pode significar mais para mim, do que um filme que não tem mais de um ano. Felizmente que existem DVD's para podermos ver os filmes as vezes que quisermos. Não vou precisar de rever “Prometheus”, mas poderei ver os dois primeiros filmes da saga as vezes que entender. “Aliens” já é um dos filmes que mais marcaram a minha vida. Fica em baixo, uma bela fotografia.

Classificação : 5.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Alien


Titulo Português : “Alien – O 8º Passageiro”
Ano : 1979
Duração : 117 minutos
Género : Ficção Cientifica/Terror
Realização : Ridley Scott
Elenco : Sigourney Weaver (Ripley), Tom Skerritt (Dallas), Harry Dean Stanton (Brett), John Hurt (Kane), Ian Holm (Ash), Yaphet Kotto (Parker), Veronica Cartwright (Lambert)

História : Os sete viajantes da nave Nostromo investigam uma transmissão emitida de um planeta isolado.

Comentário : Este filme foi um dos melhores filmes que vi até hoje, dentro do seu género. Nem sei que género chamar a isto, é uma mistura de ficção cientifica com terror. O filme contava a história de uma tripulação de sete pessoas que viajavam de regresso à Terra e no caminho, pararam numa lua de um planeta, aparentemente isolado. Com o avançar da investigação, descobriram algo mais do que um simples pedido de ajuda. Na altura em que o filme estreou nos cinemas, faltava um ano para eu nascer e apenas vi o filme na televisão. Claro que gostei do filme logo na primeira vez que o vi e revi-o várias vezes desde então. Todo aquele clima de tensão e de terror nos consfins do espaço me fascinou e ainda hoje, sempre que vejo o filme, me causa arrepios. Simpatizei logo com a Ripley, ela é uma personagem cheia de estilo. Na altura não havia a tecnologia que existe hoje e só à dias sube que a criatura do filme é um humano vestido com aquele fato (pensava que era um boneco). O filme está muito bem concebido e as interpretações são do melhor, muito melhor do que muita porcaria que fazem hoje. As cenas que mais me impressionaram foram duas : aquela em que a criatura sai pela barriga de Kane e a cena de luta entre Ripley e a criatura. O filme levantava imensas questões que até à data, nenhum filme se dignificou a responder, nem mesmo “Prometheus”. “Alien” também tem cenas ridiculas, por exemplo, quando Dallas é confrontado com a criatura na conduta de ar, o monstro parece que lhe está a dizer “Olá, estou a aqui”, até me deu vontade de rir. Ou quando Ripley já vai no transportador e a nave mãe explode, que exagero de explosão, parece que acabara de explodir um planeta inteiro. Não se pode dizer que seja um filme perfeito, mas é um dos melhores filmes que vi até hoje. Imperdível. Mas a sequela é melhor. Classificação : 4.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Giant


Titulo Português : “Gigante”
Ano : 2009
Duração : 83 minutos
Género : Drama
Realização : Adrian Biniez
Elenco : Horacio Camandule (Jara), Leonor Svarcas (Julia)
História : Jara é um funcionário de um super-mercado e a sua função é a de vigilante, passando grande parte do seu turno a ver pelas camaras o que se passa no interior do complexo comercial. Um dia, apaixona-se por uma das mulheres da limpeza.

Comentário : Quando fui ao cinema ver este filme e antes de entrar para a sala de cinema, pensei que não ia gostar deste filme. Mas depois e após vê-lo, disse para mim mesmo que grande sessão de cinema. O filme mostra em parte o comportamento da maioria dos funcionários que compõem o núcleo de trabalho de um super-mercado. Não se pode dizer que o protagonista é aquele tipo de homem bonito e garanhão que as moças caem de amores, de facto, temos um tipo muito bruto e feio, mas com um bom coração. É uma fita leve, engraçada e sugestiva que segue a obsessão de um homem por uma colega de trabalho e vale quase tudo nesta perseguição, até dar dinheiro a estranhos. A interpretação de Horacio Camandule é simples, mas eficaz, não se podia ter exigido mais dele, o papel assim não o obrigava. Leonor Svarcas até é bonitinha, mas está muito apagada no seu papel, muito engraçada aquela sequência em que ela se encosta num “castelo” de rolos de papel higiénico e deixa tudo cair. É um bom filme. Classificação : 3.