sexta-feira, 27 de abril de 2012

Romeo + Juliet


Titulo Inglês : “Romeo And Juliet”
Ano : 1996
Duração : 122 minutos
Género : Romance/Drama
Realização : Baz Luhrmann
Elenco : Leonardo DiCaprio (Romeo), Claire Danes (Juliet), John Leguizamo (Tybalt), Harold Perrineau (Mercutio), Pete Postlethwaite (Father Laurence), Miriam Margolyes (The Nurse), Jesse Bradford (Balthasar), Paul Rudd (Dave)
História : Romeo e Juliet são dois jovens que se conhecem e se apaixonam perdidamente. No entanto, esse amor está condenado, porque as familias se odeiam.

Comentário : Publico o meu comentário a este filme, porque foi o primeiro que vi no cinema, completamente sozinho. Na altura, tinha 16 anos e ainda me lembro que foi em Maio de 1997. Senti-me a pessoa mais responsável do mundo, foi um dos dias mais importantes da minha vida e tomei-lhe o gostinho. Ainda me lembro que foi nos Cinemas Palmeiras, que entretanto já encerraram portas à alguns anos. Na altura e porque era um rapaz romântico (ainda sou), adorei o filme, embora achasse que havia um certo exagero no modernismo. Adorei os diálogos e gostei de ver a bonita Claire Danes vestida com umas asas. Havia uma canção que eu fixei na minha mente, chamava-se “Kissing You” e era cantada pela Des'ree, uma canção linda. Daquele tempo, ainda considero o Amor como o melhor sentimento que existe, seja sentido de que forma for. Foi também neste filme que descobri Leonardo DiCaprio, mas mal sabia eu que o rapaz já fazia filmes em criança. Na altura, se tivesse o hábito de classificar os filmes, tinha-lhe dado um 5, mas vou ter que lhe atribuir um 3. Ainda assim, é um filme bonito que é um verdadeiro hino ao Amor. Classificação : 3.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

This Must Be The Place


Titulo Inglês : “This Must Be The Place”
Ano : 2011
Duração : 121 minutos
Género : Drama
Realização : Paolo Sorrentino
Elenco : Sean Penn (Cheyenne), Frances McDormand (Jane), Eve Hewson (Mary), Kerry Condon (Rachel), Harry Dean Stanton (Robert Plath)
História : Uma estrela da musica pop reformada (Cheyenne) passa os dias com a esposa numa enorme mansão sem nada para fazer. Quando o pai morre, Cheyenne parte pela América em busca do carrasco nazi que o humilhou e torturou no Holocausto.

Comentário : Confesso que gostei muito deste filme e superou todas as minhas expetativas. Sean Penn é realmente um excelente ator e conseguiu mais uma vez uma excelente interpretação. O seu estranho Cheyenne é uma das mais divertidas personagens que eu já vi, apesar de abarcar em si uma grande carga dramática. A também excelente Frances McDormand não desilude, embora tenha tido um papel mais secundário. A dada altura, o filme assume contornos de um road-movie e acaba por somar pontos devido a isso, o realizador trabalhou bem o guião e a história. Fui vê-lo ao cinema e saí da sala realizado com este filme. Não conheço o trabalho deste realizador, mas conheço muito bem o ator Sean Penn e confesso que a sua carreira é cheia de personagens e filmes fenomenais. O filme remete-nos cuidadosamente para o delicado assunto do Holocausto e das atrocidades que os nazis cometeram. Neste caso, leva-nos até um carrasco nazi que humilhou e torturou dezenas de judeus, inclusivamente o pai de Cheyenne. O final do filme é muito bonito e responde a algumas perguntas que a fita ia colocando no decorrer da projeção. Não é filme para a maioria dos gostos, mas é mesmo o tipo de cinema que eu gosto. Uma obra sorrateira, mas muito firme nos seus propósitos e, no final, fica a sensação de querer ver mais. Classificação : 4.

domingo, 15 de abril de 2012

Lust Caution


Titulo Inglês : “Lust Caution”
Ano : 2007
Duração : 158 minutos
Género : Drama/Erótico/Thriller
Realização : Ang Lee
Elenco : Wei Tang (Wong Chia Chi/Mak Tai Tai), Tony Leung Chiu Wai (Mr. Yee), Joan Chen (Yee Tai Tai)
História : A jovem Wong conhece uns rapazes que usam o teatro para esconder as suas ações terroristas e opta por alinhar com eles num plano para matar um poderoso político. No entanto, esse político é muito mais astuto do que eles imaginavam.

Comentário : Confesso que não sou muito adepto do cinema de Ang Lee, apenas gostei do magnifico “The Ice Storm”. Mas hoje vi este “Lust Caution” e achei o filme bom. De facto, as cenas de sexo chegam a impressionar, de tão realistas que são. Fiquei fascinado com a beleza de Wei Tang, que rapariga tão bonita. É um filme que foi realizado de forma brilhante e isso nota-se nos planos de imagem, na cuidadosa fotografia, nas poderosas interpretações e no guarda-roupa. Voltando às cenas de sexo, posso dizer que algumas delas roçam o pornográfico e talvez a pelicula não tenha tido o devido reconhecimento da Academia por causa disso. Aquela Academia está mesmo carenciada de gente nova, de mentalidades abertas, isso nota-se perfeitamente nos últimos oscars atribuidos. O final do filme é desapontante, dado tudo aquilo que já acontecera durante toda a projeção. Tal como o titulo português indica é uma história que envolve uma sedução e uma conspiração. Uma obra curiosa. Classificação : 3.

sábado, 14 de abril de 2012

Project X


Titulo Inglês : “Project X”
Ano : 2012
Duração : 88 minutos
Género : Comédia Dramática
Realização : Nima Nourizadeh
Elenco : Thomas Mann (Thomas), Oliver Cooper (Costa), Jonathan Daniel Brown (JB), Dax Flame (Dax), Alexis Knapp (Alexis), Kirby Bliss Blanton (Kirby)
História : Os jovens Costa e JB decidem organizar uma party para o seu amigo, Thomas, a fim de comemorar os seus 17 anos. Contratam um operador de camara amador e aproveitam a ausência dos pais do aniversariante para fazer a party em casa destes. No entanto, com a chegada de gente estranha que leva droga e bebidas, a situação fica fora de controlo e tudo pode acontecer.

Comentário : Gostei do filme. Confesso que não estava à espera de ficar surpreendido com este pequeno filme. Nunca vi nada igual e foi uma agradável surpresa. O elenco é quase todo jovem, jovens adultos e adolescentes. Claro que fui ver este filme ao cinema, já tinha dito para mim mesmo que o ia fazer. O filme não foi muito publicitado, houve muita falta de informação. Na sala onde eu estava, apenas estavam duas adolescentes que não voltaram após o intervalo. A nivel de interpretações, são todas de um realismo brutal. É impressionante como é que uma simples festinha de adolescentes se transforma em algo perigoso e completamente descontrolado, tudo devido às drogas e às bebidas com álcool. Facilmente ganhamos empatia com o protagonista Thomas, a certa altura da party, Thomas vê que a situação já passou dos limites e passa a ficar nas “tintas” para o que mais poderá acontecer. Ao ver aquelas jovens lindas e sensuais, tive vontade de regressar à minha juventude, realmente elas são o melhor deste mundo. Costa, suposto amigo de Thomas, é um grande irresponsável, mas no final reconhece que abusou e assume a sua culpa. Volto a dizer, o filme é espectacular. Ser jovem é aquilo mesmo, curtir o melhor que este mundo tem para nos dar, ser irresponsável, perder o controlo das situações e deixar-se ir nas aventuras. A chegada do incendiário que aparece para se vingar do roubo que os jovens lhe fizeram veio tornar a party ainda mais louca e a estragar ainda mais a noite aos vizinhos de Thomas, naquele bairro pacifico. Realmente, o mundo dos jovens de hoje em dia é maravilhoso. Destaque para a sensualidade da jovem Alexis, aquela que tenta ter relações sexuais com Thomas no seu quarto, quando o rapaz já está meio drogado, é uma coisinha mesmo boa. E Dax esteve lá para tentar filmar tudo. Uma obra alternativa, com excelentes planos de camara (o carro a entrar na piscina, as árvores a arder, aquela adolescente a urinar atrás do carro ou até mesmo a sensualidade das jovens raparigas), interpretações realistas e muita adrenalina. E é quando a situação fica fora de controlo que as coisas começam a tornar-se mais interessantes. Não me importava de fosse um filme de duas horas. Gostei realmente do filme e penso revê-lo daqui a alguns meses, quando sair em DVD. Muito bom. Classificação : 4.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Tabu


Titulo Inglês : “Tabu”
Ano : 2012
Duração : 120 minutos
Género : Drama
Realização : Miguel Gomes
Elenco : Teresa Madruga (Pilar), Laura Soveral (old Aurora), Henrique Espírito Santo (old Ventura), Carloto Cotta (young Ventura), Isabel Muñoz Cardoso (Santa), Ana Moreira (young Aurora), Manuel Mesquita (Mario)
História : Aurora viveu a sua juventude e a sua história de amor em África. Na sua velhice, em Lisboa, Aurora passa o resto dos seus dias num velho apartamento, tendo como únicas companhías, uma dama de companhía chamada Santa e uma solidária amiga que a visita sempre que pode. As lembranças do seu passado fundem-se com o presente.

Comentário : Lá fui eu ao cinema mais uma vez, desta vez para ver um filme português. Gostei do filme, é uma obra muito boa, premiada lá fora e o mérito do jovem realizador foi devidamente reconhecido. É bom saber isto. O filme é constituido por um prólogo, seguidos de duas partes : A primeira que acompanha os últimos dias de Aurora e a segunda parte que retrocede no tempo e nos mostra a juventude da protagonista, os seus amores e o seu quotidiano. A fotografia do filme é excelente, um preto e branco cromático de uma excelente qualidade. Na sala onde eu estava, uma pessoa abandonou a mesma durante a projeção e não mais voltou. Para mim, o tempo passou a correr e até era capaz de lá ficar para mais uma hora de filme. Não tenho razão de queixa dos atores, todos estão de parabéns, mas o maior destaque vai todo para Ana Moreira. Fazem falta mais filmes portugueses assim, ainda que eu continue a achar que em Portugal, o cinema documental é muito melhor do que o de ficção. O pequeno crocodilo que lá vai dando um ar de sua graça é um mimo, até custa a querer como é que um animal tão pequeno e giro se transformará num dos maiores predadores do reino animal, assassino de homens. O titulo em inglês é igual ao titulo da critica, porque não é alusivo à palavra “Tabu”, mas sim a um monte que tem o nome de Monte Tabu, local onde morou Aurora, a protagonista. Este filme foi para mim mais uma agradável experiência cinematográfica, espero que o realizador nos dê mais filmes com esta qualidade. Classificação : 4.

Attack The Block


Titulo Inglês : “Attack The Block”
Ano : 2011
Duração : 89 minutos
Género : Terror/Ação
Realização : Joe Cornish
Elenco : Jodie Whittaker (Sam), John Boyega (Moses), Alex Esmail (Pest), Franz Drameh (Dennis), Leeon Jones (Jerome), Simon Howard (Biggz), Luke Treadaway (Brewis), Jumayn Hunter (Hi Hatz), Danielle Vitalis (Tia), Michael Ajao (Mayhem), Sammy Williams (Probs), Nick Frost (Ron)
História : Quando assaltam uma jovem adulta, Moses e o seu bando de delinquentes são atacados por uma estranha criatura vinda de nenhures. Após matá-la, Moses desencadeia uma série de acontecimentos que irá transformar o seu pacato bairro num verdadeiro campo de batalha.

Comentário : Este filme representou uma grande novidade no mapa de estreias. Por vezes, dois lados se unem para vencer um inimigo mais poderoso, foi o que aconteceu em “Attack The Block”. Assim, temos o delinquente Moses que, com o seu grupinho, nada fazem na vida e tem o hábito de assaltarem pessoas dentro e fora do seu bairro londrino. No decorrer de mais um assalto, são “atacados” por uma estranha criatura disforme que é facilmente morta pelo lider do grupo. Com essa atitude, vão atrair uma série de outras criaturas com o triplo da força e do tamanho da primeira, que surgem no nosso planeta para uma vingança. O aspecto das criaturas é possivelmente o factor mais aliciante da pelicula, mas não é somente aí que o filme do estreante Joe Cornish soma pontos. Todo o elenco adolescente do filme está de parabéns, com destaque para John Boyega, o seu Moses chega a causar repulsa e pena em alturas distintas do filme. O final do filme emociona, com o som dos habitantes do bairro a gritar o nome do criminoso, Moses, como se de um herói se tratasse. Vi o filme no cinema e saí da sala satisfeito. Uma agradável surpresa, no entanto, faltou ali qualquer coisa que o tornasse muito bom. Talvez o facto da empatia entre Moses e Sam não tenha sido tão forte e convicente ou ainda o facto lamentável de não terem metido mais personagens na história. Ainda assim, é um dos melhores filmes em exibição nas nossas salas. Classificação : 3.

Rosemary's Baby

Titulo Inglês : “Rosemary's Baby”
Ano : 1968
Duração : 138 minutos
Género : Thriller
Realização : Roman Polanski
Elenco : Mia Farrow (Rosemary Woodhouse), John Cassavetes (Guy Woodhouse), Ruth Gordon (Minnie), Sidney Blackmer (Roman), Maurice Evans (Hutch), Ralph Bellamy (Dr. Sapirstein), Charles Grodin (Dr. Hill)
História : Rosemary e Guy mudam-se para um apartamento e depressa se ambientam com o estranho, mas simpático casal de vizinhos. Assim que Rosemary anuncia que espera um filho de Guy, a sua vida muda drasticamente, e para muito pior.

Comentário : Vi este filme pela primeira vez ontem à noite e o vi apenas por curiosidade, afinal está muito bem classificado no IMDB e já foi considerado um dos melhores filmes de terror de sempre. Neste último caso, deu-me vontade de rir, pois não vi nenhum terror ao longo dos 135 minutos de projeção. Este filme é sim, um thriller pesado, com um excelente argumento, uma poderosa interpretação de Mia Farrow e que de terror nada tem. Não entendi o motivo de tanto alarido em torno do filme, muito sinceramente, não é nada de especial, além disso, o final do filme é paupérrimo, mesmo muito mau e levanta ainda mais questões do que as já existentes. Grande parte dos filmes de Roman Polanski são melhores do que este. Ao longo da fita, existem coisas que não fazem qualquer tipo de sentido. Assim, é apenas um filme razoável. Classificação : 2.