quinta-feira, 29 de março de 2012

Goodbye First Love


Titulo Inglês : “Goodbye First Love”
Ano : 2011
Duração : 110 minutos
Género : Romance
Realização : Mia Hansen Love
Elenco : Lola Creton (Camille), Sebastian Urzendowsky (Sullivan)
História : Camille e Sullivan eram namorados na adolescência. Sullivan abandona-a e os dois seguem rumos opostos. Anos depois, será que esse amor ainda existe ?

Comentário : Apanhei uma das maiores desilusões este ano com este filme. Trata-se de um filme que não nos prende nem por um bocadinho. No inicio ainda conseguimos sentir alguma empatia pelo jovem casal protagonista, embora este nunca me tenha dado a clara imagem de um verdadeiro amor, daqueles amores poderosos que tanto definem o amor na adolescência. Depois dessa primeira falha, seguimos para a pior parte do filme, quando Camille e o seu professor iniciam uma relação que tem mais de sexual do que amorosa. Bom, nesta parte confesso que quase saí da sala, deu-me vontade de sair e de dormir, todas as sequências passadas entre eles os dois, são super entendiantes e aborrecem. Depois, vem a terceira parte do filme, quando Camille e Sullivan se reencontram, passados quase dez anos desde que ele a deixou, mais uma vez, não senti minimamente o reviver daquele amor, talvez porque este nunca foi tão forte, os dois não conseguiram transparecer aquela sensação de que alguma vez estiveram apaixonados. E o final, muito mau. As interpretações são um pãozinho sem sal, talvez a jovem Lola Creton ainda dê alguma para a caixa, mas é muito pouco. Gosto de cinema europeu, mas este “Goodbye First Love” não me agradou mesmo nada, seria mais um “Goodbye First Affair”. Amanhã, já não me lembrarei dele. Classificação : 1.

terça-feira, 27 de março de 2012

The Kids Are All Right


Titulo Inglês : “The Kids Are All Right”
Ano : 2010
Duração : 104 minutos
Género : Drama
Realização : Lisa Cholodenko
Elenco : Annette Bening (Nicole), Julianne Moore (Jules), Mia Wasikowska (Joni), Josh Hutcherson (Laser), Yaya DaCosta (Tanya), Zosia Mamet (Sasha), Mark Ruffalo (Paul), Kunal Sharma (Jai), Joaquin Garrido (Luis)
História : Joni e Laser são dois irmãos que são filhos do mesmo pai, mas de mães diferentes, devido a uma doação de esperma, tendo sido criados por duas mães lésbicas. Um dia, o pai biológico aparece nas suas vidas, mas é tarde demais para ele.

Comentário : Em primeiro lugar, e antes de prosseguir com o meu comentário, quero aqui deixar bem claro que não tenho nada contra gays, lésbicas ou casais homossexuais, mas sou totalmente contra estas pessoas criarem crianças, sejam filhos ou não. Passando ao filme, fiquei surpreso com o filme, devido à sinopse, nada dava por ele, mas depois de o ver, confesso que gostei do resultado final. É um filme somente para gente mentalmente crescida. Quem julga que vai ver duas lésbicas exibicionistas ou devassas a beijarem-se e a lamberem-se ao longo do filme, pode já ficar enganado. O filme aborda duas lésbicas, adultas e super responsáveis, trabalhadoras e humildes, plenamente seguras dos seus objectivos. Os seus filhos também são dois adolescentes bem criados, educados e afáveis. Nota negativa para duas personagens do filme : o atrasado mental que é amigo de Laser e o pai biológico dos jovens irmãos. Nunca gostei de Mark Ruffalo, sempre o achei um otário e neste filme, ele faz novamente de otário, afinal, quem é o otário que doa esperma, sabendo que nunca verá seus filhos e que nunca terá contacto e intimidade com eles ? Só mesmo, homens otários. Nem sei porque motivo ele quis conhecer os dois filhos, quando já perdera as melhores fases das suas vidas. O filme é bom e a realizadora inovou com este seu mais recente trabalho. Classificação : 3.

domingo, 25 de março de 2012

The Son's Room


Titulo Inglês : “The Son's Room”
Ano : 2001
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Nanni Moretti
Elenco : Nanni Moretti (Giovanni), Laura Morante (Paola), Jasmine Trinca (Irene), Giuseppe Sanfelice (Andrea), Sofia Vigliar (Arianna)
História : Giovanni é um psiquiatra que divide o seu tempo entre tratar os seus doentes e estar com a familia. Um dia, em vez de ir passear com o filho, vai atender um doente. O destino prega-lhe uma partida e o seu filho já não volta a casa.

Comentário : Estava com grande espectativa em relação a este filme, devido aos vários elogios que o filme tinha tido em festivais de cinema e outros. Vi o filme pela primeira vez e achei-o razoável, é apenas um filme simples que não aborda a morte de um ente querido como deveria ser, ou seja, não mostra na realidade a forma correcta como um pai ou uma mãe ou irmã iria reagir se perdesse um filho ou irmão. E tudo isto porque o filme não puxa pela lágrima em vez alguma, raramente se vê as personagens ligadas ao rapaz falecido a chorar ou de rastos. Uma história destas devia ter puxado muito mais pelos nossos sentimentos, devia ter sido mais dramática e isso não aconteceu em nenhuma altura. O realizador ainda nos facultou algumas cenas com tons de comédia, realmente, onde é que uma situação destas dá para rir. Os pontos positivos são as excelentes interpretações dos quatro elementos da familia Sermonti, parece real tudo aquilo. Alguns doentes mentais de Giovanni são tão ridiculos que até me deu vontade de rir. Outro exemplo, Arianna (amiga do falecido) podia ter mostrado mais tristeza quando chegou a casa dos pais dele. Em resumo, esperava mais deste senhor, continuo a preferir “Quiet Chaos – Caos Calmo”. Classificação : 3.

sábado, 24 de março de 2012

One Flew Over The Cuckoo's Nest


Titulo Inglês : “One Flew Over The Cuckoo's Nest”
Ano : 1975
Duração : 130 minutos
Género : Drama
Realização : Milos Forman
Elenco : Jack Nicholson (McMurphy), Will Sampson (Chief Bromden), Vincent Schiavelli (Fredrickson), Brad Dourif (Billy Bibbit), Christopher Lloyd (Taber), Louise Fletcher (Ratched), Danny DeVito (Martini)
História : O rebelde McMurphy é internado num hospício, onde fica sob as ordens da enfermeira Ratched e começa rapidamente a agitar o quotidiano daquela instituição.

Comentário : Parece impossível mas somente hoje vi este filme, que é um dos maiores clássicos do cinema. O filme é muito bom, mas também não podemos exagerar. De facto, Jack Nicholson tem aqui talvez a melhor interpretação da sua carreira e confesso que reconheci alguns dos atores que faziam de doentes de outros filmes, alguns mesmo da actualidade. A nivel de interpretações, o filme está ao nivel máximo, todos aqueles atores parecem mesmo doentes mentais, embora McMurphy não seja um doente mental credível, se aquilo acontecesse, qualquer auxiliar e enfermeiro notava que ele era um homem normal, aliás, como dois médicos que habitualmente o examinavam chegaram a essa conclusão. De todos eles, aquele que mais me convenceu foi Brad Dourif, que desempenhou um Billy bastante credível, se eu não o tivesse reconhecido do segundo filme da saga “The Lord Of The Rings”, diria que se tratava de um ator com um atraso qualquer. Louise Fletcher também esteve muito bem no papel de médica, sempre senhora de si, era ela a autoridade máxima no hospício. A cena do barco de pesca é a mais ridicula do filme e as cenas que mais gostei eram aquelas em que as personagens de Nicholson e Sampson contracenavam. Gostei muito do filme, mas confesso que odiei o final, que final tão mau para uma obra desta qualidade. Classificação : 4.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Letters From Iwo Jima


Titulo Inglês : “Letters From Iwo Jima”
Ano : 2006
Duração : 140 minutos
Género : Drama/Guerra
Realização : Clint Eastwood
Elenco : Ken Watanabe (Kuribayashi), Kazunari Ninomiya (Saigo)
História : Japão, Ilha de Iwo Jima, 1945. Enquanto o General Kuribayashi desembarca na ilha para ensinar aos seus novos soldados japoneses novas técnicas de combate, um jovem soldado que era padeiro, tudo faz para sobreviver nessa mesma ilha, quando os soldados americanos chegam e iniciam o combate.

Comentário : Já vi muitos filmes de guerra, os suficientes para ter chegado à conclusão que a guerra não serve para nada, apenas para vitimar inocentes de ambas as frentes, enquanto os lideres de cada um dos países em confronto bebem um belo copo de vinho, sentadinhos às suas mesas lá em casa. Sou contra a guerra e não gosto de filmes de guerra, mas, como bom cinéfilo que sou e como critico tenho que ver de tudo um pouco. Este filme de Clint Eastwood foi o único filme de guerra que gostei até hoje, pelo facto de que trata de um americano a contar a história da batalha de Iwo Jima, pelo ponto de vista dos japoneses, ou seja, Eastwood não só realizou um filme sobre esta batalha do ponto de vista dos seus camaradas americanos, como também fez este outro, mas contado pelos seus inimigos, os japoneses. O filme é belissimo, a fotografia merecia um oscar, a história emociona e as interpretações são do mais real que se pode ver num filme de guerra. Amei aquelas cenas em que um soldado japones lê uma carta escrita pela mãe de um soldado americano ferido em combate, onde alguns soldados japoneses se apercebam que os dramas deles são os mesmos dos americanos. Saigo é a melhor personagem do filme e Ken Watanabe consegue liderar todo o elenco. Uma obra arrojada, confesso que nunca pensei que Clint Eastwood fizesse um filme de guerra, em vez disso, fez dois e saiu-se muito bem. “Letters From Iwo Jima” é o melhor dos dois. É sempre bom conhecer os dois lados de uma guerra. Classificação : 4.

quinta-feira, 22 de março de 2012

I Stand Alone


Titulo Inglês : “I Stand Alone”
Ano : 1998
Duração : 90 minutos
Género : Drama
Realização : Gaspar Noe
Elenco : Philippe Nahon (The Butcher), Blandine Lenoir (Cynthia)
História : Um homem é abandonado pela esposa, quando a filha de ambos nasce e decide criar a filha sozinho. Devido a uma confusão com a filha, quando esta já é adolescente, esse homem é preso e a filha é enviada para uma instituição. Agora, ele regressa muito mudado e decidido a iniciar uma nova vida.

Comentário : Este filme foi a primeira obra realizada pelo polémico Gaspar Noe, que nos trouxe pequenas pérolas como “Irreversible” ou “Enter The Void”. Este seu primeiro filme é um pouco diferente do que vinham a ser os seus dois filmes seguintes, mas a maneira de filmar é quase a mesma e a história é igualmente muito louca. Continua a chocar, tal como os outros dois, embora não tanto. É impossivel ficarmos alheios às obras deste realizador, ele possui uma forma muito particular de contar as suas histórias. Neste caso, o filme é todo contado e narrado pelo personagem principal, numa espécie de grande confissão que se estende ao longo dos 90 minutos de fita. As interpretações são fracas, sendo a do protagonista a única que se safa. Os dois twists finais acabam por serem a mais valia do filme, ainda que tenha que confessar que o filme é bom. Das 3 obras de Gaspar Noe, a minha preferida é, sem dúvidas, “Enter The Void”, mas também gostei muito de “Irreversible”, ficando este “I Stand Alone” num belissimo terceiro lugar. Não aconselho o cinema de Gaspar Noe à maioria das pessoas, porque é um tipo de cinema muito estranho e cuja maneira de filmar se destaca e se distancia da maioria dos realizadores. É somente para quem gosta. Classificação : 3.

sábado, 17 de março de 2012

Enter The Void


Titulo Inglês : “Enter The Void”
Ano : 2009
Duração : 160 minutos
Género : Drama
Realização : Gaspar Noe
Elenco : Paz De La Huerta (Linda), Nathaniel Brown (Oscar), Cyril Roy (Alex), Olly Alexander (Victor), Emily Alyn Lind (young Linda), Jesse Kuhn (young Oscar)
História : Após ler um livro sobre morte e reencarnação, um jovem traficante de drogas chamado Oscar, torna-se interessado por esses temas. Após morrer precocemente, Oscar vê o seu espirito viajar por Tokyo e observa o que se passa com os seus amigos e irmã.

Comentário : Antes de mais, quero aqui dizer que tive a sorte de visionar a versão extensa do filme com cerca de 160 minutos e não a versão de 135 minutos que deambula pelas salas de cinema nacionais. Depois quero dizer que, ver este excelente filme, foi uma das mais magnificas experiências cinematográficas que alguma vez tive, trata-se de um dos melhores filmes que vi este ano, apesar do filme já ter sido feito em 2009. O cinema de Gaspar Noe (com somente 3 obras no seu reportório) é assim, ou se odeia ou se ama. Pessoalmente, já tinha amado o seu segundo filme (Irreversible) e amei igualmente este “Enter The Void”. Este tipo de cinema experimental e super alternativo, em especial este “Enter The Void”, não é para a maioria do publico, é um tipo de cinema muito raro, arriscado e caminha em terreno pantanoso. Ouvi relatos de conhecidos meus que viram pessoas a sairem da sala de cinema, durante a projeção. O filme está filmado todo ele de forma muito peculiar e nunca antes vista, sendo os primeiros 25 minutos de fita, mostrados sob o ponto de vista de Oscar, ou seja, as imagens apenas mostram o que o protagonista está a ver, a tal ponto que a imagem até pisca, fingindo serem os olhos dele. A ação do filme não é linear nem cronológica, vai deambulando entre épocas, entre o que se vai passando depois da morte de Oscar e aquilo que de mais importante se passou no seu passado, e nesta época os principais focos são a excelente relação de cumplicidade entre Oscar e a sua irmã Linda; o brutal acidente que os dois irmãos presenciaram em crianças que vitimou os seus pais e que lhes provocou um trauma profundo e, por último, realça também alguns momentos da infância de Oscar e Linda, originando bons momentos de ternura. Outro destaque para a excelente fotografia, para os apetitosos planos de camera, todo o filme parece uma trip de duas horas e meia. Um último destaque para as cenas de sexo, muitissimo bem filmadas, repletas de angulos de filmagem únicos, por vezes, me perguntava como é que o realizador conseguiu filmar certos planos, por exemplo, sempre que nos mostrava as imagens vistas de cima sobre a cidade ou a forma como invadia os quartos do hotel do amor e penetrava directamente nas relações amorosas dos casais. Uma obra única, sem igual, mais do que um filme obrigatório, “Enter The Void” é uma obra prima do cinema alternativo. Classificação : 5.

sábado, 3 de março de 2012

Shame

Titulo Inglês : “Shame”
Ano : 2011
Duração : 102 minutos
Género : Drama
Realização : Steve McQueen
Elenco : Michael Fassbender (Brandon), Carey Mulligan (Sissy), Nicole Beharie (Marianne), Hannah Ware (Samantha), Elizabeth Masucci (Elizabeth)
História : Brandon é um homem na casa dos 30, muito certinho e com uma rotina diária igualmente muito certinha com tudo no seu lugar, mas tem um grave problema : é viciado em sexo. Brandon vê as suas rotinas alteradas quando Sissy, a única familiar que lhe resta, lhe aparece em casa e lá se instala. A sua vida muda drasticamente.

Comentário : Michael Fassbender consegue ser aquilo a que eu chamo de novo talento em constante ascenção, sei perfeitamente que ele já tem alguns filmes no seu historial, mas os meus preferidos dele são apenas 3 : “Hunger”, “X Men : First Class” e agora este magnifico “Shame”. Este não é um filme para grupos de jovens irem ver e nem para “tias”. É um filme adulto que nos mostra os quotidianos de pessoas adultas, enfim, é um filme que mostra a vida tal como ela é. As cenas de sexo (muito bem filmadas e editadas) são essenciais para se entender a maneira de pensar e de ser de Brandon, não penso que ele seja um doente viciado, diria apenas que ele é alguém que gostava demasiado de sexo e haverá algum mal nisso ?!. Tal como no poderoso “Hunger”, Fassbender obtém outra grande interpretação com “Shame”. O realizador conseguiu mais uma vez um filme belissimo, com um excelente argumento e com interpretações topo de gama. Carey Mulligan também provou mais uma vez que nasceu para representar. A sua Sissy é digna de pena e é a melhor personagem feminina do filme. Sissy é uma jovem que está quase sempre carente, desamparada, precisa de carinho e de alguém que lhe dê a devida atenção. Talvez tenha ido morar para casa do irmão para obter isso mesmo, essa atenção e esse carinho. “Shame” possui ainda bons planos, quando Brandon está sentado na cama, de madrugada, a olhar para os barcos a atravessar o rio, quando é apanhado a masturbar-se pela irmã, quando está a excitar a jovem do bar com aquela conversa de ser bom a fazer sexo oral às raparigas ou aquele que eu considero o melhor momento do filme, quando a sua irmã está a cantar “New York, New York” naquele bar, mas que lindo momento. Li numa entrevista ao ator Michael Fassbender que este dizia sentir-se sujo depois de filmar as cenas mais sexuais. Vida de ator tem destas coisas. Um último destaque para a forma bela como foi filmado e para a musica de fundo em algumas cenas, simplesmente uma delicia. Já considero “Shame” um dos melhores filmes que vi este ano no cinema, é mesmo o tipo de cinema que eu gosto, independente e intelectual. Com “Shame”, Steve McQueen deu mais um bom titulo ao cinema de qualidade. Isto é cinema de grande qualidade.
Classificação : 5.

Hunger

Titulo Inglês : “Hunger”
Ano : 2008
Duração : 97 minutos
Género : Drama Biográfico
Realização : Steve McQueen
Elenco : Michael Fassbender (Bobby Sands), Stuart Graham (Raymond Lohan)
História : Mais que um filme biográfico sobre Bobby Sands, o activista do IRA que em 1981 fez greve de fome até à morte, o filme mergulha na vida dramática e violenta da prisão de Maze, Irlanda Norte, e nos revela não só a realidade chocante do quotidiano dos presos, mas também o que sucede quando corpo e mente são levados ao extremo.

Comentário : Trata-se de um dos melhores filmes que vi até hoje. Michael Fassbender tem aqui uma das duas melhores interpretações da sua carreira, sendo a outra obtida no igualmente maravilhoso “Shame”. “Hunger” é daqueles filmes que ninguém fica indiferente, após vê-lo. Chocante a sequência em que vários policias de choque se juntam no mesmo corredor e espancam alguns detidos e, numa sala ao lado, um desses policias chora, sozinho, horrorizado com aquilo que os seus colegas estão a fazer. Repito, a interpretação de Michael Fassbender é brilhante, existem atores realmente fantásticos, não importa o que lhes pedem para fazer, eles decidem fazê-lo e fazem. Me arrisco mesmo a dizer que “Hunger” é um dos melhores filmes de 2008, apesar de não ter sido reconhecido pela Academia. Desconhecia esta realidade, quando isto aconteceu, eu tinha acabado de nascer e nunca ninguém me falou nisto. Foi importante para mim descobrir esta situação que aconteceu de verdade e a descobri pela melhor forma, pelo cinema. Destaque máximo para a longa conversa entre Bobby e o padre, foi filmada num único take. Depois de obras como “Hunger”, “X Men : First Class” e “Shame”, irei ter mais atenção aos próximos filmes de Michael Fassbender e ficarei atento aos próximos trabalhos de Steve McQueen, se este realizador mantiver esta qualidade extrema impressa nos seus filmes, certamente virá por aí ainda algumas surpresas. Isto é cinema de grande qualidade.
Classificação : 5.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Extremely Loud And Incredibly Close


Titulo Inglês : “Extremely Loud And Incredibly Close”
Ano : 2011
Duração : 129 minutos
Género : Drama
Realização : Stephen Daldry
Elenco : Tom Hanks (Thomas Schell), Sandra Bullock (Linda Schell), Thomas Horn (Oskar Schell), John Goodman (Stan), Max Von Sydow (Renter), Viola Davis (Abby)
História : Oskar Schell é um menino que, após a morte do pai, descobre uma chave num envelope com o nome de “Black” e decide investigar por esse nome as casas onde a chave possa servir. Acaba por fazer várias descobertas.

Comentário : Apanhei uma desilusão com este filme, mas apenas porque tinha elevado a fasquia ao máximo, afinal o filme foi nomeado para melhor filme do ano. Não deixa de ser uma obra ternurenta e dramática, onde o realizador de “The Hours” mostra todo o seu lado sensivel. Costumo gostar das interpretações das crianças, mas não gostei nada da de Thomas Horn, possivelmente porque ele desempenhou um menino irritante, apesar de ter concentrado em si todo o drama de um rapaz, cujo pai faleceu num trágico acontecimento. Esperava uma profundidade maior na interpretação por parte de Sandra Bullock, isso não aconteceu, como ela o fez tão bem no excelente “The Blind Side”. Uma das coisas que mais me fascinou no filme é a grande aventura que deve ser conhecer pessoas e conhecer as suas vidas, encontrar o tal “6º Bairro”. Também gostei daquela parte em que Linda tenta fazer ver ao filho teimoso que aquilo que aconteceu ao pai dele não faz sentido nenhum e, de facto, o que aqueles homens fizeram não representa nada, perante a grandeza da vida. Stephen Daldry deu-nos uma obra ternurenta e afável, que nos emociona um pouquinho, mas podia ter feito algo mais grandioso com todo o material que tinha, começando por escolher um ator melhor e mais expressivo para o papel de Oskar. Por último, quero realçar o melhor do filme : esse grande senhor que é Max Von Sydow, aqui na melhor interpretação de todo o filme. Classificação : 3.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Tamara Drewe

Titulo Inglês : “Tamara Drewe”
Ano : 2010
Duração : 109 minutos
Género : Romance
Realização : Stephen Frears
Elenco : Gemma Arterton (Tamara Drewe), Roger Allam (Nicholas), Tamsin Greig (Beth), Luke Evans (Andy), Dominic Cooper (Ben), Jessica Barden (Jody), Bill Camp (Glen), Charlotte Christie (Casey)
História : Tamara Drewe regressa à sua terra natal e destabiliza a vida de todos.

Comentário : Este filme romântico representou para mim uma enorme surpresa e pela positiva. Fiquei fascinado com a beleza e sensualidade de Gemma Arterton, factor que ajudou a tornar a sua Tamara ainda mais convicente. É um filme cheio de twists que vão acontecendo ao longo da pelicula, alguns muito originais. O realizador é bom a dirigir filmes que se centram em pessoas únicas, já o tinha feito no não menos bom, “The Queen”. Apesar de Tamara Drewe ser o centro das atenções, na minha opinião, o melhor do filme são as personagens Jody e Casey, duas adolescentes que são as responsáveis pelos melhores momentos do filme e suas respectivas consequências. Sem elas e o filme não seria o mesmo espectáculo. O destino da persoangem Nicholas foi o melhor de todas as personagens, adorei. Lamentei não ter ido ao cinema ver este filme, mas agora que o vi, confesso que foi mesmo lamentável.
Classificação : 4.