terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

The Ward

Titulo Inglês : “The Ward”
Ano : 2011
Duração : 85 minutos
Género : Terror
Realização : John Carpenter
Elenco : Amber Heard (Kristen), Mamie Gummer (Emily), Danielle Panabaker (Sarah), Laura Leigh (Zoey), Lyndsy Fonseca (Iris), Sali Sayler (Tammy), Jillian Kramer (Alice)
História : Uma jovem chamada Kristen é internada num hospício, por ter incendiado uma quinta. Facilmente ela torna-se amiga de outras colegas internas. Kristen apercebe-se que aquele local esconde um terrivel segredo sobre uma adolescente que esteve internada na mesma ala que ela.

Comentário : Trata-se do regresso do mestre John Carpenter ao terror artesanal, área onde ele é senhor. No entanto, confesso que esperava mais dele e do filme. É um filme um pouco parado para o género, soma pontos é nas interpretações das miudas internadas na ala psiquiátrica. O final desilude muito, factor que não abona nada a favor daqueles que esperavam um fim decente que compensasse o resto do filme. Ainda assim, é daqueles filmes de terror que se vê bem, apesar de não ter o gore que caracteriza a maioria das peliculas deste género da actualidade. Um último apontamento para a interpretação da bonita Amber Heard, desde que desempenhou de forma brilhante Mandy Lane no filme com o mesmo nome, nunca mais fez nada de jeito. Em “Drive Angry”, andou lá perto, mas não lhe chegou aos calcanhares.
Classificação : 2.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Albert Nobbs

Titulo Inglês : “Albert Nobbs”
Ano : 2011
Duração : 113 minutos
Género : Drama
Realização : Rodrigo Garcia
Elenco : Glenn Close (Albert Nobbs), Mia Wasikowska (Helen), Pauline Collins (Mrs. Baker), Brendan Gleeson (Holloran), Jonathan Rhys Meyers (Yarrell), Aaron Johnson (Joe), Janet McTeer (Hubert Page), Bronagh Gallagher (Cathleen)
História : Albert Nobbs é um homem muito certinho que vive das suas próprias rotinas diárias, vai juntando todo o dinheiro que pode com a intenção de abrir um negócio seu, para compensar todos os anos que levou a servir os outros como mordomo. O que as pessoas não sabem é que Albert Nobbs esconde um enorme segredo.

Comentário : Depois de ver este filme confesso que Glenn Close possui aqui a melhor interpretação da sua longa carreira, está ao nivel da interpretação da colega Meryl Streep. Para mim, gostava que ganhasse uma das duas. Posto isto, tenho que dizer que gostei muito do filme, saí da sala de cinema muito satisfeito, foi bem empregue o dinheiro. A beleza cândida de Mia Wasikowska nota-se cada vez mais, a sua relação com a personagem principal funcionou na perfeição. O jovem Aaron Johnson, que eu reconheci logo do magnifico “Kick Ass”, desempenhou na perfeição um irresponsável namorado. Gosto muito do ator Brendan Gleeson e também ele esteve bem. Fiquei surpreso com a interpretação poderosa de uma atriz que eu desconhecia, Janet McTeer, o personagem dela é fantástico. Gosto muito de filmes de época, “Albert Nobbs” é um filme muito parado, facto que não agradará à maioria. Não estava quase ninguém na sala de cinema, além de mim, estavam cerca de cinco pessoas. Albert Nobbs é daqueles personagens que é de uma simpatia fenomenal, é impossivel não sentirmos um carinho por ele, é impossível não ficarmos do lado dele. O final do filme é muito triste, ligeiramente desapontante, digo eu, mas apesar disso, é um filme muito bom, lamento é o facto de não estar nomeado na categoria de melhor filme do ano.
Classificação : 4.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Declaration Of War

Titulo Inglês : “Declaration Of War”
Ano : 2011
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Valerie Donzelli
Elenco : Valerie Donzelli (Juliette), Jeremie Elkaim (Romeo), Cesar Desseix (young Adam), Gabriel Elkaim (old Adam), Brigitte Sy (Claudia), Michele Moretti (Genevieve), Frederic Pierrot (Sainte Rose)
História : Dois jovens conhecem-se e apaixonam-se numa discoteca. Quando o filho de ambos, Adam, faz 18 meses é-lhe diagnosticado um tumor maligno no cérebro. Começa uma verdadeira luta entre os pais de Adam e a maldita doença.

Comentário : Este filme tem a particularidade de ser feito em família, ou seja, o casal protagonista conhece-se na vida real e passaram pelo mesmo drama que as suas personagens passam. Ao contrário de excelentes obras como “Camino” ou “My Sister's Keeper”, “Declaration Of War” não nos leva para a lágrima e em vez disso, dá-nos um olhar mais adulto sobre este problema, ou talvez adaptado às mentalidades da juventude de hoje em dia. Se os protagonistas fossem pessoas na casa dos 30 ou 40 anos, de certeza que a forma de encararem o problema do filho seria outra, muito mais dramática. Ridicula a cena em que o casal, na cama do hospital, fala sobre aquilo que não gostava que sucedesse ao filho. Emocionante grande parte das cenas passadas entre a familia principal, ou seja, entre o casal e o pequeno Adam. O final do filme é bastante emotivo, aquelas cenas finais encantam qualquer um. Gostei muito do filme, adoro cinema europeu.
Classificação : 4.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Camino

Titulo Inglês : “Camino”
Ano : 2008
Duração : 140 minutos
Género : Drama
Realização : Javier Fesser
Elenco : Nerea Camacho (Camino), Carme Elias (Gloria), Mariano Venancio (Jose), Manuela Velles (Nuria), Lola Casamayor (Marita), Ana Gracia (Ines), Claudia Otero (Begona), Miriam Raya (Elena)
História : Camino é uma menina que tem uma vida feliz e que sonha entrar na peça da escola e em ter um vestido bonito. A sua vida muda quando lhe é diagnosticado um estranho tipo de cancro e o seu quotidiano vira um verdadeiro inferno.

Comentário : Fui ver este filme ao cinema e gostei. É cinema espanhol e tem interpretações de grande qualidade. “Camino” é um filme muito dramático, depressivo e bastante angustiante de se ver, não só devido ao martírio que a menina passa em exames médicos constantes, mas também devido ao facto de termos de acompanhar todo o desenrolar do degradar do seu estado de saude ao longo daqueles meses de sofrimento. O ponto mais alto do filme é a brutal interpretação da pequena Nerea Camacho que teve que rapar o cabelo na vida real para dar vida a Camino da forma mais realista possivel, além disso deu tudo de si à sua personagem. O fanatismo pela religião da parte da mãe da menina chega a ser revoltante em algumas partes. A mãe da menina prefere que a filha morra do que ela viva, porque isso era a vontade de Deus. Um apontamento negativo para os efeitos especiais, são muito maus. O filme chega a ser bastante dramático em grande parte das cenas. Uma obra dificil.
Classificação : 4.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

The Last Song

Titulo Inglês : “The Last Song”
Ano : 2010
Duração : 110 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Julie Anne Robinson
Elenco : Miley Cyrus (Ronnie), Greg Kinnear (Steve), Bobby Coleman (Jonah), Liam Hemsworth (Will), Kelly Preston (Kim), Carly Chaikin (Galadriel), Kate Vernon (Susan), Melissa Ordway (Ashley), Carrie Malabre (Cassie)
História : Desde que o pai saiu de casa a abandonando a ela, ao irmão pequeno e à mãe, a adolescente Ronnie vive revoltada com tudo e com todos e fica ainda pior quando a mãe a obriga a passar o verão com o pai.

Comentário : Confesso que não entendo o motivo pelo qual este filme está tão mal classificado no IMDB, vi o filme ontem e gostei, apesar de não ser nada de especial. Mas também não é nenhum filme daqueles idiotas para jovens, é uma pelicula que se inicia como comédia e termina como um drama. Já conhecia a jovem Miley Cyrus do mundo da musica e nem sabia que ela era também atriz, fiquei satisfeito com a sua interpretação. Greg Kinnear desempenhou bem o papel de um doente em fase terminal e o filme chega mesmo a comover em algumas partes. O senão deste tipo de filmes é que temos que levar sempre com os mesmos clichés, uma filha que não fala ao pai, um miudo mimado que quer agradar ao pai em tudo e detesta a irmã porque esta destesta o pai, uma mãe que quer ficar com os filhos a todo o custo e algumas situações caricatas, sendo a pior a brincadeira na lama da protagonista com o namorado. “The Last Song” é apenas um filme razoável, nada mais.
Classificação : 2.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Dogtooth

Titulo Inglês : “Dogtooth”
Ano : 2009
Duração : 95 minutos
Género : Drama
Realização : Giorgos Lanthimos
Elenco : Christos Stergioglou (father), Michele Valley (mother), Aggeliki Papoulia (older daughter), Mary Tsoni (younger daughter), Hristos Passalis (son)
História : Um homem de familia mantém duas filhas adolescentes e um filho rapaz numa espécie de cárcere, presos em casa. À volta da casa existe uma cerca para que os filhos não saiam do recinto. Os jovens são educados, entretidos e exercitados pelos pais, sem qualquer influência do exterior.

Comentário : Curioso filme grego que conta a história de um pai que mantém os filhos presos em casa, e os subjuga a um conjunto de regras, enganos e medos. Trata-se de um filme pesado e que nos remete para a velha questão : “será que devemos colocar um filho no mundo”. “Dogtooth” tem algumas semelhanças com “The Village”, mas apenas na história, ou seja, no simples facto de ambos terem pais que querem proteger os filhos da maldade do mundo. Ridicula a cena em que o pai simula um ataque a si próprio para que os filhos pensem que algo de muito mau sucedeu. Este filme prima pela originalidade dos acontecimentos, um filme diferente de tudo o que já se viu, as cenas de nudez eram desnecessárias. Grande parte não gostou do filme, mas eu até o aprovo. Uma obra única que tem o mérito de não possuir nada idêntico a ela, no mundo do cinema.
Classificação : 3.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Hugo

Titulo Inglês : “Hugo”
Ano : 2011
Duração : 130 minutos
Género : Aventura
Realização : Martin Scorsese
Elenco : Asa Butterfield (Hugo Cabret), Chloe Grace Moretz (Isabelle), Ben Kingsley (Georges Melies), Ray Winstone (Claude), Christopher Lee (Labisse), Emily Mortimer (Lisette), Helen McCrory (Jeanne), Michael Stuhlbarg (Tabard), Frances De La Tour (Madame Emilie), Richard Griffiths (Frick), Jude Law (Mr. Cabret), Sacha Baron Cohen (Gustave)
 
História : Hugo Cabret é um órfão que vive no interior de uma enorme estação de comboios na Paris do ano de 1930. Ele vive sempre escondido e é ele quem trata do funcionamento de todos os relógios da estação, fazendo todos acreditarem que é o seu tio que faz essa tarefa. Um dia, conhece a jovem Isabelle e tudo muda para ele.

Comentário : Ainda não tenho palavras para definir o que senti durante a projeção deste filme e após sair da sala de cinema. O filme “The Artist” já é uma boa homenagem ao cinema, mas em “Hugo” o papagaio consegue voar até outro patamar, muito mais alto. Com “Hugo”, o mestre Martin Scorsese não só obteve assim um dos mais importantes e excelentes filmes de toda a sua carreira, como também conseguiu prestar uma linda homenagem à setima arte e à magia do cinema. Martin Scorsese escolheu um dos melhores atores vivos para encarnar um dos maiores e melhores realizadores de cinema que já existiu : Georges Méliès, falo de Ben Kingsley. Este último interpretou muito bem esse grande mestre e nos facultou um cadinho daquilo que se vivia naquela época, do cinema de Méliès, do seu estúdio improvisado, da sua forma de filmar, dos seus truques em seus filmes, do seu começo de carreira como mágico e mais tarde, nos seus primeiros passos na sétima arte, buscando todas as inspirações aos irmãos Lumiere. Com “Hugo”, eu descobri como se faziam os efeitos especiais naquela altura, todos os truques para isso, nunca pensei que fosse através do recorte de pequenos pedaços de pelicula e depois colando uma à outra, foi mágico. Os jovens Asa Butterfield e Chloe Grace Moretz são as estrelas de “Hugo”, cada um deu tudo de si para as suas personagens. Quando entramos na sala de cinema para vermos este filme, temos que colocar de lado a lógica das coisas e penetrar abertamente no mundo da magia e da fantasia, só desta forma, tiramos o máximo partido desta experiência e percebemos a essência do filme. Toda a sequência que abre o filme fez-me perguntar como é que aquilo foi filmado, parece que foi feito com uma camara voadora, algo futurista. A fotografia e o som do filme são de uma qualidade extrema, a recriação de época simplesmente fascinante, Scorsese pensou tudinho ao minimo detalhe e o resultado é um dos melhores filmes de 2011. Gostava que ganhasse os óscares, e penso que o seu único rival a sério seja “The Artist”, os outros são apenas filmes razoáveis, não entendo o que “Moneyball” está lá a fazer. “Hugo” é cinema em estado puro, uma verdadeira e poderosa homenagem à sétima arte, aos cinemas e aos filmes. “Só nos filmes é que existem finais felizes”.
Classificação : 5.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Teeth

Titulo Inglês : “Teeth”
Ano : 2007
Duração : 93 minutos
Género : Terror
Realização : Mitchell Lichtenstein
Elenco : Jess Weixler (Dawn), Josh Pais (Godfrey), Hale Appleman (Tobey)
História : Dawn é uma menina muito bonita que possui uma particularidade : a entrada da sua vagina tem dentes, tal como a sua boca. Em adulta, Dawn não sabe o que fazer.

Comentário : Trata-se de um dos filmes mais originais que vi até hoje. A atriz Jess Weixler já é bonita por natureza e no filme está ainda melhor. A história é bastante original, penso que todos os filmes de terror possuem algo de original. Esta é a história de Dawn, uma rapariga que tem um problema, ou talvez só seja um problema porque ela não sabe lidar com isso. Ou seja, a partir do momento em que ela souber controlar o seu “problema”, este pode muito bem virar a seu favor. Mas Dawn não terá com que se preocupar porque o seu instinto a ajuda, sempre que um homem revela apenas querer aproveitar-se dela, acaba com o pénis arrancado. Sempre que um homem começa a violá-la fica automaticamente com o pénis decepado. Confesso que gostava que todas as raparigas viessem armadilhadas com esta poderosa arma, assim, certos homens porcos tinham aquilo que mereciam. O que acontece com o meio irmão no final é algo digno de se ver. Os homens que não respeitam as mulheres e que abusam delas com qualquer forma de abuso que vêm algo deste género, ficam revoltados com este filme, afinal são uns porcos (sem ofensa ao animal mencionado) e não valem nada, deviam ter o mesmo tipo de castigo que os abusadores de Dawn. Este filme tem um terror leve e uma boa interpretação de Jess Weixler. No final do filme, Dawn já consegue controlar a “boca de baixo” e permite que o meio irmão faça amor com ela, dando-lhe o castigo que ele sempre mereceu, essas cenas são memoráveis.
Classificação : 4.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Poltergeist

Titulo Inglês : “Poltergeist”
Ano : 1982
Duração : 112 minutos
Género : Terror
Realização : Tobe Hooper
Produção Exclusiva : Steven Spielberg
Elenco : Craig T. Nelson (Steve Freeling), Jobeth Williams (Diane Freeling), Heather Michele O'Rourke (Carol Anne Freeling), Oliver Robins (Robbie Freeling), Dominique Dunne (Dana Freeling), Beatrice Straight (Lesh), Zelda Rubinstein (Tangina Barrons)
História : Uma familia da classe média vê-se confrontada com estranhos acontecimentos que ocorrem na sua casa. O que parecia ser simples coincidências, se altera completamente quando a filha mais nova do casal desaparece na casa.

Comentário : Trata-se do meu filme de terror preferido. É um filme de 1982 e cada vez que o vejo, parece que vejo coisas que não tinha visto anteriormente. É um filme realizado por um dos mestres do horror, Tobe Hooper e produzido exclusivamente por Steven Spielberg. Foi este que descobriu a menina protagonista do filme, Spielberg queria Drew Barrymore para o papel da Carol Anne Freeling, mas como esta estava ocupada noutras andanças (a terminar E.T., por exemplo), o realizador reparou em Heather Michele O'Rourke, que estava numa mesa a lanchar com a mãe e disse : “É esta a menina que quero no meu filme de terror”. E acertou em cheio. Heather não só é a menina mais bonita que Hollywood já viu, como também resultou numa interpretação perfeita, tinha apenas quatro anos de idade quando protagonizou este filme de terror. “Poltergeist” foi nomeado para 3 óscares nas categorias técnicas e apresentou efeitos especiais excelentes para a época, algo semelhante ao avanço que “Avatar” teve em 2009. “Poltergeist” é um fantástico filme de terror, uma história igualmente fantástica e única, interpretações muito boas e uns efeitos espectaculares. Heather Michele O'Rourke podia ter se tornado numa das mais bonitas e melhores atrizes da Hollywood de agora e de à 10 anos, não tivesse o azar de ter morrido na entrada da sua adolescência. Vi este filme vezes sem conta e ainda me lembro que a primeira vez que o vi foi numa cassette VHS, num dos videos lá de casa. Ganhei uma simpatia pelo ator Craig T. Nelson e pela humilde Zelda Rubinstein. “Poltergeist” é um filme que ficará para sempre guardado na minha mente cinéfila e que tenho intenção de o rever mais vezes. Algumas cenas que ficaram na memória : quando os técnicos paranormais testam a passagem entre os dois mundos através de uma corda e depois passam às bolas, quando Carol Anne acorda a meio da noite e fala para a TV ou no ataque final à familia, uma verdadeira alucinação para os nossos olhos e culmina com a casa a ser sugada para o outro lado. “Poltergeist” é uma obra prima.
Classificação : 5.

Poltergeist II : The Other Side

Titulo Inglês : “Poltergeist II : The Other Side”
Ano : 1986
Duração : 88 minutos
Género : Terror
Realização : Brian Gibson
Elenco : Craig T. Nelson (Steve Freeling), Jobeth Williams (Diane Freeling), Heather Michele O'Rourke (Carol Anne Freeling), Oliver Robins (Robbie Freeling), Zelda Rubinstein (Tangina Barrons), Will Sampson (Taylor), Julian Beck (Kane), Geraldine Fitzgerald (Jess)
História : Alguns anos depois dos acontecimentos vividos pela familia Freeling, estes recomeçaram do zero em casa da avó dos miudos e tudo parece estar a correr bem. Tudo muda quando um estranho aparece nas suas vidas e as transforma completamente.

Comentário : Esta sequela não chega aos calcanhares do primeiro filme, mas é fundamental para que se perceba alguns dos acontecimentos do primeiro. O elenco é quase o mesmo, tira-se a técnica dos fenomenos paranormais e a irmã mais velha e põe-se um indio, um padre diabólico e a avó dos miudos. Os efeitos especiais estão quase ao mesmo nivel, faltou ali qualquer coisa. A protagonista continua a ser Heather Michele O'Rourke com a sua Carol Anne Freeling. Continua linda e talentosa e com mais uns aninhos. A história é mais fraca e também o vi pela primeira vez em VHS. Um filme mediano, mas que supreende pelas situações em que os personagens estão envolvidos. O fator novidade deste filme é que ficamos a conhecer o outro lado, com efeitos especiais brilhantes. Um filme interessante.
Classificação : 3.

Poltergeist III

Titulo Inglês : “Poltergeist III”
Ano : 1988
Duração : 100 minutos
Género : Terror
Realização : Gary Sherman
Elenco : Heather Michele O'Rourke (Carol Anne Freeling), Nancy Allen (Patricia Gardner), Tom Skerritt (Bruce Gardner), Lara Flynn Boyle (Donna Gardner), Kipley Wentz (Scott), Zelda Rubinstein (Tangina Barrons), Nathan Davis (Kane)
História : Carol Anne Freeling está mais crescida, mas nem por isso está livre dos espíritos que a querem levar para o seu mundo e que a menina os conduza até à luz. Agora a viver com um tio milionário, Carol Anne vê o seu pesadelo recomeçar com o regresso do espírito do padre Kane.

Comentário : Este terceiro filme consegue a proeza de ser ainda mais fraco do que o segundo. A nivel de história não serve para nada, não dá nada de novo. É somente para o deleite dos fãs destas histórias de fenómenos paranormais. A única estrela do filme é a pequena Heather Michele O'Rourke que, durante o filme, já dava para entender que as coisas a nivel de saude não estavam favoráveis para o lado dela. A criança já estava muito inchada e com queda de cabelo. Fiquei chocado quando descobri que a menina falecera na vida real, vitima de problemas intestinais, logo após as filmagens deste terceiro e último filme terem terminado. “Poltergeist III” é um filme fraco, praticamente nulo em história, com interpretações fracas, à excepção da pequena Heather que, mesmo doente, levou o seu papel muito a sério e até à última. Este terceiro filme apenas serve para completar a única trilogia do cinema sobre fenomenos paranormais, recentemente apareceu-nos uma outra trilogia sobre estes assuntos, a famosa saga “Paranormal Activity”. Em anexo, fica uma foto da atriz protagonista da trilogia e uma foto da campa onde ela está sepultada com os respectivos dizeres. Pessoalmente, desejo que a sua alma descanse em paz e que nunca seja esquecida.
Classificação : 1.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

My Sister's Keeper

Titulo Inglês : “My Sister's Keeper”
Ano : 2009
Duração : 110 minutos
Género : Drama
Realização : Nick Cassavetes
Elenco : Abigail Breslin (Anna), Sofia Vassilieva (Kate), Jason Patric (Brian), Evan Ellingson (Jesse), Alec Baldwin (Campbell), Cameron Diaz (Sara)
História : Anna é uma adolescente que vive o drama de ter uma irmã mais velha que sofre de cancro. Mas Anna foi concebida com o único fim de servir de dadora de tudo e mais alguma coisa para amenizar o sofrimento da irmã. Um dia, cansada de tanto sofrer e da indeferença da mãe que prefere sacrificar a vida de uma filha saudável para tentar salvar uma filha doente, decide procurar um advogado e pedir a sua emancipação médica. Essa atitude trará profundas consequências para toda a familia.

Comentário : Este é mesmo o meu tipo de filme. É um drama intenso e fui vê-lo ao cinema em Setembro de 2009, saindo da sala a pensar naquilo que tinha visto. Trata-se de uma história verídica, podia ter acontecido e adolescentes com cancro é coisa que mais há nos hospitais. O realizador fugiu aos habituais clichés neste tipo de pelicula e deu-nos um filme original, na medida em que existe uma filha que foi gerada em laboratório com o único propósito de doar órgãos e outras coisas à irmã, para a salvar, originando a morte da saudável. Cameron Diaz tem aqui a sua melhor interpretação, representa uma mãe egoísta que não se importa com o sofrimento de Anna, vendo somente a filha mais velha. Sendo a história das duas irmãs verdadeira, Anna teria passado uma vida de torturas e dor. Não querendo desvendar muito o desfecho do filme, tenho que confessar que o direito ao seu corpo, não era o único objectivo de Anna, existia uma enorme cumplicidade e uma excelente relação entre as duas irmãs, facto que até a própria mãe desconhecia. Uma obra super dramática, comovente e soberba que foi adaptada de um livro de enorme sucesso. Duas poderosas interpretações de Abigail Breslin (como de costume) e de Sofia Vassilieva, esta última arrasou completamente o filme e deu uma doente de cancro perfeitamente credível e que chocou pelo realismo da sua situação e caracterização (rapou o cabelo na vida real, o que para uma adolescente bonita como ela, não deve ter sido nada fácil). O filme mostra-nos que, por vezes, temos que aceitar as coisas como elas são por mais dificil que seja, e dar valor ao que ainda temos. E a vida acaba por seguir o seu rumo, e continua...Um filme inesquecível.
Classificação : 5.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

The Famous And The Dead

Titulo Inglês : “The Famous And The Dead”
Ano : 2009
Duração : 103 minutos
Género : Drama
Realização : Esmir Filho
Elenco : Ismael Caneppele (Julian), Tuane Eggers (Jingle Jangle)
História : Um adolescente de 16 anos mudou muito desde que a irmã do seu melhor amigo se matou ao atirar-se da ponte da sua localidade. Desde então, vive fechado no seu mundo e apenas mantém contacto com um certo numero de colegas através do seu blog. Ele tem ainda uma paixão pela musica de Bob Dylan.

Comentário : Uma das grandes surpresas de 2011, este filme brasileiro realizado pelo estreante nestas andanças, Esmir Filho. Para primeira obra não se saiu mesmo nada mal. É um filme coeso, com uma boa fotografia, onde reinam os planos filmados com camara digital portátil. Raramente temos informação da moça bonita das imagens da webcam, apenas sabemos que é irmã do melhor amigo do nosso protagonista. Esse mistério ajuda ainda mais a gostarmos da pelicula. Temos também uma mãe que faz tudo pelo filho e quer vê-lo feliz, só não percebi se o marido dela e pai do protagonista está preso ou morto. O filho, porém, nunca o quer ir visitar. O poster oficial do filme é de uma beleza estonteante. Aconselho todos os apreciadores de cinema a verem este filme, porque representa uma lufada de ar fresco na maneira como vemos o cinema brasileiro, aqui, numa abordagem completamente original. De facto, a adolescência é a fase mais complicada do ser humano, é onde tudo de decide e tudo fica formado. E as vidas destes novos adolescentes é realmente muito dificil.
Classificação : 4.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

The Iron Lady

Titulo Inglês : “The Iron Lady”
Ano : 2011
Duração : 105 minutos
Género : Drama Biográfico
Realização : Phyllida Lloyd
Elenco : Meryl Streep (Margaret Thatcher), Jim Broadbent (Denis Thatcher)
História : Os últimos dias da politica mais famosa do planeta são aqui contados ao mesmo tempo que Margaret Thatcher vai recordando alguns dos melhores momentos da sua longa vida, bem como das suas grandes decisões politicas.

Comentário : Muitos criticos não gostaram deste filme porque alegaram que a realizadora centrou-se mais na loucura da personagem principal do que na vida politica e pessoal dela. Pessoalmente, estou contra essas pessoas. Penso que a realizadora fez muito bem em ter focado este lado da senhora, as pessoas têm que saber o que se passava naquela cabeça complexa. Têm o direito de ficar a par daquilo que se passava com ela, os seus dramas pessoais, a sua relação com o marido e não tanto a sua vida politica. É um filme muito deprimente. Meryl Streep merece o óscar, já ganhou dois, foi nomeada uma série de vezes e merece um terceiro, teve neste filme uma excelente interpretação. Gostei muito do filme e confesso que fiquei a gostar mais de Margaret Thatcher. Classificação : 4.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Towelhead

Titulo Inglês : “Towelhead”
Ano : 2007
Duração : 127 minutos
Género : Drama
Realização : Alan Ball
Elenco : Summer Bishil (Jasira), Peter Macdissi (Rifat), Maria Bello (Gail), Aaron Eckhart (Travis), Toni Collette (Melina), Lynn Collins (Thena)
História : Uma linda adolescente árabe chamada Jasira é enviada pela mãe para viver com o seu pai, onde as regras são muito rigidas. Agora, a menina terá que viver segundo as regras de um pai muito controlador e ditador e ainda que lidar com a descoberta da sua sexualidade.

Comentário : Antes de prosseguir para a minha critica a este maravilhoso filme dramático, tenho que dizer que este filme independente já faz parte da lista dos meus 50 filmes preferidos. É uma obra única e singular, nunca vi nada igual ou parecido. Magnifica é o que se pode dizer da interpretação da protagonista, Summer Bishil. Aaron Eckhart, que nesse mesmo ano estava a filmar em simultâneo “The Dark Knight”, dá-nos aqui uma excelente interpretação no papel de um irresponsável, portador de um trauma de infância. A bonita Maria Bello está igual a si mesma, uma interpretação simples. É um filme que aborda o tema da sexualidade na adolescência, aqui mostrada de uma forma bastante satírica, onde o realizador nos dá um ou dois planos desnecessários da protagonista, ou seja, não se poupa a exibições da mesma. Temos ainda a ditadura imposta à jovem por um pai à moda antiga, mas perfeitamente justificável, devido à cultura onde nasceu e viveu durante grande parte da sua vida. Depois de a ver em duas casas, confesso que ela fica melhor com o pai, já que a mãe tem uma vida sexual muito atribulada. Excelente a cena que mostra a adolescente a masturbar-se. Igualmente encantadoras todas as expressões da protagonista que, na altura com 19 anos, representou muito bem uma adolescente em plena descoberta do seu corpo e da sua sexualidade. O filme foi filmado inteiramente em formato digital e isso nota-se claramente e perfeitamente em cada plano de imagem, possuindo uma fotografia nitida e bastante apelativa. Tudo no filme é perfeito, mas o destaque vai todinho para a estrela Summer Bishil, que brilha com a sua luz própria, de tão excelente que é a sua interpretação. O filme tem um argumento poderoso, onde abundam as cenas originais e onde a sátira está bem patente, a ingenuidade da protagonista chega mesmo a ser gritante, para uma miuda criada na América com uma mãe permissiva e liberal. As partes das revistas pornográficas também é um achado. Todo o filme é uma delicia para o nosso inteleto, possivelmente o segundo melhor filme independente que vi em toda a minha vida, pois o primeiro é o encantador “Kisses”. Sem esquecer que os argumentistas e os produtores são os mesmos do belissimo “American Beauty”. “Towelhead” é um verdadeiro ovni, um tipo de filme que foi feito e ficou extinto no final, único e poderoso, uma obra prima.
Classificação : 5.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

The Artist

Titulo Inglês : “The Artist”
Ano : 2011
Duração : 101 minutos
Género : Drama
Realização : Michel Hazanavicius
Elenco : Berenice Bejo (Peppy Miller), Jean Dujardin (George Valentin), James Cromwell (Clifton), Penelope Ann Miller (Doris), Malcolm McDowell (Butler)
História : Hollywood 1927-1932. George Valentin é um dos melhores actores de Hollywood. Um dia, à porta de um cinema, conhece a jovem Peppy Miller, que sonha ser atriz de cinema. Poucos anos depois, chega o cinema sonoro e George não aceita participar em filmes sonoros, caindo no fracasso total.

Comentário : Fui ao cinema ver este filme e tinha obrigatoriamente de ir, porque isto é cinema. Este filme é uma verdadeira homenagem ao cinema e à sétima arte. Foi o primeiro filme mudo que vi no cinema e resultou para mim numa excelente experiência de cinema. A realização é um primor, a fotografia é um fator a ter em conta, todas as interpretações estão a cima da média, com destaque para a prestação do cão que acompanha sempre a personagem de Jean Dujardin. Este, por seu turno, é de uma simpatia notável e a jovem Berenice Bejo é uma graça, de tão simples e bem disposta que é. Gostei de quase tudo no filme, menos do facto de que, sempre que mostravam trechos de filmes sonoros com Peppy Miller, esses mesmos trechos deviam ser exibidos com som, visto que já faziam parte do cinema sonoro. Outra coisa que me desagradou foi algumas falas das personagens que, grande parte das vezes, não dispunham de qualquer tipo de legendas pós-cenas. Ainda assim, é um filme muito bom e a última cena de sapateado entre Peppy e George é a melhor de todo o filme.
Classificação : 4.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Gardens Of The Night

Titulo Inglês : “Gardens Of The Night”
Ano : 2008
Duração : 112 minutos
Género : Drama
Realização : Damian Harris
Elenco : John Malkovich (Michael), Gillian Jacobs (Leslie), Tom Arnold (Alex), Kevin Zegers (Frank), Evan Ross (Donnie), Ryan Simpkins (young Leslie)
História : Leslie é uma menina de oito anos de idade que é raptada por dois abusadores de menores, acredita que os pais não querem saber mais dela e que a única solução que lhe resta e viver a vida ao lado dos dois molestadores que usam as crianças para ganhar dinheiro, as prostituindo durante anos. Na adolescência, os traumas são profundos.

Comentário : Tal como “Trust”, este “Gardens Of The Night” também devia ser de visionamento obrigatório por todos os pais que têm filhos pequenos. Enquanto “Trust” falava de uma adolescente que teve relações sexuais com um homem de 40 anos, este filme de Damian Harris aborda algo mais complexo : uma menina pequena que aceita entrar no carro de dois estranhos e, vitima de umas informações erradas que dizem que os seus pais não querem saber dela, aceita viver na mesma casa que esses dois pedófilos. Dos 8 aos 15 anos, Leslie, como a menina se chama, é prostituida, os raptores levam-na a vários pedófilos que abusam dela das formas mais variadas que se possa imaginar. A cena em que Leslie está com o preto pedófilo e tudo o que ela passa com ele é chocante. Um filme alertista que nos dá um violento murro no estomago e nos desperta para a dura e crua realidade da pedofilia, o pior dos crimes. A primeira parte acompanha alguns acontecimentos drásticos da infância de Leslie e a segunda parte do filme acompanha o inicio da fase adulta dela, quando já está livre.
Classificação : 5.

Hounddog

Titulo Inglês : “Hounddog”
Ano : 2007
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Deborah Kempmeier
Elenco : Dakota Fanning (Lewellen), Isabelle Fuhrman (Grasshopper)
História : Lewellen é uma menina de doze anos de idade que vive com o pai na América do Sul, onde partilha a sua grande paixão : a musica de Elvis Presley. A troco de um bilhete para o concerto de Elvis Presley, é brutalmente violada por um homem.

Comentário : Já vi quase todos os filmes de Dakota Fanning e posso afirmar que foi com este “Hounddog” que ela teve a sua melhor interpretação da curta carreira. Toda a cena da violação é desesperante, ainda que não mostrem tudo. É um filme pesado, mas ao mesmo tempo libertador. A menina é apaixonada por Elvis Presley e por tudo o que nele se centra, nomeadamente da sua musica. É um filme rural, dominam as paisagens rurais, ambientes pobres mas ricos em verdura onde a Natureza é a principal atração. Uma obra única que foi banida em um festival de cinema e que gerou ódios em muita boa gente, talvez porque a realizadora nos apresentou uma Dakota Fanning, ou antes, uma Lewellen demasiado provocante para quem tinha na altura apenas 12 anos de idade. Pessoalmente, adorei o filme, uma pérola.
Classificação : 5.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Chronicle

Titulo Inglês : “Chronicle”
Ano : 2011
Duração : 80 minutos
Género : Drama/Ação
Realização : Josh Trank
Elenco : Dane DeHaan (Andrew), Alex Russell (Matt), Michael B. Jordan (Steve), Michael Kelly (Richard), Ashley Hinshaw (Casey)
História : Após acariciarem e estarem na presença de um estranho objecto luminoso no interior de uma caverna a vários metros de profundidade, 3 adolescentes começam a desenvolver estranhos super poderes. Mas, não sabendo tomar as devidas responsabilidades das novas capacidades, as coisas saem do controlo deles e o pior acontece.

Comentário : Foi o filme mais original que vi este ano. Adoro este tipo de filmes, tipo “The Blair Witch Project” ou “Paranormal Activity”, com filmagens de cameras digitais e outros tipos de equipamento, com a imagem sempre a tremer e com filmagens amadoras. Já tinha amado “Cloverfield” e amei igualmente este “Chronicle”. Não foi explicada a origem do estranho objecto, nem o motivo dos 3 adolescentes terem ganhado todos aqueles poderes e isso foi para mim uma mais valia, para que o mistério nunca tenha sido desvendado. A minha personagem preferida é, sem dúvidas, o Andrew. A forma como ele se vingou daquele grupo de palhaços na rua está brutal, eu tinha feito o mesmo. Confesso também que nunca teria coragem de matar o meu próprio primo ou alguém da minha familia como Matt fez, fosse qual fosse a situação. Os efeitos especiais estão muito bons, as interpretações dos adolescentes são acima da média para este tipo de cinema. Um filme completamente original, uma autêntica surpresa neste inicio de ano, confesso que não estava à espera que um filme me supreendesse desta forma, pois já vi de quase tudo em filmes. Quero aqui dizer que não me importava de encontrar também aquele objecto e de ganhar alguns super poderes, para por certas coisas no seu devido lugar. O único defeito do filme é o facto de, se fosse mesmo realidade, já alguém tinha reparado nos feitos dos adolescentes ou alguém já tinha descoberto alguma coisa, porque eles davam muito nas vistas. De resto, está tudo excelente.
Classificação : 5.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Poliss


Titulo Inglês : “Poliss”
Ano : 2011
Duração : 128 minutos
Género : Drama
Realização : Maiwenn Le Besco
Elenco : Karin Viard (Nadine), Marina Fois (Iris), Nicolas Duvauchelle (Mathieu), Maiwenn (Melissa), Emmannuelle Bercot (Sue), Frederic Pierrot (Baloo)
História : Em Paris, uma brigada de proteção de menores e de desfavorecidos, passa os dias e as noites a investigarem casos diversos de maus tratos a crianças, entre muitas outras coisas. Ao mesmo tempo que têm que lidar com os seus dramas pessoais.

Comentário : Seguramente que este filme foi o melhor filme que vi neste ano de 2012, visto que já fui ao cinema 15 vezes nestes 28 dias que já passaram desde que 2012 começou. O filme é um dos filmes mais realistas que já vi até hoje. Ficará na memória por muito tempo muitas das cenas do filme, mas eu quero aqui realçar 3 cenas especiais que me chocaram e mexeram comigo : quando um bebé cai ao chão, bate com a cabeça no passeio e começa a chorar, tudo isto pelo facto da mãe se recusar a pagar um produto à porta do mercado; quando a brigada tira um menino de cor à incompetente mãe e a criança começa a chorar convulsivamente, tal não era o desespero de nunca mais ver a mãe, já que a mulher estava a entregar o filho porque não o queria; e por último quando uma menina de apenas 9 anos de idade pede à mãe que a interne num colégio interno, porque o papá gosta demasiado dela. Estas 3 cenas mexeram comigo. E penso que foi esse o maior objectivo da realizadora, ou seja, nos chocar com a dura realidade que estas brigadas têm que enfrentar todos os dias para fazer o trabalho mais injusto mas, ao mesmo tempo, gratificante, porque acabam por salvar muitas crianças. Houve momentos que eu me perguntei se aquilo era mesmo ficção ou se tinham encontrado aquelas imagens em alguma camera oculta. É que as interpretações das crianças e de todo o elenco é de um rigor e de uma qualidade dignos de óscar. Com este filme, chegamos facilmente à conclusão que existe gente muito má por este mundo fora. Uns são maus, outros são simples incompetentes, mas todos são culpados. O filme relata ainda a revolta que alguns destes agentes possuem por verem alguns criminosos saírem impunes destes crimes, a maioria deles, relacionados com crianças e o mais grave, com os próprios filhos. O filme deixa-nos a pensar e muito, sobre em que mundo estamos nós, por vezes temos vontade de fazer justiça pelas próprias mãos, mas não podemos e essa impotência deixa-nos de rastos. A outra componete do filme é a abordagem das vidas pessoais dos membros da brigada de proteção de menores, bem como eles separam ou não as suas vidas pessoais do trabalho que fazem de forma eximia. Resumindo, “Poliss” é um filme muito realista, duro, cru, violento e que nos mostra a verdadeira sociedade em que vivemos. Um verdadeiro achado, é cinema em estado puro.
Classificação : 5.