domingo, 29 de janeiro de 2012

Underworld : Awakening


Titulo Inglês : “Underworld : Awakening”
Ano : 2011
Duração : 88 minutos
Género : Ação
Realização : Mans Marlind/Bjorn Stein
Elenco : Kate Beckinsale (Selene), India Eisley (Eve), Stephen Rea (Jacob), Charles Dance (Thomas), Theo James (David), Scott Speedman (Michael)
História : Depois de muito fugirem, Selene e Michael são apanhados pelos humanos que já sabem da existência dos vampiros e dos lycans e querem extreminar as duas raças. Após estar congelada durante12 anos, Selena desperta e foge do laboratório onde esteve. Após descobrir que, antes de ter sido congelada, deu à luz um ser hibrido, fruto do seu relacionamento com o lycan Michael, ela decide procurar a filha para, juntas, combaterem os lycans e os humanos. No entanto, uns para a examinarem e outros para a eliminarem por terem medo dela, querem-na caçar.

Comentário : Chegámos a mais um capitulo desta fantástica saga que é “Underworld”. Temos novamente Kate Beckinsale, sempre estilosa e sensual na sua vestimenta de cabedal e a ela juntam-se Charles Dance e a novata India Eisley, uma das grandes apostas para o futuro de Hollywood. Tal como o segundo filme, este quarto (terceiro na ordem cronológica dos acontecimentos) não está ao nivel do primeiro, mas está ao nivel do segundo, ou seja, são dois filmes muito bons. Os efeitos especiais são de primeira água, podemos contar novamente com o estilo gótico e com cenas passadas no escuro. Kate Beckinsale já tem em si vincada a pele de Selene, se o papel fosse entregue a outra atriz, de certeza que os filmes deixavam de interessar, o mesmo se passa com a saga “Resident Evil”. Depois temos a brutal revelação India Eisley que representa a maior mais valia do filme. Apesar de ter apenas 12 anos de idade, Eve é imortal e vampira como a mãe e extremamente poderosa como o pai e é uma hibrida, ou seja, é muito mais poderosa do que qualquer vampiro e do que qualquer lycan, razão pela qual é temida pelos lycans e pelos vampiros e vista como uma ameaça brutal às duas raças, pois é detentora de um poder ilimitado. Além disso, é ainda procurada pelos humanos que a querem estudar. A relação “mãe-filha” que se vai criando entre Selene e Eve é um dos pontos mais altos do filme, a progenitora tudo fará para proteger a sua preciosa cria. O que fica na retina é o bombástico combate final entre Selene e o super lycan e também o combate entre Eve e o Dr. Jacob, transformado em lycan (é rápido, mas a pequena acaba com o monstro com grande estilo). Trata-se de um filme poderoso a nivel de imagem, tal como os outros 3, cheio de estilo, brilhantes cenas de ação, sequências vertiginosas, enfim, uma verdadeira delicia para os nossos olhos. O único senão é o facto de o final apelar a uma sequela, porque fica a faltar encontrar o pai da pequena. Ainda assim, pode-se dizer que foi até agora, o meu blockbuster preferido deste ano e talvez só seja superado por “The Dark Knight Rises”.
Classificação : 4.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

J. Edgar

Titulo Inglês : “J. Edgar”
Ano : 2011
Duração : 140 minutos
Género : Drama Biográfico
Realização : Clint Eastwood
Elenco : Leonardo DiCaprio (J. Edgar Hoover), Naomi Watts (Helen Gandy), Judi Dench (Anna Marie Hoover), Armie Hammer (Clyde Tolson), Emily Alyn Lind (Shirley Temple), Lea Thompson (Lela Rogers)
História : J. Edgar Hoover é um homem que nasceu para brilhar, ele tornou-se num dos homens mais famosos do século XX, fundou o FBI e tinha uma vida amorosa bastante complicada. Foi o seu melhor amigo, Clyde Tolson, que lhe fez ver as verdades.

Comentário : Trata-se de um filme bom, mas também não é assim tão mau como o fazem parecer ser. Leonardo DiCaprio tem uma brilhante interpretação, embora não seja a sua melhor, existem filmes em que ele esteve muito melhor. Nota negativa para as caracterizações de DiCaprio e de Hammer, dão uns velhos muito mal feitos. Nota positiva para a caracterização de Naomi Watts, nesta, acertaram, deu uma Helen Gandy envelhecida mais aceitável e credível. A certa altura, Anna Marie Hoover diz : “Prefiro ver um filho morto, do que um filho larilas”, realmente, talvez seja um pouco drástico demais. Clint Eastwood deu-nos excelentes filmes como “Million Dollar Baby”, “The Bridges Of Madison County”, “Mystic River” ou “Gran Torino”, isso não aconteceu com “J. Edgar”, que apenas é um filme bonzito, a roçar o razoável. Ainda assim, possui boas interpretações de todo o elenco, uma excelente fotografia, uma boa recriação de época e um maravilhoso guarda-roupa. Um filme que vê-se muito bem e nos emociona, e nisso, Clint Eastwood é um mestre.
Classificação : 3.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Attenberg

Titulo Inglês : “Attenberg”
Ano : 2010
Duração : 98 minutos
Género : Drama
Realização : Athina Rachel Tsangari
Elenco : Ariane Labed (Marina), Evangelia Randou (Bella), Vangelis Mourikis (Spyros)
História : Marina é uma bonita mulher de 23 anos que é assexuada e tem nojo dos homens. Passa os dias a trabalhar, a ajudar o pai que está às portas da morte e faz jogos estranhos com a sua melhor amiga, Bella.

Comentário : Estranho, pode muito bem ser o minimo que se pode achar deste filme. No entanto, não é um mau filme. Vê-se muito bem e entretem. As interpretações são muito boas, com especial realçe para a atriz Ariane Labed. Tive a sorte de ir vê-lo a um cinema antigo que ainda passa os filmes em pelicula, foi o caso deste. Aquele barulho da pelicula a correr no projector deu-me aquela sensação de tinhamos antigamente, sempre que iamos a um cinema antigo. Foi bem focado o drama existente numa pessoa que está prestes a morrer, que sabe que vai morrer, bem como o drama que uma filha passa. Achei ridiculas as brincadeiras que Marina e Bella faziam juntas, com a excepção da cena inicial que abre o filme. É um filme grego, mas é um filme de qualidade. Um último reparo para as cenas de nudez, impecáveis. Classificação : 3.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

House Of Tolerance

Titulo Inglês : “Apollonide : House Of Tolerance”
Ano : 2011
Duração : 121 minutos
Género : Drama
Realização : Bertrand Bonello
Elenco : Hafsia Herzi (Samira), Celine Sallette (Clotilde), Jasmine Trinca (Julie), Adele Haenel (Lea), Alice Barnole (Madeleine), Iliana Zabeth (Pauline), Noemie Lvovsky (Marie)
História : Esta é a história do Apollonide, um dos bordeis mais famosos e clássicos da Paris do século XX. Aqui, mora o respeito pelas mulheres e a classe. Tudo se altera a partir do dia em que entra para o bordel uma prostituta com uma grande diferença das outras : tem apenas 15 anos e é a mais bonita.

Comentário : Confesso que esperava mais deste filme. Tem a bonita e sensual Hafsia Herzi que a vi pela primeira vez no excelente “O Segredo De Um Cuscuz”. “Apollonide” fala de um local onde as prostitutas moram lá, comem lá, dormem lá, partilham as camas umas com as outras, têm alcunhas, respeitam-se mutuamente, são respeitadas pelos clientes, obedecem a uma mestra que é a proprietária do bordel, só podem sair à rua acompanhadas de outra, são vigiadas por um médico que as examina todas as semanas, cuidam dos seus cabelos, penteiam-se umas às outras e trocam carinhos entre elas, como se de lésbicas se tratassem. Os clientes são quem manda, mas apenas têm que obedecer a duas regras : não maltratar as meninas e pagar bem. O Apollonide é um bordel acolhedor, escuro, limpo, calmo, bonito e clássico onde entram somente senhores com muito dinheiro e respeitadores. Até existe um senhor que é frequentador do Apollonide e que tem uma particularidade : tem como animal de estimação uma pantera negra domesticada e anda sempre aompanhado por ela, até a leva para o bordel. No Apollonide, até vive uma menina pequena, filha de uma das prostitutas. Uma agressão a uma das prostitutas por parte de um cliente e a chegada de Pauline (a novata de 15 anos e que se torna um sucesso brutal) vão alterando lentamente a vida de todos naquele bordel, no Apollonide. O filme é razoável, embora eu esperasse mais dele, tem uma boa fotografia, excelentes interpretações, mas a realização é fraca. Aqui, não mora o fator novidade e isso é lamentável.
Classificação : 3.

Como Desenhar Um Circulo Perfeito

Titulo Inglês : “How To Draw A Perfect Circle”
Ano : 2009
Duração : 90 minutos
Género : Drama
Realização : Marco Martins
Elenco : Joana De Verona (Sofia), Rafael Morais (Guilherme), Beatriz Batarda (Leonor), Lourdes Norberto (Clara), Albano Jerónimo (Jorge)
História : Guilherme e Sofia são irmãos e ele nutre um amor obsessivo pela irmã. Com a morte da avó, as coisas complicam-se e ele vai morar para casa do pai. Agora, Guilherme está cada vez mais apaixonado e apenas tem uma única preocupação : foder com a irmã.

Comentário : Depois de “Alice”, o realizador Marco Martins dá-nos o prazer de assistirmos ao seu segundo filme. Confesso que o filme está um cadinho melhor do que o seu primeiro trabalho, pelo menos é essa a minha opinião. O destaque vai todo para a interpretação fenomenal e para a entrega de Joana De Verona, uma das jovens mais bonitas de Portugal. Lamentável é o facto de Lourdes Norberto ter tido uma curta participação. O filme tem uma imagem muito escura, filmado em tons cinza e azul, que são as imagens de marca do realizador. Brilhante e sufocante a longa sequência de sexo entre os dois irmãos. Fazem falta ao nosso cinema, filmes como os de Marco Martins. Gostei do filme e confesso que vi-o no cinema, tal como havia feito com “Alice”. Não costumo ir ao cinema ver cinema português, mas estes filmes especiais, até dou-lhes a devida oportunidade. Um filme único.

Classificação : 4.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Warrior

Titulo Inglês : “Warrior”
Ano : 2011
Duração : 145 minutos
Género : Ação/Drama
Realização : Gavin O'Connor
Elenco : Tom Hardy (Tommy), Joel Edgerton (Brendan), Nick Nolte (Paddy), Jennifer Morrison (Tess), Kevin Dunn (Zito), Vanessa Martinez (Pilar), Kurt Angle (Koba)
História : Tommy e Brendan são dois irmãos que em tempos foram poderosos lutadores. Devido a problemas pessoais e a um passado cheio de desgraças com o pai, os dois irmãos seguem caminhos opostos e deixam-se de se falar. Na actualidade, os dois reaparecem para participar num grande torneio que irá tornar um deles muito rico. Por razões opostas, ambos decidem participar para ganhar.

Comentário : Este filme não é tão bom quanto filmes como “The Fighter” ou “The Wrestler”. Mas ainda assim, é um bom filme. No entanto, tenho que dizer que, ao contrário dos dois filmes que referi, este “The Warrior” tem muitos erros. Por exemplo, como foi possivel Brendan, um candidato que não estava à altura de nenhum dos lutadores de um torneio daquele calibre, vencer um guerreiro tão forte e tão poderoso como o russo Koba. Outro exemplo, no combate final entre Brendan e Tommy, este último de longe muito mais forte e experiente do que o seu irmão, como foi possivel o pai das meninas, de repente, passar a muito forte e derrotar o irmão, que era duas vezes mais forte do que ele e ainda por cima estava enervado, ou seja, com o dobro da força. Não seria mais lógico, por exemplo, o russo Koba vencer e magoado à séria o fraco irmão Brendan e, depois, Tommy, o irmão mais poderoso, num acto de vingança, dar-nos um combate memorável contra o russo e ganhar. Um terceiro factor, o final do filme é muito mau, porque motivo Tommy muda de repente de intenções e sai do combate vencido pelo irmão e abraçado a ele. São coisas que não se entende. Também faltou o mimo que o realizador não nos deu e que seria a bonita cena em que Brendan perdoa o pai e o deixa passar a conviver com ele e com as suas filhas pequenas. Tenho que dizer também que fiquei fascinado com o estilo de luta, com a poderosa interpretação e com a personagem de Tom Hardy. Se o poderoso Bane de Tom Hardy em “The Dark Knight Rises” for parecido com o Tommy de “The Warrior”, então, meus amigos, iremos ter o melhor filme de Christopher Nolan, porque será um inimigo que dará muitas dores de cabeça e muito trabalho a Batman. Classificação : 3.

Donnie Darko

Titulo Inglês : “Donnie Darko”
Ano : 2001
Duração : 132 minutos
Género : Drama/Ficção
Realização : Richard Kelly
Elenco : Jake Gyllenhaal (Donnie Darko), Holmes Osborne (Eddie Darko), Maggie Gyllenhaal (Elizabeth Darko), Daveigh Chase (Samantha Darko), Mary McDonnell (Rose Darko), Patrick Swayze (Jim Cunningham), Jena Malone (Gretchen Ross), Noah Wyle (Kenneth Monnitoff), Drew Barrymore (Karen Pomeroy)
História : Donnie Darko é um jovem esquizofrénico e muito problemático que sonha com um coelho gigante que lhe aparece e lhe anuncia a data exacta do fim do mundo. Até chegar esse dia, Donnie terá que resolver todos os mistérios que se passam na sua pequena cidade.

Comentário : Um dos melhores filmes de 2001. O elenco é de luxo. Jake Gyllenhaal era apenas um jovem ator que apenas fazia filmes para a familia e, aqui, tinha a sua estreia como protagonista. A partir daqui, nunca mais parou. Não esquecer o facto de que ele contracenou com a sua irmã, a também atriz Maggie Gyllenhaal, ambas interpretações brilhantes. A presença de Patrick Swayze e de Drew Barrymore merece igual destaque, com boas interpretações. O filme possui uma das melhores bandas sonoras alguma vez encontradas num filme. As viagens no tempo, buracos negros, portais e outras coisas do nosso imaginário moram nesta humilde pelicula que, chega a ser um pouco confusa. Um dos melhores filmes que vi até hoje.
Classificação : 5.

Samantha Darko

Titulo Inglês : “S. Darko”
Ano : 2009
Duração : 102 minutos
Género : Drama/Ficção
Realização : Chris Fisher
Elenco : Daveigh Chase (Samantha Darko), Briana Evigan (Corey), James Jafferty (Jack), John Hawkes (Phil), Elizabeth Berkley (Trudy)
História : Quando o seu irmão Donnie Darko morreu em casa, Samantha Darko era uma menina de 10 anos de idade. Passados 8 anos, ela tem agora 18 anos e fugiu de casa, passando a vida a viajar de carro com a sua melhor amiga da mesma idade, Corey, percorrendo a América toda. Desde que o irmão morreu, Samantha Darko nunca mais foi a mesma. Agora, tal como o irmão falecido, também ela começa a ter visões.
Comentário : Sequela indispensável do êxito de 2001, “Donnie Darko”. Só irá entender este segundo filme, quem tiver visto e percebido o primeiro. A grande estrela deste filme é a atriz Daveigh Chase, que era apenas a coqueluche do elenco do primeiro filme, agora é uma estrela que erradia sensualidade e beleza por todos os poros. As interpretações são fracas, a única que se safa é a da atriz principal. Ainda assim, é um bom filme. Samantha e Corey passam a vida de trajes curtos, sempre a fazer explodir a libido dos elementos do sexo masculino, quer sejam os personagens do filme ou os espectadores que assistem à pelicula. Uma obra que serve de complemento obrigatório ao primeiro filme e que revela muita coisa que ficou por explicar.
Classificação : 4.             

The Descendants

Titulo Inglês : “The Descendants”
Ano : 2011
Duração : 120 minutos
Género : Drama
Realização : Alexander Payne
Elenco : George Clooney (Matt King), Shailene Woodley (Alexandra King), Amara Miller (Scottie King), Beau Bridges (Hugh)
História : Após a morte da esposa, um agente imobiliário chamado Matt King tem que aprender a lidar com a ausência dela e ainda que reconquistar o amor das filhas menores e ter que as criar sozinho, ao mesmo tempo que descobre que a mulher o andava a trair com o seu rival da agência imobiliária.

Comentário : Fui hoje ver este filme ao cinema e confesso que achei o filme muito bom. George Clooney tem uma poderosa interpretação, mas o grande destaque var todinho para as jovens atrizes que desempenharam os papéis de filhas do seu personagem. Gostei das musicas havaianas que iam surgindo ao longo da pelicula, gostei das pequenas partes de comédia, e adorei o desenvolver da atribulada relação pai-filhas entre Matt e as duas filhas, Alexandra e Scottie. Não me importava se este filme ganhasse um ou dois oscars, confesso também que os candidatos este ano são fracos, aliás, este ano vamos assistir a uma das cerimónias mais fracas a nivel de candidatos que há memória. O ator Beau Bridges que eu nunca vi na vida deve ser da familia de Jeff Bridges, pois as semelhanças são incriveis. Este filme já é o meu preferido do realizador Alexander Payne.
Classificação : 4.                           

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

The Last Mimzy

Titulo Inglês : “The Last Mimzy”
Ano : 2007
Duração : 91 minutos
Género : Ficção
Realização : Robert Shaye
Elenco : Rhiannon Leigh Wryn (Emma), Chris O'Neil (Noah), Joely Richardson (Jo), Timothy Hutton (David), Michael Clarke Duncan (Nathanial)
História : Dois irmãos começam a desenvolver faculdades especiais após encontrarem uma caixa com estranhos objectos lá dentro. À medida que vão “brincando” com os tais objectos, os meninos vão descobrindo qual as verdadeiras utilidades deles, descobrindo que está em jogo o futuro da humanidade.

Comentário : Este filme é claramente merecedor das cinco estrelas que eu lhe dei, porque é o melhor filme de fantasia e ficção que eu já vi até hoje. O elenco é praticamente desconhecido, as interpretações são do melhor, os efeitos especiais soberbos e são usados apenas ao serviço do filme, a fotografia é brilhante, a história é do mais original que eu já vi até hoje, a pequena Rhiannon Leigh Wryn é uma estrela em ascensão e é o melhor do filme, enfim, um trabalho notável de Robert Shaye onde tudo é maravilhoso. A finalidade é complexa : a caixa fora enviada do futuro, onde a natalidade acabou. Um dos objectos da caixa é um coelho de peluche com vida própria chamado de Mimzy, que é o último, e que é logo adoptado pela menina e que tem por finalidade recolher algo dela para viajar de regresso ao futuro e usar o que recolheu de Emma para prosseguir com a raça humana. Como disse anteriormente, tudo neste filme é original, desde a forma e aspecto dos objectos, passando pela história complexa e repleta de esperança e terminando num final verdadeiramente único e mágico. “The Last Mimzy” é, sem dúvidas, o melhor filme de ficção que já vi e um dos melhores filmes de 2007, um achado, uma pérola.
Classificação : 5.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Swimmers

Titulo Inglês : “Swimmers”
Ano : 2005
Duração : 91 minutos
Género : Drama
Realização : Doug Sadler
Elenco : Tara Devon Gallagher (Emma), Cherry Jones (Julia), Robert Knott (Will), Shawn Hatosy (Clyde), Michael Mosley (Mike)
História : Uma menina que pode ficar surda caso não seja operada aos ouvidos. Um pai e uma mãe que passam necessidades e não possuem dinheiro para pagar a operação da filha. Dois irmãos que não se entendem. Estas realidades passam-se todas na mesma casa, alguém tem que resolver a situação, alguém com onze anos de idade.

Comentário : Somente à dias descobri este pequeno filme dramático, mas que para mim se revelou como sendo um grande filme. Do elenco, apenas conhecia a atriz Cherry Jones. A história, apesar de não ser muito original, consegue nos emocionar. As interpretações são boas. A fotografia não é nada por aí além. A mensagem de que a familia é um dos bens mais importantes que temos é transmitida na perfeição. Um dos factores a ter em atenção neste filme familiar é a poderosa interpretação da pequena Tara Devon Gallagher, a miuda carrega praticamente o filme sozinha, tudo gira em torno dela. Os restantes dramas quase passam despercebidos perante o drama dela. Ou não fossem os dramas o meu género cinematográfico preferido. Potente a cena em que a familia está na sala a discutir depois do jantar e Emma intervém.

Classificação : 4.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

The Last Sin Eater

Titulo Inglês : “The Last Sin Eater”
Ano : 2007
Duração : 119 minutos
Género : Drama
Realização : Michael Landon Jr.
Elenco : Liana Liberato (Cadi Forbes), A. J. Buckley (Angor Forbes), Elizabeth Lackey (Fia Forbes), Thea Rose (Lilybet), Louise Fletcher (Elda), Soren Fulton (Fagan)
História : Uma comunidade de familias muda-se para uma colina e cometem o maior dos pecados. Cabe a uma jovem de 12 anos chamada Cadi descobrir o passado criminoso de alguns elementos da sua comunidade, para que se esclareça a verdade.

Comentário : Foi com esta pelicula que a estrela do filme “Trust”, Liana Liberato, se estreou como atriz no mundo da sétima arte. O filme é bom, dá-nos uma poderosa mensagem de esperança e de justiça e o realizador conseguiu passar essas imagens cá para fora. Um dos pontos negativos do filme são os péssimos efeitos especias, apesar de apenas surgirem em pequenas cenas, nota-se claramente que estão mal feitos. A nivel de interpretações, também não está assim tão bom, apenas se destacando a boa interpretação da jovem Liana Liberato. Eu, pessoalmente, gostei do filme e só à poucos dias descobri que não foi para os cinemas, passou diretamente para DVD, apesar de nos EUA ter tido uma boa receção. Um filme com uma poderosa lição de vida, onde todos nós devemos acreditar mais em nós mesmos, em vez de nos deixarmos levar por aquilo que os outros acham. Cadi Forbes queria encontrar o comedor de pecados para que este lhe retirasse os seus pecados, no entanto, acaba por descobrir que não tinha assim tanta culpa.
Classificação : 3.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Man On Fire

Titulo Inglês : “Man On Fire”
Ano : 2004
Duração : 150 minutos
Género : Drama/Thriller
Realização : Tony Scott
Elenco : Denzel Washington (Creasy), Dakota Fanning (Lupita), Radha Mitchell (Lisa), Marc Anthony (Samuel), Christopher Walken (Rayburn), Rachel Ticotin (Mariana), Giancarlo Giannini (Manzano), Jesus Ochoa (Fuentes), Mickey Rourke (Jordan), Gustavo Sanchez Parra (Daniel Sanchez), Rosa Maria Hernandez (Maria)
História : Um homem de raça negra chamado Creasy é chamado para servir de guarda costas de uma menina de 9 anos de idade, chamada Lupita Ramos. Após criar com a pequena uma espécie de empatia tipo pai-filha, Creasy quase perde a vida ao ver a protegida a ser raptada. Agora, as negociações com os raptores correm mal e a criança é cruelmente assassinada. Sem mais nada na vida, Creasy decide colocar em prática os seus conhecimentos e matar todos aqueles que estiveram envolvidos ou lucraram com a morte da menina.

Comentário : Fui ao cinema ver este filme nos finais de setembro de 2004 e confesso que chorei nas últimas cenas. O filme é excelente e é possivelmente o melhor filme de ação e vingança que vi até hoje. Adoro o ator Denzel Washington e a pequena atriz Dakota Fanning e a empatia deles resultou tanto ao nivel das personagens como ao nivel deles mesmos. A pergunta pode-se colocar desta maneira : Estaria um pai disposto a dar a própria vida em troca da vida da filha ? Creasy estava disposto a isso e nem era pai da pequena. Isto prova que os laços de sangue nada significam, o que conta é a relação que se cria com a outra pessoa, bem como todos os sentimentos envolvidos. Lamento é o facto de não haverem por esse mundo fora mais Creasys, a fazerem justiça pelas próprias mãos, fazendo a justiça que se devia fazer. Trata-se de um dos meus filmes preferidos. Um dos filmes que mais mexeu comigo.
Classificação : 5.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Tucker And Dale Vs Evil

Titulo Inglês : “Tucker And Dale Vs Evil”
Ano : 2010
Duração : 88 minutos
Género : Terror
Realização : Eli Craig
Elenco : Tyler Labine (Dale), Alan Tudyk (Tucker), Katrina Bowden (Allison), Jesse Moss (Chad), Christie Laing (Naomi), Chelan Simmons (Chloe)
História : Dois amigos muitos ingénuos e bem intencionados chamados Dale e Tucker vão passar férias numa casa a cair de podre, ao mesmo tempo que um grupo de adolescentes vão acampar perto dali. Devido a vários acidentes que acabam por matar os adolescentes, os poucos que restam do grupo pensam que os amigos foram assassinados pelos dois homens e decidem acabar com eles.

Comentário : Trata-se de um dos filmes de terror mais originais que eu vi até hoje, em que simples acidentes geram verdadeiros acontecimentos para as personagens envolvidas. Os dois protagonistas masculinos estiveram muito bem nos seus papéis, de facto as personagens de Tucker e principalmente de Dale são o ponto mais alto do filme. As situações que vitimam os adolescentes são mesmo acidentes provocados pelas mais variadas situações que, de facto, o duo protagonista não tem qualquer tipo de culpa. Existem certas situações no filme que chegam mesmo a dar vontade de rir, mesmo sendo um filme de terror. A simpatia de Dale é mesmo contagiante e os adolescentes acabam mesmo por serem os maus da fita, pensando que são os dois amigos os vilões, havendo a partir daí uma sucessão de mal entendidos. O final do filme é memorável, confesso que nunca esperei aquele destino para o Dale e para a Allison. Não posso deixar de frisar a sensualidade da atriz Katrina Bowden, a sua beleza está bem patente em cada frame que aparece. O filme apenas peca por ter tão pouca duração, se tivesse mais 30 minutos, seria um espetáculo. A fotografia do filme é muito boa e penso que o realizador cumpriu os seus objectivos, nos oferecendo uma fantástica fita com uma igualmente fantástica história, sem cair nos clichés dos demais filmes de terror feitos por Hollywood e afins. Um filme que representa uma autêntica lufada de ar fresco no panorama cinematográfico atual.

Classificação : 4.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

The Secret Garden

Titulo Inglês : “The Secret Garden”
Ano : 1993
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Agnieszka Holland
Elenco : Kate Maberly (Mary Lennox), Andrew Knott (Dickon), Maggie Smith (Mrs. Medlock), Heydon Prowse (Colin Craven), John Lynch (Lord Archibald Craven)
História : Após falecerem os pais que moravam com ela na Índia, a pequena Mary vai morar para a mansão do seu tio, na Inglaterra. Apesar de tudo estar mal, Mary acaba por arranjar algum conforto num jardim escondido nos recantos da mansão.

Comentário : Este filme marcou a minha adolescência, pelo facto de ter sido um dos primeiros do meu percurso de cinéfilo e igualmente pela bela história de contos de fadas. Foi neste filme que eu vi pela primeira vez a atriz Maggie Smith que é uma verdadeira senhora lá por Hollywood. Na altura, passava o tempo a gravar filmes no video e fazer uma coleção de cassettes VHS, era uma loucura. É daqueles filmes que ainda não foi para DVD, tal como acontece com centenas de outros filmes. A pequena Kate Maberly teve uma excelente interpretação no papel da órfã Mary Lennox, uma personagem digna daqueles livros de história que os pais costumam ler aos filhos. A natureza também acaba por ser uma personagem da história, pelo que é nela que se passa grande parte da ação do filme. Trata-se de uma história sobre uma familia, sobre uma menina que perdeu os pais, sobre um pai que não liga ao filho doente mas devido à presença da sobrinha passa a ver a vida com outros olhos, sobre uma mansão perdida no tempo onde aparentemente nada acontece. A canção com que se inicia o genérico final é um verdadeiro festim para os nossos ouvidos, a cargo de Linda Ronstadt, chama-se “Winter Light”. “The Secret Garden” é um filme simples, com uma poderosa mensagem e que fica nas nossas mentes por muitos anos, pelo menos, àqueles que possuem uma boa índole.

Classificação : 5.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Brothers

Titulo Inglês : “Brothers”
Ano : 2009
Duração : 104 minutos
Género : Drama
Realização : Jim Sheridan
Elenco : Natalie Portman (Grace), Tobey Maguire (Sam), Bailee Madison (Isabelle), Taylor Geare (Maggie), Jake Gyllenhaal (Tommy), Mare Winningham (Elsie), Carey Mulligan (Cassie), Sam Shepard (Hank)
História : Sam é capitão de um pelotão no Afeganistão e, num ataque terrorista, é dado como morto e feito refém de uma estranha gente. Na América, a sua esposa e filhas ficam profundamente abaladas com a morte do dono da casa. Elas acabam por arranjar conforto no irmão dele. As coisas complicam-se quando Sam regressa a casa, doente.

Comentário : Mais um excelente filme de Jim Sheridan que surgiu dois anos antes do seu primeiro filme de terror “Dream House”. “Brothers” é um filme muito bom, mas o meu preferido deste realizador continua a ser um filme de 2002 chamado “In America”. Em “Brothers”, temos um elenco de luxo, todos eles estiveram bem, mas o destaque vai todo para Tobey Maguire e para a pequena Bailee Madison, a pequena estrela de “Don't Be Afraid Of The Dark”. Apesar de eu considerar a guerra como sendo uma droga que vitima milhões de inocentes e que apenas serve para encher os egos dos poderosos, confesso que este assunto foi bem retratado ao longo do filme. A guerra não faz os homens, a guerra estraga os homens. Natalie Portman não sabe ter más interpretações a seu cargo e neste filme volta a brilhar. Calhou a Jake Gyllenhaal o triste papel de estraga familias, o de um homem que se aproveita da frágil situação de uma viúva e de duas meninas carentes de pai para se meter na familia do irmão supostamente falecido. Um último destaque para a cena do jantar de família que inclui, uma mesa farta, uma discussão entre pai e filha e um balão.

Classificação : 4.

sábado, 7 de janeiro de 2012

My Week With Marilyn

Titulo Inglês : “My Week With Marilyn”
Ano : 2011
Duração : 101 minutos
Género : Drama
Realização : Simon Curtis
Elenco : Michelle Williams (Marilyn Monroe), Eddie Redwayne (Colin Clark), Julia Ormond (Vivien Leigh), Kenneth Branagh (Laurence Olivier), Emma Watson (Lucy), Geraldine Somerville (Jane Clark), Toby Jones (Arthur Jacobs), Dougray Scott (Arthur Miller), Dominic Cooper (Milton), Judi Dench (Dame Sybil)
História : A famosa atriz Marilyn Monroe está a meio das filmagens do seu novo filme, mas está com graves problemas pessoais. É então que recebe a ajuda do assistente do seu realizador, que vai ser mais do que um simples amigo para ela.

Comentário : Um poderoso filme de época muito bem realizado com uma boa fotografia e que detém ainda poderosas interpretações a cargo de Michelle Williams e de Eddie Redwayne. Confesso que saí supreendido da sala de cinema, após ter visto este filme, porque não dava nada por ele. Confesso ainda que Michelle Williams é uma das minhas estrelas preferidas e, mais uma vez, não desiludiu. Não vou aqui discutir se ela estava parecida com a verdadeira Marilyn Monroe, apenas posso afirmar que ela deu a imagem que pensava dela e não se preocupou em ficar parecida. Um destaque para a serena Emma Watson que provou que consegue ser mais do que a poderosa Hermione. Podiam era ter arranjado uma atriz mais bonita para desempenhar o papel de Vivien Leigh, que me perdoe Julia Ormond, mas estava horrível, já que Vivien Leigh era portadora de uma beleza avassaladora. O realizador pretendeu dar-nos a conhecer a verdadeira Marilyn Monroe, uma mulher plena de sentimentos, dona de si e portadora de uma sensibilidade significativa. Antes de ser a melhor atriz de Hollywood, Marilyn Monroe foi uma mulher. Classificação : 4.

Martha Marcy May Marlene

Titulo Inglês : “Martha Marcy May Marlene”
Ano : 2011
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Sean Durkin
Elenco : Elizabeth Olsen (Martha), Maria Dizzia (Katie), Julia Garner (Sarah), Louisa Krause (Zoe), Sarah Paulson (Lucy), John Hawkes (Patrick)
História : Martha é uma miuda que regressa a casa da irmã depois de fugir de uma seita, onde esteve dois anos. Mas Martha também é uma miuda chamada Marcy May, uma miuda que viveu durante dois anos numa seita e era assim chamada pelo lider. Martha é ainda Marlene, uma miuda que adotava este nome, sempre que atendia o telefone da propriedade do lider dessa mesma seita. Em casa da irmã, Martha terá que pensar.

Comentário : Este filme entrou diretamente para a lista virtual dos filmes mais realistas que eu vi até hoje. Neste filme independente, tudo é perfeito, a começar pela poderosa interpretação da jovem Elizabeth Olsen e pela prestação serena do magnifico John Hawkes. Houve pessoas que criticaram o facto de passado e presente estarem sempre a acontecer ao mesmo tempo e que lhes fazia confusão, na minha opinião, isso não me fez confusão nenhuma, percebi muito bem o filme. Ao longo do filme, nota-se claramente todo o lado independente do realizador. O filme dá que pensar porque nos dá a conhecer dois tipos de sociedade : realidade criada e desenvolvida pela sociedade moderna, na minha opinião, uma péssima conduta de vida; e a realidade alternativa destes grupos de pessoas que vivem à margem da sociedade, mas que vivem completamente livres de regras impostas pelos governos, na minha opinião, uma conduta mais agradável, mas ainda assim, com enormes desvantagens para as mulheres. Existem por esse mundo fora muitos Patrick's, por um lado é bom, mas por outro, temos que preservar não só a liberdade, como também a igualdade de sexos, além disso o que ele fez com as miudas não se faz. Os bens mais preciosos que devia-mos ter e preservar deviam ser a saúde e a liberdade, mas a nossa sociedade egoísta apenas insiste em preservar a primeira. Felizmente, que existem cada vez mais pessoas a adotarem as duas. “Martha Marcy May Marlene” devia ser de visionamento obrigatório para certas pessoas, isto é, caso conseguissem entender a poderosa mensagem do filme. Classificação : 5.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Alice

Titulo Inglês : “Alice”
Ano : 2005
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Marco Martins
Elenco : Nuno Lopes (Mario), Beatriz Batarda (Luisa), Ana Bustorff (Margarida)
História : Mario é um homem desesperado que luta com todos os seus meios para tentar encontrar a filha pequena que lhe foi roubada. Todas as madrugadas, ele percorre as ruas mais movimentadas da cidade de lisboa a colar posters da filha em todo o lado e montou cameras em pontos estratégicos para ver se apanha a filha nas filmagens. O desespero é brutal.

Comentário : O filme é muito bom e a forma como o realizador usa a camera é uma novidade no cinema português. A fotografia é pincelada por tons azuis e escuros para dar ao espectador a imagem de uma Lisboa escura, real e crua. Aqui não moram fingimentos, nem fogo de vista, tudo é o mais real possivel, tal qual é o desespero de qualquer pai a quem a filha desapareceu. O desespero está acentuado e é avassalador, um pai tem que fazer tudo para tentar encontrar uma filha e a personagem de Nuno Lopes faz isso mesmo. O ator está aqui num registo que é o seu oposto e saiu-se na perfeição, nos dando uma brilhante interpretação. Lamento é o final do filme que deita por terra todo o excelente trabalho feito até então, um final desapontante e que faz o espetador mais sensivel desejar nunca ter entrado na sala de cinema. Não vou aqui dizer o que se passa no final, mas confesso que é um dos finais mais desesperantes e enervantes que eu já vi num filme, quem o vê, sente vontade de agir com a intenção de avisar Mario, quem estiver atento aos últimos minutos do filme, facilmente irá perceber o motivo do que eu acabo de dizer. Classificação : 3.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Carnage

Titulo Inglês : “Carnage”
Ano : 2011
Duração : 79 minutos
Género : Comédia Dramática
Realização : Roman Polanski
Elenco : Jodie Foster (Penelope), Kate Winslet (Nancy), Christoph Waltz (Alan), John C. Reilly (Michael)
História : O filho do casal Cowan agrediu o filho do casal Longstreet num jardim. Agora, os dois casais reunem-se na casa de um deles para falarem sobre o sucedido. No entanto, essa conversa terá consequências para cada um dos quatro.

Comentário : Ir ao cinema logo no inicio de 2012 ver o novo filme do mestre Roman Polanski foi a melhor maneira que encontrei para iniciar este novo ano de cinema. O realizador resolveu juntar quatro atores famosos e competentes e, durante mais de 70 minutos, os colocou a falar sobre um assunto em comum. O resultado é este emocionante filme que é uma fusão de drama com comédia que funcionou na perfeição. Todos os 4 estiveram muito bem, mas quem esteve melhor foram Jodie Foster e Christoph Waltz, verdadeiramente brilhantes. O filme é ainda uma critica à sociedade actual, apontando o dedo à maioria dos pais de hoje que, não dão a atenção devida aos filhos e esqueçem-se que eles, adultos, são os únicos responsáveis pela maneira de ser dos filhos. Veja-se, por exemplo, como Michael se referiu à filha pequena, dentro do contexto da conversa do hamster, bem como a forma como ele lidou com o assunto. E, com “Carnage”, inicio o meu ano cinematográfico.

Classificação : 4.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Ponette

Titulo Inglês : “Ponette”
Ano : 1996
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Jacques Doillon
Elenco : Victoire Thivisol (Ponette), Delphine Schiltz (Delphine), Matiaz Bureau Caton (Matiaz), Leopoldine Serre (Ada)
História : Após a trágica morte da mãe, Ponette, uma menina de quatro anos de idade, fica sozinha no mundo com o pai. Apesar de ter ainda dois primos e uma tia, a pequena Ponette não aceita a morte da mãe e passa a procurá-la por todo o lado e a questionar a morte. Tudo muda, quando conhece uma menina mais velha chamada Ada.

Comentário : Não existe melhor maneira de começar um novo ano do que rever um dos filmes da nossa vida. O filme “Ponette” foi um dos melhores filmes que eu vi na minha vida, por vários motivos, mas o principal é o facto de todo o elenco principal ser composto por crianças muito pequenas com idades entre os 4 anos e os 8. Os pequenos atores que aqui representam, fazem-no de uma maneira tão real que fazem ver a muitos atores ditos profissionais. O destaque vai todinho para a pequenina Victoire Thivisol que, com apenas quatro aninhos, tem neste filme uma brutal interpretação, em todas as cenas em que entra. Adorei o filme, faz já parte da lista dos meus 50 filmes preferidos e, apesar de ser francês, isso nada mudou a minha opinião. A dor da perda é aqui representada pelas crianças e estas fizeram o seu trabalho na perfeição. A relação de Ponette com o seu casal de primos também chega a comover em algumas partes. Ainda me lembro que vi este filme pela primeira vez numa cassette VHS e voltei a vê-la mais vezes. Muitos atores de hoje deviam colocar os olhos nas interpretações destas crianças e aprender alguma coisa. As 3 crianças que compõem o nucleo principal do filme (Ponette, Delphine e Matiaz) seguiram carreiras no cinema depois deste filme.

Classificação : 5.