domingo, 30 de dezembro de 2012

Millennium 1 – The Girl With The Dragon Tattoo

Nome do Filme : “Millennium 1 – The Girl With The Dragon Tattoo”
Ano : 2011
Duração : 160 minutos
Género : Thriller
Realização : David Fincher
Elenco : Daniel Craig (Mikael Blomkvist), Rooney Mara (Lisbeth Salander), Christopher Plummer (Henrik Vanger), Stellan Skarsgard (Martin Vanger), Steven Berkoff (Dirch Frode), Robin Wright (Erika Berger), Joely Richardson (Anita Vanger), Geraldine James (Cecilia Vanger), Goran Visnjic (Dragan Armansky), Josefin Asplund (Nilla Blomkvist).

História : Um jornalista aceita o convite para visitar um velho industrial que vive numa ilha remota na Suécia, com a intenção de investigar o desaparecimento de uma jovem. Enquanto isso, uma jovem pirata informática com um passado muito negro é recomendada a esse jornalista para o ajudar a desvendar aquele enigma.

Comentário : Antes de mais, quero dizer que não li os 3 livros em que esta trilogia se baseia, mas já vi os 3 filmes originais suecos e confesso que adorei esses filmes. Razão pela qual não vejo qual o motivo que Hollywood resolveu fazer um remake dessa trilogia sueca. Esta versão americana do primeiro filme não está ao nivel da versão sueca ou seja, não é tão bom quanto o filme original. Ainda assim, esta versão é um bom filme, possui uma excelente fotografia, uma poderosa interpretação de Rooney Mara (ainda assim não chega aos calcanhares da prestação de Noomi Rapace) e é um filme que está quase perfeito a nivel técnico. Daniel Craig também não se saiu nada mal e Stellan Skarsgard fez igualmente uma boa figura no papel de um dos vilões. A banda sonora também é sombria tal como quase todo o ambiente do filme ao longo das quase duas horas e meia de imagens. Somente à dias vi esta versão, lamento não a ter conseguido ir ver ao cinema quando ela esteve em exibição (creio que foi no inicio deste ano que agora termina). Gosto do cinema de David Fincher, já tinha adorado “Seven”, “Panic Room” e “The Curious Case Of Benjamin Button” e detestado “Fight Club” e “The Social Network”. Este “Millennium 1 – The Girl With The Dragon Tattoo” é um bom filme, disso não há duvidas, pelo menos foi adorado pela critica. O que eu ainda não entendi é qual a razão para ele ter feito este filme, uma fita que é mesmo uma cópia do original e que dois anos é o espaço temporal entre a realização dos dois filmes. Outra coisa que não entendo é que nenhum realizador quis ainda pegar no segundo livro da história nem mesmo David Fincher se mostrou interessado em realizar o segundo capitulo, ou seja, ninguém está mesmo motivado para conceber o remake do filme sueco “The Girl Who Played With Fire”. Não percebo. Classificação : 3.
 
Abraços Cinéfilos.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Everybody's Fine

Nome do Filme : “Everybody's Fine”
Ano : 2009
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Kirk Jones
Elenco : Robert De Niro (Frank), Drew Barrymore (Rosie), Kate Beckinsale (Amy), Sam Rockwell (Robert), Austin Lysy (David).

História : Um homem doente decide percorrer a América para visitar os seus quatro filhos adultos e para apurar se eles estão a viver bem e que não estão a passar dificuldades. No entanto, descobre que a vida nem sempre é nossa aliada. Esta é a história de Frank.

Comentário : Antes de mais, quero aqui dizer que este filme não só é um dos meus filmes preferidos, como também é um dos filmes mais deprimentes que vi até hoje. Claro que chorei nas últimas cenas do filme na primeira vez que vi e voltei a chorar na segunda vez que vi, à uns dias no Canal Hollywood. O elenco é bom, juntar o senhor Robert De Niro com as lindas Drew Barrymore e Kate Beckinsale e ainda o introvertido Sam Rockwell foi uma excelente ideia. Todos tiveram boas interpretações, mas adorei ver Robert De Niro neste papel, o papel de um pai de familia. Chorei em 3 cenas do filme : na cena em que Frank está à mesa com os 4 filhos no quintal e as crianças confessam-lhe as verdades sobre eles, a cena no hospital em que os 3 filhos confessam ao pai que o irmão morreu e, por último, a cena em que Frank é “visitado” pelo filho falecido em adulto e em criança e o homem lhe pede perdão por não ter sido o pai que devia ter sido. Volto a dizer, o filme é realmente muito deprimente e não aconselhável a pessoas de sensibilidade apuradas. Mas eu, como adoro dramas, amei este filme. O filme dá-nos a mensagem de que a vida é muito dificil e as coisas nem sempre são como nós sonhámos. Um excelente filme. Classificação : 5.



Abraços Cinéfilos.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Sarah T – Portrait Of A Teenage Alcoholic

Nome do Filme : “Sarah T – Portrait Of A Teenage Alcoholic”
Ano : 1975
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Richard Donner
Elenco : Linda Blair (Sarah Travis), Mark Hamill (Ken Newkirk), Larry Hagman (Jerry Travis), Verna Bloom (Jean Hodges), William Daniels (Matt Hodges), Michael Lerner (Dr. Marvin Kittredge).

História : Uma linda adolescente mergulha profundamente no mundo do alcoolismo.

Comentário : Este sim, este filme é aquele em que a bonita Linda Blair possui a melhor interpretação da sua carreira. Um retrato fiel e extremamente dramático do mundo do alcoolismo, esta é a triste história da dura vida de Sarah Travis. Uma menina que vive com a mãe e com um padrasto, uma menina que sonha com o dia de ir viver com o pai, uma jovem que torna-se alcoólica numa idade em que devia estar a estudar e a divertir-se com as amigas. O filme é um drama intenso, onde Linda Blair brilha e é a alma da fita. É uma história que é real. A cena do cavalo na estrada está brutal e o jovem Mark Hamill na altura nem sonhava que iria ser o jedi poderoso da famosa saga “Star Wars”. Este filme é pouco conhecido e é triste que assim seja. Esta é a história de uma adolescente que atinge o fundo do poço. O filme é muito bom.
Classificação : 4.

Born Innocent

Nome do Filme : “Born Innocent”
Ano : 1974
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Donald Wrye
Elenco : Linda Blair (Chris Parker), Joanna Miles (Barbara Clark), Allyn Ann McLerie (Emma Lasko), Janit Baldwin (Denny), Nora Heflin (Moco), Tina Andrews (Josie), Sandra Ego (Janet).

História : Uma linda adolescente é colocada numa instituição para jovens raparigas, local onde vê-se obrigada a crescer à força.

Comentário : Para aqueles que julgam que a doce Linda Blair tem em “O Exorcista” a melhor interpretação da sua carreira, podem tirar o cavalinho da chuva. Foi com “Born Innocent” e com “Sarah T – Portrait Of A Teenage Alcoholic” que a jovem obteve as melhores interpretações da sua vida. “Born Innocent” fala de uma adolescente que vai parar a uma espécie de casa de correção para raparigas e será nesse local que é brutalmente violada (excelente cena) e aprende a ser uma mulher. O filme é duro dá-nos a visão perfeita do drama das jovens que se perdem no seu caminho. Existem por aí muitas Chris Parker que têm o mundo a desabar ao redor delas. Linda Blair é a alma do filme. O filme é aflitivo em algumas partes, por exemplo, quando Chris está na solitária. Isto sim, são filmes sobre a adolescência, não as porcarias que se fazem hoje em dia. O filme é muito bom. Classificação : 4.

The Exorcist

Nome do Filme : “The Exorcist”
Ano : 1973
Duração : 120 minutos
Género : Terror
Realização : William Friedkin
Elenco : Linda Blair (Regan MacNeil), Ellen Burstyn (Chris MacNeil), Max Von Sydow (Father Merrin), Jason Miller (Father Damian Karras).

História : A vida de uma menina muda completamente quando ela é possuida por um demónio.

Comentário : Possivelmente será considerado como sendo o melhor filme de terror de sempre, pessoalmente, não concordo com isso. Mas concordo que seja o melhor filme sobre possessões. Linda Blair foi nomeada para o oscar pela sua interpretação neste filme, não concordo com isso. A jovem fez dois filmes depois deste onde, na minha opinião, teve melhores interpretações e de longe. Nota negativa para a caracterização de Regan, em algumas alturas nota-se que é um boneco. O filme prima sim pelo clima de tensão sempre presente ao longo das duas horas de projeção. Foi feita uma versão do realizador que nada adianta à primeira versão. É um bom filme de terror, mas não é nada daquilo que dizem, nunca atinge o patamar de excelente filme. Prefiro obras como “Poltergeist” ou “The Texas Chainsaw Massacre”. Classificação : 3.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Essential Killing

Nome do Filme : “Essential Killing”
Ano : 2010
Duração : 83 minutos
Género : Thriller
Realização : Jerzy Skolimowski
Elenco : Vincent Gallo (Mohammed), Emmanuelle Seigner (Margaret).

História : Após conseguir escapar a um grupo de militares, Mohammed tudo faz para manter a sua liberdade e para se manter vivo.

Comentário : Vincent Gallo está praticamente irreconhecivel neste pequeno filme. Gostei do filme, vi-o à meses e tive a sorte de o rever esta madrugada. É um bom filme e podemos acompanhar a história de um homem que tem que matar para viver, vendo a sua situação chegar ao limite. A interpretação de Vincent Gallo é o ponto mais alto do filme, outro grande destaque vai inteiramente para as lindas paisagens e para os belíssimos planos da floresta vista de cima. A realização é boa e a fotografia brilhante. O realizador nunca nos informa quem é o nosso fugitivo, apenas nos faculta flashsbacks de momentos que ele viveu. O filme tem cenas fortes, como por exemplo o ataque de Mohammed à mãe da criança à beira da estrada. O filme é uma espécie de peça solitária. Vincent Gallo já deve estar habituado a papéis complicados na sua carreira e este é apenas mais um. Uma obra com um travo a polémica. Classificação : 3.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Holy Motors

Nome do Filme : “Holy Motors”
Ano : 2012
Duração : 116 minutos
Género : Fantasia/Ficção
Realização : Leos Carax
Elenco : Denis Lavant (Mr. Oscar/Le Banquier/La Mendiante/L'OS De Motion Capture/Mr. Merde/Angele's Father/L'Accordeoniste/Le Tueur/Le Tue/Le Mourant/L' Homme Au Foyer), Edith Scob (Celine), Jeanne Disson (Angele), Eva Mendes (Kay M), Elise Lhomeau (Lea/Elise), Kylie Minogue (Eva Grace/Jean).

História : O Sr. Oscar viaja de vida em vida onde consegue ser vários seres.

Comentário : Foi o filme mais estranho que vi neste ano. No entanto, confesso que gostei do filme. Eu interpretei este filme como sendo uma ligeira homenagem ao cinema. O ator Denis Lavant é fantástico, confesso que não o conhecia. É a melhor estreia desta semana no cinema. Não percebi algumas partes, mas apesar disso sei ver que o filme apela muito à arte. Não conheço as obras de Leos Carax e apenas vi este seu último filme, de que gostei bastante. Denis Lavant é a alma do filme. Também não percebi qual a mensagem do filme, mas isso não interessa. Apesar de ser um filme muito estranho, vê-se muito bem e não me aborreceu nem um pouquinho. O final do filme é outro enigma, o filme está cheio deles.
Classificação : 4.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

The Fox And The Child

Nome do Filme : “The Fox And The Child”
Ano : 2007
Duração : 92 minutos
Género : Aventura
Realização : Luc Jacquet
Elenco : Bertille Noel Bruneau (child), Camille Lambert (Judie), Isabelle Carre (adult).

História : Uma menina pequena aproveita o facto de viver numa casa no meio da natureza para tentar travar amizade com uma bonita raposa. No entanto, o animal não se mostra muito disposto a corresponder à criança, pelo menos no começo.

Comentário : Antes de mais e penso que já o disse no meu blog, gosto de filmes com animais. Gostei muito deste filme e confesso que já o tinha visto uma vez à cerca de dois anos. Ontem à noite, tive a grande oportunidade de rever o filme e fiquei quase com as mesmas sensações com que fiquei quando o vi pela primeira vez. É um filme belissimo a vários niveis, tem planos de camara espectaculares, tem angulos de camara soberbos e tudo parece muito real. A sensação que me deu foi que espalharam dezenas de camaras pela floresta e perto da casa da criança e limitaram-se a filmar diariamente. O argumento é um pouco fraco e tem dois erros, por exemplo, numa parte a menina mete-se numa gruta e vai dar a uma floresta muito densa e escura, acabando por adormecer. Quando acorda, a menina já está novamente perto da toca da raposa, que fica muito longe da tal gruta. De qualquer das formas, é um filme muito bonito, possui igualmente paisagens brutais e a empatia entre a menina e a raposa é admirável de se ver. O filme tem também uma importante mensagem a retirar, a menina confunde possessão em relação à raposa com amor pelo animal, pelo que tenta prendê-la em casa e quem paga um preço muito alto com isso e o coitado do bicho. Lamentável é o facto deste tipo de filmes não chegar às salas de cinema.
Classificação : 4.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

The Collection

Nome do Filme : “The Collection”
Ano : 2012
Duração : 80 minutos
Género : Terror
Realização : Marcus Dunstan
Elenco : Josh Stewart (Arkin), Randall Archer (The Collector), Emma Fitzpatrick (Elena), Christopher McDonald (Mr. Peters), Navi Rawat (Lisa), Johanna Braddy (Missy Solomon), Lee Tergesen (Lucello), Erin Way (Abby).

História : Após conseguir fugir do cárcere em que o colecionador o colocou, Arkin debate-se novamente com outro dilema. Mais uma vez, o construtor civil terá que escolher se foge daquele local horrendo e fica vivo ou se fica lá para tentar salvar uma jovem que foi apanhada pelo sádico psicopata.

Comentário : No Halloween do ano passado vi o primeiro filme desta saga repleta de gore e comentei o filme no meu blog. Esta noite, resolvi ver o segundo e último filme da saga e confesso que gostei tanto do primeiro filme como deste segundo. No entanto, este segundo filme não é tão bom quanto o primeiro. Nesta sequela, temos novamente muito gore e muito sangue, mas a história já não prima pela originalidade, embora a matança na discoteca logo nos primeiros minutos de filme seja uma mais valia para o filme. Penso que a saga terminou neste segundo filme, visto que o final não indica que haja sequela. Confesso que o filme até acabou bem. Mas penso que o realizador podia nos ter facultado uma história mais complexa, como no primeiro filme. Classificação : 3.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Anna Karenina

Nome do Filme : “Anna Karenina”
Ano : 2012
Duração : 133 minutos
Género : Drama
Realização : Joe Wright
Elenco : Keira Knightley (Anna Karenina), Jude Law (Karenin), Oskar McNamara (Serhoza), Aaron Taylor Johnson (Vronsky), Kelly Macdonald (Dolly), Matthew Macfadyen (Oblonsky), Theo Morrissey (Grisha Oblonsky), Cecily Morrissey (Lili Oblonsky), Freya Galpin (Masha Oblonsky), Octavia Morrissey (Tanya Oblonsky), Beatrice Morrissey (Vasya Oblonsky), Guro Nagelhus Schia (Annushka), Olivia Williams (Countess Vronsky), Domhnall Gleeson (Levin), Alicia Vikander (Kitty), Susanne Lothar (Princess Shcherbatsky), Alexandra Roach (Countess Nordston), Emily Watson (Countess Lydia Ivanova), Ruth Wilson (Princess Betsy), Michelle Dockery (Princess Myagkaya), Cara Delevingne (Princess Sorokina), Emerald Fennell (Princess Merkalova).

História : Anna Karenina, uma mulher casada, certo dia apaixona-se por um jovem conde e este por ela. Tornam-se amantes e escandalizam a sociedade daquela época. Ao mesmo tempo, um jovem trabalhador do campo apaixona-se e deseja casar com uma linda jovem, esta por sua vez, está loucamente apaixonada pelo mesmo conde com que Anna mantém um caso amoroso.

Comentário : Fui esta tarde ao cinema ver este novo filme de Joe Wright, realizador especialista em filmes de época. Confesso que gostei deste “Anna Karenina”, embora o meu filme favorito dele seja o excelente drama de época “Pride And Prejudice”, também com a bonita Keira Knightley. É um filme que não prima pelas paisagens, aliás quase todo o filme passa-se em interiores, lá mais para o final da fita temos a sorte de sermos brindados com lindas sequências passadas no campo. A nivel de interpretações, todos estiveram muito bem, nomeadamente a já referida Keira Knightley, especialista nestas andanças. Podemos contar igualmente com um excelente guarda roupa. Uma fotografia cuidada e muito romance. Devo referir que me encantou mais a história de amor dos jovens Levin e Kitty do que a história de traição vivida entre Anna Karenina e os seus dois homens. Destaco duas sequências do filme que tenho para mim como sendo as melhores do filme inteiro : aquela em que Levin e Kitty se declaram usando um jogo de cubos com letras de uma menina e aquela linda e poética cena final mostrando o viúvo e compreensivo Karenin, sentado numa cadeira, num lindo jardim a observar o filho a brincar com a filha bastarda da mulher que ele resolveu adoptar como filha dele. Até simpatizo com filmes de época e tinha que ir ver este. Gostei do filme e confesso que Keira Knightley é uma atriz talhada para este tipo de papéis. Um último reparo, se todos os homens fossem compreensivos e bondosos como Karenin, este mundo seria muito melhor. Classificação : 3.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Copacabana

Nome do Filme : “Copacabana”
Ano : 2010
Duração : 105 minutos
Género : Comédia Dramática
Realização : Marc Fitoussi
Elenco : Isabelle Huppert (Babou), Lolita Chammah (Esmeralda), Aure Atika (Lydie), Chantal Banlier (Irene), Magali Woch (Sophie), Nelly Antignac (Amandine), Noemie Lvovsky (Suzanne), Jurgen Delnaet (Bart), Guillaume Gouix (Kurt).

História : Uma mãe promete a si mesma tudo fazer para tornar-se numa pessoa melhor para a sua filha.

Comentário : Esta noite vi este filme em casa, deitado confortavelmente na minha cama e confesso que gostei. É cinema francês. Esta é a história de uma mãe que não é compreendida pela filha que até chega ao ponto de sentir vergonha da progenitora. Babou é uma mulher futil que não trabalha, ganha dinheiro facil e mete-se em confusões. Um dia, decide arranjar emprego e tudo muda para ela. Isabelle Huppert está mais uma vez soberba e Lolita Chammah também não desilude. O trajecto de Babou atinge contornos interessantes, mas a bondade acaba por sair bem cara. A banda sonora do filme possui temas brasileiros. A protagonista até tem um fetiche pelo Brasil, daí o titulo oficial do filme. Classificação : 3.

A Clockwork Orange

Nome do Filme : “A Clockwork Orange”
Ano : 1971
Duração : 137 minutos
Género : Drama
Realização : Stanley Kubrick
Elenco : Malcolm McDowell (Alex), Warren Clarke (Dim), James Marcus (Georgie).

História : Um quarteto de amigos passam os dias a maltratar as pessoas que apanham pela frente. Um dia, um dos amigos é vitima de um esquema dos outros três e a sua vida leva uma grande volta.

Comentário : Apesar de não gostar muito do cinema de Stanley Kubrick, tenho que confessar que gosto muito de 3 filmes seus : “De Olhos Bem Fechados”, “Barry Lyndon” e este “A Clockwork Orange “. Este último é um filme muito bom. É curioso vermos como uma pessoa muda tanto. O filme é uma obra prima do cinema, apesar de não ser o melhor de Kubrick. O filme tem uma excelente banda sonora, planos de camara espectaculares, boas interpretações e um poderoso argumento. No entanto, não gostei de algumas coisas, por exemplo, as vestes dos 4 criminosos são ridiculas, principalmente Alex que fica ainda mais ridiculo com aquelas pestanas postiças. O filme levanta a questão : podemos combater a violência com mais violência ? Aparentemente, com Alex isso funcionou, ou talvez não. Já vi este filme algumas vezes e é sempre um prazer vê-lo. No entanto, na minha opinião, a maior obra de Stanley Kubrick continua a ser “Eyes Wide Shut – De Olhos Bem Fechados”. Classificação : 4.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Lourdes

Nome do Filme : “Lourdes”
Ano : 2009
Duração : 97 minutos
Género : Drama
Realização : Jessica Hausner
Elenco : Lea Seydoux (Maria), Sylvie Testud (Cristine), Elina Lowensohn (Cecile).

História : Todos os anos, centenas de peregrinos, saudáveis e inválidos, partem em grupos para Lourdes, local religioso e de fé onde os doentes de submetem a rituais religiosos para tentarem serem alvos de um milagre. Cristine é a jovem inválida e Maria é a sua linda acompanhante.

Comentário : Fui ao cinema ver este filme, confesso que apesar de não ser uma pessoa religiosa, gostei muito do filme. É cinema europeu e lembro-me que quando o fui ver ao cinema King, uma pessoa abandonou a sala a meio da projeção e não mais voltou. Sylvie Testud esteve bem no papel da jovem inválida e a linda Lea Seydoux brindou-nos com mais uma boa interpretação, ela é realmente dona de uma beleza extraordinária. É um filme simples e directo na sua mensagem. Fica ao critério de cada um averiguar se tratou-se ou não de um milagre, na minha opinião aquilo aconteceu a Cristine devido à sua doença que tem várias fases, ora melhora ora piora. No fundo, é um filme que possui a interpretação que cada um lhe quiser dar, depende mesmo da fé de cada um. Um último reparo, a banda sonora, composta unicamente por temas religiosos, adorei. O tema cantado por Seydoux no final é magnifico. Classificação : 4.

The Loved Ones

Nome do Filme : “The Loved Ones”
Ano : 2009
Duração : 87 minutos
Género : Terror
Realização : Sean Byrne
Elenco : Robin McLeavy (Lola), Victoria Thaine (Holly), Jessica McNamee (Mia), Xavier Samuel (Brent), Suzi Dougherty (Carla), John Brumpton (Daddy).

História : Após ser rejeitada por um rapaz, a jovem Lola decide libertar todo o seu poder.

Comentário : Este filme funcionou como uma surpresa para mim, claro que gostei do filme. É praticamente impossivel não ficarmos impressionados com o desenrolar da narrativa do filme e com os twists que vão sucedendo um pouco por todos os 80 minutos de imagens. Robin McLeavy como Lola funcionou na perfeição, o seu aspecto demente diz bem com a personagem. Aquele twist da cave está brutal e a junção das histórias das várias personagens também. Algumas coisas foram mal explicadas, por exemplo, seria impossivel Brent caminhar e comportar-se daquela forma depois de tudo o que passou. Confesso que esperava mais gore e mais violência por parte da personagem de Lola, a coisa podia ter ido mais além, foi pena. Bom filme. Classificação : 3.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Tideland

Nome do Filme : “Tideland”
Ano : 2005
Duração : 121 minutos
Género : Drama/Fantasia/Terror
Realização : Terry Gilliam
Elenco : Jodelle Ferland (Jeliza Rose), Jeff Bridges (Noah), Janet McTeer (Dell), Brendan Fletcher (Dickens), Jennifer Tilly (Queen Gunhilda), Dylan Taylor (Patrick).

História : Após as mortes dos seus pais, uma menina pequena fica entregue a si mesma numa casa de campo, tendo como únicas companhias os esquilos, bonecas partidas e um atrasado mental adulto.

Comentário : Este filme está no segundo lugar da tabela dos filmes mais estranhos que vi em toda a minha vida, sendo o primeiro lugar ocupado pelo indeterminado “Cremaster 3”. Fui ao cinema ver este filme de Terry Gilliam e lembro-me que houve uma altura que me apeteceu sair da sala. Revi o filme ontem à noite num dos canais nacionais de TV e devo dizer que até nem achei o filme mau, mas continua a ser um dos filmes mais estranhos que vi até hoje. O filme é todinho da pequena Jodelle Ferland, que carrega o filme inteiro às costas. A miuda tem neste filme uma excelente interpretação, atirando para segundo plano todos os outros poucos atores da fita. Penso que o filme seria mais indicado para maiores de 16 anos, mas essa é a minha opinião. A realização é boa, alguns planos são uma delicia, tem uma boa fotografia e a banda sonora também é jeitosa. Calculo que não deve ter sido facil para a pequena atriz filmar algumas cenas, principalmente aquelas em que ela tem que beijar na boca o atrasado Dickens, mas a miuda saiu-se bem. Volto a dizer, o filme é mesmo muito estranho e muito bizarro, confesso que não entendi qual a mensagem que Terry Gilliam quis passar com ele. Tenho um amigo que viu o filme e disse-me que era um filme para atrasados mentais, pessoalmente, não sou assim tão radical, mas sei que não é um filme facil. Só aquelas partes em que a miuda prepara as drogas e as seringas para o pai se injetar é de arrepiar. As estrelas que dou a este filme são todinhas para a pequena Jodelle Ferland que é a alma do filme. Gostei do filme, mas não o recomendo a ninguém. Sim é um filme estranho, mas é uma estranheza que se come bem.
Classificação : 3.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Aniki Bóbó

Nome do Filme : “Aniki Bóbó”
Ano : 1942
Duração : 71 minutos
Género : Drama
Realização : Manoel De Oliveira
Elenco : Horácio Silva (Carlitos), Fernanda Matos (Terezinha), António Santos (Eduardo), António Melo Pereira (Batatinhas), Rafael Mota (Rafael), Feliciano David (Pompeu), Américo Botelho (Estrelas).

História : Perto do Rio Douro, um grupo de meninos diverte-se. Nesse grupo, encontram-se Carlitos e Eduardo, dois meninos muito diferentes um do outro, mas que partilham algo em comum : gostam da mesma menina.

Comentário : Este filme foi a primeira longa metragem realizada pelo mestre Manoel de Oliveira, o realizador com mais idade ainda no activo. Apesar de não ser muito admirador do seu trabalho, respeito o seu trabalho, tendo como filmes favoritos dele apenas 3 : “Aniki Bobo”, “Um Filme Falado” e “Gebo E A Sombra”. “Aniki Bobo” foi um filme que me fascinou por vários motivos, possui uma boa história, todos os miudos envolvidos tiveram boas interpretações e é um filme todo muito arrumadinho. Pessoalmente, não sou grande admirador de cinema português, tendo apenas cerca de 10 filmes portugueses na minha lista. Já vi “Aniki Bobo” duas vezes e é um filme que volta sempre a encantar. Os miudos são muito engraçados, principalmente aquele menino que parte o mealheiro no balcão da loja. Fernanda Matos e Horácio Silva também eram adoráveis. Este filme serve também como mostra de como as coisas funcionavam nos anos 1940, principalmente de como os adultos reagiam face às crianças. O filme foi alvo de restauração por parte da Cinemateca (Museu do Cinema) e voltou às salas de cinema no passado ano de 2010. Vi-o pela primeira vez no YouTube e revi-o este noite em DVD. Aqui fica a letra da musica do jogo dos miudos : “Aniki Bebé Aniki Bóbó, Passarinho, totó, Birimbau, cavaquinho, Salomão, sacristão, Tu és polícia, tu és ladrão”. Uma obra prima do cinema português, um verdadeiro clássico.
Classificação : 5.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

More About The Children Of Noisy Village

Nome do Filme : “Mer Om Oss Barn I Bullerbyn”
Ano : 1987
Duração : 87 minutos
Género : Drama/Biográfico
Realização : Lasse Hallstrom
Argumento : Astrid Lindgren
Elenco : Linda Bergstrom (Lisa), Anna Sahlin (Anna), Ellen Demerus (Britta), Henrik Larsson (Bosse), Crispin Dickson Wendenius (Lasse), Tove Edfeldt (Kerstin), Harald Lonnbro (Olle).

História : As crianças de Bullerbyn testemunham a chegada de mais um ano na sua aldeia e com ele um novo Natal e toda uma nova época.

Comentário : Segundo e último filme desta história realizada por Lasse Hallstrom e escrita e vivenciada por Astrid Lindgren. As crianças são as mesmas do primeiro filme, aliás, é quase tudo igual, o que muda é o facto de ser um ano novo para os habitantes daquela aldeia. Tal como no primeiro filme, neste segundo temos imagens espectaculares e paisagens lindas. Mais uma vez, o ponto mais alto são as brutais interpretações das seis crianças envolvidas nos papeis principais, sendo novamente Linda Bergstrom como Lisa a protagonista. Confesso que gostei dos dois filmes, mas tenho um carinho especial por este segundo filme, possivelmente por ser aquele que tem situações mais engraçadas e originais. Sequências como o despertar do lado maternal de Lisa face a um cordeiro bebé e mais tarde de Lisa e de Anna face à pequena Kerstin ou a parte de Lisa e Anna a discutirem princesas e castelos no sitio especial delas, são um verdadeiro achado. Apesar dos dois filmes estarem praticamente ao mesmo nivel e de eu ter gostado dos dois, prefiro este segundo. O realismo presente nos dois filmes é avassalador, confesso que eu mesmo esqueci-me tratar-se de obras de ficção e pensei que estava realmente perto daquelas pessoas, tal não é a naturalidade com que tudo o que vemos se passa. O mundo das crianças é maravilhoso e estes dois pequenos filmes iniciais de Lasse Hallstrom fizeram-me, por quase 3 horas, regressar à minha infância. Excelentes filmes. Classificação : 5.

Amour

Nome do Filme : “Amour”
Ano : 2012
Duração : 128 minutos
Género : Drama
Realização : Michael Haneke
Elenco : Jean Louis Trintignant (Georges), Emmanuelle Riva (Anne), Isabelle Huppert (Eva), William Shimell (Geoff), Rita Blanco (Concierge).

História : Quando a esposa fica doente, o seu marido idoso não tem outra possibilidade senão cuidar sozinho da senhora. A questão é se será mais forte o amor ou a doença.

Comentário : Antes de mais, quero dizer que sou um grande admirador de Michael Haneke, sendo “Brincadeiras Perigosas” o único filme dele que não gosto. “Amour” ou “Love” mereceu e bem todos os prémios que ganhou em Cannes este ano, porque é um excelente filme, embora ainda me falte ver “The Master”. Em “Love”, temos poderosas interpretações a cargo do casal idoso protagonista, os dois estiveram espectaculares. Já conhecia aqueles dois atores de outros filmes. Ainda no mês passado revi um filme de Jean Louis Trintignant. Depois temos uma estrela portuguesa como parte integrante no elenco do filme, Rita Blanco, que apesar de aparecer muito pouco, esteve muito bem e eu confesso que é uma das minhas atrizes portuguesas preferidas. Temos também a excelente Isabelle Huppert, que é uma das minhas atrizes francesas preferidas. Sem esquecer William Shimell do excelente “Certified Copy”. “Love” insere-se na perfeição no meu tipo de cinema favorito. Fui esta tarde ao cinema Monumental ver este novo filme de Michael Haneke e adorei, tive uma das melhores experiências cinematográficas do ano. “Amour” ou “Love” é cinema em estado puro, que grande pedaço de cinema. Além disso, fiquei deleitado com a forma atenciosa e graciosa com que Georges cuidava da esposa, é muito raro encontrar homens como ele, apesar do desfecho. O final do filme é de um simbolismo brutal, até quando o filme termina Michael Haneke consegue nos surpreender pela positiva. O facto de ser um filme extremamente parado ainda me ajudou mais a gostar dele. Somente resta esperar que o filme faça boa figura na próxima cerimónia dos óscars. Excelente filme. Classificação : 5.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

The Children Of Noisy Village

Nome do Filme : “Alla Vi Barn I Bullerbyn”
Ano : 1986
Duração : 91 minutos
Género : Drama/Biográfico
Realização : Lasse Hallstrom
Argumento : Astrid Lindgren
Elenco : Linda Bergstrom (Lisa), Anna Sahlin (Anna), Ellen Demerus (Britta), Henrik Larsson (Bosse), Crispin Dickson Wendenius (Lasse), Tove Edfeldt (Kerstin), Harald Lonnbro (Olle).

História : O quotidiano dos habitantes da aldeia de Bullerby pelos olhos de seis crianças.

Comentário : Antes de se aventurar por filmes de grande orçamento, o realizador europeu Lasse Hallstrom iniciou-se em filmes para a familia. Este “The Children Of Noisy Village” e respectiva sequela são, na minha opinião, a seguir a “Hachiko : A Dog's Story”, os melhores filmes dele como realizador. Falando deste filme, podemos acompanhar o dia a dia numa localidade calma e serena, onde as crianças podem andar à vontade, sem perigos nenhuns. Ao longo do filme podemos acompanhar as brincaderias de seis das crianças da aldeia, quando não estão na escola. Testemunhamos as suas aventuras : a ida das meninas à mercearia, quando as crianças passam a noite no celeiro, quando vão buscar os sapatos ao sapateiro, quando ficam com o cão do vizinho a seu cargo, a apanha de lagostins, entre outras. A parte em que as meninas apanham flores para com elas dormirem ou a parte do jogo das pérolas na lata na ilha são as duas melhores sequências do filme. Um dos pontos mais altos do filme são as lindas imagens e as encantadoras paisagens. Bullerby Village ou Noisy Village é a localidade de infância que inspirou a escritora Astrid Lindgren para as suas histórias e a menina Lisa (a protagonista dos dois filmes) é o seu alter-ego. Graças a Astrid Lindgren e ao realizador deste belissimo filme somos guiados por Lisa a conhecer a sua linda terra. Sem duvidas, um dos melhores filmes que já vi até hoje. Classificação : 5.

domingo, 2 de dezembro de 2012

The Perks Of Being A Wallflower

Nome do Filme : “The Perks Of Being A Wallflower”
Ano : 2012
Duração : 103 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Stephen Chbosky
Elenco : Emma Watson (Sam), Logan Lerman (Charlie), Ezra Miller (Patrick), Johnny Simmons (Brad), Nina Dobrev (Candace), Mae Whitman (Mary Elizabeth), Paul Rudd (Mr. Anderson), Melanie Lynskey (Helen), Joan Cusack (Dr. Burton).

História : Um adolescente desajeitado encontra num casal a inspiração perfeita para tentar alterar a sua maneira de ser.

Comentário : Fui hoje ao cinema ver este filme. Tenho que confessar que gostei muito do filme. É uma mistura de drama com romance, mistura essa que resultou na perfeição. Boas interpretações de Emma Watson, de Ezra Miller e de Logan Lerman. Depois da saga “Harry Potter” e deste filme, a jovem Emma Watson está preparada para fazer qualquer tipo de filme. A revelação quase no final do filme é soberba e ainda me ajudou a gostar ainda mais do filme, apesar não ser uma coisa boa. Existe pelo menos uma cena do trailer que não aparece no filme. Foi agradável voltar a ver num filme a atriz Mae Whitman, vi 3 filmes dela quando ela era criança. Ezra Miller já era conhecido por mim em filmes como “Afterschool” e “We Need To Talk About Kevin”, a sua brilhante interpretação neste novo filme não foi surpresa nenhuma para mim, ele é um ator soberbo. Gosto de filmes cujo elenco são adolescentes e este não foge à regra. Este filme não entra para a lista dos melhores filmes que vi este ano no cinema, mas é seguramente um bom filme. Mal posso esperar pelos novos trabalhos de Emma Watson e de Ezra Miller. Classificação : 4.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Thale

Nome do Filme : “Thale”
Ano : 2012
Duração : 80 minutos
Género : Terror
Realização : Aleksander Nordaas
Elenco : Silje Reinamo (Thale), Erlend Nervold (Elvis), Jon Sigve Skard (Leo).

História : Dois homens fazem uma descoberta muito invulgar.

Comentário : Confesso que esperava mais deste filme, embora não tenha sido uma desilusão para mim. É um bom filme, com ritmo lento, mas a história é muito original. Os efeitos especiais são muito maus, os únicos que se aproveitam são naquela cena em que Thale aparece perto da cama, toda nua com a cauda a mexer. Se quiserem ver o filme, podem fazê-lo, ele encontra-se no YouTube. Silje Reinamo é detentora de uma beleza notável e a sua Thale é uma personagem poderosa. O clima de terror e de mistério está bem patente ao longo do filme. É um filme curto, mas muito envolvente. Não posso dizer que tenha sido mais uma surpresa deste ano, mas é sem duvidas, uma fita que prima pela originalidade. Classificação : 3.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Red

Nome do Filme : “Trois Couleurs : Rouge”
Ano : 1994
Duração : 100 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Krzysztof Kieslowski
Elenco : Irene Jacob (Valentine), Frederique Feder (Karin), Jean Louis Trintignant (le Juge), Jean Pierre Lorit (Auguste).

História : Uma jovem modelo atropela acidentalmente uma cadela grávida. Ao levar o animal ao dono, a rapariga descobre que o homem tem um hábito muito peculiar.

Comentário : Dos 3 filmes que Krzysztof Kieslowski realizou e a que chamou a trilogia das cores, logicamente que este “Red” é o que mais gosto. Uma história apaixonante e uma brilhante Irene Jacob fazem desta fita uma homenagem ao cinema. Fiquei apaixonado por esta história. A cor vermelha está bem vincada no filme, em algumas partes essa cor está bem evidenciada. A empatia que se vai gerando entre Valentine e o juiz é o foco principal do filme. Foi o último filme a surgir, o último a ser feito, somando ainda mais pontos devido a isso, à terceira é de vez. As interpretações são outro ponto alto e no final até somos brindados com um fraco mas notável interface entre os 3 filmes. Sem duvidas, que isto é cinema de grande qualidade. Um último reparo, a imagem que é usada em placards de Valentine é linda. Na minha opinião, este filme é o melhor da trilogia. Classificação : 5.

Blue

Nome do Filme : “Trois Couleurs : Bleu”
Ano : 1993
Duração : 97 minutos
Género : Drama
Realização : Krzysztof Kieslowski
Elenco : Juliette Binoche (Julie Vignon), Benoit Regent (Olivier), Florence Pernel (Sandrine), Charlotte Very (Lucille).

História : Após as mortes do marido e da filha, uma jovem mulher altera por completo a sua maneira de estar na vida.

Comentário : Mais um filme integrante na trilogia das cores realizada por Krzysztof Kieslowski que eu adorei. Claramente que gostei dos 3 filmes, achando que o “White” é o mais fraco, ainda assim, um bom filme. Gosto da atriz Juliette Binoche e neste filme ela esteve brilhante. Todos os 3 filmes possuem uma excelente história e têm um twist lá para o meio da pelicula. Notei que os filmes possuem em comum uma cena : um idoso a tentar colocar uma garrafa vazia num eco ponto. Este filme tem também uma forte vertente musical, sendo ainda possuidor de uma excelente banda sonora. As interpretações são muito boas, sendo o principal destaque para Juliette Binoche. O mote do filme é o facto de um acidente de carro gerar um enorme conflito interno na vida de uma mulher. Julie vive esse drama. Tal como em “White”, neste “Blue” a cor está bem acentuada, neste caso predominam objectos azuis. Este filme é o segundo melhor da trilogia. Classificação : 5.

domingo, 25 de novembro de 2012

The Godfather

Nome do Filme : “The Godfather”
Ano : 1972
Duração : 178 minutos
Género : Drama
Realização : Francis Ford Coppola
Elenco : Marlon Brando (Don Vito Corleone), Al Pacino (Michael Corleone), James Caan (Sonny Corleone), Richard S. Castellano (Clemenza), Robert Duvall (Tom Hagen), Richard Conte (Barzini), Al Lettieri (Sollozzo), Diane Keaton (Kay Adams), Abe Vigoda (Tessio), Talia Shire (Connie), John Cazale (Fredo), Al Martino (Johnny Fontane), Morgana King (Mama Corleone), John Martino (Paulie Gatto), Salvatore Corsitto (Bonasera), Simonetta Stefanelli (Apollonia).

História : Após o memorável casamento da filha, o barão da droga, Don Vito Corleone decide estabelecer um tratado de paz entre as várias familias. Depois da morte da esposa e do irmão mais chegado, o filho preferido do barão da droga decide quebrar o clima de paz e volta a iniciar uma guerra entre as várias familias.

Comentário : Tinha visto este filme à uns anos e confesso que tinha vontade de o rever. Pude fazê-lo à duas noites e mais uma vez, adorei o filme. É um dos melhores filmes que vi até hoje. Concordo que seja considerado como sendo um dos melhores filmes de sempre. Interpretações com nota máxima e uma fantástica história. O filme é uma adaptação de um livro de Mario Puzo, eu não conhecia a história. Considero este filme como sendo o melhor filme de Marlon Brando, que poderosa interpretação. Também considero como sendo um dos melhores filmes de Al Pacino. Talvez pense que aquela mudança de Michael Corleone que num momento nada quer com os negócios da familia e no momento seguinte já quer tomar as rédeas dos negócios do pai, é muito repentina. Diane Keaton está muito nova neste filme, confesso que nunca a tinha visto numa fase tão nova. Francis Ford Coppola é de facto um mestre na sua área, a trilogia “The Godfather” é possivelmente a melhor trilogia da história do cinema. Na minha opinião, este filme é o melhor filme que aborda o tema da máfia. Nos próximos meses, irei rever os restantes filmes da trilogia. Aconselho todos os cinéfilos a reverem este maravilhoso filme, é mesmo uma obra prima. Classificação : 5.

sábado, 24 de novembro de 2012

White

Nome do Filme : “Trois Couleurs : Blanc”
Ano : 1994
Duração : 91 minutos
Género : Drama/Thriller
Realização : Krzysztof Kieslowski
Elenco : Julie Delpy (Dominique), Zbigniew Zamachowski (Karol), Janusz Gajos (Mikolaj).

História : Humilhado e incriminado pela esposa, um homem foge do país e inicia uma nova vida num outro local. No entanto, a vingança não está fora dos seus planos.

Comentário : O realizador Krzysztof Kieslowski fez 3 filmes a que chamou a trilogia das 3 cores. Este “White” é um desses filmes. Pessoalmente adoro os 3, embora considere este o menos excelente. A história é excelente, temos duas boas interpretações e confesso que adorei a fantástica revira volta que o filme teve. O filme mostra o que fazem certas pessoas quando chegam ao limite. Cada vez sou mais da opinião que o cinema europeu é do melhor que há. Julie Delpy aparece muito bonita neste filme, possivelmente era muito jovem na altura. O personagem masculino também não esteve nada mal. “White” não atinge os píncaros de “Red” e de “Blue”, mas é um filme muito bom. Classificação : 4.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Silent Hill

Nome do Filme : “Silent Hill”
Ano : 2006
Duração : 125 minutos
Género : Terror
Realização : Christophe Gans
Elenco : Radha Mitchell (Rose Da Silva), Sean Bean (Christopher Da Silva), Deborah Kara Unger (Dahlia Gillespie), Jodelle Ferland (Sharon/Alessa).

História : Quando a filha pequena desaparece numa cidade abandonada, uma mãe não olha a meios para a reencontrar.

Comentário : Fui ao cinema ver este filme à uns anos e até gostei dele. Adoro filmes de terror, aliás o Terror e o Drama são os meus géneros cinematográficos preferidos. É um filme baseado num famoso jogo de computador, nunca fui admirador de jogos. As interpretações são boas, os efeitos especiais são potentes, imagens alucinantes e uma banda sonora pavorosa (no bom sentido) fazem desta fita um bom exercicio de terror. O elenco é bom e confesso que apanhei alguns sustos. O filme possui ainda cenas verdadeiramente aterradoras. Metaforicamente falando, posso dizer que todo o filme é um pesadelo, mas é um agradável pesadelo. Resumindo, bom filme. Classificação : 3.

sábado, 17 de novembro de 2012

This Side Of Resurrection

Nome do Filme : “Deste Lado Da Ressurreição”
Ano : 2011
Duração : 118 minutos
Género : Drama
Realização : Joaquim Sapinho
Produção : Maria João Sigalho
Elenco : Joana Barata (Inês), Pedro Sousa (Rafael), Mariana António Pacheco (Mariana), Pedro Carmo (Simão), Vera Costa (Leonor), João Cardoso (João).

História : Após o divórcio dos pais, os irmãos Inês e Rafael nunca mais se viram. Recentemente, Inês decide procurar o irmão, embora já desconfie do seu paradeiro.

Comentário : Este filme foi uma das melhores experiências cinematográficas que tive este ano. Um dos melhores filmes portugueses que vi até hoje. Desconheço o trabalho deste realizador. Este foi o primeiro filme que vi dele e adorei. Este filme transmite-nos uma sensação de calmaria brutal. É muito parado, mas é uma lentidão que sabe bem ver, é uma delicia para os nossos sentidos. Excelentes interpretações, as cenas em ambientes escuros estão impecáveis, excelentes planos, tudo neste filme é maravilhoso. Vi numa reportagem que o realizador e a equipa não tiveram qualquer tipo de apoio monetário do Estado, isso é louvável. É um filme que nos deixa a pensar muito tempo depois de vê-lo. O novo filme de Joaquim Sapinho, para mim, é uma obra-prima do cinema português. Calculo que a maioria das pessoas que vão ver este filme ao cinema, não goste dele. É facil perceber as razões. Fui hoje ao cinema ver este filme e só estavam mais cinco pessoas na sala, numa sala com capacidade para cerca de 165 pessoas, numa matiné. Eu comparo este filme ao tipo de cinema que Marco Martins faz, pessoalmente também gosto. Não percebi as razões do personagem principal para as suas atitudes. O filme é perito em dar-nos poucas informações. Repito, o filme é mesmo muito parado, mas isso foi para mim uma mais valia. É um filme muito espiritual, a mim, encheu-me por completo a alma. Classificação : 5.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Stolen Dreams

Nome do Filme : “Sonhos Roubados”
Ano : 2009
Duração : 93 minutos
Género : Drama
Realização : Sandra Werneck
Elenco : Nanda Costa (Jessica), Amanda Diniz (Daiane), Kika Farias (Sabrina), Marieta Severo (Dolores), Nelson Xavier (Horcio), Daniel Dantas (Peri).

História : 3 raparigas adolescentes ficam com os seus sonhos roubados quando são obrigadas a se prostituirem para satisfazer os seus apetites de consumo.

Comentário : Já tinha gostado de um outro filme desta realizadora (sobre gravidez na adolescência) e também gostei muito deste filme que aborda igualmente o drama de jovens raparigas. Algumas situações retratadas no filme são chocantes. Lamentável o facto das mulheres serem sempre postas para segundo plano. As 3 atrizes principais tiveram excelentes interpretações. O filme mostra a realidade dos bairros problemáticos do Brasil. Este filme foi como um murro no estômago para mim, visto que existe cada vez mais gente com menos escrúpulos. Jessica, Daiane e Sabrina, existem muitas delas por esse mundo fora. O filme é mesmo muito bom, do melhor que se faz no Brasil. Lamentavel que em Portugal não se faça cinema desta indole.
Classificação : 5.

domingo, 11 de novembro de 2012

Cowgirls And Angels

Nome do Filme : “Cowgirls N' Angels”
Ano : 2012
Duração : 93 minutos
Género : Aventura
Realização : Timothy Armstrong
Elenco : Bailee Madison (Ida), James Cromwell (Terence Parker), Frankie Faison (Augustus), Kathleen Rose Perkins (Rebecca), Noell Coet (Nora), Dora Madison Burge (Kansas), Leslie Anne Huff (Madison), Haley Ganzel (Rose), Aimee Crowther (Kim), Denise Lee (Alice), Louanne Stephens (Joan), Cristela Carrizales (Marta).

História : Era uma vez uma menina rebelde que tinha dois sonhos : encontrar o pai que nunca conheceu e ingressar no mundo dos rodeos.

Comentário : Antes de mais, quero aqui dizer que sou fascinado pelo mundo dos rodeos e por essa modalidade americana. Aliás, a minha novela brasileira preferida é precisamente “A História de Ana Raio e Zé Trovão”. Todo aquele mundo me fascina : a liberdade, o contacto com a natureza e com os animais, as caravanas, os camiões, a musica e todo aquele conjunto de coisas que envolve os rodeos. Falando do filme. “Cowgirls And Angels” é um filme muito bom, estou espantado como é que um filme direcionado para a familia conseguiu despertar em mim tantas emoções. À muito tempo que acompanho o trabalho e a curta carreira da pequena Bailee Madison e confesso que este filme, aliado a “Don't Be Afraid Of The Dark” são os melhores filmes dela. Trata-se de um filme que apela à vida e acaba por funcionar como um hino à vida e à concretização dos nossos sonhos. Ida sonhava com o dia em que ia encontrar o pai que nunca conhecera e até chegar esse dia, jurou tudo fazer para se tornar uma cowgirl, acabando por se tornar realmente numa espécie de coqueluche do grupo Sweethearts, um grupo de jovens mulheres que são chamadas de Cowgirls, aquelas que animam os rodeos, apresentando numeros com cavalos antes das exibições dos verdadeiros cowboys. A esperança é a última a morrer e para Ida, é essa a regra básica para que ela prossiga a sua vida. Bailee Madison tem a melhor interpretação do filme, diria mesmo que ela é a alma do filme. É o segundo trabalho de Bailee Madison como protagonista. Gostei muito do filme e confesso que à imenso tempo que um filme para a familia não me impressionava tanto quanto este “Cowgirls And Angels” de Timothy Armstrong. Vi este filme esta noite e confesso que foram quase 90 minutos bem passados, uma história cheia de esperança e de coragem, um filme verdadeiramente emocionante e comovente. Classificação : 4.

Twixt

Nome do Filme : “Twixt”
Ano : 2011
Duração : 86 minutos
Género : Terror
Realização : Francis Ford Coppola
Elenco : Val Kilmer (Hall Baltimore), Elle Fanning (V), Bruce Dern (Bobby LaGrange), Ben Chaplin (Poe), David Paymer (Sam), Joanne Whalley (Denise).

História : Ainda atormentado pela morte da filha adolescente, um escritor viaja até uma pequena localidade habitada por gente muito estranha para uma sessão de autógrafos a um livro seu. No entanto, os seus sonhos vão interferindo com um crime ocorrido naquela localidade e que envolve o assassinato de uma menina de 12 anos de idade.
 
Comentário : Este excelente filme marca o regresso do mestre Francis Ford Coppola ao chamado cinema experimental, depois de “Tetro”. Claro que adorei o filme, é uma fita detentora de vários factores positivos : história e argumento excelentes, efeitos especiais rudimentares mas deliciosos, poderosa fotografia, um clima de terror sempre apurado, cenas violentas e, a cima de tudo, a grande base : duas poderosas interpretações de Val Kilmer e de Elle Fanning. Por um lado, nunca gostei muito do ator Val Kilmer e na minha opinião penso que ele teve neste filme a melhor interpretação daquilo que vi dele; por outro lado, temos a jovem Elle Fanning. Depois de excelentes interpretações em excelentes filmes como “Phoebe In Wonderland”, “Super 8” e “Somewhere” e com “Ginger And Rosa” a estrear brevemente nos nossos cinemas, Elle Fanning já provou que não é apenas a irmã da famosa Dakota Fanning, como também é tão boa atriz quanto a irmã mais velha. “Twixt” não chegou aos nossos cinemas e foi pouco divulgado pelo mundo (incluindo nos EUA) e ficou a perder por isso. O filme não teve o valor merecido. Nota positiva para as conversas online que Hall tem no portátil. O look de V é sempre fantástico, seja em que cena do filme apareça. Também gostei do visual de Val Kilmer, com aquele rabo de cavalo e de chapéu. “Twixt” foi escrito, montado, produzido e realizado por Francis Ford Coppola, tal como aconteceu com “Tetro”. Grande parte daqueles que virem este filme não irão gostar muito dele, porque foge muito ao que estamos habituados a ver vindo da América, mas para um verdadeiro cinéfilo, é uma delicia para o nosso intelecto. Claramente que “Twixt” não é aconselhável à maioria dos espectadores comuns, mas para mim, foi já um dos melhores filmes que vi neste ano, bem como um dos melhores filmes que vi até hoje. Uma excelente experiência de cinema. Classificação : 5.

sábado, 10 de novembro de 2012

A One And A Two

Nome do Filme : “A One And A Two”/”Yi Yi”
Ano : 2000
Duração : 168 minutos
Género : Drama
Realização : Edward Yang
Elenco : Jonathan Chang (Yang Yang), Kelly Lee (Ting Ting), Adriene Lin (Li Li).

História : Uma familia de Taipei vive o seu quotidiano com todas as alegrias e tristezas.

Comentário : Gostei muito deste filme japonês. É incrivel como este tipo de cinema me provoca melhores emoções do que qualquer filme comercial americano. Neste filme, acompanhamos o dia a dia de vários membros de uma familia japonesa, desde o mais idoso até ao mais jovem, tudo pelos olhos de Yang Yang, um curioso menino. Testemunhamos os problemas e alegrias dessa familia, desde financeiros a de ordem de saude, passando pelos problemas amorosos. Foi considerado um dos melhores filmes do ano e confesso que é uma boa noção. Nunca tinha visto este filme e reconheço que perdi um bom filme. No entanto, continuo a preferir o cinema de Hirokazu Koreeda, falando de cinema oriental, claramente. Um último destaque para as interpretações, tudo parece real, do melhor que tenho visto em cinema do mundo. Um achado. Classificação : 4.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

The Pact

Nome do Filme : “The Pact”
Ano : 2012
Duração : 91 minutos
Género : Terror
Realização : Nicholas McCarthy
Elenco : Caity Lotz (Annie), Casper Van Dien (Bill), Agnes Bruckner (Nichole), Mark Steger (Charles), Haley Hudson (Stevie), Kathleen Rose Perkins (Liz), Sam Ball (Giles), Bo Barrett (Jesse), Dakota Bright (Eva), Petra Wright (Jennifer).

História : Duas irmãs vivem o drama da morte da mãe. Por altura do Natal, uma das irmãs desaparece, obrigando a outra a viajar até à velha casa para saber o que se passa.

Comentário : Quando este filme foi exibido no festival de cinema de terror Motel X, algumas pessoas alegaram que o filme tinha um ritmo muito lento e que custava a arrancar. Concordo. No entanto, também tenho que dizer que o facto do filme ser lento não me incomoda nada, pelo contrário, ainda é um incentivo para o ir ver. O filme não é mau, mas também não é nada de especial, é apenas um razoável filme de terror. A realização é muito boa e a fotografia também. A nivel de interpretações, apenas tenho que salientar a prestação de Caity Lotz, que esteve bem. Destaque também para a jovem que fez papel de invisual. Claro que há coisas que me desagradaram no filme, certos acontecimentos parecem não ter qualquer tipo de lógica. Além disso, o argumento foi pouco desenvolvido. Ainda assim, dá gosto ver este filme. Repito, não é nada de especial, mas vê-se bem. O clima de tensão ao longo do filme está sempre presente e basta esse factor para a coisa ter resultado. Classificação : 2.

sábado, 3 de novembro de 2012

Black Bread

Titulo Português : “Pão Negro”
Ano : 2010
Duração : 112 minutos
Género : Drama
Realização : Agusti Villaronga
Elenco : Francesc Colomer (Andreu), Marina Comas (Nuria), Nora Navas (Florencia).

História : Após a fuga do pai para França, um menino chamado Andreu é mandado pela mãe para a casa da avó a fim de recomeçar lá uma nova vida. No entanto, Andreu acaba não só por conhecer um mundo novo para ele como também por conhecer a verdade sobre os seus pais, alterando para sempre o rumo da sua vida.

Comentário : Vi este filme espanhol esta noite e confesso que gostei imenso dele. Desconheço se é baseado em alguma história real, apenas sei que é adaptado de um romance muito famoso. Trata-se de um filme dramático e ao mesmo tempo de uma história comovente sobre um menino que viu o azar bater-lhe à porta. O inicio do filme é brutal, com aquela cena forte da matança do cavalo. A nivel de interpretações está excelente e tem ainda uma poderosa fotografia. É também um filme que mostra a miséria humana, quer seja a forma como aquelas pessoas viviam, quer a sua miséria moral. O pequeno ator que dá vida ao personagem principal teve um poderoso desempenho, confesso que senti a sua angustia. Cada vez gosto mais deste tipo de filmes e ainda bem que continuamos a ter acesso a este tipo de cinema. A coragem de Andreu é brutal, mesmo perante as desgraças e verdades que lhe vão surgindo pela frente. Certas crianças são obrigadas a crescer à força. Resumindo, é um bom filme que nos mostra a vida como ela é e que temos que aceitar as oportunidades que nos surgem pela frente. Muito bom. Classificação : 4.

Sinister

Titulo Português : “A Entidade Do Mal”
Ano : 2012
Duração : 110 minutos
Género : Terror
Realização : Scott Derrickson
Elenco : Ethan Hawke (Ellison), Juliet Rylance (Tracy), Clare Foley (Ashley), Michael Hall D'Addario (Trevor), Victoria Leigh (Stephanie).

História : Um escritor de histórias policiais e de mistério se instala com a esposa e com os dois filhos na mesma casa onde foram cometidos crimes horrendos. No entanto, apenas ele conhece o passado daquela casa. A situação complica-se à medida que ele vai vendo os videos caseiros da familia assassinada, deixados esquecidos numa caixa.

Comentário : Só agora venho falar da minha noite de Halloween. Como sempre, costumo ver um ou dois filmes de terror na noite das bruxas e desta vez optei por ver dois : “Paranormal Activity 4” (que desilusão) e este “Sinister”, que representou para mim uma agradável surpresa. Já devem ter percebido que adorei o filme. No filme, podemos contar com uma boa história, um excelente clima de tensão e mistério, alguns sustos, umas poucas boas interpretações e confesso que a fita possui muitos pontos altos. No entanto, para mim o melhor do filme foram os momentos em que Ellison assistia aos videos caseiros. Confesso que senti medo ao ver aqueles videos, tudo estava filmado de uma forma tão real que de facto, tudo parecia mesmo a realidade. O som contido nos pequenos filmes também ajudou. Sou completamente fanático por este tipo de filmes, no ano passado vibrei com o excelente “Insidious”, tal como amei os 3 primeiros filmes da saga “Paranormal Activity” e outros filmes do mesmo género que vão surgindo ao longo dos anos. Este “Sinister” é um excelente filme de terror que nos envolve de tal forma que é impossivel não sentirmos algum desconforto com certas cenas. Além disso, ficamos de tal forma vincados no filme que raramente lhe tiramos os olhos de cima. Um dos aspectos menos conseguidos da fita é possivelmente o seu ritmo muito lento, não aconselhavel aos jovens que procuram emoções rápidas e muito sangue. Destaque também para o desempenho de Ethan Hawke, foi a primeira vez que o vi num filme de terror, pelo menos que esteja lembrado neste momento. Tal como “Insidious” foi para mim um dos filmes de terror mais bem conseguidos de 2011, este “Sinister” já é para mim um dos filmes de terror mais bem conseguidos de 2012. Um último destaque para o final do filme, verdadeiramente espectacular, confesso que nunca estava à espera daquele final para este filme. De facto, estava à espera de outras respostas, de outro fim, mas ainda bem que o realizador me surpreendeu pela positiva. O filme tem um bom twist nos minutos finais que culminou num final único e digno de um excelente filme de terror, a sério, preparem-se para serem surpreendidos e pela positiva. Apesar de alguns erros de lógica, adorei o filme. Classificação : 4.

Paranormal Activity 4

Titulo Português : “Atividade Paranormal 4”
Ano : 2012
Duração : 88 minutos
Género : Terror
Realização : Ariel Schulman/Henry Joost
Elenco : Kathryn Newton (Alex), Matt Shively (Ben), Aiden Lovekamp (Wyatt), Alexondra Lee (Holly), Brian Boland (Daniel), Brady Allen (Hunter/Robbie), Stephen Dunham (Doug), Katie Featherston (Katie).

História : Uma linda adolescente chamada Alex, vê a sua vida mudar drasticamente quando os pais aceitam acolher em casa um menino filho de uma mãe solteira que ficou doente. Desde o dia em que o menino foi morar lá para casa, Alex decide pedir ajuda a um amigo e juntos, com o auxilio de toda a espécie de camaras, pretendem apurar se os estranhos eventos que vão acontecendo estão ou não relacionados com o menino.
 Comentário : Este filme está a um nivel inferior a qualquer um dos anteriores desta saga. Quando se julgava que este quarto filme iria explicar coisas dos outros filmes, após vê-lo ficamos rapidamente desiludidos, porque isso não acontece. Pelo contrário, este quarto filme ainda nos deixa com mais questões levantadas. Posso arriscar-me a afirmar que a fórmula já está gasta, no entanto, neste filme temos uma novidade, surgem novas maneiras de captar imagens. A nivel de interpretações, está pior do que qualquer um dos anteriores, sendo a única prestação a aproveitar a da jovem protagonista, Kathryn Newton (o melhor do filme), a sua Alex é linda e adorável e é graças a ela que penetramos no seio da sua familia. Os pais da jovem não servem para nada no filme e os atores que lhes dão corpo não servem para representar, mas isso talvez não seja culpa deles. O amigo de Alex é irritante e até a nossa Katie, que apenas aparece em pequenas cenas, podia ter tido uma presença mais marcante. A cena da garagem, que muitos apelaram como sendo a mais assustadora, a mim não me assustou rigorosamente nada. Penso que a única cena que me assustou verdadeiramente foi logo nos primeiros 20 minutos, quando Alex se ausenta do portátil a meio de uma conversa que estava a ter online com o amigo, se ausenta durante uns minutos para ir ver o que se passa na casa e depois reaparece de repente frente ao portátil, confesso que nesta parte, saltei da cadeira. Fazendo o ponto da situação, o meu preferido é o primeiro, de que gostei imenso, gostei também do segundo e do terceiro. Este quarto filme é, desta forma, apenas um filme razoável que acaba por nos proporcionar uma grande sensação de desilusão não somente pelo que escrevi anteriormente, mas igualmente pelo seu final. Um filme destes merecia ter um final bem melhor do que o que teve, sinceramente, não entendo qual o motivo do filme terminar daquela forma e fiquei sem entender a mensagem dos realizadores em relação ao filme e em relação ao final. Volto a frisar, o final do filme é mesmo muito mau, a roçar o patético. “Paranormal Activity 5” já está confirmado para estrear no Halloween de 2013, para mim, esta saga terminou no terceiro filme, apesar deste quarto filme ser a sequela do segundo. Um último aparte : confesso que acredito nestes fenomenos e tenho um enorme respeito por estas questões. Uma vez, estava a tentar adormecer e senti uma presença debruçada sobre o meu ombro que respirava perto dos meus ouvidos. Fiquei cheio de medo, mas cerca de dois minutos depois, essa presença desapareceu e depois adormeci. Ainda hoje me lembro desses acontecimentos, não entendo como existem pessoas que brincam com estas coisas, pois lá que elas existem isso existem.
Classificação : 2.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

I'm Not Scared

Titulo Português : “Não Tenho Medo”
Ano : 2003
Duração : 110 minutos
Género : Drama
Realização : Gabriele Salvatores
Elenco : Giuseppe Cristiano (Michele), Giulia Matturo (Maria), Mattia Di Pierro (Filippo).

História : Numa localidade no sul de Itália, um menino de dez anos chamado Michele descobre um segredo monstruoso. Michele terá que tudo fazer para tentar impedir um acto igualmente monstruoso.
 
Comentário : Vi este filme e confesso que gostei imenso. O filme aborda temas polémicos como o rapto de crianças e o assassinato de crianças. O elenco principal é composto somente por crianças, diga-se todas estiveram bem nos seus papéis. Os adultos surgem no filme em papéis mais secundários, atirados para segundo plano. É notável a interpretação do pequeno Giuseppe Cristiano, o seu Michele é um personagem adorável. Não sei se o filme é baseado em alguma história real, mas sei que me transtornou muito, só de pensar que existem pessoas como aquelas. Algumas paisagens são muito bonitas, nomeadamente cada vez que surgem os campos de cereais. Alguns acontecimentos não são muito crediveis. Até que ponto estaríamos nós dispostos a nos sacrificar para repormos a justiça e para salvarmos alguém indefeso. Penso que o filme explora bem estas questões. Bom filme. Classificação : 4.

domingo, 28 de outubro de 2012

Conviction

Titulo Português : “A Advogada”
Ano : 2010
Duração : 105 minutos
Género : Drama
Realização : Tony Goldwyn
Elenco : Hilary Swank (Betty Anne Waters), Sam Rockwell (Kenny Waters), Owen Campbell (Ben), Conor Donovan (Richard), Minnie Driver (Abra Rice), Melissa Leo (Nancy Taylor), Bailee Madison (young Betty Anne), Tobias Campbell (young Kenny), Clea DuVall (Brenda), Juliette Lewis (Roseanna), Ari Graynor (Mandy).

História : Kenny Waters é preso por um crime hediondo e condenado a prisão perpétua. No entanto, e apesar de ter tudo contra si, Kenny poderá sempre contar com a sua irmã que tudo fará para o livrar da prisão, nem que para isso tenha que se tornar advogada.

Comentário : Fui ontem ao cinema ver este filme baseado numa história verdadeira e gostei do filme. É um poderoso drama intenso que mostra o verdadeiro desespero de um homem injustamente condenado por um crime que supostamente não cometera, uma espécie de vitima de um sistema corrupto. Hilary Swank e Sam Rockwell estão soberbos no filme. Mais do que uma batalha em tribunal, o filme é sobre o amor brutal e puro de uma irmã pelo seu irmão. Betty Anne Waters chegou mesmo ao ponto de esquecer de viver a sua vida para se dedicar em exclusivo ao caso do irmão. Mais uma vez, o titulo português nada está relacionado com o titulo original do filme. Kenny Waters foi mesmo um dos homens mais azarados da história, pois desde a infância que nada de bom lhe aconteceu, foi sempre tudo de mau. O seu único factor de sorte na vida foi a sua irmã. Claramente que o filme carrega o fardo de ser parecido com tantos outros que falam do mesmo e isso torna-o numa fita vulgar. Ainda assim, é um bom filme. Classificação : 3.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

The Story Of The Weeping Camel

Titulo Português : “A História Do Camelo Que Chora”
Ano : 2003
Duração : 90 minutos
Género : Drama
Realização : Byambasuren Davaa/Luigi Falorni
Elenco : Janchiv Ayurzana (Janchiv), Chimed Ohin (Chimed), Amgaabazar Gonson (Amgaa), Zeveljamz Nyam (Zevel), Ikhbayar Amgaabazar (Ikchee).

História : Na Mongólia, uma familia de nómadas assiste ao complicado e doloroso nascimento de um camelo albino que acaba por ser rejeitado pela mãe. Para que o pequeno camelo viva será necessário que chamem um musico que conhece um ritual para que a fêmea volte a cuidar da cria.

Comentário : Apesar de parecer real, isto é uma obra de ficção. O filme mostra o quotidiano de uma familia, as suas necessidades e a forma como vivem. Fiquei impressionado com a forma que a mãe arranja para manter a filha pequena perto da casa. É um filme feito a quatro mãos, por dois realizadores. O filme mostra também a relação entre os nómadas e os animais, eles protegem os seus bichos e cuidam muito bem deles. O carinho que humanos e animais partilham entre si chega mesmo a comover. Quero também dizer que as imagens do moroso e chocante nascimento do camelo albino são mesmo impressionantes e não aconselháveis a pessoas sensiveis. Deviam haver mais filmes destes, que nos mostrassem outras culturas e outros mundos, diferentes do nosso. O filme é mesmo muito bom.
Classificação : 4.