quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Buried

Titulo Inglês : “Buried”
Ano : 2010
Duração : 96 minutos
Género : Thriller
Realização : Rodrigo Cortes
Elenco : Ryan Reynolds (Paul), Samantha Mathis (Linda)
História : Paul é um camionista no Iraque que foi capturado e deixado debaixo da terra, dentro de um caixão, só possuindo um isqueiro, um telemóvel e 90 minutos de oxigénio. Agora, ele terá que tudo fazer para se safar daquela situação.

Comentário : Assistir a este filme numa sala de cinema é uma experiência aterradora. Trata-se de um filme mediano, a ideia não é nova, Quentin Tarantino já o tinha feito quando realizou dois episódios especiais da série C.S.I. O filme é todo passado dentro de um caixão e tem somente um único ator em cena. O filme é muito tenso e chega mesmo a ser sufocante em alguns momentos, principalmente nos momentos em que a cobra entra em cena. Peca o facto de o filme vir com quase dois anos de atraso, visto ter sido produzido em 2010. Ryan Reynolds até é um ator simpático e já nos deu provas de que sai-se bem nos papéis que lhe dão. Fiquei irritado porque, no final, estamos à espera que as coisas terminem bem como aconteceu à vitima dos já frisados dois episódios da tão transmitida série mas, neste caso, isso não aconteceu. Classificação : 3.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Melissa

Titulo Inglês : “Melissa”
Ano : 2009
Duração : 16 minutos
Género : Curta Metragem
Realização : Sphear Collins
Elenco : Emily Grace Reaves (Melissa), Christopher Atkins (Ellis), Sophie Texeira (Breanne), Keana Texeira (Grace)
História : Melissa é uma menina que vive com o pai, Ellis. Ela tem uma grande amiga da sua idade chamada Breanne e juram ficar juntas para sempre. Tudo muda quando Melissa descobre que tem um tumor no cérebro e terá morte certa dali a meses. Agora, ela terá que deixar uma coisa à amiga, como prova da amizade poderosa que existe entre as duas.

Comentário : Trata-se de um dos filmes mais comoventes que vi até hoje. Apesar de não ser uma história nova, aqui a novidade é o facto de ser uma história vivida entre duas meninas pequenas, daí que a sensibilidade contida nela é superior às demais. O ator que fez de pai de Melissa é o ator que desempenhou o papel protagonista masculino no êxito “The Blue Lagon – A Lagoa Azul”. As duas pequenas atrizes também estiveram muito bem nos seus papeis. A fotografia do filme é muito boa, bem como o argumento. Uma obra que nos choca pela sua enorme sensibilidade. Classificação : 5.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Rudo & Cursi

Titulo Inglês : “Rough And Vulgar”
Ano : 2008
Duração : 102 minutos
Género : Comédia Dramática
Realização : Carlos Cuaron
Elenco : Diego Luna (Beto/Rudo), Gael Garcia Bernal (Tato/Cursi), Guillermo Francella (Batuta), Adriana Paz (Tona), Jessica Mas (Maya)
História : Beto e Tato são dois irmãos que trabalham na apanha da banana. Um dia, num jogo de futebol amigável com uns amigos locais são descobertos por Batuta, um homem mal formado que lança novos talentos do mundo do futebol, recebendo uma parte do dinheiro que eles ganham. No entanto, e cheios de sucesso, os dois irmãos vão aprender depressa que a fama e fortuna também dá dissabores, alguns deles, irreversíveis.

Comentário : Confesso que não fui ver este filme ao cinema na altura em que ele esteve nas salas, mas comprei-o em DVD nestes dias, quando saiu com o jornal. Não perdi nada ao perdê-lo no cinema, mas ainda assim, é um filme nobre e razoável, onde se relata a subida de dois homens ao auge da fama e, posteriormente, a respectiva descida aos infernos dos dois. A fama e o dinheiro fazem muito mal a certas pessoas e o filme comprova isso, nos dando uma grande lição de vida, devido aos destinos dos dois protagonistas. Gostei de o ver, mas repito, nada de especial. Classificação : 2.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

The Kid With A Bike

Titulo Inglês : “The Kid With A Bike”
Ano : 2011
Duração : 86 minutos
Género : Drama
Realização : Jean Pierre Dardenne/Luc Dardenne
Elenco : Thomas Doret (Cyril), Cecile De France (Samantha), Jeremie Renier (Guy)
História : Cyril é um menino que vive num centro de acolhimento, porque o pai o abandonou e não quer saber dele para nada. Um dia, ele conhece Samantha e pede-lhe que ela fique com ele e cuide dele. No entanto, as coisas não correm como era suposto e a rebeldia de Cyril fala mais alto.

Comentário : Gosto do cinema destes realizadores, sendo “The Child – A Criança” o meu filme preferido deles. Este novo filme não é tão bom quanto o referido anteriormente, mas é igualmente um belo filme. Não houve um cuidado em estabelecer regras em relação a prazos das ações, por exemplo, o menino faz o que quer e volta sempre para Samantha, como se não houvesse as obvias decisões do tribunal. Depois do que ele fez, era normal que regressasse ao centro de acolhimento e tão depressa não fosse para outra familia. Fora isso, é um filme razoável, boas interpretações, uma boa fotografia e uma história simples. Um último reparo para o facto do menino mudar muito depressa de atitudes, sem existir o tal tempo de reflexão ou tomada de medidas, mas nada que prejudique o trabalho final. Classificação : 3.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Gran Torino

Titulo Inglês : “Gran Torino”
Ano : 2008
Duração : 119 minutos
Género : Drama
Realização : Clint Eastwood
Elenco : Clint Eastwood (Walt), Ahney Her (Sue), Bee Vang (Thao), Christopher Carley (Janovich), Dreama Walker (Ashley), Geraldine Hughes (Karen)
História : Walt é um antigo combatente da guerra da Coreia e guarda na sua garagem um carro Gran Torino de 1972. Um dia, Walt salva um menino chamado Thao de um gang e passa a ser visto como um herói lá no bairro.
Comentário : Trata-se do último filme de Clint Eastwood enquanto ator e um dos melhores filmes de 2008. A interpretação de Clint Eastwood é excelente, mas isso já não é de admirar e a relação que se cria entre ele e os restantes personagens é o ponto mais alto do filme. Apesar de algumas pessoas terem criticado a morte do personagem principal, quem esteve realmente atento ao filme, irá facilmente entender qual o significado. Destaque para a bonita Ahney Her que conquistou muitos gostos devido à sua simpatia. O filme tem situações engraçadas com aquela quando Walt leva Thao ao barbeiro ou as conversas entre Walt e o padre. Um dos melhores filmes do grande mestre Clint Eastwood. Classificação : 4.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

The Descent

Titulo Inglês : “The Descent”
Ano : 2005
Duração : 96 minutos
Género : Terror
Realização : Neil Marshall
Elenco : Shauna Macdonald (Sarah), Natalie Mendoza (Juno), Alex Reid (Beth), Saskia Mulder (Rebecca), Myanna Buring (Sam), Nora Jane Noone (Holly), Oliver Milburn (Paul), Molly Kayll (Jessica)
História : Passou um ano desde que Sarah viu a filha menor e o marido falecerem, vitimas de um acidente de carro que quase a matou a ela também. Na actualidade, Sarah reune cinco amigas e, juntas, embarcam numa aventura por dentro de várias cavernas e grutas que nunca foram exploradas. No entanto, quando as rochas cedem, elas ficam presas no interior da gruta, aparentemente sem qualquer saída.
Comentário : Vi este filme e continuo sem entender o alarido e o sucesso que ele gerou. É um filme mediano, a roçar o fraco, com cenas descabidas e erros de argumento. Não vou aqui enumerar esses erros, apenas quero aqui dizer que os pontos altos do filme é o constante clima claustrofóbico em que ele nos coloca, e são algumas cenas que parecem reais, de tão bem filmadas que estão. De resto, é coisa vista em muitos filmes. Um último destaque para as interpretações das 6 meninas, credíveis. Classificação : 2.

Quiet Chaos

Titulo Inglês : “Quiet Chaos”
Ano : 2008
Duração : 110 minutos
Género : Drama
Realização : Antonello Grimaldi
Elenco : Nanni Moretti (Pietro), Blu Yoshimi (Claudia), Alessandro Gassman (Carlo), Valeria Golino (Marta), Isabella Ferrari (Eleonora), Kasia Smutniak (Jolanda), Roman Polanski (Steiner), Manuela Morabito (Maria)
História : Após a morte da esposa, Pietro decide mudar a sua vida por completo. Ele leva a filha à escola todas as manhãs, passa o dia todo no jardim frente à escola da filha, onde fica sentado num banco, fala com quem passa, lê, vai ao café e começa a relacionar-se com as pessoas que frequentam diariamente aquele jardim. No final do dia, vai buscar a filha à escola e regressa a casa.
Comentário : Trata-se do meu filme italiano preferido. Uma obra que desta vez não tem Nanni Moretti como realizador, mas sim como ator. É um drama familiar que relata a relação de um pai com a sua filha criança. É um pai viuvo que tem que ser pai e mãe ao mesmo tempo, cuidar e proteger a filha e dar-lhe um futuro melhor. Brilhante a cena quando a filha lhe pede a prenda que quer receber do pai. Excelentes interpretações, excelente fotografia, uma boa banda sonora e até temos direito a uma breve participação do realizador Roman Polanski. Uma obra única. Classificação : 5.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Antichrist

Titulo Inglês : “Antichrist”
Ano : 2009
Duração : 105 minutos
Género : Terror
Realização : Lars Von Trier
Elenco : Willem Dafoe (he), Charlotte Gainsbourg (she)
História : Após a trágica morte do filho de ambos, um casal abandona a casa e vai morar para uma cabana no meio de um bosque. Quando se pensava que iam encontrar conforto e paz para tentar aliviar o sofrimento, as coisas não correm como previsto e a loucura invade o quotidiano de ambos.
Comentário : O cinema de Lars Von Trier é assim, ou se gosta ou se detesta. Eu gosto, mas existem filmes do realizador que eu gosto mais que outros. Este “Antichrist” é um filme razoável, embora não chegue aos calcanhares de obras como “Dogville” ou “Melancholia”. É um filme cru e duro, com algumas cenas muito fortes, como por exemplo, a tão falada cena de mutilação genital feminina. É um filme muito diferente de tudo o que já vimos. No entanto, o ponto mais alto do filme são as brilhantes interpretações do veterano Willem Dafoe e da bonita Charlotte Gainsbourg. Não aconselhável a pessoas sensíveis, é um filme que, apesar de razoável, não nos diz nada. Classificação : 2.

domingo, 11 de dezembro de 2011

The Salt Of Life

Titulo Inglês : “The Salt Of Life”
Ano : 2011
Duração : 88 minutos
Género : Drama
Realização : Gianni Di Gregorio
Elenco : Gianni Di Gregorio (Gianni), Valeria De Franciscis (madre), Valeria Cavalli (Valeria), Aylin Prandi (Aylin), Kristina Cepraga (Kristina), Teresa Di Gregorio (Teresinha), Lilia Silvi (Lilia), Gabriella Sborgi (Gabriella), Laura Squizzato (Laura), Silvia Squizzato (Silvia), Michelangelo Ciminale (Michelangelo)
História : Gianni é um homem na casa dos cinquenta anos, reformado, que passa os dias a fazer favores à esposa, à filha adolescente, à mãe e a uma jovem vizinha. Um dia, um amigo diz-lhe que ele já não liga a mulheres e ele decide alterar isso.
Comentário : Depois de “Mid August Lunch”, Gianni Di Gregorio regressa e realiza o seu segundo filme. Trata-se de um filme bom, embora não esteja ao nivel do primeiro. Realmente, Gianni é um senhor em tudo e neste segundo filme, foca-se a relação dele com as mulheres que rondam a sua vida. Desde a peculiar relação com a vizinha, passando pela relação com uma antiga amiga cantora de fado e terminando num antigo amor. Confesso que gosto muito dos dois filmes, mas continuo a preferir o primeiro. Ainda assim, “The Salt Of Life” ou “Gianni E Le Donne” é do melhor que se faz em cinema italiano. Um hino à vida. Classificação : 3.

Mid August Lunch

Titulo Inglês : “Mid August Lunch”
Ano : 2008
Duração : 75 minutos
Género : Drama
Realização : Gianni Di Gregorio
Elenco : Valeria De Franciscis (madre), Gianni Di Gregorio (Gianni), Marina Cacciotti (Marina), Maria Cali (Maria), Grazia Cesarini Sforza (Grazia), Alfonso Santagata (Alfonso), Luigi Marchetti (Vichingo)
História : Gianni é um solteirão na casa dos cinquenta que mora com a mãe num modesto apartamento. No feriado de 15 de Agosto todas as lojas estão fechadas. No dia anterior, Gianni aceita fazer dois favores a dois conhecidos e acaba por passar dois dias com quatro idosas no seu apartamento, incuindo a sua mãe.
Comentário : O ator estreia-se muito tarde na função de realizador (aos 60 anos), mas saiu-se muito bem com este pequeno filme que é super hilariante. Confesso que não me importava de estar naquela mesa a almoçar com Gianni e com as quatro idosas. O próprio Gianni desempenha um homem que é um mar de simpatia, todas as mães deviam ter um filho assim. Adorei aquela parte em que, de madrugada, Marina e Gianni conversam no sofá e ela tenta convencê-lo a ficar com ela a falar. É um filme italiano, ou seja, é cinema do mundo e eu adoro esse tipo de cinema. Destaque ainda para a qualidade das interpretações, parece que é tudo verdade, que está realmente a acontecer. Bem merecidos todos os prémios que auferiu nos respectivos festivais. Classificação : 4.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

My Grandmother's House

Titulo Inglês : “My Grandmother's House”
Ano : 2005
Duração : 81 minutos
Género : Drama
Realização : Adan Aliaga
Elenco : Marita Fuentes (Marita), Marina Pastor (Marina) Miguel Such (Mendigo)
História : Marina é uma menina de seis anos muito esperta que gosta de viver em casa da sua avó. A avó, por seu lado, vive naquela casa à 52 anos e recebeu uma notificação na qual ela terá que abandonar o lar porque este vai ser demolido. Apesar de viver na mais completa miséria e mesmo sabendo que vai para uma casa muito melhor, Marita sente pena de sair daquela casa onde ela passou grande parte da sua vida. Mas para Marina, que tem como animais de estimação ratos, isso é irelevante.
Comentário : Trata-se de um filme muito premiado, vi-o pela primeira vez no Canal Odisseia, pois trata-se de uma fusão de dois géneros, o drama e o documentário. O filme está muito bom, retrata a crueldade da vida e a realidade de certas familias. Gostei do filme e posso afirmar que se deviam fazer mais filmes deste tipo, que esclareçam situações da vida das pessoas. A avó da menina representa frente às cameras e até parece que não está ninguém a filmá-la, tal não é a naturalidade com que o faz. A menina também segue o mesmo caminho, impecável, faz ver a muitas crianças que representam. A vida é assim, dura e real. Classificação : 4.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Drive

Titulo Inglês : “Drive”
Ano : 2011
Duração : 100 minutos
Género : Thriller
Realização : Nicolas Winding Refn
Elenco : Ryan Gosling (driver), Carey Mulligan (Irene), Bryan Cranston (Shannon), Albert Brooks (Bernie), Christina Hendricks (Blanche), Ron Perlman (Nino)
História : Esta é a história de um homem diferente dos demais, um homem que tem vários biscates e faz disso a sua vida, um homem que tem dois lados, um homem que não tem familia, alguém que não tem nada a perder e que está disposto a tudo para proteger a mulher que ama, mesmo que a tenha conhecido à pouco tempo. No entanto, a vida troca-lhe as voltas e ele vê-se forçado a libertar o seu lado mais negro e mau.
Comentário : Trata-se de um dos melhores filmes que vi ultimamente e já é uma das melhores surpresas do ano. Ryan Gosling prova mais uma vez porque razão é que é um dos meus atores preferidos e a fôfa Carey Mulligan, apesar de estar com o cabelo curto, prova que é a melhor atriz da sua jovem geração. Também gostei de ver o espectacular Ron Perlman, este senhor é um deus da representação. “Drive” é um excelente filme, recheado de boas interpretações, uma banda sonora potente, uma eximia fotografia e violência a rodos, tudo para surpreender o espectador mais sensível. Não aconselho este filme a pessoas mais sensiveis, porque tem cenas muito fortes. Não é um filme que deixe um simples espectador satisfeito após sair da sala de cinema, mas para todos aqueles cinéfilos que gostem de ser surpreendidos e que gostam de cinema da velha guarda, este é um excelente objecto. Ainda bem que eu o fui ver ao cinema, foi uma ótima experiência. Classificação : 5.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

The Wackness

Titulo Inglês : “The Wackness”
Ano : 2008
Duração : 99 minutos
Género : Drama
Realização : Jonathan Levine
Elenco : Ben Kingsley (Squires), Josh Peck (Luke), Olivia Thirlby (Stephanie), Mary Kate Olsen (Union), Famke Janssen (Mrs. Squires)
História : No verão de 1994, encontramos um jovem chamado Luke que anda num psiquiatra e que tem problemas com os pais. Para agravar a situação, vende droga para comprar as suas coisas. Quando conhece a filha do seu médico, a jovem Stephanie, Luke apaixona-se pela primeira vez e julga que será muito feliz. No entanto, as intenções e objectivos dela não são iguais aos dele.
Comentário : Apesar de ser um filme de 2008, só o consegui ver esta semana e gostei. Um filme simples que aborda temas complicados como a toxicodependência, o amor não correspondido, a virgindade e os dramas familiares. Luke é um jovem simpático, responsável e de bom coração que teve o azar de escolher para sua primeira paixão uma pessoa que não o ama e muito sofrerá com isso. As consultas entre ele e o seu médico são um dos pontos altos do filme, e o sempre excelente Ben Kingsley está mais uma vez de parabéns. A atriz Famke Janssen não aquece nem arrefece, porque tem no filme talvez a pior interpretação da sua carreira. A jovem Mary Kate Olsen consegue surpreender mais uma vez com a originalidade de mais uma personagem. É um filme simples, mas com uma grande mensagem. Classificação : 3.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

The Skin I Live In

Titulo Inglês : “The Skin I Live In”
Ano : 2011
Duração : 120 minutos
Género : Thriller
Realização : Pedro Almodovar
Elenco : Antonio Banderas (Robert), Elena Anaya (Vera), Marisa Paredes (Marilia), Jan Cornet (Vicente), Blanca Suarez (Norma), Roberto Alamo (Zeca)
História : Robert é um excelente cirurgião cuja a esposa sofreu um grave acidente ficando gravemente queimada. Após o suicidio da esposa, Robert fica viciado em criar um tipo de pele que seja resistente a vários factores. Quando a filha é violada, Robert tem a sua grande chance de por em prática o que sabe.
Comentário : Confesso que não sou apreciador do cinema deste realizador, mas gostei deste filme. O único filme que eu tinha gostado dele foi o “Áta-me”. O filme tem o grandioso Antonio Banderas que tem mais uma excelente interpretação. Gostei também de ver a atriz Elena Anaya, muito bonita e talentosa. Achei completamente ridicula toda a cena do personagem do tigre, e dei-me por mim a perguntar no cinema : “Mas o quê que é isto?”. Brilhante foi o twist que acontece a meio do filme com uma personagem masculina. Ver este novo filme de Pedro Almodovar numa sala de cinema foi uma boa experiência para mim, porque pensava que ia sair a meio da projeção mas, em vez disso, gostei de lá estar e de ver o filme até ao fim. O fim do filme era precisamente aquilo que eu estava à espera. Uma agradável surpresa. Classificação : 4.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Rubber

Titulo Inglês : “Rubber”
Ano : 2010
Duração : 80 minutos
Género : Terror
Realização : Quentin Dupieux
Elenco : Roxane Mesquida (Sheila), Hayley Holmes (Cindy), Haley Ramm (Fiona), Daniel Quinn (dad), Devin Brochu (son)
História : Por razão nenhuma, no meio de uma lixeira, um pneu ganha vida e segue pela estrada fora. Enquanto segue o seu caminho, matando tudo o que se atravessa no seu caminho, o pneu é observado por um grupo de gente. O problema é que o pneu assassino tem poderes psíquicos.
Comentário : É o filme mais original que eu vi este ano. Foi necessário uma mente igualmente original para criar este filme e escrever o argumento. Trata-se de um filme de baixo orçamento e independente que nos conta a história de um pneu assassino que se apaixona por uma rapariga e a observa por onde ela anda, até quando a moça toma banho. O final do filme é brutalmente original, tal como tudo o que acontece durante os 75 minutos de projeção. Um verdadeiro achado. Escusado será dizer que adorei o filme. Classificação : 4.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Miral

Titulo Inglês : “Miral”
Ano : 2010
Duração : 110 minutos
Género : Drama
Realização : Julian Schnabel
Elenco : Freida Pinto (Miral), Vanessa Redgrave (Bertha), Willem Dafoe (Eddie), Hiam Abbass (Hind), Alexander Siddig (Jamal), Yasmine Elmasri (Nadia)
História : Jerusalém, 1948, Hind vai a caminho do trabalho quando se depara com 55 meninas órfãs na rua e decide levá-las para uma casa, que mais tarde, transforma em lar de acolhimento para elas e dá-lhes todas as bases. 6 meses depois, o número de crianças aumentam e assim nasce o instituto Dar Al Tifel. Jamal casa-se com Nadia que já vai grávida e decide assumir a paternidade da menina, que se passa a chamar Miral. Esta, por sua vez, ingressa na escola de Hind e assim começa a história de Miral. Cedo, ela desperta para a eterna guerra entre palestinianos e isrealitas.
Comentário : Este é um dos 50 melhores filmes que vi no ano de 2011. Trata-se de um filme muito realista e que mostra a dura realidade de um país dividido em duas partes. É um conflito que fez muitas vitimas e gerou muita guerra. “Miral” é um filme que retrata na perfeição uma história veridica, a história verdadeira daquele país. E a jovem Miral está no meio daquilo tudo e apenas espera ter um país livre e pacifico. Freida Pinto é o expoente máximo do filme, a jovem é linda e é igualmente uma excelente atriz. Destaque ainda para a grande mulher que foi Hind Husseini. Todo o elenco teve boas interpretações e a recriação de época está perfeita. Classificação : 5.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Melancholia

Titulo Inglês : “Melancholia”
Ano : 2011
Duração : 140 minutos
Género : Drama
Realização : Lars Von Trier
Elenco : Kirsten Dunst (Justine), Charlotte Gainsbourg (Claire), Charlotte Rampling (Gaby), Alexander Skarsgard (Michael), John Hurt (Dexter), Brady Corbet (Tim), Stellan Skarsgard (Jack), Kiefer Sutherland (John), Cameron Spurr (Leo)
História : Justine e Michael casam-se numa linda cerimónia em familia e, nesse mesmo dia, um planeta desconhecido entra em rota de colisão com o planeta Terra. Claire, irmã de Justine, dá o seu melhor para que ela se cure da sua depressão, mas isso talvez não a ajude. Será que o fim do mundo está para breve ?
Comentário : Gosto do cinema do polémico Lars Von Trier, gostei de filmes como “Dogville”, “Antichrist” e “Breaking The Weaves”. Este cineasta é muito polémico nas suas afirmações e até já foi banido em um festival de cinema. Mas não podemos confundir a maneira de ser do realizador com os magnificos filmes que faz. “Melancholia” é mais um filme diferente e muito bem realizado, desde a poderosa interpretação de Kirsten Dunst, passando pelos espectaculares efeitos especiais e pela banda sonora e acabando na fotografia. É um excelente trabalho a todos os niveis. Certamente é um filme que não irá agradar a grande parte do publico, pois grande parte dele quer é filmes pipoca, mas eu adorei ver “Melancholia” numa sala de cinema. Deu para sentir a empatia entre as personagens de Dunst e Gainsbourg e a primeira representou na perfeição uma jovem em depressão. Conheço a carreira da bonita Kirsten Dunst e posso afirmar que foi neste filme que ela teve a sua melhor interpretação. “Melancholia” é cinema em estado puro, disso não resta dúvidas. Classificação : 5.