Boas noites, serve este
último post para anunciar o encerramento definitivo deste blogue que
muitas alegrias me deu ao longo de sete anos, mas a situação está
cada vez mais difícil. Tenho recebido várias ameaças por parte da
Google, de que vão encerrar a minha conta e que vão bloquear todo o
meu conteúdo do blogue, incluindo fotos e textos, o que eu penso ser
uma grande injustiça. Também já me chegou às mãos alegações
que afirmam que o meu blogue não é seguro e que possui conteúdo
não confiável e duvidoso (!), coisas com que eu me espanto e muito.
Se há coisa com que eu me orgulho é com o meu blogue e com o
serviço que eu prestei aos poucos cinéfilos que gostam do meu
conteúdo que, pode não ser de alta qualidade e constituído de
palavras caras como os grandes críticos do meio, mas eu vos asseguro
e juro que fiz tudo isto com todo o meu amor e dedicação aos
filmes, que é uma das minhas maiores paixões. Fiz tudo isto não só
porque gosto, mas também em consideração a quem me lê e leu ao
longo de sete longos anos. Eu nunca lucrei 1 cêntimo que fosse com
este blogue, nem nunca foi essa a minha intenção, confesso. Volto a
dizer, tudo o que fiz foi unicamente escrever sobre aquilo que mais
gosto de fazer: ver filmes. E o fiz com toda a minha dedicação e
nunca contrariado. Sendo assim, é com imensa tristeza que venho
agora anunciar que estou a colocar um ponto final neste meu projecto
que muito gosto me deu ao longo de sete anos de filmes. Quero
agradecer a todos aqueles que me leram ao longo desses sete anos,
destacando estes queridos 8 membros registados que se encontram aqui,
que muita coragem e força me deram e que também muito contribuíram
para que eu durasse sete anos online. Muito obrigada a todos pelo
vosso apoio. Vou deixar aqui o meu contato de email para que me
mandem mensagens com perguntas sobre mim ou questões sobre filmes
que me queiram colocar, mas não demorem muito, porque os senhores da
Google vão fechar-me a conta de Gmail no dia 2 de Abril, segundo o
comunicado oficial que recebi em Desembro do ano passado.
sergito.angel@gmail.com
My Cute Movies
terça-feira, 5 de fevereiro de 2019
domingo, 3 de fevereiro de 2019
Suspiria
Nome
do Filme : “Suspiria”
Titulo
Inglês : “Suspiria”
Titulo Português : "Suspiria"
Titulo Português : "Suspiria"
Ano
: 2018
Duração
: 150 minutos
Género
: Terror/Mystery/Drama
Realização
: Luca Guadagnino
Produção
: Luca Guadagnino
Elenco
: Dakota Johnson, Tilda Swinton, Chloe Grace Moretz, Mia Goth,
Malgorzata Bela, Angela Winkler, Vanda Capriolo, Jessica Batut, Elena
Fokina, Clementine Houdart, Ingrid Caven, Sylvie Testud, Fabrizia
Sacchi, Brigitte Cuvelier, Renee Soutendijk, Christine Leboutte,
Vincenza Modica, Marjolaine Uscotti, Sharon Campbell, Elfriede Hock,
Iaia Ferri, Gala Moody, Sara Sguotti, Olivia Ancona, Anne Lise
Brevers, Halla Thordardottir, Stephanie McMann, Majon Van Der Schot,
Maria Bregianni, Josepha Madoki, Navala Niku Chaudhari, Karina El
Amrani, Greta Bohacek.
História
: Susie Bannion, uma jovem bailarina americana, vai para a
prestigiada Markos Tanz Company, em Berlim. Ela chega assim que
Patricia desaparece misteriosamente. Tendo um progresso
extraordinário, com a orientação de Madame Blanc, Susie acaba
fazendo amizade com outra bailarina, Sara, que compartilha com ela
todas as suas suspeitas obscuras e ameaçadoras.
Comentário
: Vamos falar de “Suspiria”, o novo filme do premiado e
conceituado realizador italiano Luca Guadagnino, filme que eu
considero muito bom e que vou já explicar a seguir o porquê.
Primeiro que tudo, o filme é um remake de uma fita de terror datada
de 1977 e realizada por Dario Argento, aliás, não é por acaso que
este “remake” tem a sua ação a decorrer nesse mesmo ano. Mas eu
não o considero um remake, ele é um filme que trás uma nova visão
da história. Guadagnino resolveu fazer algo que fosse em parte uma
homenagem à obra original, mas também que fundisse novos elementos
com uma nova visão, e penso que ele conseguiu. Pessoalmente, eu
prefiro esta nova versão, que além de ser mais cinema, é bem mais
realista, bem, pelo menos as primeiras quase duas horas de projeção.
O filme tem a sua narrativa dividida em seis capítulos ou actos e um
epílogo. As cenas das danças são belíssimas e encantadoras, eu
adorei.
O
clímax do filme dá-se no final do sexto capítulo, antes do epílogo.
Eu confesso que não gostei muito desse clímax, achei-o bem ridículo
e problemático, já para não falar dos efeitos visuais que são bem
ruins. Em tirando isso, tudo o resto me agradou bastante, as
personagens principais (todas mulheres) estão aceitáveis e
funcionam, eu gostei de conhecer as suas histórias e maneiras de
ser, embora tudo isto fosse pouco revelado. Para quem não gosta do
cinema de Lars Von Trier e de Gaspar Noé, este “Suspiria” também
não é recomendável, ele é um filme bem fora da caixa, esquisito,
com um ritmo bem lento e arrastado, as coisas demoram para acontecer
e parece um filme filmado na década de 1970. Nas actuações, o
grande destaque vai logicamente para Dakota Johnson que consegue
finalmente provar que não é nenhuma sonsa, ela possui aqui a melhor
interpretação da sua ainda curta carreira, eu adorei a sua
personagem. A Tilda Swinton desempenha aqui três personagens, se eu
não soubesse quais são, nunca suspeitaria que o velho era ela.
Gostei de ter revisto Mia Goth, a sua personagem é boa, embora não
se perceba a mudança dela a meio do longa. No fundo, é um filme que
me agradou muito, isto é o cinema que se quer e que se pede.
Unicórnio
Nome
do Filme : “Unicórnio”
Titulo
Inglês : “Unicorn”
Titulo
Português : “Unicórnio”
Ano
: 2017
Duração
: 122 minutos
Género
: Drama
Realização
: Eduardo Nunes
Produção
: Izabella Faya/Fernanda Reznik
Elenco
: Bárbara Luz, Patricia Pillar, Zé Carlos Machado, Lee Taylor, Inês
Peixoto.
História
: O pai de Maria deixa sua casa e a menina e sua mãe voltam ao
quotidiano, esperando que ele regresse. Porém, o destino das duas se
cruza com um criador de cabras que vive na região e elas vivem as
suas vidas.
Comentário
: Antes de mais, quero aqui dizer que gosto muito mais de cinema
brasileiro do que do cinema português, embora aprecie os dois.
Infelizmente, não tive a oportunidade de ver o primeiro filme do
realizador, “Sudoeste”, que muitos elogios recebeu. Mas após ter
visto este seu segundo filme, tenho que confessar ter ficado
admirador da maneira como ele filma e faz os seus filmes. Calculo que
o primeiro também seja assim: cinema contemplativo, belíssimas
imagens daquelas que apetece imprimir e colocar na parede, poucos
diálogos, camara fechada no rosto da protagonista, planos muito bem
elaborados, uma fotografia que faz um bom uso da cor, uma banda
sonora adornada de melodias hipnotizantes e melosas, muito sentimento
à mistura, lindas locações e muito realismo. E eu confesso que
gosto imenso de todos estes ingredientes num filme, e sendo então
num filme falado na minha língua, a coisa não podia ser melhor. O
filme é contemplativo e muito sensorial, não aconselhável para
todos, não é toda a gente que aprecia este tipo de cinema, eu
gostei bastante. E a cereja no topo do bolo é Bárbara Luz, esta
jovem actriz consegue aqui ser a verdadeira estrela do filme, ela
carrega-o praticamente todo nos ombros, a sua prestação é graciosa
e extremamente realista, mais não se podia pedir dela. É um filme
que nos transmite ainda uma enorme sensação de liberdade, por
vezes, parece que estamos lá, junto de Maria. Ficando atento aos
futuros filmes deste director, mal posso esperar para ver o seu
primeiro trabalho.
Becoming Astrid
Nome
do Filme : “Unga Astrid”
Titulo
Inglês : “Becoming Astrid”
Titulo
Português : “Tornando-se Astrid”
Ano
: 2018
Duração
: 123 minutos
Género
: Biográfico/Drama/Romance
Realização
: Pernille Fischer Christensen
Produção
: Anna Anthony/Maria Dahlin/Lars Lindstrom
Elenco
: Alba August, Trine Dyrholm, Maria Bonnevie, Magnus Krepper, Bjorn
Gustafsson, Henrik Rafaelsen, Sofia Karemyr, Lars Varinger, Liv
LeMoyne, Mira Mitchell, Benjamin Dybre Arnholtz, Maria Alm Norell, Li
Bradhe, Marlon Mitchell, Willy Ramnek Petri, Tuva Berglund, Emilie
Stromberg, Maria Fahl-Vikander.
História
: A vida e o passado de Astrid Lindgren, que se viria a tornar numa
das mais importantes e conceituadas escritoras de livros para
crianças.
Comentário
: Às vezes, eu ponho-me a pensar que ao longo da História da
Humanidade, foram cometidas imensas injustiças sob pessoas inocentes
e desfavorecidas, e só de chegar à triste conclusão que o número
de males é bem superior ao número de acontecimentos bons, até me
dá um nó na garganta. Hoje vi este filme sueco que confesso ter
adorado, em que quase me chegaram as lágrimas aos olhos. Este filme
é daqueles casos em que nos chocamos pelas situações que envolvem
um personagem principal ou, neste caso, uma jovem protagonista, toda
ela envolta em grande sofrimento e muitas mágoas em períodos muito
críticos da sua vida. Confesso que já conhecia a existência desta
famosa escritora, apesar de nunca ter lido um único livro dela,
nunca fui muito de livros. E foi com grande interesse e satisfação
que segui esta narrativa ao longo de duas sábias horas, que
representaram muito para mim. É sempre bom adquirirmos conhecimento
e ficarmos a saber de coisas novas, de vivências por nós
desconhecidas e até de histórias maravilhosas e outras não tão
encantadoras assim. Todo o conhecimento é uma dádiva e só temos
que ficar agradecidos por isso. Pena foi que o filme foca muito pouco
da componente profissional da protagonista e na maneira como ela se
tornou na famosa e conceituada escritora que é, optando antes por
falar da sua vida pessoal e de acontecimentos que estão relacionados
com os seus primeiros anos enquanto mulher adulta. A interpretação
da jovem actriz Alba August é excelente, me tocou bastante a sua
personagem, ela é um poço de sentimentos e de sensibilidade. Um
filme tocante e muito humano, adorei.
The Wife
Nome
do Filme : “The Wife”
Titulo
Inglês : “The Wife”
Titulo
Português : “A Esposa”
Ano
: 2017
Duração
: 99 minutos
Género
: Drama
Realização
: Bjorn Runge
Produção
: Claudia Bluemhuber/Jo Bamford/Rosalie Swedlin/Meta Louise F.
Sorensen
Elenco
: Glenn Close, Jonathan Pryce, Alix Wilton Regan, Max Irons,
Christian Slater, Harry Lloyd, Annie Starke, Karin Franz Korlof.
História
: No começo dos anos 90, um casal viaja para Estocolmo para ele
receber o Prémio Nobel da Literatura, o que leva ela a uma profunda
contemplação sobre as escolhas que fez.
Comentário
: Mais um filme do óscar que eu vi, este agradou-me bastante. É um
filme adaptado de um livro, mas podia bem ser também baseado em
acontecimentos reais ou mesmo biográfico, existem pelo mundo fora
muitos casos destes, seja em que área for. Eu não conheço o livro
em que o filme se baseia, mas sinceramente, penso que por aquilo que
a fita mostra, a autora não deve nutrir um pingo de amor pela sua
protagonista, o seu final é a prova mais cabal disso mesmo. O filme
tem flashbacks que simplesmente não funcionam, para além de nada
servirem, são expositivos demais. Aquilo que o filme mostra da
narrativa principal já é suficiente para percebermos tudo. A Glenn
Close é a alma deste filme, se ela levar o óscar é justíssimo.
Alguns planos dizem muito do estado de espírito e mesmo daquilo que
a protagonista pensa, a camara foi amiga dela, portanto. O Jonathan
Pryce convence no papel de marido ingrato, tem alguns diálogos dele
que nos dão imensa raiva, mas isso é bom sinal neste caso, prova
que o actor fez um bom trabalho. Não gostei do personagem levado a
cabo pelo Max Irons, eu não comprei a personalidade dele. E o
Christian Slater está simplesmente aceitável. O realizador ainda
soma pontos pelo facto de conseguir fazer crer que eles são
realmente um casal de décadas, a sequência de abertura por si só,
é a montra disso mesmo. Dois últimos reparos: eu achei esta
história bem interessante e adorei a personagem da fotógrafa.
What They Had
Nome
do Filme : “What They Had”
Titulo
Inglês : “What They Had”
Ano
: 2018
Duração
: 101 minutos
Género
: Drama
Realização
: Elizabeth Chomko
Produção
: Alex Saks/Ron Yerxa/S. F./B. H./K. K./Tyler Jackson/Albert Berger
Elenco
: Hilary Swank, Blythe Danner, Taissa Farmiga, Michael Shannon,
Robert Forster, Josh Lucas.
História
: Junto com a filha adolescente Emma, Bridget precisa viajar de volta
para a casa da sua mãe Ruth, após ela acordar de madrugada e sair
caminhando por uma tempestade de neve devido à doença. No retorno a
sua casa, Bridget precisa lidar com o teimoso pai e o irmão,
enquanto discutem sobre colocar Ruth em um lar ou não.
Comentário
: É sempre bom assistir a um filme protagonizado pela talentosa
Hilary Swank, que fica sempre bem nos seus papéis. Sendo este um
drama familiar baseado em acontecimentos reais, o papel não lhe
poderia acentar melhor. Desta feita, ela interpreta uma mulher que é
casada e mãe de duas filhas adultas, que se vê a regressar à casa
dos pais para ajudar o irmão a cuidar de uma mãe com demência. O
argumento é bem escrito e desenvolve-se bem ao longo de hora e meia,
com recurso a imagens de época da família retratada no longa. A
carga dramática surge bem acentuada e está presente nos momentos
certos. A química entre os cinco personagens centrais funciona e é
sentida por quem os vê a viver as suas vidas e a tomarem as suas
decisões. O filme passa bem a mensagem da importância da família e
das memórias na vida das pessoas. A Hilary Swank vai muito bem neste
seu registo, é um deleite vê-la representar uma mulher sensível e
muito humana, mesmo sabendo que ela já fez bem melhor. A Blythe
Danner consegue aqui mais uma das suas brilhantes prestações, ela é
uma verdadeira senhora da representação, eu adorei a sua personagem
aqui. O Michael Shannon está ok, ele tanto demonstra a sua
preocupação face aos problemas dos pais, como também insiste na
decisão de deles se livrar. O Robert Forster manda bem no papel de
homem duro e marido cuidadoso, eu gostei igualmente do seu Burt,
sendo muito bonito e gratificante ver o trabalho que o actor veterano
fez aqui com Blythe Danner. E a Taissa Farmiga brilha mais uma vez,
ainda que num registo mais apagado, e mesmo ela tendo ainda assim os
seus momentos dentro do filme. A cena em que a filha deixa a mãe no
lar dá um aperto no coração, enfim, é a vida.
Boy Erased
Nome
do Filme : “Boy Erased”
Titulo
Inglês : “Boy Erased”
Ano
: 2018
Duração
: 115 minutos
Género
: Biográfico/Drama
Realização
: Joel Edgerton
Produção
: Joel Edgerton/Steve Golin/Kerry Kohansky Roberts
Elenco
: Lucas Hedges, Nicole Kidman, Russell Crowe, Madelyn Cline, Victor
McCay, David Joseph Craig, Troye Sivan, Emily Hinkler, Devin Michael,
Matt Burke, Lindsey Moser, Jesse LaTourette, Britton Sear, David
Ditmore, William Ngo, Xavier Dolan, Tim Ware, Theodore Pellerin, Joe
Alwyn, Paige Henry, Cherry Jones, Joel Edgerton, Flea.
História
: O jovem Jared de apenas 19 anos mora numa pequena cidade
conservadora do Arkansas. Ele é gay e filho de um pastor da igreja.
Chega um momento em que ele é confrontado pela família, ou arrisca
perder os seus familiares e amigos ou entra num programa de terapia
que busca a cura da homossexualidade.
Comentário
: Eu já disse em outros comentários que não gosto de filmes que
nos atiram à cara a religião e este filme não o fez, pelo
contrário, ele usou a religião como meio não só de a auto
criticar mas também de a condenar por ser algo que lida mal com a
diferença, afinal, essas doutrinas condenam a homossexualidade, que
é o assunto principal deste longa. Este filme é biográfico, ele
conta-nos e mostra a vida de um homem que foi muito prejudicado no
início da sua existência, apenas por ser gay, ao ponto das suas
preferências sexuais serem tidas como uma doença grave. O filme faz
também referência àquelas falsas instituições que alegam possuir
a cura para essa situação, sujeitando os rapazes a práticas
estúpidas. E se nem os pais desses jovens parecem querer ajudá-los
e ficar do lado deles, então eles não têm mais ninguém,
levando-os por vezes a tomar atitudes desesperadas. Não é o
primeiro filme realizado pelo actor Joel Edgerton, este é já o seu
segundo longa-metragem, tão bom quanto o primeiro, pelos vistos. Já
gostava dele enquanto actor, pelo que terei mais atenção em relação
à sua faceta atrás das camaras. O Lucas Hedges tem aqui uma grande
interpretação, de facto, o filme pertence-lhe, é ele a cabeça de
cartaz, eu adorei o seu personagem e quando soube que ele
representava alguém real, ainda fiquei a gostar mais do seu Jared. O
filme prova também que não é preciso mostrar-se grandes cenas de
sexo e nem torná-lo explícito, para fazer um bom filme que aborde
essa temática. É um filme simples a trabalhar temas fortes, mas
poderoso nas mensagens que transmite. Tem uma sequência que envolve
uma conversa final entre pai e filho que são os melhores momentos do
filme. No fundo, um filme libertador de mentes.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2019
Climax
Nome
do Filme : “Climax”
Titulo
Inglês : “Climax”
Titulo
Português : “Clímax”
Ano
: 2018
Duração
: 96 minutos
Género
: Drama/Terror/Musical
Realização
: Gaspar Noé
Produção
: Brahim Chioua/Richard Grandpierre/Vincent Maraval/Edouard Weil
Elenco
: Sofia Boutella, Souheila Yacoub, Giselle Palmer, Thea Carla Schott,
Sharleen Temple, Lea Vlamos, Alaia Alsafir, Romain Guillermic, Kiddy
Smile, Claude Emmanuelle Gajan Maull, Taylor Kastle, Kendall Mugler,
Lakdhar Dridi, Adrien Sissoko, Mamadou Bathily, Alou Sidibe, Ashley
Biscette, Mounia Nassangar, Tiphanie Au, Alexandre Moreau, Strauss
Serpent, Vince Galliot Cumant, Sarah Belala, Naab.
História
: Nos anos 90, um grupo de dançarinos urbanos se reúnem num isolado
internato, localizado no coração de uma floresta, para um
importante ensaio. Ao fazerem uma última festa de comemoração,
eles notam o ambiente a mudar e percebem que foram drogados através
da sangria quando uma estranha loucura toma conta deles. Sem saberem
o porquê ou por quem, os jovens mergulham num turbilhão de paranóia
e psicose. Enquanto para uns, parece o paraíso, para outros parece
uma verdadeira descida ao inferno.
Comentário
: E para encerrar este mês no que aos comentários diz respeito,
nada melhor do que um filme bem fora da caixa. Tal como o polémico
Lars Von Trier, o também director Gaspar Noé, gosta de fazer filmes
polémicos, provocativos, diferentes e chocantes, e eu gosto bastante
dos filmes destes dois realizadores. Mas falando de Gaspar Noé, ele
tem o hábito de inovar aquilo que mostra de filme para filme e em
“Climax”, isso não foi diferente. Os filmes “I Stand Alone”,
“Irreversível”, “Enter The Void” e “Love”, eles não são
filmes normais, pelo contrário, são obras muito diferentes de tudo
aquilo que estamos acostumados a ver e em cada um deles, Gaspar Noé
coloca algo que os diferencia, ao mesmo tempo que os caracteriza. No
caso de “Climax”, para além de ter abraçado o género musical,
o director meteu uma criança pequena no meio de toda a confusão, e
vale dizer que é claro que temos aqui violência contra menores.
Para além de não ser fácil vermos um menino de aproximadamente uns
oito anos de idade a presenciar as loucuras dos adultos que o
rodeiam. Talvez de todos os cinco filmes do director aqui
mencionados, “Climax” seja aquele que tem menos impacto, afinal
ele tem vários números de dança, muitas conversas e diálogos
entre os intervenientes e mesmo muitas cenas solo. Em tirando Sofia
Boutella, o filme não tem actores, são todos amadores e excelentes
dançarinos. O tema do sexo é novamente abordado e mostrado aqui, o
realizador deve ter no sexo o seu principal fetiche, sendo quase uma
pancada. Existe também imensa gritaria ao longo dos noventa minutos.
O filme tem uma cena pós-créditos e estes surgem a seguir a ela,
sendo que tudo aparece no início do longa e não no final como seria
normal, mas o realizador já fez isso em outros trabalhos. No fundo,
é um filme diferente de tudo aquilo que eu vi até hoje e olhem que
eu já vi muita coisa em filmes.
Vice
Nome
do Filme : “Vice”
Titulo
Inglês : “Vice”
Ano
: 2018
Duração
: 131 minutos
Género
: Biográfico/Histórico
Realização
: Adam McKay
Produção
: Adam McKay/Megan Ellison/Will Ferrell/Brad Pitt/J.K./K.M./Dede
Gardner
Elenco
: Christian Bale, Amy Adams, Alison Pill, Sam Rockwell, Steve Carell,
Eddie Marsan, LisaGay Hamilton, Jesse Plemons, Bill Camp, Lily Rabe,
Tyler Perry.
História
: A história de Dick Cheney, o vice-presidente mais poderoso da
história, e como as suas políticas mudaram o mundo.
Comentário
: E pronto, com este filme, já vi todos os oito nomeados para a
categoria de melhor filme. Confesso não gostar de filmes políticos,
nem de filmes que falem de política, como foi o caso deste “Vice”.
Na verdade, eu não me interesso minimamente pelas altas figuras dos
Estados Unidos da América e nunca me interessei, só vi este filme
porque ele estava nomeado. Claro que apanhei uma das maiores secas da
minha vida. O Christian Bale está irreconhecível neste papel, tendo
uma excelente prestação. O Sam Rockwell também está brutal no
papel de Bush, por vezes, ele fica muito parecido com o antigo
presidente. E a Amy Adams, mais uma vez, nos encanta com outra das
grandes interpretações da sua carreira, ela é uma excelente
actriz. Em tirando estas três grandiosas prestações, eu não
encontrei mais nada de interessante neste filme, e muito menos, vejo
razão para estar nomeado para melhor filme do ano, só se for para
engrandecer e elevar o ego dos americanos. Porque o filme em si, é
um enorme pastelão, uma das minhas piores experiências
cinematográficas.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2019
Love Sonia
Nome
do Filme : “Love Sonia”
Titulo
Inglês : “Love Sonia”
Ano
: 2018
Duração
: 123 minutos
Género
: Drama/Crime
Realização
: Tabrez Noorani
Produção
: Tabrez Noorani/David Womark
Elenco
: Mrunal Thakur, Richa Chadha, Freida Pinto, Manoj Bajpayee, Adil
Hussain, Anupam Kher, Rajkummar Rao, Sai Tamhankar, Riya Sisodiya,
Abhishek Bharate, Nikhil Raj Nikz, Sunny Pawar, Kiran Khoje, Barbie
Rajput, Mark Duplass.
História
: Na India, uma adolescente tenta encontrar a sua irmã que foi
sequestrada e vendida, mergulhando gradualmente no assustador mundo
da prostituição e do tráfico humano.
Comentário
: Assim que me lembre, este é o segundo filme indiano que venho aqui
comentar, creio que o primeiro se chamava “Tara” e se me recordo,
havia gostado bastante desse filme. Confesso também que senti muita
raiva enquanto estava a ver este “Love Sonia” e que a última vez
que isso aconteceu comigo foi quando vi o filme “A Bela e os Cães”,
um excelente filme dramático. E a razão dessa raiva toda tem muito
a ver não só devido às injustiças que acontecem sistematicamente
com a protagonista, mas também por causa das atitudes de certas
personagens. É impressionante vermos como um filme mostra até que
ponto vai a maldade dos homens, sim, a maioria dos homens que aqui
vemos são bem nojentos e desumanos. E estes personagens masculinos
servem de exemplo para vermos que a maioria dos homens não presta
quando se fala da maneira de tratar e lidar com as mulheres dos seus
respectivos países, neste caso, é a Índia, mas estas situações
podem-se verificar em todos os países do mundo.
Devido
à natureza dos assuntos aqui mostrados e retratados, é impossível
não ficarmos quase sempre do lado da protagonista. Pessoalmente, eu
apenas não concordei com uma determinada atitude dela. E ainda bem
que, em contraponto, existem pessoas que se preocupam com estas
mulheres e que trabalham no sentido de as salvarem, mas infelizmente,
muitas morrem e outras nunca chegam a aparecer. Qualquer pessoa que
seja minimamente humana nos sentimentos, fica do lado destas
raparigas contra os nojentos destes homens. O próprio pai da
protagonista, é um escroto completo. Apesar do filme ser baseado
numa história em particular, ele é seguramente adaptado de milhares
de outras histórias por esse globo fora. Houve uma situação em
particular que eu não entendi muito bem e ainda bem. Mrunal Thakur,
a actriz que desempenha a miúda protagonista, está excelente no seu
papel de denúncia. A Freida Pinto não está a fazer rigorosamente
nada no filme e o Mark Duplass cumpre bem o papel de um dos nojentos
de serviço. “Love Sonia” é um filme que desempenha bem o
propósito de mostrar que o mundo está podre, que os homens não
prestam, e é uma fita que devia ser vista, debatida e estudada por
muita boa gente.
How To Train Your Dragon: The Hidden World
Ainda neste novo quadro de
comentários a filmes de animação que começou com “Moana” e
“Spider-Man: Into The Spider-Verse”, e logo a seguir a “Dragon
Ball Super: Broly”, venho comentar agora o filme que encerra uma
trilogia muito especial de que eu gosto bastante. Só o facto desta
animação não ser da Disney e nem da Pixar, já é muito bom. Devo
já dizer que adorei o primeiro e o segundo filme, não só por terem
histórias muito interessantes como também pelo facto da qualidade
da animação ser do melhor que há, mesmo em 2D. E o mesmo se passa
neste terceiro filme, tudo se mantém. Eu adorei este terceiro filme
que encerra a trilogia da maneira que merecíamos. A única coisa que
eu não gostei neste filme foi do vilão, ele é genérico e tem a
mesma retórica que o pai do protagonista tinha que era a questão de
detestar os dragões e condenar a relação e o convívio destes com
os humanos, nesse aspecto penso que houve um retrocesso na saga, nós
já tínhamos ultrapassado esse patamar no final do primeiro filme.
Em tirando este factor, o filme é magnífico, tal como os dois
primeiros. Eu até tolero o humor presente nestes três filmes,
afinal, trata-se de animação, um género em que tudo é possível.
Gostei de rever todas as personagens, principalmente o Hiccup, a
Valka, a Astrid, o Toothless e mesmo o Stoick, que nos aparece em
flashback, em cenas muito ternurentas. E depois, temos a melhor
aquisição deste terceiro filme, que é a fêmea Day Fury, que é
linda. Aliás, aquilo que eu mais gostei neste terceiro filme foram
duas coisas: novamente a relação entre Hiccup e Toothless, e os
momentos entre o Night Fury e a sua amiga nova, a Day Fury. Também
vibrei com as novidades do tal “Mundo Escondido”, adornado de
imagens belíssimas. Toda a componente visual dos três filmes desta
trilogia é riquíssima, metendo no chinelo as animações da Disney
e da Pixar, perdoem-me os fanáticos destes dois estúdios. Confesso
nunca ter visto a série, quem tem estes três filmes, tem tudo sobre
este maravilhoso mundo. Em tirando os filmes de anime japoneses, as
três partes de “How To Train Your Dragon” são os meus filmes de
animação preferidos, retiram-se grandes mensagens deles. Já estou
com saudades. Excelente trilogia, excelente cinema de animação.
Where Hands Touch
Nome
do Filme : “Where Hands Touch”
Titulo
Inglês : “Where Hands Touch”
Ano
: 2018
Duração
: 121 minutos
Género
: Drama/Histórico/Romance
Realização
: Amma Asante
Produção
: Charlie Hanson
Elenco
: Amandla Stenberg, George MacKay, Abbie Cornish, Olivia Vinall,
Christopher Eccleston, Tom Goodman Hill, Alec Newman, Will
Attenborough, Lucy Russell, Tom Sweet, Tim Faraday, Hermione
Gulliford, Allard Geerlings, Ethan Rouse, Cedric Tylleman, Georgina
Oates, Fleur Van Ooij, Daniel Weyman, Madelief Schram.
História
: Leyna é uma adolescente filha de uma mãe branca alemã e um pai
negro. Morando na Alemanha de 1944, ela vive em constante medo por
conta da sua cor de pele. Quando ela conhece Lutz, o filho de um
oficial da SS e membro da Juventude Hitleriana, os dois acabam por se
apaixonar perdidamente, colocando as suas vidas em risco.
Comentário
: Mais uma vez eu não entendo as fracas classificações de um filme
nos sites da especialidade, tudo porque este belíssimo filme de
época é muito bom e é detentor de mensagens bem relevantes. É
também um filme muito triste, a própria história é muito triste,
e a forma como nos é contada e mostrada, faz-nos ficar a torcer o
tempo todo pela vida do casal protagonista, mas já lá vamos. Outra
coisa positiva que o filme tem é a fantástica recriação de época
e as ambientações, tudo muito bem trabalhado, nos facultando uma
visão bem realista daquilo que se passou de verdade há cerca de 70
anos atrás. Fruto de um argumento bem escrito e baseado em factos
históricos, o filme consegue ainda o feito de nos manter colados na
cadeira à medida que as coisas vão acontecendo diante dos nossos
olhos, existindo aqui cenas muito bonitas e pelo menos três
sequências bem marcantes. Eu falo por mim, o filme tem duas horas de
duração, mas como eu estava tão concentrado nele, tudo passou
muito rápido, na verdade, pareceu-me que apenas durou uma meia hora,
o tempo passou voando. E quando essa sensação nos acontece, sempre
assistimos a um filme, é porque o filme é muito bom. A fita serve
também para vermos, para quem ainda não sabe claro, como as coisas
se passavam naquela altura, naquele que é considerado por muitos
como sendo o período mais negro da história da humanidade. Voltando
agora ao casal protagonista, as coisas não podiam ter corrido
melhor. A Amandla Stenberg e o George MacKay estão excelentes nos
seus papéis, além da química entre os dois existir e funcionar,
eles possuem as melhores interpretações das suas ainda curtas
carreiras, não deve ter sido nada fácil para ambos representarem e
viverem estes personagens. Por último, resta-me dizer que lamento a
morte de um personagem e, em contraponto, lamento também que outros
dois tivessem sobrevivido, tornando o final inverossímil.
Ashes In The Snow
Nome
do Filme : “Ashes In The Snow”
Titulo
Inglês : “Ashes In The Snow”
Ano
: 2018
Duração
: 101 minutos
Género
: Drama/Histórico/Romance
Realização
: Marius A. Markevicius
Produção
: Marius A. Markevicius/Zilvinas Naujokas/Prithvi Chavan/Chris Coen
Elenco
: Bel Powley, Sophie Cookson, Martin Wallstrom, Jonah Hauer King,
Lisa Loven Kongsli, Peter Franzen, Nadja Bobyleva, Ieva Andrejevaite,
Aiste Dirziute, Tom Sweet, Dolya Gavanski, Timothy Innes, Sam
Hazeldine, Sarah Finigan, Inga Maskarina.
História
: Em 1941, uma aspirante a artista e a sua família são deportados
para a Sibéria, onde são obrigados a travar uma violenta e decisiva
luta pela sobrevivência.
Comentário
: Numa altura em que eu já era para estar saturado de filmes de
guerra e de fitas sobre o Holocausto ou sobre regimes ditatoriais,
eis que isso não é verdade, porque afinal cada filme é único e
nenhum é igual ao outro. Depois de ter visto o trailer, aquilo que
mais me chamou a atenção foi a presença da bonita e talentosa Bel
Powley, uma actriz que eu gosto bastante. E não podia estar mais
correcto, penso que esta é a melhor interpretação da sua ainda
curta carreira. E a sua personagem é simplesmente adorável, é
impossível não ficarmos o tempo todo do seu lado e a torcer para
que tudo dê certo para ela. A relação dela com os três elementos
da família é eficaz, por vezes, parece realmente que são uma
família. É um filme muito dramático e quando alguém tem que
morrer, morre mesmo, sem artifícios. O filme possui uma componente
histórica muito forte, a recriação de época é boa e o figurino
convence, em grande parte do longa, nos sentimos realmente naquela
época. A relação de amor entre a protagonista e um rapaz do campo
convence também, chegando mesmo a ser tocante sem mostrar muita
coisa. Há uma cena entre a personagem principal e um soldado
graduado que está relacionada com um desenho, que se pode considerar
como sendo a melhor da fita. O filme tem imagens lindas e bonitas
paisagens, principalmente a partir do momento em que os deportados
chegam à Sibéria. Os vilões funcionam enquanto tal. Apesar da
realização estar muito boa, nota-se que se tivesse havido um
orçamento mais arrojado, talvez o resultado final fosse muito
melhor. Em relação ao final do filme, eu confesso que gostava
imenso de ter visto as cortinas fecharem com a protagonista a
ingressar na tal academia para a qual fora admitida.
Soni
Nome
do Filme : “Soni”
Titulo
Inglês : “Soni”
Ano
: 2018
Duração
: 97 minutos
Género
: Drama
Realização
: Ivan Ayr
Produção
: Kimsi Singh
Elenco
: Geetika Vidya Ohlyan, Saloni Batra, Vikas Shukla, Mohit Chauhan,
Gauri Chakraborty, Mohinder Gujral, Upasya Goswami, Simrat Kaur,
Dimple Kaur, Prateek Pachori, Himanshu Kohli, Punit Tiwari, Kalpana
Jha, Samar.
História
: Soni, uma jovem e promissora agente policial de Deli, tem se
destacado na corporação por combater uma grande quantidade de
crimes contra mulheres, que aumentam cada vez mais na Índia, o seu
país. Ela conta sempre com o apoio da sua superior, Kalpana, mas
quando Soni é transferida por supostas alegações de má conduta, a
aliança das duas começa a sofrer vários riscos que podem colocar
muito mais em risco do que elas imaginam.
Comentário
: Mais um filme indiano que tive a sorte de ver, mas este não é tão
bom quanto “Love Sonia”, sendo ainda assim, um bom filme. O filme
retrata uma realidade que eu desconhecia, nem nos meus sonhos mais
loucos eu sonhava que num país como a Índia, os homens permitem que
mulheres sejam policias, foi uma enorme surpresa para mim. Uma
surpresa bastante positiva portanto. A história do filme é bem
interessante e cativa acompanharmos a rotina da protagonista, ela é
uma mulher bem independente e aparentemente livre num mundo dominado
por homens. Ao contrário da maioria das mulheres indianas, Soni não
ambiciona ter um homem e muito menos casar e ter filhos, para ela, a
vida que tem chega-lhe na perfeição, ela não deseja mais nada a
não ser tornar-se numa excelente agente da autoridade para ajudar os
indefesos a se livrarem dos criminosos, enfim, levar a sua vida na
boa. Mas não é fácil, a mentalidade dos indianos não é aberta e
o facto de uma mulher mandar neles e representar uma autoridade a
quem eles devem obedecer e ter respeito, é algo muito à frente para
aquelas cabeças. As interpretações são muito boas, com destaque
para a jovem actriz que desempenha a protagonista, a Soni do título.
Nota-se claramente que o filme foi feito com poucos recursos, sendo
uma espécie de filme independente indiano, o que se verifica mais
nas cenas que decorrem à noite ou em ambientes escuros. A fotografia
não é tão boa, ainda assim, o filme está muito bem filmado. É
uma fita onde podemos ver como funciona a mentalidade do indiano,
seja homem ou mulher. Um filme que se dispõe a mostrar-nos uma
realidade alheia a muitos.
The Old Man & The Gun
Nome
do Filme : “The Old Man & The Gun”
Titulo
Inglês : “The Old Man & The Gun”
Titulo
Português : “O Cavalheiro Com Arma”
Ano
: 2018
Duração
: 93 minutos
Género
: Biográfico/Drama/Crime/Ação
Realização
: David Lowery
Produção
: Robert Redford
Elenco
: Robert Redford, Sissy Spacek, Casey Affleck, Danny Glover, Tom
Waits, Tika Sumpter, Ari Elizabeth Johnson, Teagan Johnson, Gene
Jones, John David Washington, Barlow Jacobs, Augustine Frizzell,
Jennifer Joplin, Isiah Whitlock Jr, Patrick Newall, Daniel Britt,
Leah Roberts, Elisabeth Moss, Alphaeus Green Jr, Keith Carradine.
História
: Em 1979, quando já estava na casa dos 70 anos, Forrest Tucker,
criminoso desde novo, fugiu da prisão de San Quentin, na Califórnia,
e reiniciou uma série de assaltos, na sua maioria a bancos.
Charmoso, tornou-se famoso pelo facto de ter dedicado sessenta anos
da sua vida ao crime, pela forma como o praticava e, sobretudo, pela
sua gentileza.
Comentário
: Cá está a segunda grande surpresa deste ano que ainda agora
começou. Depois das meninas dos skates, agora surgiu-me um
verdadeiro senhor que passou sessenta dos seus 84 anos de vida a
roubar, sem ter disparado um único tiro no processo, nem ferido
ninguém. Li algures que é com este filme de apenas noventa minutos
que o grande Robert Redford pretende despedir-se da sua carreira de
actor no cinema. O filme em causa é uma biografia de Forrest Tucker,
alguém que existiu de verdade e Robert Redford está excelente neste
papel, sem dúvidas, um dos seus melhores personagens. Habituado ao
cinema independente, o realizador David Lowery prova com este seu
novo filme que não são precisos grandiosos efeitos especiais, nem
grandes perseguições e tiroteios e muito menos explosões e
acidentes para se fazer um bom filme de ação. Basta para isso, usar
poucos recursos, um orçamento reduzido, adaptar uma história real e
contratar um dos melhores actores de sempre. Eu não estou a
exagerar, eu me diverti imenso a ver este filme, ele causou-me alguma
tensão em um ou dois momentos, a cena do encontro entre o criminoso
e o polícia no café e de seguida no WC foi a melhor do longa. Como
é lógico, o Robert Redford possui aqui não só mais uma excelente
prestação como também a melhor do filme. Sissy Spacek, também ela
uma senhora, encanta com a sua personagem, embora tivesse havido uma
atitude dela que eu não entendi. O Casey Affleck está impecável no
papel do polícia que anda na cola do famoso ladrão, a vestimenta
fica-lhe realmente muito bem. Um grande filme com um excelente actor
como protagonista e interpretando uma figura real e famosa. Adorei.
Dragon Ball Super: Broly
Voltando assim ao quadro
de comentários a filmes de animação, hoje vou comentar dois filmes
e este é o primeiro. Antes de mais, tenho que dizer que quando era
mais novo, adorava as séries “Dragon Ball” e “Dragon Ball Z”.
Nunca gostei dos filmes porque não eram canônicos, apesar de ter
ido ver dois ao cinema naquela altura. Detestei a série “Dragon
Ball GT”. No ano passado, não liguei muito à nova série –
Dragon Ball Super – pelo que apenas segui a fase do Torneio do
Poder. Penso que a magia se perdeu depois dos últimos episódios de
“Dragon Ball Z”, pelo que gostei bastante da fase do Freeza e da
fase do Majin Boo. Não vi os dois filmes alusivos a “Dragon Ball
Super”, mas ouvi dizer que são muito fracos. Aquilo que mais me
chateia nisto tudo é o facto de que as coisas deviam ter terminado
em “Dragon Ball Z”. A situação chegou ao ridículo dos sayajins
agora terem transformações para vermelho, azul e até rosa, já não
sabem o que inventar mais, só falta terem o cabelo às cores. Mas eu
até gostei do novo nível do Goku – Instinto Superior. E agora
sabe-se que pretendem dar seguimento à série “Dragon Ball Super”,
inventando a Patrulha, o rapto de Majin Boo para fins desconhecidos,
o ser mágico e maligno Moro e quem sabe a inserção do criador de
tudo, Zalama que seria ainda mais poderoso do que Daishinkan e Zeno.
Já para não falar da mini-série “Dragon Ball Super Heroes”,
que considero uma nulidade, desnecessária e uma perda de tempo.
Eu não estava muito
vocacionado para ver este novo filme, que todos diziam ser o melhor
dos vinte filmes. Mesmo porque não sou grande admirador de “Dragon
Ball Super”, mas como sempre gostei deste anime, decidi embarcar
também nesta aventura. Primeiro que tudo, eu não considero “Dragon
Ball Super: Broly” um filme, sim, é antes uma fusão de dois
grandes episódios de 45 minutos cada. O primeiro conta a história e
o passado de Goku, Vegeta, Broly e Freeza e todas as suas
implicações, e este eu confesso ter adorado, porque nos é contada
e mostrada como algo dramático e muito interessante, e eu vou mais
longe, achando que estes 45 minutos deviam ter aparecido no início
da série “Dragon Ball” para depois avançar para toda a história
e aventuras de Goku na Terra, até chegar à fase do Raditz, que se
situa no início de “Dragon Ball Z”, isso seria perfeito.
Seguindo a minha teoria, este primeiro longo capítulo do filme é
bastante cativante e eu adorei ver todo ele. Já o segundo suposto
longo capítulo do filme, ele tem início na actualidade, logo a
seguir ao último episódio da nova série “Dragon Ball Super”.
No entanto e é aqui que
começam os verdadeiros problemas, o filme descamba e o que temos são
longos 40 minutos de sequências de porrada da grossa. Eu como gosto
do estilo deste anime, gostei, mas sejamos sinceros, é uma autêntica
javardice. Algumas cenas de ação são espectaculares demais, grande
parte das cenas de luta são confusas e às vezes não se percebe
muito bem o que se passa diante dos nossos olhos. O filme peca também
por não dar a devida atenção e mesmo o que fazer a todas as
personagens secundárias, como Bulma, Whis, Piccolo, Bills, Goten ou
Trunks. Por exemplo, Gohan, que é um dos mais poderosos, nem luta.
Poucos guerreiros Z ajudam na luta. A banda sonora é uma porcaria,
prefiro largamente as melodias de “Dragon Ball Z”. Apesar disso,
adorei ver o Freeza e o Gogeta neste filme e a qualidade da animação
é a melhor que alguma vez apareceu seja nas três séries ou nos 20
filmes. Também gostei do Broly, finalmente, fizeram o personagem
como deve de ser. Só ficaram a faltar o Jiren e o Instinto Superior
no Gogeta, talvez os usem na fase do Moro. Bom filme.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
Glass
Nome
do Filme : “Glass”
Titulo
Inglês : “Glass”
Ano
: 2019
Duração
: 129 minutos
Género
: Drama/Mystery/Thriller
Realização
: M. Night Shyamalan
Produção
: M. Night Shyamalan
Elenco
: Bruce Willis, Samuel L. Jackson, James McAvoy, Anya Taylor-Joy,
Sarah Paulson, Spencer Treat Clark, Charlayne Woodard, Luke Kirby,
Adam David Thompson, Shannon Destiny Ryan, Diana Silvers, Kyli Zion,
Nina Wisner.
História
: O segurança David Dunn é um homem anónimo até ao dia em que se
torna o único sobrevivente de um acidente ferroviário. Não percebe
porque é que todos os passageiros morreram e ele não sofreu
qualquer ferimento. Um desconhecido, que sofre de uma doença de
ossos e que é fanático por livros de quadrinhos, começa a
persegui-lo. Chama-se Elijah Price e tem uma teoria sobre o sucedido.
Em contraponto a estas duas personagens existe Kevin, que sofre de um
grave transtorno dissociativo de identidade e que possui dentro de si
mais de duas dezenas de personalidades distintas. Quando Ellie
Staple, uma psiquiatra especializada em tratamentos de megalomania,
os reúne para estudo, dá início a um perigoso jogo de manipulação
em que cada um deles assume um papel inesperado.
Comentário
: Em tirando os dois primeiros filmes que eu não conheço e quatro
enormes fiascos, eu gosto dos filmes deste realizador, eles são
conhecidos não só pelas suas boas histórias como também pelas
reviravoltas que têm ao longo da narrativa, mas principalmente no
final. E este “Glass” não é diferente, eu gostei bastante deste
seu último filme. Este filme encerra a trilogia que o realizador
criou para desconstruir os filmes de super-heróis e é sequela de “Split”
e de “Unbreakable”. E o director soube neste terceiro e último
filme juntar todas as pontas soltas, unindo as seis personagens
principais dos três filmes : o vigilante, a mente brilhante, a
besta, o filho do vigilante, a mãe da mente brilhante e a fraqueza
da besta. Este terceiro filme tem igualmente uma boa história, indo
focar aspectos dos outros dois filmes e unindo tudo numa simbiose
perfeita. O director mostra com esta sua trilogia como deviam ser os
filmes de super-herói, porque se eles existissem, seriam assim, como
ele os mostra nestes três filmes, sem as fantochadas e exageros dos
filmes da Marvel, DC e demais estúdios. Ao contrário destes
estúdios, M. Night Shyamalan não pretende fazer muito dinheiro com
os seus filmes, ele apenas quis contar uma boa história com bons
personagens, sem grandiosos efeitos especiais, sem explosões e
principalmente sem humor ridículo, e conseguiu. Estes três filmes
funcionam ainda como uma grande homenagem ao mundo dos quadrinhos.
No
filme existem dois grandes twists, um é menor e tem a ver com o
passado e com o personagem do pai de Kevin. E o outro twist, este sim
espectacular, envolve um feito do Senhor Glass, que é uma
reviravolta que funciona muito bem dentro da trilogia e na proposta
do realizador. Tal como os outros, este filme também têm mensagens
a retirar dele, uma que eu queria destacar é o facto dos grandes
interesses instalados dos países quererem sempre abafar certas
verdades, certos acontecimentos e factos para seus benefícios
próprios, o que sempre conseguem fazer em relação à maioria dos
elementos que compõem os seus povos, e neste filme isso está
presente na personagem da vilã que é a psiquiatra da tal
organização da tatuagem do trevo. Mas este terceiro filme possui
outras mensagens bem mais focadas nos temas do filme, não vos irei
estragar as surpresas. Os seis personagens centrais (frisados em
cima) foram muito bem trabalhados e os actores que os representam
estiveram todos bem.
O
Samuel L. Jackson tem o seu personagem ligeiramente mudado em algumas
nuances, mas a sua essência continua lá, gostei de o ter revisto,
mas esperava mais conteúdo do seu Elijah Price, afinal, este é o
seu filme, daí o título do longa. O Bruce Willis está igualmente
bem, embora um pouco “apagado”, pedia-se mais do seu David Dunn.
O James McAvoy é quem está melhor, ele dá um show na actuação, é
uma delícia vê-lo interpretar as várias personalidades, o actor
dedicou-se bastante ao seu Kevin Wendell Crumb e aos outros 23. O
Spencer Treat Clark e a Charlayne Woodard regressam e bem aos seus
papéis do primeiro filme, foi uma jogada de mestre usar os mesmos
actores passados estes 19 anos, é assim que se conserva e mantém a
essência e o reslismo dos personagens nas sagas, os estúdios deviam
aprender com isto, principalmente um tal de C. Nolan em relação à
troca da actriz para o papel de Rachel. Eu não gosto da actriz Sarah
Paulson, acho a pessoa enervante, talvez por isso, a sua personagem
tenha conseguido esse mesmo efeito em mim. E a Anya Taylor-Joy é
mais uma estrelinha que já brilha com luz própria. As cenas da miúda com McAvoy são as melhores do filme. E o final é
espectacular, me surpreendeu totalmente, eu não esperava nada
daquilo, ele fechou a história de maneira bem redondinha e sem
espaço para sequelas, que é outra coisa que os grandes estúdios
deviam aprender também. “Glass” é, tal como “Unbreakable” e
“Split”, um bom filme; e que encerra da melhor maneira uma
excelente história.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2019
The Guilty
Nome
do Filme : “Den Skyldige”
Titulo
Inglês : “The Guilty”
Titulo
Português : “O Culpado”
Ano
: 2018
Duração
: 84 minutos
Género
: Thriller/Drama
Realização
: Gustav Moller
Produção
: Lina Flint
Elenco
: Jakob Cedergren, Jessica Dinnage, Johan Olsen, Omar Shargawi,
Katinka Evers Jahnsen, Jacob Lohmann, Jeanette Lindbaek, Simon
Bennebjerg, Laura Bro.
História
: O agente policial Asger Holm está acostumado a trabalhar nas ruas
da cidade, mas devido a um caso seu, é confinado à mesa de
emergências. Encarregado de receber ligações telefónicas e
transmitir às delegacias responsáveis, ele é surpreendido pela
chamada de uma mulher desesperada, tentando comunicar o seu sequestro
sem chamar a atenção do sequestrador. Infelizmente, ela precisa
desligar antes de ser descoberta, de modo que Asger dispõe de poucas
informações para encontrá-la. Começa a corrida contra o relógio
para descobrir onde ela está, para mobilizar os policiais mais
próximos e salvar a vítima antes que uma tragédia aconteça.
Comentário
: Vamos falar agora de cinema europeu, de um filme dinamarquês, de
um filme que eu gostei bastante e que, mais uma vez, deixa no chinelo
muitas produções americanas. Primeiro que tudo, este filme não irá
agradar aquele tipo de público que está acostumado a perseguições,
explosões e muita ação. Ele é um filme mais contemplativo, tem um
ritmo lento e passa-se sempre no mesmo local, o único personagem
existente passa o tempo todo entre duas salas dentro do mesmo sítio.
Como eu disse, o filme só tem um único personagem em campo,
aparecem outras pessoas, mas quase não falam enquanto que os outros
que falam são apenas vozes que ouvimos do outro lado da linha
telefónica. E isso é engraçado porque nos obriga a imaginar o que
essas pessoas estão a fazer, afinal, nós as ouvimos muito bem e só
temos por isso de imaginar as suas ações. O actor principal de
serviço, Jakob Cedergren, ele dá um show de actuação, e isso é
muito engraçado porque ele faz o filme todo acontecer, ele é uma
espécie de “pau para toda a obra” e se sai muito bem, a sua
interpretação é bem consistente e funcional. Existe um certo
realizador indiano que é muito famoso que se visse este filme,
ficaria surpreendido com o twist aqui existente, afinal ele também
gosta de incluir grandes reviravoltas nos seus filmes. De facto, eu
fiquei boquiaberto e arrepiado com o twist deste filme que envolve a
mulher sequestrada do outro lado da linha, que é a situação
principal do longa, é mesmo surpreendente, é de ficarmos de queixo
caído. O título do filme está relacionado com uma dualidade do
protagonista, ele não só é culpado pela situação que o colocou
atrás de uma mesa de urgências, como também é culpado daquilo que
aconteceu no caso dessa mulher. Então está aí, mais um filme que
prova que, com poucos meios e um orçamento muito reduzido, é
possível fazer-se um bom filme.
sábado, 12 de janeiro de 2019
Sorry To Bother You
Nome
do Filme : “Sorry To Bother You”
Titulo
Inglês : “Sorry To Bother You”
Ano
: 2018
Duração
: 111 minutos
Género
: Ficção-Científica/Fantasia/Comédia Dramática
Realização
: Boots Riley
Produção
: Forest Whitaker/Nina Yang Bongiovi
Elenco
: Lakeith Stanfield, Tessa Thompson, Jermaine Fowler, Terry Crews,
Omari Hardwick, Michael X. Sommers, Danny Glover, Steven Yeun, Robert
Longstreet, Armie Hammer, Shelley Mitchell, Damion Gallegos, Michael
Rhys Kan, Safiya Fredericks, David Cross, Patton Oswalt, Lily James,
Rosario Dawson, Indigo Jackson.
História
: Numa versão actual alternativa de Oakland, o atendente de
telemarketing Cassius Green descobre uma chave mágica para o sucesso
profissional.
Comentário
: Passando despercebido no ano passado e considerado por muitos como
sendo um dos melhores filmes desse ano, “Sorry To Bother You” foi
um dos filmes mais malucos que eu já assisti. São abordados vários
assuntos e temas ao longo da projeção, entre eles o racismo, o
capitalismo, o sexo, o mundo laboral e a política. Eu confesso que
não conhecia este filme até há bem pouco tempo e fiquei
surpreendido com o que vi. Detentor de uma vibe fantástica, este é
um filme muito diferente daquilo que estamos acostumados a ver, e eu
que o diga. No papel do protagonista, Lakeith Stanfield está
soberbo, foi a primeira vez que eu vi este actor a representar,
ficando automaticamente rendido ao seu talento. O homem tem aqui uma
mistura de interpretação com prestação física bem interessante e
credível, confesso que ficarei de olho nele futuramente. O Danny
Glover está hilário neste papel, os anos não passam por ele. O
Armie Hammer está sinistro neste seu registo, e infelizmente por
isso, eu tive dificuldade em reconhecer a genialidade do actor neste
papel. Mas quem rouba o show, é a nossa querida Tessa Thompson
(Creed), que foi quem mais me pasmou neste longa, além da sua
Detroit ser a melhor personagem do filme não sendo a principal, eu
fiquei totalmente rendido a ela. Além disso, a química entre Tessa
e Lakeith sente-se a cada frame que contracenam juntos, os dois
funcionaram muito bem aqui, seja como personagens ou enquanto
profissionais. Todo o elenco de secundários está de parabéns. Eu
gostei principalmente do primeiro acto do filme, o segundo é apenas
razoável, mas penso que as coisas a partir do final do segundo acto
e em todo o terceiro acto desmoronam um pouco. Eu não gostei das
escolhas que o director fez para justificar o género de fantasia
existente na premissa, foi tudo muito bizarro. Ainda assim, o filme
vale pela sua originalidade.
Ferrugem
Nome
do Filme : “Ferrugem”
Titulo
Inglês : “Rust”
Titulo
Português : “Ferrugem”
Ano
: 2018
Duração
: 100 minutos
Género
: Drama
Realização
: Aly Muritiba
Produção
: Antônio Junior
Elenco
: Tifanny Dopke, Giovanni de Lorenzi, Clarissa Kiste, Duda Azevedo,
Enrique Diaz, Gustavo Piaskoski, Pedro Inoue, Igor Augustho.
História
: Vítima de bullying, uma adolescente decide tomar uma atitude
drástica.
Comentário
: É com muito gosto que eu regresso mais uma vez ao cinema
brasileiro, é um cinema que eu gosto bastante, existem filmes
brasileiros muito bons e ultimamente é onde isso se tem verificado
mais. Hoje trago um filme que aborda um tema já muito batido, mas
ainda assim, bastante delicado e em que é preciso muito cuidado para
trabalhar nele. E penso ter sido esse o principal problema deste
filme, porque além de mal escrito, ele não trabalhou muito bem as
temáticas do bullying e do suicídio da maneira como estas se
apresentaram dentro do contexto proposto pelo director. E isso não
são spoilers, um dos temas aparece na sinopse e o outro está num
dos posters. Eu disse que o filme estava mal escrito porque tem
coisas nele que não fazem muito sentido, foram mal explicadas ou
mesmo carecem de uma devida explicação. Por exemplo, se a mochila
da miúda tinha ficado no banheiro da escola, como que raio o pai do
bully alcançou a mala e tem na sua posse o diário da miúda. Outra,
se o pai sabe que o filho foi o responsável por aquela tragédia,
porque motivo quer esconder tudo ao em vez de denunciar o filho, que
era isso que uma pessoa saudável devia fazer. Mas existem outras
coisas que não fazem muito sentido, qualquer pessoa minimamente
capaz de perceber o que está a ver, chegava às mesmas conclusões e
ficava com as mesmas dúvidas. Em tirando esses aspectos, o filme
está muito bom. Todas as interpretações estão boas, com destaque
para a jovem Tifanny Dopke, que me surpreendeu pela positiva. Eu
percebi logo à primeira que quem tinha roubado o telefone da miúda
foi o seu novo interesse amoroso, não é difícil deduzir isso. Um
filme que devia ser visto e debatido por pais e educadores.
The Day After
Nome
do Filme : “Geu-hu”
Titulo
Inglês : “The Day After”
Titulo
Português : “O Dia Seguinte”
Ano
: 2017
Duração
: 91 minutos
Género
: Drama
Realização
: Sang Soo Hong
Produção
: Kang Taeu
Elenco
: Kwon Haeyo, Kim Minhee, Kim Saebyuk, Cho Yunhee.
História
: Bongwan sai de casa ainda de madrugada em direção à pequena
editora de que é proprietário. O seu pensamento divaga pela
rapariga que durante um tempo trabalhou consigo como secretária, e
com quem teve um caso extraconjugal. Um pouco mais tarde, ao chegar
ao escritório, conhece Areum, no seu primeiro dia de trabalho como
substituta da antiga amante. Nesse dia, a mulher de Bongwan encontra
um bilhete de amor, vai até ao escritório sem se anunciar, e
confunde Areum com a mulher com quem o marido a traíra.
Comentário
: Eu gosto muito de cinema calmo, contemplativo e de arte. Gosto de
filmes que nos embalam, que nos fazem sentir as mais variadas emoções
e que nos encantam com as suas histórias. Eu penso que uma das
coisas mais importantes num filme é a sua história, basta um filme
ter uma boa história e já é meio caminho andado para dele
gostarmos. É isto que temos quando falamos e vemos cinema deste
realizador, e se a tudo isso juntarmos excelentes diálogos, então
temos um prato cheio de bom cinema. Não é só de blockbusters que a
sétima arte de define, eu diria que ela vive deles, mas define-se
principalmente pelo cinema de arte. O cinema oriental tem destas
coisas também, sendo este um filme coreano, alguns outros
realizadores devem-se ter inspirado nas obras deste director. O que
temos neste recente filme de Sang-Soo Hong é uma fita terna e
simples que nos embala cuidadosamente ao longo de hora e meia, nos
proporcionando bons momentos de cinema. Adornado de uma banda sonora
melosa, o filme tem nos seus diálogos a principal riqueza do longa.
Basicamente, o que temos aqui é uma estrutura fílmica composta
unicamente por conversas entre as quatro principais personagens.
Gostei das respectivas interpretações, os quatro estão belíssimos
nos seus papéis, todos credíveis. A personagem que eu mais gostei
foi a Areum, como é óbvio. É uma obra que fala do amor, da
complexidade das relações humanas e até do ser humano no geral,
entre outros temas mais díspares. E aquilo que mais impressiona é
que o realizador conta e mostra tudo isto sem nos dar uma única cena
de sexo. Um último reparo, o filme é a preto e branco. Isto é cinema.
Support The Girls
Nome
do Filme : “Support The Girls”
Titulo
Inglês : “Support The Girls”
Ano
: 2018
Duração
: 90 minutos
Género
: Comédia Dramática
Realização
: Andrew Bujalski
Produção
: Houston King/Sam Slater
Elenco
: Regina Hall, Haley Lu Richardson, Dylan Gelula, Zoe Graham, Ann
McCaskey, Elizabeth Trieu, Krista Hayes, Shayna McHayle, Lea DeLaria,
Lindsay Anne Kent, Nicole Onyeje, AJ Michalka, Jana Kramer, Kat
Rogers, Brooklyn Decker, AnnaClare Hicks, Luis Olmeda, Jesse
Marshall, Gerald Brodin, Laura Frances.
História
: Lisa Conroy é a gerente de um restaurante, ela adora o local, seus
clientes e protege ferozmente as suas funcionárias. Quando ela tenta
arrecadar dinheiro para ajudar uma de suas meninas, o dono do
estabelecimento descobre e decide que vai fazer o que for preciso
para impedir Lisa.
Comentário
: Este filme é hilário e eu vou tentar esforçar-me ao máximo para
me expressar sobre aquilo que acabei de ver. Pessoal, como é do
vosso saber, eu não gosto de comédias, mas quando esse género é
misturado com outro, no caso com drama, eu abro uma excepção e o
resultado não podia ter sido melhor. Apesar do filme estar mal
classificado na IMDB, em outros sites ele até possui notas bem
aceitáveis e como as classificações da IMDB não são muito de
fiar, eu fui com mais vontade ainda para o filme. E gostei bastante,
é uma fita que nos põe bem dispostos em alguns momentos e noutros
nos deixa a pensar, existem cenas aqui que são bem específicas. A
cena do cliente ordinário que é incorreto para uma das funcionárias
do restaurante é marcante, ela não serve apenas para ilustrar que o
cliente não tem sempre razão, mas também para nos mostrar como
funciona a cabeça de um homem quando vê uma mulher atraente aos
seus olhos.
Eu
gostei bastante da vestimenta das funcionárias, no bom sentido
claramente. A história até pode parecer simples, mas é bem
interessante em determinados pontos de vista, veja-se as atitudes do
proprietário do restaurante face às meninas, mas principalmente em
relação à gerente. Eu diverti-me imenso com algumas cenas, tem
situações envolvendo as meninas que são muito engraçadas, a
sequência da emissão da luta em directo pela televisão é a melhor
do filme, onde facilmente se tira apontamentos e uma ou outra lição
de vida das reações de alguns dos seus intervenientes. A Regina
Hall está divinal aqui, eu adorei não só a sua interpretação
como também a humildade e a humanidade da sua personagem. E a Haley
Lu Richardson tem aqui a melhor personagem do filme, eu adorei tudo
na sua Maci e principalmente tudo o que a jovem actriz fez com ela. A
cena final no telhado é linda.
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